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quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Sebo Vermelho

 Antonio Ferreira da Silva Neto
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O Sebo Vermelho abre as portas nesta quarta-feira para o lançamento do livro "Lampião em Mossoró", do historiador Raimundo Nonato. Falecido em 1993, Nonato construiu sua obra a partir da análise de documentos e pesquisas em publicações da época. Hoje, surante todo o dia, o livro, de 325 páginas, custará R$ 30, depois o preço de capa sobe para R$ 40.
Reprodução

Originalmente publicado em 1955, o título traz preciosidades como o depoimento do cangaceiro Jararaca, capturado pela polícia mossoroense e morto na prisão, publicado no jornal O Mossoroense; e a transcrição do diário do coronel Antônio Gurgel, que registrou a experiência de ter sido refém do bando de Lampião por 16 dias. Também reproduz o suposto bilhete enviado por Lampião ao prefeito de Mossoró em junho de 1927; e traz uma fotografia da milícia formada para defender a cidade.

"Tudo aconteceu no dia 13 de junho, fim de tarde de uma segunda-feira chuvosa, quando Lampião entrou em Mossoró, perdeu dois cangaceiros e colecionou sua maior derrota", diz a obra, que ainda aponta como culpado o jagunço potiguar Massilon, "que fez a cachola de Virgolino, dizendo ser negócio atacar a terra de Santa Luzia".

"Lampião em Mossoró" traz narrativa cronológica, imagens históricas, poemas da época sobre o episódio, transcrição de documentos e referência de processos atribuídos ao bando de Virgolino Lampião ferreira. A edição apresentada pelo Sebo Vermelho é um fac-símile da segunda versão do livro de Nonato, de 1956. Raimundo Nonato (1907-1993), patrono da cadeira 38 da Academia Mossoroense de Letras, lançou 96 livros, dentre os quais também escreveu sobre "A Revolução de Trinta em Serra Negra" (1955) e o cangaceiro de Patu "Jesuíno Brilhante - o cangaceiro romântico" (1970).

Fonte: Tribuna do norte
Atenciosamente,
Neto - Natal/RN
Enviado pelo pesquisador do cangaço:
Neto Silva, do "Blog do Neto"

Uma noite de ouro !

Por: Manoel Severo
Crhistiano Câmara, dona Douvina e Manoel Severo

O que dizer de nosso mais recente encontro Cariri Cangaço-GECC na Saraiva MegaStore do Iguatemi ? Bem, para quem teve a oportunidade de estar conosco; e o público do encontro foi realmente surpreendente, mais de 50 participantes; não teríamos problemas, entretanto para os muitos amigos que não puderam ir, temos uma tarefa verdadeiramente dificil em tentar refletir o grande presente que recebemos do incomparável Crhistiano Câmara.


"Agradeço a duas mulheres:A primeira a que me deu vida e a segunda a que me
fez acreditar na vida !"



Acompanhado da gentil e amável esposa, dona Douvina, filha e neta, o bom e velho Christiano se sentiu em casa. A presença dos muitos amigos, tanto do Cariri Cangaço-GECC, como muitos outros convidados especiais tornou o ambiente plural, mas acolhedor. O tempo passou mais rápido do que imaginávamos e como de outras vezes foi necessário nos convidarem a encerrar o encontro, uma vez que chegávamos às 22 horas. Ao final ficou um gostinho de quero mais.

Christiano Câmara é dessas pessoas únicas. Sua conferência, ou, o bate-papo, nos conduziu à fantástica e iniqualável ligação entre a História e a Música, ou, como a História sempre esteve presente e retratada na Música, ou ainda, como a inspiração, o poema e a emoção de compositores e interpretes, perpetuaram os fatos históricos através de suas composições.


Crhistiano Câmara e a noite Cariri Cangaço-GECC na Saraiva MegaStore


Ataufo Alves, Orlando Silva, Francisco Alves, Elisete Cardoso, Assis Valente, Pixinguinha, etc, etc, etc... Dos idos de 1900 até a primeira metade do século passado, Christiano foi nos mostrando a intrínseca e monumental ligação entre a música e a história, sempre com seu carisma e humor inteligente, "doa a quem doer" acabou tornando a reunião do Cariri Cangaço-GECC, inesquecível. Vale ressaltar que todo o encontro foi gravado pela equipe de televisão da FGFTv e logo logo estaremos disponibilizando para todos os nossos amigos. Valew Christiano Câmara !

Manoel Severo
Cariri Cangaço-GECC

 http://cariricangaco.blogspot.com.br/2012/04/uma-noite-de-ouro-pormanoel-severo.html

Eu, Cachorro.


Por: José Mendes Pereira

Alguns me chamam Pety, Leão, Scoob, Joy, nomes que me fazem feliz; enquanto outros me chamam de Vira-lata, Cachorro..., Mas de todos que mais me aborrece é quando me tratam de Cão. Não tenho nenhuma aparência de Lúcifer. E por que me comparam com ele?

Nunca fui tratado com respeito e dignidade, apenas vez por outra alguém me agrada, mas logo me ameaça com chicotes, dando-me violentas pancadas. 

Se eu adoecer, são poucos que têm dó de mim, levando-me a um simples prático veterinário, que ainda abra a boca e diz para o meu comandante: “Se ele fosse meu, eu o sacrificaria”.

Estou sempre pronto para defender o meu comandante, e ai daquele que se atrever em tocar-lhe a mão, parto sem armas para cima do agressor, e por ele, com os meus afiados caninos, sou capaz de morrer ao seu lado.

Sou eu quem defende todos, mas não me dão mais do que um resto de comida, misturado com ossos, que muitas vezes me engasgo, chegando até  morte. 

Sei que sou cão e quase nada valho para os que me ordenam. E sou realmente cachorro, mas não sou tão cachorro tanto quanto um homem cachorro. 

http://blogdomendesemenedes.blogspot.com