Seguidores

terça-feira, 30 de junho de 2026

HISTÓRIAS DE ONÇAS

 Por José Mendes Pereira
Seu Galdino contador de histórias de onça.

Todas as noites, sentado sob o telheiro da velha e desmoronada casinhola, seu Galdino Fantasias esperava a visita do Leodoro Gusmão, para lhe contar histórias de onças. Vizinhos de longos anos, quando haviam comprados propriedades no mesmo ano, e por sinal, compadres de batismo, quando na igreja de Santa Luzia em Mossoró, seu Galdino apadrinhou o filho mais novo do Leodoro Gusmão.

https://mossoronoar.com.br/festa-de-santa-luzia-comeca-nesta-sexta-feira-em-mossoro/

Entre os dois vizinhos havia uma amizade mútua, e até uns diziam em boca de cumbuca, que seu Galdino gostava muito de fazer visitas ao velho compadre Leodoro, só quando ele não estava em casa. Pois àquela visita era devido um antigo e duradouro relacionamento amoroso que ele mantinha com a Gertrude, a esposa do Leodoro.
            
Outros afirmavam que não. Dona Gertrude era uma senhora honrada, e jamais deixaria o seu nome cair em patotas de devoradores de honras, ou mesmo em reuniões de vizinhos nas calçadas. Mas como ninguém tinha certeza das conversas que circulavam na redondeza sobre o engodo amoroso do casal, apenas conversavam entre os dentes outras infidelidades da Gertrude.
            
Há dias que o Leodoro não aparecia na residência do seu Galdino, pois em companhia da Gertrude havia se ausentado do lugar, e juntos, abalaram-se às terras cearenses para fazerem visita a uma filha que morava em Juazeiro do Norte. Um passeio formidável e merecido, para matarem as saudades; pois já fazia cinco anos que pais e filha não se viam de perto.
            
Como o retorno do casal iria demorar, Leodoro deixara a propriedade sobre os cuidados do compadre seu Galdino, e este sendo zeloso, cuidava dos afazeres rotineiros.
             
Um mês depois Leodoro retornou à velha morada, pois afirmara que já estava com saudade das belas histórias de onças, todas contadas por seu Galdino.
             
Nessa noite o Leodoro chegou à boquinha da noite à casa do seu Galdino.
            
- Abanque-se compadre, abanque-se. – Ordenou-lhe seu Galdino.
            
- Sim senhor! – Fez o Leodoro se sentando num velho banco de tábua de aroeira plainado pelo carpinteiro Dodoca.
            
- E o passeio compadre, foi bom? – Quis saber o seu Galdino.

https://nocariritem.com.br/romarias-e-estatua-do-padre-cicero-recebem-titulos-de-patrimonios-de-juazeiro-do-norte/

- Muito bom compadre! Muito bom! Conheci alguns lugares daquela terra cearense. No Juazeiro vi de perto a estátua do meu Padim Pade Ciço, como o chamava o bandoleiro Lampião. 

https://www.youtube.com/watch?v=fAzwFCIQcow&pp=0gcJCfwAo7VqN5tD

Isso é uma imensidão de estátua, com vinte e sete metros de altura, compadre. O senhor se cansa só em olhar para cima. Depois de Juazeiro conheci o Crato (terra do amigo Manoel Severo, editor do blog Cariri Cangaço), que me deixou abismado com as suas belezas. 

blob-3b17bc45431ef4e9b3bd8f105e9e26b0

O dia seguinte me levaram até Barbalha, e quanto mais meu olhar via as belezas de lá, mais ele queria ver coisas fantásticas. Além dessas que eu já citei compadre, fiz visita às pressas à Missão Velha, e outras e outras cidades da região cariri. Fui bem recebido por todos de lá. Por onde eu passei compadre, só conheci gente hospitaleira e decente, e ponha decência nisso como é o povo do Ceará.

- Compadre, e Canindé o senhor o conheceu? – Perguntou-lhe seu Galdino.
            
- Não compadre! A nossa viagem estava programada para Juazeiro e não para o Canindé de São Francisco...
            
- Ah, sim!... E... 
            
Ali sentados sob o telheiro os compadres conversaram muito sobre a maravilhosa visita às cidades cearenses, feita por Leodoro. E num momento, o Leodoro que já fazia mais de mês que não ouvia histórias de onças contadas por seu Galdino, quis saber sobre as suas caçadas e façanhas.
            
Seu Galdino como gostava de contar as suas aventuras, sem menos pensar, saiu com uma novinha em folha. Esticou-se um pouco sobre o assento, enquanto fabricava um cigarro de fumo Arapiraca. Em seguida, disse-lhe:
            
- Ultimamente compadre, eu tenho caçado muito pouco. Como o senhor sabe, as minhas cercas estão todas precisando de reparos, e se eu não as reparar, com certeza, o milho que está para ser quebrado, as criações dos nossos vizinhos irão devorá-lo..., mas a semana passada – continuava ele - eu passei uma coisa que tenho certeza que ninguém quer para si.

- E o que foi que aconteceu com o senhor, compadre Galdino? – Perguntou-lhe Leodoro em tom de piedade.
            
- Para que o senhor entenda o que aconteceu comigo, eu tenho que lhe contar desde o começo. Na semana passada, bem cedo eu saí beirando cerca – dizia ele colocando uma mão atrás da outra fazendo o gesto de caminhar - no intuito de reparar as cercas, isto é, amarrar alguns arames que estavam soltos das estacas. E segui fazendo este trabalho. Eu havia levado aquela espingarda “marca-bombo” que o senhor muito bem a conhece...
            
- Sim Senhor! – Confirmou o Leodoro.
            
- Como eu já estava decidido para ir consertar as cercas, a noite anterior eu preparei o meu bornal com chumbos, espoletas, pólvoras e buchas de mororó...
            
- Sim senhor! – Fez o Leodoro.
              
- E saí para cumprir a minha missão de reparar as cercas. Bem perto do “Riacho Negro” eu me deparei com um tamanduá enorme. Fiquei pensando. Mato-o ou não o mato o pobre infeliz...

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tamandu%C3%A1-mirim

- Que sorte compadre, essa sua de ainda ter encontrado nestas matas um tamanduá.
            
- Muita! Pois sim..., ele estava montado sobre um galho de um jucá. Quando ele me viu, quis descer. Mas eu com aquela dúvida mato-o ou não o mato, fiquei afiando a foice, no intuito de dar uma única foiçada no miserável.  Distraí-me. E quando cuidei ele já havia descido do galho e foi saindo lentamente como se fosse fugindo para se esconder de mim. Assim que eu me aproximei dele, eu não tive mais coragem de matá-lo.
            
- Mas por que compadre Galdino, o senhor não quis mais matá-lo?
            
- Compadre, o que ele fez diante de mim me deixou penalizado. Ele ficou de pé como se estivesse me pedindo: -Não me mate seu Galdino! Não me mate seu Galdino! Mas o senhor sabe que quem é pobre é assim mesmo.
            
- É verdade, compadre! É verdade! – Confirmou o Leodoro.
            
- E naquela confusão mato-o ou não o mato, findei me decidindo e larguei a foice sobre o seu pescoço.  Em seguida o coloquei em meu bornal e fui-me embora, isto é, corrigindo as cercas.  Lá pelas tantas me veio a fome. Eu já estava no riacho da “Espera do Padre”, e lá eu fiz rancho embaixo daquele frondoso e viçoso pé de juazeiro, o qual o compadre o conhece muito bem.
            
- Muito, muito! – Reforçou o Leodoro.
            
- Quando eu estava colocando a comida no prato, o leite e cuscuz de milho, mais rapadura e duas tapiocas que a Dionísia havia feito para o meu lanche, mais gergelim pisado e coisa e tal..., sabe o que me apareceu de repente em minha frente, compadre?
            
- Compadre eu não tenho a mínima ideia. – Respondeu-lhe o Leodoro.
            
- Duas enormes onças!

https://pt.lovepik.com/image-361405723/two-jaguars-perched-on-fence-logs.html

- Duas enormes onças compadre, naquela mata? – Perguntou-lhe o Leodoro se admirando.
            
- Sim senhor!  E me parece que ambas eram irmãs, porque o tamanho de uma era o mesmo tamanho da outra, aliás, talhadas e esculpidas.
            
- E o que o senhor fez para se livrar das onças, compadre?
            
- De início, nada. Não tinha o que fazer mesmo. Quando eu as vi, me benzi logo. Dois búfalos daqueles na minha frente, com certeza eu estava frito.
            
- Espera-me meu compadre, eram duas onças ou dois búfalos?
            
- Eram duas onças, compadre! Eu disse búfalos imaginando o tamanho das duas feras famintas. As duas eram pra mais de quarenta arroubas.
            
- Meu Deus! – Exclamou o Leodoro.   Em seguida perguntou-lhe: - Mas compadre, e por que o senhor não atirou logo nessas onças?
            
- Primeiro que tudo eram duas. Segundo por que eu não tinha mais pólvora, pois ao passar o “Riacho da Espera do Padre”, a água molhou o polvorinho e as espoletas, e com isso fiquei sem condições de atirar em qualquer vivente. E terceiro, se eu ainda tivesse munição, e se chegasse a atirar em uma delas, com certeza, a outra me devoraria em questão de segundos.
            
- É verdade, compadre! É verdade! – Reforçou o Leodoro.
            
- Mas como sempre tem algo que protege a gente – continuou ele -  e acredito que é mandado por Deus, eu tive a seguinte ideia:
            
- E qual foi essa ideia compadre? – Perguntou o Leodoro querendo adiantar a conversa.
             
- Lá elas estavam de cócoras olhando para mim. Como eu tinha morto o pobre e infeliz tamanduá, tirei-o do bornal, o abri, deixando as carnes expostas e o joguei em direção a uma delas. Eu já tinha imaginado que se eu jogasse o tamanduá para uma, e se a outra me atacasse, eu iria lutar corpo a corpo  com ela, isto é, com a minha foice até vencê-la. E assim fiz. Joguei o tamanduá para uma, e com isso a outra não querendo ficar sem carne, logo as duas se atracaram. Lá onde elas se atracaram tem uma ladeira. Elas agarradas, saíram de ladeira abaixo. Como as duas estavam descendo na ladeira, isto é, de cima para baixo, eu pequei o tamanduá e fiz carreira por dentro da mata, correndo, correndo, correndo e até que saí em minha casa. E graças a Deus salvei a minha pobre e estimada vida. E por isso eu estou aqui lhe contando essa história.
            
- Quer dizer compadre, que o senhor além de ter se livrado das duas onças, ainda recuperou o tamanduá?
            
- E eu brinco, compadre!? – Fez seu Galdino se gabando.
              
- Bem pensado compadre! Bem pensado!...
            
- Isso é que se chama inteligência, compadre Leodoro! – Dizia seu Galdino batendo a sua mão na cabeça.
            
- E ponha inteligência nisso, compadre!
           
Ali Leodoro se admirava da inteligência do compadre. E minutos depois, resolveu ir embora.
            
- Eu vou embora compadre Galdino, porque já passa da meia noite e pode ser que uma dessas suas onças apareça lá em casa. Gertrude está sozinha e a porta da minha cozinha está muito fraca.., e acredito que se uma dessas onças que o senhor viu, se acertar a minha  casa, só com o peso das suas patas botará a porta dentro, e irá devorar a pobre Gertrude.
            
E se levantando do velho bando, Leodoro despediu-se do compadre dizendo:
            
- Até amanhã, compadre! Até a manhã! – Repetiu ele.
           
- Até, compadre! – Respondeu-lhe seu Galdino dizendo bem baixinho zombando do Leodoro. - Deixa que quem vai continuar devorando a Gertrude sou eu, e não as onças! Fora camaradas onças!             
           
Mas enquanto caminhava, o Leodoro dizia consigo mesmo: Mas que lapa de compadre mentiroso eu tenho! Nossa!

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MEU ADEUS A ALCINO ALVES COSTA! - REVENDO.

 Por João de Sousa Lima(*)


Passei as últimas horas procurando palavras para falar sobre meu amigo Alcino Alves Costa e nada chegava a memória, só as lembranças dos bons momentos que passamos em nossa caminhada nas veredas do sertão na busca pelas diversas  histórias vividas pelos cangaceiros. As lembranças trazem saudades e as saudades as vezes nos ferem, nos tolhem, nos esquadrinham. continuo sem achar palavras para definir o que eu sentia por esse ser humano tão magnifico, tão envolvente e tão leal com suas amizades.

Por enquanto prefiro calar-me no silêncio da recordação, sentir a tristeza da perda do grande amigo e sofrer a dor da perda que no momento me é tão presente.

Como homenagem a pessoa que era meu amigo Alcino eu repasso as palavras de outro grande amigo que é o Antonio Galdino, do Jornal Folha Sertaneja, que deixou a mais justa impressão sobre esse sertanejo que foi pedaço de nossas vidas e que hoje sua perda arranca esse pedaço e nos deixa ferido, marcas que mesmo todas as lágrimas não nos  curaria jamais.

Folha Sertaneja - Paulo Afonso - BA
03/11/2012 - 13:44

Morre o escritor Alcino Costa, o “caipira de Poço Redondo” Muitas homenagens estão sendo prestadas ao grande escritor Antônio Galdino

Não bastasse o dia 02 de novembro ser um dia que remete a lembranças de perdas dos entes queridos e se torna assim, naturalmente, em um dia triste, melancólico, este ano ele ainda foi mais doído, especialmente para os pesquisadores e escritores do tema cangaço que se reúnem em associações e seminários para estudar o assunto sobre o qual Alcino Costa, autor de vários livros, era um mestre. No dia 1º de novembro morreu Alcino Costa, “o caipira de Poço Redondo”.

Era assim que ele gostava de ser chamado. Na verdade, uma homenagem a todos os sertanejos de sua querida Poço Redondo que ele mesmo descreve assim: “Outrora, Poço Redondo era um arruado pertencente ao vasto município de Porto da Folha. Com sua emancipação em 25 de novembro de 1953 quase todas as fazendas nascidas nos escondidos daquelas brenhas caatingueiras passaram a pertencer ao novo município. Dentre elas uma fazenda chamada Pia Nova. Nos idos do cangaço o proprietário da Pia Nova era um caboclo de “boa cepa”, “raiz de braúna”, verdadeira “madeira de lei”, “homem atutanado”, sertanejo de “peso e medida”, chamado Torquato José dos Santos”.

Hoje a sua Poço Redondo está de luto fechado. E todo o Nordeste chora a sua morte. Os que estudam, pesquisam, debatem sobre o cangaço estão entristecidos, cabisbaixos, melancólicos pelo passagem do companheiro de tantas caminhadas.

Aqui em Paulo Afonso, João de Souza Lima, Luiz Ruben, Gilmar Teixeira, Rubinho Lima, Galdino, todos estamos pesarosos.

Conheci Alcino Costa quando, a convite de Manoel Severo, participei do Cariri Cangaço no Crato e região do Cariri cearense. Ali estive, com João de Souza e outros pauloafonsinos pra conhecer alguns dos palestrantes que estariam em Paulo Afonso no Seminário do Centenário de Maria Bonita que estávamos organizando, pelo Departamento de Turismo da Prefeitura e coordenação de João de Souza Lima.

Nesses Seminários em Paulo Afonso conhecemos melhor o grande sertanejo, escritor, ferrenho defensor de suas descobertas sobre o tema.

Em todos os momentos ele não conseguiu ficar quieto, fazia intervenções, observava cuidadosamente cada orador e também falava, discutia e saía depois no abraço de todos. Que figura!

Há alguns meses foi intenso o cruzamento de mensagens pelos blogs, Facebook, Orkut, dando conta de um momento delicado de sua vida quando passou muitos dias hospitalizado em Aracaju.

Mas ele voltou ao convívio dos amigos. Com limitações, mas voltou. Ao longo de sua vida, recebeu muitas e merecidas homenagens. O Blog Lampião aceso, registra uma delas: “No  último seminário "Cariri-Cangaço", precisamente na noite de palestras em Barbalha, Ceará, Ivanildo Silveira através da sua comunidade do Orkut "Lampião Grande Rei do Cangaço", encangada com este Blog, prestou homenagem a quatro baluartes da pesquisa e entre estes estava o MESTRE”.

Do Blog Lampião Aceso Alcino com Kiko Monteiro, do Blog Lampião Aceso e Rangel, no lançamento de "Lampião em Sergipe"

Falando desta grande perda, este blog, que tem 31 páginas sobre Alcino Costa, com textos seus, vídeos, fotos e comentários e homenagens de amigos, mostra o quanto ele era querido: “O Decano de Poço redondo era politico, compositor, pesquisador e escritor de notabilidade especial com o cangaço. Estava em tratamento, combatendo um câncer, mas seu organismo não aguentou, e ele, teve uma parada cardíaca.

Como bem disse o confrade Ivanildo Silveira que nos comunicou o ocorrido "Perdemos um amigo, e os nordestinos perdem um grande escritor, uma grande figura humana, um homem que sabia tudo do sertão, e que gostava de ser chamado de caipira".

Uma das mais recentes homenagens ao historiador do cangaço Alcino Costa foi prestada pelo recém criado Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, presidido por Ângelo Osmiro.

Também o GECC, através do seu presidente Ângelo Osmiro que, acompanhado dos membros Tomaz, Zeca e João de Souza esteve recentemente em visita à região e na Folha Sertaneja, se manifestou sobre a morte de Alcino: O GECC (Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará) lamenta informar o falecimento do confrade e amigo (Sócio Honorário) Alcino Alves Costa. Grande companheiro de muitas jornadas em busca de conhecimentos sobre o cangaço. Alcino passou para um plano superior no dia de ontem. Que o grande "Decano de Poço Redondo" encontre o caminho da luz. ANGELO OSMIRO - Presidente GECC”.

Sobre ele, falou o documentarista Aderbal Nogueira: “Ao longo do tempo conheci várias pessoas nessa andança em busca das histórias do cangaço.  Através de Paulo Gastão cheguei à figura de Alcino Alves, em 1997.

Unanimidade não existe, mas Alcino se aproxima dela. Pessoa que cativa a todos que tiveram e tem o prazer de conhecê-lo.

No último 28 de julho de 2012 estivemos mais uma vez na grota de Angico para prestar homenagem às 12 pessoas que lá tombaram em combate. Nessa mesma ocasião fizemos uma visita a Alcino, que encontrava-se adoentado, para prestar-lhe uma justa homenagem a tão brilhante serviço em prol da historiografia do seu sertão natal e, em especial, à história do cangaço”.

Sobre a morte de Alcino, Aderbal Nogueira deixou esta mensagem: “O Brasil perdeu um grande homem, um grande pesquisador. Os amigos perderam um irmão. Aquele que estava sempre com um sorriso e o coração aberto para receber todos aqueles que  procuravam conhecer a história do sertão. Como ele mesmo dizia: ‘Um caipira de Poço Redondo que amava a sua terra’. E todos aqueles que visitarem um dia o sertão do  São Francisco estarão vigiados por ele. Cuidem bem de sua terra pois é a terra de Alcino Alves Costa”.

João de Souza Lima, também consternado lamenta a perda: “Nós, estudiosos do cangaço, perdemos um amigo, um professor, um mestre. O Nordeste inteiro perdeu um grande cidadão. Perde a cultura sertaneja um dos seus grandes estudiosos”. João esteve recentemente com Alcino que recebeu, autografado, a sua última produção “Maria do Sertão”.

Também a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço lamentou a perda de Alcino: “É com pesar que comunicamos o falecimento do sócio ALCINO ALVES DA COSTA. Aos familiares enviamos nossa palavra de conforto. A perda para nossa entidade é muito grande, haja vista ter sempre sido um vigoroso defensor da entidade. Lemuel Rodrigues da Silva - Presidente SBEC”

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço trouxe as imagens do sertão para um texto em que homenageia o ‘caipira de Poço Redondo’:

 “Hoje o sertão amanheceu mais triste! O galo cantou mais rouco e os pássaros, as nhambus e as jaçanãs pareciam gorjear mais tímidos. Hoje o Sertão amanheceu mais triste; seu poeta maior partiu. O sol nascia parecendo trazer uma só dor: A dor daqueles que amaram, amam e sempre amarão um dos seres humanos mais fantásticos que já pisaram o chão tórrido e sofrido da caatinga amada de todos nós.

Vai Alcino, vai Caipira, vai Decano, tua missão agora é no Céu, não te preocupas porque aqui ficaremos bem; com uma saudade sem tamanho, mas com teu exemplo de amor às coisas de nosso sertão, de amor às pessoas, de amor à vida.

Muito obrigado querido amigo Alcino por ter nos permitido compartilhar contigo um exemplo de vida. Todos os momentos vividos a teu lado ficam guardados no fundo do coração, saiba que fez e fará sempre parte de nossas vidas.

Se o teu sertão alegre chora, mas é de felicidade por poder testemunhar a grande festa no Céu. Por lá todos estão falando e cantando:

"Hoje é festa no Céu, chegou o Caipira de Poço Redondo, o Decano do Sertão, preparem as alpergatas e o xaxado aprumado que o bicho vai pegar ! "

Alcino Alves Costa faleceu na noite de ontem em Aracaju, depois de ter bravamente travado sua última batalha contra o câncer.

A FAMÍLIA Cariri Cangaço SE UNE A DOR DE TODA A FAMÍLIA ENLUTADA E DE TODO O SERTÃO PELA PARTIDA DE NOSSO QUERIDO ALCINO, MAS SABE QUE SERÁ RECEBIDO NO CÉU COMO UM MESTRE; COMO REALMENTE O FOI EM VIDA NESTE MUNDO. Manoel Severo - Curador do Cariri Cangaço”.

Para todos nós, o dia 2 de novembro, dia de finados, foi ainda mais triste.


João, Ivanildo Silveira e almoço na casa do amigo Alcino.


A Homenagem de Ivanildo e Kiko Monteiro a esse grandioso pesquisador do cangaço.


João e Alcino em uma das últimas fotografias do escritor, visita em sua residência, em Poço Redondo.


O abraço e a companhia que deixa saudades.


A presença sempre marcante.

(*) Escritor, Pesquisador, autor de 09 livros. membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 email: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

http://www.joaodesousalima.com/

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você sempre me ver chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ENTREVISTA COM LAMPIÃO

  Por No Rastro do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=olKWeFo5veY

Uma entrevista com Lampião que foi realizada pelo Dr. Otacílio Macedo, médico da cidade do Crato/CE, no dia 06 de março de 1926, na ocasião em que Lampião e seu bando estiveram na cidade de Juazeiro do Norte no Estado do Ceará para se incorporarem aos Batalhões Patrióticos formados para combater os revoltosos pertencentes a Coluna Prestes-Miguel Costa, que naquela época marchava pelos sertões do Nordeste.

Fizemos a narração e ilustramos visando uma maior inclusão por parte das pessoas e facilitar o entendimento dessa fantástica entrevista com o maior de todos os cangaceiros de todos os tempos.

Confiram! Temas relacionados:

Sertão Nordestino, Lampião e Maria Bonita, Grota de Angico, Contos do cangaço no sertão, cangaço Lampiônico, Cangaceiros de Lampião, cabras de Lampião, História Nordestina, Literatura do Sertão Brasileiro, Crime de castração, história do eunuco, lampião a raposa das caatingas, o governador do sertão, lampião mata inocente, crimes de Lampião, lampião herói ou bandido, Volantes Policiais no cangaço, volante policial Nazarenos, Volante Zé Rufino, Volante Mané Neto, Padre Cícero, Rota do cangaço, cangaceiro Corisco, cangaceiro Moreno, Cangaceiro Zé Baiano, cangaceiro Gato, histórias e contos, filmes completos, canais de cangaço, A morte do cangaceiro Corisco.

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. Vejam também:


Forte abraço!

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso? Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você sempre me ver chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com