Seguidores

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lampião e seus cangaceiros no sertão de Araci

Foto por: Fernando Tito

Marcionília Pinho da Silva esposa que enfrentou o bando de Lampião.

Germinia Pinho da Silva Góes
Nascida em 23 de junho de 1928
Mora em Araci-Bahia
Relato feito em dezembro de 2007 por Fernando Tito
Foi visitada na infância pelo bando de Lampião.

Sabendo dos rumores que Lampião estava nas redondezas, meu pai José Tibúrcio da Silva, ao viajar para Queimadas mandou que minha mãe, Marcionília Pinho da Silva, fosse dormir na casa do cunhado (Martinho Pereira da Silva) que ficava perto, eu Germinia Pinho da Silva tinha apenas seis meses de idade. José Tiburcio da Silva como proprietário da Fazenda Paraíba, transportava daqui peles de ovinos, bovinos e caprinos que levava para Queimadas pois lá havia um curtume que era do Coronel Vicente Ferreira da Silva, que era primo de José Tiburcio da Silva. Ao chegar lá ele deixava as peles para serem curtidas e as que já estavam curtidas ele pegava para trazer, completando a carga com sacas de café que vinham de Jacobina para Queimadas. Meu pai era dono de uma tropa de oito burros, sendo seu tropeiro o Senhor Higino morador da Fazenda Roda, ao chegar aqui na Vila do Raso, como era conhecido na época, meu pai tinha que ir prestar contas ao Coronel Vicente Ferreira da Silva, pois era ele que dava os fretes para meu pai conduzir. Foi no período desta viagem que Lampião chegou em João Vieira arraial de Araci, no mês de dezembro de 1928, procurou saber quem era fazendeiro e quem tinha tropas de burros, alguém que se dizia ser amigo de meu pai informou a Lampião sobre meu pai e Lampião mandou o cangaceiro Curisco ir até a Fazenda Paraíba guiado por esta pessoa, pois não sabiam onde era a Fazenda, ao chegar não encontrando ninguém colocaram fogo na casa.

Quando foram cinco horas da manhã, pois eu acordava muito cedo 
para comer, minha mãe chamou as meninas para ir tirar leite das cabras, pois eu só tomava leite de cabra, ela me levava nos braços, ao chegar na malhada ela avistou o fogo em cima da casa e logo viram os cangaceiros com os fuzis, os burros amarrados e etc.

Ela respeitando os cangaceiros não seguiu, pediu que uma das meninas que ela criava que voltasse na casa do meu tio Martinho para chama-lo para poder encorajá-la, pois ele ia enfrentar eles, ao chegar trazendo consigo nos braços o garoto José Brígido da Silva (Zeles) que tinha apenas dois anos e dois meses de idade, ele se reuniu com minha mãe que estava comigo nos braços, ao se aproximar da fazenda ela avista a fumaça em cima do telhado, pois eles já tinham arrombado a porta e entrado, pegado 
dinheiro, peças de tecido de seda, saquearam a casa e depois pegaram querosene, que na época meu pai comprava querosene em lata, destelharam a cumeeira da casa ensoparam com o querosene e puseram fogo.

Então minha mãe disse:

- Bom dia meus senhores! Com que autoridade vocês fizeram isso?
Eles responderam:

-A ordem que nós temos é quando chegarmos a uma fazenda e encontrar fechada colocar fogo na casa
.
Ela respondendo disse:

- Fez muito errado.

Eles perguntaram:

- Cadê seu marido? Por que ele correu?

Ela disse:

- Ele não correu, está viajando, está em Queimadas.

Eles disseram:

- Nós soubemos em João Vieira que ele tem uma tropa de burros.

Ela respondeu:

- Ele está viajando com essa tropa de burros, pois ele é cargueiro.

Eles retrucaram dizendo:

- Por que a senhora correu?

Respondeu ela:

- Eu não corri apenas fui dormir na casa do meu cunhado, se eu estivesse corrido não estava aqui com um curral apartado com as cabras e o outro com o gado. Estou vindo agora porque a minha filha que carrego nos braços chorou para comer, então vir tirar leite das cabras para fazer mingau para dar a ela.

O cangaceiro disse:

- Pois, então rodei e apague o fogo, que lá nos potes tem água.

Ela falou:

- Tem mesmo, porque quem botou não foram vocês, fomos nós que botamos água nos potes.

Minha mãe entrou e apagaram o fogo.

Curisco disse:

-Viemos porque o meu chefe mandou e se encontrasse seu marido era para arrancar o caco da cabeça dele e levarmos como prova que ele estivesse morto.

Ela disse:

- Pois não vai arrancar porque ele não correu e nem está aqui, está viajando.

Então eles se despediram e voltaram para o arraial João Vieira.

  
Web site: 

Extraído do blog: "O Cangaço em Foco", do Dr. Archimedes Marques
e+seus+cangaceiros+no+sertao+de+araci

A SECA DE 2012,

Por: José Romero Araújo Cardoso*

Secas, fenômeno climático que aterroriza as populações interioranas há tempos imemoriais, vetoras de catástrofes, inimiga pungente da qualidade de vida, artifício vergonhoso de uma indústria mais que secular.

A história das secas no nordeste brasileiro é antiga. Inúmeros registros descreveram com linhas fortes a ação inexorável da natureza sobre o homem do semiarido, pois diversas trouxeram o signo de tragédias indescritíveis.


A calamidade que atingiu o nordeste brasileiro quando da grande e inesquecível seca de 1877-1879, a qual na definição de Rodolfo Teófilo caracterizou-se por ter sido um dos mais castigante fenômeno de estiagem que atingiu a região nordestina, responsabilizou-se só no Ceará pela morte ou pela emigração de mais de 300 mil pessoas.

O ano de 2012 iniciou-se com uma incógnita: chuvas cairão para alento do heróico povo do semiarido? Poucos milímetros estão sendo registrados, mesmo assim impossíveis de garantir que a agricultura de subsistência abasteça com o excedente os centros urbanos, tendo em vista que o agrobusiness impera de forma avassaladora visando o mercado externo, com toda tecnologia de primeiro mundo que desdenha a necessidade da maioria da população que depende da química dos céus a fim de garantir o sucesso do plantio.

Seca lastimável, providências tétricas e patéticas que nem sempre cumprem papel democrático em assistir o imenso somatório de desafortunados que em um passado distante comoveram Jesuíno Brilhante, fazendo-o agir de forma Robinhoodiana nos sertões potiguares e paraibanos à base da força coercitiva dos seus bacamartes que ousaram com coragem a apontar bem no coração dos agentes a serviço da indústria das secas.

A calamidade que se agiganta, trazendo dia após dia agruras à população, provocadas com a seca de 2012, está sendo comparada ao que foi observado há trinta anos quando da indescritível estiagem que teve inicio em 1979 e adentrou de forma intolerável, desumana e horripilante até meados da década seguinte do século passado.

Dramático observar que a poesia de Patativa do Assaré, imortalizada pelo expoente maior da música regional nordestina, continua atualíssima. A fuga em direção a centros mais hospitaleiros do ponto de vista socioeconômico, de geração de emprego e renda, embora eivado de preconceitos, ainda continua a afligir mentes e corações daqueles que são por natureza apegados à terra, possuidores de relação telúrica extraordinária com o meio. 

Cotidianamente milhares de nordestinos desembarcam na porção mais rica da nação em busca de melhores condições de vida. Em inúmeros casos encontram condições de existência piores do que deixou em seu torrão natal. Subemprego e marginalidade passam a integrar de forma corriqueira as paisagens nas quais se inserem.

Triste constatar em nossas feiras que a lei da oferta e da procura rege as relações comerciais. O feijão, símbolo da agricultura familiar, alcança preços estratosféricos a cada dia que passa, frutos da indisponibilidade do produto em razão da ausência de chuvas.

Penoso é saber que a falta de critérios e de humanismo com a região nordeste em tempos de crises provocadas pelo drama climatérico ainda são constantes e tidos como naturais por aquela minoria que usurpou o poder e todas as benesses enquanto legados meticulosamente trabalhados desde a nossa formação socioeconomica.

*José Romero Araújo Cardoso, geógrafo, professor-adjunto do departamento de geografia do Campus Central da UERN.

Enviado pelo autor deste artigo

O HIPOTÁLAMO DO HIPOPÓTAMO HIPOCONDRÍACO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa 

O hipopótamo está um com enorme problema, um imenso transtorno pra resolver.  E muita gente está na mesma situação e não diz a ninguém. Talvez tenha medo ou vergonha de revelar, mas pela magnitude da situação não haverá mesmo jeito.

O hipopótamo tenta fingir sua enrascada mergulhando na água, deixando, às vezes, somente parte da cabeça de fora. Mas não tem jeito. Mamífero grande e rechonchudo com é, de cabeça enorme e truncada num focinho largo e arredondado, não é todo lugar que lhe aceita como esconderijo.

Certos seres humanos são maiores ainda, mas não porque sejam gordos demais ou de estrutura física fora dos padrões normais, e sim pelo tamanho que a cabeça alcança de vez em quando. Problemas e mais problemas, situações que surgem e vão logo provocando a síndrome de hipopótamo: o tamanho do problema impede que seja escondido.

No mamífero, a situação complicada começa quando o hipotálamo está hipocondríaco, ou seja, quando parte do cérebro – onde há controle funções importantes como o sono, a temperatura corporal, o apetite etc. – entra em pleno estado de morbidez. E haja tristeza, melancolia, vontade de sair dessa para uma melhor. Ou pior, como geralmente acontece.

Explicando melhor, sendo o hipotálamo o centro regulador de várias funções orgânicas, ao surgirem problemas de hipocondria - depressão mórbida do espírito; afecção mental caracterizada por pensamento e preocupações voltados para o próprio estado pessoal sem razão real para que isso ocorra – tudo parece desabar.

E o hipopótamo procura desabar exatamente nas profundezas da água, como forma de fugir da cruel realidade. Mas não consegue, nunca consegue, eis que toda vez que sobe para respirar é avistado por um gaiato que logo grita que ali está o medroso, o que tem medo da realidade, o que não tem coragem de enfrentar as situações.

Diz isso sem saber nada sobre o pobre do hipopótamo, sobre os reais motivos de querer estar assim fugindo do mundo e de tudo. Zomba, faz gritaria, escarnece, porém sem saber que aquele bicho enorme, de pele dura e parecendo almofadado, na verdade não passa de um pobre coitado, de um injustiçado na vida.

Por cima daquele corpão descomunal existe um ser frágil e por dentro daquele barril mora um sentimentalismo tamanho que é até difícil descrever. Podem até achar ridículo, mas muitas vezes o imenso mamífero já foi visto ajoelhado aos prantos, chorando copiosamente e dizendo palavras amorosas animalescas.

Outras vezes foi avistado todo saltitante, fazendo corrupios no ar e tendo à mão um buquê de flores. Não era outro não, mas ele mesmo pisando todo mansinho, devagarzinho, jogando pedrinhas lá pelos lados do reduto da hipopótama. Mas que ser cruel essa hipopótama. Foi ela a causadora de toda hipocondria que num abalo terrível afetou o hipotálamo do coitado.

Animal sofre, e muito. E o homem também, por mais que queira fingir. A síndrome do hipopótamo traído, achincalhado na alma, envergonhado no espírito, corneado por quem tanto amava, possui consequencias imediatas no ser humano. É por isso que quando é afetado pela desonra da mulher ou por qualquer besteira que o próprio fez, a primeira coisa que pensa é seguir o mesmo caminho do hipopótamo: procurar um lugar pra se esconder.

Contudo, há uma sutil diferença entre os dois. O hipopótamo se esconde não por vergonha dos outros, não porque queira fugir dos olhares e comentários, e sim para se ausentar do mundo visível em si e ali, debaixo da água, reencontrar forças para emergir mais forte ainda. Já com o homem é um pouco diferente.

Por mais valente e com jeito de violento e agressivo que seja, o ser humano se dobra em si mesmo todas as vezes que se vê afetado na honra, na sua macheza. A coisa que mais teme na vida é saber que está sendo traído e que os outros conhecem tal fato. E como não pode acabar com o mundo nem dar fim à mulher que continua amando, corre a se esconder, a fugir dos olhares e das bocas. A ser um corno escondido.

Daí a hipocondria mórbida se instalando no hipotálamo em forma de vergonha. Mas é também usual que a hipocondria se instale na parte exterior da cabeça, em forma de chifres. Aí já tem outro nome.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Silêncio que diz (Poesia)

Silêncio que diz

Por: Rangel Alves da Costa*



Silêncio que diz
não corra
não fuja
a vida não está
por um triz
silêncio que diz

silêncio que diz
abra os olhos
se erga
se sinta feliz
silêncio que diz

silêncio que diz
venha logo
corra agora
traga flor-de-lis
silêncio que diz

silêncio que diz
a boca abrindo
o lábio querendo
o beijo e o bis
silêncio que diz

silêncio que diz
amar o amor
agradar coração
fazer o que fiz
silêncio que diz

silêncio que diz
manter o silêncio
o corpo falar
a vida bendiz
silêncio que quis.



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A MORTE DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA

Por Volney Liberato (*)
[sem+título.bmp]
Graças à mediocridade-plural.blogspot.com.br (Laélio Ferreira).
Currais Novos na vida de Chico Pereira

“Desde o dia em que um desconhecido foi morto pela polícia na estrada de Currais Novos, espalhou-se pelo sertão, vaga mas persistente, a suspeita de que ali morrera outro que não Chico Pereira”.
(Padre Pereira – Vingança, não!).


Derna do tempo d'eu menino”, quando a escritora pernambucana Aglae Lima de Oliveira respondia sobre “Lampião” no Programa J. Silvestre, na extinta TV Tupi, que eu começei a me interessar, a ler e a pesquisar sobre o cangaço – e isso já vão mais de 30 anos.

Tempos depois, ao passar pela BR 226, quase a entrada da cidade, deparei-me com um cruzeiro erguido para sinalizar o local onde morreu o cangaceiro paraibano Chico Pereira. Depois disso, ao visitar o Museu do Acari (onde funcionou a antiga Cadeia Pública), vi a foto do citado cruzeiro, com uma outra foto de Chico Pereira, aí comecei a nutrir a curiosidade de ler o livro “Vingança, não! - Depoimento sobre Chico Pereira e Cangaceiros do Nordeste”, 5ª ed. Rep's Gráfica e Editora – João Pessoa / PB – 2004, de F. Pereira Nóbrega (Padre Pereira), filho do cangaceiro Chico Pereira, que naquele quase amanhecer do dia 28 de outubro de 1928, pereceu macabramente, exatamente no KM 177 da hoje rodovia BR 226, próximo a cidade de Currais Novos, pelas mãos de uma escolta policial, que tinha no comando nada menos do que o famigerado então Tenente Joaquim de Moura.

A escolta era ainda composta pelo sargentos Luís Auspício e Feliciano Tertulino, sendo o “chofer” o sargento Genésio Cabral de Lima. O livro citado, na época, era difícil, pois até hoje só foram feitas cinco edições do mesmo, e é esta última que encontra-se em minhas mãos hoje, que me foi entregue pelas mãos de um companheiro também pesquisador, a quem agradeço que, dia 08 de Janeiro, colocou-lhe sobre a minha mesa, no Detran. Ali estava mais de 20 anos de espera, por aquele que, um dia, seria o delator da verdadeira história da morte do cangaceiro Chico Pereira, nos “aceros” de Currais Novos.

 Chico Pereira

A história se inicia quando Chico Pereira, paraibano de Sousa, já envolvido numa questão de vingança familiar e já andando debaixo da “canga”, é acusado – injustamente, segundo relatos da época – de ter, junto com um pequeno bando, assaltado uma propriedade, na Rajada, de Joaquim Paulino de Medeiros, o legendário coronel Quincó da Ramada. Chico foi preso na Paraíba e recambiado para a detenção de Natal, onde responderia juri no Acari.

No dia 28 de Outubro de 1928, a escolta que o recambiava algemado para o Acari, comandada pelo Tenente Joaquim de Moura, estanca a poucos quilómetros da entrada de Currais Novos, numa parte da estrada de terreno elevado, tirando-o da carroceria e o golpeando a coices de fuzil. Já no chão, ferido de morte, o Tenente Moura ordena ao sargento Genésio para precipitar o carro sobre o corpo de Chico Pereira, numa altura de alguns metros, o que fez com que o corpo fosse esmagado em algumas partes (cabeça e abdómen). 

Os participantes da escolta passaram então a ferirem-se mutuamente, para fazerem crer que realmente tinham sido vítimas do desastre que vitimou fatalmente somente o preso. Enquanto eram “atendidos” em Currais Novos, o corpo de Chico Pereira era levado para a Cadeia, na então Rua do Rosário (hoje Vivaldo Pereira), onde permaneceu exposto á visitação pública até a hora do seu sepultamento, que ocorreu lá pelas 21 horas, no Cemitério Público de Santana, em cova hoje não mais identificada.

A verdade é que Chico Pereira jamais havia posto os pés em Currais Novos, e quando o fez foi tão somente por alguns minutos, que separaram a sua vida da sua morte. Pisou no solo curraisnovense o tempo necessário para permanecer de pé e receber as coronhadas de fuzil que o vitimou e ser também vítima de um plano macabro, e por que não dizer “político”.

O advogado de Chico Pereira, em Natal, era ninguém menos do que João Café Filho, o criador de dezenas de sindicatos na capital, e que por isso ganhou a pecha de “comunista”. Era plano de Café Filho acompanhar a escolta, de seu carro, de Natal ao Acari, para assim ter certeza da integridade física do seu constituído. Mas, uma pessoa do seu relacionamento, alertou-o: “Se a polícia vai mesmo matar Chico Pereira, pelo caminho, não vai deixar testemunhas sem farda. Na certa você morrerá também”. Café então retornou para Natal.

 
Chico Pereira

No dia seguinte, lá pelas 10 horas da manhã, recebe telegrama narrando-lhe o “desastre” e a morte “acidental” do seu constituído. O Tenente Moura era “pau-mandado”, como se dizia, do governo do estado, que tinha Juvanal Lamartine no poder. O coronel Quincó era gente grande no dinheiro e na política regional, influente nas eleições de voto de cabresto e possuidor de curral eleitoral nutrido. Por isso, gente grada aos interesses da burguesia instalada no comando do poder estadual.

Mas, se a morte de Chico Pereira se deu, involuntariamente, em Currais Novos, a do Tenente Joaquim de Moura, por ironia do destino, também. Anos mais tarde, já nos anos 40, o já então Coronel Joaquim de Moura vem a Currais Novos, sob pretexto de participar de uma festa numa fazenda avizinhada á cidade. Mas o verdadeiro motivo da estada do coronel Moura em Currais Novos, segundo me relatou o saudoso Euzébio Hipólito de Azevedo, carnaubense, octogenário, que conheceu o Coronel Joaquim de Moura de perto e privou de sua amizade, que o motivo da sua vinda a Currais Novos era para se “acertar” com uma certa mulher – casada – oriunda de uma família “importante” do município, que havia tido um caso com ele na capital.

Como o coronel apaixonou-se pela tal mulher, veio disposto a tudo, até ameaçando matar o marido dela, caso ela não aceitasse juntar-se a ele. Pela tarde, o coronel Moura sente-se mal e é acometido de um ataque cardíaco, vindo a falecer. Contou-me ainda Euzébio que, seu corpo foi vestido com a farda da Polícia - mandada buscar em Natal ás pressas - numa casa de esquina, que depois pertenceu a Severino Maroca, na atual Rua Dix-Sept Rosado (hoje residência de Maria José Mamede Galvão). O destino fatal uniu as duas personagens: Chico Pereira e Joaquim de Moura. Vítima e algoz, ambos finando-se em Currais Novos, em épocas diferentes, numa cidade em que ambos não tinham a menor relação.

O capítulo que trata da morte de Chico Pereira, em Currais Novos, é intitulado “O Morto que Ninguém Chora”, e é escrito de uma forma, digamos, poética, dada a verve do autor, que não conhecia Currais Novos, mas a descreveu tão bem, como resultante dos depoimentos, que mais parecia um curraisnovense contemporâneo dos fatos, descrevendo a vida e os costumes da nossa comuna, naquele distante e fatídico 1928.


Quem passa diariamente por aquele trecho da Maniçoba, talvez não perceba esta capelinha lá existente, a esquerda da Rodovia BR 226, sentido Currais Novos-Natal. Foi o exato local que o cangaceiro Chico Pereira foi assassinado quando vinha responder júri no Acari. E o pior é que Chico Pereira morreu inocente, pois nenhum crime seu foi constatado pela justiça norte-riograndense.

Nazarezinho, Situado no sítio Jacu, município dRuínas do casarão pertencente a Chico Pereira de Nazarezinho, Situado no sítio Jacu, município de Nazarezinho, encontra-se, infelizmente em ruínas.

(*) Volney Liberato é filho de Currais Novos, Seridó - RN. Bacharel em Administração pós-graduado pela UFRN; repórter pela Oficina de Jornalismo "Genival Rabelo"; pesquisador do cangaço, história regional e cultura popular.

Extraído do blog do professor e pesquisador do cagaço:
 Honório de Medeiros

São Domingos, Vale do Catimbau (Buíque - PE)


O dia seguinte é imprevisível quando o objetivo é pesquisar pessoas. Já tínhamos conversado sobre a história do cangaço com ex-tenentes que fizeram parte da volante, para quem Lampião era um sádico assassino.

Faltava o outro lado, a história de quem seguia os passos de um ídolo, de um Robin-Hood bem brasileiro, como um ex-cangaceiro. Quando soubemos que existia um vivo e lúcido em São Domingos, a 180 km de Serra Talhada, mudamos o roteiro. O cangaceiro Candeeiro hoje é Seu Né, um pacato pai de família dono de um boteco em São Domingos, lugarejo perdido no sertão pernambucano.

Candeeiro viveu os dois últimos anos do bando, curando ferida de bala com pimenta malagueta e fumo de corda. Presenciou seu fim, a Batalha do Angico, quando foram arrancadas as cabeças de 11 cangaceiros, entre elas a de Lampião e Maria Bonita, posteriormente expostas em praça pública. Sádico, não? 

 

A "casa do cangaceiro" foi uma aconchegante estada. Dona Lindinalva, sua mulher, nos acolheu como filhos. Nunca comemos tanto e tão bem, experimentando pratos regionais como xerém, queijo de manteiga, feijão de corda, farinha de queijo e um irresistível bolo de mandioca com côco.

Mais exótico que estar na casa de um cangaceiro foi o nosso programa da noite: forró no cemitério!

 

Durante um passeio à tarde, para fazer a digestão de tanta comida, conhecemos Seu Pindaíba da Sanfona, pedreiro e coveiro do vilarejo. Ele deu uma palhinha e ficou combinado um forrozinho à noite, que aconteceu ao lado do cemitério, sob o estrelado céu do sertão.

 

Mais uma alteração na rota foi feita quando soubemos que nacidade ao lado está o segundo maior sítio arqueológico do País, com 400 mil hectares: o Vale do Catimbau.


Numa caminhada de três horas cruzamos pinturas rupestres de 6.000 anos, formações de arenito e a vegetação que delimita o fim do sertão e o início do agreste, compondo uma das mais extasiantes paisagens já vistas pelo trio.

"Isso não é nada" - disse nosso guia - "para conhecer bem é preciso ficar 90 dias no mínimo". Ficamos mais um, dormindo numa casa no alto da serra, com uma vista privilegiada do Vale.

A comitiva Trilha Brasil volta a seu roteiro original, percorrendo as festas juninas, iniciada em Caruaru, a capital do forró. 


Dix-huit Rosado ‘chega’ aos 100 anos com exposição


"Quem não faz um pouco mais por sua terra, não fará nada pela terra de ninguém"
(Dix-huit Rosado Maia)

A Prefeitura de Mossoró promove agora à noite a “Solenidade de Abertura da Exposição Celebrativa ao Centenário de Nascimento do Ex-Prefeito Jerônimo Dix-huit Rosado Maia”. Ele nasceu em Mossoró no dia 21 de maio de 1912.


O evento tem a presença da governadora e ex-adversária Rosalba Ciarlini (DEM), além de outros políticos dos mais diversos matizes, no Memorial da Resistência, Centro da cidade.

Deputado estadual constituinte, deputado federal (dois mandatos), senador da República (um mandato), Dix-huit foi o político que governou Mossoró por mais tempo. Foram quase 14 anos em três mandatos. Foi eleito pela primeira vez à prefeitura em 1972, depois em 1982 (com mandato de seis anos) e por último em 1992, quando faleceu no exercício do cargo no dia 22 de outubro de 1996.


Assumiu em seu lugar, no dia seguinte, a sobrinha e vice-prefeita dissidente Sandra Rosado (Hoje deputada federal pelo PSB, mas à época no PMDB).

Depois de Dix-huit, quem mais administrou Mossoró foi Rosalba Ciarlini (DEM), hoje governadora do Estado, casada com o sobrinho e ex-deputado estadual (quatro mandatos) Carlos Augusto de Souza Rosado (DEM). Ela foi eleita em 1988, 1996 e reeleita em 2000 (graças ao instituto da reeleição, uma faculdade até poucos meses inexistente na legislação brasileira). Foram 12 anos na gestão municipal.


Antes dela, coube ao padre Luís Ferreira da Cunha Mota, o “Padre Mota”, o 3º maior período de administração como prefeito do município. Ele ficou por quase nove anos e três meses. Assumiu interinamente no dia 18 de janeiro de 1936, com a renúncia inesperada do prefeito Duarte Filho.

Foi eleito em março do ano seguinte, mas com o golpe político de Getúlio Vargas, implantando a ditadura do chamado “Estado Novo”, foi destituído. Mas logo em seguida foi nomeado pelo interventor estadual Rafael Fernandes, ficando até 3 de abril de 1945 – quando renunciou ao cargo.

VIDA DE V.O.C.E. (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

A VIDA DE V.O.C.E

Estou autorizado a escrever somente as iniciais do nome verdadeiro, por isso mesmo cito apenas V.O.C.E.

Talvez V.O.C.E. fossem as primeiras letras do nome de Vânia Oliveira Castro Espinheira, de Vanderlei Olímpio Carvalho Estrela ou de Vera Ondina Castelo Esteles. Mas a verdade é que vou escrever sobre V.O.C.E. sem saber o nome exato.

Digo de antemão que V.O.C.E. está grafado assim não porque esteja nos tribunais com processo correndo em segredo de justiça, que seja menor acusado da prática de alguma infração ou que seja pessoa tão perigosa que as autoridades não querem fazer conhecer seu nome completo. Pelo contrário, V.O.C.E. é pessoa honesta e honrada, ao menos para V.O.C.E.

Quanto a isso não confie nos outros não, pois sua fama não é lá das melhores perante aqueles que dizem ser seus amigos. Daí logo perceber que não pode nem deve confiar em certas pessoas que estão ao seu lado se fingindo de amigas e boazinhas, mas que no fundo não pensam noutra coisa senão lhe dar uma rasteira.

Feito o alerta, então passaremos a tratar sobre a sua vida, sobre quem é V.O.C.E. Se depois do que for biografado surgir alguma semelhança com você, então talvez tenha sido mera coincidência. Mas disse talvez porque essa pessoa, esse V.O.C.E., também pode ser você. E não duvido que não, pois apenas sei o que fez e o que faz, porém nunca vi o seu rosto. Nem precisava, pois o rosto de uma pessoa muda a cada instante perante aquele que vê.

V.O.C.E. nasceu em família pobre, com muitas problemas de sobrevivência. Teve dificuldades para começar a estudar e sempre esteve matriculado em escola pública. Seguia a pé para o estudo e também para o trabalho, quando conseguiu um emprego numa fábrica. Daí em diante, se esforçando sempre e tentando vencer os desafios surgidos, foi conseguindo um lugar ao sol.

Ora, mas isso não quer dizer nada, pois tudo mundo que sobe na vida conta a mesma história. Ninguém, principalmente se for político, abre a boca pra dizer que nasceu rico, que nunca lhe faltou nada, que sempre viveu na esbórnia. Tem que ter nascido pobre, ter comido o pão que o diabo amassou, senão não tem graça nenhuma que os outros saibam de sua vida.

Pois bem, para o bem ou para o mal, é este parte do percurso da vida de V.O.C.E. Após esses primeiros passos difíceis na vida, já adentrando completamente na fase adulta, então é que tudo se torna um labirinto.

O problema maior é que V.O.C.E. sempre procurou estabelecer retalhos sobre a sua vida. Quer dizer, aquilo que lhe eleva, se traduz em grandes atos e atitudes, passa uma ideia de dignidade e moralidade acima de tudo, é mostrado como se fosse sua característica principal.

E todo mundo sabe que não é, principalmente V.O.C.E. Ao esconder tantas verdades abjetas, desmoralizantes e vergonhosas, V.O.C.E. acha que vai viver sempre na frente do palco que idealizou. Ora, ninguém consegue esconder o passado nem as ações presentes, e tanto o ontem como o hoje testemunham de sua normalidade negativa. E o que seria normalidade negativa.

Esta é precisamente aquilo que todo mundo é e faz tudo para não ser ou demonstrar. E todo normal negativo, igualmente a V.O.C.E., não tem nada de santo, de honestidade acima de tudo, de moral exacerbada. É também chegado a uma inverdade, gosta de fofoca, de falar mal da vida dos outros, pouco está se importando com o próximo, tanto faz como tanto fez muitas coisas da vida.

Uma coisa é certa: em V.O.C.E. moram duas pessoas distintas, dois lados no mesmo ser. Um que sofre por não querer ser e viver como é, mostrando ao mundo as forças e as fraquezas humanas; e outro que está presente em cima daquilo que pensa que é. Este se sustentará naquilo que não é até ser destruído por aquilo que é. Se conseguir, se a vaidade e o egoísmo deixarem.

Diante de tanta contradição, talvez V.O.C.E. não exista. E se existir pode ser qualquer um, até eu ou você.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com 

domingo, 13 de maio de 2012

Lampião pela segunda vez na cidade de Ribeira do Pombal


  
Segunda visita de Lampião a vila de Pombal na-  Bahia. Da esquerda para a direita. Lampião, Ezequiel, Virgínio, Luis Pedro, Mariano, Corisco, Mergulhão e Arvoredo.

A caminho do povoado Mirandela, onde brigou e matou a quem cruzou o seu caminho sangrento. mas antes pediu as forças que saíssem do povoado para evitarem derramameto de sangue!

 

Primeira igreja da cidade de Ribeira do Pombal - Bahia Obra barroca feita pelos padres Jesuitas Portugueses.

 

Prédio da antiga e extinta casa Chaves que aparece de esquina na praça onde Lampião deixou-se otografar.

 

Praça da Vila de Pombal em 1940...  Ver-se as 3 Árvores dentre duas Lampião o seu sub-grupo,  aparece na fotografia.

Ao amanhecer do dia 25 de dezembro de 1929, a 81 anos, pela segunda vez Lampião e seus cabras chegam às redondezas de Pombal. Nesta mesma manhã, o Sr. Paulo Cardoso recebeu um bilhete, mandado por Lampião, pedindo uma quantia exorbitante de dinheiro. A quantia era tão grande que se reunisse todo dinheiro da Vila, não pagava. O Sr Cardoso temendo uma represália por parte do cangaceiro, se não enviasse pelo menos uma boa parte de dinheiro e uma desculpa bem, convincente, conseguiu o equivalente à metade do pedido, mandando pelo mesmo portador que trouxe o bilhete. Não se registrou nenhuma agressão ou tentativa de saque na Vila de Pombal, certamente o Capitão Virgulino aceitou as desculpas do administrador local ou imaginou outra hipótese, como por exemplo, a essa altura, talvez já se encontrasse ali reforço policial e o bilhete que enviara dava testemunho de sua presença nas imediações. Dava tempo muito bem da força preparar uma emboscada caso ele tentasse invadir a vila. Certamente o comandante do destacamento ignorava o recente acontecimento de Queimadas, onde Lampião enfrentou muito mais soldados do que os ali existentes. O sargento Francisco Guedes de Assis demonstrou disposição e evitou acatar ao intimato, contrariando ao desejo do cangaceiro, mandou-lhe resposta num outro escrito, com os seguintes dizeres: "Bandido Lampião, estou aqui com a edificante missão de defender a população do Arraial contra a sua incursão e do seu bando. Se você entrar lhe receberemos a bala".

Pouca gente sabe desse episódio que aconteceu em Mirandela, porém, não só foi contado por moradores que vivenciaram o caso, como também foi encontrado um registro escrito por um dos cangaceiros, por nome de Ângelo Roque, confirmando o fato. O registro manualmente escrito dizia:
"Seguimo para Mirandela. Mandemo dizer ao sargento, qui tava distacado lá, que nóis, ia passa ali, sem arteração. Ele arrespondeu pelo portado qui nóis pudia passa pru fora da rua que ele num botam persiga atraiz. Mais si nóis intrasse dento da rua levava tiro.

Isso foi num dia vinte i cinco di dezembro. Nóis arrezorveu ataca. Um pade tava na igreja dizeno missa. Era um sargento Guedes. Disparemo as arma pra dento da rua qui istrondô i avanecemo pra frente".

O destacamento de seis militares, recebeu espontaneamente, a adesão de dois civis: Manoel Amaral do Nascimento e Jeremias de Souza Dantas. Guedes divide sua pequena tropa em três grupos, colocando-os em três pontos diferentes e estratégicos. Eram dezessete bandidos contra seis militares e dois civis. Os bandidos invadem o arraial, atirando em todas as direções; Mirandela é heroicamente defendida. A luta dura duas horas e meia, aproximadamente, apesar da desvantagem dos defensores. Em determinado momento, o fogo dos sitiados começa a decrescer. Os bandoleiros sentiram que estavam ganhando a batalha e acirraram o ataque.

Manoel Amaral do Nascimento foi ferido e, enquanto era conduzido pelo sargento para o interior de uma casa, é morto à queima-roupa por um bandido que se presume ter sido Alvoredo. Guedes ainda atira no cangaceiro, que pede socorro aos companheiros. Ao notar que os cangaceiros atendem ao apelo de socorro, Assis corre e se refugia no mato. Jeremias de Souza Dantas, popular Neco, o outro civil, também é assassinado. Depois do acontecido, um cangaceiro por nome de Labareda, documenta o fato em uma folha de papel, reproduzindo o que se passou no local: "Lampião entro pulo cento da rua, junto com Zé Baiano, Luiz Pedo e outros. Zé Baiano tinha sumido de nóis dois dia só i tomo partido das disgracera de Queimada. Us macaco de mirandela inda brigam muito mais porem terminaro debandano. I si escondero pru perto cum pirigo pra nóis di tiro imboscados. Morreu nessa brigada um...  O certo é que Lampião dotado de muita astúcia e arquiteto das mais engenhosas proezas, sem dúvida tivesse pensado inúmeras desvantagens em tomar a Vila de Pombal para assalto. Na mesma manhã do Natal de 1929, o bandoleiro chega ao distrito de Mirandela. Foi previamente informado que o destacamento era constituído de apenas cinco praças e um comandante; envia então uma intimação ao sargento, com os seguintes termos: "Sargento arretire daí levando sua pessoa que preciso intra neste arraiá agora se você não sai ajusta conta com eu Capitão Virgulino vurgo Lampião".pidiu paiz cum lenço branco na boca du fuzi i ninguém intendeu ou num quis intendê. Tamem cangacero num tinha esse negoço di faze as paiz nu meio das brigada. Ele teve di morre pois teve brigano. Tumemo us dinhero pussive nu começo i nas casa".  O saldo da guerra: morreram os dois civis, um dos militares, sendo que os outros, inclusive o sargento Guedes, fugiram, embrenhando-se no mato; também foi ferido um cangaceiro por nome de Luiz Pedro. O bando sai de Mirandela, carregando o cangaceiro ferido, e vitoriosos, ganham o mato, como sempre, sem destino. Tem-se notícias do bando, mais tarde, de que estariam num esconderijo, perto de Pinhões, povoado de Euclides da Cunha, em um sítio é denominado Olho D'água. 

Fonte: 
Memória Histórica de Pombal, livro que tem como autor: Fernando Amorim.

Extraído do blog: Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia

Paulo Afonso é Notícia na Rede Record

Por: João de Sousa Lima

A Rede Record de televisão encontra-se em Paulo Afonso realizando um programa sobre o turismo na cidade.


No próximo domingo, dia 19 de maio, às 09:00 hs, no Programa "A Bahia Que A Gente Gosta", sairá a reportagem sobre Paulo Afonso.

Os Roteiros Cânions e Lagos", Rota do Cangaço: "Museu Casa de Maria Bonita", Gastronomia: Com a tilápia do restaurante Rancho da Carioca e Artesanato do povoado Malhada Grande, foram alguns pontos visitados pela equipe, contando com a simpatia e o profissionalismo das apresentadoras Ana Portela e Ana Paula.


Ana Paula entrevistando João Lima no Museu Casa de Maria Bonita.


Degustação da boa culinária apresentada pelo Restaurante Rancho da Carioca.

 

O artesanato do povoado Malhada Grande e a artesã Francisca falando da produção de redes, mantas e almofadas.


Museu Casa de Maria Bonita


As talentosas Ana Portela e Ana Paula.


Os lagos do Rio São Francisco como roteiro turístico de Paulo Afonso.


João de Sousa Lima é escritor e pesquisador do cangaço

As mães: um poema maternal – Por José Cícero


Toda a vida e todo mundo de vez se ilumina
diante do gesto de ternura e de carinho desta figura.
Exemplo de grandeza das mais santas das criaturas
que há muito na Terra existe.
A que todo espírito humano se enleva e se afirma
perante a atitude e a candura da sua pessoa.
E como em oração divina,
tudo o mais que no seu coração persiste
cresce, se afirma e se enobrece
com a mais sincera das suas alegrias.
Pura prece que do céu nos aproxima.
Espírito de amor e de bondade.
Seio dadivoso de otimismo e de fartura.
Meigo sentimento de carinho e de felicidade.
Exemplo maior de doação e de entrega.
Símbolo da vida
em toda a sua abundância e plenitude.
Puro milagre dos deuses da fecundidade
na sua mais absoluta bonança eterna.
Formosa mulher - autêntica Afrodite!
Deusa da vida humana sobre à Terra
que um dia nos deu sem pedi nada em troca,
o maior e mais valioso dos presentes
de modo desprendido, infindo e desmedidamente.
Guerreira valente, indomável Amazonas.
Mulher de fibra forte.
Feminina audácia que nos fortalece.
Mãe carinhosa que nos ama
e nos defende pela vida,
como até mesma diante da morte.



Postado por: Beto Fernandes
http://blogdojuazeiro.blogspot.com.br/2012/05/as-maes-um-poema-maternal-por-jose.html

Clique nos links abaixo:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/entao-mae-este-e-o-caminho.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/mae-desde-maria-cronica.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/mae-desde-maria-cronica.html
 http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/mae-desde-maria-cronica.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/nossa-homenagem-quem-gera-vida-parabens.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/o-julgamento-simulado-de-lampiao-em.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/conhecedores-da-nossa-historia-parte-3.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/rodolfo-fernandes-o-capitao-da.html