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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

FOTOS E FATOS HAVIA CAMINHÕES NO SERTÃO, SIM.

  Sedição de Juazeiro à queda de Lampião, documentos e relatos desmontam a falsa ideia de que o Nordeste do cangaço vivia isolado sobre os próprios pés.

Por Jaozin Jaaozinn

Infelizmente, ainda é possível encontrar muitas informações em sites ou livros despreparados sobre o tema que a polícia, no momento em que iriam fazer suas diligências em regiões afetadas pelo cangaceirismo, executavam seus trajetos somente a pé, não tendo nenhum auxílio de transportes ou então de montarias. Ou pior, ler comentários que afirmam, fervorosamente, a não existência de caminhões ou qualquer outro tipo de transporte no Nordeste.

Aos que ainda alimentam essa ideia, sinto muito, pois está completamente equivocada. Veja bem, desde o período da Sedição de Juazeiro, que ocorreu entre 1912 e 1914, era visível o uso de caminhões ou automóveis pequenos; em registros do padre Cícero ao lado de devotos, políticos e até mesmo de Benjamin, é visto um carro ou qualquer outra "máquina de quatro rodas"; na revolta tenentista, culminando na criação da Coluna Prestes;  na Revolução de 1930 nas capitais nordestinas; e até na Revolta de Princesa, no mesmo ano, foram utilizados esses automóveis para a mobilização de tropas, mantimentos e pessoas civis.

Mas como o assunto é cangaço, trago aos amigos recortes de volantes ao lado de caminhões ou carros, na década de 1930. Lembrando também que, da passagem de Lampião na Bahia e depois em Sergipe, o mesmo utilizou essa mesma ferramenta para cruzar certas cidades; como em Tucano/BA e Capela/SE, porém, essas "passeatas" ocorriam raramente. 

Em boa parte dos registros da defesa preparada na cidade de Mossoró, em 13 de junho de 1927, é nítida a exibição de carros pequenos ou caminhões que eram utilizados pela população local; até mesmo o depoimento do coronel Antônio Gurgel, e do Sr. Francisco Agripino (conhecido como Gatinho, que tinha como função a de chofer) que confirmam a ativa função desses transportes no "Norte do Brasil" — visto que Gurgel só foi feito prisioneiro dos cangaceiros pois os bandoleiros mandaram parar o AUTOMÓVEL que o levava. 

No combate da Baixa do Juá, ocorrido entre 4 e 5 de julho de 1925, em que tombara o cangaceiro Vassoura (Livino Ferreira, irmão de Virgolino) pela volante paraibana do tenente José Guedes, a força militar teve auxílio das tropas pernambucanas, comandadas pelo sargento Higino Belarmino, que tinham saído de povoado próximo, em caminhões, para sustentar o fogo.

Um relato irônico e inusitado do cangaceiro Vinte e Cinco para Aderbal Nogueira, conta que nas caminhadas que o bando fazia nas matas, beirando a uma estrada, escutaram o barulho de um automóvel se aproximando. O alarme foi para todos: manobraram os fuzis e se preparam para um possível combate. Na chegada do carro, recheado de militares, o mesmo para e desce um volante. Lá, em pouca distância dos cangaceiros, o soldado faz suas necessidades. José Alves, o bandoleiro, assegura que se seguraram para não rirem naquele momento.

Não só nesse caso, como também na passagem do "Troféu Macabro" da grota do Angico, em que a força volante veio a pousar as cabeças nas cidades vizinhas e capitais com o auxílio de caminhões.


Destaque para a cabeça de Lampião no canto inferior esquerdo

Se não havia caminhões no Nordeste naquele período, então não houve os casos de assassinatos contra os trabalhadores nas estradas de rodagem, tampouco as guardas, montadas de militares ou então de jagunços, que faziam a segurança destes.

Confiram outras fotos e respectivos fatos em que foram empregado o uso destes veículos.















https://lampiaoaceso.blogspot.com/2026/02/fotos-e-fatos.html

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?

https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. 

Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


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