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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O RAPOSA DAS CAATINGAS É SUCESSO NACIONAL


Se você ainda não comprou este fantástico trabalho do escritor José Bezerra Lima Irmão, só restam poucos livros. Então procura adquiri-lo o quanto antes, pois os colecionadores poderão comprar os poucos que restam. Seja mais um conhecedor das histórias sobre cangaço, para ter firmeza em determinadas reuniões quando o assunto é "cangaço". 

São 736 páginas.
29 centímetros de tamanho. 
19,5 de largura. 
4 centímetros de altura.
Foram 11 anos de pesquisas feitas pelo autor 

É o maior livro escrito até hoje sobre "Cangaço". Fala desde a juventude  e namoro dos pais de Lampião. Quem comprou, sabe muito bem a razão do "Sucesso a nível nacional do Raposa das Caatingas". 

O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:

Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
http://araposadascaatingas.blogspot.com.br

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O MONUMENTO HISTÓRICO DA POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO

Fotos do pesquisador do cangaço Narciso Dias

José João Souza - O monumento histórico da Polícia Militar de Pernambuco, está localizado às margens da BR-232, no Sítio Pitombeira, município de Custódia, foi feito em homenagem aos policiais militares pernambucanos que morreram em cumprimento do dever no dia 14 de fevereiro de 1926, emboscados por componentes da Coluna-Prestes.

HISTÓRIA DA BATALHA

O combate em si, foi uma grande armadilha urdida pelos oficiais da Coluna Miguel Costa-Prestes, seu nome correto, tenentes-coronéis Djalma Dutra e João Alberto. (Livros: A coluna prestes, de Neill Macaulay, página 205, e o Cavaleiro da esperança, de Jorge Amado, página 149). Assim, os rebeldes dessa Coluna (que estavam na área esperando uma ligação com o tenente Cleto Campelo, que acabou falecendo em Gravatá), haviam interceptado nos fios do telégrafo, uma mensagem sobre o deslocamento de Custódia para Vila Bela (Serra Talhada) de uma tropa da Força Pública de Pernambuco, de 137 homens, transportada em cinco caminhões dos efetivos dos 1º, 2º, 3º Batalhões, Regimento da Cavalaria e Companhia de Bombeiros, (Boletim Geral da Força Pública, de 12 de fevereiro de 1926), sob o comando do coronel João Nunes, comandante Geral. No terceiro caminhão, vinham o tenente da PM José Coutinho da Costa Pereira, no quinto, o tenente da PM Olímpio Augusto de Oliveira e o capitão Luiz Sabino de Azevedo e, na retaguarda, o comandante João Nunes, em automóvel.

Na localidade Umburanas/Imburanas ou Pitombeiras, os rebeldes arquitetam uma emboscada, colocando na estrada um chapéu de tipo engenheiro, de cortiça, como isca! Por volta das 9h de 14/02/1926, (domingo de Carnaval), um soldado mandou parar o veículo para apanhá-lo. Em seguida, todo o comboio parou. O coronel João Nunes, vinha à retaguarda, em companhia, do seu secretário, tenente Sidrak de Oliveira Correia e outros oficiais. Imediatamente, dos serrotes laterais, surgiram os fogos cruzados das metralhadoras inimigas, ceifando a vida de inúmeros soldados.

Após seis horas de combate, o coronel João Nunes, ao escurecer, conseguiu romper o cerco dos rebeldes, (em número quase cinco vezes superior, e entocados) rumo à Custódia, perdendo quatro dos cinco caminhões, que foram queimados. No dia seguinte, em Custódia, a tropa, reorganizou-se e partiu ao encalce da força rebelde (História da PMPE – major da PM Roberto Monteiro, página 78, e revista APMP 1985 – página 10). A munição que se achava no quinto caminhão, que regressou a Custódia com o capitão Luiz Sabino de Azevedo, não foi perdida (Jornal A Província, de 27/02/1926, e Diário de Pernambuco de 27/02/1926).

De acordo com o Boletim Geral da Força Pública, de 12 de março de 1926, morreram oito soldados: Isídio José de Oliveira, (2º Batalhão), Castor Pereira da Costa, Ercias Petronillo Fonseca e Manoel Bernardino Fonseca (Regimento de Cavalaria), José Sebastião Bezerra, Pedro Cosme Alexandrino, Antônio Cassemiro Ferreira e Luiz José Lima Mendes, (Companhia de Bombeiros). (Livro: Epopeia de bravos guerreiros – Jorge Luiz de Moura e Carlos Bezerra Cavalcanti). Os feridos foram três soldados, Amaro do Espírito Santo e Benevenuto Cardoso Silva, (do 2º Batalhão) e Severino Lino dos Santos, (do Regimento de Cavalaria). No mencionado Boletim, o comandante João Nunes enaltece suas bravuras e sacrifícios no campo de luta, em defesa da legalidade.

Aqueles soldados foram sepultados no local, numa cova única, à beira da estrada, de acordo com o major da PM João Rodrigues da Silva, em artigo publicado na Revista Guararapes, em janeiro de 1950, – Os mortos do Riacho do Mulungu, onde assinala que pela voz do povo, o número de mortos se eleva a mais de 40 praças. Esse monumento foi construído durante o Comando Geral do Coronel Manoel Expedito Sampaio, em 1961 (Informação do coronel Cícero Laurindo de Sá).

Na fria placa de mármore, ficou o registro da reação daqueles heróis, que precisam ser lembrados e nominados todos os anos, àquele 14 de fevereiro de 1926, pois, transpuseram os umbrais da glória e precisam ser inseridos nos anais da grande história da PM e de Pernambuco.

Publicado no Jornal do Comércio em 05 de Maio de 2008, escrito por Jorge Luiz de Moura (Comandante Geral da PMPE, a época).

Fonte: facebook
Página: Narciso Dias

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FELIZ ANO NOVO!

 

São os sinceros votos dedicados aos seus leitores pela família de blogs administrados por José Mendes Pereira. 

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ADENDO SOBRE A DEGOLA E A MORTE DE MARIA BONITA.

Por Sabino Bassetti

O então soldado Antonio Vieira, disse a mim e a outras pessoas, que ao chegar no local Zé Panta estava cortando a cabeça de Maria, que isso aconteceu bem próximo a ele. Não havia como Maria pedir pela vida, pois, ela já havia levado um tiro de fuzil na barriga e outro nas costas.

José Sabino Bassetti (Escritor e Pesquisador do cangaço)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Grupo: O Cangaço

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DECLARAÇÕES DO EX-CANGACEIRO “VILA NOVA“... afilhado de Luiz Pedro, em 14-11-1938

Fonte do texto e da foto:  Jornal A Noite - Acervo: Volta Seca

IZIANO FERREIRA LIMA. Alto, moreno, cabelos quase escarapinhados, o verdadeiro tipo de cangaceiro, austero, parecendo mesmo que, quando no cangaço, não brincava. Responde, porém, a todas as perguntas com solicitude. Conta com três anos no cangaço, já tendo passado por inúmeros combates, tendo, as vezes, até cinco encontros por dia com as polícias de diversos Estados.

Sempre fez parte do Grupo de Lampião e Luiz Pedro, sendo afilhado desse último. É natural da cidade de Piranhas, onde ainda, mora sua família, sendo filho de Francelino Ferreira Lima.

--“ Gostava – disse - da vida do cangaço . Mas, depois da desgraceira de LAMPIÃO, fiquei com vontade de me entregar à polícia. Depois da morte de Lampião, ninguém mais tem sossego ou alegria. O Capitão fez uma falta medonha a gente. Senti muito a sua morte, como a de LUIZ PEDRO e de D. Maria Bonita, que Deus os tenha. 

VILA NOVA esteve no combate de Angico. –“Escapei pela misericórdia de Deus , afirma. Vi quando o CHEFE caiu se estrebuchando pelas forças do tenente Ferreira (Bezerra). Meu padrinho Luiz Pedro caiu ferido nos meus pés. Pediu que o matasse, logo. O que fiz, foi apanhar o seu mosquetão e fugir para as bandas do riacho onde o fogo era menor. Depois da fuga fui me esconder na Fazenda Cuiabá, onde me encontrei com ZÉ SERENO, e outros que puderam fugir do cerco. Ali soubemos que junto com o Capitão tinha morrido mais 11 cabras, inclusive D. Maria Bonita. 

Declarou está muito satisfeito, apesar de se encontrar preso. Pois se não morre o “Capitão“, nunca deixaria a vida do cangaço, só quando não mais servisse para nada. Achava a vida boa, porque sempre tinha muito dinheiro e podia andar enfeitado de ouro. Finalizou.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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JUNTAS SUSI RIBEIRO NORA DOS CANGACEIROS SILA E ZÉ SERENO E LILIANE PEREIRA SOBRINHA DA EX-CANGACEIRA LÍDIA PEREIRA

Por Susi Ribeiro 
Susi Ribeiro é nora dos cangaceiros Sila e Zé Sereno - Foto do acervo da Susi Ribeiro

Boa noite, amigo José Mendes Pereira:

Venho com muita alegria, deixar registrado aqui, um dia muito feliz em minha vida.

Em Janeiro deste ano, eu e meu esposo Ivan Antunes de Campos, em nossa viagem pelo interior da Bahia, visitamos muitos lugares de grande valor histórico e cultural nas regiões de Paulo Afonso/BA, Alagoas e Sergipe.

Os cangaceiros Sila e Zé Sereno estão circulados

Finalmente eu, nora do ex-casal de cangaceiros Sila e Zé Sereno (pais de meu primeiro e já falecido esposo Wilson Ribeiro de Souza) iria conhecer o palco dos relatos da vida de meus sogros, os locais onde Lampião e seu grupo viveram, lutaram, sofreram, enfim, conferir registros históricos e conhecer pessoas que conviveram com eles na época do Cangaço.

Após conhecer Angico, seguimos com um guia turístico para o sertão de Paulo Afonso, onde visitamos vários Povoados e casas, trilhas e estradas por onde o Subgrupo de meu sogro Zé Sereno teria passado, inclusive quando este ainda era apenas um integrante do subgrupo de seu primo, o temível cangaceiro Zé Baiano, que ficou conhecido por sua crueldade ao assassinar sua companheira Lídia, a mais bela cangaceira e por após esse acontecimento ter se tornado o ferrador de mulheres.

Susi Ribeiro e Wilson Ribeiro - Foto do acervo da Susi Ribeiro

Entre os vários povoados, chegamos ao Povoado Salgadinho, que me despertou muita atenção. Lá estava a casa, já em ruínas, da famosa ex-cangaceira Lídia de Zé Baiano.

Ao lado desta, a casa de seus descendentes, Sr. Terto e Sr. Manoel com a esposa Sra. Atení e os filhos Tânia e Marcos. Fomos recebidos alegremente por Tânia, com quem fiz muita amizade.

Ali, a sombra de uma árvore, ficamos conversando por horas. Eu ouvia com atenção, parecia que os relatos de meus sogros sobre a vida no sertão, ganhavam vida, cor, forma diante de meus olhos.

O cangaceiro Zé Baiano companheiro da cangaceira Lídia Pereira

Sr. Terto, o sobrinho mais velho de Lídia, ainda se lembra dela, pois quando criança, sentiu muito a entrada da tia para o Grupo de Cangaceiros.

Segundo ele, Lídia era uma moça de 15 anos quando entrou para o Cangaço ao lado de Zé Baiano. Era alta, esbelta, cabelos à cintura, muito negros, que lhe " serviam de esteira" e uma personalidade forte, decidida.

Nos emocionamos com essa Família, pessoas simples, humildes, trabalhadores incansáveis do sertão: plantando, colhendo, esperando chuva, cuidando da criação, da casa, da lavoura.

Povoado Salgadinho/sertão de Paulo Afonso/Bahia - Janeiro de 2015: Tânia, Ivan, Eu e Sr. Manoel, sobrinho da cangaceira Lídia. - Foto do acervo da Susi Ribeiro

Pessoas religiosas, respeitadoras, com uma formação moral e ética que há muito não mais é vista nas grandes cidades, principalmente do Sudeste do Brasil.

Encanto, alegria, um sentimento de amizade muito grande tomou conta de meu coração.

Em Março, voltei à casa deles, onde tive a oportunidade de permanecer por vários dias! pude então sentir como é a vida do sertanejo no nordeste.

Foto da casa da cangaceira Lídia - Foto da Susi Ribeiro

Me encantei, me identifiquei muito com os costumes, com a comida, com a religiosidade. Tudo no sertão é maravilhoso: as pessoas são ricas em sentimentos, são solidárias, unidas, em uma palavra: São humanas! Ao voltar para minha casa no interior de São Paulo, nunca mais deixamos de nos comunicar por telefone.

Povoado Salgadinho/sertão de Paulo Afonso/Bahia - Março de 2015: Marcos, Tânia e eu. - Foto do acervo da Susi Ribeiro

Aqui, só faltava uma coisa, conhecer a sobrinha de Sr. Terto, a sobrinha neta da cangaceira Lídia, Liliane Pereira, nascida no povoado e que com seus pais, tinha se mudado para Jacareí, também interior de São Paulo.

Foi então, depois de muito conversarmos pela internet, que no último dia 21 de Dezembro, fomos à sua casa, em Jacareí, onde ela mora com seus dois sobrinhos, Vítor e Nathan, respectivamente de 3 e 8 anos de idade, lindos, filhos de sua falecida irmã Cristiane Pereira.

Eu e Liliane Pereira em sua casa em Jacareí-SP, Dezembro de 2015 - Foto do acervo de Susi Ribeiro

Passamos horas conversando, almoçamos com ela, brinquei muito com as crianças, muito alegres, muito queridas. Pude sentir novamente o coração simples, honesto, puro, das pessoas que vivem a vida com simplicidade e alegria.

Liliane é uma moça muito bonita, mas a maior beleza que sinto nela é, sem dúvida seu coração, sua luz! Uma pessoa muito querida, meiga, corajosa, de muita fé, que cuida dos sobrinhos como se fossem seus próprios filhos, que não se preocupou com mais nada ao abraçar a missão de se tornar, além de tia, também a mãe deles. Mesmo ainda muito jovem, Liliane Pereira traz a maturidade e a confiança na Providência Divina.

Eu e meu esposo Ivan com Liliane Pereira e seus sobrinhos, Vítor e Nathan em sua casa em Dezembro de 2015 - Foto do acervo da Susi Ribeiro

Sem dúvida, uma pessoa, que veio confirmar em minha mente e coração, a integridade e os valores de sua família. Liliane Pereira é, sem sombra de dúvidas, a descendente direta da Cangaceira Lídia, que traz geneticamente seus traços de beleza.

Esperamos, que algum dia, os historiadores e pesquisadores do tema Cangaço ainda encontrem alguma foto de Lídia, pois até o momento ninguém a tem.

Família Pereira, meus mais queridos amigos! Obrigada por tudo, por toda doçura, por todo o carinho, pela hospitalidade, pela atenção, pela alegria com que vocês nos receberam, desde o primeiro momento em que nos viram, no sertão de Paulo Afonso/Bahia!

Observação: - Amigo Mendes, segundo Francimary Oliveira mencionou no grupo Ofício das Espingardas dizendo o que segue:  “Eu sou nora do irmão do homem que matou sua tia avó Lídia”. 

Até Breve!
Obrigada pela oportunidade, amigo José Mendes Pereira!

Enviado para postagem neste blog por Susi Ribeiro nora dos cangaceiros Sila e Zé Sereno.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

PAPEL DO INDIVÍDUO NA HISTÓRIA

(*) Rinaldo Barros

O rumo desta última conversa de 2015 tem, propositalmente, segundas intenções: provocar você para que se pergunte o que está fazendo de sua vida, em sua passagem por este planeta.

O sociólogo estadunidense Immanuel Wallerstein acredita que o capitalismo chegou ao fim da linha: já não pode mais sobreviver como sistema. Cá no meu canto, ainda meio instintivamente, assino embaixo.

Todavia, em que pese o fato de que o capitalismo não tem sido capaz de resolver nenhuma grande questão social, nas atuais circunstâncias e no atual cenário mundial, não consigo enxergar qual modo de produção seria o substituto do atual sistema.

Ou seja, o que surgirá em seu lugar poderá ser melhor (mais justo e democrático) ou pior (mais autoritário e explorador) do que temos hoje em dia.

É prudente destacar que o capitalismo é passível de se transmudar em novos e inusitados padrões de acumulação, a depender da formação social analisada. É importante ressaltar também que, desde o final do século XX, o sistema financeiro solapou completamente o processo de produção e a tecnologia transformou o capitalismo quanto à sua forma exterior.

Aqui no patropi, por exemplo, enquanto a economia vai crescendo, a desigualdade social crescente põe tudo a perder. Temos, a cada ano, mais milionários e mais miseráveis.

Em meio a essa complexidade, uma coisa a vida me ensinou: ao contrário do que pensava o velho Karl Marx, o sistema não sucumbirá num ato heróico de alguma liderança operária, numa insurreição armada; mas desabará sobre suas próprias contradições.

Provavelmente, a morte do capitalismo será fruto da ganância desenfreada de suas elites (1% da população), com a conseqüente e provável deterioração da qualidade de vida da grande maioria (99% da população). Essa agonia ainda vai demorar uns 30 ou 40 anos.

O sistema reproduz uma concentração cada vez maior de riquezas paralelamente ao crescimento da miséria, do desemprego estrutural, da criminalidade e do consumo de drogas.

A União Europeia está em séria e duradoura crise econômico-financeira. A Espanha tem vinte por cento de sua força de trabalho desempregada. A Grécia, Portugal e Itália estão adotando regimes forçados de contenção de despesas, cortando salários e penalizando os aposentados; para não falar na crescente intolerância aos migrantes e às minorias. No Oriente Médio, a guerra está dizimando populações.

Para Wallerstein, vivemos o momento preciso em que as ações coletivas, e mesmo individuais, podem causar impactos decisivos sobre o destino comum da humanidade.

Concordo plenamente com Wallerstein, quando ele afirma: “Não é uma crise de um ano, ou de curta duração: é o grande desabamento de um sistema. Estamos num momento de transição. Na verdade, na luta política que acontece hoje no mundo não está mais em questão se o capitalismo sobreviverá ou não, mas já se discute o que irá sucedê-lo”.

A verdade é que estamos vivenciando uma espécie de Era da Incerteza sem volta, um período no qual quase tudo é relativamente imprevisível no curto prazo - e as pessoas não podem conviver com o imprevisível no curto prazo. Podemos nos ajustar ao imprevisível no longo prazo, mas não com a incerteza sobre o que vai acontecer no ano seguinte.

Os empresários não sabem o que fazer, e é basicamente isso o que estamos vendo na economia brasileira, nos dias atuais.

Ninguém está encorajado para investir, já que ninguém sabe se daqui a um ano ou dois vai ter esse dinheiro de volta. Quem não tem certeza de que em três anos vai receber seu dinheiro, não investe; e não investir torna a situação cada vez pior. Peço um pouco mais de atenção, a partir de agora.

Quando o sistema está relativamente estável, é relativamente determinista, com pouco espaço para o livre-arbítrio. Mas, quando está instável, passando por uma crise estrutural, tal como agora, o livre-arbítrio torna-se importante. Você pode fazer a diferença!

É fundamental o papel do indivíduo na história. No atual momento histórico, as ações de cada um de nós realmente importam, de uma maneira tal como não se viu nos últimos 500 anos. Nossa atitude política pode realmente fazer a diferença, para definir que tipo de futuro estamos construindo, no aqui e agora.

Encerro com um pedido: reflita bastante quando for exercer o seu livre arbítrio agora em 2016, quando for escolher os novos governantes municipais.

Você pode estar fazendo a escolha entre a civilização ou a barbárie.

(*) Rinaldo Barros é professor – rb@opinaopolitica.com

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

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AMANHÃ

Por Rangel Alves da Costa*

O ano se finda, muito do que restou ficou pelos cantos, muito do que se fez por certo terá serventia noutro tempo chamado amanhã. É nesta simbologia de futuro, de caminhada e construções, que o amanhã se impõe como esperança.

Ninguém alimenta a esperança com restos passados, poeiras e traças. O que não pôde ser descartado há de ser consumido pelo tempo e pelo esquecimento. Os acúmulos sem serventia precisam ceder espaço ao que se deseja num tempo novo chamado amanhã.

Depois de tudo, depois de passar o ano em meio a frestas de sol, sombras e escuridão, o ano agora é como uma casa que vai sendo abandonada. Paredes nuas, baús empilhados, janelas fechadas, na semiescuridão, logo a porta estará aberta para o novo destino.

Não há mais como continuar no mesmo lugar. Não é um desejo da pessoa, mas imposição do tempo. Um ano se vai e outro começa a nascer. Ao romper da aurora a desconhecida estrada já surge adiante. E é preciso seguir para fazer valer a existência. Não o apenas existir, mas comprovar o porquê de estar aqui.

Hoje e ontem resumem tudo o ano que vai chegando ao fim. Não adianta mais recordar a bacia de lágrimas nem os lenços de tristezas. Não adianta mais relembrar as tristezas e as insônias, as dores e os sofrimentos. Ora, se foi possível passar ante os labirintos tenebrosos, então que se busque a melhor estrada.

E esta estrada chama-se amanhã. Meia-noite e um segundo, primeiro dia do ano, nos dias e meses seguintes, tudo será amanhã. Que não se procure imaginar como será dezembro do ano vindouro, quais as conquistas desejadas ou as vitórias alcançadas, mas apenas pensar em vencer cada dia, e desde o primeiro dia do ano.

O amanhã será bem melhor, assim o desejo de todos. O ano que se finda não merece, em muitos aspectos, sequer ser recordado. Foi o ano de os tapetes serem revirados e muito de seu lixo mostrar a sujeira de uma nação. Foi o ano da efervescência dos lamaçais, das ladroices, dos atos de improbidade. Foi o ano do país aviltado pela corrupção.


E também foi o ano da desesperança, do medo, das perseguições. O ano do empobrecimento, das dificuldades, da inflação acentuada, da carestia em tudo. Um ano de menos comida na mesa, menos sonhos realizados, de sangria no bolso e na alma. Um ano para ser rapidamente esquecido.

O amanhã surge como uma dúvida. Não há nenhuma certeza do que acontecerá. Contudo, sendo um tempo novo, há sempre a possibilidade de que os caminhos sejam menos tortuosos e alguma felicidade permita sorrisos de contentamento.

Amanhã é toda uma vida nova num ser que não existe somente para amargar sofrimentos. O ser se alimenta de esforços, de buscas, de lutas, conquistas e realizações, mas será preciso que o homem possa caminhar sem que seu passo seja negado pelas tiranias alheias.

Amanhã é o que o indivíduo deseja para si. Ele deseja viver, precisa abrir sua janela, necessita do sol, do sonho e da esperança. O ser humano possui um destino que não pode ser norteado por qualquer força humana, senão o dono do próprio passo. Somente a ele cabe carregar sua cruz e plantar sua árvore. Colher o seu fruto e viver.

Desde muito tempo que o amanhã do homem não pertence ao homem. Alguns se arvoraram do direito de tirar sua alegria, sua força de luta, sua promessa de vida, sua expectativa por dias melhores. Roubaram seu amanhã e decretaram que a vida seria de sofrimentos.

O homem foi esmagado pela incúria de outros, dos poderes, dos governantes, dos mandatários. Mas tudo foi ontem. Mesmo que ainda hoje persista, não haverá mais lugar para imposições e submissões no tempo novo, no amanhã que já nasce. Para si mesmo, o homem decreta a felicidade completa, incontida.

Porque amanhã é dia de sol, é dia de sorriso, é dia de encontro, é dia de abraço. Porque amanhã é dia de viver, de procurar e encontrar. Porque amanhã é dia de flores no jardim, de frutos no quintal e pássaros à janela. E mesmo que a tristeza chegue, logo será superada pelo encorajamento de todo amanhã.

Não será preciso dizer feliz ano novo. Não será preciso adormecer para acordar no ano novo. Tudo já se faz agora. Após a tempestade e os vendavais de agonia e aflição, o homem não deseja senão abrir a porta e avistar a vida debaixo do sol.

E lá vai ele com a chave à mão em busca do seu mundo. Não sabe, porém, que a sua força antecipou o tempo e o hoje já se faz amanhã. E, sem olhar pra trás, vai seguindo adiante, vai sempre em frente. Que força e luz neste homem após um ano de escuridão.

Poeta e cronista
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Postado por blograngel

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LAMPIÃO

Por Antonio Corrêa Sobrinho

PERGUNTO aos amigos se o drama “LAMPIÃO”, obra da grande escritora cearense, Raquel de Queiroz, escrita na década de 1950, cujo comentário a respeito eu trago a seguir, publicado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” de 02.09.1953, foi lido por alguém do grupo, ou se tem notícia se tal foi encenada?

Outrossim, saber se o episódio parte integrante deste drama "Lampião", destacado na sub dita resenha (ao lê-la o amigo saberá qual é), como é tratado pela melhor pesquisa sobre o cangaço.

“LAMPIÃO”

Raquel de Queiroz sentiu-se agora atraída pelo teatro. Não é de estranhar, pois seus romances e contos sempre se revelaram de ação muito intensa e se caracterizaram pela naturalidade dos diálogos. Se não tentou antes escrever peças, foi sem dúvida porque somente nos últimos anos se tornou o teatro brasileiro uma realidade. Hoje tem ele público, atores e cenaristas. E as obras vão fluindo. Tivesse havido possibilidades maiores anteriormente e muito ficcionista se houvera voltado para o palco.

A peça de Raquel de Queiroz intitula-se “Lampião”. É realista, de um realismo sóbrio que se adota perfeitamente à paisagem do sertão e à mentalidade do cangaceiro. Tudo é árido, seco, denso, neste drama que nos apresenta um Lampião asperamente megalomaníaco e friamente cruel. No entanto, o diálogo entre o bandido e Maria Bonita põe uma nota diferente no conjunto, uma nota sentimental profunda, de grande interesse psicológico e suscetível de explicar, em parte, as atitudes violentas do capitão contra seus próprios irmãos e seus cabras.

Raquel de Queiroz não endeusou o cangaceiro, nem lhe desculpou os crimes. Não quis fazer sociologia nem tirar nenhum partido ideológico do fenômeno cangaço. Cortou apenas na vida de Lampião a sequência de maior dramaticidade e nela projetou de um modo quase objetivo. Para tanto, sacrificou os possíveis efeitos que teria alcançado apelando para o pitoresco, mas ganhou uma profundidade rara em nossa literatura.

Diz a autora que em sua peça “procurou acompanhar o mais perto possível a lenda, o anedotário, o noticiário de jornal”. Não sei se o episódio da tentativa de sedução de Maria Bonita pelo cangaceiro Ponto Fino se encontra na tradição oral ou escrita relativa ao “capitão” Virgulino. Se está na tradição, foi muito bem dramatizado. Se não está, foi um achado, pois se justifica perfeitamente, assinalando, pela sua naturalidade e sua penetração, um dos pontos altos do drama. Aliás, não vejo pontos fracos na peça, a não ser, talvez, no início, o diálogo de Maria de Déa e seu marido, o sapateiro Lauro, com a cena da cobra e a confissão de ter enviado recado a Lampião para que viesse busca-la. Ainda assim, logo que o bandido chega, a ação se precipita e se condensa.

Não sou homem de teatro. Não posso, por isso, julgar se a peça se sustentaria à luz da ribalta. Mas acredito no seu êxito porque tem o que exige o teatro, isto é, um certo número de “clímax” que prepara e valoriza o momento final mais intenso, o momento que fica com referência elucidativa do todo na memória do espectador. A peça de Raquel de Queiroz toda inteira se constrói para a cena da morte e degola de Lampião e Maria Bonita. E o fim comovente surge quando já o sentimos necessário, tanto pela situação criada como pelo próprio estado de espírito dos heróis. É o que dá ao argumento, que também poderia ser cinematográfico, a homogeneidade e a solidez sem as quais não se mantem de pé um drama.
S. M.

Fonte: facebook
Grupo: Cangaçofilia

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MUSEU DO SERTAO - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=igna8hjzX9Q&feature=youtu.be&app=desktop

BENEDITO VASCONCELOS MENDES É O CRIADOR E PROPRIETÁRIO DO MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ

BENEDITO VASCONCELOS MENDES Formação & Titulação Engenheiro-agrônomo pela Universidade Federal do Ceará (CE), graduado em 1969. 

Mestrado: Universidade Federal de Viçosa (MG) - Dissertação: Histopatologia de raízes do cafeeiro parasitadas por Meloidogyne exigua. Ano de Obtenção: 1975. 

Doutorado: ESALQ/USP-Piracicaba (SP) – Tese: Histologia de galhas da coroa de chuchu (Sechium edule) induzidas por Agrobacterium tumefaciens e infestadas por Meloidogyne incognita e desenvolvimento de dois sistemas de cultivo in vitro para Meloidogyne javanica. Ano de Obtenção: 1980. 

Vínculos institucionais & Atuação profissional 

1) Docente (Prof. Titular) e Diretor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, antiga ESAM/Escola Superior de Agricultura de Mossoró, RN (1970-1994).

2) Pesquisador/Dirigente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – CPA do Meio Norte (1997-1999). 

3) Docente (Prof. Adjunto IV) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Mossoró, RN (1999-). 

Endereço: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte 

Centro de Estudos e Pesquisas do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável 

Departamento de Geografia Fafic 

Caixa Postal 70 59600-970 - Mossoró, RN - Brasil 

Telefone: (84) 3152 2197 Ramal: 197 Fax: (84) 3152 2197 

E-mail: beneditovasconcelos@uern.br 

Posições ocupadas na SBN 

Presidente (1980-1983) e Vice-Presidente (1977-1978 e 1985-1986), organizando as 3ª e 10ª Reunião Brasileira de Nematologia, ambas em Mossoró (RN), em 1978 e 1986. 

Acesso ao Currículo Lattes http://lattes.cnpq.br/1770891942535885

http://docentes.esalq.usp.br/sbn/perfisbn/1half/benemendes.pdf
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QUEM DISSE QUE O PIAUÍ NÃO FOI VISITADO POR CANGACEIROS?

Por José Mendes Pereira

Em breve, mais um livro sobre "Cangaço" será lançado do escritor, pesquisador e fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Paulo Medeiros Gastão.

Escritor Paulo Medeiros Gastão

Será que o Maranhão também teve cangaceiros por lá? Se o Piauí recebeu visitas de cangaceiros, possivelmente o Estado do Maranhão também acoitou em suas terras uma porção de facínoras.

Mas isso será outra história para ser estudada, que com a continuação do tempo, os pesquisadores dirão que Virgulino Ferreira da Silva, o afamado e sanguinário cangaceiro Lampião visitou todos os Estados do Nordeste.

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LIVRO DO RUBINHO LIMA


Para adquirir este livro entre em contato com o autor Rubervânio Rubinho Lima através deste e-mail.

rubinholim@hotmail.com

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RUBELVAN, JOÃO GOMES DE LIRA E BEZERRA...


Pedro Barbosa, Manoel Severo e Rubelvan Lira em Festa do Cariri Cangaço em Nazaré na Casa de Netinho Flor...

Caro amigo Manoel Severo, na primeira vez em que estive em Nazaré, entrei num bar para me informar onde era a casa de João Gomes de Lira. O dono do bar disse: "Esse rapaz aí é filho dele". O rapaz, chamava Rubelvan Lira que me disse: "Se quer ver meu pai, vamos agora, porque daqui a pouco ele vai dormir". E me levou à casa de seu pai. 

Isso faz um bocado de anos. A partir de então, toda vez que ia a Nazaré, eu já sabia onde era a casa do saudoso João Gomes. Nunca mais vi Rubelvan. Avise a ele, Manoel Severo, que em maio em nosso Cariri Cangaço Floresta 2016 ele vai receber, devidamente autografado, o meu "Lampião - a Raposa das Caatingas", onde tem tantas referências ao pai dele. Rubelvan com certeza vai cobrar direitos autorais. E eu pago! Se não tiver dinheiro, o Cariri Cangaço me empresta...

José Bezerra Lima Irmão
Pesquisador, escritor
Aracaju, Sergipe

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MULHER NORDESTINA!


Fonte: facebook
‎Página: Vilane Silva

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QUEM MATOU O SOLDADO ADRIÃO PEDRO DE SOUZA NA GROTA DO ANGICO NO DIA 28/07/1938?


Se você quer saber a verdade quem matou o soldado Adrião Pedro de Souza na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico no Estado de Sergipe, leia o livro:


  "A Outra Face do Cangaço", do professor e escritor e pesquisador do cangaço Antonio Vilela de Souza. Adquira-o através deste e-mail: 
incrivelmundo@hotmail.com

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JOÃO GOMES DE LIRA E SUA IRMÃ MARIA GOMES.


Fonte: facebook

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