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terça-feira, 14 de novembro de 2023

CANGAÇO: SOBRE O CANGACEIRO BRAÚNA

 Por Anderson Batista

https://www.youtube.com/shorts/vrm-nk6vsjI

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AQUI FOI SEPULTADO O CORONEL SANTANA - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco.

https://www.youtube.com/watch?v=2ybiEIHc1AI&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

Visitamos o Cemitério Público de Barbalha/CE. Junto com o neto do coronel santana, fomos ao local onde o mesmo foi enterrado.

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OS IRMÃOS BOM DE VERAS

Por Guilherme Velame Wenzinger

O cangaceiro Lua Branca, irmão de Bom de Veras e o suposto Bom de Veras. Parecidos? Pode-se tirar alguma conclusão acerca da aparência dos dois?

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𝑰𝑫𝑬𝑵𝑻𝑰𝑭𝑰𝑪𝑨𝑵𝑫𝑶 𝑶𝑺 𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪𝑬𝑰𝑹𝑶𝑺

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Segundo o jornal "O Malho", em sua edição de 17 de Abril de 1926, esses 4 identificados na fotografia tirada em Juazeiro do Norte(CE), em Março de 1926, são: Lampião, Antônio Ferreira, Jurity e Manoel Marcelino, o "Bom de Veras", famoso chefe do bando os Marcelinos. Lampião e Antônio Ferreira todos sabem e concordam, mas e os outros dois? A reportagem foi lançada pouco mais de 1 mês após a visita do rei do cangaço a cidade do Pe. Cícero, na ocasião em que foi receber a falsa patente de capitão. Nos comentários segue o recorte das identificações.

O Malho, 1926.

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PEÇAS DE LAMPIÃO...

 Por Rostand Medeiros

O chapéu, a cartucheira, a pistola Luger P08 Parabellum e o punhal de Lampião. Foto da época de sua morte! #Lampião #lampiao #lampião #cangaco #cangaço #cangaceiros #cangaceiro #nordestebrasileiro #nordeste #rostandmedeiros #tokdehistoria.

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DINDA E DELICADO: DE POÇO REDONDO AOS PASSOS DE LAMPIÃO, UM AMOR NO CANGAÇO.

Por Rangel Alves da Costa

Dinda, nascida na região do Poço de Cima (primeiro núcleo habitado de Poço Redondo), batizada como Idalina Alves, era filha de Presentino Alves e Dona Eutímia. Dinda era irmã de Dona Jovita e Mané de Tino, dentre outros, e sobrinha de Teotônio Alves China (o China do Poço, meu avô materno). Era, pois, uma legítima representante da família Alves. Já Delicado, nascido e crescido nos arredores do atual Alto de João Paulo, logo após a sede municipal, possuía como nome de batismo João Batista (ou João Braz de Souza), mas era mais conhecido como João Mulatinho. Filho de Antônio Mulatinho e irmão da cangaceira Adília, João, diferentemente de outros jovens sertanejos, nem pensava nem queria ser cangaceiro, mesmo já tendo uma irmã levada por Canário e servindo ao subgrupo de Zé Sereno, onde sua conterrânea Sila, por ser companheira do chefe, também tinha voz de mando. Aquele que mais tarde se tornaria o cangaceiro Delicado tinha uma só preocupação no seu dia a dia sertanejo: amar e cada vez mais amar uma bela mocinha moradora do Poço de Cima, sua meiga e querida Dinda. Aliás, os dois jovens planejavam ir muito além daquele namoro, pois desejavam mesmo a vida em comum e a colheita dos frutos que aquela abençoada união permitisse. Dizem que certa noite, sob o clarão da lua grande, João abraçou sua amada de modo diferente, pois um abraço mais caloroso, mais forte, mais apertado e que chegou acompanhado de palavras quase trêmulas: “Nada nem ninguém nunca vai separar nós dois”. Até que as curvas do caminho tentaram separar, mas não conseguiram. Seus destinos já estavam traçados. Os dois alimentavam cada vez mais seus planos futuros, quando um episódio quase destrói seus sonhos. Adília, irmã de João, já estava no cangaço, e por isso mesmo sua família passou a ser perseguida e ameaçada pelo sargento Deluz, com base de comando em Canindé de São Francisco, vizinho a Poço Redondo. Certa feita, andejando pelos matos e pelos beirais dos riachos, ao longe João avistou uma cena que lhe fez apressar o passo. Ora, logo adiante, na beira do riacho, alguém estava sendo espancado por Deluz, que tomava a frente de seus comandados na prática da violência. Foi se aproximando cada vez mais por dentro do mato, porém com o cuidado de não ser percebido, até que o espancamento se mostrou inteiro perante seus olhos. Quem estava sendo espancado era seu pai, também pai de Adília, o velho Antônio Mulatinho. E o pior: sabia que se corresse em sua defesa seriam mortos os dois. Tomado de fúria, prestes a explodir, reconheceu apenas o soldado Galdino (também de Poço Redondo) se aproximando do ensandecido sargento e exigindo que parasse com aquela brutalidade contra aquele velho senhor, pois este era homem sério e trabalhador. Foi o que salvou o pai de Adília. Mas o ódio se alastrou em seu filho, em João, o futuro Delicado. Ciente de que sozinho não poderia enfrentar aqueles perigosos algozes, que sozinho não poderia vingar toda a violência que se espalhava pelo sertão, então prontamente decidiu ir pro cangaço. Preocupou-se somente em mandar um recado pra sua bela Dinda e dizendo que se preparasse que logo ele retornaria para levá-la consigo. E assim foi feito. Não casaram em igreja, mas perante os braços abertos do mandacaru e do xiquexique. Servindo ao subgrupo de Zé Sereno, estavam em Angico quando o tronco maior do cangaço foi dizimado em julho de 38. Quando das “entregas”, ficaram temporariamente separados, mas depois se reencontraram e seguiram para uma nova vida no sul do país. E até a morte cumpriram seu juramento de amor: “Nada nem ninguém nunca vai separar nós dois”.

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LAMPIÃO E ZÉ BAIANO EM CANINDÉ – O CARRASCO FERRADOR

 Por No Rastro do Cangaço.

https://www.youtube.com/watch?v=2qVfxWQ_Udo&t=1230s&ab_channel=NoRastroDoCanga%C3%A7o

Virgulino Ferreira da Silva, Lampião, o rei do cangaço, juntamente com seu Bando, do qual fazia parte cangaceiros afamados do cangaço nordestino como Zé Baiano, Luiz Pedro, Zé Sereno, Mariano e outros cabras, após deixar Maria Bonita, Lídia de Zé Baiano, Otília de Mariano e outras mulheres de cangaceiros no coito da fazenda Maranduba, resolvem invadir o povoado de Canindé, e para isso Lampião usa um coiteiro de sua confiança para enganar o chefe da Volante Policial local, fazendo com que eles se deslocassem, deixando o Povoado sertanejo totalmente desguarnecido, ocasião em que o cangaceiro Zé Baiano aproveitou para vingar-se da família Marques, ferrando cruelmente, com ferro de marcar gado, três mulheres, entre elas a Maria Marques, num episódio terrível que lhe rendeu o título de O Carrasco Ferrador.

Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações. #NoRastroDoCangaço Vejam também:

   • O último dia de Lampião, o Rei do Can...      • LAMPIÃO ENFURECIDO NO ATAQUE AO POVOA...      • Corisco -  O diabo loiro (1969)  - Fi...      • LAMPIÃO E O BATISMO DE FOGO DE ZÉ SAT...      • LAMPIÃO E ANTÔNIO FERREIRA IMPLACÁVEI...      • QUEM FOI VIRGULINO FERREIRA DA SILVA,...      • O ENCONTRO DE SABINO GOMES COM ZÉ FAV...      • LAMPIÃO SE VINGA, MATA E ESQUARTEJA O...      • SABINO GOMES, CABRA FORTE DE LAMPIÃO ...      • ENTREVISTA COM SILA, CANGACEIRA DE LA...  

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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

JOSÉ MARIA MADRID - RADIALISTA DE MOSSORÓ

 Por: José Mendes Pereira

Dom Gentil Diniz Barreto bispo de Mossoró, Alcides Belo ex-prefeito de Mossoró e o radialista José Maria Madrid - aparece de bigode - todos já falecidos. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Foi um dos melhores e mais competentes radialistas de Mossoró. Tinha uma voz assustadora, mas na verdade, só a sua voz. José Maria Madrid era uma verdadeira criança. Educadíssimo, amigo dos amigos.

Conheci o Zé Maria Madrid nos anos 70, quando ele veio trabalhar na Rádio Difusora de Mossoró. Enquanto ele era empregado na Rádio Difusora, eu trabalhava na Editora Comercial S/A, numa sociedade: Cine Caiçara, Cine Jandaia e Cine Miramar de Areia Branca, mais a Rádio Difusora e a Editora Comercial S/A, cujos sócios eram:

Renato Costa é o nº. (1). O nº. (2) é Bibil Gurgel - proprietário do Banco S. Gurgel em Mossoró - ambos já falecidos - Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

José Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, irmão do primeiro, Milton Nogueira do Monte e José Genildo de Miranda; quatro homens que muito souberam respeitar os seus empregados. 


Carlos Augusto Rosado e José Genildo de Miranda, já falecido.
Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Nenhum de nós que teve a oportunidade de trabalhar com estes homens, se falar mal de um deles ou de todos, é porque gosta mesmo de denegrir a imagem de qualquer ser humano.

Dr. Paulo Gutemberg era um homenzarrão, de andar apressado, de olhos azuis, alto, de cor clara, aparentando o fundador de Brasília, o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitscheck. Era advogado e chegou a ser promotor de justiça.

José Renato, filho de Renato Costa e sobrinho de Paulo Gutemberg - suicidou-se - Nilo Santos e Paulo Gutemberg - ambos faleceram de enfarto. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg e Genildo Miranda, os três, tinham um respeito enorme pela pessoa de Milton Nogueira do Monte que era diretor sócio da sociedade, igualmente nós, operários. A paciência que tinha seu Milton, a maneira que ele falava com qualquer ser humano, por mais ignorante que fosse o sujeito, ele evitaria ter qualquer desentendimento com seu Milton Monte. 

Zé Maria Madrid como era chamado pelos seus amigos e por nós todos que trabalhávamos na sociedade, tinha uma facilidade para decorar os textos que seriam lidos na Rádio, no horário do jornal, ao meio dia. Bastava ele ler uma vez, já sabia tudo sobre o assunto, e nem precisava mais das laudas para ler as notícias.

Eu sempre estava ali no estúdio com ele, esperando o horário que a Editora Comercial S. A. abrisse as suas portas para nós, funcionários cumprirmos as nossas obrigações como empregados.  Ele iniciava a leitura das notícias que eram escritas pela o redator José de Arimatéia. E o  que me chamava a atenção, era a facilidade que tinha o Madrid de ler. Eu pegava a lauda que ele lia no momento, e colocava de ponta cabeça (digamos assim), e sem nenhuma dificuldade, lia..

Zé Maria gostava da diversão nos bares, e tive oportunidade várias vezes de participar da sua mesa, lá no bar da Dona Neci, na Rua Frei Miguelinho, com o cruzamento da Rua Tiradentes, vizinho a antiga Sambra, esta sendo uma algodoeira, onde hoje funciona um Chopp.

A SAMBRA funcionava neste prédio. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Nesse tempo, eu ainda era solteiro, e como havia saído da instituição escolar, a qual eu vivi oito anos, mas já estava vivendo de favores, por já ter passado dos dezoito anos, fui morar no Sindicato da Lavoura de Mossoró.
 
Geralmente, nós nos encontrávamos no bar citado acima. Eu já era freguês de meses, e Zé Maria Madrid, antes de começar o seu trabalho do meio dia, sempre estava no bar para ingerir algumas pingas, e vez por outra, o nosso patrão, Dr. Paulo Gutemberg nos visitava, fazendo parte do nosso almoço.

Que falta faz o meu amigo José Maria Madrid, de voz assustadora, mas um verdadeiro cordeiro, amigo, educado e prestativo para com os que faziam partes do seu círculo de amizade. 

Adeus, amigo Madrid! Um dia todos nós iremos ao seu encontro. A estrada poderá ser outra, mas o caminho será exatamente o que você foi.

Faça uma visitinha a este site:
http://cantocertodocangaco.blogspot.com

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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA.

Por Francisco Pereira Lima

 

Indicação Bibliográfica. As Andanças de Antônio Silvino Pelos Sertões do Seridó e Curimataú. Excelente. Disponível

Professor Pereira 83 9 9911 8286.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3570163883252489&set=a.1929416523993908

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CANGAÇO EM PERSPECTIVA: O SERTÃO EM LUTAS ORGANIZAÇÃO:

 Por Júnior Almeida

ANO DE PUBLICAÇÃO: 2023.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02LJ13zSJBu7o395S9hQb5eUVVqZzUitjqXVaSJDTrSja1fCqokGDtFcy2vqsJjkNml?notif_id=1699897806679789&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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BILL GATES E O JORNALEIRO.

 Por Educar pela Positiva.

Conta-se que um dia alguém perguntou a um dos homens mais ricos do mundo, Bill Gates: "Há alguém mais rico do que você no mundo?"

Bill Gates terá respondido: "Sim, há uma pessoa mais rica que eu".

Depois contou uma história:

"Foi durante o tempo em que eu não era rico nem famoso. Eu estava no aeroporto de Nova Iorque quando vi um vendedor de jornais. Eu queria comprar um jornal, e ao tê-lo nas minhas mãos descobri que não tinha moedas suficientes. Então, deixei de lado a ideia de comprar e devolvi o jornal ao vendedor. Eu disse-lhe que não tinha moedas.

O vendedor disse: 'eu estou-te dando isso de graça'.

Diante da sua insistência, levei o jornal.

Dois ou 3 meses depois, aterrei no mesmo aeroporto e novamente faltavam-me moedas para comprar um jornal. O vendedor ofereceu-me o jornal de graça novamente. Eu recusei e disse-lhe que não podia aceitá-lo porque nessa ocasião também não tinha um tostão.

Ele disse: "você pode levá-lo, estou compartilhando isso dos meus ganhos, não estarei perdendo nada". Peguei o jornal e segui.

Dezanove anos depois, já famoso e conhecido pelas pessoas, lembrei-me desse vendedor. Comecei a procurá-lo e encontrei-o após cerca de mês e meio de busca.

Perguntei-lhe se me conhecia e ele respondeu: "Sim, você é Bill Gates".

Perguntei-lhe de novo: "Lembra-se de uma vez em que me deu um jornal grátis?"

O vendedor disse: "Sim, eu lembro-me, dei duas vezes".

Eu disse-lhe : "quero pagar a ajuda que você me deu essas duas vezes. O que você quiser na sua vida, diga-me, eu dou".

O vendedor disse: "Senhor Bill Gates, acredite que ao fazer isso não poderá igualar a minha ajuda?"

Eu perguntei a razão. Ele disse: "Eu o ajudei quando eu era um pobre vendedor de jornais e agora você está tentando me ajudar quando se tornou o homem mais rico do mundo. Como pode a sua ajuda igualar a minha?"

Nesse dia, percebi que o vendedor de jornais era mais rico do que eu, porque ele não esperou ficar rico para ajudar alguém.

As pessoas precisam entender que os verdadeiramente ricos são aqueles que possuem um coração rico, em vez de muito dinheiro. É realmente importante ter um coração rico para ajudar os outros. É muito fácil dar quando nos sobra, o difícil é presentear, ainda sem ter muito para dar.

Um dos melhores texto que já li.

Tem pessoas que são tão pobres, mas tão pobres... que só tem dinheiro

Autor desconhecido

www.educarpelapositiva.pt

#educarpelapositiva

 https://www.facebook.com/photo/?fbid=726372026179312&set=a.599912732158576

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RÁDIO CIDADE

 Clerisvaldo B. Chagas, 9 de novembro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.994

Muita alegria tive em visitar a Rádio onde eu tinha um programa chamado “Santana, Terra da Gente”. Era um programa informativo com base musical de Luiz Gonzaga. Fui encontra ali o apresentador Ginaldo, ex-colega da rádio que continua como profissional, respeitadíssimo.  Íamos falar sobre o livro que continuo escrevendo “100 Milagres Nordestinos”, atribuídos ao padre Cícero Romão Batista, inéditos. A gentileza do apresentador Ginaldo, fez com que o diálogo ficasse mais fácil entre nós, saindo uma gama de informações para o público ouvinte. A Rádio Cidade progrediu, comprou sede própria e hoje funciona na Rua Joaquim Ferreira, onde fala para Alagoas e para o mundo como diz seu apresentador.

PRÉDIO ONDE FUNCIONOU A RÁDIO CIDADE (FOTO B. CHAGAS/LIVRO 230).

Difícil é sustentar um único tema, em uma entrevista em que o entrevistador quer perguntar e o entrevistado quer responder. Assim, fomos variando do núcleo do tema para a periferia, enriquecendo os nossos conhecimentos e espalhando o aprendizado pelas mais diferentes regiões de boa parte das Alagoas. Ficou acertado no ar, a divulgação das minhas crônicas diárias, na própria “Rádio Cidade”. Crônicas essas que estão próximas ao número simbólico 3.000, distribuídas nos sites “Santana Oxente” e no “Blog do mendesemendes”, Face e em nosso blog. Crônica oral somente há muito na “Rádio Correio do Sertão” quando o apresentador Edilson Costa lia a nossa crônica diariamente com o título “Crônica do Meio-dia”.

Vou ver se vai dar certo, gravar as minhas crônicas diárias com a minha voz e enviá-las para a Rádio Cidade, todos os dias úteis a partir da próxima segunda.        Avisar também que hoje, quinta-feira, termos podcast, no site AlagoasNanet, com o Lucas Campos, iniciando às 20 horas. Esteja esperto. Virei menino, ao ser convidado para sempre aparecer na citada Rádio e falarmos sobre os mais diversos temas, sempre visando tudo que envolve a nossa cidade. Portanto, fica aqui os nossos agradecimentos, meus e de minha esposa, professora Irene Ferreira das Chagas que esteve presente me dando força, como sempre. Outra satisfação foi saber e constatar que a Rádio Cidade, continua no Bairro Camoxinga, aumentou o seu alcance hoje sua sede própria é bem agradável, como pude constatar. Quero sim, voltar mais vezes ao lugar onde me sinto em casa. Era aviso de 10 minutos, passou a ser entrevista de 2 horas e nem sentimos o tempo passar.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2023/11/radio-cidade-clerisvaldo-b.html

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APANHOU DE PAU Cangaceiro de Lampião a Vingança foi Macabra

 Por Histórias da Vida Real.

https://www.youtube.com/watch?v=Iqqatd2e5NE&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaReal

APANHOU DE PAU Horácio era um vaqueiro que se tornou Cangaceiro de Lampião, a polícia batene de pau, mas a Vingança foi Macabra, Lampião o rei do sertão ficou enfurecido e manda um grupo de cangaceiros ajudar Horácio amigo de Lampião

Horácio com extrema valentia, planeja uma emboscada ao sargento Ananias e mais dois soldados que lhe bateram de pau, quase o matando, o plano deu certo o sargento cai na armadilha, e a vingança foi macabra.
#historiasdavidareal #historiasdelampião Contato: artehoraciomoura@gmail.com

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LIVRO LAMPIÃO EM SERGIPE;

Por Luiz F. de A. Bonfin

INTRODUÇÃO

Virgulino Ferreira da Silva, de alcunha Lampião, foi o cangaceiro mais conhecido do Brasil, sendo a partir de 1926, oficialmente, capitão do batalhão patriótico, e ainda, segundo a imprensa “uma revivescência cabocla de Átila”, ou “Lampeão o Átila sertanejo”, ou ainda, “O Imperador dos Sertões. Esse ano foi sem dúvida muito especial para consolidação de sua fama. Era o seu sétimo ano de banditismo sendo o quinto como chefe de bando.

Apresento neste trabalho a transcrição de matérias dos jornais publicadas no ano de 1926, em que Lampião, com seus companheiros de armas, foi protagonista das notícias ligadas a sua atuação nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Ceará.

Não faço afirmações nem análise, apenas coloco à disposição dos pesquisadores e estudiosos, os fatos como eles foram divulgados na época em que aconteceram. Faço somente a atualização dos nomes das cidades na época relacionada ao ano de 1926: Vila Bela, hoje Serra Talhada-PE, Paulo Afonso, atual Mata Grande-AL, Meirim, atual Ibimirim-PE, Leopoldina, atual Parnamirim-PE, povoado Nazaré ou Carqueja, atual Nazaré do Pico, Floresta-PE, Alagoa de Baixo, atual Sertania-PE.

A iconografia deste trabalho está restrita ao ano de 1926, com algumas exceções para enriquecer as transcrições que seguem em ordem cronológica, mas, os jornais não cumprem nenhuma prioridade geográfica, sendo o critério utilizado na pesquisa, o tratamento jornalístico por cada órgão noticioso, mês a mês. Observem que a imprensa apresenta o nome Lampeão sempre grafado com “e”, mas, em novembro de 1926 o Jornal Pequeno grafou com “i”, foi um fato isolado e mesmo depois vemos sempre a palavra escrita com “e”, Lampeão.

As matérias mostram a efervescência política do momento, com discussões e opiniões, cartas de leitores, com denúncias que retratam a genuína preocupação dos habitantes daquelas paragens, para que os jornais divulguem os tormentos passados, nas diversas localidades de ação dos cangaceiros, instigando o poder público, cobrando uma ação mais efetiva. Fica claro também a preocupação do estado na luta contra o banditismo, apresentando os telegramas trocados pelas autoridades, as justificativas pela demora em conter o bando de Lampeão ....

A imprensa oposicionista denuncia o governador de Pernambuco que proíbe a divulgação dos telegramas informando a atuação dos cangaceiros no interior do estado.

As primeiras medidas tomadas pelo governador Estácio Coimbra ao assumir o governo de Pernambuco, conjuntamente com o governador de Alagoas, senhor Costa Rego, foi ordenar a prisão dos proprietários sertanejos que protegiam o bando de Lampião, isto em dezembro de 1926.

Um ano em que o próprio congresso nacional sediado na época, no Rio de Janeiro, que era a capital do Brasil, através de seu representante se dedicou nas sessões legislativas para tratar do  legalismo em que Lampião foi levado, através das articulações do padre Cícero, prefeito de Juazeiro do Norte, e Floro Bartolomeu deputado federal pelo Ceará, na luta do governo de Artur Bernardes contra o movimento tenentista e sua coluna denominada de Prestes e Miguel Costa.

A imprensa fala sempre das correrias do bando de Lampião e que ele não enfrenta a polícia.

Veja o que o Dr. Atualpa Barbosa Lima, então um conhecido político cearense, que esteve na região do Cariri responde ao redator do Correio do Ceará, sobre essa questão. Segundo o Dr. o irmão de Lampeão teria lhe dito “primeiro porque não tem interesse em matar soldados, pois o governo tem muitos para substituir os que morrem, segundo porque gastam inutilmente a sua munição, terceiro porque se desviam dos seus fins, que é para matar e roubar a quem tem dinheiro e joias, quarto porque arrisca a pele sem proveito. Brigamos, em último caso, quando não há meio de escapulir, aliás, o segredo de nossa vitória está em que sabemos brigar e fugir na ocasião precisa.

Achamos sempre melhor correr, do que brigar, e quem sabe correr raramente morre”. Nessa entrevista o Dr Atualpa faz declarações de fatos que ainda não foram confirmados.

Para aqueles que duvidam da liderança de Lampião com seus cabras, leiam neste trabalho o trecho do jornal quando o caixeiro da Standard Oil Company fez o pedido para que o cabra de Lampião devolvesse a sua aliança de casamento.

Em outubro de 1926 aparece a notícia de “Lampeão, o Bonelli Brasileiro”, talvez a primeira tentativa de publicação de um livro sobre Lampião. Ao que parece não foi publicado.

Interessante também a entrevista do professor Lourenço Filho, importante figura nacional, sobre o lançamento de seu livro “Juazeiro do Padre Cícero”, onde ele aborda as relações do padre com o cangaço.

Acrescentei uma matéria de setembro de 1933, para enriquecer um fato relevante acontecido em 1926. Trata-se da entrevista feita com Pedro de Albuquerque Uchoa, “ajudante de inspetor agrícola no Juazeiro”, sobre sua participação no episódio da lavratura da patente de capitão do batalhão patriótico do Juazeiro a Lampião e de tenente ao seu irmão Antônio Ferreira.

Estive na capital de São Paulo cerca de 10 vezes, tendo sido hóspede do mestre Antonio Amaury. Nas nossas longas conversas sobre o cangaço, fiz-lhe inúmeras perguntas e ele me respondeu todas. Certa vez perguntei ao mestre quem estava com o padre Cícero e Lampião quando este recebeu a patente de capitão do batalhão patriótico do Juazeiro do Norte. Eis a resposta: - eu entrevistei João Ferreira, irmão de Lampião testemunha ocular do fato, que estava acompanhado de sua esposa Joaninha, ele já um homem feito, com 22 anos de idade. Sobre os presentes no local ele me falou que recordava que estavam presentes no recinto no momento em que Pedro de Albuquerque Uchoa escrevia as patentes: ‘além de Lampião e Padre Cícero, Benjamim Abrahão, meu irmão Antônio Ferreira, Sabino, Luiz Pedro’, e lembrou-se que João Ferreira pouco depois cita Zabelê, além de uma quantidade não contada de outros cangaceiros no recinto.

A data da morte de Antônio Ferreira, sempre me causou dúvidas, pois pesquisadores escreviam que foi em janeiro de 1927, mas, nas minhas pesquisas a imprensa informava que o fato ocorreu entre 10 e 15 de dezembro de 1926. Vejam na matéria do Jornal do Recife de quinta-feira, 16 de dezembro de 1926: “Corre com insistência, aliás, com algum fundamento, pelo sertão, que o célebre bandoleiro Antônio Ferreira, irmão e ‘lugar tenente’ do bando chefiado por Lampião foi morto em dia da semana passada, nas imediações do lugar Poço do Ferro, do município de Tacaratú.” Esse jornal publicou com detalhes, inclusive o acidente com Luiz Pedro. Já o Diário de Pernambuco do dia 18 de dezembro publica que foi uma luta travada com a polícia no município de Floresta, dias depois, essa mesmo jornal repete a versão do Jornal de Recife.

Nesses anos todos de pesquisa em jornais e outros documentos, observei que nunca foi consenso  a quantidade de cangaceiros divulgada pela imprensa ao longo do ano de1926, que variava entre 49 e 200 homens.

Surpreendeu-me a diferença dada a fatos como a batalha de Serra Grande, e o sequestro praticado por Lampião, do representante da Souza Cruz e Standard Oil Company, ocorridos na mesma semana. A batalha foi pouco explorada e divulgada, no entanto, o sequestro foi muito bem documentado, com entrevistas e matérias de vários jornais.

Alguns fatos que foram publicados no período proposto por esse trabalho não foram destacados, embora tenham a mesma importância dos que foram aqui lembrados.

Boa leitura

Luiz Ruben F. de A. Bonfim

Economista e Turismólogo - Pesquisador de Cangaço e Ferrovia

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TUDO PARECE DEMAIS

Autor: José Di Rosa Maria


Dois passarinhos voando,

Melodiando um poema,

Querendo fazer amor

Num garrancho de jurema.

Ela com o bico nele,

Coçando o pescoço dele

Que ao seu lado cresceu...

Quando essa cena acontece;

Pode não ser, mas parece

Meu desejo atrás do seu.


Dois jovens apaixonados

Negociando carinhos,

A sós num hotel de praia,

Todos dois agarradinhos.

Sem timidez, sem decência,

Na quentura da carência,

Com seus desejos medonhos...

Cada um matando o seu,

Parece você mais eu.

Mesmo que só seja em sonhos.


Dois animais na savana

No tempo de serem pais,

Ela com vontade nele,

E ele a querendo mais.

Penso eu, os vendo assim;

Que ele é igual a mim,

E ela igual a você...

No querer somos iguais;

Tudo parece demais,

Conosco, não sei porquê!


Criação: 05/11/2023.



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