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domingo, 18 de fevereiro de 2018

“PAJEÚ EM CHAMAS: O CANGAÇO E OS PEREIRAS”


Recebi hoje do Francisco Pereira Lima (Professor Pereira) lá da cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba uma excelente obra com o título "PAJEÚ EM CHAMAS O CANGAÇO E OS PEREIRAS - Conversando com o Sinhô Pereira" de autoria do escritor Helvécio Neves Feitosa. Obrigado grande professor Pereira, estarei sempre a sua disposição.


O livro de sua autoria “Pajeú em Chamas: o Cangaço e os Pereiras”. A solenidade de lançamento aconteceu no Auditório da Escola Estadual de Educação profissional Joaquim Filomeno Noronha e contou com a participação de centenas de pessoas que ao final do evento adquiriram a publicação autografada. Na mesma ocasião, também foi lançado o livro “Sertões do Nordeste I”, obra de autoria do cratense Heitor Feitosa Macêdo, que é familiar de Helvécio Neves e tem profundas raízes com a família Feitosa de Parambu.

PAJEÚ EM CHAMAS 

Com 608 páginas, o trabalho literário conta a saga da família Pereira, cita importantes episódios da história do cangaço nordestino, desde as suas origens mais remotas, desvendando a vida de um mito deste mesmo cangaço, Sinhô Pereira e faz a genealogia de sua família a partir do seu avô, Crispim Pereira de Araújo ou Ioiô Maroto, primo e amigo do temível Sinhô Pereira.

A partir de uma encrenca surgida entre os Pereiras com uma outra família, os Carvalhos, foi então que o Pajeú entrou em chamas. Gerações sucessivas das duas famílias foram crescendo e pegando em armas.

Pajeú em Chamas: O Cangaço e os Pereiras põe a roda da história social do Nordeste brasileiro em movimento sobre homens rudes e valentes em meio às asperezas da caatinga, impondo uma justiça a seus modos, nos séculos XIX e XX.

Helvécio Neves Feitosa, autor dessa grande obra, nascido nos Inhamuns no Ceará, é médico, professor universitário e Doutor em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal), além de poeta, escritor e folclorista. É bisneto de Antônio Cassiano Pereira da Silva, prefeito de São José do Belmonte em 1893 e dono da fazenda Baixio.

Sertões do Nordeste I

É o primeiro volume de uma série que trata dos Sertões do Nordeste. Procura analisar fatos relacionados à sociedade alocada no espaço em que se desenvolveu o ciclo econômico do gado, a partir de novas fontes, na maioria, inéditas.

Não se trata da monumentalização da história de matutos e sertanejos, mas da utilização de uma ótica sustentada em elementos esclarecedores capaz de descontrair algumas das versões oficiais acerca de determinados episódios perpassados nos rincões nordestinos.
Tentando se afastar do maniqueísmo e do preconceito para com o regional, o autor inicia seus estudos a partir de dois desses sertões, os Inhmauns e os Cariris Novos, no estado do Ceará, sendo que, ao longo de nove artigos, reunidos à feição de uma miscelânea, desenvolve importantes temas, tentando esclarecer alguns pontos intrincados da história dessa gente interiorana.

É ressaltado a importância da visão do sertão pelo sertanejo, sem a superficialidade e generalidade com que esta parte do território vem sendo freqüentemente interpretada pelos olhares alheios, tanto de suas próprias capitais quanto dos grandes centros econômicos do País.

Após a apresentação das obras literárias, a palavra foi facultada aos presentes, em seguida, houve a sessão de autógrafos dos autores.

Quem interessar adquirir esta obra é só entrar em contato com o professor Pereira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br
Tudo é muito rápido, e ele entregará em qualquer parte do Brasil.

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LIVRO “PARAHYBA NOS TEMPOS DO CANGAÇO”


Entre em contato com o professor Pereira através deste 
e-mail: 
franpelima@bol.com.br

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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PUTA VÉIA

*Rangel Alves da Costa

Rente ao copo já esvaziado, como em estado de sonolência pela bebida, estendeu os braços descarnados e pelancudos sobre a mesa e depois deitou a cabeça sobre eles. “Está chorando?”. Foi a pergunta feita e não respondida.
Mas não estava chorando. Ou talvez estivesse intimamente chorando. E quando o choro é por dentro, não há nada mais doloroso que um pranto assim. Com a cabeça deitada sobre os braços, sequer se dava conta de estar num bordel entre bêbados, prostitutas e aventureiros.
Mas ela era o próprio bordel, confundia-se com o próprio bordel, com o cabaré, com a casa de meretrício. Desde novinha que ali colocou os pés para não mais sair. Não que gostasse de viver assim, mas pelo viver assim que já estava entranhado pelo seu corpo e vida.
Agora ali com o copo vazio, a cabeça derreada sobre a mesa, quase esquecida por todos. Naquela idade, já passada dos sessenta, dificilmente apareceria algum cliente. No cabaré, ter mais de sessenta anos já é velhice demais.
Ao seu redor, as luzes piscando, a vermelhidão do ambiente, os cheiros de bebida e de perfume barato, as palavras soltas como desbragadas, o vai e vem das mulheres à procura de machos, os olhares dos machos em busca de corpos em menor decadência. Coisa difícil de encontrar.
E ela continuava ali por teimosia. Com nenhum tostão retornava depois de um dia inteiro como mulher de bordel, como rapariga de cabaré. Apenas uma e outra colega de sina, de vez em quando lhe dava algum dinheiro quase como esmola. Permanecia ali muito mais pela bebida.
Dificilmente lhe negavam um trago. Cachaça batizada, rum da pior qualidade, uma cerveja de vez em quando. Assim também com o cigarro. Quando tinha, fumava um após o outro. E sentava à mesa como uma dama de vermelho à espera de um príncipe.
Já não podia manter qualquer vaidade. Os tempos agora eram difíceis demais para qualquer vaidade. Uma roupa qualquer, um chinelo qualquer. Mas de algumas coisas não desapartava: o batom vermelho descuidadamente além dos lábios, pó entre o claro e o avermelhado sobre o rosto enrugado, perfume de feira lançado no corpo. Com a bebida e o cigarro, o perfume se tornava de terrível odor.


Música alta, um frenético entra e sai, copos trincando nas mesas, um cheiro detestável de suor e perfume adocicado, um aroma repugnante de sexo encardido, fumaça subindo aos ares. “Vamos namorar, meu gostoso?”, perguntava uma. “Hoje faço tudo e baratinho”, dizia outra.
E ela com a cabeça encurvada sobre os braços, ali na mesa, no meio do tudo. Mas não ouvia sequer a música: “Perfume de gardênia tem em tua boca, eu vivo embriagado na luz do teu olhar. Teu riso é uma rima de amor e poesia, macios teus cabelos, qual ondas sobre o mar...”. Não ouviria qualquer música, qualquer tango ou bolero, apenas os gritos da alma.
Seu pensamento estava distante. E por isso chorava tanto por dentro, soluçava tanto por dentro. Sua mãe gritava para não ir brincar muito longe. Sua boneca de pano parecia sorrir quando chegava carregando um pente. Nua tomava banho pelo quintal em dias de chuvarada. E como era bela.
Menina bela se fez e depois mocinha. Nem teve tempo de namorar. Um dia, o filho do patrão de seu pai puxou-lhe pela roupa e lançou-a em cama de capim. Sangrou por fora e por dentro. Mas o pior aconteceria depois.
Contou aos pais sobre o abuso sofrido e foi mandada embora de casa. Saiu com o que tinha num saco e para nunca mais voltar. E pelas estradas a sina mais triste que poderia lhe acenar. Tão bela e servindo de objeto sexual a um e outro.
Agora era somente uma velha. Depois de ser puta de estrada e de todos os cabarés do mundo, agora era somente uma puta velha. Ou puta véia, como sempre diziam. E assim estava debruçada sobre a mesa de cabaré. Estranho que assim permanecesse por tanto tempo.
Bateram-lhe ao ombro. Chamaram e chamaram. Tarde demais. Agora a morte perfumada de coisas velhas, fétidas, repugnantes.

Escritor
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DIA DE MOBILIZAÇÃO CONTRA A APROVAÇÃO DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil realizam, na próxima segunda-feira (19), um dia de mobilização contra a aprovação da reforma da previdência. A ADUERN fortalecerá o movimento e convida todos os seus associados e associadas a participar das manifestações em suas cidades locais.

Em Mossoró, os manifestantes realizarão às 8h um café da manhã e aula pública sobre a reforma da previdência na sede do INSS (Bairro Aeroporto) e após isso saem em marcha pela Rua Felipe Camarão até a Praça do Pax.

Em Natal, a concentração para a marcha unificada será às 14h no INSS da Rua Apodi. A mobilização deverá reunir milhares de trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas categorias do funcionalismo público e também da iniciativa privada.

 A ADUERN convida todos os seus associados e associadas nos demais campi a se integrar às manifestações de suas localidades e fortalecer a luta contra os ataques do ilegítimo Governo de Michel Temer.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso


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VELHOS TEMPOS!


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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LUIZ GONZAGA E O CANGAÇO


Por Volta Seca

Segundo seus biógrafos e, muitas matérias sobre esse assunto, além das centenas de fotos, o cantor LUIZ GONZAGA, incorporou ao seu vestuário, vários elementos que foram trazidos dos cangaceiros e vaqueiros nordestinos.

Apenas, para citar alguns, temos: o chapéu de aba larga, virada; os símbolos das estrelas; o punhal; o xaxado; o gibão boiadeiro, além de outros elementos...

Fotos: Fonte Google

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PALAVRAS “FEIAS”


Por Francisco de Paula Melo Aguiar

Só temos consciência do belo, 
Quando conhecemos o feio. 
Só temos consciência do bom, 
Quando conhecemos o mau. 
Porquanto, o Ser e o Existir, 
Se engendram mutuamente. 
O fácil e o difícil se completam. 
O grande e o pequeno são complementares.

[...]
Lao-Tsé 

Dentre a habitualidade das pessoas falantes da língua portuguesa, se destacam pelo menos doze palavras “tidas” como feias, não apenas por causas das silabas que as constituem e/ou formam, mas também pelo significado e/ou sentido que elas apresentam diante do contexto social letrado e/ou iletrado que sempre costumam ser usadas, dentro e/ou fora da academia.
            
Assim sendo, seguem as doze palavras feias da língua portuguesa, por exemplo: escroque, enquanto sinônimo de vigarista, tratante, trapaceiro, impostor, etc; catarro, sinônimo de constipação, defluxo, secreção, muco, etc; escracho, sinônimo literal de censura, repreensão, esfrega, bronca, esculhambação, etc; prurido, como sinônimo que o é de comichão, sarna, coceira, etc; esculacho, que representa ou sinônimo de repreensão, esculhambação, bronca, censura, esfrega, etc; furúnculo, palavra que tem como sinônimo: mapironga, leicenço, abcesso, inflamação, etc; conspurcar e/ou corromper, difamar, desonrar, manchar, sujar, etc; escravocrata, o que vale dizer escravista, escravagista, etc; defenestrar ou atirar pela porta e ou pela janela, etc; caumba e/ou trasorelho, papeira, parotidite epidêmica, etc;  socavo e/ou sobaco, axila; nauseabundo e/ou nauseante, enjoativo, repulsivo, hediondo, etc.
             
De modo de que assim como não existem pessoas feias na face da Terra, por analogia se deduz de que também não existem palavras feias nos países que falam o idioma português, é apenas uma questão de observação relativa diante das situações formais e/ou informais de que são empregadas e que fazem parte dos dicionários existentes no referido idioma de Camões e seus aderentes.

Enviado pelo escritor Francisco de Paula Melo Aguiar

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SOBRE LAMPIÃO (PROGRAMA ALMANAQUE - GLOBO NEWS 10 ANOS - 2002) (ACERVO PESSOAL ALVARO CARLINI)

https://www.youtube.com/watch?v=TSIFHbJ_Unw&feature=youtu.be

Publicado em 19 de fev de 2012

Sobre Lampião (Programa Almanaque - Globo News 10 anos - 2002) Acervo pessoal de Alvaro Carlini
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sábado, 17 de fevereiro de 2018

O PRIMEIRO ASSALTO LIDERADO POR LAMPIÃO.


Na edição de 29 de junho de 1922, do jornal “Diário de Alagoas”, afirma que Lampião e Cangaceiros, em numeroso bando, assaltaram a cidade de Água Branca, penetrando na residência da Baronesa.

Esta era a octogenária Joana de Siqueira Torres, viúva do Barão do Império Joaquim Antônio de Siqueira Torres. Os cangaceiros chegaram de madrugada entraram pelos fundos do casarão e roubaram o que puderam. Apesar de ocorrer uma resistência das pessoas do lugar, eles escaparam ilesos.

No dia 1 de julho, este periódico alagoano informou através de “viajantes vindos do sertão”, que os esforços da polícia para prender os assaltantes foram nulos.


Lampião segue para Pernambuco, feliz pelo resultado do saque. Em uma tarde, junto com seus companheiros de rapinagem, dançaram xaxado e cantaram a mítica melodia “Mulher Rendeira” embaixo de uma quixabeira no centro do povoado de Nazaré, e o fato foi presenciado por Manuel de Souza Ferraz, o conhecido Manuel Flor. Este se transformaria em um dos maiores perseguidores de Lampião.

https://www.facebook.com/search/top/?q=guilherme%20machado%20historiador%20machado

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PROEZAS DE JOÃO LAMEU

*Rangel Alves da Costa

Eu tive o prazer e o privilégio de desfrutar da amizade de João Lameu. Não só dele como de sua esposa Jarde, a mesma amizade que tenho e cultivo agora com os seus filhos e netos. E já são muitos bisnetos.
João Lameu, de longa e afamada linhagem familiar em Poço Redondo, homem trabalhador em todos os estios da terra, da vaqueirama e de todo afazer do mundo sertão, é relembrado pela sua alegria, pelo seu jeito amigueiro de ser e também por outras coisas, que mais adiante serão rememoradas.
Sua esposa Jarde, ora quem não se recorda de Dona Jarde? De raiz familiar igualmente portentosa, com veias que ainda hoje se estendem pela Rua dos Vaqueiros, contudo comumente é mais lembrada pela sua deliciosa cozinha.
Ora, Jarde de João Lameu era cozinheira de mão cheia. Quem não experimentou seu sarapatel ou fígado acebolado não sabe o que perdeu. Quem não se fartou de sua panelada de carne nova, de dia de feira, não conheceu a delícia da vida. Vendendo comida ao lado do mercado, a feira inteira era logo chamada a ir até lá saborear a comida ainda fumegante nas panelas grandes.
Pois bem. Dona Jarde foi esposa desse João Lameu cuja memória é um entremeado de lutas e verdadeiras fantasias. Eu já sabia de alguns “causos” envolvendo o amigo saudoso, mas outro dia, em Curralinho, sua filha Zuleide acabou revelando outras de fazer gargalhar até o dia seguinte.
Uma já contei por aqui, mas volto ao assunto. João Lameu também gostava de uma pinguinha, de uma casca de pau ao pé do balcão. Tomava uma, se animava. Tomava outra, queria mais. E quando isso acontecia em dia de feira era um desastre para Dona Jarde.
Aconteceu que sendo vaqueiro da Santa Rita - propriedade do meu avô Ermerindo -, João Lameu deixou sua Jarde nos afazeres da casa, colocou o saco nas costas e bandeou para a cidade, para fazer a feira da semana. Só que a pinguinha entrou no meio e atrapalhou tudo.


Já perto da boca da noite, tungado que só, João Lameu pegou a estrada de volta, levando às costas sua feira. Assim que entrou na primeira cancela da Santa Rita, coisa de um quilômetro até a sede, eis que, já no escurecimento das horas, ele avistou um brilho estranho no beiral da estrada.
Assim que avistou aquela estranheza toda, com tanto brilho perante seu olhar anuviado de pinga, logo gritou: “É ouro, é ouro. Tô rico, tô rico!”. E no mesmo instante despejou ao chão toda a feira que levava, e em seguida encheu o saco de ouro. Deslumbrado com tanta riqueza conseguida, assim chegou à última cancela.
Gritou ainda fora de casa: “Jarde, Jarde, minha fia, venha aqui. Tamo rico Jarde, tamo rico demais Jarde”. E despejou todo o ouro que levava. Jarde quase desmaia de susto, mas depois, de raiva, quase acaba com a vida do esposo. “Rico de que, João? Por que encheu o saco de osso de gado e trouxe pra cá? Cadê a feira, João? Cadê a feira, João?”.
Segundo sua filha Zuleide, João Lameu era o medo em pessoa, não havia ninguém mais medroso que o pai. Toda vez que caía trovoada, com relâmpagos e trovões açoitando lá fora, Dona Jarde se via doida fazendo garapa não só para os filhos como para o esposo. “Por que tá tremendo, João?”, perguntava a esposa. E ele mal conseguia responder: “Com medo, Jarde, com medo. Traga mais uma garapinha”.
Certa feita, sendo Joemil sabedor do medo de tudo sentido por João Lameu, então, por brincadeira, lançou-lhe um desafio. Daria uma boa quantia acaso ele fosse até o cemitério e de lá retornasse com uma cruz. João, querendo mostrar destemor, aceitou na hora. E seguiu em direção ao cemitério, indo por dentro dos pastos, pois mais rápido de chegar.
Só que Joemil mandou uma pessoa seguir o corajoso João. Sem perceber que estava sendo seguido, ele ia normalmente até encontrar uma cerca de arame. Mas tinha de passar, não havia jeito. Então se curvou para passar entre os fios, e foi quando o arame prendeu a camisa.
“Pelo amor de Deus, me solte, me solte. Me solte que não vou mais buscar a cruz não. Me solte...”. E dali mesmo voltou tremelicando mais que vara verde. E ainda a facada que deu num saco de carvão, na escuridão do quintal, e depois correu dizendo que tinha matado um homem. Eita João Lameu!

Escritor
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UM MATURO QUE CONQUISTOU O MUNDO


Por Guilherme Machado Historiador

Um Matuto que Conquistou o mundo... Eu Canto e decanto os pássaros, os vaqueiros, os aboiadores, o sertão os homens e mulheres e crianças... Canto o nordeste mundo afora... Luiz Gonzaga do Nascimento, Rei do Baião!!!

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A XXII MANHÃ DE CULTURA E LAZER DO MUSEU DO SERTÃO TERÁ UMA EXPRESSIVA EXPOSIÇÃO DE ARTES

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Um dos itens da parte cultural deste evento será a PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS, que será organizada pela AMARP-Academia Mossoroense de Artistas Plásticos. A Presidente da AMARP, Escritora e Artista Plástica Franci Francisca Dantas está convocando os pintores e escultores de Mossoró e região para participarem desta importante exposição de artes.    
                                                                  
A XXII MANHÃ DE CULTURA E LAZER ocorrerá nas dependências do Museu do Sertão, na Fazenda Rancho Verde, de 7:30 às 12 horas, do dia 10 de março do corrente ano. Além da visita ao acervo do Museu do Sertão, este evento contará ainda, com a apresentação artística dos alunos do Instituto Gentil, da cidade de Campo Grande e da cantora mossoroense Goretti Alves. Haverá também,  uma palestra proferida pelo Professor Benedito Vasconcelos Mendes sobre cultura regional. Nesta oportunidade, várias personalidades dos segmentos político, cultural e empresarial serão homenageados.

O Museu do Sertão localiza-se na Fazenda Rancho Verde, às margens da Estrada da Alagoinha, a 4 quilômetros da cidade de Mossoró.
Amigo, lembro a importância da sua presença neste evento, pois você vai ser um dos homenageados.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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GRANDE DESAFIO DE POETAS CANTADORES


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

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EX-CANGACEIRO MASSILON EM MOSSORÓ-RN



Ex-cangaceiro Massilon em Mossoró-RN
Palestra do Dr. Honorio de Medeiros..
Um vídeo de Aderbal Nogueira

Infelizmente perdi a fonte

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LAMPIÃO....E, OS COMPRIMIDOS DA BAYER (ALEMÃ )..! PARTE 01

Por Volta Seca

O árabe Benjamin Abrahão conseguiu a famosa proeza em 1936, em plena caatinga nordestina, transformar Lampião em GAROTO PROPAGANDA da multinacional BAYER.

Para tanto, o árabe Abrahão filmou o rei dos cangaceiros fazendo uma ENCENAÇÃO, entregando COMPRIMIDOS DE CAFIASPIRINA DA BAYER (servia para dor de cabeça, resfriados etc.), aos cangaceiros do seu grupo.

Confira, acima, um fotograma retirado do filme de Abahão em que mostra Lampião entregando os famosos comprimidos.

Em sua opinião, você acha que Abrahão prometeu alguma vantagem (dinheiro ou outra coisa), para que Lampião fizesse essa encenação e promovesse a BAYER /Alemã?

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ZÉ LEOBINHO E SUAS HISTÓRIAS


Por Volta Seca

UM PERSONAGEM HISTÓRICO...!..VAQUEIRO ZÉ LEOBINO E SUAS HISTÓRIAS....Seu sogro foi coiteiro de Lampião...Confira na entrevista..
Clic na FOTO, e amplie para uma melhor leitura..
Fonte: Revista ..Sergipe imagens e história


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UMA TRAGÉDIA COM COCOTA SERESTEIRO DE MOSSORÓ, IRMÃO DOS COMPONENTES DO TRIO MOSSORÓ

Por José Mendes Pereira
Cocota irmão dos componentes do antigo Trio de Mossoró -http://blogdomendesemendes.blogspot.com/…/cocota-o-maior-se…

Se falarmos apenas Francisco de Almeida Lopes até os mossoroenses não lembrarão deste jovem, mas se dissermos "Cocota" como era carinhosamente alcunhado em sua terra natal todos recordarão, mesmo que não tenham o conhecido pessoalmente.

"Cocota" era irmão dos componentes do antigo “Trio Mossoró”: Oseas de Almeida Lopes atualmente com o nome artístico de “Carlos André”, este foi o fundador do Trio que logo se tornou famoso em todo Território Nacional do Brasil.


Ainda o João Mossoró (atualmente canta solo), que foi apelidado de “Cibito” pelo rei do baião Luiz Gonzaga, segundo informação do pesquisador do cangaço e gonzagueano Kydelmir Dantas e o próprio João Mossoró, quando em uma visita à minha humilde casinhola em 2012, acompanhados do Carlos André. Além da cantora solo Hermelinda Lopes, que era vocalista do Trio Mossoró, e continua fazendo sucesso por onde faz shows.

"Cocota" era seresteiro de primeira categoria e conduzia consigo admirável popularidade. Nasceu na cidade de Santa Luzia, e era filho do senhor Messias Lopes de Macedo e da dona Joana Almeida Lopes.

Uma jovem que era empregada doméstica dos seus pais tinha uma paixão louca pelo seresteiro. O mais interessante, a jovem tinha um irmão ainda criança, e que certo dia fez com que o "Cocota" o castigasse, e a agressão do "Cocota" fez com que a criança saísse em choro, prometendo-lhe que quando crescesse, iria matá-lo.

Anos após, quando os irmãos formaram o "Trio Mossoró" "Cocota" não fazia parte do grupo, mas no auge do sucesso e já morando no Rio de Janeiro, os irmãos resolveram levá-lo para tentar "carreira solo", com o apoio do “Trio Mossoró”, segundo me disse o próprio Carlos André.

 Componente do antigo Trio Mossoró: João Mossoró canta solo, Hermelinda Lopes canta solo e Carlos André também canta solo -
http://www.canalareiabranca.com.br/…/cache-de-400-reais-agr…;

Não se sabe se o que acontecera contra o "Cocota" tenha sido causado pela paixão da jovem, mas tudo indica que sim, já que ele estava de viagem pronta para juntar-se aos irmãos, que já brilhavam no mundo artístico. Sabendo que tão cedo ele não voltaria à Mossoró, sua terra natal, é provável que ela tenha sido a idealizadora de um plano triste e doloroso.

Já que o "Cocota" viajaria para a “cidade maravilhosa” a jovem o convidou para fazer uma festinha em sua residência, onde lá, ele cantaria as mais belas músicas que faziam sucessos na época. Como ele era um jovem conhecido na cidade, amigo de muitos, não negou a sua solicitação, dando-lhe a palavra que à noite estaria presente em sua residência.

"Cocota" era um jovem que não dispensava um bom gole, e nessa noite, bebeu vários goles a mais, chegando a ficar totalmente embriagado. É claro que a jovem sentindo a perda da sua paixão, e talvez, não se sabe, premeditou o crime, tenha lhe dado ainda uns goles a mais.

Já muito embriagado ela o convidou para deitar-se, prometendo-lhe que no dia seguinte o levaria para casa dos seus pais. "Cocota" concorda e caminha para o quarto, onde lá se deita. Mas o seresteiro não imaginava que a sua viagem e carreira artística estariam prestes a serem encerradas, e por má sorte ou coisa arquitetada, o "Cocota" estava marcado para morrer.

https://www.youtube.com/watch?v=UknCfuhgU1Y - Praça do seresteiro atualmente é um desprezo geral. Você ver uma parede pintada de azul, era a casa do antigo "Trio Mossoró". Segundo Carlos André me disse que tem um projeto para recuperar esta praça. 

E na noite do dia 12 de fevereiro de 1962, a criança que "Cocota" açoitara, que agora já era um jovem, chegou ao local da festa. Apoderado de uma tesoura o rapaz começou a furar-lhe. Foram 38 perfurações.

"Cocota" tentou escapulir pela porta da cozinha, mas como o muro da casa da jovem era cheio de cacos de vidro, não teve sucesso, e por mais que ele tentou subir, não conseguiu se livrar da morte, caindo logo em seguida.

"Cocota" tentou se livrar da morte, fez tantos esforços para viver, no intuito de apresentar a sua invejada profissão aos brasileiros, principalmente aos seus conterrâneos mossoroenses. Mas, infelizmente, não conseguiu, calando assim e acabando com os sonhos daquele que foi o maior seresteiro da nossa cidade Mossoró.

Seu Messias e Dona Joana Lopes tiveram o desprazer de ver o seu ente querido morto, com o corpo e os punhos banhados em sangue, saindo pelas perfurações feitas pela maldita tesoura e pelos cortes dos vidros.
Os donos do poder, desde então, nada fizeram de maior importância para homenageá-lo. Mas seus irmãos ainda não perderam as esperanças, que esse dia venha acontecer, que na Praça dos Seresteiros, seja colocado o seu busto, talhado em bronze, para apresentar às futuras gerações, que ele foi o maior seresteiro de todos os tempos em Mossoró.

Uma informação necessária aos leitores: O Trio Mossoró está apenas adormecido, e que, os componentes deixaram de gravar como “Trio Mossoró” porque cada um deles canta solo, mas, vez por outra, eles se reúnem e fazem shows cantando as músicas do Trio Mossoró.

Minhas Simples Histórias
Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro. Mas se gostou, diga aos seus amigos para que eles a conheçam também.

ALERTA AO LEITOR E LEITORA!
Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. Você pode não conduzir arma, mas o outro, quem sabe! Carregará consigo uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância.

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KYDELMIR DANTAS FALA SOBRE O TRIO MOSSORÓ



Ambos merecem a homenagem... Para mim, especialmente, o TRIO MOSSORÓ (Oseas Carlos André - João Mossoró - Hermelinda Lopes) pela trajetória de vida e por ainda estarem ativos em carreiras solo.


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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA

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FREI DAMIÃO

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O CRUZEIRO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de fevereiro de 2018
                                      Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica 1.844

Estamos em torno dos 41 anos do fechamento da revista de circulação nacional, O Cruzeiro. Foi uma revista de grandes reportagens e alto padrão lançada no Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1928 e perdurou até 1975. Era editada pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. Em 1960 recebeu novo designeditorial que ficou conhecido como “bossa nova”. A revista O Cruzeiro foi a principal revista ilustrada brasileira. Com inovações gráficas, publicações de grandes reportagens com ênfase ao fotojornalismo, estabeleceu linguagem nova na imprensa do Brasil. Reportagens de grande repercussão surgiram em parceria com a dupla repórter-fotográfico, sendo a mais famosa a formada por David Nasser e Jean Manzonque, anos 40 e 50.

Primeira capa da revista O Cruzeiro, em 1928. (Arquivo).

O Cruzeiro falava dos astros de Hollywood, cinema, esportes e saúde e ainda divertia com charges, culinária e moda. Foram feitas reportagens como Lampião, Floro Novais, entrevistas com cangaceiros e cangaceiras e cobertura do suicídio de Getúlio. Chegou a atingir uma tiragem de 720.000 exemplares, quando a maior fora 80.000. Dizem que nos anos 60, O Cruzeiro entrou em declínio por má gestão, sem o uso de suas fórmulas e o surgimento de novas publicações como as revistas Manchete e Fatos e Fotos. O ano de 1975 marcou a consagração da televisão e o declínio dos Diários Associados. Claro que todo veículo de comunicação tem sua tendência, sendo assim também com esta revista.
Nos anos 60, apesar de gostamos de gibis, como Tarzan, Kid Colt, O Fantasma e outros, aguardávamos também O Cruzeiro, para olharmos na última página, a charge do Amigo da Onça. As revistas chegavam para Dona Maria, esposa do alfaiate, Seu Quinca, à Rua Nilo Peçanha (Rua da Cadeia Velha). Dava gosto receber tantas revistas cheirosas das gráficas brasileiras. Muitas vezes quando as revistas chegavam, já estávamos aguardando na casa de Dona Maria, que era uma pessoa paciente e agradável.
A polêmica da estátua em homenagem ao jumento e seu tangedor, em Santana do Ipanema, foi mote desta revista em longa reportagem falando dos dois lados da questão, entre o prefeito da época e o vereador Everaldo Noya.
Que lembranças da qualidade em comunicações!


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