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sábado, 6 de outubro de 2012

Gilberto Monteiro: A Música da Alma

Por: João de Sousa Lima(*)

Conheci o Gilberto Monteiro através do filme "O Milagre de Santa Luzia" e fiquei fascinado pelo talento desse grandioso artista e tive o prazer de encontrá-lo em minha cidade Paulo Afonso em um show inesquecível acontecido no Memorial CHESF e organizado pelo SESC LER. A Sonora Brasil apresentou "Sotaque dos Foles".

Gilberto Monteiro é Instrumentista, acordeonista, compositor. Nascido no interior da cidade gaúcha de Santiago. Em seu trabalho faz uma mistura de ritmos regionais uruguaios, argentinos e gaúchos.

É considerado um dos mais importantes músicos do Rio Grande do Sul. Como compositor, foi autor de um dos maiores sucessos de Renato Borghetti, a "Milonga pras Missões". Tornou-se um inspirador para Renato Borghetti, de quem passou a abrir muitos shows. Em 1984, a "Milonga para as Missões" foi lançada por Renato Borghetti no LP "Gaita ponto". Em 1986, participou da 16º Califórnia da  canção nativa, na cidade de Uruguaiana, RS, participando do disco que registrou as vencedoras do festival, tocando gaita nas faixas "Provinciano", de Mário Eleú Silva e Mário Barros, na interpretação de João de Almeida Neto, e "Quati-mundéu", de Moisés Silveira Menezes e Juliano de Souza Javoski, na interpretação de Juliano Javosky. Em 1989, a música "Recordando as bailantas" foi gravada por Renato Borghetti, em LP lançado pela Continental. Em 1991, teve a composição "Pra ti guria" gravada por Gaúcho da Fronteira no LP "Gaúcho negro", da Som Livre, com a trilha sonora do filme "Gaúcho negro". Em 1997, lançou pelo selo Atração o CD "De Lua & Sol", com treze composições de sua autoria, entre as quais,"De Lua e Sol", "Viejo Sarandi", "Mateando com los amigos", e "Esquila..". Em 2001, a composição "Alumiando as maçanetas" foi relançada, na interpretação de Renato Borghetti, na série "Dois em um", com regravações de LPs. Gravou em 2003, o CD "Pra ti guria", com destaque para as faixas "Boa Vista de São Domingos", "Recordando as bailantas" e "Unistalda Campeira". No mesmo ano, participou da trilha sonora do filme "Noite de São João", com direção de Sergio Silva. Em 2005, apresentou-se com Renato Borghetti no encerramento da Oficina de Chorinho em Porto Alegre. Nesse ano, recebeu o Prêmio Vitor Mateus Teixeira (Teixeirinha), no Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa, como melhor instrumentista gaúcho de 2004, na primeira edição do prêmio, que contemplou em 12 categorias, os melhores artistas da música gaúcha. Em 2006, seu clássico "Milonga para as missões" foi gravada pela dupla Victor e Leo, no CD "Victor e Leo ao vivo" lançado pela Sony/BMG.

·         Alumiando as maçanetas
·         Boa Vista de São Domingos
·         De Lua e Sol
·         Esquila...
·         Mateando com los amigos
·         Milonga pras Missões
·          (2003) Pra ti guria • CD
·         (1997) De Lua & Sol • Atração • CD
·         (1986) 16º Festival Califórnia da Canção Nativa (Participação) • LP


A música de Gilberto Monteiro vem da alma, som que encanta.


Gilberto é de uma simplicidade fora do comum e atende a todos com respeito e educação.


Presenteei o livro de minha autoria falando sobre os 100 anos de Luiz Gonzaga e  fiquei feliz quando Gilberto colocou o Rei do Baião como uma das maiores referências musicais do país.


Gilberto cobrou o autógrafo...


...e depois agradeceu com um abraço, deixando o telefone de sua residência e convidando para um churrasco quando passar em sua cidade.


O Grupo do Rio Grande do Sul.


Um dos cartaz da turnê do grupo.

(*) Escritor, esquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. 
Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501 
email: 
joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

Enviado pelo autor: João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/

164 anos do enforcamento de Lucas da Feira

O cangaceiro Lucas da Feira

Lucas da Feira foi como ficou conhecido o mulato Lucas Evangelista, por ter nascido em Feira de Santana. Filho de negros cativos, Inácio e Maria, Lucas era vesgo e canhoto e cresceu vendo a situação a que eram submetidos os escravos, com surras e castigos. Estas cenas viriam marcar para sempre a sua vida de criança e posterior adolescência. Lucas era forte e taludo e com 15 anos de idade, fugiu para o mato e resolveu vingar-se, a seu modo, das crueldades praticadas pelos feitores para com seu povo.

Ele juntou grupos compostos por mais de trinta homens, entre negros e mulatos fugitivos, e passou a aterrorizar grandes trechos da Bahia, assaltando propriedades, surrando e matando fazendeiros brancos, deixando as estradas vazias.

Historiadores contam que uma peculiaridade sua era a de achar que tinha, sobre as moças brancas, o mesmo direito que os senhores brancos tinham para com as mulheres negras, que eram estupradas e seviciadas pelos seus “donos”. Lucas não se fazia de rogado. Ao invadir uma propriedade, estuprava igualmente as moças brancas daquela casa, juntamente com seu grupo. Com o passar do tempo seu grupo foi diminuindo. Lucas foi então traído por um compadre e ferido, foi levado à forca, depois de julgamento.

Diante do mito em que se tornou, o imperador D. Pedro II manifestou desejo de conhecê-lo. Lucas foi levado da Bahia ao Rio de Janeiro e ao retornar foi então enforcado aos 42 anos de idade.

O crânio de Lucas da Feira foi destruído em janeiro de 1905, durante um incêndio que consumiu parte da Faculdade de Medicina e o laboratório de Medicina Legal, lugar de trabalho de Nina Rodrigues.

Notícias de lá (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

Notícias de lá

Agora não estou por lá
ventania me trouxe pra cá
mas notícias vêm acalantar
a saudade amiga da noite
chamando para retornar

alguém que vem a passeio
uma cartinha ou bilhete
um perfume aroma de flor
um silêncio a me segredar
que a vida é feita de amor

agora mando notícias daqui
nos olhos tristes e amargurados
não duvido terei de partir
os caminhos já estão traçados
teu abraço eu quero sentir

não preciso mais
de notícias de lá
não mando mais
notícias de cá
o contentamento
diante do olhar
diga aos amigos
que vamos casar.
   
(*) Meu nome é Rangel Alves da Costa, nascido no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sou formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual fui membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudei também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não cheguei a concluir. Sou autor dos eguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor: Av. Carlos Bulamarqui, nº 328, Centro, CEP 49010-660, Aracaju/SE.

Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com 

AS MULHERES NO CANGAÇO

Por: Archimedes Marques
Caricatura do autor Archimedes Marques criada por ele próprio.

A luta da mulher pela igualdade de direitos sempre foi constante na história da humanidade, vez que desde os primórdios, perdurando por séculos e séculos era considerada como se objeto fosse, um ser inferior de sexo frágil sempre dominada pelo chamado sexo forte. Na década de 30 do século passado, enquanto nos grandes centros mundiais e principais cidades do Brasil, movimentos de mudança em prol da mulher se sucediam e se multiplicavam, no nosso sertão nordestino tudo continuava como dantes, sem mudança de comportamento algum. Entretanto, mesmo sem saber que estava fazendo verdadeira revolução, a brava sertaneja ao largar tudo para seguir o cangaceiro em vida perigosa e sem futuro serviu de exemplo de força, coragem e determinação para outras mulheres do país, além, de certa forma mudar a história do cangaço, separando assim tal movimento em duas fases, fazendo também que nessa segunda fase houvesse menos selvageria e até aparecesse a figura do amor entre aqueles rudes e ignorantes personagens.

Clique no link abaixo para você continuar a leitura:

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/2012/09/as-mulheres-no-cangaco.html

Archimedes Marques é escritor e pesquisador do cangaço. Autor do livro: 

"Lampião contra o Mata Sete".



(Delegado de Policia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe).

E-mail:
 archimedes-marques@bol.com.br 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O cantor João Mossoró fará Show no "Mercadão Cadegue"

Cantor João Mossoró

O cantor João Mossoró estará se apresentando hoje à noite no Mercadão Cadegue, no restaurante "CANTINHO DAS CONCERTINAS",
no Rio de Janeiro.

UMA FESTA PORTUGUESA
Prestigie o artista participando desta grande festa.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Primeira Igreja da Cidade de Ribeira do Pombal - Bahia.

Por: Guilherme Machado
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Primeira igreja da cidade de Ribeira do Pombal Bahia, onde Lampião tirou a famosa fotografia em 1928, quando a cidade ainda era Vila de Pombal.


Famosa fotografia de Lampião e seu subgrupo em Vila de Pomba na Bahia - em 1928.


Primeira igreja da cidade de Ribeira do Pombal Bahia. A foto de Lampião foi feita na lateral da igreja.


Morador  ilustre da cidade de Ribeira do Pombal. Ver-se com Guilherme Machado, o empresário Reinaldo Alves de Sousa.


Ilustre cidadãos  pombalenses. Ver-se ao lado de Guilherme Machado a financeira das empresas Passos Nobres,  a minha grande  Amiga,  Katiucha!!!


Ilustres cidadãos pombalenses. Ver-se ao lado de Guilherme Machado o gerente comercial das empresas Passos Nobres, o meu grande amigo Adélson.

Lampião em Ribeira do Pombal

As ruas que hoje passam os moradores de Ribeira do Pombal também passaram um dos maiores e mais vislumbrante brasileiro, que deixou sua história marcada para sempre na cultura brasileira. Virgulino Ferreira da Silva, ou Lampião, como é mais conhecido. Marcou sua história com ações heróicas, e mesmo que um pouco desastrosas para muitos moradores, deixou um rastro de sua fama por todo o nordeste brasileiro.

 http://portaldocangaco.blogspot.com.br

Para quem ainda não o leu - Lampião morreu ou não morreu em Angico?

Por José Mendes Pereira


Alguns leitores ficam com esta dúvida. Mas leia o que o Diário de Natal publicou no dia 17 de maio de 2010.


O historiador Frederico Pernambucano de Mello, um dos maiores especialistas de Lampião e do cangaço no Brasil, revela que já ouviu algo a respeito dessa versão sobre a "nova vida" do capitão em Minas Gerais.


Entretanto, afirma que as evidências são comprovadamente suficientes para indicar que ele realmente morreu durante um tiroteio na batalha de Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938.

"Logo que sua cabeça foi cortada, ela foi exibida e várias pessoas; amigos de infância, conterrâneos, companheiros a examinaram e asseguraram que era sim a cabeça de Lampião. Temos pelo menos 40 depoimentos nesse sentido. Além do mais, fotos da cabeça foram comparadas com fotos dele. O corpo foi examinado também. Como historiador, não encontro nenhum motivo razoável para que ele não tenha morrido do jeito que conhecemos. Nada que atestasse sua morte foi oculto", destaca Pernambucano de Mello.

Ele acrescenta que é natural que sua morte e sua história provoquem controvérsias, assim como de outros mitos como:


Hitler, Elvis Presley, e que este é um tema a ser tratado muito mais por psicólogos do que por historiadores. "As pessoas gostam de fomentar essas histórias, criadas por quem admira essas figuras; faz parte da sobrevivência do mito. 


Com relação ao Lampião, eu mesmo já segui meia dúzia de pistas de que ele estava vivo e não deu em nada. Não li este livro, mas quero ler e examinar, e conhecer as razões que levaram o autor a acreditar nessa versão", afirma.

O fim do rei do cangaço

Na versão oficial da morte de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, que nasceu em julho de 1897, em Pernambuco, consta que, em 28 de julho de 1938, forças policiais, as volante, promoveram uma emboscada a um grupo de cangaceiros, na localidade de Angico, município de Poço Redondo, no Estado de Sergipe, matando 11 pessoas e apresentando às autoridades suas cabeças, dizendo que se tratava de Virgulino Ferreira da Silva, sua mulher Maria Bonita e de alguns seguidores.

Com as palavras de um dos maiores conhecedores do cangaço, o escritor Frederico Pernambucano de Melo, o amigo leitor ainda tem dúvida que o rei Lampião não morreu na Grota de Angico, na madrugada de 28 de julho de 1938, no Estado de Sergipe? Não há motivo para ter dúvida.

http://blogdodrlima.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VINA - Recital Diálogos (Clarice + Chico + Tom + Vinicius)


GRUPO VINA
Apresenta
RECITAL DIÁLOGOS
Clarice e Chico

+
Tom e Vinícius


LOCAL: MEMORIAL DA RESISTÊNCIA (Espaço Cafezal) - Mossoró-RN
HORA: 22:00
DIAS: 05, 12 e 19/10/12

. TEXTO ORIGINAL: AILTON SIQUEIRA
. ADAPTAÇÃO: GRUPO VINA
. DIREÇÃO CÊNICA: CHICO WINDOWS
. DIREÇÃO MUSICAL: JOÃO LIBERALINO


Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

Serra Talhada é destino obrigatório para quem quer conhecer história do cangaço


De todas as cidades do sertão pernambucano, a de história mais interessante - quase com certeza - é a de Serra Talhada. A notabilidade do município deve-se exclusivamente a um movimento - e a uma figura: o cangaço e Lampião. 


Foi naquele pedaço de terra que Virgulino Ferreira da Silva, personagem mais ambíguo da história nordestina, nasceu, viveu e fez história. Para o bem ou para o mal, Lampião foi conhecido. O maior cangaceiro da história foi herói, vilão - ou nenhum dos dois. Certo é que a ele não se fica indiferente.


"Lampião foi herói, mas também foi bandido. É preciso entender ele com essas duas visões. É um dos homens mais importantes da região nordestina", diz Edilson Leite, guia turístico.


É exatamente este o mote do museu do cangaço, de onde Edilson é guia, de Serra Talhada: "Lampião, nem herói, nem vilão". De acordo com ele, são cerca de 20 visitantes diários ali. "Vem muita gente aqui, na última semana, recebemos um casal de italianos e dois russos", afirma Leite, que acredita que deve expandir ainda mais a visibilidade do cangaço nos próximos anos, com a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.


O passeio turístico pela cidade inclui, além do museu, onde estão artigos raros da história do movimento, também uma ida ao sítio onde Virgulino nasceu. Hoje, a casa é - também um museu - mantido pelo grupo Cabras de Lampião. Serra Talhada também é conhecida por ser a capital brasileira do xaxado.

Postado por Ailton Fernandes


CANGAÇO – MILLENARIAN REBELS: PROPHETS AND OUTLAWS - Parte IV

Para os países que falam inglês
Canudos, the stronghold of Antônio Conselheiro. Photo of Flávio de Barros, 1897 – http://turma802prouni.blogspot.com.br

Link da parte III

Canudos, the stronghold of Antônio Conselheiro. Photo of Flávio de Barros, 1897 – http://turma802prouni.blogspot.com.br

The land completely covered the hills, the absence of streets and plazas, apart from that of the church, and the great mass of hovels, made a single dwelling place out of it. The village was invisible at a certain distance and, surrounded by the windings of Vaza-Barris, was confused with the terrain itself.

From close-up, one caught sight of an extraordinary labyrinth of narrow passages that poorly divided the chaotic heap of huts from the clay roof.

The dwellings made of straw and stone were composed of three tiny parts: a small waiting room, a room used as a kitchen and dining room and a side alcove hidden by a low, narrow door. There was some furniture: a bench, two or three small stools, cedar chests, hammocks. And there were a few accessories: the bogo or borracha, a leather bag for carrying water; the aió, a bag for carrying game made from carúa[25] fibers. On the floor of the main room, there was a coarse prayer rug. Finally, there were old weapons: the large jacaré[26] knife with a broad sturdy blade, the parna-hyba knife of the look-outs with blades as long as swords, the three-meter goad with the iron point, the hollow club filled with lead, bows, guns — the musket of thin reed loaded with gravel, the larger musket loaded with buckshot, the heavy harquebus capable of shooting stones and horns, the blunderbuss flared like a bell.

Everything was here; the inhabitants of Canudos had no need for anything else.

“The wandering jagunços were here pitching their tents for the last time, on that miraculous heaven-bound pilgrimage of theirs.”[27]

But each of those cabins were at the same time a home and a fortified nook. Canudos was to become the Münster of the sertão and its inhabitants “terrible baptists capable of loading deadly daffodils with rosary beads”.

Canudos generously opened its pantries, filled with gifts and the fruit of common labor, to those in need. Social activity was not directed by anyone; it was self-organized. Only brandy had been prohibited by common agreement. Some were busy with cultivation or tended the flocks of goats, while others kept watch over the surrounding areas. Groups were formed to travel far carrying out expeditions. But all the activity seemed to converge toward the construction of a new church, drawing its meaning from this; this was the common work around which the endeavors were organized. This society, which camped in the desert, was devoted to a sacred mission, considering itself a community, a society that was religious in its essence that gave body to its spirit by building its church stone by stone. The new church was erected at the tip of the plaza in front of the old one. Its greater, massive walls recalled the great walls of fortresses. The rectangular body would have been transfigured by two very high towers, with the audacity of a rough Gothic structure. “The truth is, this admirable temple of the jagunços was possessed of that silent architectural eloquence of which Bossuet speaks.” [28]

A great amount of livestock arrived from Geremoabo, Bom Conselho and Simão Dias. Bands went out from Canudos, going to attack the surrounding territories and sometimes conquering cities. In Bom Conselho, one of these bands took possession of the place, placed it in a state of siege and sent the authorities away, starting with the justice of the peace. Such warlike expeditions alarmed the constituted powers.

The provincial government, and then the federal government, denounced the holy city. It gave an example that was a threat to the state, so much the more so as its notoriety grew. There was a risk that the experiment would spread. It became urgent to wipe the city off the map, to make it disappear in fire and blood, to extirpate it.

Four increasingly impotent expeditions were undertaken against Canudos between 1896 and 1897.

“The cangaceiros would make incursions to the south, the jagunços would make forays to the north, and they would confront each other without uniting forces, being separated by the steep barrier of Paulo Afonso. It was the insurrection in the Monte Santo district which united them; and the Canudos Campaign served to bring together, spontaneously, all these aberrant forces which were hidden away in the backlands.”[29]

Infamous bandits revealed themselves to be formidable strategists. The inhabitants of Canudos made the armies waver.

In October 1896, the first magistrate of Joazeiro telegraphed the governor of Bahia, solicited his intervention with the aim of taking measures to protect the population, so he said, from an attack by the jagunços of Antonio Conselheiro.

On November 4, the governor sent an armed force made up of one hundred soldiers and a doctor under the command of Lieutenant Manuel da Silva Pires Ferreira. On the 19th, they reached Uaúa, a small village on the Vaza-Barris river between Juazeiro and Canudos. At dawn on the 21st, the jagunços brutally attacked them, practically fighting with cold steel against soldiers armed with modern repeating rifles. The rebels lost one hundred and fifty men. The troops counted ten dead and sixteen wounded. The doctor went mad. The troops arranged to retreat to Juazeiro.

Monte Santo today. This Brazilian city of Bahia had strategic importance in the “War of Canudos”, served asthe basis for the Brazilian military in time of conflict. – www.filmesraros.com

On November 25, an armed force (five hundred forty-three soldiers, fourteen officers, three doctors) with two Krupp cannons and two machine guns, under the command of Commander Febrônio de Brito, left Bahia at the time of the Queimadas. It reached Monte Santo on December 29. On January 12, 1897, it left for Canudos, taking the Cambaio path. On the 18th and 19th, the first battles took place in sight of Canudos as the army crossed the gorge, little blunderbusses against repeating rifles and machine guns. The jagunços attacked suddenly, disappearing to reappear a bit further away. They left many dead on the ground, but inflicted a harsh and unexpected defeat on the army that had to beat a hasty retreat to Monte Santo.

When the government became aware of the disaster that happened during the crossing of the Cambaio, it understood the seriousness of the war in the sertões, all the more so because the fame of Canudos spread throughout the sertão as a consequence of this enterprise.

On February 13, 1897, Colonel Moreira César, well-known throughout the nation, commanded the first regular expedition that embarked from Rio heading for Bahia. On the eighth day, the expedition reached Queimadas with thirteen hundred men and all the necessary equipment. At Monte Santo, they skirted the mountain from the east to arrive at Angico and on the peak of Favela the afternoon of March 2.

The Brazilian army colonel Antônio Moreira César http://cariricangaco.blogspot.com.br

Sure of his task, Moreira César launched an assault against the village after a brief bombardment. It was a catastrophe for him and his men. Like a trap, like an immense spider web, like a fish net, the village closed around the army. Every path, every dead end, every turn, every house hid determined people armed with large knives, pikes and blunderbusses. The army was quickly caught in a tragic hand-to-hand battle. It was a disaster that quickly turned into a panic. The famous Colonel Moreira César was fatally wounded. Colonel Tamarindo, who had replaced him, was killed.

“In the meanwhile, the sertanejos were gathering up the spoils. Along the road and in nearby spots weapons and munitions lie strewn, together with pieces of uniforms, military capes and crimson striped trousers, which, standing out against the grey of the caatingas, would have made their wearers too conspicuous as they fled. From which it may be seen that the major portion of the troops not only had thrown away their weapons but had stripped themselves of their clothing as well.

“Thus it was that, midway between ‘Rosario’ and Canudos, the jagunços came to assemble a helter-skelter open-air arsenal; they now had enough and more than enough in the way of arms to satisfy their needs. The Moreira Cesar expedition appeared to have achieved this one objective: that of supplying the enemy with all this equipment, making him a present of all these modern weapons and munitions.

“The jagunços took the four Krupps back to the settlement, their front-line fighters now equipped with formidable Mannlichers and Comblains[30] in place of the ancient, slow-loading muskets. As for the uniforms, belts and military bonnets, anything that had touched the bodies of the cursed soldiery, they would have defiled the epidermis of these consecrated warriors, and so the latter disposed of them in a manner that was both cruel and gruesome…

Continuaremos  na próxima semana


Extraído do blog: "Tok de História" do historiógrafo Rostand Medeiros 

Neta de Lampião processa autor de livro sobre o avô

Virgulino Ferreira, o cangaceiro Lampião 
Lampião

Aracaju - A família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay.

Vera Ferreira - neta de Lampião e Maria Bonita

A neta de Lampião, Vera Ferreira, quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011.

"Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia", afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju.

A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. "Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação."

A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, 

Maria Bonita

Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão.

Expedita Ferreira - filha de Lampião e Maria Bonita

Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva.

O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/10/04/neta-de-lampiao-processa-autor-de-livro-sobre-o-avo.html

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

24 de abril de 1929, no “Diario de Noticias”

Por: Rubens Antonio(*)
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O governo da Bahia e Lampeão

Afinal de contas onde está a verdade do sr. Madureira de Pinho?

Os nossos confrades do “Jornal Pequeno”, de Pernambuco, tendo lido quanto o sr. Madureira de Pinho expos no sei relatório, acerca da campanha contra “Lampeão”, descarregam–lhe no seu numero de 4 do mez corrente, um desmentido que nos envergonha.

Mas como sua alma, sua palavra, damos em seguida, sem mais commentarios, um trecho daquelle jornal do Recife:

“Apenas o secretario do governo bahiano procurou ás forças do seu Estado em operações durante poucos mezes em Pernambuco, logo após a conferencia dos chefes de policia, um relevo que, francamente, as mesmas não tiveram. Diz por exemplo o sr. Madureira de Pinho:



“Lampeão e os seus comparsas, perseguidos nos sertões de Pernambuco pela força em collaboração de varios Estados, inclusive a Bahia, que, além dos 300 homens de guarnição ás fronteiras, envia até ahi um contingente de praças vieram internar–se na referida região bahiana”.

Ora, a Bahia nos primeiros mezes do governo Estacio Coimbra, apenas mandou para o nosso Estado 100 praças de policia, distribuidas que foram em Floresta, Cabrobó e Gamelleira.

Sua acção foi limitada não tendo jamais entrado em contacto com os bandoleiros. Nem as praças bahianas, nem as de qualquer outro Estado, signatarios do convenio policial, entraram em fogo com o grupo de Lampeão, dentro do nossos territorio.

Apenas o contingente alagoano, no Ceará, portou–se bravamente ao lado das forças pernambucanas, em varios encontros com bandidos.

Uma vez tão somente, os soldados bahianos estiveram prestes a combater: quando destacados em Gameleira, em número de 50, para lá o grupo de Lampeão, reduzido já a 20 homens, se dirigia. Assim mesmo o capitão Avila, commandante bahiano, telegraphou ao dr. Souza Leão, pedindo auxilio da tropa pernambucana o que lhe foi dado, motivo pelo qual os bandidos retrocederam.

É esta uma rectificação que julgamos de justiça ser feita, para que outros não fiquem julgando dever Pernambuco ao esforço de outros Estados a extincção completa do cangaceirismo em seu territorio.

Até mesmo a prisão do bandido Beija–Flor, na occasião que procurava atravessar o rio São Francisco, que a policia bahiana reivindica para si, a mesma foi effectuada por soldados do destacamento pernambucano sob o commando do tenente Optato Gueiros. Assim não repouza em factos concretos a affirmação do illustre dr Madureira de Pinho, de auxilio porventura prestado a Pernambuco pela policia do seu Estado.”

(*)Mestre em Geologia, cursei Geologia, Artes Plásticas e História, entendo-me como um Historiador Natural, com aspectos também de Filósofo Natural. Ministrei aulas, na Universidade Estadual da Bahia - UNEB de: - Antropologia - Epistemologia - Metodologia do Trabalho Científico - Ensino de História - Elementos de Geologia - Paleontologia - Sedimentologia - História da Ciência * email: historiageologica@gmail.com

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço: 
Rubens Antonio

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Olha a pisada... ... do ponto de cultura cabras de Lampião


Depois de Tabira, Brejinho e Santa Terezinha, amanhã, sexta feira, dia 5, estaremos com  o Projeto VIAGEM AO INTERIOR DA TERRA na cidade de INGAZEIRA, Sertão do Pajeú, em Pernambuco.

VIAGEM AO INTERIOR DA TERRA é um convite para um mergulho na cultura e na história do Sertão do Pajeú, guiado pela beleza e magia de suas cidades, pelas feiras livres, pelos locais que foram palcos de passagens importantes na vida de Lampião e onde a poesias aparece do nada e expressa tudo.

Foi graças ao patrocínio do FUNCULTURA, FUNDARPE, SECRETARIA DE CULTURA  e GOVERNO DE PERNAMBUCO - com a parceria do SEBRAE e SESC / PE-  que o GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO, a convite da produtora Gorete Lima, vem realizando esse projeto, de forma que, hoje, o Sertão estremece  e a poeira sobe no chiado da chinela, ao som da sanfona, triângulo e zabumba, no delicioso xaxado, como Lampião nos ensinou.


PROGRAMAÇÃO

As oficinas e apresentações serão no CAE 
- Centro de Atividades Econômicas
- Das 9:0hs ás 12:0 hs - Oficina de Xaxado.
- Das 14:0hs ás 16:0 0hs - Oficina de Xaxado.
- 19:30 min. Exibição do documentário VIRGOLINO 
- DO HOMEM AO MITO.
- 20:0 hs: Apresentação dos alunos da Oficina de Xaxado.
- 20:30min: Apresentação do GRUPO DE XAXADO CABRAS DE LAMPIÃO.

As próximas cidades serão: 

ITAPETIM, dia 09 de outubro.IGUARACI, dia 16 de outubro.
TUPARETAMA, dia 20 de outubro.
CARNAÍBA, dia 24 de outubro.Cabras de Lampião 
- A força da cultura que vem do interior.
Att.Anildomá Willans de Souza Cleonice Maria




http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/

HILTON ACCIOLI


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Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

Livros do cangaço

Autor: Paulo Medeiros Gastão

Os livros podem ser adquiridos através
deste e-mail:
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Diretamente com o autor (não está a venda em livrarias).


Preço por exemplar: 
R$ 20,00 (vinte reais+ frete).

A outra Face do Cangaço

Autor: Antonio Vilela de Sousa


A obra custa R$ 20,00 (Vinte reais) + frete a consultar. 
Via e-mail:
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ou telefones: (87) 3763 - 5947 / 8811 - 1499/ 9944 - 8888 (Tim)

 Lampião contra o Mata Sete

Autor: Archimedes Marques 


Preço: R$ 50,00
BANCO DO BRASIL
Agência: 3088-0
Conta: 33384.0
Em nome de Elane Lima
Marques (Minha esposa).
E-mail
archimedes-marques@bol.com.br 

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