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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Filho de Corisco visita a Fazenda Beleza no município de Pão de Açúcar

Por: Clerisvaldo B. Chagas
Sílvio Bulhões e Clerisvaldo Chagas 
 
Matéria postada em Abril de 2012 no portal Maltanet

No sábado passado fomos visitar o nosso amigo Silvio Bulhões, o filho de Corisco e um dos apresentadores do nosso livro “Lampião em Alagoas”. Foi aquele papo gostoso que o Silvio sempre nos proporciona. Conversar com o ex-professor de Matemática, ex-funcionário do antigo DNER e economista Silvio Bulhões, é privilégio de poucos. O homem viera de Maceió para conhecer o lugar onde havia nascido em época chuvosa e de tiroteio entre o bando de Corisco e a polícia. Convidado que fui pelo professor Marcello Fausto e confirmado por Silvio, seguimos com os familiares de Bulhões ao lugar do seu nascimento, no dia seguinte. 

Ontem saímos em caravana até o povoado Piau, onde o deputado Inácio Loiola nos aguardava. Grande pesquisador do cangaço e conhecedor profundo da história do baixo São Francisco seria Inácio quem nos conduziria ao destino procurado pelo Silvio. Fiquei logo impressionado com o povoado Piau, distrito de Piranhas, pelo seu extraordinário crescimento que parece uma cidade, limpa e bonita. Como fazia anos que não viajava para a região fui ficando deslumbrado com a beleza dos lugares, que se implantam num belo raso de caatinga onde estão, além do Piau, os povoados Candunda e Caboclo, tudo palco de andanças e aventuras de Lampião e sua gente.

Inácio, Bulhões e comitiva em Piau, Piranhas-AL

Logo a caravana ganhou mais adeptos e seguimos rumo à “fazenda Beleza”, guiados por Inácio Loiola. Situada num alto com visão panorâmica, a fazenda Beleza está situada em um tipo de terreno semelhante a outros lugares de proximidades do rio São Francisco como Petrolina e Delmiro Gouveia, por exemplo. Vegetação com amplo domínio de catingueiras pequenas em terreno tipo piçarra, semeado de pedregulhos. Foi ali na fazenda Beleza onde Dadá deu à luz ao filho Silvio Bulhões. A fazenda na época pertencia ao senhor João Machado e está situada no município de Pão de Açúcar. A casa do proprietário João Machado não mais existia, mas conservava uma antiga tamarineira e várias árvores frondosas, onde o bando se arranchava e passava semanas descansando, dançando e fazendo farras. A fazenda Beleza fora dividida e os novos donos se emocionaram com a presença do filho de Corisco. Infelizmente o Sol estava muito alto para seguirmos a pé até o lugar exato onde Silvio nascera, apontado pelo senhor Benedito, o novo dono, como a “Pia de Corisco”.

 
Fazenda Beleza

Pia é um lugar onde um lageiro acumula água da chuva ou água de minação no terreno vizinho. Aqui na minha região de Santana do Ipanema, ninguém chama pia, mas sim caldeirão, pedra d’água, caldeirão de pedra. Após muita conversa entre Silvio e o casal proprietário da fazenda Beleza, permeada de histórias de Corisco, Lampião e volantes, despedimo-nos e descemos rumo a Piranhas. Ali perto ficava a célebre “fazenda Emendadas”, ponto de encontro entre Lampião e o tenente Bezerra, mas não houve tempo de visitá-la.

CORISCO, O FILHO E PIRANHAS

Estrada boa, agradável e bem sinalizada, deixava o passeio mais seguro. Logo chegamos ao entroncamento de Olho d’Água do Casado, mas não entramos na cidade. Deixamos à direita, que leva a Delmiro Gouveia, entramos à esquerda em busca de Piranhas. Vi de longe o bairro Xingó, passamos pelo novo bairro de Piranhas, localizado na chã, bonito e cheio de belos prédios e, descemos a escarpa do desfiladeiro avistando a cidade encantada se banhando no azul paradisíaco do Velho Chico.  O nosso anfitrião Inácio Loiola, foi indicando para visitas a casa da cultura e o museu do lugar. De palestra em palestra, de informações a informações, íamos apontando os lugares que faziam parte da história da cidade e dos episódios cangaceiros. Piranhas estava cada vez mais ornada e atraía turistas de vários municípios, como outrora atraiu, cativou e amarrou o célebre Altemar Dutra em suas ruas enluaradas.  Em breve o trenzinho estará matando saudades dos tempos áureos de Piranhas, levando e trazendo turistas numa extensão de 12 quilômetros, margeando o filé da Natureza.

Sílvio Bulhões

Por fim, foi marcada uma segunda viagem entre Silvio Bulhões e Inácio Loiola, para a cidade de Gararu (Sergipe), onde está localizado importante documento que interessa a Bulhões. Dando a boa nova sobre a recuperação do escritor do cangaço, Alcino, Inácio convida o Silvio para a terceira viagem a serra da Jurema, município de Água Branca (Al) local de nascimento de Corisco. Negócio fechado. Foi, então, que fomos conduzidos para um restaurante no cimo do despenhadeiro, onde a famigerada peixada se fez presente. Dali do alto é que o indivíduo tem melhor ideia do que seja o paraíso.


A comitiva era composta pela estrela Silvio Bulhões, sua esposa dona Lourdes e familiares: Sérgia, Cristino, Karine e Zé Luiz; diretora de Cultura de Santana do Ipanema, Vera Malta; pesquisador e professor Marcello Fausto; escritor Clerisvaldo B. Chagas; deputado e pesquisador Inácio Loiola e seus três amigos também da região. Voltando satisfeito Silvio Bulhões, a comitiva vai pensando nos banhos de Gararu. 

Clerisvaldo B. Chagas 
Santana do Ipanema - AL
Fonte: http://www.maltanet.com.br

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O Brasil se encontra no Cariri Cangaço 2013 !

Pawlo Cidade ao lado de Manoel Severo

Meu amigo Severo, que boas notícias! Gostaria de poder participar este ano. Conte comigo no que for possível para que este evento seja mais uma vez coroado de sucesso.Um abração,

Pawlo Cidade
Feira de Santana - BA

 
Manoel Severo, Paulo Moura, Múcio Procópio, Geraldo Maia e Kydelmir Dantas

Caro companheiro Severo,
Transmitirei as boas novas para os estudiosos do tema em Mossoró. Eu e minha família retribuímos os votos de felicidade, muito sucesso e realizações. Um grande abraço da terra de Santa Luzia do Mossoró

Geraldo Maia
Mossoró - RN

Narciso Dias

Recebido o comunicado amigo Severo e sem dúvida alguma o Cariri Cangaço 2013 será mais um evento esplendoroso o quanto foram as edições anteriores.Grande abraço Presidente!!!

Narciso Dias
Presidente do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
João Pessoa - PB

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GECC Convida !


Nesta terça, logo mais às 19 horas no
Restaurante Chopp Grill, na Rua Nunes Valente com Júlio Siqueira, no bairro Dionísio Torres em Fortaleza, reunião ordinária mensal do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará.

Na pauta: O Cariri Cangaço 2013
Você é nosso convidado.

Ângelo Osmiro
Presidente

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Aurora: Misto de Tradição e História no Cariri Cangaço 2013.

Por: Redação
Casarão do Coronel Xavier em Aurora

O histórico casarão do Coronel Francisco Xavier de Sousa, dito como o fundador de Aurora;  comunidades remanescentes de quilombolas do sítio Grossos, as tradicionais Botijas dos sítios Alves e Grossos, as Minas do Coxá e a Guerra do Taveira, o Casarão do padre Cícero no sítio Maracajá, o mito da menina Cotinha que  obrava milagres na referida comunidade e ainda a história da mártir Francisca - a santa popular de Aurora; o rio Salgado, a prisão de Frei Caneca no sítio Juiz, a morte do filho de Bárbara de Alencar na serra da Várzea Grande no Cachimbo, além da  relação de amizade de Lampião com o coronel Isaías Arruda ante a trama na fazenda Ipueiras para a invasão de Mossoró em 1927. Sejam bem vindos a Aurora, no Cariri Cearense, anfitriã de luxo do Cariri Cangaço 2013!

Show de abertura do Cariri Cangaço 2011 em Aurora

Pesquisador José Cícero e o Cariri Cangaço nas terras da fazenda Ipueira de Isaías Arruda e Zé Cardoso.


Cel. Isaías Arruda

Conheça um pouco mais de um dos episódios mais marcantes da Aurora histórica: O Fogo do Taveira... Por Amarílio Gonçalves Tavares.


Em dezembro de 1908, observou-se movimentação de jagunços na faixa Taveira Coxá, em vista do trabalho de demarcação coordenado por Dr. Floro Bartolomeu. Por esse tempo, correram rumores de que os homens reunidos no Taveira preparavam-se para atacar Aurora. Em represália à ofensa causada a Joaquim dos Santos. Manuel Gonçalves chamou Róseo Torquato e lhe disse: Antes que eles venham almoçar aqui, vamos tomar o café lá. O número de capangas a serviço de Totonho Leite era insignificante. Sem um número de guarda-costas com os quais pudesse enfrentar um inimigo que se sabia ser extraordinariamente forte, Teixeira Netto pediu e conseguiu do presidente Nogueira Acioli a vinda dos destacamentos policias de Iguatu e Lavras, num total de 60 praças sob comando do tenente Florêncio. A pretensão do cel. Totonho era capturar os homens que haviam espancado seu correligionário Gonçalves Pescoço e que se achavam refugiados no Taveira, em casa do Cap. José dos Santos.

D. Marica Macedo – peça chave do episódio – foi avisada pela filha Joaninha de que a sua propriedade Tipi seria atacada. A fim de pedir apoio ao Cel. Antônio de Santana e a João Raimundo de Macedo (Joça do Brejão), seus parentes, D. Marica retirou-se com a família, a cavalo, para Missão Velha, indo pernoitar no Taveira, exatamente de 16 para 17 de dezembro de 1908.

Quando a força policial chegou no Taveira, na madrugada de 17 de dezembro, foi recebida a bala. Houve um tiroteio que durou das três horas da manhã até uma da tarde. Quando começou o tiroteio, todo mudo cuidou de correr para dentro de casa. José Antônio, de 14 anos, filho de d. Marica, lembrou-se do cavalo que estava amarrado num pé de juá, e correu para soltá-lo. Não deu tempo; e o rapaz, estando do lado de fora, foi mortalmente atingido por uma bala. Conquanto o número dos que estavam no Taveira fosse inferior ao dos atacantes, ali havia farta munição. A diligência que saíra de Aurora tinha setenta e dois homens, mas pouca munição, que logo se esgotou. Avisado do conflito, Zé Inácio partiu para o Taveira, conduzindo cerca de 50 cangaceiros. Lá chegando, às duas da tarde, já os atacantes haviam batido em retirada.

A morte do filho, naquelas circunstâncias, desencadeou a fúria de D. Marica Macedo, que, incontinente, foi se valer de Dr. Floro, que se encontrava nas imediações. Dr. Floro foi com D. Marica até a presença de Domingos Furtado, e este, sob as alegações de Floro, redigiu um telegrama, para o presidente Nogueira Acioli, pedindo a retirada da tropa estacionada em Aurora. No referido telegrama, que foi assinado por Domingos Furtado, José Inácio e Antônio Joaquim de Santana, os signatários exigiam, uma vez que o seu propósito era destruir a sede do município. Imediatamente, - na mais evidente demonstração de pusilanimidade, Nogueira Acioli – apelido de Babaquara, ordenou a saída do contingente policial.

Extraído do livro: Aurora – História e Folclore, de autoria do escritor aurorense Amarílio Gonçalves Tavares -Fonte - Site oficial do município de Aurora: www.aurora.ce.gov.br

Tudo isso e muito mais; 
Aurora por inteiro no Cariri Cangaço 2013.

Cariri Cangaço - Redação

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Waldemar Junior, Salgueiro e o Cariri Cangaço 2013 !

Matriz de Salgueiro, terra de Veremundo Soares...

Prezado Manoel Severo um Ano novo repleto de realizações para você e toda a equipe que realiza ano a ano com sucesso, o Cariri Cangaço; evento impar no nosso querido Nordeste. Torço que este ano tenhamos um tempo especial para conhecer e participar desse glorioso evento que honra aos historiadores do Brasil.

Saudações.
Waldemar Júnior
Salgueiro-PE

Waldemar Junior é autor de "O Coronelismo em Salgueiro" , fruto de sua tese de Mestrado em História, quando o autor analisa a trajetória política do Cel. Veremundo Soares, da cidade de Salgueiro em Pernambuco.

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Semana dedicada ao escritor Alcino Alves Costa - Tributo a um amigo1

Por Sabino Bassetti.

Hoje acordei pensando no Cariri Cangaço. Lembrei-me de você, Severo; do Ivanildo, João, Bonesi, Carlos, Kiko, Osmiro, Voldi, Juliana, Leandro e tantos outros amigos que com certeza vamos nos encontrar no mês de setembro. 


Aí, me lembrei do nosso inesquecível Alcino, sem querer, comecei a lembrar das andanças que por várias vezes fizemos por toda região de Paulo Afonso, Poço Redondo, Piranhas e redondezas. Quando dei conta que nesse ano não iremos encontrar o velho caboclão, senti um aperto no peito, e uma lágrima teimosa rolou pelo meu rosto. É muito triste  lembrar-se de um amigo tão querido, e saber que não vamos mais encontra-lo. O conforto que nos resta, é saber que quando o Cariri Cangaço estiver acontecendo, certamente o velho Alcino vai estar por ali com aquele seu sorriso franco e sincero. Nessa hora, todos os presentes irão lembrar que por pouco que seja, aprenderam alguma coisa sobre cangaço com o nosso grande Alcino. 

Abraço a todos.

Sabino Bassetti
Pesquisador e Escritor

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“Lampeão, sua história”: Objetivos da primeira biografia erudita do “rei do cangaço”

Por: José Romero Cardoso(*)

Publicado no ano de 1926, pela Imprensa Oficial do Estado da Parahyba, o livro “Lampeão, sua história”, de autoria do jornalista Érico de Almeida, é a primeira biografia erudita do “rei do cangaço”.
          
Almeida militou anos a fio no Jornal paraibano “O Norte”. Quando da ênfase às inovadoras políticas públicas encabeçadas pelo governo Epitácio Pessoa na presidência da República (1919-1921), engajou-se como funcionário do Ministério da Agricultura, lotado no Escritório deste órgão em Princesa (PB), cujo objetivo principal consistia em combater a lagarta rosada, a qual era sério problema para a cultura algodoeira, principal produto da pauta de exportações do Estado da Paraíba na época.
          
Quando do término do triênio Epitacista, houve total desestímulo dos esforços, empreendidos por parte do sucessor, o mineiro Arthur Bernardes, que escandalizado com a onda de corrupção que marcou o período anterior desestruturou as obras de açudagem e outros projetos importantes, incluindo a campanha contra as pragas que atingiam os algodoais.
          
Com o fechamento dos Escritórios do Ministério da Agricultura espalhados pelo Estado da Paraíba, inclusive o posto estabelecido em Princesa, Érico de Almeida ficou desempregado, como muitos outros, tendo gerado a sensibilidade do “Coronel” José Pereira Lima, que resolveu unir o útil ao agradável, talvez levando em conta o consórcio do jornalista com mulher da localidade, da família Duarte, de nome Rosa.
          
Devido ao ataque cangaceiro a Sousa (PB), pois antes Lampião desfrutava de proteção integral na região, graças ao acordo firmado com o “Coronel” Marçal Florentino Diniz e seu filho Marcolino, Zé Pereira se viu na contingência de desviar a atenção dos fatos através da ênfase à literatura voltada para a negação do óbvio.
          
O ofício de jornalista auxiliou bastante Érico de Almeida quando foi contratado para escrever o que seria a primeira biografia erudita de Lampião, pois o costume de anotar tudo quando do exercício de suas funções como funcionário do Ministério da Agricultura foi de fundamental importância para a elaboração de sua obra.
          
Os objetivos do livro são claros, pois negar a melindrosa relação de coiterismo que existia há tempos imemoriais na região de Princesa não era tarefa fácil. Lampião, sentindo-se traído, passou a berrar aos quatro cantos as facilidades e as serventias de sua “profissão” aos que estavam lhe perseguindo tenazmente devido à forma como se efetivou o ataque cangaceiro à cidade de Sousa.
          
No livro “Lampeão, sua história” há a defesa que as perseguições aos cangaceiros datavam de antes do “rei do cangaço” decidir enviar seus homens para levar avante a vingança pretendida por humilde bodegueiro da localidade de Nazarezinho (PB), então distrito de Sousa, contra importante oligarca local de nome Otávio Mariz.
          
Episódios conhecidos da história do cangaço, como a morte de Meia-Noite nos grotões ermos do saco dos Caçulas, foram deturpados propositalmente a fim de eximir de culpas importantes personagens que fizeram a história do movimento, como Manuel Lopes Diniz, conhecido por Ronco grosso, homem da inteira confiança dos “Coronéis” José Pereira Lima, Marçal Florentino Diniz e de Marcolino.
          
O livro de Érico de Almeida não cita que Lampião passou meses sendo cuidado nos Patos de Irerê por dois médicos, depois que foi ferido gravemente no tornozelo pelos disparos feitos pelos volantes comandados pelo Major Teófanes Ferraz Torres, da força pública pernambucana.
          
João Suassuna, presidente paraibano na época, é elevado à categoria de verdadeiro santo protetor, exponencializando consideravelmente a campanha deflagrada pelo gestor paraibano contra os cangaceiros.  A forma como Érico de Almeida trata Suassuna em seu livro levou literatos de peso a afirmarem categoricamente que se tratava de um pseudônimo utilizado pelo presidente paraibano para se autopromover.
          
Elpídio de Almeida afirmou que era Suassuna o real autor do livro, enquanto Mário de Andrade, sutilmente, em “O Baile das Quatro Artes”, enfatizou que havia comentários de que realmente era Suassuna o autor da primeira biografia erudita de Lampião.
          
Em contato com pessoas que conheceram o jornalista, quando de sua estadia em Princesa, a exemplo dos senhores Zacarias Sitônio, sua esposa Hermosa Goes Sitônio e Belarmino Medeiros, todos residentes em João Pessoa (PB) na época do resgate do livro de Érico de Almeida, encontramos provas suficientes sobre a real existência do autor, como a certidão de casamento e fotografia em que aparece discretamente o jornalista.
          
Entrevistado em Limoeiro do Norte (CE), quando da fuga alucinada depois da tentativa de ataque a Mossoró (RN), no ano seguinte à publicação do livro de Érico de Almeida, Lampião destilou ódio contra o “Coronel “José Pereira Lima, chamando-o de falso e mentiroso, pois havia se beneficiado com todos os favores de sua “profissão” e depois o havia traído.
          
Após a revolução de trinta, o livro de Érico de Almeida foi sendo gradativamente esquecido, colocado entre os malditos, fruto de uma estrutura carcomida que precisava ser apagada em prol da edificação de uma nova ordem econômica, política e social.
          
Com o apoio indispensável do senhor Zacarias Sitônio,que apresentou-nos o livro raro escrito pelo jornalista Érico de Almeida,  conseguimos resgatá-lo, no ano de 1996, após matéria publicada no jornal paraibano “Correio da Paraíba”, datado do dia 12 de agosto de 1995, sendo reeditado, setenta anos depois, pela editora universitária da UFPB, que se responsabilizou pela terceira edição em 1998.
          
Não obstante os profundos vínculos com as estruturas de poder dominantes na República Velha, era imprescindível que o livro “Lampeão, sua história” saísse do ostracismo ao qual foi relegado pelos novos mandatários que assumiram o poder com a vitória dos revolucionários em outubro de 1930, pois cessando os exageros existem informações preciosas sobre o ciclo épico do cangaço e sua época que não podem ficar ocultas dos historiadores e dos que apreciam as velhas coisas sobre o semiárido do nordeste brasileiro.

(*) José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo (UFPB). Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Central, Mossoró/RN. Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UERN).

Enviado pelo autor

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Semana dedicada ao escritor Alcino Alves Costa

Por: Aderbal Nogueira


Amigos:

Ao longo do tempo conheci várias pessoas nessa andança em busca das histórias do cangaço.  Através de Paulo Gastão cheguei à figura de Alcino Alves, em 1997. Unanimidade não existe, mas Alcino se aproxima dela. Pessoa que cativa a todos que tiveram e tem o prazer de conhecê-lo.

Escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa

Nesse último 28 de julho de 2012 estivemos mais uma vez na grota de Angico para prestar homenagem às 12 pessoas que lá tombaram em combate. Nessa mesma ocasião fizemos uma visita a Alcino, que se encontrava adoentado, para prestar-lhe uma justa homenagem a tão brilhante serviço em prol da historiografia do seu sertão natal e, em especial, à história do cangaço.



Esse modesto clip é o reconhecimento a essa pessoa que muito me orgulhou de chamá-lo de AMIGO.


Aderbal Nogueira


Abraço a todos
Ivanildo Alves Silveira
Colecionador do cangaço
Membro da SBEC
Membro do Cariri Cangaço
Natal/Rn

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?tid=5774736103937986748&cmm=624939&hl=pt-BR

...Ficar na Memória do Verdadeiro Nordestino

Por: Archimedes Marques
Archimedes Marques e Manoel Severo

Amigo Manoel Severo, dentre as muitas tristezas que tive no final de ano passado, em especial as perdas do nosso querido e inesquecível amigo Alcino Alves Costa em 01/11/2012 e da minha estimada mãezinha Maria Isabel Melo Marques em 18/12/2012, recebo agora com imensa alegria a noticia da efetiva realização do CARIRI CANGAÇO 2013, que absoluta certeza tenho, além de um evento grandioso, será dos melhores de todos os tempos. Assim, dentro desse contexto, o amigo pode contar com a nossa presença, além de contar também conosco para qualquer tipo de ajuda que for possível.

O sucesso do CARIRI CANGAÇO 2013 será também o sucesso dos seus organizadores e de todos os presentes, que aliás forma uma grande familia, uma familia composta de pessoas comprometidas com a verdade, com o resgate da verdadeira história do cangaço, esse tema tão empolgante quanto intrigante e misterioso que não pode e não deve se perder no tempo, muito pelo contrário, precisa mais e mais ficar na nossa memória, na memória do verdadeiro nordestino.

Saúde, Paz e Prosperidade!
Archimedes Marques
Aracaju-SE

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O Paraíso dos Mossoroenses III - 02 de Fevereiro de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

O mais antigo registro que existe sobre a Praia de Tibau data de dezembro de 1810 e foi feito pelo inglês Henry Koster no seu livro “Travels in Brazil”, que foi publicado em Londres em 1916. Esse livro foi traduzido para o português pelo historiador Luís da Câmara Cascudo em 1942, com o título “Viagens ao Nordeste do Brasil”. 
               
Henry Koster era um inglês nascido em Portugal que vivia, desde dezembro de 1809, em Pernambuco. Tuberculoso, fugiu do inverno europeu e veio a se instalar em Itamaracá, onde possuía um engenho. Lá ele era conhecido por Henrique da Costa. 
               
Em 1810 Koster realizou uma jornada fabulosa, de Recife a Fortaleza, ida e volta, a cavalo, varando o interior, olhando tudo e tudo registrando com clareza e verdade. É o primeiro e melhor depoimento sociológico e etnográfico da região. Diz Koster em seu registro: “A volta do meio dia, passamos perto de uma choupana onde residia o vaqueiro de uma fazenda e imediatamente deparamos o monte de areia, chamado Tibau, junto do qual se vê o mar”. E mais adiante: “Paramos para descansar ao meio dia numa pobre choça, erguida no alto da duna pelos moradores da fazenda e servindo para preparar o pescado. Tinham-na construído bem no cima, por estar completamente exposta ao vento. A descida para o mar era rápida, mas não perigosa, e a frouxidão do areial prevenia contra qualquer possibilidade do cavalo escorregar e rolar até em baixo”. 
               
Mas o que significa o vocábulo Tibau? Luís da Câmara Cascudo, na tradução do “Viagens ao Nordeste do Brasil” recorda Teodoro Sampaio, o autor do “Tupi da Geografia Nacional” TIBAU, TIPÃO – Entre duas águas. Em uma Acta Diurna, de maio de 1942, sobre “Praias do Rio Grande do Norte” o mestre Cascudo sugere que Tibau viria do TI-PAUM: “entre duas águas, entre dois rios”. Seria a localização do Tibau entre os rios Mossoró e Jaguaribe. 
               
O Dr. Carl Friedr. Phil. Von Martius no seu “Glossaria Linguarum Brasiliensium”. Erlangen, 1863, definiu Tibau:TIBÃO, TIBAU (RGN, Serra, Povoação) Itic, derribar, pabe tudo. Sylva tota caesa. 
               
TIBÃO Baixa mar, recessus maris TIM extremo, pabe todo. Aliis tupy extremo, opào acabou. Aliis tupy fundo, pabe de todo. Essa informação é do historiador Luís da Câmara Cascudo e foi registrada por José Lacerda Alves Felipe e Vingt-un Rosado Maia no livro “Tibau, Espaço e Tempo (Coleção Mossoroense, Série “C” – Volume 1215 – Março de 2002 – 3ª Edição – pag. 39). Para Cascudo, Martius se inspirou em Frei Onofre. O Dicionário Português Brasiliano é de 1795, na sua primeira edição, mas a edição completa, com a identificação do nome do autor, foi feita por Plínio Airosa, que publicou também o Dicionário Brasiliense Português. Para Frei Onofre, Tibau significa “baixa-mar”. 
               
O desenvolvimento de Tibau foi bastante lento. A região foi descoberta pelo navegador holandês Gideon Morris de Jorge em fevereiro de 1641. Após constatar a existência de salinas do Rio IWIPANIM (hoje, rio Mossoró) e maravilhado com a variedade de areias, observadas através de uma luneta, chamou pela cor que predominava: Morro Vermelho. Em 5 de julho de 1708 foi dado um importante passo para a exploração e povoação do território. Foi nesse dia que Gonçalo da Costa Faleiro recebeu das mãos do Capitão-Mor do Rio Grande do Norte, Sebastião Nunes Colares, uma sesmaria compreendendo vasta extensão de terra a partir do Morro do Tibau. Com relação ao desenvolvimento da região, em 23 de dezembro de 1948, pela Lei número 146, o povoado chegou a condição de distrito. Mas a autonomia política só chegou muito tempo depois: exatamente no dia 21 de dezembro de 1995, pela Lei número 6.840, Tibau foi desmembrado de Grossos, tornando-se um novo município do Rio Grande do Norte. 
               
Hoje o município conta com uma população projetada de 4.000 habitantes, distribuídos numa área de 169 Km2. Mas no período de dezembro a fevereiro de cada ano, a cidade se enche de veranistas, principalmente de mossoroenses que elegeram Tibau como o seu paraíso.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
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O estranho caso do Padre Longino - 03 de Fevereiro de 2013

Por Geraldo Maia do Nascimento


O Padre Longino foi o primeiro sacerdote mossoroense a celebrar missa na então Capela de Santa Luzia de Mossoró. Mas não foi esse fato que o tornou famoso na região, fazendo com que sua história fosse contada por gerações seguidas. Foi sua bravura, sua maneira diferente de ser. 
               
Francisco Longino Guilherme de Melo nasceu na Fazenda Cumurupim, no Arraial de Santa Luzia do Mossoró, sendo filho de um rico fazendeiro da Ribeira, o capitão Simão Balbino Guilherme de Melo.
               
No dia 2 de fevereiro de 1827 chega o mesmo a Mossoró, vindo de Olinda, onde se ordenara. Toda a população da Ribeira estava presente para assistir a primeira missa cantada pelo novo sacerdote, primeiro mossoroense a se ordenar. Os habitantes da Ribeira viam no novo sacerdote uma nova era de luz e prosperidade para Mossoró. Não sabiam eles como estavam longe da verdade.
               
Padre Longino mostrou bem cedo que não havia nascido para vestir batina e sim uma farda militar. Por causa de desentendimentos, passa a ter vários inimigos, principalmente João Ferreira Butrago, homem de má índole e assassino. Para se vingar do padre, forma um bando de marginais. O Padre Longino, por sua vez, mandou vir capangas do sertão, os quais reunidos a alguns de seus parentes, formaram também um outro grupo armado, pronto para enfrentar os inimigos. E Mossoró passa a assistir uma série de batalhas, uma verdadeira guerra entre os dois grupos. Diz a tradição que dentre os muitos encontros armados entre os dois grupos, salientaram-se dois que são considerados como os mais sangrentos, nos quais o grupo do padre tomara a defensiva, repelindo os Butragos com perdas de algumas vidas.
               
Várias emboscadas foram armadas para o padre pelos Butragos, sendo que o mesmo sempre conseguia escapar, graças a sua astúcia.
               
O comportamento guerreiro do padre fez com que a população o desprezasse e jamais assistisse um ato religioso celebrado por ele.
               
Em 1842 foi criada a Freguesia de Santa Luzia; em 1844 foi nomeado Vigário Colado desta Freguesia o Padre Antônio Joaquim Rodrigues.
               
Em 1845 o Padre Francisco Longino retira-se de Mossoró, indo morar por algum tempo pelo interior da Província do Ceará, internando-se mais tarde pelas Províncias do Piauí e Maranhão.
               
Com a saída do Padre Longino, os Butragos, que já não moravam mais no povoado, acalmaram-se também e a paz volta a reinar em Mossoró. E por muito tempo não se ouviu falar do padre bandoleiro. Até que em 1872, depois de vinte e sete anos de ausência, volta a Mossoró o Padre Longino, velho, cansado e quase cego. E pra sua surpresa, encontra uma grande quantidade de cavaleiros, que tomando conhecimento de sua vinda, vão esperá-lo na entrada da cidade, curiosos para conhecer o Padre Longino, personagem viva de tantas histórias de bravura. A curiosidade ambiente era tão grande que uma multidão se acotovelava para vê-lo. O Padre Antônio Joaquim o acolheu fraternalmente, com a piedade unânime da população. Embora muito mudado pelo tempo, o gênio era o mesmo. Quando lhe perguntaram: - Então o senhor cegou?... Longino respondeu, feroz: - É verdade. Ceguei. Ceguei de ver gente ruim...
               
Desde que deixara Mossoró, o Padre Longino tornara-se vigário de várias freguesias do Piauí, indo algumas vezes à cidade de São Luís do Maranhão, onde encontra-se com o Bispo da Diocese. E foi num desses lugares, no centro do Piauí, que travou conhecimento com uma tribo de índios e dedicou-se a catequiza-los. Conseguiu batizar toda a tribo, educando-os no trabalho agrícola.
               
Chegando em Mossoró, Padre Longino ainda encontra alguns dos seus inimigos vivos, entre os quais João Ferreira Butrago, que já contava com mais de noventa anos. Este, em conversa com o Padre Antônio Joaquim, teria dito que não procuraria ofender ao Padre Longino, porém, se tivesse oportunidade de o encontrar, levando uma arma de fogo, daria um tiro no mesmo. Quanto ao Padre Longino, morou por algum tempo em Mossoró, residindo na Rua da Palha, onde serviu como capelão e mais tarde, em Areia Branca. Adoecendo, volta a Mossoró em 1876, morrendo nesse mesmo ano já em idade muito avançada. Foi sepultado na capela do cemitério público.
            
\"Aos trinta de março de mil oitocentos e setenta e seis, sepultou-se na Capela do Cemitério de São Sebastião, filial a esta Matriz de Mossoró, o Reverendo Francisco Longino Guilherme de Melo, idade setenta e quatro anos, envolto em hábito preto e pelo Reverendo João Urbano de Oliveira encomendado. Do que mandei fazer este assento a assino. (a) Vigário Antônio Joaquim Rodrigues. 

            
Publicado no jornal \"O Mossoroense\" de 03/02/2013

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

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Visitação da expo no RIO

Por: By Liara
 

Oi Kydelmir, 
Meu abraço

Estou enviando esse e-mail do Bené, pois acho que lhe interessa. O Bené vai lançar no dia 24 desse mês, no MNBA  no Rio de Janeiro, o livro sobre Luiz Gonzaga. A visitação está com mil pessoas por dia.  E eu fico feliz, pois participo com 11 peças, e é um dos Museus mais importantes da América Latina. Depois ela segue para São Paulo

bj Liara

Continua no MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES a Exposição "O Imaginário do Rei" – Visões sobre o Universo de Luiz Gonzaga. Período: até  24 de fevereiro de 2013. No último dia o Curador BENÉ FONTELES lançará livro sobre o Rei do Baião. Endereço: Av. Rio Branco, 199 - Centro (Cinelândia) - Rio de Janeiro- RJ.

Liara,

A mostra está com 1.000 por dia lá no Rio. Fico esperando o dvd que muito me interessa. Dia 24 de fevereiro vai ser lançado no último dia da mostra de Gonzagão o nosso livro com palestra sobre poética Gonzaguena.

Abração do Bené.

Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço:

 Kydelmir Dantas

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Leitura: Cangaceiros de Lampião de A a Z.

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião

O presente trabalho Cangaceiros de Lampião de A a Z, do escritor e pesquisador Bismarck Martins de Oliveira, é uma obra excepcional. Apesar de não ser nada fácil catalogar todos os cangaceiros que seguiram Lampião e lutaram ao seu ou obdeceram suas ordens, durante seus mais de vinte anos que aterrorizou o nordeste, este livro possui muitas informações da vida desses homens nômandes que percorreram muitos dos estados nordestinos do Brasil.

O que me chamou atenção, foi haver alguns nomes de cangaceiros que eram natural do estado do Rio Grande do Norte. Pois muitas pessoas que conheço e até eu mesmo acreditavámos que o único cangaceiro que era natural do RN, foi na verdade Jesuino Brilhante (Patu-RN) e Massilon (Luiz Gomes-RN). O escritor Bismarck relata na página 4 que “o maior problema para que se faça uma catalogação dos sertanejos que enveredaram pelos caminhos do cangaço é, sem dúvida, a tática que usavam os chefes de cangaceiros – de substituírem as baixas nos grupos por outros recém-recrutados na região, que recebiam o mesmo nome daqueles a quem iriam substituir”. Concordo com o escritor. Realmente temos que tirá o chapéu para esses chefes de bandos de cangaceiros que foram excelentes estrategistas.

Fiz abaixo uma relação de nomes de cangaceiros que consta no livro serem natural do Rio Grande do Norte, porém não há informação do local de nascimento, há não ser o de Massilon.
Julio Porto pg 148; Juriti II pg 150; João Batista Soares; Latejo pg 156; Lucio Brilhante pg 163; Luis Brilhante pg 163; Massilon Massilon Leite de Oliveira – Benevides pg 188; Moderno Virgínio Fortunato da Silva pg 197; foi casado com uma irmã de Lampião; Pau Ferro – pg 223; Vicente Brilhante, pg 273.

Como vemos acima, alguns homens do RN entraram para o cangaço, e estiveram lado a lado com o rei do cangaço. Alguns participaram de ações juntamente com Lampião e logo depois o abandonou. Talvez só pra conseguir algum dinheiro para escapar da mazela da seca que devastava o nosso sertão, se vingar de algum coronel fazendeiro ou até mesmo da perseguição das volantes.

Caro escritor e pesquisador Bismarck Martins de Oliveira, seu livro “Lampião de A a Z” é de um valor histórico e bibliotecário excepcional. A história nordestina é extraordinária. Está recheada de fatos marcantes. Temos que agradecer a esses escritores e historiadores que, com muita dificuldade e perseverança, segue a trilha que esses cangaceiros percorreram a muitos anos atrás.

Parabéns pelo excelente livro, Neto – Natal-RN.

http://afnneto.blogspot.com.br

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Semana dedicada ao escritor Alcino Alves Costa - Adeus, Alcino!

Por: Cicinato Neto

Adeus, Alcino!

Alcino Alves Costa era o Caipira de Poço Redondo, o pesquisador admirável, o nosso mestre da pesquisa cangaceira. Ficamos tristes com sua partida, mas, ao mesmo tempo, felizes porque você venceu a sua dor... 

Professora Lucinha e Alcino Alves Costa

Eu fui seu discípulo e continuarei sendo. Que todos os pesquisadores e leitores possam reverenciá-lo! Seus livros nunca morrerão. Mas o sertão ficou mais pobre, mais desanimado. Que Deus o tenha!

Cicinato Neto

http://lampiaoaceso.blogspot.com

Cerrado e Caatinga - Patrimônios Nacionais


Os senadores aprovaram a Proposta de Emenda Constitucional 51/2003 que transforma o cerrado e a caatinga em patrimônios nacionais. A chamada “PEC da caatinga e do cerrado” ganhou 51 votos favoráveis e segue agora para exame na Câmara dos Deputados.

O primeiro signatário da proposta, senador Demóstenes Torres (DEM-GO) observou que, com a aprovação, o cerrado equipara-se à floresta amazônica e ao pantanal mato-grossense, deixando de ser um "subpatrimônio". Ele acrescentou que a proposta repara um erro histórico da Assembleia Nacional Constituinte e não prejudica em nada o desenvolvimento econômico sustentável do país, na medida em que o cerrado já está integrado à cadeia produtiva, tendo se tornado grande produtor de grãos e de leite.

O senador Marco Maciel (DEM-PE) considerou que a aprovação da PEC beneficia o cerrado, em especial no semiárido nordestino. Demóstenes avalia que a proposta tem o objetivo corrigir uma falha que carece de justificativa científica e resultou na restrita divulgação da importância dessas áreas.

Pela Constituição, a floresta amazônica, a mata atlântica, a serra do mar, o pantanal mato-grossense e a zona costeira são patrimônio nacional, e sua utilização deve ser feita de forma a assegurar a preservação do meio ambiente. Demóstenes avalia, no entanto, que a importância de incluir o cerrado entre esses biomas decorre, não só do fato de ocupar cerca de um quarto do território nacional, mas, principalmente, de englobar ampla variedade de ecossistemas e elevada diversidade biológica que se manifesta na fauna e flora.

Quanto à caatinga, que ocupa cerca de 850 mil quilômetros quadrados no semiárido nordestino e interage com o cerrado, caracteriza-se por apresentar notável diversidade de fauna e flora. O autor diz que é o bioma brasileiro mais severamente devastado pela ação do homem. "Não podemos permanecer inertes frente à dilapidação do patrimônio natural representado por essas formações vegetais. Urge superar a concepção falsa de que a proteção da Amazônia, da mata atlântica e do pantanal reveste-se de maior importância que no caso dos demais biomas", disse Demóstenes.

FONTE: 
AGENCIA SENADO  
Cortesia - Alfredo Bonessi

http://cariricangaco.blogspot.com

Faleceu o Homem que enterrou Lampião

Por: Ivanildo Silveira
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima e Alcino Alves Costa

A notícia não é nova e ao mesmo tempo sim pois foi disseminada entre poucos pesquisadores. Como trata-se de personagem secundária a grande mídia que já não toma conhecimento ou raramente noticia fatos de outros coadjuvantes que dirá uma personagem secundária.

Antonio Vilela de Souza

Recebemos a informação somente ontem, através do pesquisador e escritor Antonio Vilela, que faleceu o policial volante


GEMINIANO LUIS SARMENTO- o Cabo Grilo. Morador de Entremontes - AL (vide foto acima). Foi este homem que teve a incumbência de enterrar e desenterrar LAMPIÃO. A causa da morte foi um ataque cardíaco, no dia 20 de abril/10.

Tenente João Bezerra

Cabo grilo fazia parte da volante de Ten. João Bezerra, e ficou na retaguarda no combate de Angicos/SE, tendo chegado ao local, depois da morte dos cangaceiros.Em entrevista ao pesquisador "VILELA", assim se pronunciou o CABO GRILO:

"Eu cheguei depois das mortes ( Lampião..). Eu fui enterrar os corpos uns quatro dias depois. Os corpos podres, fedendo feito á porra. Quatorze dias depois, fui desenterrar novamente... (por ordem do Ten. José Lucena )..."

Tenente Zé Lucena

Convém ressaltar, que a cangaceira MARIA, companheira de JURITI , também faleceu há algum tempo atrás, porém não temos maiores informações. Como se vê, existem hoje, poucos ex-cangaceiros e ex-policiais sobreviventes do ciclo do cangaço para contar a história.

Um abraço a todos

IVANILDO ALVES SILVEIRA
Colecionador do cangaço

Fonte: 
a partir do espetacular lampiaoaceso.blogspot, do amigo 
Kiko Monteiro

http://cariricangaco.blogspot.com

Como evitar?

Por: Paulo Medeiros Gastão
Paulo Gastão e dona Maria das Graças, mais...

Meus amigos, deixem-me perguntar-
"Como poderemos evitar serem os mortos de Santa Maria responsáveis pela tragédia"???????!!!!!!!!

Nada mais pergunto ou argumento. O cerco está se fechando.

Aguardo resposta.
Paulo Gastão.

Enviado pelo professor universitário  escritor e pesquisador do cangaço: Paulo MedeirosGastão

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VENDETA AMERICANA – A GUERRA ENTRE AS FAMÍLIAS HATFIELD E McCOY

Por: Rostand Medeiros

UMA ANTIGA LUTA DE FAMÍLIAS NOS ESTADOS UNIDOS, COMO OS AMERICANOS FATURAM COM ISSO E O QUE A CIDADE DE MOSSORÓ TEM HAVER COM ESTA HISTÓRIA.

Clique no link para você ler o artigo completo:

http://tokdehistoria.wordpress.com/2013/02/01/vendeta-americana-a-guerra-entre-as-familias-hatfield-e-mccoy/