Seguidores

domingo, 24 de fevereiro de 2013

LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE


À venda nos seguintes locais
Mossoró - RN:
Praça da Convivência - Corredor cultural - Centro
CAFÉ E ARTESANATO
Natal - RN:
LIVRARIA NOBEL - Avenida Senador Salgado Filho, 1782. fone: (0xx) - 84 - 3613-2007
Campina Grande - PB:
Vila do Artesão
FURLÃO ARTE EM COURO - Biagio Grisi


R$ 35,00

OBS: Para encomendas externas, há o acréscimo da taxa dos correios.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Livros sobre "Cangaço"

1938 - Angico

Autor: Paulo Medeiros Gastão


Lampião de "A a Z"


Os livros 1938 - Angico e Lampião de "A a Z" podem ser
adquiridos através 
deste e-mail:

paulomgastao@hotmail.com

Diretamente com o autor (não está a venda em livrarias).

Preço por exemplar:
R$ 20,00 (vinte reais+ frete).

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Faça uma visitinha a este site:

http://cantocertodocangaco.blogspot.com

Observação:

Este endereço tem a palavra "Cangaço", mas não tem nada a ver com o tema, foi um erro no momento de sua criação. Ainda não conseguimos fazer outro link de acordo com o material postado.

A seca de 1877 - 24 de Fevereiro de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

O ano de 1877 foi terrível para o sertão nordestino. É nesse ano que começa a calamidade da mais terrível das secas que flagelaram as províncias do nordeste no final do século XIX. No Rio Grande do Norte, quase todas as cidades do interior foram atingidas pela intempérie. As populações abandonaram os sítios a procura das cidades. E Mossoró, no Oeste potiguar, se viu, de repente, invadida por milhares de retirantes que aqui chegavam em busca da salvação, vestidos de trapos sujos, algumas crianças nuas, barrigudas e magras. \"A população sertaneja, apavorada, empolgada por um terror coletivo, deslocou-se em massa para o litoral seduzida pela miragem fatal dos Socorros mandados distribuir pelo Governo Monárquico\", como nos conta o historiador Oswaldo Lamartine. Muitos não resistiram a viagem e morreram no meio do caminho; outros, os que ainda tinham força para trabalhar, prestaram serviços ao município em troca de alimentação. Foi uma fase negra na história de Mossoró.



Naquele período, Mossoró vivia a fase áurea do seu desenvolvimento. A exemplo da maioria das cidades do interior nordestino, começou a formar a sua economia a partir das atividades agropastoris. Mas por estar situada em uma área privilegiada, entre duas capitais e sendo o ponto de transição entre o sertão e o litoral torna-se, já em 1857, uma espécie de empório comercial. Apesar de não situar-se no litoral, contava com um porto, o porto de Mossoró ou porto de Areia Branca, município esse que pertenceu a Mossoró até 1892, quando foi desmembrado. Com a chegada dos navios da Companhia Pernambucana de Navegação Costeira ao porto de Mossoró em 1857, através de uma subvenção concedida pelo governo provincial, o município se torna o centro de comercialização de uma área que atinge, além dos municípios vizinhos, uma parte do Ceará e também da Paraíba. Esse fato é, na visão dos historiadores mossoroenses, o primeiro marco na ascensão de Mossoró a empório comercial. A chegada dos navios fez com que comerciantes de outras praças, principalmente de Aracati/CE, viessem a se estabelecer aqui atraídos pelas oportunidades comerciais que a cidade passou a oferecer. E é esse atrativo que faz com que em 16 de novembro de 1868, o industrial suíço Johan Ulrich Graff se estabeleça em Mossoró com a famosa \"Casa Graff\", alavancando o seu desenvolvimento econômico com ideias mercantilistas, associadas ao capital aqui investido.

Mas se por um lado o crescimento do comércio atraía grandes comerciantes, por outro lado atraía também os famintos retirantes que buscavam aqui meios de sobrevivência. Em determinado período, chegou-se a registrar nada menos que 70.000 flagelados, segundo nos informa o historiador Câmara Cascudo, vindos de toda zona oeste e de estados vizinhos, na busca de meios de sobrevivência. \"Era a fase cruel da seca dos dois sete, prolongando-se até 1879 e mesmo 1880 que ainda reunia grupos famintos pelas ruas da cidade\", nas palavras de Cascudo.

Nesse período, Mossoró era governada pelo caraubense Francisco Gurgel de Oliveira, o Cel. Gurgel. Apesar das dificuldades que teve de enfrentar para socorrer as vítimas da seca, graças aos auxílios conseguidos do governo provincial e até mesmo de particulares distantes, através da Comissão de Socorros Públicos, que era presidida pelo Dr. Manoel Hemetério, conseguiu, o Coronel Gurgel executar vários serviços nas ruas, no rio e por toda parte.

A 4 de março de 1878 a Câmara Municipal oficia ao Presidente da Província: \"A maior parte dessa gente não encontrando um teto que lhe sirva de abrigo passa os dias e as noites exposta às intempéries do tempo, ao sol e ao relento, donde resulta principalmente a espantosa mortalidade que atinge a 40 pessoas por dia\".

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Autor:
Geraldo Maia do Nascimento

Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sábado, 23 de fevereiro de 2013

AS BELEZAS SUBTERRÂNEAS DE JANDAÍRA – POSSIBILIDADES DE CRIAÇÃO DE UM ROTEIRO TURÍSTICO QUE UNE MAR E SERTÃO

Por: Rostand Medeiros

Fotos – Ricardo Sávio Trigueiro de Morais

Um Roteiro Que Une Mar e Sertão, Sertão e Mar!

Recentemente, a convite do amigo Ricardo Sávio, estivemos revendo as cavernas e a grande área de afloramento de calcário localizado ao norte da área urbana de Jandaíra. Conheço esta região desde 1987 ou 1988 e vale a pena cada retorno para vivenciar esta natureza sertaneja!

543799_405697489520996_1805232504_n

Jandaíra, município localizado na Região do Mato Grande, Rio Grande do Norte, está a cerca de 117 quilômetros da capital potiguar, sendo atravessado pela BR 304, rodovia que liga Natal a regiões de grande e tradicional atratividade turística, tanto a nível regional como nacional, como é o caso da bela praia de Galinhos.

312410_405697459520999_974467773_n

O município de Jandaíra apresenta diversas áreas com ocorrência de cavidades naturais, sendo que sua caracterização geológica constitui-se pela Formação Jandaíra, Grupo Apodi, correspondendo a uma sequência carbonática que mergulha suavemente em direção à costa atlântica. Essa gênese carbonática, favorece a ocorrência de cavernas, dolinas e ravinas em vários pontos do município, servindo como áreas de pousio e reprodução de aves, répteis e mamíferos, típicos da Caatinga e importantes agentes polinizadores e difusores de sementes deste Bioma.

Afloramento de calcário de Jandaíra
Afloramento de calcário de Jandaíra

Contudo, Jandaíra não tem utilizado este fator como elemento de desenvolvimento, principalmente pela falta de atrações e infraestrutura que possam despertar o interesse de visitação turística, tanto para entretenimento, como também para turismo escolar, científico ou de aventura.

Mas tem muito que mostrar, como vemos nas imagens do grande afloramento de calcário aqui apresentadas pelas lentes do amigo e fotógrafo Ricardo Sávio.

397974_405697516187660_1663115817_n

Temos neste local a interessante e crua beleza típica da caatinga, em uma área de fácil acesso, a pouco mais de um quilômetro do município de Jandaíra.

Sem dúvida este local poderá ser uma ótima opção para complementar o turismo que atualmente se destina, com extremo sucesso, para a região de Galinhos.

Para quem não conhece a geografia potiguar, pode parecer um tanto estranho à ideia de levar turistas para uma parada destinada a conhecer a caatinga, cavernas e depois levá-los para um dos melhores pontos do nosso litoral.

601046_405697416187670_1934238429_n

Mas ao mesmo tempo, já pensaram que contraste interessante!

Não podemos esquecer que é no Rio Grande do Norte, o estado nordestino onde proporcionalmente a caatinga possui a maior cobertura em termos territoriais, que este Bioma praticamente alcança a beira mar!

Em todo o Brasil isso só acontece aqui!

74688_405697386187673_2052116731_n

A caatinga, com todos os seus aspectos característicos, é única no mundo e só em terras potiguares poderíamos imaginar um roteiro que unisse mar e sertão, sertão e mar!

Evidentemente que um tipo de roteiro como este tem (e deve) ser minuciosamente elaborado. A caatinga tem suas belezas, mas igualmente possui características que se não forem bem analisadas, podem não ser tão confortáveis aos visitantes.

Já em relação às cavernas, estas então é que necessitam de um cuidado extremo. Pois são ambientes frágeis, algumas delas com uma fauna extremamente delicada e rara, que não suportariam uma visitação desordenada.

Detalhes que mostram que o sertão já foi mar
Detalhes que mostram que o sertão de jandaíra já foi mar

Em relação aos visitantes tem de ser realizado todo um trabalho informativo, de preparação em relação ao ambiente a ser visitado, utilizando elementos da educação ambiental, além de cuidados com o bem estar dos turistas e outros aspectos importantes.

Como comentamos anteriormente, as cavernas do município de Jandaíra têm atraído, de maneira informal e desordenada visitantes do próprio município, de municípios vizinhos e até mesmo de Natal, curiosos por conhecer a mística das cavernas, impregnados no imaginário popular.  Além disso, há ainda a utilização das cavernas como áreas de diversão, por parte de parcela da comunidade local, promovendo piqueniques e momentos de lazer em seu entorno.

598835_405697079521037_117874707_n

A área de afloramento de calcário de Jandaíra, aqui apresentada nas fotos de Ricardo Sávio, compreende grande parte das cavidades naturais existentes no município, estando estas ameaçadas pela mineração clandestina e desmatamento indiscriminado.

A atividade turística pode oferecer uma alternativa a estas atividades degradadoras, implicando em impactos positivos sobre o meio ambiente, ao mesmo tempo em que oferece meios para melhorar as condições de vida da população local.

556564_405697196187692_362880407_n

Como no caso dos jovens Hyurann Oliveira e Jan Pierre Martins, que estiveram conosco nesta visita. Estes jovens moram em Jandaíra, amam as cavernas do seu lugar e eles amanhã poderiam, ou não, sobreviverem da atividade turística em sua própria região!

601321_405697319521013_2123964561_n

Durante a nossa visita, o amigo e jornalista Everton Santos, ficou verdadeiramente encantado com o que viu e, junto com Ricardo, debatemos bastante sobre a utilização positiva desta área de cavernas.

Percebemos que a ausência um planejamento tecnicamente embasado, orientado para utilização turística e de uma infraestrutura capaz de receber os visitantes, tem feito com que esse patrimônio natural esteja submetido à ação de degradação, visto a quantidade de lixo presente na área, à presença de resíduos orgânicos humanos (fezes e urina) e a depredação do patrimônio espeleológico, que varia desde a pichação das paredes e a retirada criminosa de espeleotemas (cortinas, estalactites, estalagmites etc.), mostrando a necessidade de algo que regulamente e regule a interação entre aproveitamento turístico e conservação dos recursos naturais, fazendo surgir um novo arranjo produtivo local, com bases sustentáveis.

Nada impede que se possa estudar com seriedade este processo e analisar a viabilidade de sua execução.

Final do trabalho e vamos voltar...
Da esquerda para direita Hyurann, Jan, Rostand, nosso grande Joaquim, Everton e Ricardo. Final do trabalho e comn certeza vamos voltar…

Mapa da região de Jandaíra e sua proximidade a Galinhos e o mar
Mapa da região de Jandaíra e sua proximidade a Galinhos e o mar

Extraído do blog do historiógrafo e pesquisador do cangaço:
Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.wordpress.com

Turismo Potiguar BR 304, caatinga, Cavernas de Jandaíra, Formação Jandaíra,Galinhos, Grupo Apodi, Jandaíra, Natureza sertaneja, Região do Mato Grande, Ricardo Sávio Trigueiro de Morais, Rota turística, Sertão e Mar!, Um Roteiro Que Une Mar e Sertão 

Trabalhar à noite encurta a vida e prejudica o casamento


Os trabalhadores noturnos perdem cinco anos de vida para cada quinze dias de jornada de trabalho, segundo um estudo divulgado pela Unidade do Sonho do Instituto Dexeus de Barcelona, juntamente ao Serviço de Neurofisiologia do Hospital da Paz de Madri, ambos na Espanha.

Segundo a pesquisa, aqueles que trabalham à noite se divorciam três vezes mais que o restante das pessoas e têm 40% mais possibilidades de ter transtornos neuropsicológicos, digestivos e cardiovasculares.

O estudo, citado pelo site Espaço Vital, tem como objetivo, segundo os pesquisadores, explicar os “riscos de tentar contradizer o sol“.

Fonte:

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200610031330_INV_30177342
http://petroleorn.blogspot.com.br/

JOSÉ MARIA MADRID - RADIALISTA DE MOSSORÓ

Por: José Mendes Pereira
Dom Gentil Diniz Barreto bispo de Mossoró, Alcides Belo ex-prefeito de Mossoró e o radialista José Maria Madrid - aparece de bigode - todos já falecidos. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Foi um dos melhores e mais competentes radialistas de Mossoró. Tinha uma voz assustadora, mas na verdade, só a sua voz. José Maria Madrid era uma verdadeira criança. Educadíssimo, amigo dos amigos.

Conheci o Zé Maria Madrid nos anos 70, quando ele veio trabalhar na Rádio Difusora de Mossoró. Enquanto ele era empregado na Rádio Difusora, eu trabalhava na Editora Comercial S/A, numa sociedade: Cine Caiçara, Cine Jandaia e Cine Miramar de Areia Branca, mais a Rádio Difusora e a Editora Comercial S/A, cujos sócios eram:

Renato Costa é o nº. (1). O nº. (2) é Bibil Gurgel - proprietário do Banco S. Gurgel em Mossoró - ambos já falecidos - Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

José Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg de Noronha Costa, irmão do primeiro, Milton Nogueira do Monte e José Genildo Miranda; quatro homens que muito souberam respeitar os seus empregados. 

Carlos Augusto Rosado - esposo da governadora do Rn e José Genildo de Miranda, já falecido.
Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Nenhum de nós que teve a oportunidade de trabalhar com estes homens, se falar mal de um deles ou de todos, é porque gosta mesmo de denegrir a imagem de qualquer ser humano.

Dr. Paulo Gutemberg era um homenzarrão, de andar apressado, de olhos azuis, alto, de cor clara, aparentando o fundador de Brasília, o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitischek. Era advogado e chegou a ser promotor de justiça.

José Renato, filho de Renato Costa e sobrinho de Paulo Gutemberg - suicidou-se - Nilo Santos e Paulo Gutemberg - ambos faleceram de enfarto. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Renato Costa, Dr. Paulo Gutemberg e Genildo Miranda tinham um respeito enorme pela pessoa de Milton Nogueira do Monte, igualmente nós, operários. A paciência que tinha seu Milton, a maneira que ele falava com qualquer ser humano, por mais ignorante que fosse o sujeito, ele evitaria ter qualquer desentendimento com Seu Milton Monte. 

Zé Maria Madrid como era chamado pelos seus amigos, tinha uma facilidade para decorar os textos que seriam lidos na Rádio, no horário do jornal, ao meio dia. Bastava ele ler uma vez, já sabia tudo sobre o assunto, e nem precisava mais das laudas para ler as notícias.

Zé Maria gostava da diversão nos bares, e tive oportunidade várias vezes de participar da sua mesa, lá no bar da Dona Neci, na Rua Frei Miguelinho, com o cruzamento da Rua Tiradentes, vizinho a antiga Sambra, esta sendo uma algodoeira, onde hoje funciona um Chopp.

A SAMBRA funcionava neste prédio. Foto: http://telescope.blog.uol.com.br

Nesse tempo eu ainda era solteiro, e como havia saído da instituição escolar, a qual eu vivi oito anos, mas já estava vivendo de favores, por já ter passado dos dezoito anos, fui morar no Sindicato da Lavoura de Mossoró.
 
Geralmente nós nos encontrávamos no bar citado. Eu já era freguês de meses, e Zé Maria Madrid, antes de começar o seu trabalho do meio dia, sempre estava no bar para ingerir algumas pingas, e vez por outra nosso patrão, Dr. Paulo Gutemberg nos visitava, fazendo parte do nosso almoço.

Nesse dia era um sábado. Como Dr. Paulo Gutemberg era muito farrista, não gostava de deixar quieto o que as meretrizes do seu tempo guardavam debaixo das saias, ele vivia mais no vermelho do que no verde.

Zé Maria e eu já estávamos no bar aguardando o almoço. Minutos depois, Dr. Paulo Gutemberg chegou e fez parte da nossa mesa com almoço, cervejas, bebidas mais fortes etc. 

Lá pras tantas, devido ter passado a sexta-feira em altas farras, Dr. Paulo Gutemberg já estava pra lá de bêbado, e enquanto Zé Maria e eu fomos acertar a conta das nossas despesas no balcão, Dr. Paulo Gutemberg saiu de mansinho e vou embora. 

Naquele momento tivemos que dividir a despesa entre nós dois, já que ele havia desaparecido do pedaço.

Mas na segunda-feira, assim que ele chegou à Editora Comercial, foi até à linotipo, máquina a qual eu trabalhava, e me pediu o valor que ele deveria compartilhar. Repassei o total que nós havíamos pagado, e ele me entregou uma parte do valor pago no bar da dona Neci. Recebido, divide-a com o Zé Maria Madrid.

Faça uma visitinha a este site:
http://cantocertodocangaco.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Centenário de João Gomes de Lira

Por: Cristina A. de Lira

Prezado Senhor/Senhora, boa noite

O Senhor/Senhora não me conhece, por isso acho importante logo me apresentar.

Meu nome é Cristina A. de Lira, filha do Tenente João Gomes de Lira
Consegui seu endereço eletrônico através do Senhor Paulo Gastão.
Feita a apresentação, mim sinto um pouco mais a vontade para dizer a razão deste contato.

No dia 19 de julho de 2013, em Nazaré do Pico/ Floresta-PE,  estaremos comemorando o CENTENÁRIO do nascimento do Tenente JOÃO GOMES DE LIRA.

Para nós familiares e amigos esta é uma data importante e inesquecível, que gostaríamos de celebrar ao lado de pessoas que partilharam um tempo da sua vida com o meu pai.

Será um momento de encontro entre amigos queridos; um momento para compartilhar histórias e fazer história.

Para entrar em contato comigo pode usar este endereço e-mail. 
lucienecristina.al@gmail.com.

Por enquanto, se fazia necessário a comunicação do evento, para que quem quisesse participar possa se programar e agendar.
Aguardo noticias.
Deste já obrigada!
Cristina A. de Lira

Enviado pela autora

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LANÇAMENTO DO LIVRO_A ARTE DA FEIRA_CONVITE




Clique na imagem para ampliá-la.

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
Autor: Antonio Vilela de Souza
Volume I

Volume II

Preço por volume: 
R$ 35,00 - incluso despesas de correios.
E-mail para contatos:
incrivelmundo@hotmail.com

Faça uma visitinha a este site:

http://cantocertodocangaco.blogspot.com

O endereço não tem nada a ver com cangaço. Foi um erro no momento da sua criação. Ainda não conseguimos outro link de acordo com o material postado.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Cariri Cangaço: Próxima parada... Piranhas ! Por: Jairo Luiz

Cacau, Manoel Severo e Jairo Luiz

Caro Severo, como se diz aqui em Piranhas "BOI NO PASTO" .Confirmo nossa presença no maior Evento do Brasil que discute não somente o Cangaço e sim a Cultura e a História do nosso querido  Nordeste em todos seus aspectos, o Cariri Cangaço hoje é referência para todos pesquisadores e amantes  de nossa história. Que boas notícias me  chegam e vejo que os preparativos já começaram para esse grande evento. A título de sugestão gostaria de externar o desejo que façamos uma justa homenagem ao nosso inesquecível Decano Alcino Alves Costa, não somente com placas ou menções e sim com um dia do Cariri Cangaço dedicado a obra dele , as suas histórias. Enfim seria uma mesa redonda para pudéssemos discutir a obra de um dos maiores pesquisadores do Cangaço.

Um outro assunto que gostaria de mencionar é o desejo do novo Secretário de Cultura de Piranhas , Sr. Luiz Carlos Salatiel de Alencar, natural aí de nosso Cariri,  que tenhamos uma prévia do Cariri Cangaço, tambem em Avant Premier aqui em Piranhas no mês de julho, favor considere a sugestão e analise com carinho.

Grande abraço
Jairo Luiz Oliveira
Conselheiro Cariri Cangaço
Piranhas - AL

http://cariricangaco.blogspot.com

Gereba e seu cd 'Luas do Gonzaga' no Pelourinho


Amigos,
Apareçam lá no Pelô,(programação do espicha verão) sábado pra cantar comigo os clássicos do nosso LUA no show “GEREBA TOCA GONZAGA”  nesse show interativo estaremos lançando o nosso cd "Luas do Gonzaga" (anexo) com canções inéditas do nosso Rei do Baião.

LOCAL: Praça Tereza Batista (Pelourinho)
DIA: 23/02/3013 (sábado)
HORÁRIO: 18h30
contatos: (071) 9135-4888

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:

Kydelmir Dantas

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

LAMPIÃO O FILME - EM MOSSORÓ

Por: Kydelmir Dantas(*)

Desde que saiu a notícia sobre as filmagens d’uma ficção baseada em fatos reais, cujo tema é o Cangaço e a personagem principal é Lampião e que as primeiras cenas serão filmadas em Mossoró, sobre a invasão de 1927, que somos questionados nas ruas e no trabalho: “Você está por trás disto?” “E aí, já conheces o roteiro?” “Fostes contactado pela produção?” A resposta é sempre, não!

Sei que as perguntas são devido ao nosso conhecimento do tema – modéstia a parte - principalmente sobre a resistência, e a nossa participação, como consultor histórico no espetáculo ‘Chuva de bala no País de Mossoró’.

Neste domingo (07/10/2012) encontro nas páginas do ‘Universo’, caderno cultural d’O Mossoroense, uma matéria sobre o filme... Que começa assim: “Vem aí mais uma produção sobre o cangaceiro Lampião”. E logo no segundo parágrafo me aparece o que denominam de ‘licença poética’, o que sempre é de praxe, principalmente em se tratando de cangaço, para muitos não passa da falta de compromisso com a História. Nas palavras do diretor Bruno Azevedo isto fica claro: “A intenção não é glorificar a imagem de Lampião, mas mostrar um lado pouco conhecido dele.”


Qual será? Porque, ultimamente, até sobre o rei do cangaço ter sido gay um juiz de Sergipe escreveu ter ‘encontrado evidências’– não comprovadas – e publicou num livro, que ora está sub-júdice em ação impetrada pela família Ferreira.

Depois de tantos livros sobre a personalidade, a figura, o homem, o cangaceiro... Ainda teremos novidades? Pra se ver o quanto o mito Lampião é forte!

Noutro parágrafo, o diretor disse: “Vamos registrar a retirada dos cangaceiros da cidade de Mossoró, não como derrotados, mas como estratégia de guerra, em que eles perceberam a desvantagem e decidiram sair.”

Pronto! Eis uma novidade! A derrota como estratégia de guerra.

Que não é tão nova, pois ainda é lembrada a ‘fuga como forma heroica de resistir’, defendida por um neo-historiador nos 80 anos da Resistência, quando criou uma trincheira de Jerônimo Rosado, composta por alguns que não estavam em Mossoró naquela tarde do dia 13 de junho de 1927.

Depois vem uma série de ‘novidades’ no parágrafo ‘protagonista real’... Dentre elas, que Lampião trabalhava como artesão até os 21 anos e usava óculos para a leitura. Outra, que começou aos 21 anos no cangaço, devido a morte do pai em confronto com a polícia e que seu bando ‘nunca’ ultrapassou de 50 homens.

Vamos a estas últimas novidades: O motivo da entrada de Virgolino no cangaço não foi a morte do pai, ocorrida em 1921, já que ele estava envolvido em pequenos grupos de cangaceiros desde 1917; a morte do pai foi apenas um escudo ético usado por Lampião para justificar-se, diante da opinião pública, como um homem que fez do cangaço o seu meio de vida durante 20 anos. (Ler a entrevista dada por Lampião em Juazeiro do Norte 
– CE, a 6 de março de 1926).

O uso dos óculos veio após ferimento no olho, durante um combate. (O Espinho do Quipá – Antonio Amaury & Vera Ferreira).

Se no ataque a Mossoró o grupo de bandoleiros tinha mais de 50 homens, como é que ‘seu grupo NUNCA ultrapassou este número’? Ora, é sabido que Lampião chegou a comandar diretamente mais de 100 cangaceiros e indiretamente mais de 200! Não foi à toa que ele dividiu seu bando em subgrupos, que a ele rendiam obediência e prestavam-lhe contas; por exemplo, temos depoimentos dos cangaceiros, ainda vivos, Candeeiro (PE) e Vinte e Cinco (AL), corroborando nossas pesquisas.

Portanto, continuamos na mesma, com relação ao cinema cangaço... A maioria não passa de licença poética que não respeita a História como ela aconteceu. É só esperar pra ver.

(*) Pesquisador e escritor pertencente ao quadro de sócios do ICOP; de Nova Floresta – PB, radicado em Mossoró - RN.

Enviado pelo autor

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

FOLCLORE MOSSOROENSE:


FOLCLORE MOSSOROENSE:

Tico Balduino, caboclo afeito a agricultura, vivia cuidando da roça, e era daqueles que "acreditando nas nuvens", plantava com antecedência, isto é, "no seco". Tico nem esperava pelo dia de São José. Certa tarde, ao voltar do roçado, onde não havia caído "nem uma gota d'água", apesar do dia do santo das chuvas estar de véspera, Balduino notou que, a distância de dois quilômetros, chovera - e ainda chovia - a manhã toda. 

Bastante cético, rabugento e chateado, comentou: "Óia", como São José é babão. Aqui nas terras dos Mendes, é água de fazer lama. No meu roçado, nem pingou!". 

Instantes depois, a chuva engrossou, e a descarga de um raio derrubou Balduino de cima do jumento, lançando-o num lamaçal. O sertanejo bronco levantou-se, olhou para cima, e berrou: "Eu disse e tá dito: Babão, babão, babão!".

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:


Kydelmir Dantas

MOSSORÓ - RN
Fone: (0xx - 84) - 3323 2307

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Convite lançamento livro - O REI E O BAIÃO



Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço: 
Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O JAGUNÇO, O CORONEL E A HORA DA VERDADE (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

O JAGUNÇO, O CORONEL E A HORA DA VERDADE

Quando o jagunço entrou na sala encontrou o coronel de costas, de mãos entrelaçadas atrás, talvez mirando as distâncias infinitas de suas terras. Continuou na mesma posição, enquanto o seu pistoleiro, nervoso, não sabia nem segurar com firmeza o chapéu que havia tirado da cabeça em reverência.

Estava nervoso sim, mas não com medo. Não era cabra pra ter medo de nada, principalmente de outro homem, ainda que coronel poderoso e afamado de todo tipo de brabeza da vida. O nervosismo era motivado pelo que tinha a dizer ao patrão, disposto que estava a dar um fim de vez na sua vida de matador de mando.

“Fez o trabalho que mandei Jesuíno?”. Disse o coronel, ainda virado para a janela, enquanto livrava as mãos para se servir de uma bebida disposta numa mesinha ao lado. Despejou o uísque, porém o copo despencou da mão assim que ouviu a resposta do jagunço.


“Num matei nem hei de matá mai ninguém. Doje diante num conte mai comigo pá dá cabo dos seus inimigo não. Só quero qui o sinhô me pague os atrasado e pode arrumá outo pá fazê suas mardade”.

Só mesmo quem estivesse do outro lado da janela para presenciar a terrível feição do coronel ao ouvir tais palavras. Homem de pele clara, rosto rechonchudo, bigode cheio queimado de fumo, de repente se transformou como numa bola de fogo derramando labareda pelas ventas. Os olhos pareciam soltar faíscas, o bigode espesso tremulava, a boca se retorceu tomada de ódio.

Contudo, o que Jesuíno ouviu nem parecia ter saído de uma pessoa em tempo de explodir, prestes a dar um bote infernal a qualquer momento. Só ouvindo a voz sem ver a feição, apenas procurou cuidadosamente escutar o que veio de lá.
“Depois de tudo se acovardou, se bandeou pro lado dos covardes, dos fracos. E olhe que você não tem escolha não, me deve obediência, tem apenas de fazer o que lhe pago pra ser feito. Um matador, um jagunço, um pistoleiro de sua laia, vai continuar sempre assim, a não ser que...”.

Nem terminou de falar e ouviu o jagunço dando passos à frente, já com voz diferenciada: “A num ser qui eu continuasse um pau mandado de vosmicê, um assassino qui mata traveiz das mão dos outo. Quem é mai bandido de nóis dois coroné? Diga. Quem é mais matadô, o qui só puxa o gatio ou quem paga pá vará as tripa? Diga coroné, diga...”.

Foi quando o coronel se virou feito fera pronta para atacar, trazendo arma na boca e chumbo no olhar tenebroso. “Mas quem é você pra tá falando assim comigo seu verme, seu matador de emboscada e tocaia. E se abrir essa boca nojenta de novo vou encher todinha de bala...”.

“Mai quem tá armado aqui é eu coroné. E sô matadô, cuma o sinhô bem sabe. E quem mata um home, faiz ele istribuchá no chão inté morrê, tomem mata um cachorro sarnento cuma o sinhô...”.

O coronel quis avançar, partir pra cima do homem, mas teve de recuar quando avistou duas armas na cintura do outro, e uma mão já na direção da cinta. Os olhos esbugalharam de vez quando viu o jagunço puxar uma arma e apontar na sua direção. Desarmado, sem poder reagir, só conseguiu atinar um jeito de sair vivo dessa. E o instinto lhe veio à voz trêmula, medrosa:

“Quanto você quer Jesuíno? Pago quanto quiser pra guardar essa arma e sair por essa porta como um homem decente e rico. Diga quanto quer Jesuíno”. Mas ouviu do jagunço: “Se assente naquela cadeira ali, é só isso qui quero agora. Se avexe...”.

O coronel sentou na cadeira de balanço já de fundilhos sujos. As mãos e as pernas tremiam como vara verde; sentia pontadas e mais pontadas na carcaça inteira; o coração queria explodir, sair pela boca. Quis colocar o chapéu encobrindo a mijada no linho branco, mas o jagunço não deixou.

Mandou que colocasse o chapéu na cabeça, acendesse um charuto e virasse uma golada de uísque. Ora, era coronel e tinha de ser tratado assim. Disse, mas falou mais:



“Quis abocanhá o mundo e abocanhô. Quis toda terra daqui e conseguiu. Quis qui todo inimigo desaparecesse de veiz e acabô mandano um a um pá debaxo da terra. Mandô matá o vigaro qui sabia demai e eu matei, mandô matá o seu porpio fio gastadô e eu matei. Todo mundo qui mandô matá eu matei, e num sei nem das conta. Se alembra do finado Mineuvino, aquele do terrenim lá de riba qui o coroné cismô de se apossar? Mineuvino era meu irmão, e o qui fiz cum ele pru causa do sinhô? Agora eu pregunto, quem farta mai morrê? Será qui num tá na hora de quem mandô matá tanta gente inocente morrê tomem não? Responda coroné!”.

“Responda coroné, responda coroné!”. Mas o coronel não respondia. Estava morto. Não suportou a verdade e morreu. Mas ao achar estranho o silêncio do patrão, o jagunço se apressou até a cadeira, balançou o homem, fez tudo para que desse sinal de vida. Mas nada. Certificou-se que estava morto.

E chorando, pedindo perdão por tudo, abraçou o patrão, parecia completamente desesperado com o acontecido. “Eu gostava tanto do sinhô, patrãozinho. O que vai sê deu agora sem as sua ordem, sem dizê quem devo matá?”. E ajoelhou-se em pranto descomunal.
Depois levantou decidido a vingar a morte do coronel, a tirar a vida do responsável por aquela tragédia. Então colocou o cano da arma no próprio ouvido e atirou. Caiu bem ao lado do patrão.
  
(*) Meu nome é Rangel Alves da Costa, nascido no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. Sou formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual fui membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudei também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não cheguei a concluir. Sou autor dos eguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor: Av. Carlos Bulamarqui, nº 328, Centro, CEP 49010-660, Aracaju/SE.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com