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sábado, 26 de setembro de 2026

NO CARMO FINDOU SEUS DIAS O FILHO DO BARÃO DO PAJEÚ.

Por ​Valdir José Nogueira de Moura

​O vento que corta o Vale do Pajeú costuma carregar mais do que a poeira avermelhada da terra; carrega histórias que o tempo soprou até virarem lenda. Ontem, 25 de setembro de 2026, o Distrito do Carmo, entre os rincões de São José do Belmonte, alcançou 86 anos de sua fundação. E, nas entranhas dessa terra próspera, o nome do coronel Antônio Andrelino Pereira da Silva ainda ecoa como o murmúrio distante de um tempo de imponência e pólvora. Filho do Barão do Pajeú, nascido nos estertores de setembro de 1865, Antônio Andrelino carregou no sangue a altivez da terra e a sina dos homens que parecem maiores do que a própria vida.


​Na mocidade, diziam-no invencível e febril. Era dono de um espírito festivo e perdulário, um homem que não media o tamanho do mundo nem o valor das coisas: chegou ao desatino belo e trágico de trocar uma gleba inteira de terras por um negro escravizado apenas porque o homem trazia no peito o dom da viola e a magia da cantoria. Era a fartura em estado bruto, a juventude gasta em versos, cavalos e festas.

​Mas o tempo no Sertão cobra seu preço em ferro. Com a morte do pai, a coroa invisível do poder caiu-lhe sobre os ombros. Assumiu o comando político e a liderança nas lutas, governando a antiga Vila Bela entre o fim de um século e o raiar de outro. Porém, quando a primeira derrota política bateu à sua porta — pelas mãos do Monsenhor Afonso Antero, que se elegeu prefeito de Vila Bela —, o orgulho enrijecido do coronel não soube dobrar os joelhos. A política virou convulsão, o Pajeú sangrou, e o nome dos Pereiras e dos Carvalhos cravou-se na memória popular em uma espiral de desavenças e tocaias.

​Ainda assim, debaixo da casca rija do chefe político, havia a palavra. Irrequieto, Antônio Pereira chegou a firmar um pacto de paz definitiva com os Carvalhos diante de uma comissão presidida por um juiz de Direito, vinda do Recife e nomeada pelo Governador do Estado. Mas a tragédia sertaneja não respeita assinaturas: alguns parentes, instigados por vizinhos inimigos, quebraram o armistício, deixando o coronel em pânico. A angústia fez morada na Fazenda Pitombeira, entre sombras de ameaças, agra

​Pressionado pelo destino, o homem que um dia mandara na região desfez-se do que tinha e partiu. Foi o começo da longa travessia em busca de um descanso que a vida lhe negou. No Brejo Santo, Ceará, na Fazenda Poço, investiu o resto de suas forças, para logo depois ver-se despejado por maquinações jurídicas. Sem lar e sem pão, vagou para Conceição do Piancó, onde a morte lhe levou Dona Marica, deixando-o ainda mais despojado do mundo.

​Foi justamente no jovem povoado do Carmo que a poeira da estrada finalmente baixou. Acolhido pela generosidade de seu parente Vicente de Souza França, o velho coronel encontrou ali um porto seguro para o seu ocaso. Com o emprego de professora conseguido para sua filha Rosinha, sua única e fiel companheira, Antônio Pereira viveu os seus derradeiros momentos no aconchego daquela comunidade nascente.

​Aquele que outrora decidira o rumo de tantas vidas agora assistia, sentado na calçada da casa em que morava, o mundo girar em outra rota. Alquebrado, com o coração cansado falhando a cada pulsar, via a grande figura do passado diminuir diante da modéstia do presente.

​Nas primeiras horas da manhã de 16 de abril de 1948, o coronel fechou os olhos pela última vez, quase esquecido pelas grandes multidões que um dia o aplaudiram. O Sr. João Pereira de Menezes (João de Ciba), seu parente, levou-o para ser sepultado na cidade de Belmonte. No outro dia, saindo da residência do Sr. Cornélio Maranhão, na Praça Pires Ribeiro, onde foi velado, atravessou as ruas rumo ao cemitério de Belmonte sob poucas passadas, em um cortejo tímido — apenas os filhos, alguns parentes e os raros amigos que sobram quando a glória se esvai.

​Ali, no jazigo do Dr. Arcôncio Pereira da Silva, baixou à terra não apenas o filho do Barão, mas o último capítulo de um Sertão de paixões excessivas. E hoje, São José do Belmonte guarda em seu solo o descanso final de quem viveu a fartura, a guerra e o silêncio da história.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser bem feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! 

Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. 

Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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