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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

QUEM SÃO OS BANDIDOS MAIS FAMOSOS DA HISTÓRIA? – PARTE IV

tamezuando.com.br

BUTCH CASSIDY & SUNDANCE KID

Imortalizados pelos bonitões Paul Newman e Robert Redford no filme homônimo de 1969 (premiado com quatro Oscars, dois deles para a música genial de Burt Bacharach), eles formaram a mais conhecida dupla de assaltantes do Velho Oeste americano no final do século XIX. 

Também tinham um quê de Robin Hood e eram adorados pelos necessitados. Depois de muitos assaltos a bancos, fazendas e trens, fugiram para a América do Sul, onde continuaram sua vida de contraventores. Ninguém sabe ao certo como morreram, mas a versão oficial conta que foram surpreendidos pela polícia e fuzilados num vilarejo perdido nos confins da Bolívia, em 1909.

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-sao-os-bandidos-mais-famosos-da-historia

Biografia escrita pela Wikipédia sobre BUTCH CASSIDY & SUNDANCE KID - http://pt.wikipedia.org/wiki/Butch_Cassidy

robert leroy parker, aliás, butch cassidy

Robert LeRoy Parker, mais conhecido como Butch Cassidy (Beaver, 13 de Abril de 1866 – San Vicente, ca. 7 de Novembro de 1908)1 foi um famoso bandido norte-americano, assaltante de comboios, e líder da quadrilha de foras-da-lei Hole in the Wall Gang.

Os primeiros anos

Robert LeRoy Parker nasceu a 13 de Abril de 1866, em Beaver, Utah. Ainda jovem adotou o pseudônimo de Butch Cassidy, em homenagem a Mike Cassidy, um antigo ladrão que o ensinou a roubar gado.

Em 1890, com o dinheiro dos assaltos, comprou uma fazenda perto de Dubois, Wyoming. Este local é próximo ao famoso Hole-in-the-Wall, uma formação geológica natural que possibilitava proteção e um esconderijo perfeito, levantando, por isso, a suspeita de que a sua fazenda nunca foi bem sucedida economicamente, tendo sido na realidade uma fachada para esconder as suas atividades clandestinas 2.

Em 1894 foi preso, vindo a cumprir 18 meses de uma pena de 24, tendo sido solto em Janeiro de 1896.

Os Wild Bunch

Da esquerda para a direita: Sundance Kid, Tall Texan, News Carver, Kid Curry e Butch Cassidy. Em Fort Worth, Texas, 1901.

Após a sua libertação associou-se a um círculo de criminosos, onde se encontrava seu melhor amigo Elzy Lay e Harvey "Kid Curry" Logan, Ben Kilpatrick, Harry Tracy, Will "News" Carver, Laura Bullion e George Curry que, juntamente com outros foras-da-lei, formaram a quadrilha que ficou conhecida por Wild Bunch, aumentando consideravelmente a sua actividade criminosa roubando bancos, comboios, carruagens, cavalos e gado.

Em 2 de Junho de 1899 a quadrilha roubou a Union Pacific Overland Flyer perto de Wilcox, Wyoming, um roubo que se tornou famoso e que resultou em uma enorme caça ao homem 3 4. Muitos homens da lei notáveis da época participaram na perseguição aos ladrões mas não os conseguiram apanhar.

Em 11 de Julho de 1899, Elzy Lay e outros outros membros da quadrilha envolveram-se no roubo de um comboio perto de Folsom, Novo México, levando a um tiroteio em que Elzy Lay matou o Sheriff Edward Farr e o ajudante Henry Love, levando a sua prisão, tendo sido condenado à prisão perpétua na penitenciária do Novo México.

Sempre que os Wild Bunch se separavam na sequência de um assalto, reuniam-se mais tarde em um local pré-determinado, tal como o esconderijo "Hole-in-the-Wall", "Robbers Roost", ou o "bordel de Madame Fannie", em San Antonio, Texas.

O esconderijo Hole-in-the-Wall foi montado em Old Town Trail em Cody, Wyoming. Foi construído em 1883 por Alexander Gand5.

Após a prisão de Elzy Lay, Butch Cassidy juntou-se a Sundance Kid (Harry Longabaugh), formando uma dupla que se tornaria legendária. Afirma-se que, embora fosse assaltante e usasse armas, nunca matou pessoa alguma.

A fuga para a América do Sul[

Caçados pela polícia norte-americana, os dois bandidos decidiram tentar a sorte na América do Sul, chegando a Buenos Aires, Argentina, em 1901, na companhia de Etta Place, uma professora e namorada de Sundance.

Usando nomes falsos e vestidos com requintada elegância, hospedaram-se no melhor hotel da cidade e depositaram cerca de 12 mil dólares na filial do Banco de Londres (dinheiro oriundo do último assalto efectuado, nos EUA). Tidos na conta de refinados cavalheiros, chegaram a fazer amizade com o vice-cônsul norte americano, George Newbery, e compraram uma fazenda na província de Chubut.

Entre 1902 e 1906 levaram uma vida confortável, na condição de fazendeiros, mas quando acabou o dinheiro, voltaram aos roubos.
O primeiro assalto na Argentina foi a um banco de Rio Gallegos, na província de Santa Cruz. O seguinte aconteceu em Villa Mercedes, na província de San Luis. Após alguns outros assaltos, acharam mais prudente mudar de ares e cruzaram a fronteira da Bolívia.

Em 1907, Etta, doente, voltou para sua casa nos Estados Unidos da América, enquanto os seus companheiros permaneceram na América do Sul, roubando comboios, minas e bancos na Bolívia, Peru e no Chile, sempre perseguidos pelos policiais dos respectivos países.

Morte

A morte de Cassidy é motivo de disputa por parte dos historiadores, existindo várias versões.

Versão oficial

A versão oficial da morte de Butch e Sundance, diz que, em 1908, próximo a San Vicente, Bolívia, os dois bandidos foram perseguidos por soldados bolivianos, e foram mortos com rajadas de metralhadora.
Segunda versão

A 3 de Novembro de 1908, dois bandidos norte americanos (supostamente Cassidy e Kid) roubaram 15 mil pesos bolivianos a funcionários que transportavam o pagamento de trabalhadores locais. Na fuga, os bandidos ficaram em uma pensão próximo de San Vicente. Quando o dono do local suspeitou dos dois, comunicou a um funcionário do telégrafo, que notificou uma pequena unidade do exército. Em 6 de Novembro, para efectuar suas prisões, os bandidos foram cercados pelo prefeito da cidade, junto com oficiais e três soldados. Após um combate que deixou um soldado ferido e outro morto, a polícia e os soldados ouviram um homem a gritar de dor. Minutos depois, foi disparado um tiro terminando com os gritos. Logo após, outro tiro foi ouvido. Na manhã seguinte, os dois foram encontrados mortos. Na época especulou-se que o homem que gritava de dor levou um tiro de misericórdia do seu companheiro que mais tarde se suicidou. A polícia boliviana não os teria conseguido identificar e os enterrou em um cemitério próximo ao local do incidente.

Versão sobre morte no anonimato

Lula Parker Betenson, irmã de Butch, teria alegado que o criminoso retornou aos Estados Unidos da América e ai viveu no anonimato. Lula também relata uma reunião dela, Cassidy, seu irmão Max e de seu pai Maxi, em 1925. A suportar essa versão, existem cartas datadas de 1930, 1937 e 1938 que supostamente foram enviadas para Sundance Kid e escritas por Cassidy 6.

CONTINUA...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Butch_Cassidy

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LAMPIÃO NA CIDADE DE CAPELA EM SERGIPE

Material do acervo do pesquisador Raul Meneleu Marcarenhas

A história contada do ponto de vista e narração de um cordelista sobre o ataque de Lampião à cidade sergipana de Capela.


Era final do ano de 1930, no mês de outubro, os moradores de Capela/SE., ao tomarem conhecimento da aproximação do bando de Lampião, reuniram-se e armaram-se para enfrentar os cangaceiros. Protegeram a entrada da cidade, e outros se distribuíram onde alguns ficaram na torre da Matriz.

Houve cerrado tiroteio. A resistência foi válida e Lampião teve de recuar, deixando os capelenses, não sem ameaças de um novo retorno.  J. Pires Wynne em seu livro HISTÓRIA DE SERGIPE – 1930 a 1972, conta-nos que após esse evento, um cantador de feira e repentista, chamado Manuel Serafim da Rocha, que era mais conhecido por Manuel pitombeiro, andava por Capela, e tomando conhecimento das ocorrências, da resistência, de uns, e das correrias, de outros, logo, improvisando, espalhava as seguintes estrofes humorísticas, de verdadeiro valor histórico, histórico verdadeiro e, ao mesmo tempo, humorístico:

Clique no link para você ler o cordel sobre Lampião

http://meneleu.blogspot.com.br/2015/01/lampiao-na-cidade-de-capela-em-sergipe.html

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Documentário em homenagem a Humberto Teixeira

Fonte: Youtube / djerickmail

O BAÚ DE D. JACOSA FEITO POR VIRGULINO FERREIRA DA SILVA (LAMPIÃO )


O BAÚ DE DONA JACOSA FEITO POR VIRGULINO FERREIRA DA SILVA (LAMPIÃO). 
Ele tem as iniciais M.P.L. Com a ajuda dos amigos, vamos tentar decifrar o enigma, ou seja, o que significa essa letras.
Dona Jacosa era avó materna de Lampião, isto é mãe de Maria Sulena da Purificação.

Conto com a ajuda de todos!

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

"Bom seria se nós estudantes soubéssemos o local que este Baú se encontra".

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Centenários e centenários

Por Rômulo Nóbrega
Humberto Teixeira - http://iguatu.net
Prezados amigos,

Este ano de 2015 é um ano rico em termos de motivo para festejos de centenário de cantores e compositores, notadamente, a começar, no dia cinco de janeiro, ontem, o de Humberto Teixeira, cearense, antecedido pelo paulistano Ruy Rey dia 04,    até então, nos nossos registros, o de Rosil Cavalcanti em 20 de dezembro.

Entre estes, listamos alguns tais como: Abel Ferreira, Haroldo Barbosa, Gilberto Alves, Jair Amorim, Fernando Lobo, Orlando Silva, Grande Otelo até mesmo a internacional Edith Piaf, francesa.

Do nosso meio artístico, ainda constam Gerson Filho, o primeiro sanfoneiro a gravar em Oito Baixos no Brasil e o grande poeta, violeiro e repentista Lourival Batista ou Louro Batista ou mesmo Louro do Pajeú, cujas comemorações em sua cidade natal, São José do Egito, contou com a presença do governador de seu estado, Pernambuco.

A TV Paraíba fez excelente registro da passagem do centenário de Humberto Teixeira, cujo link enviamos abaixo.  Vale a pena assistir.

Link: http://globotv.globo.com/rede-paraiba/jpb-1a-edicao/v/jpb-mostra-a-historia-de-humberto-teixeira-um-dos-maiores-compositores-do-brasil/3872831/

Abraço a todos,

Rômulo Nóbrega

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e da literatura gonzaguina Kydelmir Dantas.

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O CANGAÇO ‘RECANTO DA HISTÓRIA’ “UMA VIDA CONTRA O BANDITISMO”


“O Major Genuíno Bezerra, uma das glórias da nossa Força Policial, assinalado pelo seu denodo, em sucessivos reencontros na perseguição do banditismo, no interior do Estado, é símbolo vivo da lealdade perfeita, sempre solícito no cumprimento das ordens recebidas, sem se mostrar jamais aquém de missão.” (Exmo. Sr. Dr. João Pereira de Castro Pinto).

O Major Genuíno de Albuquerque Bezerra nasceu a 4 de novembro de 1884 no engenho Várzea Comprida, no município de Guarabira- PB, sendo filho legítimo do Capitão Francisco Bruno Jácome Bezerra e de D. Herundina de Almeida Albuquerque Bezerra.

“Em 1907, a 3 de setembro seguiu para a vila do Teixeira (hoje cidade) a fim de socorrer habitantes atacados por numeroso grupo de cangaceiros, estabelecendo-se um dos mais graves conflitos armados, que registram as crônicas bélicas daquela região. Pacificada Teixeira, seguiu para Pombal, em dezembro do mesmo ano, onde a ordem pública estava alterada, já tendo sido desmoralizado um oficial, demitido, logo depois, como castigo, tendo fugido o chefe político local e algumas autoridades. Restabelecida a ordem, e depois de desarmar o principal cabeça do movimento, prendeu seis de seus comparsas, inclusive os criminosos “Mané Coitado”, “Hino” de tal, “Mané Veado”, “Raimundo Furão” e Francisco Gouveia. Ali se conservou, por ordem do Governo do Estado, esperando a chegada do Juiz comissionado, Dr. Fenelon Nóbrega, para processar os culpados, garantindo-o, a frente de sua força expedicionária.

Em 1908, irrompeu a crise pavorosa da fome, surgindo, por toda a parte, bandos e mais bandos de celerados, roubando e matando. Desenvolveu ele tenaz e franca campanha contra os bandidos. Com ordem do Governo para penetrar nos Estados vizinhos, entrou no Ceará, onde deu cabo do famigerado José Alves, então conhecido como o mais perigoso bandido do sertão; isto, depois de duas horas de fogo cerrado. Logo após seguiu para Brejo do Cruz, anarquizado pelas lutas de Antonio Saldanha e Joaquim Saldanha, já se tendo registrado mortes e ferimentos. Voltando a calma àquela localidade, seguiu, ainda no mesmo ano, para Conceição de Piancó onde eliminou o célebre bandoleiro José Luiz, autor de diversos crimes neste e noutros Estados. Em fins do aludido ano, quando seguia na pista do grupo chefiado pelo bandoleiro Antonio Silvino, no lugar “Água Fria”, do município de São João do Cariri, ao espantar-se o animal que montava, resultou cair sobre pedras, ficando sem sentidos, sendo, por isso, transportado para Taperoá, onde ficou em tratamento durante alguns dias. Restabelecendo-se, seguiu o Capitão Genuíno para Souza a fim de manter a ordem, perturbada por questões de politicagem local.

Casa de José Lucas Martins (Linda casa na zona rural da cidade de Monteiro, no sítio "Pau Ferro"

Em 1909, perto do povoado “Jericó”, do termo de Catolé do Rocha, prendeu, na fazenda Serrota os celebérrimos Antonio Saldanha, Francisco Belo e Vicente Belo, após ligeiro tiroteio. Efetuou, em seguida, a notável diligência da “Barra do Mineiro” do município de São João do Cariri, sustentando fogo de onze horas, com perda do corneteiro João de Barros e ferimento no Anspeçada “Dois de Ouro”. Dessa arriscadíssima diligência resultou a prisão de quatro perigosos facínoras alcunhados ”Mãezinha”. No município de São João do Rio do Peixe (hoje Antenor Navarro) realizou outra importante diligência, no lugar “Poço”, capturando os cangaceiros Vasques Landim, Lino de tal e mais três companheiros, autores dos falados assaltos a “Aurora”, “Nova Aldeia” e cidade de “Lavras”(Ceará).

Em 1910 transportou-se para “São Tomé” (Alagoa do Monteiro), em manutenção da ordem pública. Em junho do mesmo ano defendeu a cidade de Souza, ameaçada de invasão pelo grupo de Antonio Silvino. Em “São José da Alagoa Tapada”, do mesmo município, prendeu o criminoso conhecido por “Nézinho”. No lugar “Cipó”, do termo de Cazajeiras (limites com o povoado de “Barro” – Ceará), capturou o célebre criminoso “Guiné”. Em Campina Grande, prendeu Ismael de tal, autor do sensacional homicídio do chefe político de Limoeiro (Pernambuco). Ainda, em “Santa Fé” no termo de São José de Piranhas (hoje Jucá), na divisão com o Ceará, prendeu, depois de um tiroteio, o afamado bandoleiro Francisco “Cabra” que ficou gravemente ferido, sendo transportado numa rede para a cidade de Souza, em cuja cadeia ficou em tratamento.

Serra do Teixeira

Em 1911, no mês de janeiro, pacificou “Boi Velho”, do município de Monteiro (limites com Pajeú de Flores, Pernambuco), perturbado por um grupo de cangaceiros vindo do vizinho Estado. Em maio, no povoado de “São Tomé”, assumiu o comando-geral das forças expedicionárias paraibanas, recebendo-o do Tenente-Coronel Alvaro Evaristo Monteiro, então Comandante da Força Policial do Estado, entrando logo em ação contra um grande grupo de cangaceiros nas fazendas “Riachão” e “Carnaubinha”, do município de Monteiro, sob as ordens do Dr. Augusto Santa-Cruz, onde se achavam entrincheirados mais de duzentos homens! Após uma fuzilaria de uma hora e dez minutos, foram dispersos os bandoleiros. Tomou parte no cerco da fazenda “Areal”, junto com as forças expedicionárias pernambucanas comandadas pelo Major Alfredo Duarte e, em fins do mesmo ano, conseguiu subjugar um dos mais perigosos facínoras que infestavam o sertão, o célebre Belino de tal, depois de forte tiroteio e prolongada luta, corpo a corpo, com o mesmo, sustentando, ainda um prolongado tiroteio com seus comparsas. Esta luta teve lugar na sala de visitas do Padre Cirilo de Sá, chefe político de São João do Rio do Peixe. De tal conflito resultou sair o Major Genuíno ferido na mão esquerda pelo punhal do bandoleiro, cujas cicatrizes ainda apresenta. Ainda saíram feridos o cabo Virgolino e um empregado do suprafalado padre(...)Em 1924, em julho foi nomeado Delegado de Polícia de Cazajeiras, defendendo contra a invasão do funesto grupo do terrível “Lampião”. Ali prendeu vários criminosos e desordeiros, conseguindo, ainda, apreender grande quantidade de material furtado dos açudes “São Gonçalo” e “Boqueirão”. Em outubro recolheu-se à sede da Força Policial, sendo logo reformado(...)”.

Fonte e foto abriosa.blogspot.com (Postado há 18th August 2013 por coronel batista)

FOTOS:

CASA: José Lucas Martins (Linda casa na zona rural da cidade de Monteiro, no sítio "Pau Ferro", que mostra a fachada antiga das fazendas da época e que contém vestígios de passagens dos cangaceiros, como olheiros de mira e buracos na parede para se colocar o cano das espingardas).

SERRA DO TEIXEIRA: 'Pescada' no travelingluck.com
MAJOR GENUÍNO: blog abriosa.blogspot.com

Fonte: facebook

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VÍDEO. O LOCAL EXATO DA PRISÃO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO


VÍDEO. O LOCAL EXATO DA PRISÃO DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO, precursor de Lampião, que reinou por quase 15 anos no cangaço. Matéria composta de três partes (ver na parte dos comentários).

Neste documentário você irá conhecer a antiga fazenda do Sr. Joaquim Pedro localizada no sítio Lagoa da Laje(no município de Frei Miguelinho, antes pertencente a Taquaritinga do Norte, no Agreste pernambucano) onde há cerca de 100 anos atrás ocorrera neste local a prisão do famoso cangaceiro Manoel Batista de Morais o famoso "Antônio Silvino" o "Rifle de Ouro", em 28 de Novembro de 1914, pelo alferes da polícia de Pernambuco Teófanes Torres.

PRIMEIRA PARTE DO VÍDEO:



Clique nos links abaixo para seguir assistindo o documentário:



Fonte principal: Youtube
Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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O CANGAÇO GEROU TRABALHO E RENDA AO SERTANEJO NORDESTINO... EM TEMPOS DE SECA E FOME.


Vejam o que diz o saudoso escritor e pesquisador Alcino Alves

"A caça aos bandoleiros deu emprego a centenas de sertanejos que se engajavam nas volantes do governo, alguns como policiais e outros na condição de “contratados”, e assim, tinham ordenado garantido, algo muito difícil naquela época. Além do grande contingente de sertanejos que fizeram parte do bando de Lampião, o que não deixava de ser um meio salutar de “se ganhar à vida” – como diziam os que viviam nos cafundós do sertão.


O perambular incessante dos perseguidores de Virgulino Ferreira custava caro aos cofres do governo. Quase que a totalidade das despesas acontecia nas fazendas e escondidos povoados das caatingas. E aqueles gastos injetados numa região de pobreza absoluta eram de uma serventia maravilhosa."
Alcino Costa

Fonte: facebook
Página:  Geraldo Júnior - Cangaço

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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A SERRA DO CRISTO!

Emily Bilhões neta bisneta de Corisco e Dadá

Um dos piores momentos da vida dos cangaceiros era quando seus filhos, nascidos nas correrias das caatingas, eram entregues a pessoas previamente escolhidas quando podiam... Onde nem sempre era possível.


Quando foi confiada a guarda de seu filho ao padre José de Melo Bulhões, em início de setembro de 1935, Corisco e Dadá recomendaram em carta, escrita de próprio punho, que transformasse seu filho em Doutor, homem religioso e de boa índole, para que o mesmo não passasse as amarguras da vida, em que eles viviam... E assim o fez.

O padre recebeu diversas cartas de Corisco, onde o cangaceiro demonstrava, profundo amor pelo filho, uma desta demonstração de amor incondicional, foi quando o padre avisou ao casal, que o menino seria batizado no dia 26 de janeiro de 1936. Corisco e Dadá se encontravam em Águas Belas – PE, nas propriedades do Dr Audálio, aquele que presenteou Corisco com a cachorra Jardineira, e prontamente marcaram a viagem para Santana do Ipanema, onde se realizaria o batizado e assim o fizeram... Chegaram a um local chamado SERRA DO CRISTO, previamente escolhido e ao longe observavam a movimentação das pessoas que se deslocavam ao local da cerimônia... 

A distância, avistaram uma mulher, com uma criança vestida de branco, onde o coração dos pais, denunciavam que era seu filho amado.

A primeira fotoA é uma foto atual, cedida para postagem por uma bisneta do casal, nossa amiga Emily Bulhões, outra do nosso amigo 

Sílvio Bulhões filho de Corisco e Dadá

Sílvio Bulhões, por ocasião seu batismo e uma foto antiga da cidade, com o Serra do Cristo ao fundo, onde os cangaceiros ficaram observando.


Fonte: facebook
Página: Adauto Silva

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A CAMPANHA DE GONZAGÃO PELO PETRÓLEO NACIONAL

Por Mário Mota
www.obeabadosertao.com.br

O Petróleo é nosso!

Ouçam essa bela marchinha, gravada pelo inoxidável Luiz Gonzaga na década de 50, e que também agitou a campanha pela defesa do petróleo e da criação da Petrobras.


ACRESCENTANDO:

Das inúmeras composições feitas e musicadas, por Gonzagão, muitas foram homenagens a pessoas, fatos e coisas ligadas ao Nordeste e ao Brasil. Em 1959, já consagrado como o Rei do Baião, Luiz Gonzaga colocou música na letra da “Marcha da Petrobras”, resultado de uma parceria entre Nélson Barbalho e Joaquim Augusto, que foi gravada num disco de 78 rpm, foi um sucesso, há época, que pouca gente conhece nos dias atuais.
Portanto, eis aqui a letra deste sucesso:

MARCHA DA PETROBRAS
(Luiz Gonzaga – Nélson Barbalho - Joaquim Augusto)

Brasil, meu Brasil
Tu vais prosperar, tu vais.
Vais crescer ainda mais
Com a Petrobras.

Agora a coisa vai mudar
O sangue da terra vai jorrar
Porque o Nacional Monopólio
Nos deu o nosso rico Petróleo.
Somos assim, do nosso grande País,
Um povo forte, futuroso e bem feliz.
Petroleiros conduzindo pelo mar
O ouro negro para o Brasil refinar.

Assim Mataripe e Cubatão
O óleo do Brasil destilarão.
Candeias, Maceió e Nova Olinda,
Os campos de nossa riqueza infinda,
Terão de dar produção para o Brasil.
E nossa terra não será só ouro anil,
No Conselho Mundial entre as Nações,
Nós brasileiros temos de ser campeões.

Fonte de consulta: LUIZ GONZAGA E A PETROBRAS (2012) - Kydelmir Dantas.
Data: 06/01/2015 10:05
Assunto: A campanha de Gonzagão pelo petróleo nacional

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e da literatura gonzaguiana Kydelmir Dantas

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TESTAMENTO DE PADRE CÍCERO NA ÍNTEGRA (INCLUINDO TERMO DE ABERTURA) - PARTE FINAL


E por tal modo conclúo e termino este meu testamento. Declaro em tempo que por uma resolução por mim tomada neste momento antes de assignar este testamento ficam sem effeito os legados que faço dos sitios Veados e Santo Antonio deste Municipio, cujas doações a quem desejo fazer as realizarei por escriptura publica bem como que não ficarei inhibido de vender os bens que deixo reservados na claúsula decima primeira antes de morrer para satisfação de quaesquer compromissos. Joaseiro 4 de outubro de 1923. Pe Cicero Romao Bapta. (Selado com 1 (uma) estampilha de 20$000; 3 (três) de 1000 reis e 1 (uma) de 300 reis)".

Saibam quantos este instrumento de auto de approvação de testamento virem que, no anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil novecentos e vinte e tres (1923), aos quatro dias do dez de Outubro, nesta cidade do Joazeiro, Estado do Ceará, em casa de residencia do Reverendissimo Padre Cicero Romão Baptista, onde eu Tabellião vim, e sendo elle ahi presente, que reconheço pelo proprio, que se acha de pé, em seu perfeito juizo e entendimento, segundo o meu parecer e dos testemunhos que presentes estavam e positivamente foram convocados, perante as quaes por elle testador das suas mãos ás minhas me foi dado este papel fechado e cosido, dizendo-me que era seu testamento, que eu mesmo á seu rogo e ditado por elle lh'o fizera, queria que eu lh'o approvasse; o qual papel eu acceitei, e achei com effeito ser o testamento do sobredito testador Reverendissimo Padre Cicero Romão Baptista, escripto em vinte e uma laudas de onze folhas de papel, e não achando em todo elle borrão, risca ou entrelinha, nem cousa que duvida faça, lhe perguntei se aquelle effectivamente era seu testamento e queria que eu o approvasse, na presença das testemunhas abaixo assignadas, a que respondeu que este era o seu testamento e ultima vontade; que tinha por bom, firme e valioso; que por elle revogava outro qualquer; que rogava ás Justiças da Republica lhe dessem cumprimento de justiça; e que era seu desejo que ficasse fechado, cosido e lacrado e que não fosse aberto senão depois de seu fallecimento; e por não ter cousa que duvida fizesse, rubriquei as vinte e uma laudas de papel em que se acha escripto o testamento com o meu appellido de L. Machado, e lh'o approvei e houve por approvado na fórma da lei, com todas as solennidades de direito, e ficará fechado, cosido e lacrado com sete pingos de lacre, sendo quatro por fóra e tres no centro. E para constar fiz este auto de approvação, que assigna elle testador, do que dou fé, sendo testamunhas presentes João Leolegario da Silva, natural do Estado de Pernambuco, negociante; Irineu Olympio de Oliveira, natural da Bahia, agrimensor; Abilio Gomes de Sá, natural do Estado de Pernambuco, negociante; Francisco José de Andrade, natural de Pernambuco, negociante; e José Furtado Landim, natural deste Estado, escrivão da Collectoria Estadual neste Municipio e Comarca, todos residentes nesta cidade, que reconhecem ser o dito testador o proprio, de que dou fé, e assignarão depois de lhes ser lido por mim Tabellião este auto de approvação. E eu, Luiz Theophilo Machado, segundo Tabellião, o escrevi e assigno em publico e raso.

Em testemunho LM da verdade.
O 2º Tabellião Publico Luiz Theophilo Machado.
Pe Cicero Romão Bapta
João Leodegario da Sa
(Selado com 1 (uma) estampilha de 300 reis).
Irineu Olympio D'Oliveira
Abilio Gomes de Sá
Francisco José de Andrade
José Furtado Landim

Joaseiro, 27 de julho de 1934.
(Selado com 2(duas) estampilhas de 2000 reis; 1 (uma) de 300 reis e outra sem valor expresso).

Termo de abertura do testamento cerrado com que faleceu nesta cidade o Padre Cíceo Romão Batista. Aos vinte e sete dias do mês de Julho do ano de mil novecentos e trinta e quatro, ás dés horas, nesta cidade do Joaseiro, Estado do Ceará, em casa de residencia do falecido testador, aí presente o Juiz Municipal Doutor Plácido Aderaldo Castelo, comigo segundo Escrivão do seu cargo abaixo assinado por Dona Joana Tertulina de Jesus, foi apresentado ao referido Juiz, presentes varias pessôas gradas e autoridades locaes destacando-se o Reverendissmo Monsenhor Vicente Sátér de Alencar Vigario Geral da Diocese, Monsenhor Pedro Esmeraldo, Padre Juvenal Coalres Maia, Doutores Júvencio Joaquim de Santana, Manuel Belem de Figueiredo e Mozart Cardoso de Alencar e os cidadãos Antonio Luis Alves Pequeno, Jesús Rodrigues, Coletôr Estadual, Francisco Botelho Filho, José Ferreira de Meneses, José Fausto Guimarães, José Herminio Amorim, Fausto da Costa Guimarães, Francisco Neri da Costa Marato, Pedro Silvino de Alencar, João Alves da Silva Bucuráo, Francisco Edgard Lima Braga, Vicente Pereira da Silva, Primeiro Escrivão, João Bernardo da Costa, varias senhoras, foi verificado exteriormente o aludido documento que não acusava nenhum inicio de violação, devidamente lacrado, com a inscrição seguinte: “Testamento cerrado do Padre Cícero Romão Batista “ approvado na forma da Lei, aos quatro de outubro de mil novecentos (trinta e tres, digo novecentos vinte e tres, por mim segundo Tabellião desta Comarca de Joaseiro Luiz Theophilo Machado. Aberto o testamento pelo proprio Doutor Juiz Municipal foi o mesmo lido em vóz alta e ouvido por todos os presentes no dia hora acima descritos; que o mesmo testamento foi apresentado por Dona Joana Tertulina de Jesús, em poder de quem se achava o dito documento por lhe ter sido confiado pelo testador Reverendissimo Padre Cicero Romão Batista; que sempre como acaba de demonstrar guardou cuidadosamente referido documento, pessôa que áxa como é publico e notoria de absoluta confiança do testador; que desde quinze anos de idade a apresentante residio com o testador, contando hoje a idade – sessenta e nove anos de idade; que assim eram real e verdadeira a amizade e confiança do testador para com a apresentante; que o testador faleceu nesta cidade aos vinte dias do mes de Julho do ano de mil novecentos trinta e quatro e chamava-se Padre Cicero Romão batista, filho legitimo dos falecidos Joaquim Romão Batista e Dona Joaquina Vicencia Romana, solteiro, brasileiro, domiciliado e residente nesta cidade, Clerigo; nenhum vicio como já foi dito foi encontrado externamente achando-se portanto intáto. Do que para constar lavrei este termo de abertura que depois de lido será assinado pelo Juiz, apresentante, testemunhas e por Antonio Machado, segundo Escrivão interino.

Plácido Aderaldo Castelo
Joana Tertulina de Jesus
Mons. Vicente Sother de Alencar
Mons. Pedro Esmeraldo
Padre Juvenal Colares Maia
Antonio Luis Alves Pequeno
Manuel Belem Figueiredo
Dr Mozart de Alencar
Juvencio Joaquim de Santtana
José Ferreira de Meneses
Pedro Silvino de Alencar
João Alves da Silva Bacurau
José Fausto Guimarães
Jesus Rodrigues
José Herminio Amorim
Francisco Edgar Lima Braga
Francisco Neri da Costa Morato
Francisco Botelho Filho
Fausto da Costa Guimarães
José Armando Bezerra de Meneses
Vicente Pereira da Silva
Mons. Tenorio de Assis
Antônia [ilegível] Silva
Maria Ramos Costa
Julia Violeta Botelho
Lindalva Fernandes d'Oliveira
José Geraldo Cruz

FINAL

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ZÉ BAIANO E LÍDIA


Era baiana, alegre, dentes perfeitos, cabelos pretos e corpo bonito. Muitos a achavam a mais bela das cangaceiras. Entrou no bando de Lampião com pouco mais de 18 anos para ser a companheira de Zé Baiano, famoso pela crueldade e pela feiura também: preto, magro, “de cara chupada”. 

Zé Baiano, entretanto, compensava sua fealdade com a valentia e riqueza. Seus companheiros diziam que ele tinha mais dinheiro e ouro que Lampião. E mais: era agiota. Emprestava dinheiro a vários comerciantes, assim, era fácil negociar com eles.

E sua Lídia era por tabela, a mais rica das mulheres do bando. Ostentava ricas joias e seu burro, chamado de Brinquinho, tinha arreios especiais causando admiração por onde andava. Zé Baiano era apaixonado por Lídia e não se importava de demonstrar seu carinho. Escolhia os melhores pedaços de carne, dando na boca comida, água e ainda limpava a boca de sua amada com guardanapo de linho, uma sofisticação nas caatingas e amor explícito. Que mais Lídia poderia querer?

Mas, Lídia era fogosa e quando Zé Baiano viajava, ela dava umas escapulidas com os companheiros solteiros do bando. Muitos sabiam, mas nenhum ousava dizer. Até que um dia, o cangaceiro Coqueiro flagrou Lídia com Bem-te-vi em pleno colóquio nas matas. Bem-te-vi era o oposto de Zé Baiano: bonito, alto, louro e branco. Dizem que o romance foi longo. Coqueiro quis participar da brincadeira, sendo recusado por Lídia.

Com o retorno de Zé Baiano, Coqueiro não pensou duas vezes. Contou tudo o que viu. Pagou com a vida sua delação. E Lídia foi amarrada durante toda uma noite, enquanto seu companheiro pensava o que fazer com ela. Lídia apelou para Lampião e Maria Bonita, mas o casal não interferiu.

Lídia teve uma morte cruel, morta às pauladas ao amanhecer. Seu belo rosto ficou desfigurado. Zé Baiano a enterrou numa cova rasa e chorou feito criança. Cumpriu à determinação do Código de Honra do Cangaço.
A bela Lídia teve um final triste.

Fonte: facebook

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QUEM SÃO OS BANDIDOS MAIS FAMOSOS DA HISTÓRIA? – PARTE III


ROBIN HOOD

Vilão ou herói? A resposta é fácil: o salteador inglês que atazanava a vida do xerife de Nottingham entrou para a história como um bandido do bem, que roubava dos ricos para dar aos pobres. Contemporâneo do rei Ricardo Coração de Leão, que comandou os destinos da Inglaterra no século XIV, Robin liderava um alegre bando de aventureiros que vivia aprontando contra os poderosos. Quando a coisa fervia, escondiam-se na floresta de Sherwood. Ainda hoje os historiadores discutem se ele existiu de verdade ou se é apenas fruto da fértil imaginação dos escritores medievais. Seja como for, a história rendeu dezenas de filmes bacanas, desde animações Disney ao clássico do capa-e-espada As Aventuras de Robin Hood (1938), uma das maiores atuações do grande Errol Flynn.

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Biografia de Robin Hood escrita pela Wikipédia

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A Praia de Tibau - 05 de Janeiro de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

A palavra réveillon tem origem no verbo em frânces réveiller, que significa \"acordar\" ou \"reanimar\" (em sentido figurado). Assim, o réveillon é o despertar do novo ano. Por tradição, nos últimos dias do ano uma boa parcela da população de Mossoró migra para a praia de Tibau para passar o “Réveillon” e continua por lá durante o período de férias. E a nós, pobres cronistas da história local, não resta outra alternativa a não ser a de voltar as nossas penas para a história daquele recanto encantador, de brisa frescas e águas mornas.
               

Localizada na Região Litorânea do Médio Oeste Potiguar, o município de Tibau está a 42 Km de distância de Mossoró, na divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará.
               
De onde vem o topônimo, não se sabe. Existem algumas suposições: para Gonçalves Dias, o vocábulo ty-pau significa baixa-mar. Para Teodoro Sampaio a palavra significa entre águas (entre rios). O mestre Câmara Cascudo, em seu “Nomes da Terra” – história, geografia e toponímia do Rio Grande do Norte, aceita a versão de Teodoro Sampaio e cita Tibau como vindo de “tipaum”, entre duas águas ou entre dois rios, que seriam os rios Mossoró e Jaguaribe.
               
A 5 de julho de 1708, o Capitão-mor do Rio Grande do Norte, Sebastião Nunes Colares concedeu uma sesmaria de 3 por uma légua, a começar do Morro do Tibau, a Gonçalo da Costa Faleiro. Em 1782, em outra data de sesmaria concedida ao Tenente-General Francisco de Souza Falcão, na Ribeira do Apodi, se faz referência às praias e morro do Tibau. É no registro dessas sesmarias que pela primeira vez aparece oficialmente o nome de Tibau para designar aquela região.
               
Henry Koster, um viajante inglês que segundo as palavras do mestre Cascudo “de pouca conversa e muito senso de observação” , fez a cavalo uma viagem de 156 léguas e meia, de Recife a Fortaleza, ida e volta, tudo observando, tudo registrando. Passou por Mossoró em dezembro de 1810, e registrou em seus apontamentos: “A volta do meio-dia passamos perto de uma choupana onde residia o vaqueiro de uma fazenda e imediatamente depois deparamos o monte de areia, chamado Tibau, junto ao qual se vê o mar.” Registrou ainda: “A nascente d´água, perto da cabana, estava esgotada mas existia outra, além do monte, dando ainda uma pequena provisão. Paramos para descansar o meio-dia numa pobre choça, erguida no alto da duna pelos moradores da fazenda, e servindo para preparar o pescado. Tinham-na construído bem no cimo, por estar completamente exposta ao vento. A descida para o mar era rápida mas não perigosa e a frouxidão do areal prevenia contra qualquer possibilidade do cavalo escorregar e rolar até em baixo”.
               
Das observações feitas durante a jornada de Recife a Fortaleza, Koster publicou um livro em Londres, no ano de 1816, com o título de “TRAVELS IN BRAZIL”, em dois volumes. Em 1917 era lançada uma segunda edição que foi traduzida para português pelo historiador potiguar Luís da Câmara Cascudo e publicada pela Brasiliana, são Paulo, em 1942, com o nome de “VIAGENS AO NORDESTE DO BRASIL”. É através dessa narrativa que ficamos sabendo como era Tibau em 1810.
               
O professor Vingt-un Rosado anotou os primeiros moradores de Tibau. Segundo ele, de 1855 a 1856, adquiriram terras naquela praia Manoel Francisco Rebouças, de quem uma parte de terra viera por compra a Bernardino da Rocha Bezerra e outra por herança de Tereza Rodrigues de Jesus, Francisco da Costa Maia e Eusébio Francisco Nogueira. Já em 1877, Leonarda Maria da Rocha era moradora no Tibau, no lugar chamado Cajueiro Antigo.
               
Em 1948, o povoado chegou à condição de distrito. Em 21 de novembro de 1995, Tibau foi desmembrado de Grossos, tornando-se município do Rio Grande do Norte. Contando com uma área de 170 Km² e com um contingente populacional de aproximadamente 4.000 habitantes, é uma cidade aprazível, com forte tendência turística, que encanta a todos que a conhece. O turismo é a sua principal atividade econômica que tem como atrativo a beleza e a tranquilidade de suas praias. 

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