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segunda-feira, 2 de julho de 2012

LAMPIÃO NO MUNDO DAS CELEBRIDADES

Por: Ancelmo Goes(*)

Octavio Iani ( 1926/2004), considerado um dos fundadores da sociologia no Brasil, tem um belo estudo sobre tipos e mitos do pensamento brasileiro. Para ele, o Brasil pode ser visto ainda como um país, uma sociedade nacional, uma nação ou um Estado-não nação em busca de um conceito. É neste processo de buscar uma cara que florescem as figuras e as figurações, os mitos e as mitificações de "Lampião", "Padre Cícero", "Antonio Conselheiro", "Tiradentes", "Zumbi" e outros, reais e imaginários.

No caso de Tiradentes, nosso herói maior, a propaganda republicana, na ausência de um retrato feito por alguém que realmente o tivesse conhecido pessoalmente, o pintou como Cristo. Aquelas barbas podem ser pura imaginação do retratista, já que naquela época, como em alguns lugares hoje, preso não podia deixar crescer barba ou cabelo por causa dos piolhos.


Com Lampião, o processo de mitificação  é interminável. Afinal, ele é  filho famoso de uma terra de cantadores de feira e de cordelistas, onde a imaginação, e não só talento, também corre solta. Tanto que nas últimas décadas  muitos tentaram promover a transposição da imagem de Lampião de "facínora"  para uma espécie de versão tupiniquim do "Bandido Giuliano", o fora da lei que virou  herói siciliano na primeira metade do  século XX e que foi retrato nas telas no clássico de  Francesco Rosi.

Acho ainda que Lampião, como ocorre com muitos outros personagens da nossa história, está sendo redescoberto pela ótica do culto da invasão da privacidade, uma das marcas dos tempos atuais. Em suas covas, mesmo enterrados  há 50, 100, 200 anos, eles não conseguiram escapar de um mundo que se transformou numa  Big Brother. Viraram "Celebridades", e portanto sujeitos a bisbilhotices, ou fofocas mesmo, sobre seus afetos, romances e até opção sexual. Talvez seja por isso que surgem agora  questionamentos sobre a sexualidade "Zumbi" e  mais recentemente de "Lampião".


Neste livro, Archimedes Marques procura desmontar, pedra por pedra, o mito do Lampião gay. Vale a pena conferir.
Ancelmo Gois (Colunista do Jornal O GLOBO)

Extraído deste site:


do Dr. Archimedes Marques

Um cruel cangaceiro

Por: Juarez Conrado - Jornalista

As pessoas que sangrava
Gato antes torturava
Por ser perverso e ruim
Foram seis os caçadores
Que sofrendo horríveis dores
Também morreram assi 

No Raso da Catarina
Foi grande a carnificina
Das muitas feitas por Gato
O sangue deles jorrava
O bandido graça achava 
Naquele horrível  ato 

Corisco, Engrácia, Mariano
Sereno, Coqueiro, Baiano
Em nada ficavam atrás
De Gato, feroz matador
Que implantando o terror 
Parecia satanás  

Do autor

Não será difícil apontar-se os cangaceiros de Virgulino que mais se destacaram pelo seu alto índice de crueldade, homens que se compraziam, cada qual a seu modo, em torturar as vítimas antes de matá-las. 
 Vários foram os sanguinários indivíduos que se integraram à horda de bandidos, todos eles frios e impiedosos, verdadeiras feras com formas humanas e que se tornaram, pelo sertão afora, respeitados e temidos pelas atrocidades que praticavam. 


O cangaceiro Gato

Era o caso, por exemplo, do tenebroso Gato, descendente dos índios pankarerés, do Raso da Catarina, como eram igualmente, Mourão, Inacinha, Antonia, Mormaço, Catarina, Criança, Balão, Ana, Julinha, Luiz e Juana. Duas irmãs de Gato também ingressaram no cangaço. Julinha, mulher de Mourão (por sinal, seu primo), e Rosalina Maria da Conceição. 


Raso da Catarina

Gato, já com alguns crimes a ele creditados, logo após ligar-se ao grupo de cangaceiros tentou praticar um ato realmente inominável, cortar a língua de sua própria mãe por ter chegado ao seu conhecimento a insatisfação da mesma em vê-lo integrado ao cangaço. Por isso, sempre denunciava a passagem de Lampião pelas redondezas da localidade onde morava.


O crime não se consumou porque a pobre senhora, ciente da ameaça que lhe fazia o filho, fugiu para a roça de uma irmã, onde permaneceu escondida.
De uma só vez Gato matou seis pessoas de uma família porque, com o desaparecimento de algumas criações (bodes) teriam lhe acusado da prática do roubo, fato ocorrido antes de ser cangaceiro. Sempre prometendo vingar-se dos seus denunciantes, pois, na verdade, como ficou compreendido, não foi ele realmente quem levou os animais, matou Calixto Rufino Barbosa e seu vaqueiro de nome Brás e invadido, logo em seguida, a casa do senhor Valério onde sangrou Luiz Major e seus filhos Silvino e Antonio, além do sobrinho Inocêncio. 
Em meio a uma festa à qual Lampião se fez presente com alguns dos seus “minino”, Mourão e Mormaço, bastante embriagados, passaram a disparar vários tiros para o alto. Virgulino, muito irritado, determinou que o seu subordinado tomasse providências contra ambos. 
Gato de pronto, com sua canina fidelidade e muita obediência ao chefe, matou os companheiros, não se preocupando com os apelos de Mourão, lembrando-lhe que eram seus primos. 


A cangaceira Antonia Pereira da Silva 

Casado com a jovem Antonia Pereira Silva, que morava em companhia de uma senhora conhecida como D. Sinhá, lá das Caraíbas, amada assim sequestrou a índia Inacinha, prima de sua própria mulher. 


A índia e cangaceira Iacinha 

Antonia, justamente revoltada, não aceitou a proposta do cangaceiro de manter um triângulo amoroso com ela e a parenta. Queixou-se a Lampião, e não esperando qualquer decisão do mesmo fugiu pela madrugada para a casa de  um tio, onde permaneceu até a extinção do bando. Ao deixar o cangaceiro, Antonia estava grávida e Gato, embora sempre se mostrasse muito feliz com isso, não teve oportunidade de ver o filho, uma vez que, além de estar separado da mulher, no mesmo dia em o garoto  nasceu travava combate com a volante do tenente Bezerra, em Piranhas, onde morreu baleado.

Nota: A cangaceira Antonia Pereira da Silva faleceu a poucos anos, com mais de 100 anos vividos.

Extraído do livro: 
"Lampião assaltos e morte em Sergipe".
Autor:Juarez Conrado
Jornalista e escritor
Páginas: 38 e 39
Aracaju - Sergipe
Ano de publicação: 
2010 

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LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

Por: Sabino Bassetti(*)

 LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

Quando no ano passado saiu o livro Lampião, o Mata Sete, houve um verdadeiro alvoroço entre os pesquisadores e historiadores do cangaço. Todos aqueles que entendem pouco ou bastante sobre a história de Lampião ficaram escandalizados. Eu disse aos meus amigos pesquisadores que me recusava a comprar ou ler o citado livro. Depois, pensando bem no assunto resolvi comprar o livro. Como eu iria poder contestar o livro sem conhecer seu conteúdo? Comprei o livro e o li com bastante atenção. Desde a minha mocidade que leio sobre cangaço, li quase tudo aquilo que foi escrito sobre o tema. Confesso que nunca na minha vida havia lido tanta besteira juntas. A primeira coisa que notei, foi que o autor nada entende sobre o cangaço e nem sobre Lampião.


O autor diz claramente no livro, que Lampião era um covarde, além de corno e viado. Só que o autor faz essas acusações, baseado-se em fatos sem nenhum fundamento. A argumentação que ele usa são fraquíssimas. Só que dizendo isso, o autor jogou na lata de lixo o trabalho de tantos anos de todos aqueles que pesquisam o cangaço. Francamente, eu achei que aqueles pesquisadores tidos como os  mais famosos, aqueles que tem acesso a imprensa seja ela escrita, falada ou televisada, iriam estrilar, iriam responder a altura, isto é, iriam peitar o autor do tal livro, porém, isso não aconteceu. Sem citar nomes para não cometer injustiça, eu e vários outros pesquisadores postamos algumas matérias contrárias ao tal livro em diversos blogs que tratam do assunto cangaço, mas a coisa parou por aí.

Dr. Archimedes Marques

A pouco tempo atrás, soubemos que o delegado de polícia Dr. Archimedes Marques, também lá da bela Aracaju, estava escrevendo um livro contestando tudo o que está escrito no livro Lampião, o Mata Sete. Para minha alegria, recebi a título de cortesia um exemplar do livro Lampião CONTRA o Mata Sete enviado pelo autor.



No livro, o autor além dos seus conhecimentos, utiliza trechos de diversos livros e depoimentos de diversas pessoas, para devagar, porém com muito critério ir apontando a avalanche de erros cometidos pelo autor do tal livro. Felizmente, agora já podemos dizer que a afronta cometida contra a história de Lampião, teve a resposta merecida. Todos nós que pesquisamos, escrevemos, ou apenas gostamos da história do cangaço, devemos agradecer a atitude e a coragem do Dr. Archimedes Marques.

Abraço a todos

Sabino Bassetti

(*)Escritor, pesquisador do cangaço e sócio da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.

Enviado pelo autor

O cantor João Mossoró fará Show no "Mercadão Cadegue"


O cantor João Mossoró fará show no Rio de Janeiro, no bairro Benfica, no dia 7 de Julho no "Mercadão Cadegue". 
Uma festa portuguesa, aonde o cantor  apresentará no "Cantinho das Concertinas", a partir das 12;00 horas.

Será uma festa linda e bastante animada, quando o artista cantará: “O Meu Pé de Serra”, do Gonzagão, e “O Meu Verde Vinho”, com um tok nordestino.

Prestigie o artista, participando desta grande festa.
 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

AS CRÔNICAS DO CANGAÇO – 3 (O CÓDIGO DE CONDUTA DOS CANGACEIROS DE LAMPIÃO)

Por: Rangel Alves da Costa(*)

Rangel Alves da Costa

AS CRÔNICAS DO CANGAÇO – 3 (O CÓDIGO DE CONDUTA DOS CANGACEIROS DE LAMPIÃO)

Como é do conhecimento de muitos, Virgulino Lampião não era pessoa completamente analfabeta, um iletrado errante pelas caatingas nordestinas. Pelo contrário. Mesmo não tendo levado adiante com mais afinco seus estudos de meninice na pernambucana Vila Bela, verdade é que havia aprendido a ler e escrever o suficiente.
Muitas de suas cartas e bilhetes, missivas enviadas aos comandantes da polícia e aos coronéis sertanejos, bem como aos amigos com quem mantinha vínculo de proximidade, são por demais conhecidas. Museus e colecionadores guardam tais correspondências como verdadeiras relíquias. E certamente assim podem ser consideradas, verdadeiras preciosidades daquele que foi o maior combatente, o mais estrategista e o melhor comandante de todo o sertão nordestino.


Do mesmo modo, muitas fotografias amareladas mostram Virgulino, sozinho ou ao lado de sua Maria, folheando revistas ou lendo jornais. Numa dessas fotos lê um livro parecendo encadernado; noutra, tendo o seu cachorro de estimação entre Maria e ele, posa com uma revista na mão, até mesmo mostrando um retrato de mulher que estava apreciando; e ainda noutra, também feita por Benjamim Abraão, vê-se dois ou três cangaceiros de olhos voltados para alguns escritos.
Além desse rudimentar conhecimento da escrita e da leitura, certamente o Capitão enriquecimento o seu conhecimento com a própria vivência, no trato com os poderosos, com a experiência dos matutos, e principalmente daqueles que procurava quando precisava tomar uma decisão que fosse mais a respeito da realidade exterior do que do cotidiano cangaceiro. Neste último aspecto, era verdadeiro doutor.
Numa besta comparação, e até desnecessária, se poderia dizer que o conhecimento exterior adquirido pelo Capitão aparentava com a de um certo ex-presidente brasileiro. Rude, com pouco estudo, só possuindo exímia habilidade na estratégia de perseguição política, de maquiavelismos e de querer menosprezar os adversários a todo custo. Só que Lampião não vivia nem falando nem fazendo besteira quanto este, pois o comedimento era uma de suas características mais conhecidas.


Desse modo, Lampião não só sabia ler e escrever como foi adquirindo ao longo de sua caminhada um grande cabedal de conhecimentos. Além de ser mestre em tudo que dissesse respeito a sertão, seus labirintos, perigos, armadilhas, também era perito no conhecimento comportamental das pessoas. Conhecia o inimigo só no ouvir dizer; se lançava o olhar sobre um já sentia se o cabra prestava ou era falso; bastava ouvir alguém dizer alguma coisa para ter certeza do quanto de verdade havia ali.
Mas não ficava apenas nesse conhecimento próprio perante o outro, pois apreciava e muito ouvir as pessoas que confiava e gostava. Muitos se tornaram seus verdadeiros amigos e confidentes, aos quais o Capitão fazia confidências sem parcimônia. E um dos que mais gostava de prosear era o fotógrafo sírio-libanês, radicado nas terras agrestinas, Benjamim Abraão, que passou algum tempo acompanhando as andanças do bando e registrando tudo em fotografia.
Após conhecer Lampião em 1926, no Juazeiro do Norte, pelas bandas do Ceará, na casa paroquial onde estava reservado o famoso encontro entre o rei dos cangaceiros e o poderosíssimo Padre Cícero – homem da igreja, da política e do mosquetão -, Benjamim Abraão, então servindo como secretário do religioso, logo se mostrou interessado em imortalizar iconograficamente os passos do bando mais famoso de cangaceiros.
Nesse encontro com o Padre Cícero - ocasião em que Lampião recebeu a patente de Capitão num acordo firmado para combater a Coluna Prestes, e que não vingou porque os outros líderes nordestinos se negaram a apoiar o negociado entre o deputado Floro Bartolomeu e o presidente Artur Bernardes -, ao ser fotografado por Benjamim, e vaidoso como era, Lampião chamou-o num canto e perguntou-lhe se não estava disposto a tirar uns retratos de sua cangaceirada, principalmente dele e Maria Bonita.


Diante da pergunta do Capitão, o fotógrafo, num misto de medo e exultação, conseguiu forças para responder que por enquanto não podia abandonar os serviços que prestava ao religioso, mas assim que fosse possível nem pensaria duas vezes. E assim fez quando do falecimento do coronel milagreiro.
Mas ao chegar e ser cordialmente recebido por Lampião, Benjamim Abraão não ficou apenas incumbido de fazer os registros fotográficos, pois pesquisadores asseveram que o mesmo também servia, muitas vezes, como redator daquilo que lhe era mandado também registrar na escrita. Tudo no papel para não ser esquecido. Assim gostava de fazer o Capitão quando o assunto lhe interessava.


E numa bela tarde de sol sertanejo, enquanto o Capitão passava lenço na testa para afastar o suor encardido, olhou em direção ao fotógrafo que organizava seus equipamentos, mandou que pegasse um caderninho e o acompanhasse até uma pedra mais afastada, lajedo grande de onde se avistava uma paisagem seca e crepitante. E foi a partir desse momento que Lampião começou a registrar no papel aquilo que mais tarde passaria a ser conhecido como o Código de Conduta dos Cangaceiros de Lampião.
“Ninguém do bando deve se espelhar num mal para o mal cometer; ninguém se servirá de uma injustiça cometida para trilhar no caminho injusto. Para se cometer um mal ou uma injustiça, o cangaceiro não seguirá outro exemplo senão aquele que o momento de luta permitir”.
“Qualquer arma que se carregue por cima do corpo não deverá ser usada para amedrontar ou para atirar em qualquer um. O assovio da morte ou da defesa só deve ser dado no momento preciso que o inimigo deseje assoviar o mesmo assovio”.
“Ninguém do sertão é inimigo de cangaceiro; nenhum sertanejo trai a confiança do bando; de lado a outro, o sertão é da mesma família dos que vivem em bando. Por isso mesmo todos devem ser respeitados, defendidos, sempre vistos como família de sangue que corre nas veias”.
“Nem todo som da mata é de bicho, nem todo bicho faz barulho para ser ouvido. No meio da mata não se deve confiar em som algum, muito menos imaginar que um cancão está piando. Qualquer barulho ouvido é bom se preparar para matar passarinho”.
“Que o sono seja pesado para o corpo ficar descansado, mas não tão carregado que não posso ouvir barulho estranho. E ao despertar ligeiro, nem pensar em primeiro olhar para agir, mas buscar proteção já de arma na mão”.
“Quando receber ordem do Capitão, somente ao Capitão deverá obedecer. Quem desconfia no que ouve e procura outra ordem para seguir é porque não é obediente ao comando e precisa dizer a quem deve respeitar”.
“Quem optou seguir pela vida cangaceira deve ter o mato como casa e os companheiros como irmãos. Seus pais são a própria vida, e o seu futuro o destemor. E tudo o que ficou para trás só deve ser olhado de frente, e quando fizer a volta para reencontrar”.
“Com tanto inimigo no encalço, com tanta gente que verdadeiramente deve ser perseguido, jamais um cangaceiro que se honra deverá apontar sua arma ou desferir seu rancor contra um inocente, um desvalido, uma criança ou um idoso. Não se diz que um homem é valente pela maldade que faz, mas pelo mal que evita praticar”.
E por aí vão outras inúmeras lições, regras de conduta e de comportamento cangaceiro. Uns dizem que nada do tal código jamais foi praticado, enquanto outros juram de pé junto que se não fosse o coração justo e bondoso de Lampião o cangaço teria sido uma guerra de um bando contra todo o sertão, indistintamente.


(*)Poeta e cronista
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domingo, 1 de julho de 2012

Projeto para a Praça dos Seresteiros em Mossoró

Por: Oseas Lopes - o cantor Carlos André

Amigo Mendes,

A Praça dos Seresteiros é Cultura Popular, e como a nossa cidade de Mossoró é considerada a capital da cultura popular do Rio Grande do Norte, essa Praça a muito que já era para estar pronta, em homenagem, não somente ao Cocota, mas toda classe artística  de nossa cidade.


  Francisco de Almeida Lopes - o seresteiro Cocota
Foto do acervo do pesquisador do cangaço: Kydelmir Dantas

Ali, também será uma homenagem a toda classe artística, onde pretendemos fazer um pequeno palco, e nas paredes, colocaremos quadros dos grandes do Rádio na época como:

Da esquerda para direita: José Renato, sobrinho de Paulo Gutemberg, Nilo Santos, radialista e Paulo Gutemberg

Paulo Gutemberg, Genildo Miranda e tantos outros. Todos serão lembrados


Genildo Miranda está no centro da foto

No paredão da barragem faremos caricatura de todos os artistas da terra. Ali também serão colocadas algumas mesas, com a seguinte inscrição: "MESA DA FAMA", com nomes de seus artistas que se destacaram no cenário artístico Nacional. (A título de ilustração, nos Estados Unidos da América, existe a calçada da fama).  

Na praça será um dia o encontro de toda classe artística da cidade. Por cima da barragem, teremos que fazer, de acordo com o projeto, uma ponte de madeira, tipo passarela, por cima da barragem, ligando o local onde fica a ARTE DA TERRA" e a "PRAÇA DOS SERESTEIROS." Quem estivesse na Arte da Terra, não precisaria pegar o carro e dar a volta até a Praça, e sim, atravessaria a passarela. Esta passarela teria (e tem) um toque turístico cultural, com o rio cheio, então que seria bonito ficar na passarela bem em cima da barragem. Logicamente, que aos lados da passarela, teremos uma proteção aos lados fechados, para evitar alguma surpresa de algum descuido. 

A Praça dos Seresteiros às sextas feiras, teremos Mossoró ao Luar, com Seresta, e as quartas feira à noite do chorinho com artistas da terra. será incluído também uma lanchonete barzinho, que ainda estou estudando o nome bem popular que se identifique com o local.

Vamos se falando quando surgirem outras lembranças.

Grande abraço.
 
Oseas Lopes (Carlos André)


Tel. 55 (81) 3422.0605 / (81) 9121.4485

Discípulo de Peter Pan -

Três anos sem Michael Jackson


link: Smooth Criminal

Michael Jackson sempre foi brilhante. Falar sobre ele seria demorado, pois a vida artística começou aos 5 anos de idade, o que privou sua infância, daí histórias não faltaram. Taí um fato que não recordaram quando anos mais tarde o nome dele foi envolvido em processos sobre pedofilia. Michael não teve infância, mas sempre foi um menino. Fã de Peter Pan, o garoto que não cresceu da história e que vivia na Terra do Nunca.

Michael sempre se dedicou aos seus fãs. Foi "programado" assim. Desde muito tempo eu particularmente já temia por um fim precoce e trágico do astro. Uso muito pouco essa palavra: Astro. Porque muitos querem ser, mas poucos o são. Quando fui ao cinema assistir ao "This is It", não tive dúvidas que essa é a única forma de definí-lo.

Tirando os excessos que vão desde as muitas plásticas e aos filhos e suas origens mal explicadas, digo que Michael na minha opinião foi mais uma vítima da mídia em forma de máquina que produz dinheiro e não se sacia nunca, pouco se importando com o destino de "seus produtos".

Vai lá, Michael... descança em paz na Terra do Nunca e deixa com a gente a tua música.

Discurso sobre a minha família

"Minha querida família, meus avós maternos morreram, o meu avô Arthur, pai do meu pai, morreu, e fiquei com mais algumas pessoas na minha família.

Mesmo nas diferenças dos rostos sempre temos amor em nossos corações inseparáveis pelas pessoas que adoramos.

Quando imagino, consigo ver meu lugar divertido e um pouco triste, para mim não existe lugar vazio, tenho uma família grande que me ama!"


Autora: Christine Steigleder da Costa - 7 anos e meio


Dica Cultural


Teatro João Caetano. Estava eu lá assistindo o Mágico de Oz que misturou efeitos especiais, de vídeo, audio, canto, música, circo e dança.


Um espetáculo envolvente que mexe nos corações de crianças de todas as idades.


 

Até o Totó, cachorrinho da Dorothy, fez seu show a parte, merecendo destaque ao lado de Mieli (O Mágico), Lucio Mauro Filho (leão medroso) e Maria Clara Gueiros (com seu humor descontraído faz a Bruxa Malvada).


Surprendente também a atuação de Malu Rodrigues (cantora e atriz de apenas 18 anos) que incorporou com perfeição e maturidade a personagem que chega ao Mundo de Oz e faz amigos como o Homem de Lata (Nicola Lama), o Espantalho (Pierri Baitelli) e o Leão Covarde.

Pais, levem seus filhos. Diversão sadia e emocionante. Um investimento.



Parte 3
Dia 08 de Julho.
 Falta pouco.

Enviado por M@rcos Cost@

Praça dos Seresteiros em Mossoró vira ponto de encontro de moradores de rua

Esta é a tal Praça dos Seresteiros de Mossoró. Que coisa, hein!?

Ponto de encontro de artistas mossoroenses décadas atrás, a Praça dos Seresteiros está hoje completamente abandonada. Situada no centro da cidade, às margens do rio Apodi-Mossoró, o local serve atualmente como abrigo para moradores de rua e não recebeu nenhum tipo de apoio do poder público recentemente.

Construída em um espaço estratégico, a praça, que deveria ser mais uma opção de lazer para a população mossoroense, acabou preocupando aqueles que transitam pelo local diariamente. "O abandono gera uma certa insegurança. Quando chega a noite, fica perigoso para quem trabalha próximo à praça e também para os estudantes, já que existe uma escola perto do local", destaca a discente Carla Adriane.


A Praça dos Seresteiros recebeu esse nome em homenagem a Cocota Lopes, artista mossoroense morto na década de 70, irmão dos cantores


Carlos André, João Batista e Hermelinda, que formaram o conhecido "Trio Mossoró", grupo de sucesso na década de 60.




Assassinado em 1961, Cocota estava se preparando para tentar a vida solo, quando foi morto com 38 tesouradas, em Mossoró.
Passado algum tempo após a tragédia, a Praça dos Seresteiros foi construída e lá eram realizados encontros entre cantores da cidade. O local também ganhou homenagem em um dos trabalhos do Trio Mossoró, através da música "Praça dos Seresteiros", escrita em homenagem a Cocota Lopes.  

Sedetema diz que reforma do logradouro deverá ser feita em 2012

A Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedetema) anunciou, através de seu titular, Alexandre Lopes, que já existem levantamentos em execução para a reforma da praça, que deverá ser iniciada e concluída em 2012.

"Até o final do ano, esses levantamentos devem ser finalizados. Estamos com dificuldade para realizar esse trabalho, pois atualmente a secretaria só dispõe de um topógrafo, profissional responsável por essa atividade, e que está sobrecarregado", explica Alexandre Lopes.

De acordo com o secretário, como o espaço ocupado pela praça é pequeno, a reconstrução deve ocorrer rapidamente. "O local é pequeno. Quando os levantamentos forem concluídos, nossa equipe vai elaborar o projeto, depois será iniciado o processo de licitação, e na sequência as obras, que devem estar prontas já em 2012", enfatiza o representante do Poder Executivo municipal.

ADENDO

O ano de 2012 já está caminhando para o fim, e nada foi feito ainda em prol da Praça dos Seresteiros.

Por que não contrataram um topógrafo profissional para este fim? Não é preciso ser concursado, basta contratá-lo, terminou a obra, adeus e mais nada! O mais certo é porque não querem reformar a Praça dos Seresteiros.

Blog do Mendes e Mendes


Para quem não viu!

O Cangaço - Grande Debate

 Severo, Ângelo Osmiro, Aderbal Nogueira e Ricardo Albuquerque.

Por ser contada quase sempre pelos vencedores, a história do Brasil costuma menosprezar seus heróis populares. No caso do cangaço, no entanto, a coisa foi um pouco diferente... Lampião, ícone do movimento dos cangaceiros, soube tirar proveito de uma das mais importantes invenções do início do século passado, para tirar o cangaço do sertão profundo e levá-lo ao conhecimento da população das grandes cidades.

Foi através da fotografia, dos registros fotográficos, que o cangaço ganhou as páginas dos jornais e excitou a imaginação popular. Fez de Lampião herói nacional e inimigo público número um do estado. Estado, que também soube usar o poder da imagem quando não hesitou em divulgar as imagens das cabeças decepadas de lampião e seu bando... Imagens que chocaram o mundo. Tudo isso, e muito mais, está registrado numa das mais importantes publicações brasileiras sobre o cangaço que está sendo entregue esta semana ao público brasileiro e é o tema do Grande Debate! Apresentação e moderação do jornalista Ruy Lima.

Debate! Apresentação e moderação do jornalista Ruy Lima.



 






Parecer do Coroné Severo

Na última quarta-feira 20/06 tivemos a grata oportunidade de participar ao lado dos confrades de GECC-Cariri Cangaço; Ângelo Osmiro, Ricardo Albuquerque e Aderbal Nogueira; do Programa Grande Debate, veiculado pela TV O Povo e que tem como âncora o jornalista Ruy Lima. O debate teve como ponto principal o livro "Iconografia do Cangaço", orgnizado por Ricardo Albuquerque e que traz um conjunto de imagens da época em que o fenômeno do cangaço imperava pelos sertões nordestinos.

Por mais de uma hora foi possível discorrer sobre vários aspectos ligados a esta mesma iconografia, quando nos detemos por exemplo, sobre a percepção que Lampião possuia "de sua própria imagem" e o quanto o rei do cangaço acabou utilizando-se da mesma, quando compreendeu o magnetismo que exercia sobre a população do sertão; outros aspectos foram abordados, como a presença das mulheres a partir de Maria Bonita, seu papel dentro do bando, o amor, a paixão, a vaidade, enfim.

Ricardo Albuquerque, o responsável pelo "Iconografia do Cangaço" , nos apresentou todo o cenário que antescedeu a grande saga do mascate Benjamin Abrahão em busca da fama por ser o primeiro a filmar o bando de Virgulino; a presença de avô de Ricardo, Ademar Albuquerque como grande financiador e incentivador da empreitada e todo o rosário durante mais de 15 anos, pelo qual foi submetido o espetacular material colhido pelo secrerário do Padre Cícero.

Ainda com a qualificada participação dos confrades Ângelo Osmiro e Aderbal Nogueira, foi possível discutir sobre as muitas imagens contidas no
obra organizada por Ricardo Albuquerque que ainda traz um DVD com os 15 preciosos minutos do que restou das filmagens originais de Abrahão com o bando de Lampião; 4 desses minutos, totalmente inéditos.

A noite foi extremamente agradável, não só pela atmosfera do Programa e talento do grande apresentador Ruy Lima, mas e principalmente pelo oportunidade de levar mais uma vez ao grande público telespectador, um pouco dessa intrigante e sensacional história do cangaço no nordeste. O Grande Debate é veiculado na Tv O Povo de Fortaleza e será reprisado durante a semana em curso.

Manoel Severo
Sócio da SBEC, Diretor do GECC
Curador do Cariri Cangaço

O Grande Debate você assiste ao vivo de segunda a sexta às 19h na TV O POVO/Fortaleza (Canal 48 | Net 23 | TV Show 11 ou pelo
Site


Pesquei na: TVOPovo/YouTube
E eu pesquei na barragem do Kiko Monteiro



LAMPIÃO E O FOGO DA MARANDUBA

Por: Archimedes Marques

O ferrenho combate denominado “Fogo da Maranduba”, ocorreu no dia 9 de janeiro de 1932, na Fazenda Maranduba, município de Poço Redondo, aqui no nosso querido Estado de Sergipe, cujo intenso e sangrento tiroteio é considerado um dos três maiores enfrentamentos entre cangaceiros e policiais volantes na história do cangaço. Dizem os pesquisadores e historiadores que esse combate só é comparado à sangrenta batalha de Serra Grande, em Pernambuco e ao não menos cruento embate de Serrote Preto, nas Alagoas. As baixas em Maranduba foram muitas e das polícias volantes comandadas pelos audazes combatentes perseguidores Tenente Manuel Neto e  Capitão Liberato, contabilizaram-se oito mortos e diversos feridos, enquanto que, por parte dos perseguidos cangaceiros somente três mortos e um ferido.

Sem sombra de dúvida, os três combates acima citados se notabilizaram por seus aspectos grandiosos e pela engenhosidade de um líder inconteste, o famigerado estrategista Lampião. O famoso bandoleiro à frente de seus cangaceiros, sempre em inferioridade numérica viria a alcançar essas três vitórias fragorosas, imprimindo vergonha às hostes governamentais, provando assim que as Forças policiais volantes agiam mais com a emoção transpondo a própria razão, que na verdade não passavam de atrapalhados soldados de guerra e apesar das diversas batalhas desenvolvidas com os cangaceiros em aproximadamente vinte anos de atuação, nunca conseguiram atingir os seus objetivos, a não ser em 28 de julho de 1938, mesmo assim por conta da traição do coiteiro Pedro de Cândido – torturado ou não – que levou o então Tenente João Bezerra da Força policial alagoana até a grota do Angico, em Sergipe, massacrando o bando de surpresa em uma madrugada e pondo fim à carreira criminosa do maior dos cangaceiros das terras nordestinas.

Adentrando na questão dos personagens policiais militares que participaram do “Fogo da Maranduba”, bem verdade é que o Tenente Zé Rufino da Força policial baiana, o “grande caçador de cangaceiros”, se fez presente nessa refrega, mas não em comando e sim comandado pelo Capitão do Exército Brasileiro, Liberato de Carvalho. Das baixas fatais da Força pública, quatro pertenciam à tropa do Capitão Liberato de Carvalho, da Bahia, e quatro da tropa do bravo nazareno Tenente Manoel Neto, de Pernambuco. Do pelotão sob o comando do Capitão Liberato de Carvalho sucumbiram Elias Marques, João de Anízia, Pedrinho de Paripiranga e Manoel Ventura. De Nazaré, ou seja, dos nazarenos comandados por Manoel Neto, morreram no combate Hercílio de Souza Nogueira e seu irmão Adalgiso de Souza Nogueira, João Cavalcanti de Albuquerque e Antônio Benedito da Silva.

Da batalha que teve início por volta do meio dia e se estendeu até o por do sol, consta que ali estavam os cangaceiros se preparando para comer, para depois nas pias existentes, ou seja, nas águas empoçadas entre as pedras, abastecerem os seus cantis e seguirem sertão adentro nas suas tristes sinas de crimes de todos os tipos e eterna fuga. Naquele dia, pensando surpreender o bando, os policiais volantes no escaldante sol, se aproximaram pela caatinga da Fazenda Maranduba, mas terminaram cometendo os mesmos erros de combates anteriores. Contando como vitória certa os policiais subestimaram os adversários, principalmente por se encontrarem em supremacia numérica de homens que era de aproximadamente três vezes mais acabaram envolvidos por várias linhas de tiros engenhosamente armadas por Lampião e seus comandados.

Desse sangrento combate, em rápida análise, qualquer um pode imaginar, que a despeito das batalhas de Serra Grande e Serrote Preto, mais uma vez, os comandantes das Forças policiais presentes em Maranduba, acreditaram que a superioridade que detinham em homens e armas seria um fator de desequilíbrio no embate, dando provas de que a inteligência que deveria haver inerente aos verdadeiros líderes sempre ficou abaixo dos arroubos das suas valentias. A raiva, a fúria e a arrogância foram confrontadas com o sangue-frio, a paciência e a inteligência de Lampião.


Assim, cautelosamente Lampião, como grande estrategista de guerrilhas que era, postou seus homens entrincheirados em sete Umbuzeiros ali existentes, de modo que os soldados ao entrarem arrojadamente no campo de fogo, ficaram cercados, encurralados, ou seja, em fogo cruzado, feito baratas tontas, alvos fáceis dos cangaceiros.

Ressalta-se que nesta batalha, para a importância na história das lutas sociais do Nordeste, outro ponto há de ser ressaltado, ou seja, referente à participação efetiva dos aguerridos e temíveis nazarenos, os homens de Nazaré, uma Força policial pernambucana dedicada em tempo integral na  caça a Lampião e seu bando, corajosos policiais lendários dos sertões nordestinos, famosos pela persistência de não desistirem nunca do seu objetivo, destemidos cabras-machos que andaram nos rastros dos cangaceiros por cerca de vinte anos.

Em recente visita ao cenário da batalha notei que pouco se conservou. A casa sede da Fazenda Maranduba toda ruiu, a vegetação típica da caatinga da época virou uma grande roça de palma para alimentar o gado, poucas pedras, as pias secas, apenas três dos enigmáticos Umbuzeiros ainda persistem em viver, além da Cruz que marca o local do sepultamento dos policiais, testemunham contra o tempo, aquela que foi uma das mais significativas vitórias de Virgulino Lampião.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br


Considerações sobre o Mata Sete

Por: Romero Cardoso

Buscar a verdade, elucidando os fatos como realmente aconteceram, deve permear as práticas de todo escritor. A história em seu julgamento inexorável não trata com condescendência àqueles que lançam aberrações contra personagens e fatos. Recebi livro de autoria do distinto historiador Dr. Archimedes Marques, por título “Lampião contra o mata sete”,  o qual li de forma interessada e bastante compenetrado, em razão da estima que tenho pelo tema.

Trata-se de importante contribuição à elucidação de complexa detratação contra a figura de Lampião e outros cangaceiros do bando, efetivada pelo magistrado aposentado Dr. Pedro Moraes em livro por título “Lampião, o mata sete”. Chamou a atenção a perspicácia do Dr. Archimedes Marques em fomentar através de impecável pes quisa acontestação às inverdades difundidas em livro, as quais vão de acusação de homossexualismo a adultério no cangaço comandado por Lampião.

Kydelmir Dantas, Múcio Procópio, Manoel Severo, Romero Cardoso e Antonio Vilela

Dr. Archimedes Marques mostra as contradições contidas no livro do magistrado sergipano através de reflexões e ponderações bastante seguras, asseveradas em consultas conscientes em obras e artigos que enfocaram o cangaço em diversos momentos. A imparcialidade deve mover a roda da história, pois a produção do conhecimento deve ser norteada através de compromisso efetivo com as bases da luta em prol da veracidade dos fatos e não enfatizada em proselitismo alicerçado em interesses diversos, os quais não poupam da mácula àqueles que não mais podem se defender de acusações pesadas sobre suas condutas quando vivos.

Tomando para si a responsabilidade de colocar nos eixos o que estava sendo invertido, Dr. Archimedes Marques torna-se defensor de um mito das caatingas do semiárido brasileiro, pois não obstante o comportamento violento, vale ressaltar os refrães de um clássico da cultura popular que enfatizou a figura de Virgulino Ferreira conforme segue: “Era brabo, era malvado, o Virgulino Lampião, mas era por que negar, nas fibras do coração o mais perfeito retrato das caatingas do sertão”.

José Romero Araújo Cardoso, geógrafo, professor-adjunto da UERN.

NOTA CARIRI CANGAÇO: Para adquirir a
Obra do confrade Archimedes Marques, entrar em contato através do email do autor: archimedes-marques@bol.com.br

cariricangaco.blogspot.com

O deleite de Volta Seca


O Pasquim encosta na parede O "Jésse James" do nordeste.


Clique no link abaixo para você ler a entrevista que o cangaceiro Volta Seca cedeu ao Jornal "O Pasquim", no ano de 1973.

Vale a pena ler.