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sábado, 18 de maio de 2013

O cangaceiro Moreno

Por: Guilherme Machado

Um passado triunfante, de glória e aventura no cangaço. 


Moreno um dos últimos da saga do cangaço brasileiro.


 É como fala o poeta João de Sousa Lima: sangue, amor e aventura no cangaço. 


Moreno e Durvinha, pais da companheira Neli Conceição.


Extraído do facebook. Página do pesquisador do cangaço: Guilherme Machado

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Livros sobre "Cangaço"

1938 - Angico

Autor: Paulo Medeiros Gastão


Lampião de A a Z


Os livros 1938 - Angico e Lampião de A a Z podem ser
adquiridos através
deste e-mail:
paulomgastao@hotmail.com
Diretamente com o autor (não está a venda em livrarias).
Preço por exemplar:
R$ 20,00 (vinte reais+ frete).

A outra face do cangaço

  
Autor: Antonio Vilela de Sousa


PARA AQUISIÇÃO DO EXCELENTE  LIVRO:
A presente obra custa R$ 20,00 (Vinte reais) + frete a consultar. Tem 102 páginas, fotos inéditas e está sendo comercializado exclusivamente pelo autor
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ou telefones: (87) 3763 - 5947 / 8811 - 1499/ 9944 - 8888 (Tim)

Ivanildo Alves da Silveira
Natal-Rn

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MEXENDO O PIRÃO

Autor: Adriano Marcena

Título: Mexendo o Pirão:


Importância sociocultural da farinha de mandioca no Brasil holandês (1637-1646)
Tema: História da alimentação
Páginas: 160
Preço do livro: R$ 20,00

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Missa de 7º dia do Prof. Luiz Renato de Araújo Pontes

Convite para Missa de 7o dia do Prof. Luiz Renato de Araújo Pontes

Data: 20/05/2013 (segunda-feira)
Local: Igreja de Santa Júlia (Torre)
Horário: 17h


Prof. João Marcelo Alves Macêdo
Diretor Técnico-Cientifico e de Integração com a Sociedade
Instituto UFPB de Desenvolvimento da Paraíba - IDEP
DCSA/CCAE/UFPB - Líder do GAPCIC/UFPB/CNPq

(83) 8872-0506 (OI) / 8134-8191 (TIM)
Email: jmmarcelopb@gmail.com
Skype: jmmarcelopb
Twitter: http://www.twitter.com/joaomarcelopb
Web Site: http://www.joaomarcelo.net
Lattes: http://lattes.cnpq.br/0370488498421792
Grupo de Pesquisa: http://www.ccae.ufpb.br/gapcic


Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço: 
José Romero Araújo Cardoso


É hoje a abertura Oficial do Cariri Cangaço 2013: Lavras da Mangabeira


Dentro de  mais algumas horas começa o Cariri Cangaço 2013 com grande festa em
Lavras da Mangabeira!

Começa hoje as 15 horas a Agenda do Cariri Cangaço para 2013; O município de Lavras da Mangabeira inaugura com um grande evento o conjunto de Avant Premier do Cariri Cangaço 2013.

A secretária de Cultura do município de Lavras da Mangabeira, Cristina Couto, disse que a cidade vive a expectativa de realização do evento, que já promoveu outros 3 seminários, exposições e debates nas cidades de Barbalha, Crato, Aurora, Barro, Juazeiro do Norte, Missão Velha e Porteiras. "Aqui em Lavras o enfoque será dado para a discussão sobre a Sedição de Juazeiro e a participação de Fideralina Augusto Lima", frisou. "É uma oportunidade das pessoas conhecerem acerca da história do Ceará", completou.

O Cariri Cangaço 2013 começa com a tradicional Cavalgada Lêla Férrer, que  é um acontecimento anual e de resgate histórico, coordenado pelo deputado estadual, Heitor Férrer, descendente da matriarca Fideralina Augusto Lima, que no século passado exerceu com determinação e força, liderança política regional. Na época, a família comprava animais da região do Riacho do Sangue e os trazia em tropas para Lavras.

Neste ano, a chegada de 12 cavaleiros que vão se juntar a 50 vaqueiros vai coincidir com a abertura do Cariri Cangaço. Após a solenidade de abertura a ser realizada no plenário da Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira, haverá apresentação de um vídeo produzido pela Assembleia Legislativa sobre a história de vida de Fideralina Augusto Lima.


Fideralina : Personagem Principal

"Ela foi uma das cinco matriarcas do Nordeste, com poder de mando, quando naquela época esse papel não era reservado à mulher", observou Cristina Couto. "Estava à frente do seu tempo". Ainda à tarde, haverá palestra com o historiador Dimas Macedo, que vai abordar o tema ´Entre canetas e bacamartes´. Integram os debates, os professores José Cícero, Juliana Ischiara e Bosco André, sob a coordenação de Manoel Severo Barbosa.

Está prevista para o fim da tarde, uma apresentação cultural com declamação de cordel de autoria de José Teles da Silva, que descreve sobre a passagem de Lampião em 1927 sobre Lavras da Mangabeira, e de número de dança de xaxado por um grupo de estudantes da Escola de Ensino Fundamental Assis Lucena. No domingo pela manhã, a programação inclui um encontro dos participantes do evento com o prefeito, Gustavo Augusto Lima Bisneto (Doutor Tavinho), descendente (trineto) da matriarca Fideralina Augusto. No domingo a visitação aos prinicpais pontos turídsticos de Lavras e ao emblemático sítio Tatu, propriedade de Fideralina Augusto Lima.

CARIRI CANGAÇO 2013

http://cariricangaco.blogspot.com 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Entre Deus e o Diabo – O único homem a filmar Lampião e seu bando.

Por Nação Nordestina em Destaque, Nordeste

Livro resgata a saga do sírio-libanês Benjamin Abrahão, que imigrou para o Nordeste brasileiro na década de 1910 e entrou para a história por se tornar braço direito do padre Cícero e ter sido o único a filmar Lampião e seu bando.

Deus e o diabo na terra do sol. Impossível não lembrar do título do filme de Glauber Rocha ao ouvir a história do sírio-libanês Benjamim Abrahão, curiosa figura que fez sua vida no sertão nordestino nos anos 1920 e 1930. O forasteiro conseguiu seu sustento se aproveitando ora do homem santo padre Cícero, ora do vilão Lampião. Nessa empreitada, ficou marcado na história como o primeiro a documentar de perto a vida do cangaço, através de fotos e filmes.

Sua rica biografia é narrada pelo historiador Frederico Pernambucano em Benjamin Abrahão, entre anjos e cangaceiros, livro repleto de detalhes suculentos sobre a vida no sertão e que não deixa de fora importantes marcos da política e da história da época.

Parte da história de Benjamin Abrahão já havia sido contada no filme Baile perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira. A essa época, Pernambucano já estudava a saga do sírio-libanês e foi ele quem sugeriu o tema para os cineastas. Passados quase 20 anos, o historiador nos revela, em mais detalhes, um Benjamin Abrahão oportunista, que soube aproveitar cada chance oferecida no Brasil.

Logo que chegou ao país, em 1915, fugido do alistamento militar para a Primeira Guerra Mundial, Abrahão usou da sua estrangeirice para conquistar a confiança de padre Cícero, então um poderoso e influente líder religioso e político de Juazeiro, interior do Ceará. Em meio à multidão de fiéis que visitavam o “padim”, o sírio se destacou apresentando-se como conterrâneo de Jesus. Tornou-se secretário pessoal de Cícero.

Capa do livro

“Benjamin era um espertalhão, tão sedutor que conseguiu se instalar na casa paroquial, na época uma sede de poder importante. Lá vivia o padre Cícero e seu braço político Bartolomeu Floro. Benjamin se tornou o braço pessoal do padre”, conta Pernambucano. “Ficaram o padre e os dois como se fossem seus ministros.”

O sírio-libanês ficou na paróquia de 1917 a 1926. Nesse período, responsável pelas muitas joias doadas por fiéis, desviou fundos para si mesmo. Circulava no luxo e na luxúria até que a morte do padre pôs fim a sua boa vida.

Pernambucano nos conta que em uma última tentativa de lucrar em cima do beato, Abrahão cortou chumaços de cabelo de Cícero já morto e passou a vendê-los para os romeiros. O empreendimento deu lucro até que o povo começou a desconfiar que o religioso não tinha tanto cabelo quanto estava sendo vendido.

O cangaço filmado

Sem dinheiro e desrespeitado, Benjamin Abrahão partiu para uma nova aventura. Com a chancela de ter sido braço direito de padre Cícero, foi em busca do temido Virgulino Ferreira, o Lampião. Devoto conhecido do “padim”, o cangaceiro estava em seu auge, controlando vários bandos pelo Nordeste, quando Abrahão lhe propôs ser seu documentarista oficial. Os dois já haviam se encontrado quando o cangaceiro foi convencido por padre Cícero a lutar ao lado do governo contra a Coluna Prestes, que passou pelo Nordeste por volta de 1925.

Abrahão já tinha tudo preparado. Conseguiu apoio da agência alemã Aba Filmes para filmar o cangaceiro procurado pela Justiça com uma câmera sem som de alta tecnologia para a época. Lampião, fascinado com a modernidade dos apetrechos, aceitou a proposta. Antes, porém, testou o equipamento para garantir que não se tratava de uma arma disfarçada.
“Benjamim conseguiu convencer Lampião por causa do efeito mágico do cinema”, diz Pernambucano. “Naquela época, Lampião mobilizava grossos capitais. Travava com coronéis da região que financiavam seus roubos e recebiam parte do lucro. Seu bando era a imagem do sucesso da organização fora da lei. Ele viu na proposta de filmagem a oportunidade de ingressar na história pela forma mais moderna que havia então.”

A aventura cinematográfica de Benjamim Abrahão ganhou as páginas dos principais jornais do país. Em fevereiro de 1937, ele publicou uma série de reportagens no Diário de Pernambuco exibindo a intimidade do cangaço. Havia fotos impensáveis de Lampião costurando, Maria bonita penteando-lhe os cabelos, cangaceiros tocando gaita e comendo. O sírio-libanês anunciava para a imprensa que em breve lançaria um documentário sobre 

Lampião e seu bando.

A ideia dele era exibir o filme no Brasil e vender cópias para o exterior, onde Lampião também era manchete. Mas seu sonho foi destruído pela então recém-instalada ditadura do Estado Novo, que mandou confiscar as filmagens e proibiu a exibição e comercialização das películas.

“As fotos e filmes de Benjamim eram um atestado da incompetência das forças policiais e uma afronta ao Palácio do Catete”, comenta o historiador, que traduziu a caderneta em que o forasteiro sírio registrou denúncias sobre as forças policiais que matavam civis e colocavam a culpa nos cangaceiros.

Nessa época, sequências inteiras dos filmes foram destruídas. O que restou foi recuperado na década de 1950 pela Fundação Getúlio Vargas. Entre os filmes remanescentes, um chama atenção. Mostra o rei do cangaço fazendo comercial de Cafiaspirina, remédio para dor de cabeça da empresa alemã Bayer. O cangaceiro aparece distribuindo o remédio para seu bando em frente a um cartaz que diz: “Se é Bayer, é bom”.

Nessa época, sequências inteiras dos filmes foram destruídas. O que restou foi recuperado na década de 1950 pela Fundação Getúlio Vargas. Entre os filmes remanescentes, um chama atenção. Mostra o rei do cangaço fazendo comercial de Cafiaspirina, remédio para dor de cabeça da empresa alemã Bayer. O cangaceiro aparece distribuindo o remédio para seu bando em frente a um cartaz que diz: “Se é Bayer, é bom”.

Fadados à morte

Benjamin Abrahão morreu em circunstâncias misteriosas sem conseguir lucrar com seus filmes. Saiu para beber cerveja quando faltou luz na vila em que estava. Ouviram-se gritos e seu corpo foi encontrado esfaqueado dentro da casa de um homem aleijado que confessou o crime.

Ninguém sabe quem foi o real autor do assassinato. Segundo Pernambucano, provavelmente foi alguém do povo contratado por algum coronel que queria queimar o “arquivo vivo” que era Abrahão. Tendo convivido com Lampião, ele conhecia todos os coronéis e policiais corruptos que ajudavam o cangaceiro.

Mas, para o historiador, em última instância, quem matou o sírio-libanês e também Lampião foi o Estado Novo. O fim da soberania dos estados imposta pelo novo regime nacionalista desmantelou a estratégia de ocupação do cangaço, que se mantinha nas fronteiras para escapar das forças policiais que não tinham domínio para além de seus territórios.

Outro elemento apontado por Pernambucano foi o fim da inviolabilidade do latifúndio, que fez com que os coronéis que abrigavam bandos de cangaceiros não pudessem mais impedir a entrada de policiais em suas terras.

“Quem matou Benjamin foi a mesma força que matou Lampião: o Palácio do Catete e os valores da ditadura”, afirma o historiador. “Antes que o Estado Novo espatifasse o sistema de poder do sertão, era alto negócio para qualquer fazendeiro comercializar com o cangaceiro. O Estado Novo acabou com esse colaboracionismo. A morte de Benjamin foi, sobretudo, uma queima de arquivo histórica.”

Fonte: Ciência Hoje
FONTE:

http://www.tribunadoceara.com.br/nacaonordestina/destaque/entre-deus-e-o-diabo-o-unico-homem-a-filmar-lampiao-e-seu-bando/

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço: José Romero Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Seu Ilídio: O Artesão da Aviação

Por: João de Sousa Lima

Paulo Afonso é uma cidade repleta de artistas. Em todos os seguimentos da arte e da cultura de Paulo Afonso temos artistas consagrados e artistas desconhecidos. Seu Ilídio é um desses profissionais que produz com uma grande perfeição seus trabalhos e que não divulga sua arte. Aviões em miniaturas  ganham formas impressionantes equiparados com os aviões originais. 

Seu Ilídio reside na rua São Francisco e cobra R$ 100,00 por uma miniatura. para entrara em contato: (75)-3281-3187.


Seu Ilídio mostra sua réplica de um avião caça.


Detalhes de uma das aeronaves de seu Ilídio.


Materiais recicláveis são utilizados nas miniaturas do artesão.


Uma das réplicas que hoje adquirida por Santiago da "M.O. Lira"



Uma aeronave utilizada na guerra.


 Detalhe do avião com a hélice trabalhando.


Detalhes perfeitos


Uma das aeronaves em construção.

Postado por João de Sousa Lima no João de Sousa Lima em 5/17/2013 11:45:00 AM

Enviado pelo escritor João de Sousa Lima

www.joaodesousalima.com

Novidade - Já estão à venda os novos livros do escritor Rubervânio Rubinho Lima

Por: Rubinho Lima


VAMOS DIVULGAR!!!!!!


Olá, queridos...
Agora é pra valer....

Já estão em minhas mãos os livros "Lampião, cangaço e cordel" e "A felicidade é uma gaiola aberta" e podem já ser comprados para quem desejar. Confiram os preços e formas de envio para todo Brasil...


Lampião, cangaço e cordel   (teoria) 

Rubervânio Rubinho Lima             R$ 20,00 
Editora: EGBA
Ano: 2013
Peso: 450g
Descrição: Este livro traz a representação do fenômeno do cangaço e de Lampião como elementos que caminham atrelados à história do cordel e da Xilogravura, em um paralelo ao processo de modernização da Literatura de Cordel, nos dias atuais, através do advento da internet, dos e-books e também dos sites de relacionamentos, sem perder a vitalidade das formas tradicionais de criação do cordel. Além disso, há uma tentativa de apontar a xilogravura como um elemento que, desde o seu surgimento até os dias atuais, além de engradecer os folhetos de cordel, tem assumido um lugar significativo no painel artístico mundial. 
120 páginas, ilustrado.
Forma de pagamento: Depósito Bradesco
Frete: R$ 6,00
Total: R$ 26,00


A felicidade é uma gaiola aberta (poesia)
Rubervânio Rubinho Lima             R$ 15,00 (Frete Grátis)
Editora: EGBA
Ano: 2013
Peso: 450g
Descrição: Livro de poesias com incidências profundas a respeito da felicidade e de coisa cotidianas, tal qual uma gaiola aberta e suas grandes sugestividades.
80 páginas, ilustrado.
Forma de pagamento: Depósito Bradesco
Frete: Grátis
Peça pelo e-mail rubinholim@hotmail.com  
ou ligue: (75) 8807-3930/9188-8181
  
www.conversasdosertao.com
 http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CASCUDO SEMPRE!

Por: Honório de Medeiros

Mais uma vez releio "Na Ronda do Tempo", do mestre Cascudo. E mais uma vez me deixo encantar, fico seduzido pelo seu talento de escritor.
 
Gosto de ler esses seus livros memorialísticos, tal qual "Ontem" e "Pequeno Manual do Doente Aprendiz", assim como suas crônicas e perfis, lentamente, saboreando as palavras, a construção das frases, o bordado do texto que se delineia ante nossos olhos para o deleite da razão e nos vai conduzindo com suavidade até seu desfecho, quando, ávidos, passamos adiante em busca da continuidade desse momento ímpar que somente é conhecido por quem se entregou, desde há muito, de corpo e alma, ao prazer da leitura.


Cascudo é inquestionável quanto ao conjunto da obra. Denso, complexo, eterno, se tivesse nascido na Europa ou nos Estados Unidos seria cultuado. Neste "Brasil" que segundo suas próprias palavras em "Na Ronda do Tempo", "regiamente recompensa aqueles que não servem e se servem dele, condescendendo em ser vaca de leite para malandros escorregadios, atingindo todas as alturas, rastejando e babando", seu merecimento, o respeito que se tem por sua produção, é episódico e fragmentado. Resiste bravamente pelo denodo de alguns enquanto ele, Cascudo, o pensador, o polímata, em sua própria Região, o Nordeste, se transformou em personagem folclórico. "Vá ler em Cascudo, ignorante", dizem. Ironia do destino...
 
Já em 1969, no "Ronda do Tempo", fino observador do que se lhe passa em seu entorno, e à Montaigne, um dos seus prazeres literários sempre renovados, observa: "Para mim, compra-se infinitamente maior quantidade de livros, mas a leitura é muito inferior e rara." E continua, cáustico: "Desapareceram aqueles embaixadores da Cultura Axilar, na classificação de Agripino Grieco, passeando com o volume debaixo do braço. Deduzo esse resultado no contato de amigos e audição de palestras intelectuais sobre autores. Dá-me a impressão de viagem aérea. Não há pormenor, figuras, episódios, boiando na memória. Há visão de conjunto, síntese, resumos impressionistas, marchas, flashes. A opinião virou parecer técnico. A maior massa adquiriu para ter o volume que a voga apregoou e é um decesso ignorá-lo, como a um recanto pitoresco ou Night Club consagrado pelos cronistas da Vanity Fair.As alusões e conclusões ao autor são sempre vagas e genéricas. E essa minoria que lê pertence aos concorrentes reais ou em potencial. Já não existe aquela memória fiel às preferências literárias, recitando trechos e lembrando frases felizes. O restante olha sem ver. Muito Best-sellerdormindo nas cestas dos “saldos”."
  
Impressionante. O olhar do sábio reconstrói, no presente, com a messe do passado, aquilo que será o futuro.

A simplicidade com a qual escreve é algo invejável, quiçá inatingível. Com uma frase expõe um espaço significativo da realidade. E o faz rendendo homenagens, sempre, à beleza do estilo, como nessa frase, colhida do seu livro já citado, por meio da qual critica a excessiva produção líterária daquele tempo (imaginemos o que diria hoje!): "Passeio furtivo pelas livrarias. Montanhas de livros. Dá-me o remorso de ser cúmplice."
 
O quê mais poderia ambicionar um leitor contumaz ao ler um livro, a não ser se deparar com uma frase como essa?
  
Cascudo sempre!

Honório de Medeiros

http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br

quinta-feira, 16 de maio de 2013

1937 – NOTÍCIAS DO CANGAÇO

Por: Rostand Medeiros
Publicado em 16/05/2013

Eu sou pessoa que sempre acreditei na democratização da informação histórica. A ideia de uma sociedade mais justa, no meu entendimento, passa por esta questão. Pode ser bobagem, mas acredito nisso!

Neste sentido, quero presentear os leitores deste nosso simples blog com algumas matérias sobre o tema cangaço, publicadas no periódico DIÁRIO DE PERNAMBUCO”, de 1937.


Quero publicar, pois acho que existe muita gente interessada no tema e muito picareta se arvorando de pesquisador e “rastejador da história”.

O problema é que o tema cangaço abre espaço para isso, pois muito do que se tem é pura tradição oral.

Mas vamos para as notícias.

As primeiras tratam da libertação do ex-cangaceiro Antônio Silvino. Já velho e fatigado, Silvino deixava a Casa de detenção de Recife para uma vida onde iria gozar a liberdade.

O mesmo Silvino que nas suas andanças pelo sertão, um dia esteve na fazenda Ramada, onde veio pedir dinheiro para meu bisavô, Joaquim paulino de Medeiros, o conhecido coronel Quincó. Este lhe deu alguns “cobres” para que seguisse adiante e deixasse sua propriedade em paz. Uma vez contei isso a um pesquisador do tema, mas ele não acreditou. Me pediu uma “comprovação escrita” do fato!

Mas voltando a Silvino, este veio a falecer em Campina Grande, em 1944. Minha avó, Benícia Jacob de Medeiros, o viu nesta progressista cidade paraibana. Dizia que era “alto”!



Bem, a segunda parte deste material mostra o cangaceiro maior do Brasil, Lampião. Este material é o mesmo que o libanês Benjamim Abrahão conseguiu indo no meio do mato atrás do “Rei do Cangaço”, sua Maria Bonita e toda trupe. A ideia do gringo era filmar e fotografia estes Guerreiros do Sol e ganhar uma grana junto com um empresário cearense.

Tanto ele, quanto Lampião, sua Maria e outros cangaceiros pagariam com a vida por esta ideia. Muito disso tem haver com a publicação deste material no periódico recifense. Conto mais desta história em http://tokdehistoria.wordpress.com/2011/08/03/quando-a-estrela-foi-lampiao/

Não tenho certeza, mas acho que a última notícia é pouco conhecida…

Boa visualização!
Rostand Medeiros








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Extraído do blog Tok de História do historiógrafo: Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.wordpress.com/


Antônio Conselheiro em Fortaleza!

"Antônio Conselheiro
e a Verdade de Canudos"

Grande Conferência com o
Professor Múcio Procópio

Sexta-Feira, dia 17 de Maio.
19 horas

Auditório da Faculdade Integrada
Grande Fortaleza - FGF
Av. Porto Velho, 401 - João XXIII
Fortaleza - CE, (085) 3299.9900
Fortaleza - Ceará

Imperdível...

Promoção Cariri Cangaço - GECC e FGF

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