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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O BANQUEIRO DE MOSSORÓ - SEBASTIÃO FERNANDES GURGEL - PARTE IV

Por Mariana Gadelha

CATETINHO

Quem passa pela casa 98 da Praça Bento Praxedes, em Mossoró, até hoje pode ver os traços arquitetônicos originais da construção de 1918, erguida por Sebastião Fernandes Gurgel, que morou no imóvel com a família durante alguns anos e o vendeu em 1929 ao comerciante Miguel Faustino do Monte. 

Catetinho - issuu.com

Quando ainda era proprietário deste último, o casarão abrigou o então presidente Getúlio Vargas e sua comitiva em 13 de setembro de 1933, durante visita de dois dias a Mossoró, período em que foi instalado na cidade o Governo Provisório da República do Brasil. A partir daí o palacete foi batizado de "Catetinho", em alusão ao Palácio do catete, no Rio de Janeiro, à época sede do Governo Federal. 

A casa passou para as mãos da família Rosado em 1945, ano em que foi adquirida por Dix-neuf Rosado. Foi lá que o novo dono morou até seu último dia de vida, em 20 de abril de 1986, e onde a esposa Odete permaneceu também até a sua morte, em outubro de 2012.

Dona Odete e seu esposo Dix-neuf Rosado. Ele pertenci  à família numerada de Mossoró

Em matéria publicada Bzzz de dezembro de 2013, o repórter Thiago Cavalcanti lembrou o incêndio que destruiu o casarão em 12 de janeiro de 2000. "Ao ser consultada sobre onde iria querer morar, a matriarca Dona Odete foi enfática: "quero continuar morando no mesmo endereço, se for preciso usem todas as minhas economias para reconstruiu o Catetinho". Pedido feito, pedido aceito. Os filhos contrataram uma construtora e foram quatro meses de obras, dia e noite sem parar. "Toda a parte externa da casa foi inalterada, o resto foi reconstruído, o mais próximo do original", detalha.

O Catetinho ganhou um novo proprietário no ano passado, o empresário Almir Silveira, que pretende abrir um shopping popular mantendo o estilo arquitetônico da construção centenária. 

Jornalista Lúcia Rocha

Em visita ao imóvel no dia 16 de maio, a jornalista Lúcia Rocha fez registros do início das obras que foram embargadas pela fiscalização ambiental da prefeitura de Mossoró. Por enquanto, o futuro do empreendimento ainda é uma incógnita.

CONTINUA...

Fonte: Revista BZZZ
Digitado por José Mendes Pereira

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MANOEL DUARTE FERREIRA

Por José Mendes Pereira

Manoel Duarte Ferreira pertencia a uma das mais tradicionais famílias de Mossoró. Nasceu no dia 15 de novembro de 1895, e era irmão do médico e ex-Senador da República Francisco Duarte Filho (Duarte Filho). Era filho dos maiores fazendeiros e latifundiários de Mossoró, Francisco Duarte e Maria Vicência Duarte.

Francisco Duarte e Maria Vicência Duarte 

Segundo o historiador Raimundo Soares de Brito em seu livro "Ruas e patronos de Mossoró" - coleção mossoroense, afirma que na defesa de Mossoró, contra o bando de Lampião, ele ocupou a trincheira de onde se comenta terem saído os tiros que abateu Colchete e alvejaram Jararaca. 

Após o seu falecimento em 31 de janeiro de 1982, o jornal O Mossoroense comentando o fato informou: "num reconhecimento ao seu valor e acatando a sugestão de Paulo Nobre de Medeiros, delegado do Oriente Independente Maçônico do Rio Grande do Norte, o prefeito João Newton da Escóssia decretou luto Oficial por três dias, permitindo que fosse coberto o esquife do conterrâneo com a bandeira do município". 

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O FAMOSO NAZARENO "Cel. MANOEL NETO" ( Série grandes artigos) SINOPSE DA VIDA DESSE BRAVO POLICIAL NAZARENO - PARTE V - FINAL


COMANDANTE E DELEGADO:
A perseguição a Lampião não cessou. Manuel Neto continuou enfrentando os cangaceiros, destacando-se nos tiroteios da Baixa da Moça, Serra da Canabrava, Serra do Bobodó e do Ninho, e em Caldeirão (22.04.1932), aqui ao lado do tenente Abdon Menezes. Isso no eixo Bahia-Sergipe.
Chandler (obra citada, p. 191) diz que, em 1932, os sertanejos baianos viviam aflitos com a presença dos bandidos e, muito mais, com a da polícia. E, de todas as volantes, os nazarenos, “sob o comando de Manuel Neto, eram os mais temidos. Perseguindo Lampião com um zelo fanático, empregavam qualquer método para obter informações”. E, à página 57: “Durante toda a sua carreira, Lampião encontrou poucas pessoas que se empenharam tanto a persegui-lo como esse grupo. Muitas vezes, outros o perseguiram de longe, temendo por suas vidas, enquanto outros podiam ser subornados. Mas os nazarenos, não. Caçaram-no em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Ceará, e quando, anos mais tarde, ele mudou seu centro de operações para Bahia e Sergipe, foram atrás dele lá”.
Em 1933, Manuel Neto distribuiu armas e munições com alguns fazendeiros e colocou pequenos destacamentos nos locais mais sujeitos aos ataques dos cangaceiros que, vindos da Bahia, “realizavam sanguinárias incursões em Pernambuco”.
Ainda como tenente, foi Comandante das Forças em Operação no Interior do Estado (PE), sendo então obrigado, devido à alta posição de comandante, a afastar-se do confronto direto com os bandidos. Entretanto, ainda haveria de enfrentá-los, como o fez em Porteiras, no município de Floresta, em 1935.
Com o levante comunista daquele ano, o tenente instruiu seus comandados, fazendo-os voltar à sede das volantes para dali, sob seu comando, seguirem para o Recife a fim de dar combate aos comunistas e sufocar o movimento armado que eclodira.
A sua ação, sempre incisiva, ensejara-lhe a promoção a capitão, o que se verificou aos 3 de janeiro de 1936. E, aos 27 de fevereiro, recolheu-se das Forças em Operação no Interior do Estado, passando a prestar serviços na capital. Virgulino e seu bando fixara-se no eixo Bahia-Sergipe e diminuíra suas incursões em Pernambuco. Mesmo assim, Manuel Neto ainda continuou a realizar missões no interior, trabalhando de uma forma intensa e desgastante.
Enfim, em dezembro de 1936, entrou em gozo de férias, benefício que não obtivera nos anos de 1929, 1930, 1932, 1934 e 1935, o que, por si só, demonstra o empenho do nazareno no combate ao banditismo.
Na capital pernambucana, comandou a 3ª, 2ª e 1ª Companhia do 1º Batalhão, assumindo interinamente por diversas vezes as funções de subcomandante daquele Batalhão. Ficou à frente do Esquadrão de Cavalaria de dezembro de 1938 a junho de 1940. Nesse período, foi louvado “pelo esforço e dedicação demonstrados durante a extinção do grande incêndio verificado num dos tanques da Standard Oil Company of Brazil”, ocasião em que se postou sempre ao lado do comandante Geral, “auxiliando em tudo que era possível, transmitindo ordens e colaborando para a manutenção da ordem pública”.
Mais tarde, ao deixar o Comando da Força, o C.el Rogaciano agradeceu ao capitão Manuel Neto, louvando-lhe o “contingente de esforço dado a sua interinidade no Comando da Força.”
O último grupo de cangaceiros, o de Corisco, foi desbaratado naquele ano de 1940. Chegava ao fim uma luta em que os nazarenos se engajaram desde o princípio, e que levara à morte mais de quinze filhos do povoado e daquela região. Olhando para o primo Manuel Neto, Manoel Flor “achava espantoso que esse homem, ainda com balas no corpo e com tantas cicatrizes, tivesse sobrevivido”.
Manuel Neto, “espigado, de falar macio e andar cauteloso de gato do mato, cujo nome varava o Sertão como uma legenda de bravura” (Luís Cristóvão dos Santos, J. do Commércio - 02.12.82), participara de 35 combates e foi, sem dúvida, o maior perseguidor de Lampião. A sua atuação contra os bandidos deu-lhe oportunidade de mostrar qualidades nas missões mais difíceis, sempre a ele confiadas. “Sua peregrinação pelos sertões foi longa e vitoriosa”. Lampião temia a sua volante: disciplinada, corajosa e guerreira.
E explicava: Euclides, além de valente, era cauteloso e hábil estrategista, procurava sempre deixar a salvo os seus companheiros e comandados. Manuel Neto “era doido”, costumava dizer Lampião. Partia para cima dos cangaceiros “feito cachorro azedo”, o que de certa forma facilitava a reação dos bandidos.
O bravo nazareno parecia desconhecer o significado da palavra medo. Parecia, apenas, pois poucos tinham, como ele, tanto medo... de alma! Tinha verdadeiro pavor pelas coisas do outro mundo.
Deixando, em 1940, o Comando do Esquadrão de Cavalaria, o capitão Manuel Neto voltou a comandar a 1ª Companhia, assumindo depois o cargo de Subcomandante Interino do 2º Batalhão, onde foi elogiado pelo comandante que realçou a “dedicação ao trabalho, o empenho em serviço, o amor à disciplina, traduzidos nas diversas modalidades e ainda mais no acatamento ao chefe; o dom da iniciativa e o espírito de corporação”.
A 19 de fevereiro de 1943, foi nomeado Delegado Regional da 11ª Zona Policial, com sede em Ouricuri. Ali permaneceu até o mês de setembro do mesmo ano. Voltou à capital e assumiu o Comando da 2ª Companhia e, no ano seguinte, novamente o Esquadrão de Cavalaria.
Aos 14 de dezembro de 1944, foi nomeado Delegado Regional da 8ª Região Policial, com sede em Sertânia, onde permaneceria até fevereiro de 1946. Nesse cargo, em março de 1945, recebeu elogio do C.el José Arnaldo: “Oficial de muito boa vontade. Rigoroso no cumprimento do dever”.
Em Sertânia, levaria um grande susto: no dia 5 ou 6 de junho de 1945, ao se dirigir a um preso, foi por ele alvejado no abdômen, tendo sido levado em estado grave para a cidade de Pesqueira, onde foi operado e passou a receber todos os cuidados médicos, restabelecendo-se, finalmente.
Sete meses depois, foi promovido a major, por merecimento. Mas, em ato posterior, o Interventor Federal considerou sua promoção “por antigüidade.”
Em agosto de 1946, assumiu a Chefia da Assistência do Material e, mais uma vez, recebeu referências elogiosas: “Também é de justiça elogiar o major Manuel de Souza Neto, que vem de ser designado para a Chefia da Assistência do Material, pela dedicação em que se houve no exercício do comando do 3º B.C.. É o que faço com satisfação.”
E logo em setembro do mesmo ano, foi “louvado pelo esforço, dedicação e amor à Corporação, manifestado por ocasião dos treinamentos para a parada de 7 de setembro, concorrendo para o brilhantismo alcançado pela Força Policial de Pernambuco, pelo garbo, marcialidade e disciplina com que se apresentaram seus elementos em público.”
Ao final de 1947, entrou numa fase difícil de sua vida, afastando-se do trabalho por um ano, para tratamento de saúde. Em novembro de 1948, foi operado e desligado do serviço por mais um ano. Finalmente, aos 27 de outubro de 1949, foi transferido, a pedido, para o Quadro Suplementar.
PREFEITO:
Na década de 1950, com o apoio de João Inocêncio, o coronel Manuel Neto foi eleito prefeito de Ibimirim, passando a fazer uma boa administração .Deixando a prefeitura, passou a viver exclusivamente de sua aposentadoria. Nasceu pobre e morreu pobre, nada deixando para a família.
Calado, introspectivo, não deixava transparecer o homem valente que era. Dificilmente falava sobre suas lutas contra o banditismo. Achava que isso poderia influenciar ou estimular os jovens.
Aos 78 anos, faleceu às 7 horas e 45 minutos do dia 3 de novembro de 1979, no Hospital da Polícia Militar, no Derby (Recife). Seu corpo foi levado para sua terra natal, sendo sepultado em Nazaré.
Morreu solteiro. “Quando se perguntava por que não casava, respondia que era um homem de intrigas e que vivia sujeito” a ser morto “a qualquer momento”. E assim fugia ao casamento. Mas deixou pelo menos dois filhos com Otacília Gomes de Sá.

O TEXTO SOBRE O CORONEL MANOEL NETO FOI EXTRAÍDO DO EXCELENTE LIVRO:
FLORESTA – UMA TERRA UM POVO ( I I Volume )

Autor: Leonardo Ferraz Gominho, 1996, pgs 166/187 .


FINAL

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O TENENTE ABDON NUNES

Por José Mendes Pereira
Historiador Raimundo Soares de Brito

Diz o historiador Raimundo Soares de Brito em seu livro "Ruas e patronos de Mossoró" Fundação Vingt-un Rosado Coleção Mossoroense que, 

Tenente Abdon Nunes - http://jotamaria-pmpatrono.blogspot.com.br/

o tenente Abdon Nunes era oficial da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, e exerceu as funções de delegado de polícia em vários municípios do Estado, entre eles: Areia Branca e Mossoró. 

Uma das marcantes passagens do bando de Lampião no estado do Ceará, foi sem dúvidas sua chegada à cidade de Limoeiro do Norte, na região do Jaguaribe - cariricangaco.blogspot.com.

Afirma ainda o historiador que, por ocasião do ataque de Lampião à Mossoró, chamado às pressas, veio em socorro da cidade ameaçada. Tempos depois, quando abriram inquérito para apurar a morte do facínora Jararaca, ele teve a coragem de assumir a responsabilidade.  

O cangaceiro Jararaca preso e doente na Cadeia pública de Mossoró-RN  em 1927

O tenente Abdon Nunes era um homem de temperamento decidido, franco e corajoso. Faleceu em Natal no posto de Capitão da Polícia Militar. 

Infelizmente não consegui o dia, mês e ano do seu falecimento.

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Lançamento do livro CHARGES COM LAMPEÃO

Autor Luiz Ruben Bonfim

Amigo José Mendes,

Estou divulgando o meu mais recente livro: CHARGES COM LAMPEÃO, que acabo de receber da gráfica. Segue no anexo a capa e a introdução. Brevemente chegará às suas mãos um exemplar.
Saudações cangaceiras,

Introdução

Lendo e pesquisando tantos jornais e revistas da época em que Lampião atuava, isto é, anos 20 e 30 do século passado, não passou despercebido, de vez em quando aparecia caricaturas e charges de Lampião, mas, o que me chamou a atenção foi a utilização do personagem com a política e os políticos do poder naquele período.

Contextualizar cada charge ou caricatura seria por demais maçante, pois creio que elas não perderam o caráter atemporal.

As codificações visuais que os chargistas queriam passar ao retratar Lampião eram afetadas de acordo com a região do artista, o que determinava, até pela falta de conhecimento que tinham do caricaturado, a representação de formas tão dispares na fisionomia desenhada. 

As charges com Lampião, nessa pesquisa, abrangem o período de 1926 a 1939, porém acrescentei duas de 1969, sendo a última apresentada, uma propaganda com alusão ao desenvolvimento industrial através de incentivos fiscais, citando Sudam-Sudene onde Lampeão é usado como referência de uma região. Ao todo o livro mostra 83 charges e caricaturas.

A charge tem como finalidade satirizar, descrever ou relatar fatos do momento por meio de caricaturas, com um ou mais personagens de destaque, nas áreas da política com maior frequência.

As apresentadas nesse livro abrangem personagens de prestígio nacional como o Padre Cícero, Antônio Carlos, governador de Minas, Capitão Chevalier, com a famosa tentativa de uma expedição contra Lampião no início dos anos 30, Getúlio Vargas como presidente do governo provisório após a revolução de 1930.

Após sua morte, cartazes foram utilizados como propaganda de filme da Warner, com James Cagney “substituindo o famoso cangaceiro nordestino”.

A propaganda comercial também utilizou com frequência o nome de Lampião. Como curiosidade inseri no trabalho as da Casa Mathias e O Mandarim, que apresentavam nos seus comerciais um conteúdo humorístico.

Até o conhecido compositor Noel Rosa, como Lampeão foi caricaturado. Como se fossem dois personagens ao mesmo tempo é mostrado características de identificação de Lampião com o rosto de Noel Rosa. Mesmo nas capas de famosas revistas, Careta em 1926 e 1931, O Cruzeiro em 1932, Lampeão é caricaturado.

Na contracapa desse livro, consta a foto original muito popular de Lampeão e seu irmão Antônio Ferreira, já nesta época, famigerado cangaceiro, perseguido em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas. Foi tirada em Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, onde Lampeão foi convocado pelo Padre Cícero a pedido do deputado federal Floro Bartolomeu, para combater os inimigos do governo de Artur Bernardes, a Coluna Prestes, em 1926. Na capa, usando a foto da contra capa, foram introduzidas as faces de Getúlio Vargas como Lampeão e Osvaldo Aranha como Antônio Ferreira. Foi publicada pelo Estado de São Paulo em 24 de setembro de 1933, sendo Getúlio já vitorioso da revolta de 1932 em São Paulo. 

O desenho era utilizado, isto é, a charge, como uma crítica político social onde as situações cotidianas são exploradas com humor e sátira. Lampião foi personagem principal dos chargistas, mas o objetivo era atacar os poderosos da época, geralmente vítima dos jornais da oposição.

Coloquei tudo numa ordem cronológica para facilitar a sequência histórica, pois, no futuro com a leitura das diversas obras publicadas sobre Lampião e o cangaço em geral, teremos uma visão não contextualizada das sátiras contra os personagens vítimas dos chargistas.

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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Casa velha que Lampião se arranchava na cidade de Queimadas( sertão da Bahia)

https://www.youtube.com/watch?v=ABee-qVTmcM

Romildo Bispo dos Santos - Publicado em 21 de Janeiro de 2011

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LAMPIÃO E FAMÍLIA NOGUEIRA( ZÉ NOGUEIRA E SEUS FILHOS LUIZ E RAIMUNDO

https://www.youtube.com/watch?v=BAltUQzZNAI

Publicado em 22 de setembro de 2014.

LAMPIÃO. 

JOÃO NOGUEIRA NETO CONTA SOBRE A MORTE DE ZÉ NOGUEIRA E A PRIMEIRA BRIGADA DA CASA GRANDE, FAZENDA SERRA VERMELHA.

Categoria: Pessoas e blogs.
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Cangaceiro Antônio Silvino Na fazenda Maxinaré Pedra Lavrada PB

https://www.youtube.com/watch?v=D42Cl1p4Mmg

Publicado em 28 de jul de 2014

Hellyo Viturino

Nesse vídeo você ver Manuel Belo e Graciliano,Neto e Bisneto de Zé Gato Amigo do cangaceiro Antônio Silvino, falam pela primeira vez e mostram o local do combate em 1913, gravado no dia 26 de Julho de 2014, na Fazenda Maxinaré em Pedra Lavrada, no Estado da Paraíba.


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APRESENTO AOS AMIGOS O MEU MAIS NOVO TRABALHO


O livro "NAS TRILHAS DE MEU AVÔ" pode ser adquirido: Em Mossoró na Livraria Independência. Em Natal na Livraria Nobel, da Avenida Salgado Filho. 
O valor do livro é 30,00 reais. 

Um grande abraço,
José Edílson de Albuquerque Guimarães Segundo

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JESUÍNO BRILHANTE: O CANGACEIRO



Final do século XIX. Por conta de um primo, assassinado por coronéis da região, Jesuíno adota os ideais abolicionistas e republicanos e jura vingança. Arma um grupo e dizima soldados do contingente do Governo. Os coronéis decidem prender o pai de Jesuíno a fim de atrair o rebelde para uma cilada. Jesuíno invade a cidade, mas, traído por um capanga, cai baleado depois de chacinado seu bando.

"Embora de família importante, Jesuíno Brilhante é rude a afeiçoado à vida do campo. Por influência de um primo, Botelho, começa a seguir ideais abolicionistas e republicanos. A crescente popularidade de Botelho, entretanto, passa a incomodar os 'coronéis' da região, que acabam por mandar assassiná-lo. Jesuino jura vingança e sua fama de homem valente se espalha. Quando seus inimigos - a família Limões - pedem ao Governo o envio de um contingente policial para dar combate aos Brilhante, Jesuíno instala seu grupo numa gruta de difícil acesso e dizima a soldadesca. Em 1877, abatendo-se sobre o sertão uma grande seca, Jesuíno distribui com os retirantes famintos os suprimentos mandados pelo Governo e que iriam parar nas mãos da família Limões. Inconformados, os Limões resolvem prender o pai de Jesuíno a fim de atrair o filho a uma cilada. Jesuíno invade a cidade de Pombal, consegue libertar o pai, mas é derrotado: um de seus capangas, Cobra Verde, é capturado e denuncia a localização do bando. Os soldados atacam, o bando é chacinado, e Jesuíno, ao tentar romper o cerco, é baleado." (ALSN/DFB-LM)



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Personagens Históricos ZÉ DO TELHADO - FILME E HISTÓRIA - FINAL


P.S.1

O julgamento de Zé do Telhado iniciou-se em 25 de Abril de 1859, com acusação pública em 9 de Dezembro do mesmo ano. Foi condenado na pena de trabalhos públicos por toda a vida, na costa ocidental de África e no pagamento das custas. Esta pena foi mantida pelo Tribunal da Relação do Porto, cujo acórdão de sentença substituíu a expressão "costa ocidental de África", por "Ultramar". 

https://www.youtube.com/watch?v=YOixhCAg-mY#t=16

Por acórdão da mesma instância, foi comutada a pena aplicada na de 15 anos de degredo para a África Ocidental, que contou desde a data de publicação do Decreto de 28 de Setembro de 1863.

A condenação deu como provados os seguintes crimes: tentativa de roubo, na forma tentada, em casa de António Patrício Lopes Monteiro, em Santa Marinha do Zêzere, comarca de Baião, homicídio na pessoa de João de Carvalho, criado de Ana Victória de Abreu e Vasconcelos, de Penha Longa, Baião, roubo na casa de referida senhora (Casa de Carrapatelo) de objectos de ouro e prata no valor de oitocentos mil e um conto de reis e algumas sacas com dinheiro, cujo valor a queixosa calculou em doze contos de reis, ainda que revelasse desconhecer os montantes visto que o dinheiro se encontrava na casa mortuária onde jazera, poucos dias antes, seu pai, e, após isso, ela ainda nem sequer lá voltara a entrar, roubo em casa do Padre Padre Albino José Teixeira, de Unhão, comarca de Felgueira, no valor de um conto e quatrocentos mil reis em dinheiro e ainda objectos de prata e outro, outro homicídio na pessoa de um correligionário, ferido num confronto com as autoridades.

Para além de outros crimes de roubo e de resistência à autoridade, foi também condenado como autor e chefe de associação de malfeitores e de tentativa de evasão do reino sem passaporte, com violação dos regulamentos policiais.

FINAL
Texto: Português
Áudio: Português
Fonte: Wikipédia - YouTube - Setúbal na Rede


http://ruilyra.blogspot.com.br/2014/09/ze-do-telhado-filme-e-historia.html

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LIVROS DO GERALDO MAIA DO NASCIMENTO


ATENÇÃO: Novo livro do cangaço publicado: 

AMANTES GUERREIRAS: A Presença da Mulher no Cangaço, de Geraldo Maia do Nascimento, Natal-RN: Editora do Sebo Vermelho, 2015, 132 páginas. O pesquisador do cangaço, Geraldo Maia do Nascimento, também conhecido por GMaia, nascido em Natal e radicado em Mossoró, relança o Livro: AMANTES GUERREIRAS:..., agora em 2ª Edição, com o conteúdo ampliado, ou seja, com 132 páginas. O Autor faz uma compilação de quase 100 nomes de cangaceiras. O livro pode ser adquirido com o Professor Francisco Pereira Lima, em Cajazeiras-PB ou no Sebo Vermelho, em Natal-RN. - Carlos Alberto

 Preço: R$ 35,00 com frete incluso. 

Pedido: franpelima@bol.com.br



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MOSSORÓ NA TRILHA DA HISTÓRIA

ANOTAÇÕES


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O BANQUEIRO DE MOSSORÓ - SEBASTIÃO FERNANDES GURGEL - PARTE III

Por Mariana Gadelha
Sebastião Fernandes Gurgel  - 1946 - www.azougue.org

VIDA PÚBLICA

O comerciante e banqueiro participou ativamente da vida social mossoroense desde que começou a morar no município. Nos primeiros dias após a mudança, associou-se ao Instituto Literário 2 de Julho, e em agosto de 1910 tornou-se membro do Tiro de Guerra de Mossoró,

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que tinha como objetivo proporcionar instrução militar à classe de comerciantes. No mesmo mês do anos seguinte, participou da Fundação da Sociedade da União Caixeiral. que assistia social e educativamente os comerciários locais. A entidade também foi a primeira instituição de ensino profissionalizante de Mossoró, com a 

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Escola Técnica de Comércio União Caixeiral fundada e m 1935, destinada à formação exclusiva de técnicos em Contabilidade. Hoje, em dia, o antigo prédio da União Caixeiral, na Praça da Redenção, abriga a Biblioteca Municipal de Ney Pontes Duarte.

O empresário ainda foi presidente da Associação Comercial e Tesoureiro do Hospital de Caridade de Mossoró, cargos que somados aos restantes o levaram a uma posição de destaque na sociedade da época. A popularidade e boa imagem junto aos mossoroenses levaram o também militante político à Câmara Municipal, onde cumpriu pelo menos três mandatos de vereador. Em 1948, candidatou-se a prefeito de Mossoró, mas perdeu as eleições para Dix-Sept Rosado.

Em 25 de março de 1911 nascia em Mossoró Jerônimo Dix-Sept Rosado Maia. - Foi prefeito de Mossoró e Governador do Rio Grande do Norte

Já a esposa, Elisa Rocha Gurgel, foi pioneira do processo de conquista dos direitos da mulher pelo foto feminino, ao lado de Beatriz Leite de Morais, Maria Silva de Vasconcelos e Celina Guimarães Viana - primeira eleitora do Brasil e primeiro foto feminino da América Latina. 

CONTINUA...

Fonte: Revista BZZZ
Digitado por José Mendes Pereira

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