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sábado, 17 de setembro de 2011

Piranhas com um pé em Missao Velha...

Manoel Severo ao lado de Cícero Landim e o piranhense Damião Cruz

Antes mesmo que nossos honrados convidados de Piranhas, em Alagoas, cheguem ao Cariri Cangaço 2011, já temos a presença forte do belo município do baixo São Francisco em terras caririenses. O nome dele: Damião Oliveira Cruz, gerente do engenho de Santa Teresa em Missão Velha, é mais um  dos ilustres filhos de um dos municípios mais belos do nordeste, Piranhas, em Alagoas.

Damião e Danielle Esmeraldo

Por ocasião de nossa visita ao engenho de Santa Teresa quando convidávamos os amigos para estarem conosco durante o Cariri Cangaço, falávamos que viriam muitos amigos de Alagoas e logo Damião se manifestou perguntando se viria alguém de Piranhas, sua cidade natal...Mistério! "- Claro Damião, alguns amigos sim, Inácio, Jairo, Cacau..." Foi o bastante para a emoção do jovem piranhense. Damião nos contou a estreita ligação que sua família possui com a família Damasceno Freitas, e aí foi dizendo o rosário de amigos...Deputado Inácio, Desembargador Washington , Jairo, Cacau, Dona Melina...enfim. Bem, nem é necessário dizer que esse Cariri Cangaço promete ! Então aí vai um recado para o mestre Inácio:

"Grande Inácio, pode trazer sua comitiva de Alagoas, mas saiba que por aqui já possui um grande e qualificado fã clube".

Engenho de Santa Teresa e os Terésios...

O Engenho de Santa Teresa, berço dos Terésios, origem das principais famílias deste lado do nordeste e de nosso Cariri. Engenho de Santa Teresa e os Terésios , a partir de Missão Velha, também estarão presentes ao Cariri Cangaço 2011.

Bosco André, Luiz Landim, Cìcero Landim, Manoel Severo e Danielle
A Arte da fabricação da genuína rapadura caririense e Mestre Abelha...
 
 
 
 
 
O Alfinin, e a graça... ou "desgraça" a partir do "talento de quem se aventura"...

Um texto de Natália Guberev


Basílio Guberev

ÚLTIMAS PALAVRAS AO MEU PAI
Natália Guberev
No dia 08 deste mês de setembro, meu pai deve ter dito para si mesmo: “Hoje, eu já encerrei meu expediente!” Era o que ele costumava dizer ao final de todo dia. Mas desta vez, não só o expediente estava encerrado como a missão fora inteiramente cumprida!!
            
Papai, queria te dizer estas últimas palavras, compartilhando com os que aqui estão:

Antes do meu nascimento, o senhor pensava e torcia para que eu fosse um menino. É, pois já existia a Roberta, com dois anos de idade e o senhor esperava ansiosamente o “garoto do pai”. Até o nome já havia sido escolhido: Erick! Então, eu nasci... uma menina!! Entretanto, só tenho notícias e lembranças do orgulho que sempre teve de suas filhas e da felicidade da família que constituiu, juntamente com a mamãe. Ouvi por diversas vezes que o senhor seria capaz de dar sua vida por qualquer uma de nós!!

O tempo passou, tenho lembranças diversas de toda uma vida em família... Ainda não sei como será daqui pra frente, com essa nova realidade: você partiu para sempre!

Não fui seu filho, mas lhe dei seu primeiro neto, o Portinho, a quem o senhor carinhosamente o apelidou, desde muito pequenino, de Antonov; em virtude de nossa descendência russa, além da semelhança com o senhor e seus familiares.

Deus é tão generoso, que o Antonov, há muito tempo o havia “batizado” espontaneamente de “PAI” - jamais rejeitando sua verdadeira paternidade, mas em sinal de afinidade e amor ao senhor, que por sua vez, na maior felicidade, referia-se a ele de “MEU FILHÃO”!!

Sou muito feliz de ter lhe dado a Natalie – “a princesinha do vovô” e o Antonov – “seu filhão”; que tanto aprenderam com o senhor - valores íntegros e morais, dentre tantas outras coisas!

Acompanhei, muito de perto, desde 2009 sua saúde dando sinais do que eu sempre temi: perder meus pais! Um câncer na faringe se apresentou, mas o senhor foi imbatível como um autêntico vencedor, e de fato, venceu!! Foi uma das maiores alegrias da minha vida, saber que todo aquele sofrimento não havia sido em vão; aquele tratamento cruel, doloroso e prolongado surtiu o efeito desejado! O que para mim, parecia impossível, aconteceu: o tumor desaparecera!!!! Que felicidade!!!

Mas poucos meses depois, precisamente quatro, o senhor adoeceu. Um AVC localizado no tronco do seu cérebro calou para sempre a sua voz e lhe deixou cheio de seqüelas, que lhe impossibilitavam completamente de qualquer tipo de movimento e interação com o meio.

A cada vez que eu ia ao hospital papai, eu te via com menos vida, menos, menos e menos... “A pilha estava cada vez mais fraquinha...”

Não existia mais esperança de melhora, ao contrário, eu sabia que não podia esperar muito daquele quadro.

Sabe pai, eu fiquei doente junto com o senhor e cada vez que te via, eu adoecia mais...Tenho a mais absoluta certeza que o senhor passou por um período de purificação, antes de partir, ainda aqui na Terra, entre nós. Pois como o senhor costumava dizer: “Nossa Senhora do Perpétuo Socorro não faz nada pela metade”. E quando eu lhe via sofrendo mais e mais naquele leito de hospital, sempre lembrava destas suas palavras e às vezes me perguntava: Por que, meu Deus? Por que, minha Nossa Senhora? Por que meu pai não está aqui, mas também ainda não se foi? Por que tanto sofrimento? Por que tanta dor? Questionei-me, por muitas vezes. Mas com o tempo, percebi e acreditei que se tratava de sua purificação, enquanto ser humano! Então, entendi que o ciclo estava completo e não mais pela metade. O senhor tinha toda razão, papai, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro não faz nada pela metade. Agora eu sei.

Eu não tenho dúvida que o senhor está num lugar lindo e cheio de luz, e nada mais em você está doendo, papai. Sei que agora o senhor fala, anda, sorri e está feliz!!

Tenho segurança de que ao partir, há sete dias atrás, um belo caminho já o esperava e que o senhor está muito melhor agora do que quando estava aqui. E em paz!

Sua alma é pura e iluminada, generosa, boa, justa, honesta e digna! Tenho muito orgulho de ter sido sua filha e sou muito grata a Deus por ter tido a oportunidade de tê-lo como meu pai.

Obrigada, Deus! Obrigada, papai! 

Jamais, em toda a minha vida, conheci alguém de um coração tão grande, que só cabia bondade!!

Obrigada por tudo! Até um dia... Pode ser que daqui a algum tempo, a dor da partida se transforme em uma bela saudade!

Ah, pai! Não se preocupa, pois do jeito que eu adoeci contigo, vou ficar boa, sentindo você renascer na luz.

                                                                             Tua filha que te ama...
                                                                                Natália Guberev



Valeu Natália Guberev! Uma excelente crônica.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

Apresentação


Cariri Cangaço - evento de cunho turístico-cultural e histórico e científico; em sua edição 2011, acontecerá na Região do Cariri, sul do estado do Ceará, tendo como cidades anfitriãs: Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha,Aurora e Barro . Reunirá a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais; do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Cangaço, Tradições e Histórias do Nordeste.
O Evento em sua terceira edição terá um conjunto de 17 conferências, seguidas de debates, abordando temáticas ligadas à historiografia nordestina - sub tema: Da Insurreição a Sedição; distribuídas durante o período de realização do mesmo; 6 dias ; nos 6 municípios anfitriões. Os conferencistas são pesquisadores, estudiosos, escritores e professores, de renome nacional.

Será apresentada a III Mostra Cariri Cangaço de Cinema, Vídeo e Documentários, possibilitando aos participantes uma maior interação com a temática a partir dos trabalhos apresentados. Teremos a III Latada do Livro Cariri Cangaço, onde os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com as principais obras literárias sobre a temática. Teremos o III Grande Salão Cariri Cangaço, onde serão lançadas novas obras literárias sobre a temática; de autores de todo o Nordeste e também São Paulo, e em especial com a parceria do Jornal O Povo, teremos em noite solene de abertura do evento, o Lançamento Especial da Revista Cariri Cangaço.

Teremos o lançamento em "Avant premier"  da minissérie Sedição de Juazeiro, uma produção da FGF Tv e ainda a Exposição "Lampião" do acervo da Abafilm

São mais de 110 profissionais envolvidos na construção e produção do Cariri Cangaço; teremos distribuídas nos seis dias de evento, 10 Apresentações Artísticas, com as mais significativas manifestações culturais e folclóricas de toda região do Cariri, das áreas das Artes Cênicas, Música Dañça e Cultura Popular.

Em sua primeira edição, o Cariri Cangaço 2009 - Lampião no Ceará , Verdades e Mentiras; reuniu 79 personalidades do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao nordeste e ao cangaço; recebemos no cariri cearense 197 participantes de 12 estados da federação; Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal; além dos mais 1.500 participantes dos municípios promotores. Durante seis dias no ano de 2009; entre 22 e 27 de setembro, foram realizadas 19 Conferências, seguidas de debates, 21 Visitas Técnicas e 23 Apresentações Artísticas. Foram inauguradas a I Mostra de Cinema e Vídeo Cariri Cangaço, como também foi lançada a I Latada do Livro Cariri Cangaço, tivemos ainda o lançamento de 6 novos livros de escritores dos estados de Pernambuco, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais;

Em sua segunda edição, o Cariri Cangaço 2010 - Coronéis, Beatos e Cangaceiros; reuniu 104 personalidades, entre pesquisadores, escritores, documentaristas e cineastas, entre outros, vindos de 14 estados de nosso País: Foram 16 Conferências e uma programação dinâmica e plural, com a chegada do município de Aurora, tivemos atividades itinerantes nas cinco cidades anfitriãs: Crato, Juazeiro, Barbalha, Missão Velha e Aurora; com debates, discussões, aprofudamento, visitas técnicas, mostra de folclore. Com a participação de 1.109 pessoas em seus seis dias de realização,o Cariri Cangaço se consolida como uma das maiores iniciativas do gênero, em todo o Brasil.
 
Este ano o Cariri Cangaço 2011 - da Insurreição a Sedição;  apresenta como temática principal A Insurreição de 1817, momento marcante da vida nacional quando heróis cratenses como Bárbara de Alencar e seus filhos, Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves, formaram dentre os pilares principais pela independencia do Brasil e a Sedição de Juazeiro de 1914, episódio épico em que se degladiaram, as forças políticas e oliguarquicas de Juazeiro do Padre Cícero, do Governo Federal da Velha República e do estado do Ceará; tudo isso e muito mais no Cariri Cangaço 2011.



O Cariri Cangaço é uma promoção da Cariri do Brasil; uma realização das prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha,Aurora e Barro, URCA/PROEX e ainda o apoio da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará,  do ICC - Instituto Cultural do Cariri, do Centro Pró Memória, do ICVC- Instituto Cultural do Vale Caririense, da Associação de Cordelista de Crato, do Ponto de Cultura Lira Nordestina, do SEBRAE, do SESC e do Centro Cultural Banco do Nordeste. Possui ainda as parcerias vitais do Grupo Empresarial Guanabara, Grupo de Comunicação O POVO, Cajuina São Geraldo, Pasárgada Parque Hotel e Revista Nordeste VinteUM.

Manoel Severo
Curador e Coordenador do Cariri Cangaço

INFORMAÇÃO

Por: José Mendes Pereira


Amigo leitor:

Tentei três vezes para postar neste blog a entrevista que fez


Kiko Monteiro com o fundador da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço,

Ingrid, Paulo Gastão e Babel

Dr. Paulo Medeiros Gastão, mas infelizmente não consegui (péssimo sinal Internet), pois quando o texto é muito extenso, sempre ao postar, a maior parte dos parágrafos sai do seu lugar.

Mas  você que ainda não a leu, acesse estes endereços:

2011/06/paulo-medeiros-gastao.html

 do amigo Kiko Monteiro, e ainda

2011/09/paulo-medeiros-gastao-um-triunfense.html

do amigo André Vasconcelos. 

Felicidade a todos  leitores deste blog. 

Januário Garcia Leal, o Sete Orelhas

Pesquisando sobre o surgimento do cangaço, encontrei uma história muito interessante que aconteceu no Sul do País. Será que o fazendeiro citado no texto abaixo foi o primeiro cangaçeiro que existiu no Brasil? 
   
Monumento a Januário Garcia Leal


Januário Garcia Leal, o Sete Orelhas, Jacuí, 1761 — Lava Tudo, Lages, 16 de maio de 1808) foi um cangaceiro do interior brasileiro, como Antônio Silvino e Lampião. Quando Januário morreu, Lages pertencia à Capitania de São Paulo, só passando a pertencer à Santa Catarina, por alvará de D. João VI, em 1820.

 

Januário Garcia Leal foi um fazendeiro que vivia na propriedade denominada Ventania, hoje no município de Alpinópolis, situada no sul de Minas Gerais, juntamente com sua família e escravos. Em 21 de janeiro de 1802, recebeu carta patente assinada pelo Capitão General da Capitania de Minas Gerais, Bernardo José de Lorena, nomeando-o como Capitão de Ordenanças do Distrito de São José e Nossa Senhora das Dores (hoje Alfenas).
Sua vida foi pacata até que um acontecimento trágico a mudou definitivamente: a morte covarde de seu irmão João Garcia Leal, que foi surpreendido na localidade de São Bento Abade por sete homens e atado nu em uma árvore, onde foi assassinado a sangue frio, tendo os homicidas retirado lentamente toda a pele de seu corpo.
A burocrática justiça colonial mostrou-se absolutamente indiferente ao episódio, deixando impunes os sete irmãos que haviam perpetrado a revoltante barbárie. Foi assim que, ante a indiferença dos órgãos de repressão à criminalidade, Januário associou-se a seu irmão caçula Salvador Garcia Leal e ao primo, Mateus Luís Garcia, e, juntos, os três capitães de milícias assumiram pessoalmente a tarefa de localizar e sentenciar os autores do crime contra João Garcia Leal, dando início a uma perseguição atroz que relembrou obscuros tempos da história da humanidade, quando a justiça ainda era feita pelas próprias mãos.
A lei escolhida por Januário, chefe do bando de justiceiros privados, foi a de talião, ou seja, a morte aos matadores – com o requinte estarrecedor de se decepar uma orelha de cada criminoso, juntando-as em um macabro cordão que era publicamente exibido como troféu pelos vingadores.
Somente depois de decepada a última orelha dos criminosos é que Januário deu-se por satisfeito. Até então, grande parte da então Capitania de Minas Gerais ficou sujeita à autoridade dos vingadores, que chegaram a desafiar magistrados e milicianos, sendo necessária a dura intervenção de Dom João VI, então Príncipe Regente de Portugal, para tentar debelar a ação dos capitães revoltados, que foram duramente perseguidos.
Segundo a tradição oral, relatada por Gustavo Barroso, o "Sete Orelhas" teria morrido em decorrência de um acidente numa porteira. A morte se deu por um trauma que, por ironia do destino, foi na região da orelha direita, fraturando-lhe o crânio e o queixo. Tal trauma ocorreu quando o capitão cercava um cavalo que pulou uma porteira de varas, vindo uma das varas a desferir-lhe o golpe fatal. No início de 2006, a pesquisadora catarinense localizou no Museu Histórico do Tribunal de Justiça de Santa Catarina o inventário de Januário Garcia Leal.
Este documento confirmou que, à época de sua morte, Januário Garcia Leal exercia a função de mercador, tal qual seu pai, Pedro Garcia Leal. A documentação contém a carta patente original que lhe conferiu o posto de Capitão de Ordenanças do Distrito de São José e Nossa Senhora das Dores, as procurações de sua mulher e filho, declarações de testemunhas e, ainda, o exame de Corpo de Delito.
Teria sido a história de Januário Garcia Leal mais impressionante do que a do cangaceiro Lampião, como afirmado por Gustavo Barroso? O "Rei do Cangaço" atuou no Nordeste brasileiro por mais de duas décadas e se valia dos meios de comunicação da época, inclusive a fotografia, para a construção de seu próprio mito.
Quanto a Januário e seu bando, sacudiram a Capitania de Minas Gerais, sobrepondo-se às autoridades policiais e judiciárias, conquistando fama e respeito com seus impressionantes feitos, sem que precisassem contar com qualquer instrumento de propaganda. A ação dos vingadores em Minas Gerais, segundo um documento do período, colocava em risco a soberania do próprio Estado português. Mais um detalhe merece destaque: Januário Garcia Leal sempre viveu na região Sudeste do Brasil.
Detalhes biográficos e genealógicos
Januário Garcia Leal, cognominado "Sete Orelhas", foi filho de Pedro Garcia Leal (açoriano, filho de João Garcia Pinheiro e Maria Leal) e de Josefa Cordeiro Borba (nascida na freguesia de Cotia, São Paulo, filha de Inácio Diniz Caldeira e Escolástica Cordeiro Borba). João Garcia Pinheiro era irmão de Diogo Garcia que foi casado com a Ilhoa Júlia Maria da Caridade, com quem teve o Capitão Mateus Luís Garcia, companheiro de façanhas do "Sete Orelhas".
Januário teve oito irmãos: José Garcia Leal (n. 1755); Joaquim Garcia Leal (n. 1758); João Garcia Leal (n. 1759); Manuel Garcia Leal (n. 1763); Antônio Garcia Leal (n. 1764); Ana Garcia Leal (n. 1766); Maria Garcia Leal (n. 1767); e Salvador Garcia Leal (n. 1768).
Januário Garcia Leal foi casado com Dona Mariana Lourença de Oliveira (filha de João Lourenço de Oliveira, natural de São João del-Rei, e de Rita Rosa de Jesus, da freguesia de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo), com quem teve descendência.


Wikipédia
Blog do Neto

Campossalenses lançam campanha para trazer jovem soropositiva para casa

 
Um grupo de pessoas de Campos Sales no Cariri Oeste está lançando uma importante campanha em solidariedade a jovem Lucivalda Gonçalves da Silva, conhecida por Baby, 24 anos, que se encontra no sudeste do Brasil e, infelizmente está soropositiva.
A mensagem chegou ao nosso e-mail através da jovem Joelma Luana e publicamos na íntegra por confirmarmos e entender a importâncias do último pedido da jovem Baby:
 
BABY – LUCIVALDA GONÇALVES DA SILVA
 
Tem 24 anos, é filha natural de Campos Sales – CE, e é “SOROPOSITIVA”...
 
Essa jovem alegre, linda, divertida e sempre pronta para ajudar os amigos. É a BABY, como é conhecida entre os amigos. Ela como a maioria das garotas de sua idade, tinha um sonho de sair da sua terra natal e desvendar o mundo em busca de algo melhor. Assim ela fez! Foi para São Paulo com uma proposta de emprego, só não contava com a dificuldade e a tristeza que atravessaria seu caminho.

Devido a sua doença, “AIDS” com a imunidade baixa, BABY acabou adoecendo mais ainda com a poluição, o clima e outros fatores da cidade grande. Sua saúde ficou debilitada, sofreu 02 AVC (acidente vascular cerebral) e hoje encontra-se em uma cama de hospital em “COMA PROFUNDO”, onde 85% do seu corpo já estar considerado morto. Está sem falar só seus olhos que se movem, quando adoeceu BABY, fez um pedido que “TUDO QUE MAIS QUER É VIR MORRER JUNTO A FAMILIA E AMIGOS”.

Filha de Pais humildes, BABY e sua família se desesperam, pois não têm condições de pagar o transporte especial que ela precisa para vir de SÃO PAULO – SP para CAMPOS SALES – CE. Pensando nisso te convido agora para fazer uma boa ação e ajudar essa menina e sua família. GOSTARIA DE PEDIR HUMILDEMENTE PARA QUE VOCÊ QUE RECEBE ESSA INFORMAÇÃO AGORA, SE SOLIDARIZE COM ESSA SITUAÇÃO E NOS AJUDE A AMENIZAR A DOR DESSA FAMILIA. QUALQUER QUANTIA SERVE. VOCÊ PODE DEPOSITAR SUA DOAÇÃO NO BANCO DO BRASIL:
 
001, AGENCIA: 0733-1 
 CAMPOS SALES – CE,
CONTA POUPANÇA: 18.744-5,
VARIAÇÃO: 1.

POR FAVOR, QUALQUER VALOR SERÁ BEM VINDO E O BANCO ACEITA ENVELOPE ATÉ COM UMA NOTA DE DOIS REAIS. POR FAVOR, NOS AJUDE!!!!!!! A FAMILIA AGRADECE A TODOS!!!!!!! SE VOCÊ QUISER TAMBÉM PODE IR À CASA DOS PAIS E FALE COM A MÃE DELA A SRA. LUCIENE, QUE RESIDE NA RUA JOÃO SEVERO CORTEZ, S/N°, (DEPOIS DO HOTEL MUNICIPAL DE CAMPOS SALES).
TODA AJUDA SERÁ BEM VINDA!!!!
 OBRIGADA E QUE DEUS TE ABENÇÕE E TE DÊ EM DOBRO!!!
 
"A fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível."
 
"Blog do Juazeiro"
 
 

Pasargada Hotel, sua nova casa no Cariri Cangaço

Visitar o cariri já é um grande presente e vir ficar bem pertinho da natureza exuberante da majestosa Chapada do Araripe, não tem preço ! 
No Cariri Cangaço é assim ! 
Além de participar de um grande evento científico-cultural, histórico turístico, você ainda ganha uma nova casa: Pasargada Hotel, 
a sua casa no Cariri Cangaço.


Mais uma vez a parceria Cariri Cangaço e o Pasargada Hotel ; encravado no meio da maravilhosa Chapada do Araripe, 
no município do Crato; se consolida. 

Esse ano , quando o Cariri Cangaço inaugura sua terceira edição, o Pasargada Hotel estará recebendo 118 pesquisadores e personalidades de todo o Brasil. São 17 estados representados na
Caravana Cariri Cangaço 2011.





Cariri Cangaço e Pasargada Hotel, uma parceria de sucesso.

NOTA CARIRI CANGAÇO: A Organização do Cariri Cangaço, agradece aos controladores do Pasargada Hotel, empresário Sílvio Rui, e todos os colaboradores sob o comando de Hianny Angelo, que fazem do Pasargada Hotel, nossa casa no Cariri.  

Cariri Cangaço

CONVITE

VISITE O BLOG "TOK DE HISTÓRIA",


do historiógrafo Rostand Medeiros

Um trabalho de pesquisas feito com paixão

Rostand é pesquisador na área de História, com artigos publicados nos jornais Tribuna do Norte, Novo Jornal e na revista cultural Preá. Autor do livro "João Rufino-Um Visionário de Fé" (2011), sobre a biografia do criador do Grupo Santa Clara/3Corações, a maior empresa de torrefação de café do Brasil.

Coautor do livro Os Cavaleiros dos Céus - A Saga do Voo de Ferrarin e Del Prete (2009), apoiado pela Embaixada da Itália no Brasil, Força Aérea Brasileira e Universidade Potiguar.

Consultor do SEBRAE no projeto “Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião”.

Membro do IGRN (Instituto de Genealogia do RN) e SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço).
Técnico em Turismo, atua há mais de 15 anos na área.

Fundador da SEPARN – Sociedade para Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental do Rio Grande do Norte, entidade que atuou em parceria com o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis na preservação do patrimônio espeleológico do RN.


Contatos:

rostandmedeiros@gmail.com /
Celulat: (84) 9904 3153
Telefone fixo: (84) 3231 0222.


Um trabalho de pesquisas feito com paixão


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PAVÃO MISTERIOSO - RELEITURA
LITERATURA

Avoa, imaginação


Traduzido em cenas e canções, “O Romance do Pavão Mysterioso”
ganha agora versão infantil

Malino que nem menino, o poeta popular Arievaldo Viana inventara de atirar pedra em enxame. Meteu-se em briga de cachorro grande o cearense de Quixeramobim. É que, embora publicado há mais de 80 anos, o folheto “O Romance do Pavão Mysterioso” rende debates acalorados ainda hoje. De autoria do paraibano José Camelo de Melo Resende, o cordel acabou sendo impresso pela primeira vez levando a assinatura de um outro autor: o também paraibano João Melchíades Ferreira da Silva.

“O Camelo inventou a história do Pavão para ser cantada. Criou uma melodia até, mas não chegou a imprimir. Aí, o João Melchíades teve acesso ao original e fez uma versão. O José Camelo, então, tinha umas complicações com a polícia e não pôde reclamar seus direitos, mas depois publicou seus originais e meteu o pau no João Melchíades. Resultado: essa confusão continua rendendo”, comenta Arievaldo Viana. Não bastasse o engodo já tradicional, o cearense pôs na veneta de incrementar a polêmica ainda mais ao apresentar à meninada o causo de amor do jovem Evangelista e a condessa Creusa.

 


“O primeiro ‘O Romance do Pavão Mysterioso’ que conheci na vida foi o do João Melchíades. Devo esse crédito a ele. Sei que o original é do José Camelo, mas, na verdade, não sigo o estilo de nem um nem outro”, destaca o autor. De parelha com o ilustrador pernambucano Jô Oliveira, Arievaldo Viana apresenta a seus leitores miúdos uma narrativa nova. “A história continua atrativa. O José Camelo foi um visionário. O cordel tem um pé na ficção científica que o deixa atual. O Pavão é uma maleta que se aciona com um botão e vira um helicóptero. Então, as crianças embarcam na fantasia facilmente. O que mudei foi só a linguagem. Reduzi a quantidade de texto e inclui novos personagens”, pontua. Com isso, a trama inaugural ganhara mais agilidade e um formato mais didático. As letras de Arievaldo Viana têm a sala de aula como foco.

“Minha alfabetização foi feita com a coleção de cordéis da minha avó. Acredito na força formativa da literatura de cordel. Não há criança que resista à fantasia”, argumenta o poeta popular. Amigos pra mais de 10 anos, Arievaldo Viana e Jô Oliveira desenvolveram “O Romance do Pavão Misterioso” a quatro mãos. Também afeito aos pincéis e tintas, o cearense fora apresentado ao pernambucano pela trama de José Camelo de Melo Resende. “Logo de cara, ele me falou do projeto de fazer uma versão em quadrinhos do folheto. A idéia acabou se transformando numa série de selos para os Correios que foi até premiada no exterior”, lembra Arievaldo Viana. “Passamos anos sem nos encontrar. Em 2003, topei ao acaso com o Jô e ele me falou que tinha publicado uma adaptação em prosa do romance, mas que não tinha gostado do resultado. Então, me propôs que eu passasse aquele texto de volta ao formato do verso, à poesia”, explica o processo.

O desafio estava lançado. O que nasceu no universo da oralidade e encontrou abrigo nas páginas fez-se imagens para retornar uma vez mais ao plano da literatura. “Baseei a minha releitura mais pelos desenhos do Jô do que pelos versos que conheço desde menino. As ilustrações já carregavam nelas uma certa adaptação. O Jô, por exemplo, muda o nome do inventor do Pavão. Eu aceitei essa mudança, rompendo com o original do José Camelo. Também o Jô ressalta mais uma dimensão nordestina da trama”, pontua Arievaldo Viana.

De 1923, quando chegou ao papel pela primeira vez, ao século XXI, “O Romance do Pavão Mysterioso” continua sendo um belo incentivo ao engenho. “É uma história que prova que a invenção é capaz de tudo. Não há força, não há arma, não há poder que seja capaz de vencer uma boa idéia”, resume o poeta cearense, agora mais encantado que nunca com a narrativa. Arievaldo Viana acredita que aí esteja o motivo maior de explorar o folheto com estudantes das séries iniciais. “É um período no qual a formação pede esse tipo de estímulo. A questão é apenas de favorecer o acesso. Até hoje, nunca encontrei um menino que não se interessasse por literatura de cordel”, observa. Avoa, imaginação. Avoa.

Publicado em 6 de maio de 2008 - Caderno 3 - DN
30 páginas - 2007 - Editora Imeph

Magela Lima  Repórter  POESIA

"O Pavão Misterioso"
Arievaldo Viana e Jô Oliveira

 Pavão Misterioso - vídeo do youtube


Conselho Consultivo, mais uma marca de sucesso em 2011 !

Estaremos, dentro da Programação
Cariri Cangaço 2011, empossando os Conselheiros Cariri Cangaço, grupo que ao lado da Produção do evento, estará pensando nos novos rumos que estão chegando... Conheçam de perto mais conselheiros de nosso
 Cariri Cangaço.


Companheiro Severo, para mim é uma grande honra e satisfação receber o presente convite que logo aceito,
sabendo do grande desafio que é formar ao lado de personalidades de peso, que farão parte desse Conselho do Cariri Cangaço, agradeço a confiança e
saiba que pode contar com seu amigo,
abraços, Ângelo.
 
 
Bosco André- MISSÃO VELHA -CE
Querido Severo, para mim é uma grande honra receber o convite para ser um dos valorosos Conselheiros desta grande iniciativa que é o Cariri Cangaço, saiba que estarei sempre a seu lado fortalecendo a nossa história e o nosso nordeste, abraços,
Bosco
 
 
Napoleão Tavares Neves - BARBALHA-CE
Amigo Manoel Severo, é com  imensa satisfação que recebo o convite e a incubência de formar ao lado de tantos notáveis, o Conselho Cariri Cangaço,é uma honra e uma grande felicidade que passo agora a compartilhar com todos, conte com seu amigo,
Napoleão Tavares Neves
 
 
Hugo Rodrigues - JUAZEIRO DO NORTE-CE
O êxito do Cariri Cangaço só é possível por contar com a capacidade que o Manoel Severo têm de coordenar e conduzir de maneira que todos os esforços da equipe de trabalho sejam reconhecidos. Em Barbalha o convite feito a minha pessoa tendo o prazer de dividir com o RODRIGO TORRES SAMPAIO, que não mediu esforços em todas as edições do Cariri Cangaço para que o trabalho ocorresse com êxito, abraços,
Hugo
 
 
Múcio Procópio - NATAL - RN
Amigo Severo, foi uma surpresa receber tão honroso convite para fazer parte de um grupo tão seleto. Certamente não sei se sou merecedor de tão grande deferência, mas desde já, saiba que pode contar com seu amigo em todas as circunstãncias.
Grande abraço, Múcio
 
Sejam bem vindos e muito obrigado por acreditarem nessa idéia e construirem juntos conosco essa história