Por João Luckwu
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domingo, 7 de fevereiro de 2021
VIRGULINO FERREIRA - O LAMPIÃO NEM HERÓI, NEM BANDIDO: ELE É HISTÓRIA
NA ENCOSTA DA SERRA GRANDE - A CHEGADA E O INÍCIO DA SUBIDA.
Por Geraldo Júnior
Dando início a série de documentários gravados durante a subida que realizamos ao topo da famosa Serra Grande (Calumbi/PE), onde Lampião impôs às Forças Policiais Volantes pernambucanas a maior derrota de toda a sua história, começaremos por apresentar parte da história e mostrar aos seguidores do nosso canal todo o cenário dos acontecimentos.
A encosta da Serra Grande. A suposta cova dos soldados. A subida. As trincheiras. A tão aguardada chegada ao topo da Serra, entre outros assuntos que serão apresentados no decorrer dos dias que virão.
Um trabalho exclusivo do canal CANGAÇOLOGIA que foi produzido em parceria com o amigo escritor e pesquisador, Louro Teles, considerado um dos grandes conhecedores da história do famoso combate da Serra Grande.
Para quem nunca teve a oportunidade de conhecer esse famoso local que serviu como cenário de um dos mais importantes acontecimentos da época do cangaço lampiônico essa é a grande chance de conhecer.
Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões.
Forte abraço... Cabroeira!
Atenciosamente:
Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal.
INFLUENCIA POLÍTICA DE ONDE VINHAM AS ARMAS DO CANGAÇO
Por Rota do Cangaço
https://www.youtube.com/watch?v=xRSzuzOcByY&ab_channel=NaRotaDoCanga%C3%A7oAfinal de contas, quem financiava os cangaceiros? Neste relato fica algumas dicas e sugestões de pesquisa. Na Rota do Cangaço, juntos vamos neste universo conhecer a verdadeira história do nordeste brasileiro.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
A PENOSA SUBIDA À SERRA GRANDE.
Por Geraldo Antônio de Souza Júnior
https://www.youtube.com/watch?v=NVBVo6KiAhU&feature=share&fbclid=IwAR2NfXcLYcBmds6HUyoxmC2a0K09-i3MyAc86OBwd5e_buGE04K5vXdyUVk&ab_channel=Canga%C3%A7ologiaDando continuidade a série "SERRA GRANDE - O GRANDE COMBATE DE LAMPIÃO" nesse vídeo mostraremos o início da subida à famosa Serra Grande.
Um trabalho dificílimo de ser realizado devido a vegetação espinhenta e fechada e que nos proporcionou grandes dificuldades para produzir as fotos e filmagens que vocês verão no decorrer da série de vídeos que está sendo apresentada no nosso canal.
Enfim... seguimos adiante e conseguimos realizar um trabalho espetacular tendo como pano de fundo o palco do maior combate entre Policiais Volantes e Cangaceiros, que se tem notícias em toda a história do cangaço.
Forte abraço... Cabroeira!
Atenciosamente:
Geraldo Júnior
PALAVRAS VERDADEIRAS DO CAPITÃO LAMPIÃO AO MÉDICO OTACÍLIO MACEDO NO JUAZEIRO DO NORTE EM MARÇO DE 1926
Por José Mendes Pereira
Chamo-me Virgulino Ferreira da Silva e pertenço à humilde família Ferreira, do riacho de São Domingos, município de Vila Bela. Meu pai sendo constantemente perseguido pela família Nogueira e por José Saturnino, nossos vizinhos, resolveu retirar-se para o município de Água Branca, em Alagoas. Nem por isso cessou a perseguição. Em Água Branca foi meu pai, José Ferreira, barbaramente assassinado pelos Nogueiras e Satunino, no ano de 1917. Não confiando na ação da justiça pública – porque os assassinos contavam com a escandalosa proteção dos grandes – resolvi fazer justiça por minha conta própria, isto é, vingar a morte do meu progenitor. Não perdi tempo e resolutamente arrumei-me e enfrentei a luta. Não escolhi gente das famílias inimigas para matar e efetivamente consegui desimá-las consideravelmente.
Já pertenci ao grupo de Sinhô Pereira, a quem acompanhei durante dois anos. Muito me afeiçoei a esse meu ex-chefe, é um leal e valente trabalhador, tanto que, se ele voltasse ao cangaço, iria ser um seu soldado.
Tenho percorrido os sertões de Pernambuco, Paraíba e Alagoas e uma pequena parte do Ceará. Com as polícias desses Estados tenho entrado em vários combates. A de Pernambuco é a polícia disciplinada e valente que muito cuidado me tem dado; a da Paraíba, porém, é uma polícia covarde e insolente. Atualmente, existe um contingente de força pernambucana de Nazaré que está praticando as maiores violências, mais parecendo à força paraibana.
Não tenho tido propriamente protetores. A família Pereira do Pajeú é quem me tem protegido mais ou menos. Todavia, conto em toda parte com bons amigos que me facilitam tudo e me escondem eficazmente quando acho que estou sendo perseguido pelos governos. Se não tivesse necessidade de procurar meios para manutenção dos meus companheiros, poderia ficar oculto indefinidamente, sem nunca ser descoberto pelas forças que me perseguiam. De acordo com meus protetores, só um me traiu miseravelmente. Foi o coronel José Pereira de Lima, chefe político de Princesa, homem perverso, falso e desonesto, a quem durante anos servi, prestando os mais vantajosos favores de nossa profissão”.
Consigo meios para manter o meu grupo pedindo aos ricos e tomando à força aos usuários que miseravelmente se negam a prestar-me auxilio.”
Tudo quanto tenho adquirido na minha vida de bandoleiro mal tem dado para as vultosas despesas do meu pessoal – aquisições de armas e munições. Convido notar que muito tenho gasto com a distribuição de esmolas aos necessitados.
Não posso dizer ao certo o número de combates em que já tive envolvido. Calculo, porém, que já tomei parte em mais de duzentos. Também não posso informar com segurança o número de vítimas que tombaram sob a pontaria adestrada e certeira do meu rifle. Entretanto, lembro-me, perfeitamente, de que além de civis, já matei três oficiais de policia, sendo um de Pernambuco e dois da Paraíba. Sargentos, cabos e soldados eram-me impossível guardar na memória os que foram levados para o outro mundo.
Tenho conseguido escapar a tremenda perseguição que me movem os governos, brigando como louco e correndo como veado quando vejo que não posso resistir ao ataque. Além disso, sou muito vigilante e confio sempre desconfiando, de modo que dificilmente me pegaram de corpo aberto. Ainda é de notar que tenho bons amigos por toda parte e estou sempre avisado do movimento das forças.
Tenho também um excelente serviço de espionagem dispendioso, embora utilíssimo.
Tenho cometido violência e depredações vingando-me dos que me perseguem e em represália a inimigos. Costumo, porém, respeitar famílias por mais humildes que sejam, e quando sucede algum do meu grupo desrespeitar uma mulher, castigo severamente.
Até agora não desejei abandonar a vida das armas com a qual me acostumei e sinto-me bem. Mesmo que não fosse, não poderia deixar essa vida por que os inimigos não se esquecem de mim e por isso eu não posso deixá-los tranqüilo. Poderia retirar-me para um lugar longínquo, mas julgo que seria uma covardia, eu não quero nunca passar-me por covarde.
Gosto geralmente de todas as classes. Aprecio de preferência as classes conservadoras – agricultores, comerciantes, etc. – por serem homens de trabalho. Tenho veneração e respeito pelos padres, por que sou católico. Sou amigo dos telegrafistas, por que alguns já me têm salvado de grandes perigos. Acato aos juizes por que são homens de lei e não atiram em mim. Só uma classe que eu detesto: é a dos soldados, que são os meus constantes perseguidores. Reconheço que muitas vezes me perseguem por que são sujeitos a isso. E é justamente por essa causa que ainda poupo alguns quando os encontros fora da luta.
A meu ver, o cangaceiro mais valente no Nordeste foi Sinhô Pereira. Depois dele, Luiz Padre.
Penso que Antônio Silvino foi um covarde que se entregou as forças do governo em conseqüência de um pequeno ferimento. Já recebi ferimentos gravíssimos e nem por isso me entreguei à prisão.
Conheci muito José Inácio, do barro. Era um homem de planos, e o maior protetor dos cangaceiros do Nordeste, em cujo convívio sinto-me feliz.
Já recebi quatro ferimentos graves. Dentre esses, um na cabeça, do qual só por um milagre escapei. Os meus companheiros também: vários deles têm sido feridos. Possuímos, porém, no nosso grupo, pessoas habilitadas para tratar dos feridos, de modo que sempre somos convenientemente tratados. Por isso estou forte e perfeitamente sadio, sofrendo raramente, ligeiros ataques reumáticos.
Desejava andar sempre acompanhado de um numeroso grupo. Se não organizo conforme o meu desejo é porque me faltam recursos materiais para compra de armamentos e manutenção do grupo – roupa, alimentos, etc. este grupo que me acompanha é de quarenta e nove homens, todos bem armados e municiados e muito me custa sustentá-lo como sustento. Meu grupo nunca foi reduzido, tem sempre variado de quinze e cinqüenta homens.
Sempre respeitei e continuo a respeitar o Estado do Ceará por que nele tenho muitos amigos, nunca me fizeram mal e ainda por que é o Estado de Padre Cícero. Como deve saber, tenho a maior veneração por esse sacerdote, porque é o protetor dos humildes e infelizes e, sobretudo, por que há muitos anos protege as minhas irmãs que moram em Juazeiro. Tem sido para elas um verdadeiro pai. Convém dizer que ainda não conhecia pessoalmente o Padre Cícero, pois essa é a primeira vez que venho a Juazeiro.
Tive um combate com os revoltosos da Coluna Prestes entre São Miguel e Alto da Areia. Informados de que eles por ali passavam e – sendo eu legalista – fui atacá-los, havendo forte tiroteio. Depois da grande luta e estando apenas com dezoito companheiros, me vi forçado a recuar, deixando diversos inimigos feridos. Vim agora ao Cariri, porque desejo prestar meus serviços ao Governo da nação. Tenho o intuito de incorporar-me às forças patrióticas do Juazeiro e com elas oferecer combate aos rebeldes. Tenho observado que, geralmente, a s forças legalistas não têm planos estratégicos e daí o insucesso de seus combates que de nada tem valido. Creio que, se aceitarem os meus serviços e seguirem os meus planos, muito poderíamos fazer.
Estou me dando bem no cangaço e não pretendo abandoná-lo. Não sei se vou passar a vida toda nele. Preciso trabalhar ainda uns três anos. Tenho que visitar alguns amigos, o que ainda não fiz por falta de oportunidade. Depois, talvez me torne comerciante”.
O CONTRADITÓRIO DO “CONTRADITÓRIO” A JUSTIÇA FOI FEITA CONTRA AS MENTIRAS E INJÚRIAS DE UM PREPOTENTE
Por Sálvio Siqueira
Desde algum tempo atrás um cidadão que se mostrava com seu canal “O Contraditório” na rede social do You Tube denominando-se Rico Inglês com seus vídeos malévolos a historiografia cangaceira, ofensivos ao trabalho e as pessoas de vários pesquisadores, escritores e documentaristas, sendo mais um inventor, mal criado e desconhecedor dos fatos deixados pela história no último dia 04 de fevereiro de 2021 foi banido do canal e os seus vídeos retirados do ar.
O pesquisador e escritor, nosso amigo, Archimedes Marques, depois de várias tentativas de tentar esclarecer ao dito cujo através de explanações, nos comentários, que sua interpretação quanto aos fatos, locais e personagens estavam equivocadas, o mesmo, em vez de pelo menos entrar em um debate argumentativo, respondia com xingamentos e palavras de baixo calão não aceitando a realidade dos acontecidos, resolveu construir um dossiê com muitas das várias agressões, distorções, mentiras e injúrias publicadas pelo produtor em seus vídeos.
A verdade é que esse indivíduo estava, infelizmente, sendo ‘municiado’, ‘alimentado’ em suas controversas citações, totalmente fora dos contextos reais da historiografia, por pseudos pesquisadores/escritores que, tendo em si suas versões históricas, querendo que os fatos tivessem acontecido como imaginados pelos mesmos, passavam para o dito cidadão que jamais colocou um dos pés em território sertanejos, jamais encheu suas sandálias do pó da terra seca do sertão, as divulgava distorcendo a verdadeira ocorrência dos fatos.
Felizmente a justiça foi feita para o bem da História do Fenômeno Social Cangaços, em sua fase lampiônica, em seu epílogo sendo os malfadados vídeos retirados do ar e o produtor banido do canal.
Porém, ainda falta ser retirados do ar outros vídeos e outros produtores serem banidos, pois, suas produções não passam de meras fantasias, invencionices, plágios e mentiras sobre a história de um povo.
Deixamos aqui,
em nome dos administradores, moderadores e associados deste grupo de estudos,
Ofício das Espingardas, o oficial, nossos agradecimentos, parabenizando o ato
realizado pelo amigo
, Presidente da ABLAC – Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
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AS ROTAS PARA SE CHEGAR Á GROTA DO ANGICO-SE..!
Por Volta Seca
Local da morte de Lampião e mais 10 cangaceiros )... além do soldado Adrião.
Para se chegar á Grota, temos vária alternativas.
1º) Pega-se um barco em Piranhas-AL, e,desce pelo Rio São Francisco, até chegar ao restaurante Angico . Em seguida, caminha-se numa trilha na caatinga, em torno de 800 metros..( veja, esquema)
2º) Outra opção é ir pela cidade de Poço Redondo-SE, ou seja, por cima da Grota, sendo a maioria dos trechos de declive... ( Percurso mais longo, em torno de 1200 metros );
3º) Idem, igual a opção nº 1, porém o barco aporta, desta feita, em um outro restaurante, mais adiante, denominado Ecopark... seguindo-se uma trilha na caatinga em torno de 1100 metros, até a Grota..
Na FOTO, ABAIXO, ( tirada do lado alagoano ), Vê-se, o Rio, o restaurante, e trilha indicada pela seta no Restaurante Angico, que foi a trilha que a polícia volante do Tem. João Bezerra fez para dar cabo à Lampião.
Foto: Cortesia Antonio Amaury C. Araujo, com as indicações feita por Voltaseca Volta para esclarecer o tópico,,,,abs
O ÚLTIMO IRMÃO DE LAMPIÃO NO CANGAÇO
https://www.facebook.com/groups/508711929732768
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sábado, 6 de fevereiro de 2021
ITAMAR NUNES ART
https://www.facebook.com/photo?fbid=4250923034922493&set=a.1150422068305954
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EXTAMENTE HOJE, FAZ 94 ANOS (5 DE FEVEREIRO DE 1927) QUE EZEQUIEL FERREIRA E VIRGINIO, ENTRARAM NO CANGAÇO:
Por Paulo Dias Pereira
Ezequiel Ferreira E Virginio Fortunato, Eram Irmão E Cunha De Lampiao. Ezequiel Era O Caçula Dos Irmãos Ferreira, Nascido Em 1908. Virginio Fortunato, Casou-Se Com A Irmã De Lampiao Por Nome De Angelica Ferreira, No Ano De 1926, Com Tres Meses De Casados, Angelica Morreu Por Conta De Uma Grande Febre. Virginio Tornando-Se Viúvo, Nunca Se Afastou Da Familia Ferreira. Virginio, Nasceu No Rio Grande Do Norte, Conheceu A Familia De Lampiao Em Juazeiro Do Norte-Ce, Quando Todos Estavam Aos Cuidados Do Padre Cicero.
Naquele Ano De 1926, A Familia Ferreira E Primos, Sofreram Forte Perseguição Das Volantes. Virginio E Ezequiel Procuram Lampiao E Falam Que Querem Entrar Nop Bando, Lampiao De Inicio Não Aceita, Pois Ezequiel Era Um Jovem, Apenas 19 Anos De Idade. Mais Depois Aceita Os Dois. Virginio Ganhou A Alcunha De "Moderno", Era Muito Respeitado No Bando Por Ser Ex-Cunhado Do Chefe, Moderno Se Destacou Nos Combates Com As Volantes. Sua Valentia Era Reconhecida Por Todos. Ezequiel Ferreira, Não Existe Destaque De Confronto, O Apelido "Ponto Fino", Foi Substituído Pela Morte De Outro Cabra Por Nome De "Ponto Fino". Nada A Ver O Apelido "Ponto Fino" Por Ezequiel Atirar Bem. Lampiao Tinha Todo Cuidado Em Seu Irmão, Pois Era O Caçula, E Lampiao Ja Tinha Perdido Dois Irmãos No Cangaço. Ezequiel Morre Em 1932, Aos 24 Anos, No Sertão Da Bahia, Com A Volante Do Tenente Arsênio. Lampiao Chorou Mais Uma Perda De Um Irmão No Cangaço. Virgino Faleceu Em Combate No Ano De 1936, No Sertão De Pernambuco, Com A Volante Do Cabo Pedro Alves:
(Fonte, Resumo Do Que Tenho Pesquisado Em Grandes Obras).
https://www.facebook.com/groups/334870950556962/?multi_permalinks=706461683397885%2C705041000206620¬if_id=1612361136959283¬if_t=group_activity&ref=notif
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CANGAÇO - COMBATES E FAZENDA PATOS
Por Aderbal Nogueira
https://youtu.be/70XlcG5pcu0Cangaço - Combates e Fazenda Patos Depoimentos de Josias Valão e Alcino Costa sobre: - A vida na caatinga, água e comida - Corisco, Zé Rufino, Aniceto e Lampião - Mortos da Fazenda Patos Link do vídeo: https://youtu.be/70XlcG5pcu0
https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR2Pkagh6qB8ZfsYkS0A0C7HtNoaOQelCpP1GTuhfnsW6JQLs0qnAZ489oE&v=70XlcG5pcu0&feature=youtu.be&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o
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A GAVETA DA SAUDADE
Por Veridiano Dias Clemente
As vezes faltam gavetas
Prá guardar tanta saudade
Pois a tua bela amizade
Me faz sempre rejuvenescer
Quando lembro o que passamos
Pode passar mil anos
Nunca esqueço de te ver
x
Sonho toda noite com você
Te beijando com ternura
Acordo com teus lábios de doçura
Feito um menino com chupêta
Vou vasculhando a memória
Procurando nos dias e horas
Mexendo os teus bilhete na gaveta
Encontrei a amarelada caderneta
X
Uma espécie de diário
Que eu anotava o horário
Da gente se encontrar
As outras sete cadernetas
Nelas continham a receita
Que tú me ensinavas a " AMAR "
Poeta VERÍ / Caruaru-PE
Malabarista de Palavras
29 / 10 / 2020
Às 17h40
https://www.facebook.com/photo?fbid=1968773386604795&set=a.224894087659409
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ADERBAL NOGUEIRA APERTA O REC.... DIZ AÍ SERGIO DANTAS
Por Aderbal Nogueira
Um dos mais respeitados pesquisadores e escritores do movimento cangaço, o pesquisador potiguar Sérgio Augusto de Souza Dantas, fala um pouco sobre suas andanças e também sobre a vida do famoso Corisco, o Diabo Loiro.
Parte 1
Parte final
Pescado no essencial Canal de Aderbal Nogueira clique aqui e inscreva-se
http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Aderbal%20Nogueira
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A MULHER E O CANGAÇO REMANESCENTES, VITIMAS E FAMILIARES
Por: João "das meninas" de Sousa Lima
Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço. Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?| *Ximando o almoço de Durvinha |
| A sergipana Adília |
| Apreciando o silencio de Maria de Jurity |
Essas são algumas perguntas que fazemos tentando entender os reais motivos da entrada da mulher no cangaço. Mesmo diante dos depoimentos de algumas que foram forçadas a seguir seus companheiros, como foi o caso de Dadá que foi raptada por Corisco, no caso de Dulce que foi trocada por jóias pelo cunhado, de Aristéia que seguiu o cangaceiro Catingueira por sofrer maltrato da policia, Tanto Antônia quanto Inacinha forçadas por Gato, podemos citar vários casos dessa natureza, porém a maioria foi por pura paixão como é o caso de Durvinha que se apaixonou por Virgínio, Lídia por Zé Baiano, Maria por Lampião, Nenê por Luiz Pedro, Eleonora por Serra Branca, Naninha por Gavião, Aninha por Mourão, Catarina por Nevoeiro, Joana por Cirilo de Engrácia.
| João vive a mimar a ex cangaceira Aristéia |
Alguns cangaceiros não concordaram com a entrada das mulheres no cangaço como foi o caso de Balão que deixou depoimentos confirmando que as mulheres atrapalhavam as caminhadas dentro da mataria, principalmente quando ficavam grávidas. Os tiroteios diminuíram e Balão era um dos cangaceiros que gostava dos confrontos.
| Dona Rita, vitima de estupro praticado pelo cabra Sabiá |
| A centenária Dona Mocinha (irmã de Lampião) |
Para outros, com a mulher no cangaço, os estupros diminuíram, a violência sem aparente razão se atenuaram.
A verdade é que com a mulher no cangaço o movimento ganhou uma áurea romanesca, as histórias contadas sempre falam do amor entre casais famosos, no cinema, nos versos tantos eruditos quanto populares, no livreto de cordel, na arte plástica, na música, no teatro, na literatura, os romances sempre mexeram com a capacidade de imaginar o cavaleiro em seu cavalo alado salvando as mocinhas e donzelas para viverem o amor eterno.
| Dona Joana ( irmã de Dadá) |
| Uma irmã da cangaceira "Moça" de Cirilo |
A mulher cangaceira deixou para sempre na historiografia do nordeste brasileiro o nome da mulher sertaneja como sinônimo de mulher guerreira, bravia, independente, sem perder sua feminilidade, sua capacidade de amar, independente das circunstâncias.
*Ximar? É o mesmo que desejar
Pescado no Açude do primo João
A MULHER E O CANGAÇO REMANESCENTES, VITIMAS E FAMILIARES
Por: João "das meninas" de Sousa Lima
Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço. Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?| *Ximando o almoço de Durvinha |
| A sergipana Adília |
| Apreciando o silencio de Maria de Jurity |
Essas são algumas perguntas que fazemos tentando entender os reais motivos da entrada da mulher no cangaço. Mesmo diante dos depoimentos de algumas que foram forçadas a seguir seus companheiros, como foi o caso de Dadá que foi raptada por Corisco, no caso de Dulce que foi trocada por jóias pelo cunhado, de Aristéia que seguiu o cangaceiro Catingueira por sofrer maltrato da policia, Tanto Antônia quanto Inacinha forçadas por Gato, podemos citar vários casos dessa natureza, porém a maioria foi por pura paixão como é o caso de Durvinha que se apaixonou por Virgínio, Lídia por Zé Baiano, Maria por Lampião, Nenê por Luiz Pedro, Eleonora por Serra Branca, Naninha por Gavião, Aninha por Mourão, Catarina por Nevoeiro, Joana por Cirilo de Engrácia.
| João vive a mimar a ex cangaceira Aristéia |
Alguns cangaceiros não concordaram com a entrada das mulheres no cangaço como foi o caso de Balão que deixou depoimentos confirmando que as mulheres atrapalhavam as caminhadas dentro da mataria, principalmente quando ficavam grávidas. Os tiroteios diminuíram e Balão era um dos cangaceiros que gostava dos confrontos.
| Dona Rita, vitima de estupro praticado pelo cabra Sabiá |
| A centenária Dona Mocinha (irmã de Lampião) |
Para outros, com a mulher no cangaço, os estupros diminuíram, a violência sem aparente razão se atenuaram.
A verdade é que com a mulher no cangaço o movimento ganhou uma áurea romanesca, as histórias contadas sempre falam do amor entre casais famosos, no cinema, nos versos tantos eruditos quanto populares, no livreto de cordel, na arte plástica, na música, no teatro, na literatura, os romances sempre mexeram com a capacidade de imaginar o cavaleiro em seu cavalo alado salvando as mocinhas e donzelas para viverem o amor eterno.
| Dona Joana ( irmã de Dadá) |
| Uma irmã da cangaceira "Moça" de Cirilo |
A mulher cangaceira deixou para sempre na historiografia do nordeste brasileiro o nome da mulher sertaneja como sinônimo de mulher guerreira, bravia, independente, sem perder sua feminilidade, sua capacidade de amar, independente das circunstâncias.
*Ximar? É o mesmo que desejar
Pescado no Açude do primo João
AS SETE MORTES EM QUEIMADAS
Por Beto Rueda
Queimadas, cidade baiana, estação da estrada de ferro que ligava Salvador a Juazeiro. Pacata e estratégica, era composta de colinas baixas e vegetação pobre com casa brancas e em tom pastel, com telhados vermelhos que alegravam a paisagem monótona.
A visita de Lampião a essa cidade num domingo, em 22 de dezembro de 1929, transformou-se em um dos episódios mais marcantes na sua trajetória.
O grupo atravessou o rio Itapicuru num bote, provenientes do município de Cansanção-BA. Algumas pessoas do lugar assistindo aqueles homens vestidos como cangaceiros, acreditaram ser um destacamento da polícia de Pernambuco. Quando tiveram consciência do seu engano, o bando já tinha tomado posse da cidade.
Lampião encarregou dois cabras para tomarem a estação do trem e cortarem os fios do telégrafo, enquanto os outros chegaram a praça central, em direção a Cadeia Pública. Os oito soldados da cidade foram pegos de surpresa. Uns estavam jogando baralho, enquanto o comandante, sargento Evaristo Carlos da Costa, estava deitado numa rede.
Os policiais foram presos, e os que estavam cumprindo pena, foram soltos. O sargento Evaristo seguiu com eles, sofrendo humilhações e xingamentos.
Na sequência do ataque, Lampião prendeu o juiz municipal e exigiu um tributo aos cidadãos mais proeminentes de Queimadas, arrecadando uma alta quantia.
Visitaram a mercearia e o armazém de Umbelino Santana levando vários produtos como meias, sabonetes, perfumes e outros. Também remédios para um cangaceiro que estava doente.
Antes do pôr-do-sol, Lampião e seus homens voltaram a Cadeia Pública. Começou o que foi lembrado mais tarde como uns dos atos mais selvagens dos tempos do cangaço: tiraram um soldado do cárcere, escoltaram até a porta da cadeia e na calçada em frente ao prédio, despedaçaram sua cabeça com dois tiros e sangraram. Buscaram um outro e repetiram a cena. E assim continuaram a matança. Ao último, Aristides Gomes de Souza, disseram para levantar a cabeça porque ia morrer. Em resposta, valente, ele chamou-os de covardes. Então, além de atirarem nele, também o esfaquearam. Por fim os sete soldados nada mais eram do que um monte de corpos ensanguentados.
Queriam matar também o carcereiro mas Lampião não deixou dizendo que era civil e não um "macaco". As mortes, segundo o chefe dos cangaceiros, era uma vingança pelos seus homens nas Abóboras, tempos atrás, pela policia baiana.
O sargento Evaristo que com certeza também iria morrer, escapou por sorte do destino. Sua vida foi salva por um trancelim de ouro, pertencente a dona Santinha, de família tradicional da cidade, que "presenteou" Lampião e esse, em retribuição, concedeu a ela um pedido. Ela pediu pela vida do sargento, a quem muito estimava. Lampião cumpriu o acordo.
Saindo da cadeia, sem remorso, os cangaceiros foram até o hotel da cidade onde jantaram. Depois preparararam uma noitada alegre, haveria festa e baile. Houve dança. Muitas moças compareceram e metade dos homens do grupo também, os outros montaram guarda.
Depois da folgança, Lampião juntou o bando para a partida. Antes, deixou um recado insultuoso e sarcástico escrito na parede da sala, dirigido ao governador do Estado. Dizia que viera a Queimadas para se divertir e que a perseguição o estava engordando e que pensava em se casar. E assinou: "Seu superior Cap. Virgulino Ferreira Lampião."
As quatro da manhã o bando saiu de Queimadas, deixando um rastro macabro de vingança, assassinatos, rapina e prazer.
REFERÊNCIAS:
GÓIS, Joaquim. Lampião, o último cangaceiro. Aracaju: Sociedade de Cultura Artística de Sergipe - SCAS: Regina, 1966.
PRATA, Ranulfo. Lampião. 2.ed. São Paulo: Piratininga, 2010. (Fac-símile de 1934).
CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião, o rei dos cangaceiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
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