Por Anderson Batista
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Por Anderson Batista
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Por Cangaço em Foco.
https://www.youtube.com/watch?v=2ybiEIHc1AI&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCOVisitamos o Cemitério Público de Barbalha/CE. Junto com o neto do coronel santana, fomos ao local onde o mesmo foi enterrado.
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Por Guilherme Velame Wenzinger
O cangaceiro
Lua Branca, irmão de Bom de Veras e o suposto Bom de Veras. Parecidos? Pode-se
tirar alguma conclusão acerca da aparência dos dois?
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Por Guilherme Velame Wenzinger
Segundo o jornal "O Malho", em sua edição de 17 de Abril de 1926, esses 4 identificados na fotografia tirada em Juazeiro do Norte(CE), em Março de 1926, são: Lampião, Antônio Ferreira, Jurity e Manoel Marcelino, o "Bom de Veras", famoso chefe do bando os Marcelinos. Lampião e Antônio Ferreira todos sabem e concordam, mas e os outros dois? A reportagem foi lançada pouco mais de 1 mês após a visita do rei do cangaço a cidade do Pe. Cícero, na ocasião em que foi receber a falsa patente de capitão. Nos comentários segue o recorte das identificações.
O Malho, 1926.
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Por Rostand Medeiros
O chapéu, a
cartucheira, a pistola Luger P08 Parabellum e o punhal de Lampião. Foto da
época de sua morte! #Lampião
#lampiao
#lampião
#cangaco
#cangaço
#cangaceiros
#cangaceiro
#nordestebrasileiro
#nordeste
#rostandmedeiros
#tokdehistoria.
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Por Rangel Alves da Costa
Dinda,
nascida na região do Poço de Cima (primeiro núcleo habitado de Poço Redondo),
batizada como Idalina Alves, era filha de Presentino Alves e Dona Eutímia.
Dinda era irmã de Dona Jovita e Mané de Tino, dentre outros, e sobrinha de
Teotônio Alves China (o China do Poço, meu avô materno). Era, pois, uma
legítima representante da família Alves. Já Delicado, nascido e crescido nos
arredores do atual Alto de João Paulo, logo após a sede municipal, possuía como
nome de batismo João Batista (ou João Braz de Souza), mas era mais conhecido
como João Mulatinho. Filho de Antônio Mulatinho e irmão da cangaceira Adília,
João, diferentemente de outros jovens sertanejos, nem pensava nem queria ser
cangaceiro, mesmo já tendo uma irmã levada por Canário e servindo ao subgrupo
de Zé Sereno, onde sua conterrânea Sila, por ser companheira do chefe, também
tinha voz de mando. Aquele que mais tarde se tornaria o cangaceiro Delicado
tinha uma só preocupação no seu dia a dia sertanejo: amar e cada vez mais amar
uma bela mocinha moradora do Poço de Cima, sua meiga e querida Dinda. Aliás, os
dois jovens planejavam ir muito além daquele namoro, pois desejavam mesmo a vida
em comum e a colheita dos frutos que aquela abençoada união permitisse. Dizem
que certa noite, sob o clarão da lua grande, João abraçou sua amada de modo
diferente, pois um abraço mais caloroso, mais forte, mais apertado e que chegou
acompanhado de palavras quase trêmulas: “Nada nem ninguém nunca vai separar nós
dois”. Até que as curvas do caminho tentaram separar, mas não conseguiram. Seus
destinos já estavam traçados. Os dois alimentavam cada vez mais seus planos
futuros, quando um episódio quase destrói seus sonhos. Adília, irmã de João, já
estava no cangaço, e por isso mesmo sua família passou a ser perseguida e
ameaçada pelo sargento Deluz, com base de comando em Canindé de São Francisco,
vizinho a Poço Redondo. Certa feita, andejando pelos matos e pelos beirais dos
riachos, ao longe João avistou uma cena que lhe fez apressar o passo. Ora, logo
adiante, na beira do riacho, alguém estava sendo espancado por Deluz, que
tomava a frente de seus comandados na prática da violência. Foi se aproximando
cada vez mais por dentro do mato, porém com o cuidado de não ser percebido, até
que o espancamento se mostrou inteiro perante seus olhos. Quem estava sendo
espancado era seu pai, também pai de Adília, o velho Antônio Mulatinho. E o
pior: sabia que se corresse em sua defesa seriam mortos os dois. Tomado de
fúria, prestes a explodir, reconheceu apenas o soldado Galdino (também de Poço
Redondo) se aproximando do ensandecido sargento e exigindo que parasse com
aquela brutalidade contra aquele velho senhor, pois este era homem sério e
trabalhador. Foi o que salvou o pai de Adília. Mas o ódio se alastrou em seu
filho, em João, o futuro Delicado. Ciente de que sozinho não poderia enfrentar
aqueles perigosos algozes, que sozinho não poderia vingar toda a violência que se
espalhava pelo sertão, então prontamente decidiu ir pro cangaço. Preocupou-se
somente em mandar um recado pra sua bela Dinda e dizendo que se preparasse que
logo ele retornaria para levá-la consigo. E assim foi feito. Não casaram em
igreja, mas perante os braços abertos do mandacaru e do xiquexique. Servindo ao
subgrupo de Zé Sereno, estavam em Angico quando o tronco maior do cangaço foi
dizimado em julho de 38. Quando das “entregas”, ficaram temporariamente
separados, mas depois se reencontraram e seguiram para uma nova vida no sul do
país. E até a morte cumpriram seu juramento de amor: “Nada nem ninguém nunca
vai separar nós dois”.
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Por No Rastro do Cangaço.
https://www.youtube.com/watch?v=2qVfxWQ_Udo&t=1230s&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o
• O último dia de Lampião, o Rei do Can...
• LAMPIÃO ENFURECIDO NO ATAQUE AO POVOA...
• Corisco - O diabo loiro (1969) - Fi...
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• LAMPIÃO SE VINGA, MATA E ESQUARTEJA O...
• SABINO GOMES, CABRA FORTE DE LAMPIÃO ...
• ENTREVISTA COM SILA, CANGACEIRA DE LA...
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Por: José Mendes Pereira

Indicação
Bibliográfica. As Andanças de Antônio Silvino Pelos Sertões do Seridó e
Curimataú. Excelente. Disponível
Professor Pereira 83
9 9911 8286.
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Por Júnior Almeida
Por Educar pela Positiva.
Conta-se que
um dia alguém perguntou a um dos homens mais ricos do mundo, Bill Gates:
"Há alguém mais rico do que você no mundo?"
Bill Gates
terá respondido: "Sim, há uma pessoa mais rica que eu".
Depois contou
uma história:
"Foi
durante o tempo em que eu não era rico nem famoso. Eu estava no aeroporto de
Nova Iorque quando vi um vendedor de jornais. Eu queria comprar um jornal, e ao
tê-lo nas minhas mãos descobri que não tinha moedas suficientes. Então, deixei
de lado a ideia de comprar e devolvi o jornal ao vendedor. Eu disse-lhe que não
tinha moedas.
O vendedor
disse: 'eu estou-te dando isso de graça'.
Diante da sua
insistência, levei o jornal.
Dois ou 3
meses depois, aterrei no mesmo aeroporto e novamente faltavam-me moedas para
comprar um jornal. O vendedor ofereceu-me o jornal de graça novamente. Eu
recusei e disse-lhe que não podia aceitá-lo porque nessa ocasião também não
tinha um tostão.
Ele disse:
"você pode levá-lo, estou compartilhando isso dos meus ganhos, não estarei
perdendo nada". Peguei o jornal e segui.
Dezanove anos
depois, já famoso e conhecido pelas pessoas, lembrei-me desse vendedor. Comecei
a procurá-lo e encontrei-o após cerca de mês e meio de busca.
Perguntei-lhe
se me conhecia e ele respondeu: "Sim, você é Bill Gates".
Perguntei-lhe
de novo: "Lembra-se de uma vez em que me deu um jornal grátis?"
O vendedor
disse: "Sim, eu lembro-me, dei duas vezes".
Eu disse-lhe :
"quero pagar a ajuda que você me deu essas duas vezes. O que você quiser
na sua vida, diga-me, eu dou".
O vendedor
disse: "Senhor Bill Gates, acredite que ao fazer isso não poderá igualar a
minha ajuda?"
Eu perguntei a
razão. Ele disse: "Eu o ajudei quando eu era um pobre vendedor de jornais
e agora você está tentando me ajudar quando se tornou o homem mais rico do
mundo. Como pode a sua ajuda igualar a minha?"
Nesse dia,
percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, porque ele não
esperou ficar rico para ajudar alguém.
As pessoas
precisam entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um
coração rico, em vez de muito dinheiro. É realmente importante ter um coração
rico para ajudar os outros. É muito fácil dar quando nos sobra, o difícil é
presentear, ainda sem ter muito para dar.
Um dos
melhores texto que já li.
Tem pessoas
que são tão pobres, mas tão pobres... que só tem dinheiro
Autor
desconhecido
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Clerisvaldo B. Chagas, 9 de novembro de 2023
Escritor
Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.994
Muita alegria
tive em visitar a Rádio onde eu tinha um programa chamado “Santana, Terra da
Gente”. Era um programa informativo com base musical de Luiz Gonzaga. Fui
encontra ali o apresentador Ginaldo, ex-colega da rádio que continua como
profissional, respeitadíssimo. Íamos falar sobre o livro que continuo
escrevendo “100 Milagres Nordestinos”, atribuídos ao padre Cícero Romão
Batista, inéditos. A gentileza do apresentador Ginaldo, fez com que o diálogo
ficasse mais fácil entre nós, saindo uma gama de informações para o público
ouvinte. A Rádio Cidade progrediu, comprou sede própria e hoje funciona na Rua
Joaquim Ferreira, onde fala para Alagoas e para o mundo como diz seu
apresentador.
Difícil é
sustentar um único tema, em uma entrevista em que o entrevistador quer
perguntar e o entrevistado quer responder. Assim, fomos variando do núcleo do
tema para a periferia, enriquecendo os nossos conhecimentos e espalhando o
aprendizado pelas mais diferentes regiões de boa parte das Alagoas. Ficou
acertado no ar, a divulgação das minhas crônicas diárias, na própria “Rádio
Cidade”. Crônicas essas que estão próximas ao número simbólico 3.000,
distribuídas nos sites “Santana Oxente” e no “Blog do mendesemendes”, Face e em
nosso blog. Crônica oral somente há muito na “Rádio Correio do Sertão” quando o
apresentador Edilson Costa lia a nossa crônica diariamente com o título
“Crônica do Meio-dia”.
Vou ver se vai dar certo, gravar as minhas crônicas diárias com a minha voz e enviá-las para a Rádio Cidade, todos os dias úteis a partir da próxima segunda. Avisar também que hoje, quinta-feira, termos podcast, no site AlagoasNanet, com o Lucas Campos, iniciando às 20 horas. Esteja esperto. Virei menino, ao ser convidado para sempre aparecer na citada Rádio e falarmos sobre os mais diversos temas, sempre visando tudo que envolve a nossa cidade. Portanto, fica aqui os nossos agradecimentos, meus e de minha esposa, professora Irene Ferreira das Chagas que esteve presente me dando força, como sempre. Outra satisfação foi saber e constatar que a Rádio Cidade, continua no Bairro Camoxinga, aumentou o seu alcance hoje sua sede própria é bem agradável, como pude constatar. Quero sim, voltar mais vezes ao lugar onde me sinto em casa. Era aviso de 10 minutos, passou a ser entrevista de 2 horas e nem sentimos o tempo passar.
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Por Histórias da Vida Real.
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INTRODUÇÃO
Virgulino Ferreira da Silva, de alcunha Lampião, foi o cangaceiro mais conhecido do Brasil, sendo a partir de 1926, oficialmente, capitão do batalhão patriótico, e ainda, segundo a imprensa “uma revivescência cabocla de Átila”, ou “Lampeão o Átila sertanejo”, ou ainda, “O Imperador dos Sertões. Esse ano foi sem dúvida muito especial para consolidação de sua fama. Era o seu sétimo ano de banditismo sendo o quinto como chefe de bando.
Apresento neste trabalho a transcrição de matérias dos jornais publicadas no ano de 1926, em que Lampião, com seus companheiros de armas, foi protagonista das notícias ligadas a sua atuação nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Ceará.
Não faço afirmações nem análise, apenas coloco à disposição dos pesquisadores e estudiosos, os fatos como eles foram divulgados na época em que aconteceram. Faço somente a atualização dos nomes das cidades na época relacionada ao ano de 1926: Vila Bela, hoje Serra Talhada-PE, Paulo Afonso, atual Mata Grande-AL, Meirim, atual Ibimirim-PE, Leopoldina, atual Parnamirim-PE, povoado Nazaré ou Carqueja, atual Nazaré do Pico, Floresta-PE, Alagoa de Baixo, atual Sertania-PE.
A iconografia deste trabalho está restrita ao ano de 1926, com algumas exceções para enriquecer as transcrições que seguem em ordem cronológica, mas, os jornais não cumprem nenhuma prioridade geográfica, sendo o critério utilizado na pesquisa, o tratamento jornalístico por cada órgão noticioso, mês a mês. Observem que a imprensa apresenta o nome Lampeão sempre grafado com “e”, mas, em novembro de 1926 o Jornal Pequeno grafou com “i”, foi um fato isolado e mesmo depois vemos sempre a palavra escrita com “e”, Lampeão.
As matérias mostram a efervescência política do momento, com discussões e opiniões, cartas de leitores, com denúncias que retratam a genuína preocupação dos habitantes daquelas paragens, para que os jornais divulguem os tormentos passados, nas diversas localidades de ação dos cangaceiros, instigando o poder público, cobrando uma ação mais efetiva. Fica claro também a preocupação do estado na luta contra o banditismo, apresentando os telegramas trocados pelas autoridades, as justificativas pela demora em conter o bando de Lampeão ....
A imprensa oposicionista denuncia o governador de Pernambuco que proíbe a divulgação dos telegramas informando a atuação dos cangaceiros no interior do estado.
As primeiras medidas tomadas pelo governador Estácio Coimbra ao assumir o governo de Pernambuco, conjuntamente com o governador de Alagoas, senhor Costa Rego, foi ordenar a prisão dos proprietários sertanejos que protegiam o bando de Lampião, isto em dezembro de 1926.
Um ano em que o próprio congresso nacional sediado na época, no Rio de Janeiro, que era a capital do Brasil, através de seu representante se dedicou nas sessões legislativas para tratar do legalismo em que Lampião foi levado, através das articulações do padre Cícero, prefeito de Juazeiro do Norte, e Floro Bartolomeu deputado federal pelo Ceará, na luta do governo de Artur Bernardes contra o movimento tenentista e sua coluna denominada de Prestes e Miguel Costa.
A imprensa
fala sempre das correrias do bando de Lampião e que ele não enfrenta a polícia.
Veja o que o Dr. Atualpa Barbosa Lima, então um conhecido político cearense, que esteve na região do Cariri responde ao redator do Correio do Ceará, sobre essa questão. Segundo o Dr. o irmão de Lampeão teria lhe dito “primeiro porque não tem interesse em matar soldados, pois o governo tem muitos para substituir os que morrem, segundo porque gastam inutilmente a sua munição, terceiro porque se desviam dos seus fins, que é para matar e roubar a quem tem dinheiro e joias, quarto porque arrisca a pele sem proveito. Brigamos, em último caso, quando não há meio de escapulir, aliás, o segredo de nossa vitória está em que sabemos brigar e fugir na ocasião precisa.
Achamos sempre melhor correr, do que brigar, e quem sabe correr raramente morre”. Nessa entrevista o Dr Atualpa faz declarações de fatos que ainda não foram confirmados.
Para aqueles que duvidam da liderança de Lampião com seus cabras, leiam neste trabalho o trecho do jornal quando o caixeiro da Standard Oil Company fez o pedido para que o cabra de Lampião devolvesse a sua aliança de casamento.
Em outubro de 1926 aparece a notícia de “Lampeão, o Bonelli Brasileiro”, talvez a primeira tentativa de publicação de um livro sobre Lampião. Ao que parece não foi publicado.
Interessante também a entrevista do professor Lourenço Filho, importante figura nacional, sobre o lançamento de seu livro “Juazeiro do Padre Cícero”, onde ele aborda as relações do padre com o cangaço.
Acrescentei uma matéria de setembro de 1933, para enriquecer um fato relevante acontecido em 1926. Trata-se da entrevista feita com Pedro de Albuquerque Uchoa, “ajudante de inspetor agrícola no Juazeiro”, sobre sua participação no episódio da lavratura da patente de capitão do batalhão patriótico do Juazeiro a Lampião e de tenente ao seu irmão Antônio Ferreira.
Estive na capital de São Paulo cerca de 10 vezes, tendo sido hóspede do mestre Antonio Amaury. Nas nossas longas conversas sobre o cangaço, fiz-lhe inúmeras perguntas e ele me respondeu todas. Certa vez perguntei ao mestre quem estava com o padre Cícero e Lampião quando este recebeu a patente de capitão do batalhão patriótico do Juazeiro do Norte. Eis a resposta: - eu entrevistei João Ferreira, irmão de Lampião testemunha ocular do fato, que estava acompanhado de sua esposa Joaninha, ele já um homem feito, com 22 anos de idade. Sobre os presentes no local ele me falou que recordava que estavam presentes no recinto no momento em que Pedro de Albuquerque Uchoa escrevia as patentes: ‘além de Lampião e Padre Cícero, Benjamim Abrahão, meu irmão Antônio Ferreira, Sabino, Luiz Pedro’, e lembrou-se que João Ferreira pouco depois cita Zabelê, além de uma quantidade não contada de outros cangaceiros no recinto.
A data da morte de Antônio Ferreira, sempre me causou dúvidas, pois pesquisadores escreviam que foi em janeiro de 1927, mas, nas minhas pesquisas a imprensa informava que o fato ocorreu entre 10 e 15 de dezembro de 1926. Vejam na matéria do Jornal do Recife de quinta-feira, 16 de dezembro de 1926: “Corre com insistência, aliás, com algum fundamento, pelo sertão, que o célebre bandoleiro Antônio Ferreira, irmão e ‘lugar tenente’ do bando chefiado por Lampião foi morto em dia da semana passada, nas imediações do lugar Poço do Ferro, do município de Tacaratú.” Esse jornal publicou com detalhes, inclusive o acidente com Luiz Pedro. Já o Diário de Pernambuco do dia 18 de dezembro publica que foi uma luta travada com a polícia no município de Floresta, dias depois, essa mesmo jornal repete a versão do Jornal de Recife.
Nesses anos todos de pesquisa em jornais e outros documentos, observei que nunca foi consenso a quantidade de cangaceiros divulgada pela imprensa ao longo do ano de1926, que variava entre 49 e 200 homens.
Surpreendeu-me a diferença dada a fatos como a batalha de Serra Grande, e o sequestro praticado por Lampião, do representante da Souza Cruz e Standard Oil Company, ocorridos na mesma semana. A batalha foi pouco explorada e divulgada, no entanto, o sequestro foi muito bem documentado, com entrevistas e matérias de vários jornais.
Alguns fatos que foram publicados no período proposto por esse trabalho não foram destacados, embora tenham a mesma importância dos que foram aqui lembrados.
Boa leitura
Luiz Ruben F.
de A. Bonfim
Economista e
Turismólogo - Pesquisador de Cangaço e Ferrovia
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Autor: José Di Rosa Maria
Dois passarinhos
voando,
Melodiando um poema,
Querendo fazer amor
Num garrancho de
jurema.
Ela com o bico nele,
Coçando o pescoço
dele
Que ao seu lado
cresceu...
Quando essa cena
acontece;
Pode não ser, mas
parece
Meu desejo atrás do
seu.
Dois jovens
apaixonados
Negociando carinhos,
A sós num hotel de
praia,
Todos dois agarradinhos.
Sem timidez, sem
decência,
Na quentura da
carência,
Com seus desejos
medonhos...
Cada um matando o
seu,
Parece você mais eu.
Mesmo que só seja em
sonhos.
Dois animais na
savana
No tempo de serem
pais,
Ela com vontade nele,
E ele a querendo
mais.
Penso eu, os vendo
assim;
Que ele é igual a
mim,
E ela igual a você...
No querer somos
iguais;
Tudo parece demais,
Conosco, não sei
porquê!
Criação: 05/11/2023.