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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Atenção Cangaceirólogos pernambucanos... ou de passagem! Tem Cangaço na 8ª Bienal da UNE

Vera Ferreira e Antonio Amaury

É com a palestra"Lampião e Gonzagão: duas faces de um mesmo nordeste" que o evento abre espaço para a pesquisa de dois grandes nomes e conhecedores do assunto Vera Ferreira e Antonio Amaury.


Gonzagão ficará a cargo do colecionador e especialista Paulo Vanderley Tomaz. Em Olinda, nesta Quarta-Feira 23/01 na Praça do Carmo, no horário das 16 às 18 hs.

Compareçam!


Cartaz do evento que homenageia o rei do baião

Maiores informações, acessem: www.bienaldaune.org.br

Quem me soprou foi Rosa Bezerra!!!

http://lampiaoaceso.blogspot.com

Dominguinhos continua na UTI e ainda respira com ajuda de aparelhos

Ele está internado no hospital Sírio-Libanês
Oliver/R7Cantor foi internado no dia 17 de dezembro em Recife

O músico Dominguinhos continua internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Sírio-Libanês, nesta segunda-feira (21). Ele foi transferido na semana passada e ainda respira com a ajuda de aparelhos.

O último boletim médico informava que o cantor está respondendo satisfatoriamente ao tratamento, mas ainda tem um quadro de saúde delicado. 

Dominguinhos luta contra um câncer no pulmão. Antes de ser transferido no dia 13 de janeiro para a capital paulista, ele estava internado desde o dia 17 de dezembro, no Hospital Santa Joana, em Recife.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/dominguinhos-continua-na-uti-e-ainda-respira-com-ajuda-de-aparelhosnbsp-21012013

Tatuagem - Cangaço na pele ´3

Mais um apanhado de imagens colhidas na web e no acervo de companheiros. Eis aí a paixão pelo tema estampada no couro. Quer se inspirar? Não deixe de conferir os artigos anteriores Clicando aqui

In www.mahadevacustomtattoo.blogspot.com.br

In Gordo Tattoo

In: www.fotolog.com.br/alien_cangaceiro/5059396

Um flagrante do confrade João de Sousa Lima: O policial civil Luciano exibe sua big tatoo.


Lampião na coxa In Wilker Dragon Tattoo

Do artista Paulo Sakano: busto do Rei do Cangaço. Pescado no canal do YouTube do artista.

Alan George e sua "Xilo - Tattoo - gravura" Fonte: www.trezetatuagens.blogspot.com.br

http://lampiaoaceso.blogspot.com

Dada a largada para Lampião: Assalto a Mossoró

Jonasluis DA SILVA, de Icapuí recebe os amigos da SBEC/GECC e Cariri Cangaço para a largada de "Lampião: Assalto a Mossoró.

Aconteceu nesta última semana um marco importante para a pesquisa e estudo do mundo do fenômeno do cangaço. O diretor de Comunicação da Faculdade Grande Fortaleza e da FGF Tv, Jonasluis da Silva, de Icapuí, recebeu confrades que pesquisam o Cangaço; representantes da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará e Cariri Cangaço; para a largada de mais uma espetacular Minissérie com a marca da FGF Tv , Jonasluis e Aderbal Nogueira - Lampião:Assalto a Mossoró.

Afrânio e Antônio Tomaz, Paulo Gastão e Jonasluis de Icapuí

"Domingo de muito trabalho com prazer. Recebemos aqui no Jardim do Éden os personagens que vão tornar realidade o projeto LAMPIÃO: ASSALTO A MOSSORÓ, longa metragem sob o comando de Aderbal Nogueira. Na reunião ficou decido que vamos fazer uma minissérie
A HISTÓRIA DO CANGAÇO em 24 capítulos
com o apoio do Cariri Cangaço.
A história terá como fio conduto um cangaceiro já morto. Estando morto ele pode contar a verdade que você nunca viu."

Jonasluis da Silva, de Icapuí

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Mais do Rio Grande do Norte no Cariri Cangaço 2013 !


Torço para que, cada vez mais, o Cariri Cangaço se afirme em nossa região e que possa, também, atingir o reconhecimento nacional.
Múcio Procópio
Natal-RN


Mestre Severo.
Agradecemos a divulgação e confirmamos nossa ida ao Cariri Cangaço 2013.
Promissor ano novo a toda Família CC.
Kydelmir Dantas
Mossoró-RN

http://cariricangaco.blogspot.com

8ª Bienal da UNE - Olinda - PE - 2013 (CANGAÇO)

Por: Kydelmir Dantas

AMIGOS CANGACEIRÓLOGOS:

Comunicamos que o grande pesquisador e conhecedor do Cangaço, 

Antonio Amaury e Aderbal Nogueira

ANTONIO AMAURY, estará em OLINDA, no

 FESTIVAL DA UNE, na Praça do Carmo - Olinda-PE, no horário das 16 às 18 h. DIA 23.01 (Quarta-feira).

 É o melhor pesquisador do Cangaço, tendo convivido com vários ex-cangaceiros e colhido inúmeros depoimentos. 
COMPAREÇAM!


Neste ano, sob o tema “A volta da Asa Branca”, a Bienal dos estudantes reunirá dez mil jovens de todo o Brasil entre os dias 22 e 26 de Janeiro de 2013, nas cidades de Recife e Olinda.
Entre as atividades estão aulas-espetáculo, grandes shows, debates, mostras estudantis e convidadas, ciência,  tecnologia, esporte e “culturata”.

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

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LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE


Autor: Kydelmir Dantas


Já está à venda na LIVRARIA NOBEL
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CEP - 59022-000
fone: (0xx) - 84 - 3613-2007

Parceiros potiguares
com verbetes:

Celso da Silveira, Chico Elion, Henrique Brito, Elino Julão, Frei Marcelino, Jandhuy Finizola e Severino Ramos.

Parceiros e intérpretes potiguares
com verbetes:

Ademilde Fonseca, As Potiguaras, Carlos Zens, Coral da Petrobras Mossoró, Khrystal, Marina Elali, Meirinhos, Mirabô Dantas, Nenem do Baião, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra Sanfônica de Mossoró, Paulo Tito, Roberto do Acordeon, Terezinha de Jesus, Trio Irakitan, Trio Mossoró, VINA e Zé Lima.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

domingo, 20 de janeiro de 2013

Notícias de Lampião

Por: Cley Scholz

lampião

Virgulino Ferreira da Silva, o conhecido Lampião (1898-1938), com um exemplar do jornal O Globo em 1933. Abaixo, o cangaceiro que gostava de dar entrevistas aparece ao lado da companheira  Maria Bonita segurando um exemplar do jornal A Noite de 1936.

lampiao

O Acervo Estadão tem muitas referências sobre Lampião e seus cangaceiros, como a que aparece abaixo, da edição de 24 de junho de 1927.

LAMPEAO

Veja o original AQUI.
Abaixo, a morte de Lampião no dia 29 de julho de 1938.

lampeaomorte

Veja o original AQUI.
Mais sobre Lampião AQUI.

http://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/?s=1933&submit=OK



Que venham estas fantásticas Mulheres ao Cariri Cangaço 2013 !!!


Amigo Severo, conte comigo!!!
Gostaria de fazer uma homenagem a Alcino, certo?
Abraços,
Luitgarde Barros
Rio de Janeiro

Estou muito feliz em saber que este ano teremos o Cariri Cangaço, é um evento cultural que nos faz crescer muito em conhecimento e convívio  Já irei me programar com certeza. Um grande abraço a família Cariri Cangaço
Isabel Barroso -
Joinville - SC

Querido amigo Manoel Severo, foi com imensa alegria que recebi o Cariri Cangaço 2013. Você sabe o quanto eu amo esse evento, de paixão, e vocês sempre gentis e atenciosos com a família Moreno. Se Deus quiser, eu e João Souto estaremos aí. Um grande abraço em toda família Cariri Cangaço.
Neli Conceição - Belo Horizonte - MG

http://cariricangaco.blogspot.com 


Dominguinhos é transferido de Recife para São Paulo


Transferência foi feita a pedido da família e o tratamento do músico será coordenado pelo oncologista que o acompanha desde o diagnóstico de um tumor pulmonar

O cantor, compositor e sanfoneiro José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, internado desde o dia 17 de dezembro no Hospital Santa Joana, no Recife (PE), foi transferido no dia 13 para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, informou o hospital pernambucano.

A transferência foi feita a pedido da família e, a partir de agora, o tratamento do músico será coordenado pelo oncologista que o acompanha desde o diagnóstico de um tumor pulmonar, há seis anos.

O Hospital Santa Joana informou que o quadro clínico de Dominguinhos encontrava-se estável, "semelhante aos dias anteriores, com infecção controlada, em ventilação mecânica". O artista inicialmente foi internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com um quadro de infecção respiratória e arritmia cardíaca. Na última semana, ele havia apresentado melhora no controle da arritmia devido ao uso de medicação venosa.

De acordo com o boletim do Hospital Santa Joana, divulgado na manhã deste domingo e assinado pelo coordenador do CTI, Odin Barbosa da Silva, as medicações e o marca-passo permanecem. 

http://www.gazetadopovo.com.br/

Um cadáver pede para permanecer repousando no Cemitério São Sebastião em Mossoró

Por: José Mendes Pereira

Rodolfo Fernandes de Oliveira que no dia 13 de junho de 1927 era prefeito de Mossoró, foi o idealizador da resistência contra o bando de Lampião que tentou invadir a cidade. Infelizmente existe um grande desprezo ao nosso herói. Até mesmo o túmulo do ex-prefeito, lá no cemitério São Sebastião, está necessitando de uma limpeza urgente

Professor Francisco Borges - Jardim de Piranhas

A Prefeitura Municipal de Mossoró deve mandar gravar o seu nome, data de nascimento e falecimento, cujos, não se encontram para pesquisas. Limpar pedras, placas e colunas que sustentam a cobertura que protege o seu busto. 

Um homem que organizou um batalhão de resistentes civis contra o bando de Lampião, hoje é simplesmente um cadáver que repousa em seu túmulo desmoronado. Infelizmente, Rodolfo Fernandes de Oliveira faleceu duas vezes em Mossoró. A primeira: “MORTE NATURAL”. A segunda: “DESPREZO”, por não ser lembrado na cidade em que prestou os seus serviços e combateu o perigoso bandido Lampião. 

No meu entender, a Prefeitura tem obrigação: manter no cemitério os túmulos limpos e bem cuidados, principalmente aqueles que os familiares desprezaram por uma razão qualquer. Até porque os túmulos bem conservados ficarão mais bonitos para quem os visita. 

Túmulo de Rodolfo Fernandes - Acervo do pesquisador Ângelo Osmiro

Se Rodolfo Fernandes de Oliveira tivesse nascido no berçário “ROSADO”, seu nome estaria gravado em tudo que era de lugar, até mesmo nas palmeiras. Mas como não nasceu seu nome desapareceu do túmulo.

Não sou contra a família Rosado, pois se não fosse ela, Mossoró não teria dado um enorme pulo para o desenvolvimento. Mas é necessário que zele pelo ex-prefeito que protegeu Mossoró dos absurdos de Lampião.

Se nós analisarmos cuidadosamente, Rodolfo Fernandes de Oliveira morreu para sempre, no dia 16 de outubro de 1927, quatro meses depois da invasão de Lampião a Mossoró, restando apenas o seu túmulo desprezado e mal cuidado.

Parabéns ao escritor e poeta Kydelmir Dantas, pela firmeza nas suas respostas. 
Publicado no blog "Lentes Cangaceiras"

http://lentescangaceiras.blogspot.com.br/

Caraúbas - Lançamento do livro 63 Verões Depois = Cassiano Hipólito

Por: Kydelmir Dantas

63 Verões de Cassiano
Kydelmir Dantas

Após morar tanto tempo fora de sua terra natal, ele voltou pra contar e deixar história. Nos rastros de RAIBRITO e Câmara Cascudo, Cassiano Fernandes passa ser mais um daqueles abnegados que se envolvem na pesquisa e não pára. Ao visitar as terras onde nasceu cresceu e viveu, até o início da fase adulta, redescobriu e desencantou-se com o que viu:
Indeciso sem saída
Pra minha terra voltei.
Retornei a Caraúbas
aqui chegando, fiquei.
Envolto em desenganos,
Amargurei abandonos,
De muitas propriedades.
O aposentado voltou,
A carcaça não o privou
De mostrar cumplicidades. (CF).

Foram quase 2 mil km nos caminhos do município; visitando fazendas tradicionais e encontrando-as abandonadas ou ‘tomadas’ pelos projetos de assentamentos... Muitos deles sem perspectivas de vida honrosa. A maioria sem produzir sequer o de comer. Famílias dependentes de bolsas assistenciais.
Que nem na musica SERROTE AGUDO (José Marcolino – Luiz Gonzaga), encontrou-as iguais, como se fosse uma premonição escrita a tanto tempo – gravada no LP Ô VÉIO MACHO; 1962; RCA victor - e hoje tão real:
Serrote Agudo
(José Marcolino - Luiz Gonzaga)

Passando em Serrote Agudo
Em viagem incontinente
Vendo a sua solidão
Sai pesando na mente

Eu vou fazer um estudo
Prá contar a miúdo
Quem já foi Serrote Agudo
Quem está sendo no presente

Já foi um reino encantado
Foi berço considerado
Quem conheceu seu passado
Acha muito diferente

Aonde o touro em manada
Berrava cavando o chão
Fazendo revolução
Nos tempos de trovoada

Dando berros enraivado
Por achar-se enciumado
Do seu rebanho afastado
Vacas que lhe pertenciam.

A sombra do Juazeiro
Já lhe esperando o vaqueiro
Com seu cachorro trigueiro
Como seu grande vigia.

Vaqueiros e moradores
Encantos, belezas mil
Onde reinavam os fulgores
De um major forte e viril.

Rico, porém animado
Fazia festa de gado
Onde o vaqueiro afamado
Campeava todo dia,

Hoje sem Major sem nada
Só se ver porta fechada
Não se vê mais vaquejada
Não reina mais alegria.

Vai Cassiano trilhando os caminhos do passado, para que as futuras gerações conheçam a história de seus ancestrais da terra das caraubeiras... Também quase desaparecida naquelas paragens. E segue o ICOP sendo bem representado na terra de Delby, Raibrito e companhia.
Mossoró, RN – janeiro de 2013.
(*) Pesquisador e escritor. Sócio do Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP.


Sócio do ICOP lançará seu mais novo livro no próximo sábado ((19/01/13).

63 Verões Depois de Cassiano Hipólito Fernandes  será lançado na
Festa de São Sebastião de Caraúbas - RN.
data: 19 janeiro de 2013
Local: Feirinha de São Sebastião
Hora: 10:00h da manhã.

Participações especiais: Caçula Benevides - Gianini Alencar - Dorgival Dantas


Enviado pelo autor: Kydelmir Dantas
(*) Pesquisador e escritor. Sócio do Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP.

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Globalização e cultura local

Por: José Romero Araújo Cardoso

O impulso à globalização teve ênfase quando das grandes navegações marítimo-comerciais, mas a forma como esta se apresenta na atual conjuntura  teve sua proeminência quando das decisões contidas na reunião de cúpula ocorrida no ano de 1944 em Bretton Woods, subúrbio de Washington D. C., na qual ficaram definidas as prerrogativas que alicerçaram uma nova ordem econômica global.

A mudança do padrão-ouro para o padrão-dólar norte-americano e instigar a expansão do capitalismo industrial antes concentrado quase integralmente no primeiro mundo, para espaços selecionados da periferia foram importantes mudanças econômicas que se refletiram na divisão internacional do trabalho.

A globalização em curso exponencializou a revolução técnico-científico-informacional, cujo fundamentalismo encontra-se no consumo cada vez mais intenso, responsabilizando-se pela disponibilidade de bens que cotidianamente se tornam mais sofisticados, em razão da forma como a concorrência entre as grandes empresas se processa de forma mais intensa.

Para garantir o consumo dos bens e serviços oferecidos pelas grandes empresas que impulsionam o processo de globalização da economia mundial, necessita-se que certos impecilhos sejam removidos ou minimizados. A cultura local é um exemplo da preocupação sempre presente nas pretensões de maximização de lucros e minimização de custos.

Não interessa à globalização que a continuidade das tradições inclusas na cultura de cada povo tenha sua permanência assegurada, pois isso representa prejuízos incalculáveis para os grandes empresários. A mídia tornou-se instrumento eficaz no processo vertiginoso de aculturação, adotando filosofia baseada em atender os interesses do grande capital.

A postura assumida por Mahatma Gandhi quando contestou pacificamente o império inglês, resultando na independência da Índia, instigando a população daquele país a confeccionar suas próprias vestimentas, como faziam os antepassados, representa ameaça extraordinária aos propósitos da globalização.

O modus vivendi dos países ricos que mantém bases militares em países do oriente médio também é encarada como um grande risco à permanência de tradições milenares embasadas nos princípios do islã, respondendo em parte pelos embates que vem marcando o choque entre as duas culturas.

A globalização necessita desestimular as tradições nordestinas e gaúchas para poder se afirmar em suas metas econômico-financeiras, pois a cultura local preservada significa estorvo aos interesses matematicamente calculados.

Enquanto o gaúcho estiver louvando os cantadores dos pampas e o nordestino cultuando a arte de Luiz Gonzaga, consumindo chimarrão com churrasco e a tradicional buchada que surgiu com o inicio da colonização da hinterlândia nordestina o sono dos grandes empresários estará ameaçado, pois a ideia de acumulação permeia as ações do processo produtivo sofisticado que se contrapõe às formas quase artesanais das culturas locais.

A condição sine qua non para que a globalização se imponha, formando uma aldeia global, está no desestimulo das formas originais de cada região que em um processo histórico legaram todo um cabedal de práticas culturais que caracterizam o gênero de vida das pessoas espalhadas pelo planeta Terra.

(*) José Romero Araújo Cardoso, geógrafo, professor-adjunto da UERN

Enviado pelo autor: Romero Cardoso

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sábado, 19 de janeiro de 2013

A vida e a obra do sagrado filho de Januário e Santana em cordel de Arievaldo Viana

(*) José Romero Araújo Cardoso

Luiz Gonzaga do Nascimento foi a maior expressão sonora da autêntica cultura popular nordestina, tendo legado um verdadeiro relicário musical acerca das tradições, costumes, cotidianos e outras coisas mais referentes a uma região seca cujos desafios fizeram do seu povo uma fortaleza espetacular e admirável.

Luiz Gonzaga

Nascido a 13 de dezembro de 1912, no pé da serra do Araripe, divisa dos estados do Ceará e Pernambuco, o velho “lua”, apelido carinhoso que ganhou de

Mário Lago

Mário Lago quando de sua aceitação para labutar na saudosa Rádio Nacional, se tornou uma legenda insubstituível como resposta ao que efetivamente faz ser nordestino.

Ainda “molecote”, como ele gostava de dizer, Luiz Gonzaga teve um desentendimento com importante homem de sua terra, resultando em uma surra incomensurável de Santana, aprovada por Januário, levando-o a abandonar o seu pé de serra em direção a outras plagas.

Santana e Januário
Engajado no Exército Brasileiro, Gonzaga teve participação tímida, como corneteiro, quando da revolução desencadeada em outubro de 1930. Rumo à cidade maravilhosa, passou a tocar na zona do mangue, a fim de buscar a sobrevivência na então capital federal.

Desafiado por um grupo de estudantes cearenses, Luiz Gonzaga voltou a fazer o que gostava, recordando-se das quebradas do sertão. Surgia assim um dos maiores ícones da música popular nordestina, responsável pela “descoberta” por parte do restante do país, bem como pelo exterior, dos valores de um povo, da riqueza da cultura popular nordestina, denunciando o desprezo em que ainda vivem milhares de pessoas espalhadas pelos rincões adustos da terra do sol.

Luiz Gonzaga teve dois parceiros que se rivalizaram no intuito de eternizarem verdadeiras pérolas que hoje compõem o cancioneiro nordestino. Chamavam-se 

Humberto Teixeira

Humberto Teixeira, cearense de Iguatú, e José Dantas filho, pernambucano de Carnaíba de Flores.

José Dantas e Luiz Gonzaga
O ostracismo e um certo repúdio permeavam os diversos olhares nacionais com relação à cultura nordestina, sendo Luiz Gonzaga o mais importante agente responsável pela ênfase a um processo de aceitação do que o nordeste produziu em trezentos anos de contínua fixação, desde quando os rastros das boiadas ocuparam os sertões mais distantes, fomentando uma identidade própria que foi gradativamente se aprimorando, sendo influenciada ao longo dos séculos por matizes de diversas vertentes culturais.

Gonzaga foi a representação da alma do sertão, a essência máxima de um povo e de uma cultura extraordinariamente rica. O velho “Lua” trouxe para a música a simplicidade e o bucolismo de um sertão que marcou a infância e a juventude do eterno cantador que nunca esqueceu sua terra, o chão sagrado do semi-árido.

Em excelente folheto publicado em terceira edição pela Editora Queima-Bucha, por título Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, o qual traz xilogravura de autoria do poeta popular João Pedro do Juazeiro, o poeta popular cearense 

Arievaldo Viana Lima

Arievaldo Viana Lima traça um perfil ímpar do grande e eterno mestre da sanfona, cuja influência foi decisiva para que grandes e apoteóticos momentos da MPB e da cultura regional fossem concretizados.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Enviado pelo autor: José Romero Araújo Cardoso

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A Literatura de Cordel em defesa do lado bom do Nordeste

Por José Romero Araújo Cardoso(*)

A responsabilidade que tem a “indústria das secas” articulada à mídia irresponsável para a veiculação de uma idéia negativa do Nordeste brasileiro é algo impressionante, pois é extremamente nefasta a imagem disseminada da pobreza crônica e insolúvel dos desditados nordestinos. Atendendo a indisfarçável interesse de classe, a idéia de que o Nordeste amargue de forma inclemente e absoluta com as secas e com a miséria faz com que o restante do Brasil crie formas distorcidas quanto ao imaginário referente a esta região de cultura esplêndida e riquíssima. Em folheto por título O Lado Bom do Nordeste, o poeta popular Moreira de Acopiara, em perfeita sincronia entre rima, métrica e oração, destaca o que há de belo e positivo no povo e na cultura da região. Publicado no Estado de São Paulo no ano de 2004, o folheto traz ilustração de capa de autoria de Fausto Bergoni. Moreira de Acopiara convida àqueles que foram alienados pelo trabalho meticuloso e impecável de pura essência ideológica a conhecer de perto as riquezas nordestinas. O autor destaca as belezas de sua terra natal, frisando a grandeza da hospitalidade do homem nordestino, a beleza das mulheres cearenses, as delícias da culinária regional e a necessidade urgente de se conhecer o sertão.Constata-se que a urgência em conhecer o sertão talvez se deva às formas assumidas pela intensa antropização, a qual está suscitando a exponencialidade do processo de desertificação do semi-árido nos dias atuais, fruto da irresponsabilidade da ganância imediatista que despreza as condições edafo-climáticas ímpares que caracterizam o quadro natural da região. Invocando a necessidade de verificar os dois lados da moeda, o autor destaca que há riquezas em São Paulo assim como em Fortaleza, Salvador e Maceió, ressaltando que também há pobreza no norte e no sul.Centro econômico dinâmico da América Latina, a região sudeste não conseguiu resolver problemas graves presentes na atual conjuntura, referentes à geração de emprego e renda, moradia, saúde e educação, assistindo passivamente ao surgimento de favelas como cogumelos após chuvas, problemas infelizmente também constatados no nordeste brasileiro. Paisagens sertanejas que encantaram Catulo da paixão Cearense, as quais inspiraram um dos maiores clássicos do cancioneiro regional, são fomentadas a fim de implementar a atração e a mudança de concepções presentes no imaginário referente à região enfocada no folheto.Em um telúrico passeio literário pelas belezas dos Estados Nordestinos, Manoel de Acopiara enfatiza a grandeza da cultura local, conclamando os brasileiros a conhecer e se conscientizarem sobre o verdadeiro potencial do lado bom do nordeste.Fértil celeiro da mais autêntica cultura popular, o nordeste é cantado e decantado em versos pela brilhante verve do poeta popular cearense, a qual não esqueceu de mencionar figuras imortais como Patativa do Assaré, Gonzagão e Manoel Monteiro. Finalizando o folheto com uma declaração de amor ao nordeste, Manoel de Acopiara destaca que a região é a terra melhor do mundo, pois a maior virtude está justamente na afabilidade do seu povo e no coração imenso que bate no peito dos sofridos e esperançosos nordestinos.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em geografia e Gestão Territorial e em Organização de Arquivos. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

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A civilização do couro


José Romero Araújo Cardoso(*)

Enquanto no litoral nordestino  subúmido firmou-se a agroindústria canavieira voltada para o mercado externo, a hinterlândia formou-se a partir da expansão da pecuária pelos sertões distantes tendo como pólos irradiadores Bahia e Pernambuco.

A civilização do couro, conforme definição do historiador Capistrano de Abreu,  objetivava abastecer com os produtos da pecuária o mercado interno, pois as áreas valorizadas pelo capital mercantil não tiveram condições concretas de cumprir qualquer ênfase à própria sobrevivência, seja de oprimidos ou de opressores.

As classes abastadas que povoaram os sertões nordestinos tinham na quantidade de gado bovino sinônimo de status socioeconômico, enquanto aos menos privilegiados restou o consolo de criar pequenos animais domesticados, como cabras e bodes, motivo pelo qual se formaram as denominadas raças nativas, como Moxotó, Morada Nova e Canindé, resistentes às secas e adaptadas extraordinariamente ao meio ambiente inóspito, cujo suporte forrageiro, em geral, encontra-se nas plantas das caatingas.

No sertão nordestino o couro passou a fazer parte do dia-a-dia, pois quase tudo era feito dessa matéria-prima de origem animal. As cadeiras, os alforjes, as mesas, os gibões, os chapéus, enfim, a cultura sertaneja passou a utilizar o couro em quase tudo que era confeccionado, usado cotidianamente pelos sertanejos em afazeres, alimentação, conforto, etc .

Quando das grandes secas era comum usar o couro como recurso alimentício a fim de tentar sobreviver aos rigores das intempéries. A estiagem histórica de 1877-1879 marcou significativamente o uso do couro para a alimentação do sertanejo, o qual antes era  utilizado para deitar-se, sentar-se ou enfrentar os espinhos da vegetação caatingueira.

O manuseio com o gado, do qual o couro é retirado, fez surgir verdadeiros artesãos nas quebradas dos sertões distantes. Artistas populares anônimos proliferaram, assim como as feiras de gado, executando trabalhos hábeis que ainda hoje marcam de forma extraordinária a cultura sertaneja.

Mãos calejadas passaram a fabricar selas, chapéus, relhos, sandálias, etc., os quais se tornaram indispensáveis para enfrentar a vida dura no sertão, simbolizando em muitos casos a própria tradição da região.

Vaqueiros e cangaceiros adotaram indumentária própria, confeccionada com o couro. Incontestáveis obras de arte foram feitas a partir do tecido animal, exemplificado através dos chapéus-de-couro dos mais proeminentes chefes de cangaço que palmilharam o sertão nordestino.

O campeador de gado do sertão nordestino, por sua vez, difere de seus congêneres espalhados pelo país, pois a roupa com a qual enfrenta as dificuldades da labuta diária, condicionada pelos desafios impostos pela vegetação extremamente agressiva, dotada de espinhos afiados e cortantes, exige dureza e rusticidades, as quais são conseguidas com as vantagens que o couro oferece.

(*) José Romero Araújo Cardoso é Geógrafo. Professor-adjunto do Campus Central da UERN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Contato: romero.cardoso@gmail.com.

Enviado pelo autor: José Romero Araújo Cardoso

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Missão Velha já está no Ponto !!!

Por: Bosco André
Bosco André e Manoel Severo

Meu caro Severo,

meus parabéns por já está arregaçando as mangas para o grande evento de 2013, com contatos em Brasília e São Paulo, desejo-lhe todo êxito, que aliás não é só seu, mas de todos nós da família Cariri Cangaço.

Devo lhe adiantar que Missão Velha lhe espera com grandes novidades e acho que um dia inteiro tem que ser dedicado a nossa querida cidade. e espero que isso se confirme , diante de seu grande amor por nossa terra.

Hoje temos um descendente do Coronel Santana na Presidência da Câmara Municipal , senhor vereador Cícero Cagece, inclusive foi o propositor de seu aprovado Título de Cidadão Missãovelhense, dessa forma a Câmara Municipal através de seu Presidente dará todo apoio ao Cariri Cangaço 2013, juntamente com nosso Prefeito, senhor Tardiny, na data aprazada para que Missão Velha receba o festejado Cariri Cangaço.

No dia de Cariri Cangaço 2013 em Missão Velha teremos entre outros eventos: A aposição da foto do Coronel Izaías Arruda no Salão Nobre de ex-prefeitos no Paço Municipal; com a presença da filha de Izaías Arruda, Dona Orlandina, além de outros familiares. O que por si só já é motivo de muita alegria para todos os que pesquisam e estudam esse maravilhoso fenõmeno tipicamente nordestino. Estamos aguardando a todos do Cariri Cangaço. Que venha 2013!

João Bosco André
Vice-Presidente do GECC e Conselheiro Cariri Cangaço
Missão Velha - Ceará

NOTA CARIRI CANGAÇO: Devo dizer que tenho por Missão Velha um amor incondicional, não só por tudo que ela representa para nosso Cariri, mas pela forma carinhosa e respeitosa como sempre nos acolheu, e hoje é orgulho para mim e toda minha família o fato de ser Cidadão de Missão Velha. Abaixo transcrevemos uma postagem do ano passado, mas que por questão de justiça vamos repostar, e em nome do amigo/irmão Bosco André, homenageamos a toda Missão Velha.

Bosco André o verdadeiro sentimento de
Missão Velha! 

Rapaz; existem destas pessoas que são marcantes. Por onde vão passando deixam o rastro de camaradagem, coleguismo, retidão, alegria, confiança, enfim. Se este "cabra" for do sertão, ainda sobram muito mais adjetivos para elencar. Assim é João Bosco André; espetacular cidadão de Missão Velha e do Mundo... Só para vocês terem uma ideia o homem é primo do Dom Pedro II e amigo pessoal do Papa.

Bosco André e Manoel Severo

Uma boa conversa com Bosco André é receita garantida de uma visita de sucesso para qualquer pesquisador das boas coisas de nosso cariri. Sem dúvidas, Bosco, ao lado de Napoleão Tavares Neves e de Huberto Cabral, são os tres maiores memorialistas de nosso amado Cariri.

Bosco André e Manoel Severo

Coronel Santana, Serra do Mato, Fonte da Pendência, Coronel Zé Dantas, Isaias Arruda, Joca do Brejão, Engenho de Santa Teresa, Fogo do Taveira, Fazenda Padre Cícero, Torno dos Linardes, Zé Gonçalves... menino, se puxar assunto o homem vai longe e nos encanta a todos com sua atenção, disponibilidade e cordialidade. João Bosco André, é vice-presidente do GECC , Conselheiro Cariri Cangaço, um grande pai de família e um dos maiores carateres que conheço.

A você que gosta das coisas do sertão, que ama o nordeste e que se apaixonou pelo Cariri Cangaço, não deixe de vir até aqui e travar um "bom combate" com esse grande amigo e grande companheiro , João Bosco André, ou simplesmente "Padre Bosco".

Manoel Severo
Cidadão de Missão Velha
Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com

Macaé, Juazeiro e Dores...é o Cariri Cangaço 2013 !


Caro amigo e irmão Severo, primeiramente, desejamos, eu e meu pai, um grande 2013 para você e a todos que você gosta! Que seja pleno de amor, felicidade e harmonia e que você possa alcançar todos os seus objetivos em sua plenitude.Agora, ficamos muitos felizes em saber da realização do Cariri Cangaço 2013! Nós, aqui do nosso cantinho, aslongínquas terras do interior do Rio de Janeiro, ou seja, Macaé, estamos torcendo por você e por toda sua comissão nessa nova jornada. Estamos à sua disposição para qualquer coisa que precisar.
Felicitações e um grande abraço cheio de saudades desses dois caipiras do Rio de Janeiro.

Felipe e Marcos Passos
Macaé - Rio de Janeiro


Olá Sr. Severo!

Fiquei muito feliz em ver o Cariri Cangaço em plena atividade, com seus
projetos! Parabéns!

Tomara que tudo corra muito bem, conforme o seu planejamento, Feliz 2013!

Um abraço
Maria do Carmo Pagan Forti


Querido amigo Severo !

É com imensa satisfação que recebemos notícias do Cariri Cangaço 2013, que com certeza terá o mesmo brilhantismo dos anos anteriores e, com a ajuda dos parceiros fiéis, será a melhor de todas as edições.

Nos anos anteriores fiquei impossibilitado de estar aí com vocês e conhecer in loco as riquezas históricas e culturais do nosso Cariri, bem como sua boa e receptiva gente. Mas, com as bençãos de Deus, N. Sra. das Dores se fará presente neste edição.

Transmita a todos os organizadores e parceiros nosso abraço e os votos de sucesso em mais esta jornada.

Estou à disposição no que vocês acharem que posso ajudar!
Abraço fraterno do amigo sergipano,

João Paulo
Projeto Memórias
Dores - Sergipe

http://cariricangaco.blogspot.com