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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Paulo Afonso será noticia no programa Aprovados

Por: João de Sousa Lima(*)

Nesse sábado, dia 16 de fevereiro de 2013, a cidade de Paulo Afonso será notícia no Programa "Aprovados" na TV Bahia.


O ator global Jackson apresentará o programa que mostrará os pontos históricos e culturais da cidade, apresentados por Antonio Galdino, João de Sousa Lima e a bióloga Aline.


O Raso da Catarina e alguns povoados de Paulo Afonso foram vasculhados para contar a história do cangaço, pontos onde Lampião andou com seus comandados.


(*) Escritor, Pesquisador, autor de 09 livros. membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. 

Telefones para contato: 
75-8807-4138 9101-2501 
email:
 joaoarquivo44@bol.com.br 
joao.sousalima@bol.com.br

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DEPOIMENTO DE NATALIA QUEIROZ SOBRE A INVASÃO DE LAMPIÃO A MOSSORÓ EM 13/06/1927



Natália Queiroz minha mãe, foi entrevistada em 1990 Esse texto foi extraído do meu livro “memorias de um tempo fugaz”, Eis a entrevista:

P - onde a senhora estava na véspera do ataque de Lampião a Mossoró? A senhora fugiu no trem para Areia Branca?

N - Estava na casa do prefeito Rodolfo Fernandes, com um grupo de amigos e familiares, todos curiosos com a evolução dos acontecimentos, pois o ataque de Lampião a Mossoró poderia acontecer a qualquer momento. Sei bem que Júlio Maia (um dos líderes da resistência e primo do prefeito), chegou e disse que nós tínhamos que ir também para Areia Branca de trem. Continua Natália – os homens estavam se organizando em trincheiras. O prefeito foi muito corajoso, decidido, isso é que é a verdade, acho que fomos no último trem, já muito lotado. Foi uma verdadeira folia. Eu era muito jovem, claro que estava com medo, mas naquela idade tudo era aventura. Eu ainda não conhecia João Almino. Passamos três dias em Areia Branca. Era tanto boato!  As informações eram desencontradas, mas voltamos no primeiro trem.

P- Já sabiam que Lampião havia sido derrotado?

N- Deram ordem para a gente voltar, pois Lampião já havia saído, mas tinha sempre aquelas pessoas que duvidavam de tudo. No percurso, acho que já bem perto de Mossoró, avistamos um carro, e o trem diminuiu a marcha para saber notícias. Nessa ocasião o pai de Idália, (esposa de Chico Xavier de Queiroz), o senhor Antônio do Carmo, muito nervoso perguntou ao motorista do carro em voz alta, como estava a cidade. O motorista respondeu:- “tudo em paz”, mas ele entendeu “tudo em bala”. Ficou então gritando para o trem parar. E dizia: – Tá vendo, tudo em bala”. Foi um verdadeiro alvoroço. Algumas pessoas choraram, mas o maquinista desceu e foi conversar com o motorista do veículo, ficando esclarecido que estava tudo em paz. O trem prosseguiu viagem.

P-  o trem estava muito cheio?

N- Sim, estava, mas nem todo o pessoal que tinha ido a Areia Branca voltou naquele dia, alguns ainda permaneceram por vários dias, e a cidade de Mossoró ainda passou quase um mês com boatos. Diziam que Lampião ia retornar ou que estava na Passagem do Rio. Lembro-me de Jararaca na cadeia, fui olhar. Dr. João Marcelino foi o médico que o atendeu. Dizem que Jararaca foi enterrado vivo, pelos policiais que iam levá-lo para natal.

P- o que aconteceu após a fuga de Lampião?

N-  Sim, mas o bando de Lampião fugiu em direção a Jucuri e de lá até a fazenda Veneza, que era uma propriedade de Alfredo Fernandes. O gerente dela era Childerico (Childerico  Fernandes de Souza), primo de seu pai. Chegaram de manhã cedo (dia 14). A Bebela (Felisbela Rodrigues Fernandes) me disse muito depois o sofrimento que passaram. Acabaram com toda a comida existente lá, estoque de carnes, mataram muitas galinhas a tiro e mandaram fazer comida.  Eram mais de 50 cangaceiros. Saquearam tudo e ainda levaram 15 contos de reis que Childerico estava guardando para compra de umas reses. Bebela me disse também que só conseguiu guardar um queijo que caiu e ela jogou para debaixo de um armário. A certa altura Lampião perguntou se Childerico era primo do prefeito. Ele disse que sim. Não houve confusão por isso, mas tinha um cangaceiro chamado Massilon que evitou muito as agressões que alguns queriam fazer. Eles ficaram na fazenda por todo o dia 14 e depois seguiram para Limoeiro do Norte. Concluiu Natália: – eu não conhecia ainda João Almino. Minhas amigas é que falavam dele e diziam que ele era irmão de Celso Almino. Ora, se eu também nem sabia quem era Celso.

http://blogdopedroalmino.wordpress.com/2009/06/14/2639/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cordel - A casa que a fome mora


Por: Antonio Francisco - Cordel 
A casa que a fome mora.


Vi o orgulho ferido
Nos braços da ilusão,
Vi pedaços de perdão
Pelos iníquos quebrados,
Vi sonhos despedaçados
Partidos antes da hora,
Vi o amor indo embora
Vi o tridente da dor,
Mas nem de longe vi a cor
Da casa que a fome mora:

Vi num barraco de lona
Um fio de esperança,
Nos olhos de uma criança,
De um pai abandonado,
Primo carnal do pecado,
Irmãos dos raios da lua,
Com as costas semi-nuas
Tatuadas de caliça
Pedindo um pão da justiça
Do outro lado da rua.

Vi a gula pendurada
No peito da precisão,
Vi a preguiça no chão
Sem ter força de vontade,
Vi o caldo da verdade
Fervendo numa panela,
O jejum numa janela
Dizendo: aquí ninguém come!
Ouvi os gritos da fome,
Mas, não vi o rosto dela.

Passei a noite acordado
Sem saber o que fazer,
Louco, louco pra saber
Onde a fome residia
E por que naquele dia
Ela não foi na favela
E qual o segredo dela,
Quando queria pisava
Amolecia e matava
E ninguém matava ela?

No outro dia eu saí
De novo á procura dela,
Mas não naquela favela,
Fui procurar num sobrado
Que tinha do outro lado
Onde morava um sultão.
Quando eu pulei o portão
Eu vi a fome deitada
Em uma rede estirada
No alpendre da mansão.

Eu pensava que a fome
Fosse magricela e feia,
Mas era uma sereia
De corpo espetacular
E quem iria culpar
Aquela linda princesa
De tirar o pão da mesa
Dos subúrbios da cidade
ou pisar sem piedade
Numa criança indefesa?

Engoli três vezes nada
E perguntei o seu nome.
Respondeu-me: sou a fome
Que assola a humanidade,
Ataco vila e cidade
Deixo o campo moribundo,
Eu não descanso um segundo
Atrofiando e matando
Me escondendo e zombando
Dos governantes do mundo.

Me alimento das obras
Que são superfaturadas,
Das verbas que são guiadas
Pros bolsos dos marajás
E me escondo por tráz
Da fumaça do canhão,
Dos supérfluos da mansão,
Da soma dos desperdícios,
Da queima dos artifícios
Que cega a população.

Tenho pavor da justiça
E medo da igualdade,
Me banho na vaidade
Da modelo desnutrida,
Da renda mal dividida
Na mão do cheque sem fundo,
Sou pesadelo profundo
Do sonho do bóia fria
E almoço todo dia
Nos cinco estrelas do mundo.

Se vocês continuarem
Me caçando nas favelas,
Nos lamaçais das vielas
Nunca vão me encontrar,
Eu vou continuar
Usando meu terno xadrez,
Metendo a bola da vez,
Atrofiando e matando,
Me escondendo e zombando
Da burrice de vocês.

FIM - Autor: Antônio Francisco
Coleção Queima-bucha de Cordel -
Mossoró-RN, Outubro de 2006
Postado por Mariadapaz.com

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O maior do Brasil !

Por: Ivanildo Silveira

Amigo Severo e companheiros da família Cariri Cangaço, meu forte e saudoso abraço. Confirmamos nossa presença no Cariri Cangaço 2013, que com certeza será coroado de sucesso, como em todas as edições anteriores.

O Cariri Cangaço é verdadeiramente uma Construção Coletiva, na qual Severo é nosso timoneiro, e todos procuram dá algo de si para o engrandecimento e sucesso do mesmo.

Nunca é demais repetir; a partir do trabalho de todos; o Cariri Cangaço é hoje o maior evento do gênero de todos os tempos no Brasil.

Abraço a todos e desde já conte conosco 
no que for possível.

IVANILDO ALVES  SILVEIRA
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e do Cariri-cangaço
NATAL/RN

http://cariricangaco.blogspot.com.br

domingo, 10 de fevereiro de 2013

LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE


À venda nos seguintes locais
Mossoró - RN:
Praça da Convivência - Corredor cultural - Centro
CAFÉ E ARTESANATO
Natal - RN:
LIVRARIA NOBEL - Avenida Senador Salgado Filho, 1782. fone: (0xx) - 84 - 3613-2007
Campina Grande - PB:
Vila do Artesão
FURLÃO ARTE EM COURO - Biagio Grisi


R$ 35,00

OBS: 
Para encomendas externas, há o acréscimo da taxa dos correios.

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Manuel Moreno, sua esposa Áurea e o cabra Gorgulho


Subgrupo de Lampião eliminado enquanto festejavam  na Fazenda Poço da Volta, em Porto da Folha/SE. Foram execultados pela volante baiana do Sargento Odilon Flor, a 23 de junho de 1937, durante as festas de São João.

Fonte: Livro Guerreiros do Sol, Frederico Pernambucano de Mello.

Creditos:
Ivanildo Alves  da  Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC e do CARIRI-CANGAÇO
Natal / RN

http://lampiaoaceso.blogspot.com

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Livros sobre "Cangaço"

1938 - Angico

Autor: Paulo Medeiros Gastão


Lampião de "A a Z"


Os livros 1938 - Angico e Lampião de "A a Z" podem ser
adquiridos através
deste e-mail:
paulomgastao@hotmail.com
Diretamente com o autor (não está a venda em livrarias).
Preço por exemplar:
R$ 20,00 (vinte reais+ frete).

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Faça uma visitinha a este site:

http://cantocertodocangaco.blogspot.com

Observação:

Este endereço tem a palavra "Cangaço", mas não tem nada a ver com o tema, foi um erro no momento de sua criação. Ainda não conseguimos fazer outro link de acordo com o material postado.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Jamacaru: Parada obrigatória do Cariri Cangaço em Missão Velha

 Matriz de Jamacaru, em Missão Velha 

Este ano Missão Velha guardou uma grande surpresa para todos os participantes do Cariri Cangaço 2013: O grande anfitrião de nosso evento em terras Missãovelhenses será o Distrito de Jamacaru o famoso distrito onde se localiza a emblemática Fazenda Serra do Mato e a Fonte da Pendência, cenários comuns a Lampião e seus cabras, quando possuía a proteção do poderoso Cel. Santana. Umas das curiosidadesimpressionantes do acolhedor Jamacaru foi a descoberta em 2011 doúnico fóssil de camarão já registrado; o camarão fossilizado com 100 milhões de anos foi uma descoberta da Universidade Regional do Cariri - Urca.

" Casarão do Italiano", patrimonio secular em Jamacaru


Segundo Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, Missão Velha promover o Cariri Cangalo em Jamacaru " será sem dúvidas um marco; por três anos fizemos na sede do município e agora Missão Velha nos convida a subir a Chapada e vir celebrar o Cariri Cangaço nas terras do Cel. Santana, é sensacional, além da beleza exuberante desta natureza que nos cerca, ficamos muito felizes com a ideia  quem vier, verá" assegura Severo.

Padre Idemário Barreto, vigário do Jamacaru recebe a Caravana Cariri Cangaço preparadopara a festa de Nossa Senhora das Dores.


Já Bosco André, um dos maiores conhecedores da história do Distrito de Jamacaru, a iniciativa do município tem grande valor: " O prefeito Tardyne não poderia ter tido uma ideia melhor, com certeza todos que nos visitarem vão se deliciar com as belezas de nossa serra e a história que esta contida aqui, sem falar que o Cariri Cangaço vai ser exatamente na época da Festa de nossa Padroeira, então é festa em cima de festa e todos os convidados serão muito bem vindos.

O incrível Fóssil de 100 milhões de anos...

Fóssil de camarão mais antigo do planeta encontrado no Jamacaru

A Universidade Regional do Cariri (Urca) apresentou, ontem, na sede do Geopark Araripe, no Crato, a mais nova descoberta fóssil da região: um camarão fossilizado com 100 milhões de anos. O raro espécime fóssil foi encontrado no Distrito de Jamacaru, em Missão Velha, na Região do Cariri.

O camarão encontrado é do período cretáceo. Os pesquisadores apontam que já tinham encontrado vestígios do animal na barriga de peixes fossilizados. Essa, porém, é a primeira vez que se encontra um exemplar do camarão. Para Álamo Feitosa, chefe da equipe de pesquisadores, as descobertas feitas na pesquisa “Estudos Sistemáticos e Paleoecológicos da Fauna de Vertebrados das Formações Crato e Romualdo (grupo Santana) da Bacia do Araripe”, revelam a importância do Cariri para as pesquisas paleontológicas em todo o mundo. A Região do Cariri é considerada há muito tempo uma espécie de museu a céu aberto das descobertas paleontológicas.

A investigação que resultou na descoberta do camarão fossilizado envolveu mais de 20 pesquisadores que recolheram da Bacia Sedimentar do Araripe mais de 1.200 peças e vestígios variados. Além do camarão, foi encontrada a asa de um pterosauro e uma tartaruga, que também estão sendo estudados e classificados.

Fonte: 
http://fortalbeachsummer.com.br/site/noticias/fossil-encontrado-camarao-milenar-ceara.html

Tudo isso e muito mais em:
Missão Velha por inteiro no Cariri Cangaço 2013.

Redação Cariri Cangaço

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A HISTÓRIA DA FORTALEZA DE TAMANDARÉ E O SEU ABANDONO

Autor e fotos: Rostand Medeiros

Quando você está viajando pelas belas praias do nosso Nordeste é sempre uma grande satisfação e alegria. Mas quando buscamos este destino para curtir férias nada pode ser mais chato do que um dia completamente nublado.

Área lateral da fortaleza
Área lateral da fortaleza

Mas estes dias também são interessantes para buscarmos outras alternativas e aí podemos encontrar interessantes locais históricos para visitarmos no belo litoral de nossa região. Em relação a isso nada melhor do que se encontrar no litoral de Pernambuco.

Entrada principal
Entrada principal com várias indicações de datas, que não correspondem a sua inauguração

Enfim Pernambuco assistiu muito movimento no período colonial da história do nosso país. Ali, durante os quase vinte e quatro anos de permanência dos holandeses (1630-1654) o que não faltou foram acontecimentos que marcaram a nossa história.  Como lembrança silenciosa destes tempos tumultuados está o Forte de Santo Inácio de Tamandaré, Um dos mais importantes marcos da história de Pernambuco, fica localizado no município de Tamandaré, ao sul de Recife.

Outra vista da área da entrada
Outra vista da área da entrada

O local é também conhecido como Fortaleza da Barra Grande ou Forte de Tamandaré, no final do século XVII pelo engenheiro Francisco Correia Pinto e junto com outro baluarte de defesa denominado Forte da Santa Cruz protegiam a enseada de Tamandaré, área considerada um dos melhores pontos de ancoragem da costa pernambucana, não muito distante de produtivas usinas de moagem de cana de açúcar. Destes locais eram produzidas toneladas do lucrativo açúcar mascavo, o mais importante e rentável produto brasileiro na época e alvo da ambição de holandeses e portugueses. Esta enseada, considerada melhor que a área de ancoragem do cabo de santo Agostinho, era capaz de abrigar várias embarcações com calado de até dezoito pés.

O pátio do forte, com vista para o farol construído em 1902.
O pátio do forte, com vista para o farol construído em 1902.

A fortaleza possui um formato quadrangular, com baluartes e apresentando antigas peças de artilharia, que mostram a sua periculosidade para as embarcações a vela do passado. Os locais onde se encontram os canhões são ligados ao pátio principal por pequenas ladeiras existentes em três lados da estrutura e pelo pavimento superior frontal.

A entrada do forte ainda mostra-se uma construção maciça e imponente, onde o visitante vislumbra, após passar o portão, as seteiras da passagem de entrada, por onde os defensores deveriam abrir flechar, ou abrir fogo, contra os invasores. Consta que antes do portão havia uma ponte móvel, mas tanto esta estrutura, quanto o fosso não mais existem.

Salvador Correia de Sá e Benevide
Salvador Correia de Sá e Benevide

Na época da invasão holandesa a Pernambuco, a enseada de Tamandaré recebeu o desembarque das forças de Salvador Correia de Sá e Benevides, que prestou alto serviço à insurreição dos pernambucanos contra os holandeses ao escoltar até o porto de Tamandaré oito navios provenientes da Bahia, trazendo ao Mestre de Campo João Fernandes Vieira um reforço de 800 homens, comandados por gente como André Vidal de Negreiros e Martins Soares Moreno, cujas ações contribuíram para a expulsão definitiva dos holandeses.

Por sua vez os Batavos não ficaram olhando as ações dos seus inimigos na área de Tamandaré sem fazer nada. Em 9 de setembro de 1645, o almirante a serviço da Companhia Holandesa da Índias Ocidentais,  Jan Cornelisz Lichthart, na verdade um calejado corsário, atacou na enseada a armada do Capitão-mor de Mar Jerônimo Serrão de Paiva, em um combate que entraria para a história como Batalha da baía de Tamandaré. Consta que a derrota da armada de Jerônimo Serrão poderia ter sido evitada se a frota de Salvador Correia de Sá e Benevides interviesse em seu auxilio. Mas este brioso militar preferiu rumar diretamente para Lisboa, com receio de perder uma valiosa carga de açúcar. E como guerras não são ganhas sem haver grana para financiar as tropas, certamente a ação de Benevides não foi contestada.

Navios de guerra holandeses
Navios de guerra holandeses

Já Lichthart não perdeu a viagem e de lambuja ainda conquistou a fortaleza. Consta que este corsário holandês sabia falar corretamente a nossa língua por ter vivido em Lisboa antes da guerra e teve um papel importante na luta pela posse do Brasil. Em relação a fortificação os holandeses realizaram reparos e a ampliaram, mas esta informação não é totalmente aceita pelos historiadores.

O que sabe ao certo é que após a derrota Batava o local ficou abandonado e foi reconstruído em 1677 pelo mesmo João Fernandes Vieira, agora no cargo de Superintendente das Obras de Fortificação da Capitania de Pernambuco. O trabalho de recuperação recebeu apoio dos empreendedores e moradores da região, que temiam futuras investidas de europeus sedentos de ambição pelas nossa doces riquezas tropicais. Houve farta colaboração no fornecimento de materiais de construção, mão-de-obra, carros de bois para transporte de materiais e animais.

A capela da fortaleza
 A capela da fortaleza

Outros trabalhos de recuperação foram realizados em 1683 e só teve sua conclusão efetivada em 1691, o que mostra que esta história de atraso de obras públicas no Brasil não é nova. Já a capela do forte só foi construída em 1780, sob a invocação de Santo Inácio.

Segundo Carlos Miguez Garrido, em obra publicada em separata ao Volume III dos Subsídios para a História Marítima do Brasil, do Ministério da Marinha, Rio de Janeiro: Imprensa Naval, 1940, a estrutura do Forte de Santo Inácio de Tamandaré foi reconstruída em 1808 e sofreu novos reparos em 1822.

Artilharia existente
Artilharia existente

Consta na obra que nesta fortaleza, para o seu lado voltado para a atual cidade de Tamandaré, erguia-se dois pavimentos da edificação contendo as dependências de serviço. Estas seriam o Corpo da Guarda, Calabouço, Casa da Palamenta, Casa da Pólvora, Quartel da Tropa, Cozinha, Casa do Comando. O local ficava guarnecido por um sargento-mór (patente equivalente atualmente a de major), um tenente, um capitão, um sargento, um condestável (chefe dos artilheiros), um almoxarife, e um destacamento de infantaria compreendendo um alferes, um sargento, um tambor, 40 soldados fuzileiros. A fortaleza era guarnecida por  vinte e oito peças de artilharia, sendo vinte e quatro de ferro e quatro de bronze, de diferentes calibres (GARRIDO, 1940 -pág. 75).

As silenciosas e abandonadas peças de artilharia desta fortaleza
As silenciosas e abandonadas peças de artilharia desta fortaleza

Entre 1859 e 1860 o imperador Dom Pedro II pernoitou nas suas dependências no dia 13 de dezembro de 1859. O almirante Joaquim Marques Lisboa, que conduzia o imperador, a imperatriz e a comitiva na fragata a vapor Amazonas, pediu permissão ao imperador para realizar uma pequena parada no porto de Tamandaré, para que ele pudesse recolher os restos mortais do seu irmão, Manoel Marques Lisboa, revolucionário que participou da malfadada Confederação do Equador, a fim de serem conduzidos ao jazigo de sua família no Rio de Janeiro. Observam os biógrafos que, embora o irmão do almirante fosse um inimigo declarado do Império, o Imperador concedeu-lhe a permissão pedida, e ainda a de que disparasse uma salva de artilharia da fragata em homenagem aquele combatente. Meses mais tarde, o imperador demonstrou novamente o seu reconhecimento ao almirante pelos relevantes serviços prestados à nação, concedendo-lhe o título de “barão de Tamandaré”.

Tal como na Fortaleza dos Reis Magos em Natal, no Forte de Tamandaré foi construído um farol de sinalização em 1902. Durante a Segunda Guerra Mundial o local abrigou uma  guarnição de militares brasileiros que, além da manutenção e guarda do farol, utilizavam o local como ponto de observação e controle daquele setor da costa pernambucana.

Outra vista do pátio interno
Outra vista do pátio interno

Como podemos ver pelas fotos deste sofrível fotografo, o local é de indiscutível beleza e forte relevância histórica, mas me dói o coração vê-lo neste estado de abandono. É triste que um local histórico tão bonito e interessante, plantado em uma área tão próximo a locais de forte frequência turística, se mantenha em um estado lastimável como esse.

O abandono do local
O abandono do local

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Extraído do blog do historiógrafo e pesquisador do cangaço: 
Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.wordpress.com



















O incrível mundo do cangaço - Volumes I e II

Autor: Antonio Vilela de Souza
Volume I
Volume II

Preço por volume:
R$ 35,00 - incluso despesas de correios.

E-mail para contatos:
incrivelmundo@hotmail.com

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DICAS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS, COM ADRIANO MARCENA


DICAS DE ELABORAÇÃO DE PROJETOS
CULTURAIS, COM ADRIANO MARCENA

Assista as Dicas de Elaboração de Projetos Culturais em entrevista de Adriano Marcena para o Parlatório.

Como Elaborar seu Projeto Cultural

Projetos Culturais
Sabe como elaborar um Projeto Cultural? Como ter sucesso nos editais de incentivo em todo país? Já escutou falar em economia da Cultura? O consultor e escritor Adriano Marcena esclarece tudo aqui no Parlatório. Aproveite, pois os editais estão abertos!

Adriano Marcena é escritor, historiador, professor e dramaturgo. Sua obra mais recente é o livro Mexendo o Pirão que aborda a importância sociocultural da farinha de mandioca no Brasil holandês (1637 – 1646).

Ou acesse:


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Reunião do Cariri Cangaço e GECC foi coisa de cinema

Ângelo Osmiro,  Manoel Severo, Jonasluis e Aderbal Nogueira.

As entidades assumem desafio de produzirem"Assalto a Mossoró" e "Cangaço - A História Verdadeira"

A recente reunião do GECC - Cariri Cangaço nesta última terça-feira em Fortaleza, marcou a formalização oficial da parceria entre as duas instituições e a Icapuí Filmes e Laser Vídeo, produtoras do Longa Metragem "Assalto a Mossoró" e da Minissérie "Cangaço- A História Verdade". Na oportunidade, o diretor da Icapuí Filmes e da FGFTv, Jonasluis da Silva,de Icapuí e o Conselheiro Cariri Cangaço, também titular da Laser Vídeo, Aderbal Nogueira, receberam das mãos do presidente do GECC, Ângelo Osmiro e do Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo; o documento que sela a parceria e a participação no ousado projeto cinematográfico.

Manoel Severo e Ângelo Osmiro...
...assinam compromisso.
 Jonasluis da Silva, de Icapuí e o entusiasmo de mais uma grande produção do cinema cearense.

Segundo Jonasluis da Silva, de Icapuí sobre o Longa Metragem Assalto a Mossoró; "a justificativa para a produção cinematográfica desse episódio de Lampião, é de que em toda a sua história complexa e específica por si mesma, nada há igual. Para os historiadores essa epopeia não foi um ataque qualquer a um arruado, vila ou povoação. Nem mesmo a uma cidade pequena. Foi um ataque a uma cidade de grande porte para os padrões da época, a segunda maior do Rio Grande do Norte". Já Aderbal Nogueira completa: "Será um grande desafio mas estamos falando de um épico e que ficará para a posteridade". Manoel Severo ressalta "a competência e o talento de toda a equipe envolvida, desde a pesquisa até a produção e edição do Projeto nos dão a certeza de um marco do cinema nacional". Ângelo Osmiro confirma o total apoio do GECC e Cariri Cangaço ao projeto, "para nós pesquisadores é um grande desafio, ao qual nos entregamos de corpo e alma, podem contar com o GECC e Cariri Cangaço".


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Quem matou Delmiro Gouveia?

Por Gilmar Teixeira

152 págs.

Contato para aquisição
gilmar.ts@hotmail.com

Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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Lampião contra o mata sete


Autor: Archimedes Marques


Preço: R$ 50,00
BANCO DO BRASIL
Agência: 3088-0
Conta: 33384.0

Em nome de Elane Lima
Marques (Minha esposa).
E-mail
archimedes-marques@bol.com.br

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O Lampião que não se apaga

Por: Margarete Oliveira

Amigos do Cariri Cangaço, gostaríamos que soubessem que por inspiração do encontro do Cariri Cangaço em 24 de setembro de 2011 na cidade de Porteiras idealizamos um projeto intitulado Fenômeno Cangaço: O lampião que não se apaga, o qual tem como objetivo mostrar a influência do cangaço na cultura nordestina no que diz respeito à alimentação, ao vestuário, à música, à dança, à arte de cura de ferimentos e doenças com plantas extraídas da caatinga, além do papel da mulher no cangaço.

O projeto participou de três feiras. A última foi realizada em Fortaleza nos dias 5, 6 e 7 de dezembro de 2012, concedendo-nos credenciamentos para a exposição na maior feira de projetos da América Latina - a FEBRACE em São Paulo no mês de março e  na exposição no Chile  no mês de agosto.


Queremos agradecer imensamente ao Cariri Cangaço pela riquíssima fonte de pesquisa do blog e as informações que muito nos têm auxiliado. Eu sou professora da rede púbica do estado do Ceará, filha natural de Serra Talhada, Pernambuco. A história do cangaço sempre me fascinou, no entanto só pude "beber" realmente desse conhecimento depois do encontro do Cariri Cangaço e quando a curiosidade por esse tema chegou aos alunos. Eu sou a orientadora do projeto Fenômeno Cangaço, o qual é liderado por dois estudantes cearenses; um da cidade de Milagres e outro da cidade de Brejo Santo.

Estou enviando algumas fotos do trabalho realizado na Escola Profissional Balbina Viana Arrais em Brejo Santo, assim como a participação do projeto nas feiras regional e estadual. Esperamos  o apoio do Cariri Cangaço na divulgação do nosso projeto. Temos uma página no Facebook e um blog em fase  de construção - fenomenocangaco.blogspot.com.br - Certos do seu apoio, aguardamos notícias.

Margarete Oliveira

NOTA CARIRI CANGAÇO: O que dizer diante dessa iniciativa vitoriosa, de sucesso, ousada e inusitada desses maravilhosos alunos das escolas públicas de nosso Cariri do Ceará? Professora Margerete saiba que tanto a senhora como os alunos, podem contar com todo nosso apoio e de antemão desejo colocar o Cariri Cangaço à disposição para outras iniciativas. Vamos conversando! E que venha São Paulo e o Chile. 

Parabéns, dessa forma convidamos a todos a visitar: fenomenocangaco.blogspot.com.br

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Jorge Remígio e Sinhô Pereira em 2013 !

Jorge Remígio

Amigos do Cariri Cangaço é com grande satisfação que recebo essa informação preciosa: A também inclusão em palestra no evento,  da saga de Sinhô Pereira, é um casamento perfeito com o Cariri Cearense. Estarei presente com a certeza do crescimento e sucesso que esse evento ímpar alcançará em todos os sentidos planejados.  

Abraço forte
Jorge Remídio
Custódia - PE

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Este endereço tem a palavra "Cangaço", mas não tem nada a ver com o tem, foi um erro no momento de sua criação. Ainda não conseguimos fazer outro link de acordo com o material postado.

Novo livro na praça - Lampião em Alagoas

Autores: Clerisvaldo B. Chagas e Marcello Fausto

O livro tem 468 páginas.

Preço R$ 55,00 (Cinquenta e cinco reais) com frete incluso, para todo o Brasil.

Onde comprar?
Com o revendedor
Professor Pereira
através do E-mail:
franpelima@bol.com.br
ou pelos telefones:

(83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI)

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Luiz Gonzaga e seu Centenário realizado pela UNE- União Nacional dos Estudantes, em Olinda-Pernambuco.

Por: João de Sousa Lima

A cidade de Olinda, através da UNE realizou uma homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga. 

A cidade respira a arte do Rei do Baião e é fácil encontrar no Estado pernambucano referências ao "Pernambucano do Século".


Na mesa redonda discutindo sobre a arte do Rei do Baião na mídia, a participação de professores, alunos e convidados.



O Repentista Sebastião Dias, prefeito de Tabira, Pernambuco, fez dobradinha com o escritor João de Sousa Lima em um debate sobre a arte de Luiz Gonzaga na mídia.


O artista plástico Alves Dias e o escritor João de Sousa Lima.


Uma das visitas indispensáveis é o Museu de Luiz Gonzaga mantido pela prefeitura.


Domingos Nogueira e João Lima em visitação ao Museu do Gonzagão: Um rico acervo sobre o artista.


Museu Luiz Gonzaga


Museu do Rei do Baião


Fiquei hospedado no Hotel 7 Colinas, em Olinda, pernambuco. Uma das atrações do hotel é um casarão que mantém suas estruturas originais e toda sua mobília antiga. Um verdadeiro Museu contanto a história do Brasil. A curadora do Museu é dona Luzinete que a mais de 50 anos vivi  com a família herdeira do patrimônio.


Verdadeiras relíquias encontram-se no antigo casarão do Hotel Sete colinas.


Uma biblioteca com verdadeiras raridades literárias.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com