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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

FÓRUM

 Por Benedito Vasconcelos Mendes

Amigos, já estou em Fortaleza para proferir palestra e entregar Comendas (Diplomas Honoríficos) de instituições culturais da Região Oeste do Rio Grande  do Norte á intelectuais  cearenses em nome do ICOP, SBEC, AAPOL e Museu do Sertão, por ocasião do Fórum, que vai se realizar, amanhã (sexta-feira), a partir das 10 horas, no Náutico Atlético Cearense . Sábado, dia 5 vai haver uma programação do CCC-Centro Cultural do Ceará dando continuidade ao evento de congraçamento, cultura e lazer das instituições do Ceará e Rio Grande do Norte. 

Todos sintam-se convidados.
Benedito Vasconcelos Mendes

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LAMPIÃO E SEU BANDO


Foto trabalhada pelo professor e pesquisador do cangaço o baiano Rubens Antonio. Um trabalho para homem nenhum botar defeito. Ele é administrador do blog: http://cangaconabahia.blogspot.com

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TRILHA DO CANGAÇO DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO + DO COLÉGIO SETE

Por Natália Cleuber/ASCOM

No fim do mês de setembro, os alunos do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Médio+ do Colégio Sete viajaram a passeio para cidade de Piranhas/AL, distante aproximadamente 89Km de Paulo Afonso/BA.

A viagem foi organizada pela Coordenação de Educação de Física do colégio com o objetivo de realizar, com os alunos, a trilha do Cangaço que tem como destino a Grota do Angico. A trilha é famosa ter sido percorrida pelo cangaceiro Virgulino Lampião e seu bando, já a Grota é conhecida por ter sido o local da morte do rei do cangaço, da sua esposa, Maria Bonita e de parte do seu bando.

Além de aprender um pouco sobre a história do cangaceiro, os alunos também suaram a camisa, pois o percurso da trilha exige resistência física. “Aconteceu tudo dentro da normalidade, muita emoção de quem nunca tinha ido a uma trilha e não conhecia a história da Grota do Angico. Muito suor ao subir a trilha, cansaço em nossos atletas, mas, muita satisfação nos participantes do passeio.”, disse o coordenador de Educação Física, Erick Feitosa, que conduziu o passeio com o auxílio dos professores Flávio Marques, Ícaro Varjão e Allan Veiga.

Após a trilha, os alunos puderam descansar, almoçar, passear de catamarã e tomar banho de rio. No fim da tarde, retornaram para Paulo Afonso. 

http://www.colegiosete.com.br/internas/noticias/read.php?pageNum_rsNoticias=1&totalRows_rsNoticias=917&id=967&arquivo=true

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RASO DA CATARINA


Raso da Catarina é uma ecorregião localizada na parte centro-leste do bioma caatinga, no estado da Bahia. Possui trinta e oito mil quilômetros quadrados de área. Esta ecorregião consiste em uma bacia de solos muito arenosos, profundos e pouco férteis, de relevo muito plano. Apresenta cânions na parte oeste. É a região mais seca do sertão baiano, com clima semiárido bastante quente e seco, grandes amplitudes térmicas entre o dia e a noite. Os solos são muito arenosos e profundos, o que leva à pouca disponibilidade de água. A precipitação média anual é 350 mm e em algumas regiões chega 300 bsp;mm.


vegetação típica é a caatinga de areia, predominantemente arbustiva e muito densa. Apresenta algumas espécies características: Copaifera martii Hayne in Arzn. (Leguminosae), Simaba blanchetii Turcz (Simaroubaceae), Pavonia glazioviana Guerke (Malvaceae), Dioclea lasiophilla Benth. (Leguminosae), Mimosalewisii Barneby (Leguminosae), Barnebya harleyi Anderson (Malpighiaceae),além de muitas espécies de Cactaceae dos gêneros Melocactus e Pilosocereus.

Na fauna, é refúgio da Arara-azul-de-lear, dos répteis Anfisbena (cobra-cega), o lagarto Tropidurus cocorobensis e do mamífero roedor Dasyprocta sp. nov.

A pouca disponibilidade de água levou à um vazio demográfico, mantendo uma boa preservação do bioma. Dentro desta ecorregião encontram-se diversas unidades de preservação:


RPPN Fazenda Flor de Liz

A ecorregião abriga também a terra indígena dos índios pankararés.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Raso_da_Catarina
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BELEZAS DO RASO DA CATARINA

Foto Pasur

Canyon seco da baixa do Chico localizado no Raso da Catarina no Estado da Bahia.

Este local serviu de esconderijo e refúgio para Lampião e seu bando, que para se livrarem das perseguições policiais, utilizavam a imensidão do Raso da Catarina e a hostilidade do lugar em seu favor próprio, dificultando o acossamento por parte de seus perseguidores. 

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (administrador)

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OLHARES E INTENÇÕES

Por Rangel Alves da Costa*

O significado do termo olhar, enquanto verbo transitivo direto e indireto,  não vai além de avistar, dirigir os olhos a algo ou alguém, mirar numa direção, contemplar, observar. Com efeito, olha-se para discernir, enxergar, avistar. Mas será somente assim que os olhos funcionam perante a realidade da vida?

Os olhos escondem mistérios. Suas retinas espelham intimamente e, por isso mesmo, abstraem da visão a forma daquilo que desejam avistar. Não é o simples olhar, mas a forma de olhar, o sentido provocado pela visão. E assim porque num olhar aparentemente inocente pode estar escondida uma intencionalidade que vai além da malícia.

Certamente que é o pensamento, por via da construção mental, que proporciona à visão a forma que desejar. A intencionalidade do homem – ou sua mente sádica e doentia – chega ao cúmulo de avistar um seio nu onde há apenas uma roupa, de enxergar a nudez por cima de uma calça, e assim por diante. Daí ser impossível saber da normalidade ou da má intencionalidade do olhar.

Ontem, passando pelo centro da capital, avistei uma jovem mãe amamentando sua filhinha diante de todos. Estava sentada num banco e com um dos seios fora da blusa e ao alcance daquela boquinha miúda, que prazerosamente sugava. Assim observei pela curiosidade ante a atitude de desatenção dos caminhantes.

Logo fiquei imaginando acerca da intencionalidade dos olhares das pessoas. Quem olhasse aquela cena talvez não avistasse além de um fato simples, corriqueiro, de uma mãe com seio de fora para amamentar sua filha. Até aí tudo bem, mas certamente aquele mesmo seio seria avistado de outra forma perante outra situação.

Um exemplo. Se aquela mãe estivesse desacompanhada da filhinha e sob o decote de sua blusa surgisse uma pequena mostra dos seios, não há que duvidar das intencionalidades maldosas dos olhares. E mais ainda se aquele mesmo seio que amamentou estivesse totalmente à mostra.


Significa dizer que a intencionalidade do olhar depende da intencionalidade da própria pessoa que olha. Voltando ao exemplo do seio, para muitas pessoas, um seio amamentando é apenas um seio que amamenta. Mas aquele mesmo seio será avistado de forma diferente acaso seja olhado apenas como um seio à mostra.

E isto implica em consequências. O seio que amamenta não desperta nenhuma curiosidade, nenhum olhar diferenciado, nenhum desejo interior. Mas o seio à mostra logo faz surgir desejos, volúpias, taras, impulsos sexuais, aflorações instintivas. Pelo simples fato de que aquele seio é visto como uma simples parte do corpo, mas este é percebido como verdadeiro órgão sexual da mulher.

Neste sentido, os exemplos são muitos. Por que uma calcinha feminina exposta numa loja não provoca o mesmo furor masculino que uma calcinha pendurada numa varal? Por que a calcinha no varal pode provocar mais a intencionalidade erótica que a mesma calcinha vestida pela mulher numa praia? Ou por que a mulher seminua na praia provoca menos desejo que a mulher que passa pela rua se rebolando ou com a saia quase mostrando a calcinha?

É a conotação sexual que diferencia e provoca a intencionalidade do olhar. Tudo aquilo que o homem – ou a mulher – deseje avistar com malícia ou intenção sexual, então assim será visto pelo olhar e sentido pelo resto do corpo. Tanto é assim que uma “cruzada de pernas” pode ser motivo suficiente para aflorar os sentidos mais depravados. Igualmente com uma roupa justa, com um decote mais acentuado, com umbigos de fora e bundas querendo saltar das roupas curtas demais.

Há olhares que se acostumam e outros que redescobrem o sentido das coisas. Talvez o segredo esteja no ato provocativo e não na nudez em si. Daí que para muitos não há a mínima excitação em meio a uma praia de corpos quase nus. Diferente ocorre quando alguém passa diante do olhar expondo a nudez abaixo das roupas ou insinuando o que tem a oferecer. Então não se avista mais a pessoa, mas apenas a nudez, o sexo, a intencionalidade.

Não é uma situação fácil de ser compreendida, principalmente pelo fato de que um corpo nu pode provocar menos desejo que um corpo que passa vestindo um longo. É que a nudez parece consistir numa posteriori comum, sem maiores segredos a ser revelados. Um corpo nu é apenas um corpo nu. E em situação tal, a intencionalidade do olhar já perdeu seu sentido, pois concretizado.

O que importa ao olhar é o ainda não descoberto, o não totalmente desvendado. É a vontade de conhecer mais que deflagra um mundo de fantasias e aberrações, ao menos na conotação sexual que se dá aos corpos que passam, às partes que se mostram, aos rebolados que chamam. E desnecessário usar óculos escuros, pois o olhar está na mente. E no pensamento mais ou menos obsceno de cada um.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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LIVROS DE CANGAÇO PARA VENDA é com o Prof. Francisco Pereira Lima


Relação de livros do cangaço (p/ venda) - PREÇOS E CONTATO.

Abelardo F. Montenegro - Fanáticos e Cangaceiros 2011 – Clássico 2ª Ed. 420 pág. 70,00 Novo

Abelardo F. Montenegro Fanáticos e Cangaceiros 1ª Edição 1973 100,00 Bom estado/envelhecido
Aglae Lima de Oliveira - Lampião, Cangaço e Nordeste 1970 436 pág. 150,00 Bom estado
Alcino Alves Costa - Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angicos – 2011 (3ª Ed.) 410 pág. 55,00 Novo
Alcino Alves Costa - Lampião Em Sergipe 2011 298 pág. 65,00 Novo
Alcino Alves Costa - Poço Redondo - A Saga de Um Povo 349 pág. 55,00 Novo
Alcino Costa - O Sertão de Lampião 55,00 Novo
Aloysio Pereira Lima - Cel. José Pereira Lima (Zé Pereira de Princesa) (Paraibanos do Século) 52 pág. 18,00 Bom estado
Ana Cláudia Marques - Intrigas e Questões: Vingança de família e tramas sociais no sertão de Pernambuco 2002 352 pág. 45,00 Ótimo estado
Ana Cláudia Marques e outros - Andarilhos e Cangaceiros 1999 233 pag. 40,00 Novo
Ana Lúcia Granja e Paulo Gastão - Sítio dos Nunes de Flores, vive a Saga Cangaceira: Processo crime contra Lampião, Sabino Gomes e outros. (transcrição) 46 pág. 18,00 Novo
André Heráclio do Rego - Família e Coronelismo no Brasil- Uma História de Poder 378 pag. 40,00 Ótimo estado
Angelo Osmiro - Assim Era Lampião e Outras Histórias 236 pág. 40,00 Novo
Anildomá Willans de Souza - Lampião, O comandante das Caatingas 157 pág. 50,00 Ótimo estado
Antônio Amaury C. de Araújo - Gente de Lampião – Sila e Zé Sereno 25,00 Ótimo estado
Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião e as Cabeças Cortadas 60,00 Novo
Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião, Segredos e Confidências do Tempo do Cangaço 3ª Ed. 2011 229 pág. 60,00 Novo
Antônio Amaury C. de Araújo - Maria Bonita, A Mulher de Lampião 2011 279 pág. 55,00 Novo
Antônio Amaury C. de Araújo - Lampião - As Mulheres e o Cangaço 2012 399 pág. 55,00 Novo
Antônio Amaury C. de Araújo - Gente de Lampião: Dadá e Corisco 2011 329 pág. 60,00 Novo
Antônio Amaury C. de Araújo - Assim Morreu Lampião 1982 140 pág. 35,00 Bom estado
Antônio Amaury C. de Araújo - Assim Morreu Lampião – Nova Edição 2013 317 pág. 55,00 Novo
Antônio Amaury e Carlos Elydio - Lampião, Herói ou Bandido? 25,00 Novo
Antônio Assis Costa - Tota Assis - A(s) Cajazeiras Que Eu Vi e Onde Vivi - 2013 3ª edição (Faz referência ao ataque de Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926) 263 pág. 35,00 Novo
Antonio Barroso pontes - Reminiscências de Uma Caboclo Sertanejo 204 pag. 23,00 Bom estado
Antônio Barroso Pontes - O Mundo dos Coronéis 25,00 Bom estado/envelhecido
Antônio Barroso Pontes - Sertão Brabo – usos e costumas 1979 164 pág. 35,00 Bom estado
Antônio Barroso Pontes - Sociologia do Trabuco 1981 119 pág. 35,00 Bom estado
Antônio Corrêa Sobrinho - O Fim de Lampião, O que Disseram os Jornais Sergipanos 2011 166 pág. 30,00 Novo
Antônio Porfírio de Matos Neto - História de Frei Paulo-SE (faz referência a Zé Baiano) 1999 40,00 Ótimo estado
Antônio Vilela de Souza - O Incrível Mundo do Cangaço Vols. I e II 40,00cada Novo
Antônio Vilela de Souza - A outra Face do Cangaço 2012 – Soldado Adrião 102 pág. 28,00 Novo
Archimedes Marques - Lampião Contra o Mata Sete 2012 552 pág. 55,00 Novo
Aroldo Ferreira Leão - Lampião: Um estudo de buscas e essências 2012 700 pág. 75,00 Novo
Arthur Shaker - Pelo Espaço do Cangaceiro, Jurubeba1979 173 pág. 35,00 Bom estado
Billy Jaynes Chandler - Lampião: O Rei dos Cangaceiros 1980 289 pág. 55,00 Bom estado
Bismarck Martins de Oliveira - Histórias do Cangaço - O Saque de Souza – PB em 1924 30,00 Novo
Bismarck Martins de Oliveira - O Cangaceirismo no Nordeste 2002 329 pág. 40,00 Novo
Bismarck Martins de Oliveira - Cangaceiros de Lampião de A a Z 2012 35,00 Novo
Câmara Cascudo - Flor de Romances Trágicos 189 pág. 40,00 Bom estado
Carlos Newton Júnior - O Cangaço na Poesia Brasileira 2009 254 pág. 40,00 Ótimo estado
Célia Magalhães - Fatos e Curiosidades- Missão Velha 25,00 Novo
Celso Mariz - Apanhados Históricos da Paraíba 1980 201 pág. 40,00 Envelhecido
Cicinato Ferreira Neto - A Misteriosa Vida de Lampião 35,00 Novo
Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto - Lampião em Alagoas 2012 467 pág. 55,00 Novo
Coleção Mossoroense Pequena Cantoria de Mário de Andrade e Câmara Cascudo para Lampião e Jararaca 103 pag. 40,00 Ótimo estado
Daniel Lins Lampião – O Homem que Amava as Mulheres 30,00 Novo
Eduardo Barbosa - Lampião Rei do Cangaço 117 pág. 35,00 Bom estado
Epitácio de Andrade Filho - A Saga dos Limões, Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante 2011 92 pág. 35,00 Novo
Eric Hobsbawm - Bandidos 2010 254 pág. 55,00 Ótimo estado
Érico de Almeida - Lampião, Sua História 2013 Ed. Fac-similar 136 pág. 30,00 Novo
Érico de Almeida - Lampião, Sua História Ed. 1998 60,00 Bom estado
F. Pereira Nóbrega - Vingança, Não 2ª ed. 1961 (original) 331 pág. 90,00 envelhecido
Floro Bartolomeu - Juazeiro e o Pe. Cícero, Depoimento para a História 183 pag. 35,00 Novo
Floro Bartolomeu - Juazeiro e Padre Cícero- Depoimento para a História 1923 – 1ª Edição – Livro raro 100,00 Bom estado/envelhecido
Francisco Galvão - Do Coronelismo ao Caldeirão 2006 192 pág. 35,00 Novo
Frederico Pernambucano de Mello - Benjamin Abrahão, Entre Anjos e Cangaceiros 45,00 Novo.
Frederico Pernambucano de Mello - Guerreiros do Sol 5ª Ed. 2011 519 pág. 70,00 Novo
Frederico Pernambucano de Mello - Estrelas de Couro, A Estética do Cangaço 1ª Ed. 2010 Edição de Luxo. 130,00 Novo
Geraldo Amâncio - Assim Viveu e Morreu Lampião Rei do Cangaço 70 pág. 25,00 Novo.(181 Estrofes de cordel)
Geraldo Ferraz - Pernambuco no Tempo do Cangaço 2vol. 1.024 pag. 125,00 Novo
Geraldo Ferraz - Theophanes F. Torres, Um Herói Militar 2004 250 pag. 45,00 Novo
Gilbamar de Oliveira Bezerra - A Derrota de Lampião (Mossoró) 2010 104 pag. 28,00 Novo
Gilmar Teixeira - Quem Matou Delmiro Gouveia? 2011 152 pág. 45,00 Novo
Gonçalo Ferreira da Silva - Lampião: A força de um líder 2005 268 pág. 45,00 Ótimo estado
Gouveia de Helias - Dias Sem Compaixão 2010 178 pag. 25,00 Novo
Gustavo Barroso - Terra de Sol 40,00 Novo
Gustavo Barroso - Heróis e Bandidos, Os cangaceiros do Nordeste 2012 197 pág. 45,00 Novo
Gustavo Barroso - Almas de lama e de aço, Lampião e outros cangaceiros 2ª Ed. 2012 117 pág. 40,00 Novo
Gustavo Barroso - Heróis e Bandidos - Edição 1931 70,00 Capa dura com manchas bom estado de leitura
Gutemberg Costa - A Influência do Cangaço na Música popular Brasileira 1998 84 pág. 40,00 Bom estado/soltando as folhas
Iaperi Araújo - No Rastro dos Cangaceiros 2009 152 pag. 40,00 Novo
Iaperi Araújo - Angico: 1938 1ª Ed. 2013 116 pág. 35,00 Novo
Ilsa Fernandes Queiróz - Mulheres no Cangaço, Amantes e Guerreiras 144 pág. 35,00 Novo/
Inês Caminha L. Rodrigues - A Revolta de princesa 1981 81 pag. 15,00 Bom estado-Livro Bolso
Isabel Lustosa - De Olho em Lampião 2011 109 pág. 25,00 Novo
Ivan Bichara - Carcará - Romance Histórico - Ataque do líder cangaceiro Sabino Gomes a Cajazeiras em 1926 276 pag. 30,00 Bom estado
Janduhi Dantas - Viagem aos 80 anos da Revolta de Princesa (112 Estrofes de Cordel sobre a Guerra de Princesa.) 41 pág. 18,00 Ótimo estado
João Bezerra da Nóbrega - Lampião e o Cangaço na Paraíba 2011 345 pág. 55,00 Novo
João de Sousa Lima - A Trajetória Guerreira de Maria Bonita 1ªedição 30,00 Novo
João de Sousa Lima - Moreno e Durvinha 35,00 Novo
João de Sousa Lima e Juracy marques(Org.) - Maria Bonita- Diferentes Contextos Que Envolveram a Vida da Rainha do Cangaço 172 pag. 35,00 Novo
João Tavares Calixto Júnior - Venda Grande d’Aurora (Dados Históricos Sobre Aurora-CE) 2012 299 pág. 50,00 Novo
Joaryvar Macedo - Império do Bacamarte 1990 274 pág. 100,00 Bom estado
José Alves Sobrinho - Lampião, Antônio Ferreira e Levino – A Parceria e o Cangaço 2012 235 pág. 55,00 Novo
José Alves Sobrinho - Lampião e Zé Saturnino, 16 anos de lutas 40,00 Novo
José Anderson Nascimento - Cangaceiros, Coiteiros e Volantes 30,00 Ótimo estado
José Gastão Cardoso - A Heróica Resistência de Princesa 2ª ed. 25,00 Novo
José Hilário - Do Cangaço ao Congresso 1994 241 pág. 30,00 Envelhecido pelo tempo
José Sabino/César Megale - Lampião, Sua Morte Passada a Limpo 2011 192 pag. 45,00 Novo
Juarez Conrado - A Última Semana de Lampião 1980 (reportagens) 84 pág. 50,00 Bom estado /envelhecido
Juarez Corrado - Lampião, Assaltos e Mortes em Sergipe 2010 301 pag. 55,00 Novo
Júlio José Chiavenato - Cangaço – A Força do Coronel - 1990 25,00 Bom estado
Leonardo Mota - No Tempo de Lampião 2002 40,00 Novo
Lúcia Holanda e Gil Holanda - Nas Trilhas do Cangaço de Jesuíno Brilhante 55 pág. 25,00 Novo
Luitgarde Oliveira C. Barros - A Derradeira gesta: Lampião e Nazareno Guerreando no Sertão 2000 260 pag. 60,00 Ótimo estado
Luiz Bernardo Pericás - Os Cangaceiros 55,00 Novo
Luiz Luna - Lampião e Seus Cabras 2ª Ed. 1972 160 pág. 40,00 Bom estado/com algumas manchas
Luiz Ruben F. Bonfim - Lampião Conquista a Bahia 2011 422 pág. 50,00 Novo
Luiz Ruben F. Bonfim - Lampião e os Interventores 2007 236 pag. 40,00 Novo
Luiz Rubens F A Bonfim - Notícias Sobre a Morte de Lampião 166 pag. 40,00 Novo
Luiz Rubens F. de A. Bonfim - Lampião e os governadores 40,00 Novo
Luiz W. Torres - Lampião e o Cangaço 30,00 Ótimo estado
Luiz Zanotti - Lampião: Texto, Tela e Palco – Tese de Doutorado - 2012 308 pág. 50,00 Novo
Manoel Cavalcanti de Souza ( Ex-volante Neco de Pautília) - Lembrar e escrever, não é só querer - “Memórias” do Cangaço e Genealogia. 167 pág. 32,00 Novo
Marcílio Lima Falcão - Jararaca: memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró 2013 211 pág 40,00 Novo
Marcos Medeiros - A Caatinga Sustentou Campesino e Cangaceiros Cordel 16pg 8,00 Novo
Maria do Rosário Caetano (org.) - Cangaço: O Nordestern no Cinema Brasileiro 120 pág. 40,00 Ótimo estado
Maria Isaura P. de Queiroz - História do Cangaço 1982 30,00 Bom estado/envelhecido
Maria Isaura P. de Queiroz - História do Cangaço 1997 45,00 Ótimo estado
Mariane L. Wieserbron - Historiografia do Cangaço e o Estado Atual da Pesquisa Sobre Banditismo a Nível nacional e Internacional (Apostila) 28 pag. Coleção Mossoroense Série “A” 28,00 Bom estado
Marilourdes Ferraz - O Canto do Acauã 4ª edição 2012 680 pág. 150,00 Novo
Mario Souto Maior - Antônio Silvino – Capitão de Trabuco 50,00 Novo
Maximiano Campos - Sem Lei, Nem Rei 1990 141 pag. 15,00 Ótimo estado
Melquíades Pinto Paiva - Ecologia do Cangaço 35,00 Novo
Melquíades Pinto Paiva - Cangaço, uma ampla bibliografia comentada 2012 392 pág. 85,00 Novo / Capa dura
Messias Ferreira de Lima - São José de Piranhas-PB, Um Pouco da Sua História (Ref. ao cangaceiro 2 de Ouro) 25,00 Novo
Moacir Assunção - Os Homens Que Mataram o Facínora 2007 278 pág. 55,00 Parte da capa rasgada, miolo ótimo.
Napoleão Tavares Neves - Cariri, Cangaço, Coiteiros e Adjacências 2009 131 pag. 35,00 Novo
Nertan Macedo - Floro Bartolomeu, o Caudilho dos Beatos e Cangaceiros 202 ag. 55,00 Ótimo estado
Nertan Macedo - Lampião: Capitão Virgulino Ferreira 1975 220 pág. 35,00 Bom estado
Nertan Macedo - Sinhô Pereira: O Comandante de Lampião 148 pág. 40,00 Bom estado
Nordeste Vinteum (Revista) Maria Bonita:Vida, Paixão e Morte no Sertão 2011(Centenário de Maria Bonita) 25,00 Ótimo estado
Osvaldo Rodrigues Póvoa - Quinta-feira Sangrenta- Hist. de Dianópolis-TO (antiga São José do Duro-GO) (Narra o assassinato do Major Zé Inácio do Barro) 186 pág 40,00 Novo
Paulo Gastão - O Cangaço e a Imprensa 2012 80 pág. 23,00 Novo
Paulo Gastão - Lampião de A a Z 2011 75 pág. 15,00 Novo
Paulo Gastão - 1938 Angico 2012 144 pág. 30,00 Novo
Paulo Gastão - Quem é Quem no Cangaço 2013 140 pág. 33,00 Novo
Paulo Moura - Lampião: A Trajetória de Um Rei Sem Castelo 150 pág. 35,00 Novo
Pedro Baptista - Cangaceiros do Nordeste 2011 279 pág. 37,00 Novo
Pedro Nunes Filho - Guerreiro Togado – 2011 - Edição de Luxo 516 pág. 100,00 Novo
Raimundo Nonato - Jesuíno Brilhante-O Cangaceiro Romântico 40,00 Ótimo estado
Raimundo Nonato - Lampião em Mossoró 2012 325 pág. 45,00 Novo
Ranulfo Prata - Lampião 28,00 Ótimo estado
Ranulfo Prata - Lampião, Ed. Fac-similar 2010 239 pág. 35,00 Novo
Ranulpho Prata - Lampião - 1ª Edição 1934 211 pág. 90,00 Capa dura/envelhecido
Raquel de Queiroz - Lampeão, a Beata Maria do Egito- Teatro 1995 60 pag. 20,00 Ótimo estado
Raul Fernandes - A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró. 55,00 Bom estado
Raul Fernandes - Lampião na Fazenda Veneza 23 pág. 15,00 Novo
Reinaldo Azevedo - Cangaço, Tatuado no Traço 22x31cm 2012 131 pág. 68,00 Novo
Renato Phaelante - Cangaço, Um Tema na Discografia da MPB 97 pág. 40,00 Novo
Ricardo Albuquerque (org.) - Iconografia do Cangaço – (Livro Álbum) Inclui Filme com Cenas Inéditas de Lampião e Seu Bando (DVD) 215 pág. 115,00 Novo
Rodrigues de Carvalho - Serrote Preto 1974 80,00 Bom estado
Rodrigues de Carvalho - Lampião e a Sociologia do Cangaço 379 pág. 90,00 Bom estado
Rui Facó - Cangaceiros e Fanáticos 2012 40,00 Novo.
Sabino de Campos - Lucas, o Demônio Negro – raro 1957 80,00 Regular estado necessita encadernar. Miolo bom
Sergio A. S. Dantas - Lampião, Entre a Espada e a Lei 2008 60,00 Bom estado
Sérgio Augusto S. Dantas - Antônio Silvino: O Cangaceiro, o Homem, o Mito 2ª Edição 2012 314 pág. 45,00 Novo
Severino Coelho Viana - A Vida do Cel. Arruda, Cangaceirismo e Coluna Prestes 1989 142 pág. 45,00 Bom estado
Sousa Neto - José Inácio do Barro e o Cangaço (Major Zé Inácio do Barro) 2011 223 pág. 40,00 Novo
Tânia Maria de S. Cardoso - Cordel, Cangaço e Contestação – 2003 25,00 Bom estado
Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes Vol. I e II - 1997 - Autografado 150,00 Ótimo estado
Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volantes - Vol. I e II - 2007 - Autografado 150,00 Ótimo estado
Ten. João Gomes de Lira - Lampião: Memórias de um Soldado de Volante 3ª Ed. 2013 – Lançamento em 13.07.2013 2 vol. 700 pág. 115,00 Novo
Vera Ferreira e Antônio A. C. de Araújo - De Virgolino a Lampião 2009 319 pág. 55,00 Novo
Vera Ferreira e Germana Gonçalves (organização) - Bonita Maria do Capitão (centenário de Maria Bonita) Estojo de luxo 327 pág. 150,00 Novo
Vilma Maciel - Os Fuzilados do Leitão 2ª Edição 2012 88 pág. 23,00 Novo
Vilma Maciel - Lampião: Luta, Sangue e Coragem 2012 (Romance Histórico) 188 pág. 33,00 Novo
Viviane Gomes de Ceballos e outros (Org.) - Nordestes e Nordestinidades: Histórias, Representações e Religiosidades (Anais do II Congresso Nacional do Cangaço, em Cajazeiras, de 2011) 119 pág. 30,00 Novo
Waldemar Alves da Silva Júnior - O coronelismo em Salgueiro(1920-1945) 2008 277 pág. 50,00 Capa dura /ótimo estado / com carimbo
Renato Bandeira – Dicionário Cangaceiros e Jagunços – 2014 – 288 pág. – 55,00
Tião Lucena – A Guerra de Princesa 2013 – 194 pág. – 40,00 - Novo


Para melhores informações, entrar em contato com o Prof. Pereira. 
Email: fplima1956@gmail.com ou franpelima@bol.com.br.

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GLOBO REPÓRTER - O PISTOLEIRO DA SERRA TALHADA (1977)


VÍDEO. O PISTOLEIRO DE SERRA TALHADA - PE.

Mostra a briga das Famílias Pereira X Carvalho; Depoimento inédito de ZÉ SATURNINO (inimigo nº 01 de Lampião); a ascensão de LAMPIÃO; a luta dos Nazarenos contra o rei do cangaço, além de outros temas.

Confira, no vídeo  acima

Fonte do vídeo: Youtube
2ª Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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SANGUE E DOR NO SERIDÓ – O RADICALISMO POLÍTICO NAS ELEIÇÕES POTIGUARES DE 1934

Por Rostand Medeiros

É inegável que todo a política brasileira mudou com a revolução deflagrada em 7 de outubro de 1930 e no Rio Grande do Norte não foi diferente.


Na época o governador potiguar era Juvenal Lamartine de Faria e, poucos dias depois da eclosão da conhecida “Revolução de 30”, ele foi deposto por uma junta formada por militares do Exército em Natal e seguiu para o exílio na França. Outros políticos partiram rumo ao Rio de Janeiro e outros permaneceram por terras potiguares. Mas para sobreviver na nova arena política, estes últimos procuraram se integrar à nova ordem vigente[1].

CLIQUE NO LINK PARA VOCÊ CONTINUAR LENDO ESTE MARAVILHOSO TRABALHO DO HISTORIÓGRAFO ROSTAND MEDEIROS

http://tokdehistoria.com.br/2015/11/30/sangue-e-dor-no-serido-o-radicalismo-politico-nas-eleicoes-potiguares-de-1934/

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ESCRITOR SABINO BASSETTI PÕE NA PRAÇA O SEU MAIS NOVO TRABALHO SOBRE CANGAÇO - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti com o título "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e não deixa para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 

gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

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Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
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O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Não Sou Cangaceiro por Motivos Geográficos Por:Rubem Braga

Rubem Braga
Leiam, meus amigos, esta crônica do grande escritor brasileiro, Rubem Braga, extraída do seu livro “O Conde e o Passarinho”, a respeito de LAMPIÃO, escrita em 1935, quando ainda vivo o famanaz bandoleiro dos sertões nordestinos. Teria o Capitão Virgulino Ferreira da Silva, por um acaso, lido esta sua tradução? 
Antonio Corrrea Sobrinho

Erguerei hoje minha débil voz para louvar o sr. Getúlio Vargas. Aprovo de coração aberto o veto que ele deu a uma lei que mandava abrir um crédito de 1.200 contos para a campanha contra o cangaceirismo. O presidente vetou porque não há recursos, isto é, por falta de dinheiro. Eu vetaria por amor ao cangaço.

Lampião, que exprime o cangaço, é um herói popular do Nordeste. Não creio que o povo o ame só porque ele é mau e bravo. O povo não ama à toa. O que ele faz corresponde a algum instinto do povo. Há algum pensamento certo atrás dos óculos de Lampião; suas alpercatas rudes pisam algum terreno sagrado.

Bárbaro, covarde ele é. Dizem que conseguiu ser tão bárbaro e covarde como a polícia – a polícia que o persegue em todas as fronteiras. Mas é preciso lembrar que ele está sempre em guerra: e na guerra como na guerra. Retirai de seu aconchego doce qualquer de nossos ilustres e luxuosos generais; colocai-o à frente de um bando, mandai-o lutar uma luta rude, dura, de morte, através dos dias, das semanas, dos meses, dos anos. Ele se tornará também bárbaro e covarde.
A Arte de Manoel Perigo Neto

O cangaço não é um acidente. É uma profissão. Nasce, vive e morre gente dentro dessa profissão. O tempo corre. Filhos de cangaceiros são cangaceiros, serão pais de cangaceiros. Eles não estão organizados em sindicatos nem em associações recreativas: estão organizados em bandos.

Ora, a vida do cangaço não pode ser muito suave. É uma vida cansativa e dura de roer. Quando centenas de homens vivem essa vida, é preciso desconfiar que não o fazem por esporte nem por excesso de “maus instintos”.
O cangaceiro é um homem que luta contra a propriedade, é uma força que faz tremer os grandes senhores feudais do sertão. Se alguns desses senhores se aliam aos cangaceiros, é apenas por medo, para poderem lutar contra outros senhores, para garantirem a própria situação. 
 
Ora, para as massas pobres e miseráveis da população do Nordeste, a ação dos cangaceiros não pode ser muito antipática. E é até interessante.

As atrocidades dos cangaceiros não foram inventadas por eles, nem constituem monopólio deles. Eles aprenderam ali mesmo, e em muitos casos, aprenderam à própria custa. De resto, a acreditar no que José Jobim, um rapaz jornalista, escreveu em “Hitler e Seus Comediantes”, agora em segunda edição, os cangaceiros são anjinhos ao lado dos nazistas.


Os métodos de Lampião são pouco elegantes e nada católicos. Que fazer? Ele não tem tempo de ler os artigos do sr. Tristão de Athayde, nem as poesias do sr. Murilo Mendes. É estúpido, ignorante. Mas se o povo o admira é que ele se move na direção de um instinto popular. Dentro de sua miséria moral, de sua inconsciência, de sua crueldade, ele é um herói – o único herói de verdade, sempre firme. A literatura popular, que o endeusa, é cretiníssima. Mas é uma literatura que nasce de uma raiz pura, que tem a sua legítima razão social e que só por isso emociona e vale.

Vi um velho engraxate mulato, que se babava de gozo lendo façanhas de Antônio Silvino. Eu percebi aquele gozo obscuro e senti que ele tinha alguma razão. Todos os homens pobres do Brasil são lampiãozinhos recalcados: todos os que vivem mal, comem mal, amam mal. Dar 1.200 contos para combater o herói seria uma tristeza. Eu, por mim (quem está falando e suspirando aqui é o rapazinho mais pacato do perímetro urbano), confesso que as sortidas de Lampião me interessam mais que as sortidas do ser Antônio Carlos.

Não sou cangaceiro por motivos geográficos e mesmo por causa de meu reumatismo. Mas dou àqueles bravos patrícios o meu inteiro apoio moral – ou imoral, se assim o preferis, minha ilustre senhora.

Rio, fevereiro de 1935.
Cortesia da Indicação
Antonio Correa Sobrinho

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CAMINHOS PERCORRIDOS POR LAMPIÃO...


No último domingo 29/11/2015 tive o grande prazer de conhecer pessoalmente o Dr. Sergio Augusto Dantas, Juiz de Direito, pesquisador e escritor do tema cangaço, o qual já presenteou os estudiosos do assunto com 4 maravilhosos livros. Fiquei feliz por ter recebido das mãos do mesmo o seu mais recente trabalho: CORISCO, A SOMBRA DE LAMPIÃO. E o amigo professor Geziel Moura, que percorreu uma longa distância saindo de Belém do Pará até o sertão do RN para conhecer os caminhos trilhados pelos cangaceiros naquele distante 1927.


Pra mim foi uma honra conhecê-los pessoalmente e espero que voltem outras vezes...

Na foto acima estávamos na fazenda Ponta da Serra, município de Serrinha dos Pintos, invadida pelos cangaceiros em 11 de junho de 1927.

Fonte: facebook

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Lançamento do livro CHARGES COM LAMPEÃO

Autor Luiz Ruben Bonfim

Introdução

Lendo e pesquisando tantos jornais e revistas da época em que Lampião atuava, isto é, anos 20 e 30 do século passado, não passou despercebido, de vez em quando aparecia caricaturas e charges de Lampião, mas, o que me chamou a atenção foi a utilização do personagem com a política e os políticos do poder naquele período.

Contextualizar cada charge ou caricatura seria por demais maçante, pois creio que elas não perderam o caráter atemporal.

As codificações visuais que os chargistas queriam passar ao retratar Lampião eram afetadas de acordo com a região do artista, o que determinava, até pela falta de conhecimento que tinham do caricaturado, a representação de formas tão dispares na fisionomia desenhada. 

As charges com Lampião, nessa pesquisa, abrangem o período de 1926 a 1939, porém acrescentei duas de 1969, sendo a última apresentada, uma propaganda com alusão ao desenvolvimento industrial através de incentivos fiscais, citando Sudam-Sudene onde Lampeão é usado como referência de uma região. Ao todo o livro mostra 83 charges e caricaturas.

A charge tem como finalidade satirizar, descrever ou relatar fatos do momento por meio de caricaturas, com um ou mais personagens de destaque, nas áreas da política com maior frequência.

As apresentadas nesse livro abrangem personagens de prestígio nacional como o Padre Cícero, Antônio Carlos, governador de Minas, Capitão Chevalier, com a famosa tentativa de uma expedição contra Lampião no início dos anos 30, Getúlio Vargas como presidente do governo provisório após a revolução de 1930.

Após sua morte, cartazes foram utilizados como propaganda de filme da Warner, com James Cagney “substituindo o famoso cangaceiro nordestino”.

A propaganda comercial também utilizou com frequência o nome de Lampião. Como curiosidade inseri no trabalho as da Casa Mathias e O Mandarim, que apresentavam nos seus comerciais um conteúdo humorístico.

Até o conhecido compositor Noel Rosa, como Lampeão foi caricaturado. Como se fossem dois personagens ao mesmo tempo é mostrado características de identificação de Lampião com o rosto de Noel Rosa. Mesmo nas capas de famosas revistas, Careta em 1926 e 1931, O Cruzeiro em 1932, Lampeão é caricaturado.

Na contracapa desse livro, consta a foto original muito popular de Lampeão e seu irmão Antônio Ferreira, já nesta época, famigerado cangaceiro, perseguido em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas. Foi tirada em Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, onde Lampeão foi convocado pelo Padre Cícero a pedido do deputado federal Floro Bartolomeu, para combater os inimigos do governo de Artur Bernardes, a Coluna Prestes, em 1926. Na capa, usando a foto da contra capa, foram introduzidas as faces de Getúlio Vargas como Lampeão e Osvaldo Aranha como Antônio Ferreira. Foi publicada pelo Estado de São Paulo em 24 de setembro de 1933, sendo Getúlio já vitorioso da revolta de 1932 em São Paulo. 

O desenho era utilizado, isto é, a charge, como uma crítica político social onde as situações cotidianas são exploradas com humor e sátira. Lampião foi personagem principal dos chargistas, mas o objetivo era atacar os poderosos da época, geralmente vítima dos jornais da oposição.

Coloquei tudo numa ordem cronológica para facilitar a sequência histórica, pois, no futuro com a leitura das diversas obras publicadas sobre Lampião e o cangaço em geral, teremos uma visão não contextualizada das sátiras contra os personagens vítimas dos chargistas.

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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