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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
EM 2013 SERÁ PRODUZIDO UM FILME SOBRE LAMPIÃO E ELE JÁ TEM INTÉRPRETE
Paulo
Goulart Filho vai viver Virgulino Ferreira da Silva
O cinema
nacional está a todo vapor com as produções sobre os grandes nomes da nossa
história. Agora chegou a vez de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro Lampião.
O ator Paulo Goulart Filho confirmou que será o protagonista, em
entrevista ao Programa do Jô. A idéia é que as filmagens aconteçam no
primeiro semestre de 2013, no Ceará, na Paraíba, em Pernambuco e Sergipe.
O filme será
dirigido por Bruno Azevedo e ele já disse que sua intenção é mostrar
um lado mais humano de Lampião e não ser uma cinebiografia, porém em momento
algum há interesse em glorificar a imagem do cangaceiro.
“Queremos
mostrar que talvez o outro lado deste personagem possa ser mais interessante do
que o lado sanguinário, assassino e saqueador que conhecemos. Mostraremos um
lado sobre Lampião que poucas pessoas conhecem. Trata-se de uma mega produção,
não uma biografia, e, sim, um filme de ficção baseado em fatos reais, com
muitos efeitos especiais, um super elenco e uma forma diferente de fazer cinema
no Brasil, contribuindo, significativamente, para a construção de uma nova
identidade cultural do cinema nacional”, destaca Azevedo em entrevista ao
jornal Gazeta do Oeste.
Sobre a
confirmação de Goulart, o diretor disse que ainda quer mais nomes populares:
“Lampião será
interpretado por Paulo Goulart Filho. São muitos os atores e convidados e
também atrizes. Temos um universo quase que infindo para explorarmos novos
personagens e compor um time fantástico de elenco. mas o carro chefe do filme é
formado por três personagens, Lampião, Maria Bonita e Corisco, nesta ordem
convidamos Paulo Goulart Filho, Alice Braga e Rodrigo Santoro, porém, a única
confirmação certa que temos até agora é de Paulo Goulart. Alice e Rodrigo estão
aguardando a definição de suas agendas para que saibamos se haverá ou não
possibilidade de filmarmos com eles, já que pretendemos iniciar nossa produção
logo após o carnaval de 2013. Porém, participações de um elenco de primeira eu
posso garantir a todos, além, é claro, de alguns atores e atrizes que ainda não
são famosos perante o conhecimento do público, e que estão sendo escolhidos em
cada uma das cidades por onde iremos filmar. Assim, não só valorizamos o
talento de artistas regionais, como também deixamos o filme com uma identidade
mais realista e com a cara do nordeste brasileiro”.
Sobre o fato
de produzir um filme sobre um “vilão” que ficou marcado como um personagem
macabro da história do Nordeste, ele rebate:
“Há relatos de
que Lampião tirava dos ricos e dava aos pobres. Cometeu, sim, muitas
atrocidades, porém, em pesquisa recente, foi perguntado para muitas pessoas no
Nordeste: Lampião, herói ou bandido? 94% das respostas foram: herói! Portanto,
é difícil classificar a característica exata de um personagem como este. O que
queremos mostrar no filme é um perfil de anti-herói, mas que, ainda assim, tem
seu carisma, seu respeito, seu senso de justiça. Lá fora, nas produções
hollywoodianas, isso funciona muito bem, com heróis que fazem justiça com as
próprias mãos e agem contra o sistema corrupto em prol dos mais necessitados.
Claro que não queremos incentivar ninguém a fazer justiça com as próprias mãos,
ainda mais da maneira como Lampião fazia. O que queremos é mostrar que existem
lados desconhecidos deste personagem. Sua relação com seus amigos do bando, o
código de ética e respeito, a paixão por Maria Bonita, a cumplicidade de todos,
o código de fidelidade, sua vaidade com as roupas, perfumes, penteados, etc”.
O lançamento
está previsto para o fim de 2013 ou começo de 2014.
Fonte: Cinema
com Rapadura
http://www.nacaonordestina.org
Facebook do Aderbal Nogueira
É PATUENSE O AUTOR DO PRIMEIRO CORDEL PUBLICADO NO BRASIL
Por: José Ozildo dos Santos
![[EU.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhtH2mZGSvnboo-2JOKx4L3UeRRHMU8gepqb09O9tK0Ad6PqTyHBilSCFcdvLSKHwZ23Lz_mSuq67fy3wz1LDsgDlkEy7L_W2-XKnp1hMYuyWIQpdWZdNvJalDe15XugiHEgftV_zqczpk/s400/EU.jpg)
A Literatura
de Cordel está relacionada ao romanceiro popular. Originária do cancioneiro da
Península Ibérica, no Nordeste brasileiro ela encontrou um ambiente
sociocultural propício, rapidamente difundiu-se e tomou forma própria. E ao patuense Silvino Pirauá de Lima cabe a primazia de ter sido o autor do primeiro
folheto de cordel publicado no Brasil. Autor de ‘História do Capitão do
Navio’ e ‘Peleja da Alma’, nasceu na Vila de Patos, em idos de 1848.
Filho de agricultores, teve uma infância pobre e distante da escola. No
entanto, possuidor de uma grande vivacidade, cedo aprendeu a versejar.

Silvino Pirauá
de Lima
Tocador de
viola admirável e repentista exímio, considerado o mais notável de todos os
discípulos do famoso repentista Francisco Romano, da Serra do Teixeira, de quem
era grande amigo, Silvino Pirauá foi depois de seu mestre, o maior cantador do
Nordeste. Venceu inúmeros cantadores e jamais foi vencido. Glosador e poeta
popular, viveu a primeira fase de sua vida, cantando pelas feiras livres do
sertão paraibano, tendo ainda sido o introdutor da regra da ‘deixa’, que
obriga o adversário a compor rimando com o último verso deixado pelo contendor.
Poeta
andarilho, Silvino Pirauá vivia exclusivamente de sua arte e rimava para
arranjar o pão. Em companhia de seu discípulo Josué Romano, anualmente
percorria os Estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Pernambuco, cantando nas
feiras do interior. Em 1898, fugindo dos efeitos maléficos de uma grande
estiagem, que assolava o sertão paraibano, deixou definitivamente a Vila de
Patos e transferiu-se para Recife, onde fixou residência num bairro pobre e
passou a exercer seu ofício, cantando nas feiras e praças da capital
pernambucana. Foi nessa época, que levado por dificuldades econômicas, iniciou
a publicação de seus versos, tornando-se o percussor do romanceiro popular.
Um dos mais
tristes fatos da vida desse notável poeta-cantador, foi narrado por Sebastião
Nunes Batista, em sua‘Antologia da Literatura de Cordel’. Homem pobre - a
exemplo da maioria dos cantadores nordestinos - falecendo sua esposa,“valeu-se
da ‘cantoria’ para custear-lhe o enterro”.
Foi na capital
pernambucana, que Silvino Pirauá consagrou-se como poeta e cantador de viola.
E, formando parceria com José Galdino da Silva Duda e posteriormente com o
cantador pernambucano Antônio Batista Guedes (seu discípulo), percorreu as mais
importantes feiras do interior nordestino, cantando e vendendo folhetos,
difundindo a Literatura de Cordel.
Possuidor de
uma memória prodigiosa, Silvino Pirauá tinha conhecimentos rudimentares de
Geografia, História Universal e Sagrada. Cognado por seus colegas como ‘o
poeta enciclopédico’, celebres são suas ‘descrições’ sobre a Paraíba
e o Amazonas. Em meados de 1913, encontrava-se cantando em Bezerros, no
interior de Pernambuco, quando contraiu varíola e prematuramente faleceu, aos
65 anos de idade. Escreveu e publicou inúmeros folhetos, entre os quais, os
mais conhecidos são: ‘Verdadeira Peleja de Francisco Romano e Inácio da
Catingueira’, ‘A Vingança do Sultão’, ‘As Três Moças que Quiseram Casar com um
só Moço’, ‘História do Capitão do Navio’, ‘História de Zezinho e Mariquinha’,
‘Desafio de Zé Duda com Silvino Pirauá’, ‘Descrição da Paraíba’, ‘E Tudo Vem a
Ser Nada’, ‘Descrição do Amazonas’, ‘História de Crispim e Raimundo’ e ‘Peleja
da Alma’.
Os romances de
Pirauá, que, ao longo dos tempos vinha sendo “reeditados e consumidos pelo
homem do campo”, hoje, juntamente com a obra de Leandro Gomes de Barros e
outros expoentes da Literatura de Cordel, a exemplo de Patativa do Assaré, são
objetos de estudos nos meios universitários. Embora não lhe caiba a maior
glória de nosso romanceiro popular, Silvino Pirauá é lembrado na história de
nossa Literatura de Cordel, por seu pioneirismo. Poeta original, em sua
produção, abordou os mais variados temas, dando uma grande contribuição à
Literatura Popular Nordestina. Lamentavelmente, é um nome ignorado na cidade,
que lhe serviu como berço.
Publicado na
revista Patos de Todos Nós, edição de outubro de 2005
Extraído do blog:
http://www.construindoahistoria.com
Crato promete inovar no Cariri Cangaço 2013
Por: Manoel Severo
Crato
confirmado como um dos grandes anfitriões do Cariri Cangaço em 2013. Aconteceu
na tarde do último dia 22, sexta-feira, reunião de trabalho entre a organização
do Cariri Cangaço e representante do município de Crato. O encontro, na sede da
secretaria de cultura teve a participação do Curador do evento, Manoel Severo,
da Secretária de Cultura Dane de Jade e de um dos produtores do Cariri Cangaço,
Pedro Barbosa.
A pauta
variada ressaltou a programação oficial no município de Crato; berço e sede do
evento desde sua primeira edição; e ainda uma programação assessória para todos
os dias do Cariri Cangaço. Manoel Severo confirmou o interesse de Crato em
assumir uma “Programação Assessória, o que em muito enriquecerá o evento, disso
não temos dúvidas, e contando com o talento e a competência da equipe comandada
por Dane de Jade é certeza de sucesso, o que nos deixa muito felizes. Na
verdade o Cariri Cangaço tem caráter itinerante, um dia em cada cidade, mas
Crato vai marcar esta edição com uma programação diferenciada”.
Dane de Jade
confirmou a presença de Crato no Cariri Cangaço e adiantou “nosso desejo é,
além da Programação Oficial do evento, promovermos a semana inteira de
atividades, ainda não sabemos, mas certamente será no campo das artes cênicas:
Teatro, Cinema, enfim, procurando mostrar o que se tem feito nestes segmentos
com o viés da temática do cangaço”.
O Crato é um
dos anfitriões do Cariri Cangaço, juntamente com os municípios de Juazeiro do
Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro, Porteiras e mais recentemente,
Lavras da Mangabeira. O evento oficial acontece entre os dias 17 a 22 de
setembro e com avant premier marcada para os dias 18 e 19 de maio em Lavras da
Mangabeira.
http://cariricangaco.blogspot.com
Anathália Cristina Queiroga Pereira
Hoje está
completando 9 meses que Anathália Cristina Queiroga Pereira foi para casa do
Senhor Deus, para permanecer eternamente ao lado do nosso irmão Jesus Cristo.
Se existe uma outra vida além, morrer não é o fim.
Clique
nos links abaixo:
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/05/direito-que-anathalia-cristina-queiroga.html
http://nossoparanarn.blogspot.com.br/2012/05/anathalia-queiroga-estudante-do-curso.html
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/11/ultimo-dia-da-semana-dedicada-anathalia.html
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Jota Sobrinho: EXPOENTE GONZAGUEANO DO RADIO BAIANO!
Por: Guilherme Machado
Atualizado: há um mês· Tiradas em Serrinha - Ba
Um grande
Expoente Gonzagueano: O radialista e Poeta Forrozeiro J. Sobrinho. Este
Camarada é um Brilhante Pesquisador da obra do Rei do Baião. Gravou estes dois
LPS; que o poeta fez questão de autografar para o Museu de Serrinha, genuinamente na obra pé serra.
J. Sobrinho esteve a frente da cultura gonzagueana da cidade de Feira de Santana. O amigo me apresentou ao jornalzinho do forró, hoje extinto, mais era uma obra prima do assunto música nordestina.
Obrigado ao mestre
J. Sobrinho por tratar tão bem das coisas do Rei do Baião Luiz Gonzaga; a quem,
o radialista J. Sobrinho o prestigia
tocando suas canções
nas tardes de sábado na Rádio Planeta AM 1410 São Gonçalo dos Campos - Bahia...
Esta é uma pequena homenagem do Museu do Gonzagão de Serrinha.
Facebook: Guilherme Machado, pesquisador do cangaço.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
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Este endereço tem a palavra "Cangaço", mas não tem nada a ver com o tema, foi um erro no momento de sua criação. Ainda não conseguimos fazer outro link de acordo com o material postado.
A seca de 1877 - 24 de Fevereiro de 2013
Por: Geraldo Maia do Nascimento

O
ano de 1877 foi terrível para o sertão nordestino. É nesse ano que começa a
calamidade da mais terrível das secas que flagelaram as províncias do nordeste
no final do século XIX. No Rio Grande do Norte, quase todas as cidades do interior
foram atingidas pela intempérie. As populações abandonaram os sítios a procura
das cidades. E Mossoró, no Oeste potiguar, se viu, de repente, invadida por
milhares de retirantes que aqui chegavam em busca da salvação, vestidos de
trapos sujos, algumas crianças nuas, barrigudas e magras. \"A população
sertaneja, apavorada, empolgada por um terror coletivo, deslocou-se em massa
para o litoral seduzida pela miragem fatal dos Socorros mandados distribuir
pelo Governo Monárquico\", como nos conta o historiador Oswaldo Lamartine.
Muitos não resistiram a viagem e morreram no meio do caminho; outros, os que
ainda tinham força para trabalhar, prestaram serviços ao município em troca de
alimentação. Foi uma fase negra na história de Mossoró.
Naquele
período, Mossoró vivia a fase áurea do seu desenvolvimento. A exemplo da
maioria das cidades do interior nordestino, começou a formar a sua economia a
partir das atividades agropastoris. Mas por estar situada em uma área
privilegiada, entre duas capitais e sendo o ponto de transição entre o sertão e
o litoral torna-se, já em 1857, uma espécie de empório comercial. Apesar de não
situar-se no litoral, contava com um porto, o porto de Mossoró ou porto de
Areia Branca, município esse que pertenceu a Mossoró até 1892, quando foi
desmembrado. Com a chegada dos navios da Companhia Pernambucana de Navegação
Costeira ao porto de Mossoró em 1857, através de uma subvenção concedida pelo governo
provincial, o município se torna o centro de comercialização de uma área que
atinge, além dos municípios vizinhos, uma parte do Ceará e também da Paraíba.
Esse fato é, na visão dos historiadores mossoroenses, o primeiro marco na
ascensão de Mossoró a empório comercial. A chegada dos navios fez com que
comerciantes de outras praças, principalmente de Aracati/CE, viessem a se
estabelecer aqui atraídos pelas oportunidades comerciais que a cidade passou a
oferecer. E é esse atrativo que faz com que em 16 de novembro de 1868, o
industrial suíço Johan Ulrich Graff se estabeleça em Mossoró com a famosa
\"Casa Graff\", alavancando o seu desenvolvimento econômico com
ideias mercantilistas, associadas ao capital aqui investido.
Mas se por um lado o crescimento do comércio atraía grandes comerciantes, por outro lado atraía também os famintos retirantes que buscavam aqui meios de sobrevivência. Em determinado período, chegou-se a registrar nada menos que 70.000 flagelados, segundo nos informa o historiador Câmara Cascudo, vindos de toda zona oeste e de estados vizinhos, na busca de meios de sobrevivência. \"Era a fase cruel da seca dos dois sete, prolongando-se até 1879 e mesmo 1880 que ainda reunia grupos famintos pelas ruas da cidade\", nas palavras de Cascudo.
Nesse período, Mossoró era governada pelo caraubense Francisco Gurgel de Oliveira, o Cel. Gurgel. Apesar das dificuldades que teve de enfrentar para socorrer as vítimas da seca, graças aos auxílios conseguidos do governo provincial e até mesmo de particulares distantes, através da Comissão de Socorros Públicos, que era presidida pelo Dr. Manoel Hemetério, conseguiu, o Coronel Gurgel executar vários serviços nas ruas, no rio e por toda parte.
A 4 de março de 1878 a Câmara Municipal oficia ao Presidente da Província: \"A maior parte dessa gente não encontrando um teto que lhe sirva de abrigo passa os dias e as noites exposta às intempéries do tempo, ao sol e ao relento, donde resulta principalmente a espantosa mortalidade que atinge a 40 pessoas por dia\".
Mas se por um lado o crescimento do comércio atraía grandes comerciantes, por outro lado atraía também os famintos retirantes que buscavam aqui meios de sobrevivência. Em determinado período, chegou-se a registrar nada menos que 70.000 flagelados, segundo nos informa o historiador Câmara Cascudo, vindos de toda zona oeste e de estados vizinhos, na busca de meios de sobrevivência. \"Era a fase cruel da seca dos dois sete, prolongando-se até 1879 e mesmo 1880 que ainda reunia grupos famintos pelas ruas da cidade\", nas palavras de Cascudo.
Nesse período, Mossoró era governada pelo caraubense Francisco Gurgel de Oliveira, o Cel. Gurgel. Apesar das dificuldades que teve de enfrentar para socorrer as vítimas da seca, graças aos auxílios conseguidos do governo provincial e até mesmo de particulares distantes, através da Comissão de Socorros Públicos, que era presidida pelo Dr. Manoel Hemetério, conseguiu, o Coronel Gurgel executar vários serviços nas ruas, no rio e por toda parte.
A 4 de março de 1878 a Câmara Municipal oficia ao Presidente da Província: \"A maior parte dessa gente não encontrando um teto que lhe sirva de abrigo passa os dias e as noites exposta às intempéries do tempo, ao sol e ao relento, donde resulta principalmente a espantosa mortalidade que atinge a 40 pessoas por dia\".
Todos
os direitos reservados
É
permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
Autor:
Geraldo Maia do Nascimento
Fonte:
http://www.blogdogemaia.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com
sábado, 23 de fevereiro de 2013
AS BELEZAS SUBTERRÂNEAS DE JANDAÍRA – POSSIBILIDADES DE CRIAÇÃO DE UM ROTEIRO TURÍSTICO QUE UNE MAR E SERTÃO
Por: Rostand Medeiros
Fotos
– Ricardo Sávio Trigueiro de Morais
Um
Roteiro Que Une Mar e Sertão, Sertão e Mar!
Recentemente,
a convite do amigo Ricardo Sávio, estivemos revendo as cavernas e a grande área
de afloramento de calcário localizado ao norte da área urbana de Jandaíra.
Conheço esta região desde 1987 ou 1988 e vale a pena cada retorno para
vivenciar esta natureza sertaneja!
Jandaíra,
município localizado na Região do Mato Grande, Rio Grande do Norte, está a
cerca de 117 quilômetros da capital potiguar, sendo atravessado pela BR 304,
rodovia que liga Natal a regiões de grande e tradicional atratividade turística,
tanto a nível regional como nacional, como é o caso da bela praia de Galinhos.
O município de
Jandaíra apresenta diversas áreas com ocorrência de cavidades naturais, sendo
que sua caracterização geológica constitui-se pela Formação Jandaíra, Grupo
Apodi, correspondendo a uma sequência carbonática que mergulha suavemente em
direção à costa atlântica. Essa gênese carbonática, favorece a ocorrência de
cavernas, dolinas e ravinas em vários pontos do município, servindo como áreas
de pousio e reprodução de aves, répteis e mamíferos, típicos da Caatinga e
importantes agentes polinizadores e difusores de sementes deste Bioma.
Afloramento de
calcário de Jandaíra
Contudo,
Jandaíra não tem utilizado este fator como elemento de desenvolvimento,
principalmente pela falta de atrações e infraestrutura que possam despertar o
interesse de visitação turística, tanto para entretenimento, como também para
turismo escolar, científico ou de aventura.
Mas tem muito
que mostrar, como vemos nas imagens do grande afloramento de calcário aqui
apresentadas pelas lentes do amigo e fotógrafo Ricardo Sávio.
Temos neste
local a interessante e crua beleza típica da caatinga, em uma área de fácil
acesso, a pouco mais de um quilômetro do município de Jandaíra.
Sem dúvida
este local poderá ser uma ótima opção para complementar o turismo que
atualmente se destina, com extremo sucesso, para a região de Galinhos.
Para quem não
conhece a geografia potiguar, pode parecer um tanto estranho à ideia de levar
turistas para uma parada destinada a conhecer a caatinga, cavernas e depois
levá-los para um dos melhores pontos do nosso litoral.
Mas ao mesmo
tempo, já pensaram que contraste interessante!
Não podemos
esquecer que é no Rio Grande do Norte, o estado nordestino onde proporcionalmente a
caatinga possui a maior cobertura em termos territoriais, que este Bioma
praticamente alcança a beira mar!
Em todo o
Brasil isso só acontece aqui!
A caatinga,
com todos os seus aspectos característicos, é única no mundo e só em terras
potiguares poderíamos imaginar um roteiro que unisse mar e sertão, sertão e
mar!
Evidentemente
que um tipo de roteiro como este tem (e deve) ser minuciosamente elaborado. A
caatinga tem suas belezas, mas igualmente possui características que se não
forem bem analisadas, podem não ser tão confortáveis aos visitantes.
Já em relação
às cavernas, estas então é que necessitam de um cuidado extremo. Pois são
ambientes frágeis, algumas delas com uma fauna extremamente delicada e rara,
que não suportariam uma visitação desordenada.
Detalhes que
mostram que o sertão de jandaíra já foi mar
Em relação aos
visitantes tem de ser realizado todo um trabalho informativo, de preparação em
relação ao ambiente a ser visitado, utilizando elementos da educação ambiental,
além de cuidados com o bem estar dos turistas e outros aspectos importantes.
Como
comentamos anteriormente, as cavernas do município de Jandaíra têm atraído, de
maneira informal e desordenada visitantes do próprio município, de municípios
vizinhos e até mesmo de Natal, curiosos por conhecer a mística das cavernas,
impregnados no imaginário popular. Além disso, há ainda a utilização das
cavernas como áreas de diversão, por parte de parcela da comunidade local,
promovendo piqueniques e momentos de lazer em seu entorno.
A área de
afloramento de calcário de Jandaíra, aqui apresentada nas fotos de Ricardo
Sávio, compreende grande parte das cavidades naturais existentes no município,
estando estas ameaçadas pela mineração clandestina e desmatamento
indiscriminado.
A atividade
turística pode oferecer uma alternativa a estas atividades degradadoras,
implicando em impactos positivos sobre o meio ambiente, ao mesmo tempo em que
oferece meios para melhorar as condições de vida da população local.
Como no caso
dos jovens Hyurann Oliveira e Jan Pierre Martins, que estiveram conosco nesta
visita. Estes jovens moram em Jandaíra, amam as cavernas do seu lugar e eles
amanhã poderiam, ou não, sobreviverem da atividade turística em sua
própria região!
Durante a
nossa visita, o amigo e jornalista Everton Santos, ficou verdadeiramente
encantado com o que viu e, junto com Ricardo, debatemos bastante sobre a
utilização positiva desta área de cavernas.
Percebemos que
a ausência um planejamento tecnicamente embasado, orientado para
utilização turística e de uma infraestrutura capaz de receber os visitantes,
tem feito com que esse patrimônio natural esteja submetido à ação de
degradação, visto a quantidade de lixo presente na área, à presença de resíduos
orgânicos humanos (fezes e urina) e a depredação do patrimônio espeleológico,
que varia desde a pichação das paredes e a retirada criminosa de espeleotemas
(cortinas, estalactites, estalagmites etc.), mostrando a necessidade de algo
que regulamente e regule a interação entre aproveitamento turístico e
conservação dos recursos naturais, fazendo surgir um novo arranjo produtivo
local, com bases sustentáveis.
Nada impede
que se possa estudar com seriedade este processo e analisar a viabilidade de
sua execução.
Da
esquerda para direita Hyurann, Jan, Rostand, nosso grande Joaquim, Everton e
Ricardo. Final do trabalho e comn certeza vamos voltar…
Mapa
da região de Jandaíra e sua proximidade a Galinhos e o mar
Extraído do blog do historiógrafo e pesquisador do cangaço:
Rostand Medeiros
http://tokdehistoria.wordpress.com
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Trabalhar à noite encurta a vida e prejudica o casamento
Os
trabalhadores noturnos perdem cinco anos de vida para cada quinze dias de
jornada de trabalho,
segundo um estudo divulgado pela Unidade do Sonho do Instituto Dexeus de
Barcelona, juntamente ao Serviço de Neurofisiologia do Hospital da Paz de
Madri, ambos na Espanha.
Segundo a
pesquisa, aqueles que trabalham à noite se divorciam três vezes mais que o
restante das pessoas e têm 40% mais possibilidades de ter transtornos
neuropsicológicos, digestivos e cardiovasculares.
O estudo,
citado pelo site Espaço Vital, tem como objetivo, segundo os pesquisadores,
explicar os “riscos de tentar contradizer o sol“.
Fonte:
http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200610031330_INV_30177342
http://petroleorn.blogspot.com.br/
JOSÉ MARIA MADRID - RADIALISTA DE MOSSORÓ
Por: José Mendes Pereira
Dom Gentil Diniz Barreto bispo de Mossoró, Alcides Belo ex-prefeito de Mossoró e o radialista José Maria Madrid - aparece de bigode - todos já falecidos. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br
Foi um dos melhores e mais competentes radialistas de Mossoró. Tinha uma voz
assustadora, mas na verdade, só a sua voz. José Maria Madrid era uma verdadeira
criança. Educadíssimo, amigo dos amigos.
Conheci o Zé Maria Madrid nos anos 70, quando ele veio trabalhar na Rádio
Difusora de Mossoró. Enquanto ele era empregado na Rádio Difusora, eu trabalhava
na Editora Comercial S/A, numa sociedade: Cine Caiçara, Cine Jandaia e Cine Miramar
de Areia Branca, mais a Rádio Difusora e a Editora Comercial S/A, cujos sócios
eram:
Renato Costa é o nº. (1). O nº. (2) é Bibil Gurgel - proprietário do Banco S. Gurgel em Mossoró - ambos já falecidos - Foto: http://telescope.blog.uol.com.br
José Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, irmão do
primeiro, Milton Nogueira do Monte e José Genildo Miranda; quatro homens que muito souberam respeitar os seus empregados.
Carlos Augusto Rosado - esposo da governadora do Rn e José Genildo de Miranda, já falecido.
Foto: http://telescope.blog.uol.com.br
Foto: http://telescope.blog.uol.com.br
Nenhum de nós que teve a oportunidade de trabalhar com estes homens, se falar mal de um deles ou de todos, é porque gosta mesmo de denegrir a imagem de qualquer ser humano.
Dr. Paulo Gutemberg era um homenzarrão, de andar apressado, de olhos azuis, alto, de cor clara, aparentando o fundador de Brasília, o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitischek. Era advogado e chegou a ser promotor de justiça.

José Renato, filho de Renato Costa e sobrinho de Paulo Gutemberg - suicidou-se - Nilo Santos e Paulo Gutemberg - ambos faleceram de enfarto. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br
Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg e Genildo Miranda tinham um respeito enorme
pela pessoa de Milton Nogueira do Monte, igualmente nós, operários. A paciência
que tinha seu Milton, a maneira que ele falava com qualquer ser humano, por
mais ignorante que fosse o sujeito, ele evitaria ter qualquer desentendimento
com Seu Milton Monte.
Zé Maria Madrid como era chamado pelos seus amigos, tinha uma facilidade para
decorar os textos que seriam lidos na Rádio, no horário do jornal, ao meio dia.
Bastava ele ler uma vez, já sabia tudo sobre o assunto, e nem precisava mais
das laudas para ler as notícias.
Zé Maria gostava da diversão nos bares, e tive oportunidade várias vezes de
participar da sua mesa, lá no bar da Dona Neci, na Rua Frei Miguelinho, com o
cruzamento da Rua Tiradentes, vizinho a antiga Sambra, esta sendo uma
algodoeira, onde hoje funciona um Chopp.
A SAMBRA funcionava neste prédio. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br
Nesse tempo eu ainda era solteiro, e como havia saído da instituição escolar, a
qual eu vivi oito anos, mas já estava vivendo de favores, por já ter passado
dos dezoito anos, fui morar no Sindicato da Lavoura de Mossoró.
Geralmente nós nos encontrávamos no bar citado. Eu já era freguês de meses, e Zé
Maria Madrid, antes de começar o seu trabalho do meio dia, sempre estava no bar
para ingerir algumas pingas, e vez por outra nosso patrão, Dr. Paulo Gutemberg
nos visitava, fazendo parte do nosso almoço.
Nesse dia era um sábado. Como Dr. Paulo Gutemberg era muito farrista, não
gostava de deixar quieto o que as meretrizes do seu tempo guardavam debaixo das saias, ele vivia mais no vermelho do que no verde.
Zé Maria e eu já estávamos no bar aguardando o almoço. Minutos depois, Dr.
Paulo Gutemberg chegou e fez parte da nossa mesa com almoço, cervejas, bebidas
mais fortes etc.
Lá pras tantas, devido ter passado a sexta-feira em altas farras, Dr. Paulo
Gutemberg já estava pra lá de bêbado, e enquanto Zé Maria e eu fomos acertar a
conta das nossas despesas no balcão, Dr. Paulo Gutemberg saiu de mansinho e vou
embora.
Naquele momento tivemos que dividir a despesa entre nós dois, já que ele havia
desaparecido do pedaço.
Mas na segunda-feira, assim que ele chegou à Editora Comercial, foi até à
linotipo, máquina a qual eu trabalhava, e me pediu o valor que ele deveria
compartilhar. Repassei o total que nós havíamos pagado, e ele me entregou uma parte do valor pago no bar da dona Neci. Recebido, divide-a com o Zé Maria
Madrid.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Centenário de João Gomes de Lira
Por: Cristina A. de Lira
Prezado
Senhor/Senhora, boa noite
O Senhor/Senhora não me conhece, por isso acho importante logo me apresentar.
O Senhor/Senhora não me conhece, por isso acho importante logo me apresentar.
Meu nome é Cristina A. de Lira, filha do Tenente João Gomes de Lira
Consegui seu endereço eletrônico através do Senhor Paulo Gastão.
Feita a apresentação, mim sinto um pouco mais a vontade para dizer a razão deste contato.
No dia 19 de julho de 2013, em Nazaré do Pico/ Floresta-PE, estaremos comemorando o CENTENÁRIO do nascimento do Tenente JOÃO GOMES DE LIRA.
Para nós familiares e amigos esta é uma data importante e inesquecível, que gostaríamos de celebrar ao lado de pessoas que partilharam um tempo da sua vida com o meu pai.
Será um momento de encontro entre amigos queridos; um momento para compartilhar histórias e fazer história.
Para entrar em contato comigo pode usar este endereço e-mail. lucienecristina.al@gmail.com.
Consegui seu endereço eletrônico através do Senhor Paulo Gastão.
Feita a apresentação, mim sinto um pouco mais a vontade para dizer a razão deste contato.
No dia 19 de julho de 2013, em Nazaré do Pico/ Floresta-PE, estaremos comemorando o CENTENÁRIO do nascimento do Tenente JOÃO GOMES DE LIRA.
Para nós familiares e amigos esta é uma data importante e inesquecível, que gostaríamos de celebrar ao lado de pessoas que partilharam um tempo da sua vida com o meu pai.
Será um momento de encontro entre amigos queridos; um momento para compartilhar histórias e fazer história.
Para entrar em contato comigo pode usar este endereço e-mail. lucienecristina.al@gmail.com.
Por enquanto, se fazia necessário a comunicação do evento, para que quem quisesse participar possa se programar e agendar.
Aguardo noticias.
Deste já obrigada!
Cristina A. de Lira
Enviado pela autora
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