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terça-feira, 4 de agosto de 2015

DONA NEUZA VITAL, MATRIARCA DO CLÃ DO VITAL E DOS SERRAS NEGRAS... DONA NEUZA EM TRAJE DE CANGACEIRA EM HOMENAGEM AO SOGRO CANGACEIRO TEMPESTADE.




Dona Neuza Souza dos Santos nora do cangaceiro Tempestade e esposa de Serra Negra. Dona Neuza uma guerreira nos dias de hoje, casada com Serra Negra há 50 anos. É mãe de dez filhos, avó de dezoito netos e três bisnetos.

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Dona Neuza uma figura extremamente honesta, e preservadora das tradições religiosas. Ela realiza todos os anos um novenário em honra e glória a São Pedro festa que já vem a existir à mais de 30 anos.

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CERTIDÃO DE NASCIMENTO DE VIRGULINO FERREIRA DA SILVA O LAMPIÃO


Os comentários ficam à cargo dos amigos (as) membros do grupo.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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A Justiça Tarda mas não Falta...

Por Roberto Soares
Coronel Cornélio Soares

A vida é cheia de surpresas e quando menos se espera a verdade aparece repentinamente. No dizer popular, “a mentira tem pernas curtas”. É prazeroso quando o bom imprevisto bate à sua porta de forma súbita! Contudo, para facilitar o entendimento desse caso que passo a narrar, preciso discorrer sobre fatos pretéritos, nascidos a partir de falsas premissas, ou melhor, de uma “estória mal contada”.
Devo esclarecer que vários autores, transcreveram trechos do equivocado livro de Rodrigues de Carvalho, “que alguns escritores consideram um clássico” (?), assinalando na parte que cita o Cel. GN/PE Cornélio Soares e o Cel. PM/PE Teofhanes Ferraz, verdadeiros exemplos no Sertão de outrora, como prováveis responsáveis pelo envio de armas para cangaceiros num certo dia de 1925. 

Aliás, é bom registrar que falar mal de policiais causa exultação, e afrontar os falecidos coronéis de uma época em que as únicas referências sertanejas eram a seca e o cangaço, afigura-se como provocação extasiante, quiçá sensação de turgescência. Escritores por vezes omitem fatos positivos e exteriorizam vastamente os negativos, ocultando ou distorcendo a verdade, almejando não se sabe bem o que.
Pois bem, depois que “Serrote Preto” apresentou essa versão esdrúxula, um dos que transcreveram resolveu insinuar que esses dois coronéis eram “BANDIDOS” numa entrevista ao repórter Francisco José na Rede Globo de Televisão, emissora de larga divulgação, o que torna desmesurado o prejuízo à imagem desses íntegros homens públicos.

Tem-se que a palavra “BANDIDO” significa bandoleiro, quadrilheiro, salteador, ladrão, criminoso, assassino, delinquente, homicida, pistoleiro, trapaceiro, facínora, salafrário, malfeitor, mau-caráter, etc. Porquanto, advirta-se que o sujeito para ser de fato assim considerado, precisa de culpa ou dolo formal, além de uma condenação protocolar. Sem condenação na verdade não pode ser chamado de “bandido”, mesmo que contra si tramite uma situação “sub judice”.

Interpelado, o equivocado narrador fincou premissa em outros livros que incidiram na mesma versão (de “Serrote Preto”), e proferiu que “não era crime naquela época vender armas”, todavia, não sucumbiu qualquer condenação, mesmo administrativa, imposta aos ilustres Cornélio e Teophanes sobre o aludido caso de 1925, embora tenha sido instado. E, não apresentou alguma prova material do imaginável “delito” que pudesse corroborar a escrita ou declaração à imprensa, já que teceu acusação tão séria. Ora, seria adequado que tivesse anexado a cópia de um inquérito, intimação, citação, recibo, nota fiscal, carta, bilhete, documento, etc., porém, nada disso veio à tona, salvo cópias dos tais livros que na verdade se constituíram em réplicas do saltério “Serrote Preto” de Rodrigues de Carvalho.
Rodrigues de Carvalho
Não bastasse, a insensata e exasperada escrita de Rodrigues de Carvalho em Serrote Preto (pág. 293), que demonstra simples e claramente “uma presunção”, porque na verdade ele não prova o que diz com algum documento. Tão-somente, cinge-se a repassar, de forma irresponsável, uma variante fantasiosa criada pelo cangaceiro conhecido por “Cancão”, que o fez obviamente de forma maldosa para se vingar de Teophanes, o qual, heroicamente jamais deu trégua a bandoleiros. Por que Rodrigues não pesquisou um pouco mais antes de escrever?

É cediço que com base no direito, quando se tem a presunção de um fato, aplica-se o consagrado princípio jurídico “in dubio pro reo.  Na dúvida, o juiz é compelido a absolver o réu.  Mas, alguns escritores tendem a agir, desfigurando princípios éticos e de Direito, talvez por não aceitarem os fatos optam em repassar situações advindas da paixão, divorciadas da realidade histórica. Só tendem a preocupar-se mesmo quando um caluniado, difamado ou injuriado resolve ingressar com um processo criminal para saldar a inverdade, ou uma ação cível para reparar os danos morais causados ao inocente da vez. Escondem-se na sombra de terceiros. É uma lástima, mas é a mais pura verdade.

Geraldo Ferraz

Retornando ao ponto essencial, aconteceu um lance espetacular que pode mudar o curso da história, ou da “estória”, como queira designar o leitor. Confesso que devemos isso ao GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, ao GPEC – Grupo Paraibano de Estudo do Cangaço, ao ditoso “CARIRI CANGAÇO” e, por óbvio, em especial ao escritor que revelou o fato, bem como à investigação realizada por Geraldo Ferraz junto à PMPE.  A pesquisa responsável e imparcial empreendida por esses grupos compostos por homens de bem dedicados e estudiosos, vem produzindo bons frutos e com isso a verdade começa a aparecer de forma cristalina.

O ápice da questão é que um dos bons amigos de Rodrigues de Carvalho (autor de Serrote Preto), o eminente escritor Antônio Amaury Correia de Araújo, de São Paulo/SP, homem isento e de reconhecida responsabilidade, em texto muito claro para o GECC/Cariri Cangaço (set./13), colocou em dúvida a versão de 1925 que eventualmente teria ocorrido na Serra do Saco em Serra Talhada/PE, próximo da divisa com a Paraíba. Disse o estudioso Amaury que o respeitável escritor e pesquisador Geraldo Ferraz, vasculhou os arquivos da Polícia militar de Pernambuco e nada encontrou sobre o sangrento episódio contado por Cancão, o cangaceiro cujo nome era José Firmino e fora a fonte única de Rodrigues de Carvalho nesse episódio, que inclusive acabou por envolver os Cels. Cornélio e Teophanes. Ressalte-se: qualquer cidadão poderá fazer essa pesquisa no Comando da PM/PE. Finalmente, Amaury fechou a questão revelando que a imprensa sempre atenta aos acontecimentos relevantes, na época nada noticiara. Lamentavelmente, somente agora tomei conhecimento desse relevante texto de Amaury.

Romero Cardoso, Thiago Pereira, Manoel Severo, João de Sousa e Roberto Soares
Veja a lógica: “Cancão” disse que fora ferido nessa ocorrência de altíssima magnitude em que morreram vinte e cinco (25) soldados (pasme) nas mãos dos cangaceiros. Como pode isso ter acontecido se não consta qualquer registro nos arquivos da Polícia Militar de Pernambuco que, na época trabalhava em conjunto com a Polícia da Paraíba? Onde estão essas viúvas? Do mesmo modo, a imprensa dos dois Estados sempre alerta quanto aos casos mais relevantes como esse, absolutamente nada noticiou. Na verdade, essa ação nunca existiu nem produziu morto ou ferido.

A Polícia de Pernambuco e da Paraíba faziam ações conjuntas contra o cangaço, especialmente na divisa, mas nesse dia não houve nenhuma movimentação militar naquelas imediações. Ora, se não consta na imprensa nem nos anais da Polícia Militar tal episódio, com obviedade não aconteceu! Assim, não há como incriminar pessoas em evento inexistente. Seria um imaginário transloucado. Além disso, quando aferimos a biografia do Cel. Teophanes amparada em documentos oficiais do Governo de Pernambuco, da própria Polícia e analisando os atos de nomeação e designação, constatamos que nessa época esse ínclito oficial estava prestando serviço muito longe. 

Theophanes Torres

Encontrava-se em Petrolina, onde era delegado de polícia desde novembro de 1924 e de lá informava ao Governador de PE e ao Comando da PM as andanças da Coluna Prestes. Logo, como poderia esse oficial estar em dois lugares ao mesmo tempo, em época tão complexa para deslocamentos? Por sua vez, Cornélio que era genro de um Juiz de Direito da região, representava o Ministério Público Federal uma vez que fora nomeado em 1920 pelo Ministro da Justiça de Epitácio Pessoa para a nobre e honrosa função e agia repetidamente como mediador da luta entre Saturnino e Lampião. Tudo como se comprova no livro de José Alves Sobrinho e Antônio Neto (PEGADAS de um SERTANEJO – Vida e memórias de José Saturnino – Ed. dos Autores, 2015). Amiúde, atuava em conjunto com o Juiz de Serra Talhada, então Vila Bela. 

Dessa forma, essa variante esquisita sempre foi integralmente incompatível com a verdadeira história de Teophanes e Cornélio. É quase como acusar Duque de Caxias de traidor. Por isso, me senti na obrigação de escrever às pressas um livreto em defesa do meu avô (“Coronel Cornélio Soares – Uma História de Vida em Serra Talhada”), onde por óbvio, acastelei a conduta sempre ilibada dos dois coronéis.


Indagações: é peremptório que Lampião sempre foi heterossexual, pois se relacionou somente com mulheres. Contudo, um Juiz de Direito de Sergipe disse no seu livro que Lampião era homossexual. O citado livro foi suspenso pela Justiça e o autor fora agredido verbalmente por escritores que não aceitaram essa variante. Mas, homossexualidade é opção e não crime. Assim, como o seu livro foi liberado pela Justiça em nome da liberdade de expressão, deduz-se que isso dá o direito a outros escritores transcreverem essa versão absurda, evidentemente citando a fonte. Se hipoteticamente o mesmo juiz tivesse contado essa versão a Rodrigues de Carvalho, ele teria assentado isso no seu parcial livro? Aproveitando o mesmo entendimento, faço a seguinte inquirição: por que Cornélio e Teophanes jamais foram defendidos pelos escritores, salvo pelas suas famílias? Observe que há uma total inversão de valores!

Após essas fortíssimas comprovações e esclarecimentos, amplamente ratificados pelas contestações exibidas pelas famílias dos mortos ofendidos, constata-se que o falacioso episódio de 1925 não passa de uma grande falsidade. Pura fantasia. De tal modo, depois de tantas ilações como reparar a honra desses dois cidadãos injustamente aniquilada, quando certamente o direito de ação já se encontra prescrito?

Roberto Soares
Serra Talhada, Pernambuco

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O MAIS NOVO LIVRO DO POETA E ESCRITOR JOSÉ EDILSON DE A. G. SEGUNDO


O livro "NAS TRILHAS DE MEU AVÔ" pode ser adquirido: Em Mossoró na Livraria Independência. Em Natal na Livraria Nobel, da Avenida Salgado Filho. 
O valor do livro é 30,00 reais.
Um grande abraço,
Edilson Segundo

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LAMPIÃO VIVE

Por Júnior Almeida

Mesmo depois de 77 anos de sua morte, completados no último dia 28 de julho, ainda é muito forte a presença do Capitão Virgulino e seus sicários na vida de várias cidades do Nordeste. Diferente do passado, de quando todos temiam Lampião, agora sua presença é bem-vinda, pois gera renda aos lugares onde cangaceiros passaram, muitas vezes cometendo atrocidades. Cidades como Serra Talhada em Pernambuco, Paulo Afonso na Bahia, Mossoró no Rio Grande do Norte e Piranhas em Alagoas são exemplos de como a memória de tempos sombrios para o povo do Sertão pode ser explorado para receber turistas ávidos por informações daqueles homens rudes, que levavam medo aos nossos avós. E essas pessoas que querem saber de tudo isso, e muitos que até se vestem de cangaceiros, estão incentivando a violência e o banditismo? NÃO! Assim como na Europa se preserva a memória das guerras através de antigos campos de concentração, armas, fornos crematórios e câmaras de gás nada mais natural que conheçamos a nossa História. Em Serra Talhada além de lugares como o museu na antiga estação ferroviária e a casa onde nasceu Virgulino, no Sítio Passagens das Pedras, eventos tendo o cangaço como tema são realizados o ano inteiro, como encontro de xaxado e o dito maior espetáculo ao ar livre do Sertão, a peça teatral que fala da morte de Lampião em Sergipe. Em Mossoró, no mês de junho de 1927 Lampião e seu bando se deram mal, ao tentar invadir a cidade. Hoje em dia a data é comemorada com festa e o espetáculo "Chuva de Balas" é encenado em via pública atraindo grande público. Mossoró tem também o "Museu da Resistência", que expõe objetos daquele tempo, e em seu cemitério o túmulo do cangaceiro Jararaca atrai romeiros achando que aquele que foi bandido em vida hoje é santo. Acredite se quiser. Aqui pertinho de nós, em Paranatama, aconteceu um episódio parecido com o que aconteceu em terras potiguares. Se o povo da antiga Serrinha do Catimbau se atentar, pode ganhar dinheiro com a História da tentativa de invasão de Lampião, onde ele também não obteve êxito. Em Paulo Afonso além de várias atrações ligadas ao cangaço, existe a casa/museu de Maria Bonita, restaurada pelo pesquisador João de Souza Lima, no Sítio Malhada da Caiçara, onde ela nasceu em 1911. Poço Redondo e Canindé de São Francisco em Sergipe e Piranhas em Alagoas têm em seus territórios lugares que fazem parte da História do Brasil. A Grota do Angico, local onde Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros mais um soldado volante foram mortos hoje em dia é visitada por milhares de turistas todos os anos, apesar do seu difícil acesso. As fazendas Patos, Picos e Maranduba foram palco de muita dor e sofrimento, com mortes em batalha e também de maneira cruel e covarde. Para manter viva toda essa memória e também corrigir erros da História, bem como levar ao conhecimento do público novas descobertas, foi criado em 2009 o grupo "Cariri Cangaço", que reúne os mais renomados escritores, pesquisadores e amantes do tema cangaço. Tendo à frente Manoel Severo Barbosa e membros como Doutor Lamartine Lima, João de Souza Lima, Antônio, José Bezerra Lima Irmão, Luiz Ruben, Renato Luiz Bandeira, Ana Lucia Souza, Narciso Dias, Juliana Pereira, Oleone Coelho Fontes, Antônio Amaury, Archimedes Marques, Aderbal Nogueira, José Romero De Araújo CardosoWescley RodriguesKiko Monteiro, dentre outros. A "família Cariri Cangaço" realiza em seus encontros uma verdadeira aula de "nordestinidade", mostrando como foi árduo e muitas vezes sangrento o nosso passado, nos mostrando erros que não devemos mais cometer, para que seja que no futuro não se criem novos cangaceiros. No final de semana passado estivemos em Piranhas, onde conhecemos vários pontos da História do cangaço. Vimos de perto lugares onde Gato e Corisco cometeram barbáries, participamos da missa no exato local da morte de Lampião e seu bando, assistimos palestras, soubemos de fatos novos, enfim: Voltamos com um pouco mais de conhecimento desse assunto tão apaixonante, que quanto mais estuda, mais dá vontade de saber. Gostaria de registrar e agradecer a maravilhosa acolhida das pessoas de Piranhas e Poço Redondo que se desdobraram para que os participantes do evento se sentissem em casa. Em terras alagoanas nas pessoas de Celsinho Rodrigues, Patrícia Brasil, Sonia Jacqueline, secretária estadual de cultura, Melina Freitas, prefeito de Piranhas Manoel Brasiliano e o deputado Inácio Loiola. Em Sergipe agradecemos ao prefeito de Poço Redondo, Roberto Araújo e aos familiares do escritor Alcindo Costa. Aos novos amigos que eu, minha esposa Ranaise Almeida e minha filha Giovanna Yasmim fizemos, com destaque para Neto, Sousa Neto e Romero De Araújo, obrigado pela honra de os conhecer. Ao curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo (Cangaceiros), obrigado pela oportunidade de conhecer um pouco mais da nossa História. Até o próximo Cariri Cangaço, se Deus assim nos permitir.

Júnior Almeida. Escritor. Natural de Garanhuns-Pernambuco.

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero Araújo Cardoso

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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

JOÃO SANTOS FUNDADOR DO GRUPO JOÃO SANTOS

Por José Mendes Pereira
João Santos - www.onordeste.com

O industrial João Pereira dos Santos (João Santos) nasceu no dia  26 de outubro de 1907, em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco, e  era conterrâneo de Virgulino Ferreira da Silva, o famoso sanguinário capitão Lampião.

Maria Bonita e Lampião

Foi um industrial e economista brasileiro, e é chamado por seus pares de “empreendedor destemido”. Ele foi o principal fundador do Grupo Industrial "João Santos", produtor do Cimento Nassau, e considerado um dos três mais importantes conglomerados do Nordeste, ao lado da Organização Odebrecht e do Grupo Queiroz Galvão.

Coronel Delmiro Gouveia

Em 1909, já era órfão de pai, todos os bens da família são destruídos ou ocupados. No ano de 1915 João Santos conhece o famoso industrial Delmiro Augusto da Cruz Gouveia lá da Pedra e, já  com oito anos, começa a trabalhar na seção de etiquetas da Fábrica de Linhas da Pedra. Mas a sua amizade com o coronel Delmiro Gouveia dura pouco, porque o coronel foi assassinado no dia 10 de outubro de 1917,  em Pedra, no Estado de Alagoas, nos dias de hoje, é Coronel Delmiro Gouveia.

Em 1924,  conclui o curso paroquial e já começa a trabalhar no escritório da Great Western, concessionária inglesa das linhas de ferro de Pernambuco.

No ano de 1930, torna-se bacharel em Ciências Econômicas na então Faculdade de Comércio de Pernambuco.

Em 1934, casa-se com Maria Regueira dos Santos.

Ainda no ano de 1934, em sociedade com Adriano Ferreira, dá um primeiro grande passo como empresário: compra a usina de açúcar Sant'Ana de Aguiar, em Goiana (PE), da qual detinha 35% das ações.

No ano de 1935, João Santos e Adriano Ferreira compram a Usina Santa Tereza, após terem vendido a usina Sant'Ana de Aguiar, e em 1951, cria a fábrica de Cimento Nassau, sendo que na década de 60, abre uma na cidade Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte.


Em 1972 o Grupo entrou no mercado de celulose e papel com a aquisição da Companhia Indústrias Brasileiras Portela (hoje Cepasa). Posteriormente, adquiriu Itapagé S/A - Celulose, Papéis e Artefatos, localizada no município de Coelho Neto, no estado do Maranhão.

Barão Andrelino Pereira da Silva

Em 2007 completa 100 anos de idade, e em 16 de abril de 2009 falece em Recife-PE, aos 101 anos de parada cardíaca. João Santos foi o mais importante membro da família Pereira, depois do Barão do Pajeú, seu tio avô, Andrelino Pereira da Silva, descendente do fidalgo José Carlos Rodrigues e Ana Joana Pereira da Cunha integrantes da Casa da Torre de Garcia d'Avila.

Sinhô Pereira e Luiz Padre

Não posso afirmar com toda segurança, mas se o Barão do Pajeú Andrelino Pereira da Silva era tio/avô de João Pereira dos Santos (João Santos), proprietário da Fábrica de Cimento Nassau, é quase certo que o empresário era primo de segundo grau dos cangaceiros Sinhô Pereira e Luiz Padre, porque o barão do Pajeú era também tio/avô dos citados.
  
Fonte de pesquisa:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Santos

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CORISCO A SOBRA DE LAMPIÃO

Autor Sérgio Augusto de S. Dantas

Pela grandeza da Obra e pelo inconfundível talento do autor, Corisco - A Sombra de Lampião é mais do que recomendável, é imprescindível!

Palavras do Manoel Severo do 

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O FOGO (BATALHA) DA MARANDUBA EM TERRAS SERGIPANAS


O dia 09 de janeiro de 1932 é um marco na história do cangaço. O fogo (batalha) da Maranduba em terras sergipanas, no município de Poço Redondo, Porto da Folha à época, é considerado juntamente com Serra Grande (Flores-PE 26/11/1926) e Serrote Preto (Mata Grande-AL 21/02/1925), como uma das maiores batalhas do fenômeno cangaço. 

Nesse solo sagrado para o cangaço, tombaram oito aguerridos soldados volantes, sendo quatro das hostes comandada pelo capitão Liberato de Carvalho, Comandante Geral as Forças Baianas: Elias Marques, João de Anízia, Pedrinho de Paripiranga e Manoel Ventura. 

Da força pernambucana comandada pelo tenente Manoel Neto, morreram os nazarenos sargento Hercílio de Souza Nogueira, o irmão Adalgiso de Souza Nogueira, João Cavalcante de Albuquerque e Antônio Benedito da Silva, além de vários feridos. 

As baixas cangaceiras foram os cabras: Quina Quina, Sabonete e Catingueira. 

Estou na foto com o meu filho Iago Oliveira Remígio e segurando uma fotografia composta dos nazarenos Hercílio de Souza Nogueira, que tombou nesse confronto, posicionado à direita de quem olha. À esquerda, o seu irmão Aureliano de Souza Nogueira (Lero). 

O tenente Lero foi delegado em minha cidade, Custódia-PE, na década de 1950, foi casado com Julieta Ferraz Torres, irmã do lendário major Theóphanes Ferraz Torres. Um filho de Aureliano, Ubiratan Torres Nogueira (cafezinho), casou com a custodiense Maria do Socorro de Medeiros Nogueira, tendo os filhos: Aruza, Airon e Anúzia. 

A filha de Aureliano e Julieta, Solange Torres Carneiro, casou também com um custodiense. O meu dileto primo, José Carneiro de Farias Souza. Tiveram os filhos: Aureliano, Apolônio e Adriano. O tenente Lero, como era conhecido, faleceu vítima de atropelamento no Posto Fiscal de Sucupira, Jaboatão dos Guararapes, em agosto de 1958. 

Muitos comentários à época na minha cidade, ligavam esse episódio a uma revanche do período cangaceiro. Pura imaginação. Isso mostra claramente, que os resquícios desse ciclo persistiram no imaginário popular por muitos e muitos anos após o seu término.

Cariri Cangaço-Piranhas/AL que aconteceu de 25 a 28 de julho de 2015.


Fonte: facebook
Página: Jorge Remígio

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LIVROS SOBRE CANGAÇO


Pesquisadores do cangaço: Renato Luís Bandeira e Rubens Antonio


Pesquisadores do cangaço: Rubens Antonio e Oleone Coelho Fontes





Pesquisadores do cangaço: Rubens Antonio e José Bezerra Lima Irmão

Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio‎ Cangaçofilia

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VÍDEO: JARARACA "O CANGACEIRO QUE VIROU SANTO"

https://www.youtube.com/watch?v=eaV-P5BeQr8

VÍDEO: JARARACA "O CANGACEIRO QUE VIROU SANTO"

Crendice popular, Mentira, embuste, falta de religião? Qual sua opinião?

Uma produção da Laser Vídeo Produções do cineasta e pesquisador do cangaço Aderbal Nogueira.

Fonte: facebook
Página:  Voltaseca Volta

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LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS


A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo:

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LAMPIÃO E AS VOLANTES PARAIBANAS


As homenagens ao escritor Alcino Alves Costa não pararam na inauguração da principal rua de Poço Redondo, que passava a se chamar Avenida Alcino Alves Costa, nem com as placas de homenagens, nem com a outorga do Título "Personalidade Eterna do Sertão", concedido pelo Cariri Cangaço, SBEC, GECC e GPEC.

Logo após a solenidade na praça de Poço Redondo os convidados do Cariri Cangaço Piranhas 2015 se deslocaram até a inauguração do esperado Memorial Alcino Alves Costa. Para Ustane Alves, filha do escritor homenageado "o Cariri Cangaço era a vida de papai, ele passava o ano inteiro esperando chegar e hoje temos essa maravilhosa homenagem, muito obrigado".

Com a presença do casal de pesquisadores, Archimedes e Elane Marques responsáveis pelo Cariri Cangaço em Poço Redondo; contando com a participação de familiares, foi inaugurado o Memorial Alcino Alves Costa, tendo à frente um dos filhos de Alcino, o pesquisador, escritor e cronista, Rangel Alves da Costa, que recebeu a todos e foi o responsável pela concepção do Memorial, localizado na residência em que Alcino morava , no centro de Poço Redondo.

Nas dependências do Memorial, estão mantidas e expostas além dos móveis e utensílios pertencentes a família, objetos pessoais de extremo valor sentimental e que contam a história deste que sem dúvidas é um dos mais ilustres filhos de Poço Redondo e de Sergipe. Ali despontam sobretudo seu farto material de pesquisa e fotos, inúmeras fotos, centenas de fotos marcando a trajetória de vaqueiro da história do decano Caipira de Poço Redondo, como ele mesmo gostava de ser conhecido.

Juliana Pereira, advogada e pesquisadora cearense; "filha de coração" de Alcino Alves Costa; comenta: "incrível, Alcino foi prefeito por três vezes de Poço Redondo, e hoje em seu Memorial testemunhamos que a maioria das fotografias e da memória viva do lugar está ligado a sua vida de pesquisador do cangaço, principalmente dentro de nosso querido Cariri Cangaço".

Para Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, "Alcino era mais que um amigo, com um senso e um zelo de justiça incomum, sempre aberto ao diálogo com o contraditório, nos ensinava mais com sua postura e sentimento do mesmo com suas espetaculares descobertas... Alcino trata-se de um grande pesquisador, é verdade; grande como poucos, mas Alcino antes de qualquer coisa foi um ser humano sem igual, gigante...enorme... que saudade de seu sorriso, de seu olhar aguçado, de seu coração do tamanho de todo o sertão". Por fim os convidados do Cariri Cangaço foram recepcionados por almoço oferecido pela família Alves Costa. 

VEJA TUDO EM:


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CANTEI E DECANTEI ESTE MEU BRASIL AFORA


Eu quero falar para o Brasil. Que eu cantei e decantei por este país afora. Cantei os pássaros, cantei a fauna, cantei a flora, cantei o vaqueiro, o apoiador, cantei os repentistas os curandeiros, os curandeiros, os valentes, os covardes, cantei os tropeiros, cangaceiros e jangadeiros. . . por fim criei filhos tive netos, enfim sou um Brasileiro... 

Luiz Gonzaga do Nascimento. 13/12/1912... 02/8/1989.

Fonte: facebook

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