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quinta-feira, 11 de maio de 2023

O TRIBUNAL DO JÚRI DE VILLA BELLA, PERNAMBUCO, JULGA O CORONEL CHICO CHICOTE – 1913 – ANÁLISE DE AUTOS DE PROCESSO-CRIME

 Por Hérlon Fernandes Gomes

Chicote
"Recebi cópia de libelo pelo qual sou acusado e do rol de testemunhas.
Cadeia pública, 3 de Novembro de 1913. Francisco Pereira de Lucena."
 

1. INTRODUÇÃO


Há alguns anos venho desbravando as fontes históricas, sejam na bibliografia conhecida ou nos documentos dos arquivos, acerca do personagem central de um romance, já em adiantada fase. Trata-se da pessoa do coronel Chico Chicote, brejo-santense radicado em Porteiras, na famosa localidade Guaribas, atacada em 1927, por quatro forças policiais e pelo consórcio de seus inimigos. Ele foi símbolo de poder naquela época, típico líder da era do bacamarte.

Um neto do próprio Chico Chicote, o advogado Djalma Inácio de Lucena, ao narrar o que sabia sobre as histórias do avô, contou-me sobre um júri à que fora submetido o coronel, na comarca de Belmonte, sem data certa. Não sabia maiores detalhes a respeito.

Com tais informações, em pesquisas na hemeroteca da Biblioteca Nacional, acabei por descobrir a notícia de um jornal, revelando a prisão de Chico Chicote, no ano de 1913, em Belmonte, Pernambuco.

Jornal do Recife - Terça-feira, 11 de Novembro de 1913.

Com esse fio, conversando com Valdir Nogueira, amigo que a família Cariri Cangaço me agregou, residente naquele local, conversamos sobre a minha sonhada vontade de poder encontrar os autos daquele processo-crime, certamente uma fonte de informações preciosas, considerando a oficiosidade dos atos judiciais.

Conversamos sobre muitos fatos curiosos da antiga Villa Bella; Valdir me disse que, por coincidência, seguiria até Recife, no dia seguinte, e daria um pulo no departamento histórico do Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco, onde o processo talvez estivesse arquivado.

Qual não é minha surpresa quando recebi os preciosos documentos: o processo de primeiro grau e a respectiva apelação.

Folha de rosto do Processo Crime - 1913 - Juízo Municipal de Belmonte.


Ao folhear as velhas páginas destes autos, senti-me como talvez se sentiram os arqueólogos que abriram a tumba de Tutancámon; ao transcrever os rebuscados manuscritos, senti-me como um Sherlock Holmes. Foi o mais próximo que consegui chegar do famigerado coronel.

Conforme CALEIRO, et al, os processos “são testemunhos dos costumes e da constituição do universo físico e mental do período analisado, bem como da ação da justiça institucionalizada. As imagens que se depreendem da leitura destes documentos descortinam relações de poder, amor, ódio, violência e solidariedade.”

O processo, presidido por uma autoridade de Estado, um juiz togado, respeitado o Contraditório e Ampla Defesa, é documento valiosíssimo para a pesquisa, porque seu conteúdo reflete “aspectos da vida cotidiana, uma vez que, interessada a justiça em reconstruir o evento criminoso, penetra no dia-a-dia dos implicados, desvenda a sua vida íntima, investiga seus laços familiares e afetivos registrando o corriqueiro de suas existências” (MACHADO, 1987, p. 23).

Compartilho, pois, com todos vocês da análise de transcrições relevantes de peças do dito processo. Certamente, minha intimidade com o processo penal facilitou-me a tarefa. É um precioso mergulho no tempo.

2. A DENÚNCIA

Por libelo crime em cartório diz a justiça pública, como autora, por seu promotor, contra os réus Francisco Pereira de Lucena, vulgo Chico Chicote; Antônio de Lira; José Luiz e Laurentino de Tal, por esta ou na melhor forma de direito.

E.L.C.

1. Provará que no dia 12 de Agosto de mil novecentos e seis, de 3 para 4 horas da tarde, no lugar Mameluco, deste município, os réus desfecharam diversos tiros de rifles em Félix de Tal, dos quais um o atingiu produzindo-lhe o ferimento descrito no presente sumário.

2. Provará que este ferimento por sua natureza e sede foi causa eficiente da morte do ofendido.

3. Provará que os réus cometeram o crime impelidos por motivo frívolo.

4. Provará que os réus cometeram o crime com superioridade em armas de modo que o ofendido não pudesse defender-se com probabilidade de repelir a ofensa.

5. Provará que os réus cometeram o crime com premeditação mediando entre a deliberação criminosa e a execução o espaço pelo menos de 24 horas.

6. Provará que os réus cometeram o crime com surpresa.

Nestes termos, pede-se a condenação dos réus nos graus máximos do art. 294, §1º, do Código Penal, por se dar nas circunstâncias agravantes do 39, §§2,º, 4º, 5ª e 13º do mesmo Código Penal.

E para que o crime se julgue, se oferece o presente libelo que se espera seja recebido e afinal julgado provado.

E. Custas

Requeiro a bem da acusação que tenham lugar as diligências legais e especialmente que sejam notificadas as testemunhas abaixo arroladas para comparecerem às sessões do julgamento a fim de afirmarem o que souberem e perguntado lhes for acerca do presente crime.

Rol de Testemunhas:

1. José Feijó de Medeiros

2. [?] Ribeiro de Melo

3. Antônio Feijó de Medeiros

4. José Pinho Celestino

5. Amaro Pereira de Araújo

6. Alexandre B [?] de Araújo

Umas residentes no Ceará, outras neste município

Villa Bella, 13 de Junho de 1913.


O Promotor Público

Januário Batista do Amaral

Libelo acusatório.

3. A INSTRUÇÃO PROBATÓRIA: MOTIVAÇÃO DO CRIME E INTERROGATÓRIO DO RÉU

O juiz presidente do Tribunal do Júri foi do Dr. Felisberto dos Santos Pereira, natural de Rio Formoso, zona da Mata de Pernambuco. Nascido em 1882 e formado em 1907, pela Faculdade de Direito do Recife, sendo colega do poeta paraibano Augusto dos Anjos. 

Destaco trechos relevantes a oitiva das testemunhas.

a) 1ª TESTEMUNHA

José Feijó de Medeiros

Que achava-se no campo, na qualidade de vaqueiro que era, no dia doze de agosto de mil novecentos e seis, data em que se deu o fato delituoso de que se trata, (…) quando ela testemunha vinha saindo de uma vereda que desemboca na estrada de Canabravinha deste termo, aí encontrou-se inesperadamente com o denunciado Francisco Pereira de Lucena, vulgo Chico Chicote, e mais três indivíduos aos quais ela testemunha não conheceu; que aí todos lhe disseram - boa tarde - e um deles dirigindo-se a ela testemunha disse-lhe que desse lembrança a Félix de Tal que agora iria levar carta no inferno; que logo após os citados indivíduos, todos armados de rifle, continuaram o seu caminho pela referida estrada e ela testemunha surpresa com o que acabava de ouvir, dirigiu-se imediatamente a sua casa, onde deixou a roupa de couro, digo de campo, logo se encaminhando para um açude próximo em que o citado Félix trabalhava; que em ali chegando encontrou ele à margem do açude referido, de pé e recostado a um pau, o aludido Félix, que apresentava um ferimento mortal na região lombar, produzido por bala, ferimento este que atravessando todos os tecidos da região, veio terminar do outro lado na região abdominal correspondente; que ela testemunha indagando de Félix o motivo de semelhante desgraça, este lhe respondeu que há poucas horas apenas fôra surpreendido no seu trabalho pelos denunciados Chico Chicote, José Luiz, Antônio de Lyra e Laurentino de Tal, os quais se aproximando dele ofendido, descarregaram-lhe cerrada carga de tiros, ouvindo antes Chicote dizer para seus companheiros: - O homem é este - que o próprio Félix disse a ela testemunha ter contado onze tiros na ocasião dos disparos e que não obstante estar armado de garrucha, tão atarantado ficou que dela não fez uso; que ela testemunha verificou na vítima além do ferimento descrito uma espécie de queimadura no braço direito, sendo de presumir que tivesse sido feita por alguma bala mal alvejada; que Chico Chicote e seus companheiros se aproximaram da vítima sem que esta pressentisse, tanto que ao passarem pelo rancho que Félix ali fizera para descanso nas horas mais quentes do dia, apanharam o rifle do mesmo Félix que ali estava, carregando-o depois do fato; que a opinião corrente e mais segura é a de que o motivo do crime foi determinado pelo fato de Félix ter dito ao seu patrão e compadre Manuel Chicote, irmão do primeiro denunciado, que este havia pegado dolosamente uns bois de propriedade do referido Manuel Chicote; que dias depois José Chicote, também irmão do referido denunciado, fez público que o fato fora levado ao conhecimento de Manoel Chicote, por Félix; que inconformado [?] com a denúncia de Félix, Chico Chicote prometeu que tomaria uma vingança, seria logo que se encontrasse com o mesmo Félix; que este sendo avisado do sinistro que contra si se tramava, resolveu mudar-se para Mameluco deste termo (...)

b) 2ª TESTEMUNHA

De...do Ribeiro de Melo:

(…) Que estava em sua casa no lugar Mameluco deste termo, por volta de quatro horas da tarde do dia doze de agosto de mil novecentos e seis, quando aí chegou José Feijó de Medeiros, e lhe disse que a curta distância dali e num açude em que estavam trabalhando Félix de Tal e outros trabalhadores, com uma garruncha, dela não se serviu, que além desta arma Félix tinha no rancho em que costumava descansar, e ali também situado, um rifle que os criminosos após o delito carregaram; que o motivo do fato delituoso referido é público e notório, foi ter Félix, quando morava no Cariri, denunciado de Chico Chicote ao patrão dele Félix, Manuel Chicote, irmão do denunciado, por ter este pegado uns bois do irmão com dolo; que sabedor desta denúncia Chico Chicote ficou seriamente [ilegível] com Félix, prometendo que desforraria do seu atrevimento na primeira ocasião em que o encontrasse. Que devido a este incidente, Félix deixou a companhia de seu patrão e veio para Mameluco, onde há apenas um mês se achava trabalhando no aludido açude; que Chicote e os seus companheiros sabendo o paradeiro de Félix vieram a seu encontro (...); que incontinente ela testemunha saiu de casa em demanda do açude ali encontrando Félix banhado de sangue e apresentando um ferimento produzido por bala de rifle, a qual penetrando na região lombar esquerda e atravessando os intestinos veio sair na região abdominal correspondente próximo ao umbigo; que dirigindo-se a Félix perguntou-lhe como se dera aquele fato, ao que este respondeu que estando no seu trabalho foi de surpresa acometido por Chico Chicote e mais três indivíduos (...) que sobre a conduta do primeiro denunciado, ela testemunha tem ouvido dizer ser muito irregular por se ele homem perverso e dado ao cangaço; que dos outros denunciados nada sabe por não ouvir dizer, nem conhece-os; que o morto era homem trabalhador e de bons costumes. E por mais não dizer nem lhe ser perguntado, deu-se por findo este depoimento, que lido e conforme assina a rogo da testemunha.

c) 3ª Testemunha

Antônio Feijó de Medeiros

(...) que conhece desde menino Chico Chicote, e faz do mesmo péssimo juízo, pois sempre o conheceu como turbulento e dado ao cangaço, sabendo igualmente que ele é autor de outros crimes além deste, no Estado do Ceará, embora lhe conste não estar sujeito a processo naquele Estado; que o seus corréus, segundo consta, são cangaceiros de profissão, mas ela testemunha nada sabe de positivo a respeito da conduta dos mesmos; que relativamente a Félix o conhecia de pouco tempo, mas sempre o viu proceder com correção, mostrando-se trabalhador e honesto.


d) 4ª Testemunha

José Pedro Celestino, conhecido por José Dutra, com cinquenta e oito ano de idade, casado, agricultor, natural do Estado da Paraíba, residente em Porteiras, Estado do Ceará, não sabe ler nem escrever, aos costumes disse nada, testemunha jurada na forma legal, prometeu dizer a verdade do que soubesse e lhe fosse perguntado.

E sendo inquirida a denúncia de folhas, que lhe foi lida, respondeu: que no dia em que se passou o fato criminoso, ela testemunha achava-se no lugar, digo, no local em que o mesmo fato se passou, num açude em que com Félix estava trabalhando; que ela testemunha achava-se em cima da barreira do açude e Félix embaixo marcando a parede do mesmo açude, quando de repente ouviram o estampido de sucessivos tiros e a voz do denunciado Chico Chicote chamar - "Morreste, negro', que Félix, implorando em gritos a proteção divina procurou fugir à sanha dos seus agressores, correndo de riacho acima, ao passo que o tiroteio continuava; que ao saltar uma cerca recebeu uma bala, que penetrando na região lombar direita, perfurou os intestinos vindo sair na região umbilical produzindo grande derramamento de sangue acompanhado da expulsão de uma parte do tecido adiposo da aludida região; que do grupo criminoso ela testemunha conheceu bem aos denunciados Francisco Pereira de Lucena, vulgo Chico Chicote, e José Luiz, vindo a saber depois de fonte insuspeita que os outros eram Antônio de Lyra e Laurentino e de Tal; que Félix estava na ocasião armado de uma pistola pequena, mas dela não se serviu, tendo a fora dessa arma e num rancho ali também situado um rifle que os criminosos carregaram; que depois de praticado o crime o denunciado José Luiz quis obrigar a ela testemunha a entregar o aludido rifle que depois eles encontraram no aludido rancho; que o denunciado Chico Chicote disse a ela testemunha tempos depois que não tinha dado esse conhecimento no dia em que atiraram em Félix, porque então não estava ainda bem informado dos precedentes dela testemunha a respeito dele denunciado, aludindo assim a informações caluniosas que pessoas suas desafetas haviam dado a seu respeito ao mesmo Chicote; que o fato criminoso originou-se de uma denúncia que dizem Félix ter dado contra Chico Chicote aos irmãos deste, denúncia que se baseava no fato de ter Chico Chicote ilicitamente pegado uns bois de seus irmão; que divulgado esse fato, Chicote entrou a perseguir Félix, de modo tão tenaz que obrigou este a retirar-se da companhia de seu patrão no Cariri para vir trabalhar no Mameluco, deste município; que aí chegando não suspeitava sequer dos planos criminosos do seu desafeto por estar longe de suas vistas quando de chofre foi atacado pelo mesmo do modo já referido, o qual teve como companheiros os demais denunciados

4. INTERROGATÓRIO

Interrogatório do réu Francisco Pereira de Lucena, vulgo Chico Chicote.

Perguntado qual o seu nome, naturalidade, estado, idade e residência?

Respondeu chamar-se Francisco Pereira de Lucena, conhecido por Chico Chicote, natural do Estado do Ceará, com trinta e quatro anos de idade, casado, residente no município de Porteiras, do Estado do Ceará.

Perguntado qual o tempo de sua residência no lugar declinado?

Respondeu que há cerca de cinco anos.

Perguntado quais seus meios de vida e profissão?

Respondeu que agricultor e criador.

Perguntado se sabia ler e escrever?

Respondeu que sim.

Perguntado se sabia o motivo pelo qual era acusado e se precisava de algum esclarecimento a esse respeito?

Respondeu que sabe por ter recebido cópia do libelo.

Perguntado se conhece as testemunhas que juraram neste processo e se tinha alguma causa a opôr contra elas?

Respondeu que conhece a(ilegível) a de nome José Dutra, que é parente do morto, sendo as demais suas desafetas.

Perguntado se tinha algum motivo particular a que atribua a acusação?

Respondeu que não.

Perguntado se tinha fatos ou provas que justificassem ou mostrassem sua inocência?

Respondeu que tem e o seu advogado oportunamente dirá.

Perguntado se tinha mais alguma causa a declarar ou esclarecer?

Respondeu que não.


6. VEREDICTO




O júri depois de haver nomeado dentre si por escrutínio secreto e por maioria absoluta de votos, o seu presidente e secretário da leitura recomendada pela lei e mais formalidades desta, respondeu aos quesitos pela maneira seguinte:

Ao 1º quesito:

Não, por nove votos

O réu Francisco Pereira de Lucena, vulgo Chico Chicote, de 3 para as 4 horas da tarde, do dia 12 de Agosto de 1906, no lugar Mameluco deste Município de Belmonte não desfechou tiros de rifle em Félix de Tal produzindo-lhe o ferimento descrito no corpo de delito [ilegível] deste sumário.

O júri deixa de responder aos demais quesitos por se achar prejudicado com a resposta do primeiro.

Sala secreta do Júri de Belmonte, 26 de Novembro de 1913.



Hérlon Fernandes Gomes, Porto Velho, Rondônia, 11 de Outubro de 2021.

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MARIA BONITA

 Por Itamar Nunes Art.



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QUARTEL DA LIBERDADE

Autor: José Di Rosa Maria


A história do mundo não confirma
Que poeta pratica ceifação;
Quem difama o bom senso sem razão,
A razão do que diz não reafirma;
Quem do dom de versar faz uma firma,
Não assina a carteira da maldade;
Qualifica a essência da bondade,
Ao contrário da voz que traz entraves;
Quem persegue um poeta quebra as chaves
Do quartel guardião da liberdade.
Tire a mira do peito do pensante
Que afirma que o ódio não compensa;
Pensa mal por ser mau, quem no mal pensa;
Pensa bem quem perdoa o semelhante;
Quem sufoca quem ama é degradante,
Suja a alma na própria mesquindade,
Hostiliza, massacra, impõe ruindade,
Sem parar pra pensar nos atos graves;
Quem persegue um poeta quebra as chaves
Do quartel guardião da liberdade.
Quem acata o amor condena a máfia,
Mas quem prima por sede de vingança,
A quem busca refúgio, humilha e lança
Desespero, pavor, tristeza e ráfia;
Quem se nutre da força da empáfia
Desconhece o valor da humildade;
Quem dos palcos se afasta tem saudade;
Quem detona quem canta odeia as aves...
Quem persegue um poeta quebra as chaves
Do quartel guardião da liberdade.
(Revisão: Professor Milton Mendes)

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IGREJA

 Por João de Sousa Lima

No Boqueirão, na igreja construída pela Baronesa de Água Branca Joana Torres....com os amigos Oscar, Raul e Glauber.

Adendo:

Gostaria que o escritor João de Sousa Lima tivesse colocado o nome da Igreja. - (J.M.Pereira).

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UM PASSADO SOFRIDO

 Por José Mendes Pereira

José Felipe pai de Maria Bonita e seu genro - Fonte da foto: Do livro "A Trajetória Guerreira de Maria Bonita", do escritor João de Sousa Lima.

José Gomes de Oliveira era conhecido na sua região como Zé Felipe. Era o pai da rainha do Cangaço Maria Bonita. Seu Zé Felipe faleceu em 5 de Março de 1965 com 85 anos de idade. Na foto acima ele aparece ao lado do seu genro Edvard Ferreira. 

Parece que o que dizem sobre Virgolino Ferreira da Silva. o capitão Lampião, que era bem recebido na casa do seu sogro José Felipe de Oliveira, não bate certinho, pois o mais correto era que, o José Felipe não se afinava com o seu genro cangaceiro capitão Lampião.

DIZ O HISTORIÓGRAFO ROSTAND MEDEIROS: 

"O pai de Maria Bonita nada narrou sobre a esterilidade do sapateiro e nem sobre o primeiro marido da sua filha, mas comentou que ficou arruinado com a união de Maria e o Rei do Cangaço”. Ele afirmou ao jornalista que em consequência daquela união passou oito anos andando pelo norte do país, verdadeiramente como um “cão escorraçado e sem sossego”.

Sendo assim, nada de adulação por parte de José Felipe com o novo genro Lampião, que ganhara sem querer naqueles idos.

Logo abaixo, eu apresento aos amigos o link, sobre o trabalho do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros. O natalense fala claramente sobre a recusa de José Felipe com o seu novo genro. -  http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2014/10/familiares-narram-imprensa-sobre-maria.html

Se você quiser saber tudo sobre o que disse o pai da Maria Bonita ao repórter A. C. Rangel do periódico carioca “O Jornal”, que era autodenominado o “órgão líder dos Diários Associados”, e tinha como poderoso chefão o paraibano de Umbuzeiro o jornalista, empresário e político brasileiro Francisco Assis Chateaubriand, clique no link abaixo e faça uma boa leitura. É bem redigida pelo o Rostand Medeiros. Gostosa e prazerosa leitura.

Vamos ouvir em segredo o que o historiógrafo diz sobre eles: 

Historiógrafo Rostand Medeiros

(...) Vinte anos após a morte de Lampião e Maria Bonita na Grota do Angico, o repórter A. C. Rangel e o fotógrafo Rubens Boccia seguiram para o sertão a serviço do periódico carioca “O Jornal”.

Este era autodenominado o “órgão líder dos Diários Associados”, sendo o primeiro veículo jornalístico adquirido pelo poderoso Assis Chateaubriand e se tornou o embrião do que viria a ser a empresa jornalística Diários Associados. O objetivo dos profissionais da imprensa era realizar uma entrevista com o pai de Maria Bonita o José Gomes de Oliveira mais conhecido como Zé Felipe.

O pai de Maria Bonita nada narrou sobre a esterilidade do sapateiro e nem sobre o primeiro marido da sua filha, mas comentou que ficou arruinado com a união de Maria e o “Rei do Cangaço”. Ele afirmou ao jornalista que em consequência daquela união passou oito anos andando pelo norte do país, verdadeiramente como um “cão escorraçado e sem sossego”.

"Se ele passou oito anos fora de casa possivelmente não estava nem um pouco satisfeito com aquela união".

Zé Felipe comentou que após Maria decidir seguir os passos de Virgulino Ferreira da Silva o Lampião, nas poucas vezes que pode estar frente a frente com a sua filha, buscou convencê-la a deixar aquela vida. Atitude bastante razoável para um pai diante daquela situação. Comentou que Lampião vivia como um “alucinado” e que não parava em parte alguma. Mas como bem sabemos, ele não conseguiu convencer a filha.

(...) O jornalista Rangel informa que Zé Felipe lhe narrou que em uma ocasião em meio a uma caminhada forte, com a polícia seguindo nos calcanhares, Maria Bonita foi ficando cada vez mais para trás, pois trazia embalada uma criança sua, com pouco tempo de nascida. Sem explicar como, a reportagem informa que a cangaceira com seu filhinho pegou um cavalo e conseguiu chegar próximo ao bando. Como a criança chorava muito, Lampião se exasperou e, para evitar que o bando fosse encontrado pela polícia, quis “sangrar” com um punhal seu próprio filho. Mas Maria saltou de punhal na mão e encarou o chefe cangaceiro frente a frente e este desistiu de sua ação. 

Noutra ocasião Zé Felipe narrou ao jornalista Rangel que Maria tinha ficado raivosa com o companheiro e chegou a quebrar-lhe uma cabaça d’água na cabeça. [2] Em outra parte da narrativa, o velho Zé Felipe narrou uma desobediência de sua filha perante Lampião. (...)

Seu Zé Felipe faleceu em 5 de março de 1965, com 85 anos de idade, e dona Maria Joaquina Conceição de Oliveira, sofreu uma picada de cobra, não resistindo ao envenenamento, veio a falecer no ano de 1964, um ano antes de José Felipe.

Sobre a morte de José Felipe a informação é do site do historiador e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros -  http://tokdehistoria.com.br/tag/ze-de-nenem.

E sobre o dia e mês da morte de dona Maria Joaquina Conceição de Oliveira, não encontrei informação, somente o ano que foi em 1964, isto você poderá encontrar em sites conhecidos como sérios.

Não deixa de fazer uma visitinha ao blog Tok de História, do Rostand Medeiros. Basta clicar no link abaixo. Seus trabalhos são excelentes, tanto faz cangaço como aviação e outros.

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EXPEDITA FERREIRA DA SILVA

 Por Osmar Santos


Segundo o pesquisador do cangaço Osmar Santos, no grupo "Lampião, Cangaço e nordeste", esta foto é de Expedita Ferreira da Silva,a única filha dos reis do cangaço, Lampião e Maria Bonita.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=255788033688219&set=gm.2189994721209460&idorvanity=179428208932798

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ELE FOI UM DOS CABRAS MAIS PERIGOSOS DE LAMPIÃO

 Por Helton Araújo - Eterno Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=mA9mf0ZesEg&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Apesar de pouco comentado na história do cangaço, o cangaceiro Beija-flor foi um dos mais perigosos cangaceiros de Lampião na década de 20.

Filho de policial, ele decidiu seguir a vida do cangaço e segundo consta, tinha cerca de 30 mortes assaltos em seu currículo criminoso.

Quer saber mais sobre esse cabra de peste ? Clica no link que está logo aí ABAIXO 👇e assista o vídeo.

Conheça a história do cangaceiro Beija-flor, cabe extremamente perigoso, mas que os pesquisadores o deixaram de lado. Uma fera temida na década de 20.

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LAMPIÃO E O DR. OTACÍLIO DE MACÊDO

 Por José Mendes Pereira


No dia 06 de março de1926, Virgolino Ferreira da Silva, que logo seria patenteado como capitão pelo o Padre Cícero Romão Batista (muito embora uma patente de araque), foi entrevistado na cidade do Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará, pelo médico e jornalista de Crato. dr. Octacílio Macêdo, e aqui eu trago uma pergunta feita pelo entrevistador e a resposta do entrevistado . 

Dr. Octacílio Macêdo qual era o cangaceiro mais valente do nordeste:

O futuro capitão respondeu: - A meu ver o cangaceiro mais valente do nordeste foi Sinhô Pereira. Depois dele, Luiz Padre. Antonio Silvino foi um covarde, porque se entregou às forças do governo em consequência de um pequeno ferimento. Já recebi ferimentos gravíssimos e nem por isso me entreguei à prisão. - Conheci muito José Inácio de Barros. Era um homem de planos, e o maior protetor dos cangaceiros do nordeste, em cujo convívio sentia-se feliz. 

Os primos cangaceiros Sinhô Pereira e Luiz Padre.

Segundo o pesquisador e colecionador do cangaço Dr. Ivanildo Silveira, Sebastião Pereira da Silva (o ex-cangaceiro Sinhô Pereira) nasceu em Vila Bela, em meio a  uma áspera guerra entre as famílias Pereira (a sua) e Carvalho. Foi chefe de cangaceiros e das suas mãos LAMPIÃO recebeu o bando.  Sinhô Pereira foi embora para Goiás no ano de 1922 e só voltou beber das águas límpidas e saborosas do Pajeú no ano de 1971 (mês de junho), quando veio visitar a família em Serra Talhada/PE.

Sinhô Pereira e Luiz Padre tiveram respeitos e considerações entre si. Atuaram como cangaceiros durante alguns anos, fugiram do nordeste do Brasil para outra região, mas nunca um escritor escreveu desavença entre eles. Eram dois primos e verdadeiros amigos. Na literatura cangaceira não existe algo que fale sobre encrencas entre eles.

Rubens Antônio

Lembrete: É preciso que alguém que conhece bem da restauração de imagens faça um trabalho nesta foto do Sinhô Pereira com o Luiz padre. Não me lembro ter visto os dois juntos em outra fotografia. 
Mas quem sabe, o professor, escritor e pesquisador do cangaço Rubens Antônio um dia resolva restaurá-la, porque ele é perito nisso, se é que a palavra é esta, não entendo de restaurar fotos e nem tão pouco, informática. Só arranho algumas coisinhas.

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quarta-feira, 10 de maio de 2023

POETA CÍCERO SARAIVA: UM PRESENTE QUE NÃO TEM PREÇO.

Por José Cícero

Com satisfação recebi na manhã de hoje (10) a ligação telefônica do nobre amigo poeta-violeiro Cícero Saraiva da boa comunidade do Coxá. Ele que, além de um singular poeta popular, um homem por quem converge toda a minha mais sincera e mais distinta admiração. Um homem de pura exceção.

Foi um papo, diria que inspirador e salutar, somente inerente a um poeta-repentista holístico, de ética e de verdades.

Quanta gentileza! Mais que um presente, um elogio...o oferecimento do seu livro, verdadeira pérola da sua rica e pródiga lavra poética. Obrigado poeta. Deus lhe pague, ilumine e guarde.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5

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QUER LER A TRILOGIA DO ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO, PEÇA-A ATRAVÉS DO EMAIL NO TEXTO.

   Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

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Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:



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franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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LIVRO

  Por José Mendes Pereira


Você está procurando um excelente trabalho sobre o capitão Lampião, vai de Frederico Pernambucano de Melo. 

Veja se o encontrará com o professor Pereira através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

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A CANGACEIRA ANNA CONCEIÇÃO.

 Por Rubens Antônio

A partir da imagem à esquerda, publicada no jornal Estado da Bahia, em 1935, recuperei a imagem da cangaceira Anna Conceição aprisionada, quando apresentada, em Salvador.

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MEU PAI.

 Por Rangel Alves da Costa

Tudo no sertão ele viu, tudo amou, tudo sentiu. Falou com o mato, com a tapera, com o candeeiro e seu pavio. Mirou as pedras do riacho, as curvas e as ribeiras do rio. Caminhou por veredas, rastejou cangaceiro, foi amigo de coiteiro, tudo ele descobriu. Olhou seu sertão, entristecido deu adeus, a viagem pressentiu. E partiu...

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AUTOR DA CRIAÇÃO

Autor: José Di Rosa Maria


1 A vaca com alegria Quando o parto se conclui Usa a língua que possui Pra dar um banho na cria, Sem utilizar de bacia Cueiro, água e sabão E sem precisar da mão Pra ajudar na limpeza Representando a grandeza Do autor da criação. 2 A Marreca na lagoa Passeia desenfadada Orientando a ninhada Que tem asas, mas não voa. No mato, põe a pavoa Escondida do pavão Que o pavão faz questão De ser o rei da beleza Ostentando a realeza Do autor da criação. 3 Na cura da tendinite Pau d’arco roxo é fiel E açafroa com mel Elimina qualquer gripe. Aroeira pra gastrite, Gengibre pra rouquidão E para má digestão Boldo do Chile dá certo. Nenhum doutor chega perto Do autor da criação. 4 Na invernada no campo As fêmeas têm novas crias, O verde enverdece os dias, A ferrugem dá no grampo, No escuro, o Pirilampo Faz do olho, lampião, Fazendo a escuridão Perder sua Fortaleza No quesito de clareza Do autor da criação. 5 Sentindo a terra molhada A semente se renova E racha o seio da cova Que tinha sido lacrada. Bem cedinho a passarada Cheia de inspiração De graça canta canção Pros animais e pra nós Fazendo uso da voz Do autor da criação. 6 Tem barriga que abriga Vários fetos como prêmios. A mulher grávida de gêmeos Carrega dois na barriga, Sente pesar, mas não liga Pro peso da gestação E nem pra deformação Que o corpo dela passa, Ver tudo como uma graça Do autor da criação.

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LAMPIÃO TINHA 10 IRMÃOS...

 Por José Mendes Pereira

https://tokdehistoria.com.br/2020/02/15/1921-os-primordios-da-saga-de-lampiao/ do Rostand Medeiros.

Nós que estudamos o cangaço, sabemos que Lampião tinha 8 irmãos, e sem ordem de nascimento, todos seus irmãos eram: Antonio Ferreira da Silva, Livino Ferreira da Silva, Virgulino Ferreira da Silva, Virtuosa Ferreira da Silva, João Ferreira dos Santos (este era dos Santos), Angélica Ferreira da Silva, Ezequiel Ferreira da Silva, Maria Ferreira da Silva (dona Mocinha), e Anália Ferreira da Silva. Dos que sobreviveram, Anália era a mais nova de todos. 

Saudoso escritor José Sabino Bassetti

O saudoso escritor e pesquisador do cangaço, José Sabino Bassetti, afirma que, além dos seus irmãos que nós todos já os conhecemos, através dos nossos estudos cangaceiros, o casal teve mais duas filhas, que foram: a 10ª. filha Maria do Socorro e 11ª. Maria da Glória, as quais nasceram mais ou menos nos anos de 1913 e 1914, do século XX, e, as crianças faleceram ainda pequeninas, e uma delas (não tenho a confirmação qual delas faleceu tragicamente), foi queimada numa língua de fogo de uma lamparina, em sua casa, ao clarear de certo dia. Seu José Ferreira e dona Maria Sulena saíram para o curral mungir as vacas. 

A criancinha ficou dormindo, e acredita-se que ela se levantou da sua redinha, e caminhou para uma mesa onde estava a lamparina acesa, e que lá, ela tenha puxado a lamparina, fazendo com que, o querosene derramasse sobre a sua camisolinha, e a partir daí, o fogo tomou de conta das suas vestes. 

Ela teria durado alguns dias vivas, mas não resistiu às queimaduras, e veio a óbito. 

O escritor não revela o ano de seu falecimento.

Lamento não ter no momento a fonte desta informação, mas não é uma criação minha, e que o escritor José Sabino Bassetti era um respeitado  pesquisador e escritor sobre o cangaço. Os amigos sabem que eu nem invento e nem aumento, e tenho pavor de conversas não verdadeiras sobre o cangaço. 

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CINCO ANOS DA CASA ROBERTO MARINHO

 Por Grupo Globo Histórias


Sediado na casa onde viveu o fundador do Grupo Globo, instituto prepara três exposições inéditas

O Instituto Casa Roberto Marinho (ICRM), que reúne a coleção de arte do fundador do Grupo Globo, completa em 2023 cinco anos de atividades. Inaugurado em 30 de abril de 2018, o instituto funciona na casa onde Roberto Marinho viveu por mais de 50 anos, e onde nasceram seus filhos. A coleção Roberto Marinho é hoje referência em modernismo e abstracionismo no país. A programação de aniversário inclui a inauguração de três exposições inéditas.

Casa de Roberto Marinho, atual sede do instituto, com banner da mostra 'Modernos 10', que inaugurou o espaço em 2018. — Foto: Divulgação

Uma delas, ‘A criação do artista popular’, exibirá 40 obras da coleção Lélia Coelho Frota, conforme noticiou o colunista Ancelmo Gois, no Globo. Será a primeira vez que a Casa Roberto Marinho receberá a coleção da ensaísta, museóloga, historiadora da arte e antropóloga carioca, que faleceu em 2010.

https://historia.globo.com/historia-grupo-globo/noticias/noticia/cinco-anos-da-casa-roberto-marinho.ghtml

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