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domingo, 1 de julho de 2012

Projeto para a Praça dos Seresteiros em Mossoró

Por: Oseas Lopes - o cantor Carlos André

Amigo Mendes,

A Praça dos Seresteiros é Cultura Popular, e como a nossa cidade de Mossoró é considerada a capital da cultura popular do Rio Grande do Norte, essa Praça a muito que já era para estar pronta, em homenagem, não somente ao Cocota, mas toda classe artística  de nossa cidade.


  Francisco de Almeida Lopes - o seresteiro Cocota
Foto do acervo do pesquisador do cangaço: Kydelmir Dantas

Ali, também será uma homenagem a toda classe artística, onde pretendemos fazer um pequeno palco, e nas paredes, colocaremos quadros dos grandes do Rádio na época como:

Da esquerda para direita: José Renato, sobrinho de Paulo Gutemberg, Nilo Santos, radialista e Paulo Gutemberg

Paulo Gutemberg, Genildo Miranda e tantos outros. Todos serão lembrados


Genildo Miranda está no centro da foto

No paredão da barragem faremos caricatura de todos os artistas da terra. Ali também serão colocadas algumas mesas, com a seguinte inscrição: "MESA DA FAMA", com nomes de seus artistas que se destacaram no cenário artístico Nacional. (A título de ilustração, nos Estados Unidos da América, existe a calçada da fama).  

Na praça será um dia o encontro de toda classe artística da cidade. Por cima da barragem, teremos que fazer, de acordo com o projeto, uma ponte de madeira, tipo passarela, por cima da barragem, ligando o local onde fica a ARTE DA TERRA" e a "PRAÇA DOS SERESTEIROS." Quem estivesse na Arte da Terra, não precisaria pegar o carro e dar a volta até a Praça, e sim, atravessaria a passarela. Esta passarela teria (e tem) um toque turístico cultural, com o rio cheio, então que seria bonito ficar na passarela bem em cima da barragem. Logicamente, que aos lados da passarela, teremos uma proteção aos lados fechados, para evitar alguma surpresa de algum descuido. 

A Praça dos Seresteiros às sextas feiras, teremos Mossoró ao Luar, com Seresta, e as quartas feira à noite do chorinho com artistas da terra. será incluído também uma lanchonete barzinho, que ainda estou estudando o nome bem popular que se identifique com o local.

Vamos se falando quando surgirem outras lembranças.

Grande abraço.
 
Oseas Lopes (Carlos André)


Tel. 55 (81) 3422.0605 / (81) 9121.4485

Discípulo de Peter Pan -

Três anos sem Michael Jackson


link: Smooth Criminal

Michael Jackson sempre foi brilhante. Falar sobre ele seria demorado, pois a vida artística começou aos 5 anos de idade, o que privou sua infância, daí histórias não faltaram. Taí um fato que não recordaram quando anos mais tarde o nome dele foi envolvido em processos sobre pedofilia. Michael não teve infância, mas sempre foi um menino. Fã de Peter Pan, o garoto que não cresceu da história e que vivia na Terra do Nunca.

Michael sempre se dedicou aos seus fãs. Foi "programado" assim. Desde muito tempo eu particularmente já temia por um fim precoce e trágico do astro. Uso muito pouco essa palavra: Astro. Porque muitos querem ser, mas poucos o são. Quando fui ao cinema assistir ao "This is It", não tive dúvidas que essa é a única forma de definí-lo.

Tirando os excessos que vão desde as muitas plásticas e aos filhos e suas origens mal explicadas, digo que Michael na minha opinião foi mais uma vítima da mídia em forma de máquina que produz dinheiro e não se sacia nunca, pouco se importando com o destino de "seus produtos".

Vai lá, Michael... descança em paz na Terra do Nunca e deixa com a gente a tua música.

Discurso sobre a minha família

"Minha querida família, meus avós maternos morreram, o meu avô Arthur, pai do meu pai, morreu, e fiquei com mais algumas pessoas na minha família.

Mesmo nas diferenças dos rostos sempre temos amor em nossos corações inseparáveis pelas pessoas que adoramos.

Quando imagino, consigo ver meu lugar divertido e um pouco triste, para mim não existe lugar vazio, tenho uma família grande que me ama!"


Autora: Christine Steigleder da Costa - 7 anos e meio


Dica Cultural


Teatro João Caetano. Estava eu lá assistindo o Mágico de Oz que misturou efeitos especiais, de vídeo, audio, canto, música, circo e dança.


Um espetáculo envolvente que mexe nos corações de crianças de todas as idades.


 

Até o Totó, cachorrinho da Dorothy, fez seu show a parte, merecendo destaque ao lado de Mieli (O Mágico), Lucio Mauro Filho (leão medroso) e Maria Clara Gueiros (com seu humor descontraído faz a Bruxa Malvada).


Surprendente também a atuação de Malu Rodrigues (cantora e atriz de apenas 18 anos) que incorporou com perfeição e maturidade a personagem que chega ao Mundo de Oz e faz amigos como o Homem de Lata (Nicola Lama), o Espantalho (Pierri Baitelli) e o Leão Covarde.

Pais, levem seus filhos. Diversão sadia e emocionante. Um investimento.



Parte 3
Dia 08 de Julho.
 Falta pouco.

Enviado por M@rcos Cost@

Praça dos Seresteiros em Mossoró vira ponto de encontro de moradores de rua

Esta é a tal Praça dos Seresteiros de Mossoró. Que coisa, hein!?

Ponto de encontro de artistas mossoroenses décadas atrás, a Praça dos Seresteiros está hoje completamente abandonada. Situada no centro da cidade, às margens do rio Apodi-Mossoró, o local serve atualmente como abrigo para moradores de rua e não recebeu nenhum tipo de apoio do poder público recentemente.

Construída em um espaço estratégico, a praça, que deveria ser mais uma opção de lazer para a população mossoroense, acabou preocupando aqueles que transitam pelo local diariamente. "O abandono gera uma certa insegurança. Quando chega a noite, fica perigoso para quem trabalha próximo à praça e também para os estudantes, já que existe uma escola perto do local", destaca a discente Carla Adriane.


A Praça dos Seresteiros recebeu esse nome em homenagem a Cocota Lopes, artista mossoroense morto na década de 70, irmão dos cantores


Carlos André, João Batista e Hermelinda, que formaram o conhecido "Trio Mossoró", grupo de sucesso na década de 60.




Assassinado em 1961, Cocota estava se preparando para tentar a vida solo, quando foi morto com 38 tesouradas, em Mossoró.
Passado algum tempo após a tragédia, a Praça dos Seresteiros foi construída e lá eram realizados encontros entre cantores da cidade. O local também ganhou homenagem em um dos trabalhos do Trio Mossoró, através da música "Praça dos Seresteiros", escrita em homenagem a Cocota Lopes.  

Sedetema diz que reforma do logradouro deverá ser feita em 2012

A Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedetema) anunciou, através de seu titular, Alexandre Lopes, que já existem levantamentos em execução para a reforma da praça, que deverá ser iniciada e concluída em 2012.

"Até o final do ano, esses levantamentos devem ser finalizados. Estamos com dificuldade para realizar esse trabalho, pois atualmente a secretaria só dispõe de um topógrafo, profissional responsável por essa atividade, e que está sobrecarregado", explica Alexandre Lopes.

De acordo com o secretário, como o espaço ocupado pela praça é pequeno, a reconstrução deve ocorrer rapidamente. "O local é pequeno. Quando os levantamentos forem concluídos, nossa equipe vai elaborar o projeto, depois será iniciado o processo de licitação, e na sequência as obras, que devem estar prontas já em 2012", enfatiza o representante do Poder Executivo municipal.

ADENDO

O ano de 2012 já está caminhando para o fim, e nada foi feito ainda em prol da Praça dos Seresteiros.

Por que não contrataram um topógrafo profissional para este fim? Não é preciso ser concursado, basta contratá-lo, terminou a obra, adeus e mais nada! O mais certo é porque não querem reformar a Praça dos Seresteiros.

Blog do Mendes e Mendes


Para quem não viu!

O Cangaço - Grande Debate

 Severo, Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira e Ricardo Albuquerque.

Por ser contada quase sempre pelos vencedores, a história do Brasil costuma menosprezar seus heróis populares. No caso do cangaço, no entanto, a coisa foi um pouco diferente... Lampião, ícone do movimento dos cangaceiros, soube tirar proveito de uma das mais importantes invenções do início do século passado, para tirar o cangaço do sertão profundo e levá-lo ao conhecimento da população das grandes cidades.

Foi através da fotografia, dos registros fotográficos, que o cangaço ganhou as páginas dos jornais e excitou a imaginação popular. Fez de Lampião herói nacional e inimigo público número um do estado. Estado, que também soube usar o poder da imagem quando não hesitou em divulgar as imagens das cabeças decepadas de lampião e seu bando... Imagens que chocaram o mundo. Tudo isso, e muito mais, está registrado numa das mais importantes publicações brasileiras sobre o cangaço que está sendo entregue esta semana ao público brasileiro e é o tema do Grande Debate! Apresentação e moderação do jornalista Ruy Lima.

Debate! Apresentação e moderação do jornalista Ruy Lima.



 






Parecer do Coroné Severo

Na última quarta-feira 20/06 tivemos a grata oportunidade de participar ao lado dos confrades de GECC-Cariri Cangaço; Ângelo Osmiro, Ricardo Albuquerque e Aderbal Nogueira; do Programa Grande Debate, veiculado pela TV O Povo e que tem como âncora o jornalista Ruy Lima. O debate teve como ponto principal o livro "Iconografia do Cangaço", orgnizado por Ricardo Albuquerque e que traz um conjunto de imagens da época em que o fenômeno do cangaço imperava pelos sertões nordestinos.

Por mais de uma hora foi possível discorrer sobre vários aspectos ligados a esta mesma iconografia, quando nos detemos por exemplo, sobre a percepção que Lampião possuia "de sua própria imagem" e o quanto o rei do cangaço acabou utilizando-se da mesma, quando compreendeu o magnetismo que exercia sobre a população do sertão; outros aspectos foram abordados, como a presença das mulheres a partir de Maria Bonita, seu papel dentro do bando, o amor, a paixão, a vaidade, enfim.

Ricardo Albuquerque, o responsável pelo "Iconografia do Cangaço" , nos apresentou todo o cenário que antescedeu a grande saga do mascate Benjamin Abrahão em busca da fama por ser o primeiro a filmar o bando de Virgulino; a presença de avô de Ricardo, Ademar Albuquerque como grande financiador e incentivador da empreitada e todo o rosário durante mais de 15 anos, pelo qual foi submetido o espetacular material colhido pelo secrerário do Padre Cícero.

Ainda com a qualificada participação dos confrades Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, foi possível discutir sobre as muitas imagens contidas no
obra organizada por Ricardo Albuquerque que ainda traz um DVD com os 15 preciosos minutos do que restou das filmagens originais de Abrahão com o bando de Lampião; 4 desses minutos, totalmente inéditos.

A noite foi extremamente agradável, não só pela atmosfera do Programa e talento do grande apresentador Ruy Lima, mas e principalmente pelo oportunidade de levar mais uma vez ao grande público telespectador, um pouco dessa intrigante e sensacional história do cangaço no nordeste. O Grande Debate é veiculado na Tv O Povo de Fortaleza e será reprisado durante a semana em curso.

Manoel Severo
Sócio da SBEC, Diretor do GECC
Curador do Cariri Cangaço

O Grande Debate você assiste ao vivo de segunda a sexta às 19h na TV O POVO/Fortaleza (Canal 48 | Net 23 | TV Show 11 ou pelo
Site


Pesquei na: TVOPovo/YouTube
E eu pesquei na barragem do Kiko Monteiro



LAMPIÃO E O FOGO DA MARANDUBA

Por: Archimedes Marques

O ferrenho combate denominado “Fogo da Maranduba”, ocorreu no dia 9 de janeiro de 1932, na Fazenda Maranduba, município de Poço Redondo, aqui no nosso querido Estado de Sergipe, cujo intenso e sangrento tiroteio é considerado um dos três maiores enfrentamentos entre cangaceiros e policiais volantes na história do cangaço. Dizem os pesquisadores e historiadores que esse combate só é comparado à sangrenta batalha de Serra Grande, em Pernambuco e ao não menos cruento embate de Serrote Preto, nas Alagoas. As baixas em Maranduba foram muitas e das polícias volantes comandadas pelos audazes combatentes perseguidores Tenente Manuel Neto e  Capitão Liberato, contabilizaram-se oito mortos e diversos feridos, enquanto que, por parte dos perseguidos cangaceiros somente três mortos e um ferido.

Sem sombra de dúvida, os três combates acima citados se notabilizaram por seus aspectos grandiosos e pela engenhosidade de um líder inconteste, o famigerado estrategista Lampião. O famoso bandoleiro à frente de seus cangaceiros, sempre em inferioridade numérica viria a alcançar essas três vitórias fragorosas, imprimindo vergonha às hostes governamentais, provando assim que as Forças policiais volantes agiam mais com a emoção transpondo a própria razão, que na verdade não passavam de atrapalhados soldados de guerra e apesar das diversas batalhas desenvolvidas com os cangaceiros em aproximadamente vinte anos de atuação, nunca conseguiram atingir os seus objetivos, a não ser em 28 de julho de 1938, mesmo assim por conta da traição do coiteiro Pedro de Cândido – torturado ou não – que levou o então Tenente João Bezerra da Força policial alagoana até a grota do Angico, em Sergipe, massacrando o bando de surpresa em uma madrugada e pondo fim à carreira criminosa do maior dos cangaceiros das terras nordestinas.

Adentrando na questão dos personagens policiais militares que participaram do “Fogo da Maranduba”, bem verdade é que o Tenente Zé Rufino da Força policial baiana, o “grande caçador de cangaceiros”, se fez presente nessa refrega, mas não em comando e sim comandado pelo Capitão do Exército Brasileiro, Liberato de Carvalho. Das baixas fatais da Força pública, quatro pertenciam à tropa do Capitão Liberato de Carvalho, da Bahia, e quatro da tropa do bravo nazareno Tenente Manoel Neto, de Pernambuco. Do pelotão sob o comando do Capitão Liberato de Carvalho sucumbiram Elias Marques, João de Anízia, Pedrinho de Paripiranga e Manoel Ventura. De Nazaré, ou seja, dos nazarenos comandados por Manoel Neto, morreram no combate Hercílio de Souza Nogueira e seu irmão Adalgiso de Souza Nogueira, João Cavalcanti de Albuquerque e Antônio Benedito da Silva.

Da batalha que teve início por volta do meio dia e se estendeu até o por do sol, consta que ali estavam os cangaceiros se preparando para comer, para depois nas pias existentes, ou seja, nas águas empoçadas entre as pedras, abastecerem os seus cantis e seguirem sertão adentro nas suas tristes sinas de crimes de todos os tipos e eterna fuga. Naquele dia, pensando surpreender o bando, os policiais volantes no escaldante sol, se aproximaram pela caatinga da Fazenda Maranduba, mas terminaram cometendo os mesmos erros de combates anteriores. Contando como vitória certa os policiais subestimaram os adversários, principalmente por se encontrarem em supremacia numérica de homens que era de aproximadamente três vezes mais acabaram envolvidos por várias linhas de tiros engenhosamente armadas por Lampião e seus comandados.

Desse sangrento combate, em rápida análise, qualquer um pode imaginar, que a despeito das batalhas de Serra Grande e Serrote Preto, mais uma vez, os comandantes das Forças policiais presentes em Maranduba, acreditaram que a superioridade que detinham em homens e armas seria um fator de desequilíbrio no embate, dando provas de que a inteligência que deveria haver inerente aos verdadeiros líderes sempre ficou abaixo dos arroubos das suas valentias. A raiva, a fúria e a arrogância foram confrontadas com o sangue-frio, a paciência e a inteligência de Lampião.


Assim, cautelosamente Lampião, como grande estrategista de guerrilhas que era, postou seus homens entrincheirados em sete Umbuzeiros ali existentes, de modo que os soldados ao entrarem arrojadamente no campo de fogo, ficaram cercados, encurralados, ou seja, em fogo cruzado, feito baratas tontas, alvos fáceis dos cangaceiros.

Ressalta-se que nesta batalha, para a importância na história das lutas sociais do Nordeste, outro ponto há de ser ressaltado, ou seja, referente à participação efetiva dos aguerridos e temíveis nazarenos, os homens de Nazaré, uma Força policial pernambucana dedicada em tempo integral na  caça a Lampião e seu bando, corajosos policiais lendários dos sertões nordestinos, famosos pela persistência de não desistirem nunca do seu objetivo, destemidos cabras-machos que andaram nos rastros dos cangaceiros por cerca de vinte anos.

Em recente visita ao cenário da batalha notei que pouco se conservou. A casa sede da Fazenda Maranduba toda ruiu, a vegetação típica da caatinga da época virou uma grande roça de palma para alimentar o gado, poucas pedras, as pias secas, apenas três dos enigmáticos Umbuzeiros ainda persistem em viver, além da Cruz que marca o local do sepultamento dos policiais, testemunham contra o tempo, aquela que foi uma das mais significativas vitórias de Virgulino Lampião.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br


Considerações sobre o Mata Sete

Por: Romero Cardoso

Buscar a verdade, elucidando os fatos como realmente aconteceram, deve permear as práticas de todo escritor. A história em seu julgamento inexorável não trata com condescendência àqueles que lançam aberrações contra personagens e fatos. Recebi livro de autoria do distinto historiador Dr. Archimedes Marques, por título “Lampião contra o mata sete”,  o qual li de forma interessada e bastante compenetrado, em razão da estima que tenho pelo tema.

Trata-se de importante contribuição à elucidação de complexa detratação contra a figura de Lampião e outros cangaceiros do bando, efetivada pelo magistrado aposentado Dr. Pedro Moraes em livro por título “Lampião, o mata sete”. Chamou a atenção a perspicácia do Dr. Archimedes Marques em fomentar através de impecável pes quisa acontestação às inverdades difundidas em livro, as quais vão de acusação de homossexualismo a adultério no cangaço comandado por Lampião.

Kydelmir Dantas, Múcio Procópio, Manoel Severo, Romero Cardoso e Antonio Vilela

Dr. Archimedes Marques mostra as contradições contidas no livro do magistrado sergipano através de reflexões e ponderações bastante seguras, asseveradas em consultas conscientes em obras e artigos que enfocaram o cangaço em diversos momentos. A imparcialidade deve mover a roda da história, pois a produção do conhecimento deve ser norteada através de compromisso efetivo com as bases da luta em prol da veracidade dos fatos e não enfatizada em proselitismo alicerçado em interesses diversos, os quais não poupam da mácula àqueles que não mais podem se defender de acusações pesadas sobre suas condutas quando vivos.

Tomando para si a responsabilidade de colocar nos eixos o que estava sendo invertido, Dr. Archimedes Marques torna-se defensor de um mito das caatingas do semiárido brasileiro, pois não obstante o comportamento violento, vale ressaltar os refrães de um clássico da cultura popular que enfatizou a figura de Virgulino Ferreira conforme segue: “Era brabo, era malvado, o Virgulino Lampião, mas era por que negar, nas fibras do coração o mais perfeito retrato das caatingas do sertão”.

José Romero Araújo Cardoso, geógrafo, professor-adjunto da UERN.

NOTA CARIRI CANGAÇO: Para adquirir a
Obra do confrade Archimedes Marques, entrar em contato através do email do autor: archimedes-marques@bol.com.br

cariricangaco.blogspot.com

O deleite de Volta Seca


O Pasquim encosta na parede O "Jésse James" do nordeste.


Clique no link abaixo para você ler a entrevista que o cangaceiro Volta Seca cedeu ao Jornal "O Pasquim", no ano de 1973.

Vale a pena ler.



sábado, 30 de junho de 2012

Game de cangaço no Facebook

 
O Cangaço Wargame foi lançado no dia 9 de junho de 2012, e pode ser jogado gratuitamente através do Facebook. A idéia do jogo nasceu há cinco anos, a partir da vontade de se desenvolver um jogo com base em nossa própria cultura, fugindo dos tradicionais cavaleiros medievais e soldados da segunda guerra mundial. Naquele momento, o Cangaço Wargame foi idealizado como um jogo de tabuleiro para tablets e smartphones.

Essa ideia inicial foi desenvolvida como um protótipo para tabuleiro com peças pintadas à mão, que foi utilizado para se testar e evoluir as mecânicas, regras e idéias do jogo. A experiência de desenvolver um protótipo de tabuleiro foi bastante gratificante e mostrou que o jogo e o tema se encaixam de uma forma muito divertida.


Durante os testes, notou-se que as batalhas eram muito competitivas, e os dois jogadores duelavam e interagiam com afinco durante a partida. Nesse momento, percebeu-se que o jogo possui características sociais muito marcantes e que o melhor ambiente para sua utilização seria o Facebook.

O jogo
No cangaço Wargame, você lidera um bando de cangaceiros em batalhas épicas nas fazendas, cidades e brejos da caatinga. Cada batalha é jogada em turnos contra um amigo de sua rede social no Facebook. Isso significa que você pode fazer a sua jogada sem que o seu amigo esteja necessariamente online. Dessa forma, uma partida pode ser jogada imediatamente, ou ao longo de um dia, ou até mesmo uma semana.

Ao iniciar uma partida, você irá comandar o seu bando de cangaceiros contra a temida volante, que será controlada pelo amigo escolhido na sua rede do Facebook. À medida que você vai vencendo seus amigos, sua pontuação vai aumentando e você poderá se tornar o “Rei do Cangaço”.

Em cada turno, você irá movimentar os seus personagens, atacar os seus inimigos, e se posicionar de forma a dominar o time adversário ou defender seu território, dependendo do tipo de batalha sendo jogada e do grupo que você está controlando: cangaceiros ou a volante, que possuem personagens e estratégias diferentes.

Para desbravar a aridez do sertão, você terá que racionalizar o uso da água, que é o recurso mais escasso e importante tanto para os cangaceiros quanto para a volante. No jogo, a água é usada para se “treinar” novos personagens e assim tentar obter uma vantagem tática na batalha.

História

Todos os elementos do Cangaço Wargame estão sendo baseados no movimento brasileiro que batizou o jogo. Muito do cotidiano dos cangaceiros será retratado, como por exemplo o fato dos cangaceiros atirarem de lado, pois assim, eles eram “meio homem” e ficavam mais difíceis de acertar. As roupas, cores, armas e as estratégias do jogo são cuidadosamente embasadas na historia do movimento. Para isso, a Sertão Games contou com a
consultoria de um dos maiores especialistas sobre o assunto, o médico e escritor Leandro Cardoso Fernandes.


O primeiro desafio que será apresentado ao jogador é completar a campanha de batalhas sob o ponto de vista de um bando de cangaceiros. A sequência de batalhas nessa campanha retrata diversos lugares onde ocorreram importantes eventos ligados ao cangaço. Para completar a campanha, o jogador precisará vencer seus amigos em cada uma dessas batalhas.

A época e os lugares em que o fenômeno do cangaço aconteceu também estão retratados no estilo, nos textos e na música do jogo, cuja trilha sonora está sendo composta pela banda Validuaté.

O cangaço foi lançado no dia 09/06/2012, e pode ser jogado gratuitamente, de qualquer lugar do mundo, através do Facebook.

Para notícias e mais informações, acompanhe a fanpage da Sertão Games:
CLIQUE AQUI

Para jogar :
CLIQUE AQUI

Videos





    Açude: Cangaço.com

E eu no açude do KIKO Monteiro

lampiaoaceso.blogspot.com

AS CRÔNICAS DO CANGAÇO – 1 (PADRE ARTUR E O BANDO DE LAMPIÃO)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

AS CRÔNICAS DO CANGAÇO – 1 (PADRE ARTUR E O BANDO DE LAMPIÃO)

Tornou-se célebre o episódio do encontro entre Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e o Padre Artur Passos, ou simplesmente Padre Artur, na residência dos amigos comuns Teotônio Alves China, o China do Poço, e sua esposa Dona Marieta, na povoação sergipana de Nossa Senhora da Conceição do Poço Redondo. 

Segundo as narrativas, o mês era o de agosto, no tríduo dedicado às comemorações em louvor à santa padroeira da povoação, Nossa Senhora da Conceição. No dia 15, data do festejo principal, havia celebração de missa pelo vigário da Paróquia de Porto da Folha, município sertanejo ao qual estava vinculado Nossa Senhora da Conceição do Poço Redondo.


Assim, no dia 15, antes do meio-dia, chegou à localidade o Padre Artur Passos no intuito de celebrar a tão aguardada missa. Cansado, depois de uma longa viagem em lombo de burro, desceu do animal defronte à casa do seu amigo China, local onde ficava todas as vezes que até ali se dirigia. Descansaria um pouco, almoçaria, e depois emendaria nos preparativos da celebração.

Mas a casa da família China, pessoa renomada e das mais influentes na povoação, se enchia de convidados nesse período festivo. E eis que chega um matuto em disparada para avisá-lo que a cangaceirada já dobrava a curva da estrada naquela direção. China sabia que era pra sua casa que o Capitão Lampião se encaminhava juntamente com o seu bando. Já o havia recebido ali outras vezes.

Antes de sair à porta para esperar a comitiva trajada de sol, China gritou por Dona Marieta, que acorreu esbaforida perguntando pra qual lado o mundo estava se acabando. Quando ouviu a novidade da boca do esposo quase desmaia pra trás. Quando conseguiu abrir a boca, disse ao marido que coisa pior não poderia acontecer. E se danou a rezar.

Se benzendo, logo apontou em direção a uma porta, em cujo local o Padre Artur descansava antes do almoço, e perguntou como haveria de ser agora com a chegada de Lampião e o velho sacerdote estando por ali. E disse ainda que não esperava nada de bom nesse encontro da valentia bandoleira com a cruz da cristandade.

Verdade é que China também não sabia o que fazer, mas resolveu apenas dizer que não haveria de acontecer nada de ruim. Ademais, se de um lado não podia deixar de acolher o da igreja, por outro lado não podia nem pensar em deixar de receber o da guerra sertaneja. Contudo, o desespero do homem não era maior porque conhecia segredos entre os dois que ninguém mais sabia.


Coisa de não acreditar, mas China já sabia, pois ele mesmo intermediário, de uma velha amizade travada às escondidas entre Lampião e o Padre Artur. Ele mesmo já havia enviado diversas missivas para o padre dizendo o local exato onde o bando estava acoitado e que em tal dia o Capitão lhe esperava para o que sempre faziam nessas visitas mais que escondidas. E tudo mantido em segredo tão bem guardado que somente o coiteiro Mané Félix tinha conhecimento.

E durante essas visitas, sempre saindo no lombo de burro mas chegando à pé e depois de vencer os desafios das pontas de paus, xiquexiques e mandacarus, pedrarias e verdadeiros abismos, o velho sacerdote se transformava totalmente. Ou quase, pois sempre guardava alguns momentos para confessar os cangaceiros, ouvir o que lhes afligia, proporcionar algum conforto espiritual diante daquelas durezas cotidianas.

E como sempre chegava acompanhado do coiteiro carregado de tecidos, bebidas e mantimentos, nem se sentia culpado por passar horas e horas jogando baralho com Lampião, bebericando vinho de jurubeba, taliscando uma perna de preá assado na brasa. Não só o vinho, mas também, cachaça, e da limpinha, da boa mesma. E dizem até que quando o fogo lhe chegava às ventas, logo gritava pedindo um fole e se danava a dedilhar. E era uma festança só no meio da cangaceirada.

Antes de retornar, e quase sempre no outro dia, chegava o momento daquilo que mais apreciava fazer, que era lançar o olhar pidão sobre as mãos do Capitão Lampião e pedir devotadamente que fosse presenteado com aquele anel maior e mais brilhoso. E por mais que o rei dos cangaceiros dissesse que não podia se desfazer assim do presente enviado por este ou aquele coronel do sertão, acabava cedendo aos rogos do amigo vigário.

Com o valioso presente escondido debaixo dos panos, voltava o velho sacerdote em direção à sua paróquia, onde já no dia seguinte começava a esbravejar contra aqueles malditos assassinos, bandoleiros imprestáveis que andavam assolando o sertão de mortes e atrocidades, pecadores que mereciam o tacho fervente ainda em vida. Mas tudo da boca pra fora, pois enquanto falava o anel cangaceiro reluzia na sua mão. E que coisa mais bonita de se ver.

Por ter conhecimento da velada amizade entre os dois é que China procurou se acalmar e dizer à esposa que tudo logo seria resolvido da melhor maneira possível. E ao chegar e tomar conhecimento de que o padre já estava hospedado ali, Lampião foi logo dizendo que tinha grande interesse em encontrá-lo o mais rapidamente possível.


Talvez por momentâneo esquecimento de que China sabia de tudo, ao tomar conhecimento da proposta o padre quis espernear e jurar que jamais colocaria a cruz do Senhor diante de um cangaceiro. Mas em seguida lembrou-se da asneira que dizia ao amigo, porém pediu por todos os santos que não deixasse ninguém perceber que os dois mantinham grande relacionamento de amizade.

Então Padre Artur revestiu-se de falsa ojeriza ao rei dos cangaceiros e saiu do quarto como se quisesse matar uma fera apenas com o olhar. Mas baixou a guarda diante do Capitão e nem pensou duas vezes quando o mesmo lhe chamou num canto e disse que naquele dia todo o bando assistiria a celebração da missa. E a única exigência ouvida foi que deixassem as armas do lado de fora da igreja. Ao menos as de cano longo.

E assim foi feito, depois de uma maravilhosa buchada de bode gordo, coisa de lamber os beiços e repetir o prato. E quanta alegria esfomeada no da batina, e quanta voracidade no da pistola.


(*)Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

COCOTA – O MAIOR SERESTEIRO DE MOSSORÓ

Por: José Mendes Pereira
Cocota

Participações Especiais:

Do cantor Carlos André, irmão do seresteiro Cocota,


e do poeta, escritor e pesquisador do Cangaço Kydelmir Dantas


Francisco de Almeida Lopes era carinhosamente alcunhado em Mossoró por Cocota. Seresteiro de primeira categoria; amigo dos amigos, conduzia consigo uma admirável popularidade. Nasceu na cidade de Santa Luzia, e era filho do senhor  Messias Lopes de Macedo e da honrada dona Joana Almeida Lopes, e irmão dos cantores Oséas Lopes (o atual Carlos André), Hermelinda Lopes e João Batista Almeida Lopes, que artisticamente é conhecido por João Mossoró.

Uma jovem que era empregada doméstica dos seus pais conduzia consigo uma paixão louca pelo seresteiro. O mais interessante, a jovem tinha um irmão ainda criança, que não se sabe o que ele havia feito contra o Cocota, fazendo com que ele o castigasse, dando-lhe uma terrível surra. A agressão do Cocota foi tão violenta, que seus irmãos, juntos, quase não conseguiram arrancar a criança dos braços do agressor. Salva das violências praticadas pelo seresteiro, a criança saiu em choro, prometendo-lhe que quando crescesse iria matá-lo, ou de um jeito ou de outro.


João Mossoró, Hermelinda Lopes e Carlos André

Anos após, quando os irmãos formaram o Trio Mossoró, Cocota não fazia parte do grupo, mas no auge do sucesso, e já morando no Rio de Janeiro, os irmãos resolveram levá-lo para o Rio, para tentar "carreira solo", com o apoio do Trio Mossoró.

Não se sabe se o que acontecera contra o Cocota tenha sido causado pela paixão da jovem, mas tudo indica que sim, já que ele estava de viagem pronta para juntar-se aos irmãos, que já brilhavam no mundo artístico; sabendo que tão cedo ele não voltaria a Mossoró, sua terra natal, é provável que ela tenha sido a idealizadora de um plano triste e doloroso.  

Já que o Cocota viajaria para a “cidade maravilhosa”, a jovem o convidou para fazer uma festinha em sua residência, onde lá ele cantaria as mais belas músicas que faziam sucesso na época.  Como ele era um jovem conhecido na cidade, amigo de muitos, não negou a sua solicitação, dando-lhe a palavra que à noite estaria presente em sua residência.  

Cocota era um jovem que não dispensava um bom gole, e nessa noite, bebeu vários goles a mais, chegando a ficar totalmente embriagado. É claro que a jovem sentindo a perda da sua paixão, e talvez, não se sabe, premeditou o crime, tenha lhe dado ainda uns goles a mais. Já muito embriagado ela o convidou para deitar-se, prometendo-lhe que no dia seguinte o levaria para casa dos seus pais. Cocota concorda, e caminha para o quarto, onde lá se deitou.   

Mas o seresteiro não imaginava que a sua viagem e carreira artística estariam prestes a serem encerradas, e por má sorte ou coisa arquitetada, o Cocota estava marcado para morrer. E na noite do dia 12 de fevereiro de 1962, a criança que Cocota açoitara, que agora já era um jovem, chegou ao local da festa. Apoderado de uma tesoura, o rapaz começou a furar-lhe. Foram 38 perfurações. Cocota tentou escapulir pela porta da cozinha, mas sobre o muro da casa da jovem era cheio de cacos de vidro, e por mais que ele tentou subir, não conseguiu se livrar da morte, caindo logo em seguida.

Seu Messias e Dona Joana Lopes tiveram o desprazer de ver o seu ente querido morto, com o corpo e os punhos banhados em sangue, saindo pelas perfurações feitas pela maldita tesoura e pelos cortes dos vidros.   

Cocota tentou se livrar da morte, fez tantos esforços para  viver, no intuito de apresentar a sua invejada profissão aos brasileiros, principalmente aos seus conterrâneos mossoroenses. Mas infelizmente  não conseguiu, calando assim e acabando com os sonhos daquele que foi o maior seresteiro da nossa cidade Mossoró

Os donos do poder, desde então, nada fizeram de maior importância para homenageá-lo. Mas seus irmãos ainda não perderam as esperanças que esse dia venha acontecer, que na Praça dos Seresteiros seja colocado o seu busto, talhado em bronze, para apresentar às futuras gerações, que ele foi o maior seresteiro de todos os tempos em Mossoró. 
 
Nota: Todas as informações deste artigo foram gentilmente cedidas pelo cantor Carlos André, quando de sua visita a minha residência, em companhia do irmão João Mossoró e Kydelmir Dantas, no dia 12 de Junho de 2012 

Contatos com Oseas Lopes (Carlos André):

Tel. 55 (81) 3422.0605 / (81) 9121.4485

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pesquisando a História foi indicado ao Prêmio Top Blog Brasil - Edição 2012


O blog Pesquisando a História do pesquisador Urano Andrade foi indicado ao Prêmio
Top Blog Brasil - Edição 2012.

Com certeza, indicado pelos seus excelentes trabalhos.


Avia Cangaceirólogos paulistas e agregados


Amanhã 30/06, 10hs. Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera (portão 10).

A entrada é franca!
Intimou: Vera Ferreira
lampiaoaceso.blogspot.com

Coral da Petrobras em Mossoró - Sábado 30/06/2012 - TRIBUTO AO REI DO BAIÃO

Por: Kydelmir Dantas

Boa tarde a todo(a)s.

O Coral Petrobras Mossoró, estará se apresentando no Memorial da Resistência 

(Corredor Cultural da Av. Rio Branco - Mossoró-RN),  sábado (30/06/2012),
dentro da programação do Mossoró Cidade Junina 2012.

A apresentação está prevista para às 19h30 h.

TRIBUTO AO REI DO BAIÃO
Repertório
Cantiga de Lampião (Motivos folclóricos) - Arranjo (Duda)
O Canto de Ema (João do Vale - Aires Viana - Alventino Cavalcante)
Cajuína (Caetano Veloso)
Cantiga de Caicó (Tradicional do Brasil) - Cocos: Sai do Sereno (RN) e Adeus, amô (Chico Antônio RN) - Arranjo: Danilo Guanais
Trenzinho Caipira (Heitor Villa Lobos) música Bachianas Brasileiras nº 02 - Poema de Ferreira Gullar (Trecho do poema sujo, 1975) - Arranjo da Ana Yara Campos
Feira de Mangaio (Sivuca) - Instrumental – Tocada pelo Trio pé-de-serra.
Vida de Viajante (Luiz Gonzaga - Hervê Cordovil) - Arranjo: Júnior Marques
ABC do Sertão (Luiz Gonzaga - Zédantas) - Arranjo: Benedito Fonseca
Qui nem Jiló (Humberto Teixeira - Luiz Gonzaga) - Arranjo: Danilo Guanais
Sabiá (Zédantas - Luiz Gonzaga) - Arranjo: Danilo Guanais
Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) - Arranjo: Eduardo D. Carvalho
Asa Branca (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira) - Arranjo: Sérgio (Regente do Coral da FAFEN-SE)


Enviado pelo pesquisador do cangaço:

Kydelmir Dantas