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terça-feira, 21 de maio de 2013

FREI DAMIÃO - UM SANTO BRASILEIRO

Por: Guilherme Machado

NASCEU NA EUROPA E SENTOU PRAÇA NO CORAÇÃO DO POVO NORDESTINO... FREI DAMIÃO DE BOZZANO!!!

Frei Damião de Bozzano, nascido Pio Giannotti, OFMCap (Bozzano, 5 de novembro de 1898 - Recife, 31 de maio de 1997) foi um frade italiano radicado no Brasil. Era filho dos camponeses Félix Giannotti e Maria Giannotti.

Começou sua formação religiosa aos doze anos, quando foi estudar em um colégio de padres. Aos dezenove anos foi convocado para o exército italiano e participou da Primeira Guerra Mundial. Aos 27 anos diplomou-se em teologia pela Universidade Gregoriana em Roma e foi docente do Convento de Vila Basílica e do Convento de Massa.

O frade capuchinho, ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1923, veio do norte da Itália para o Brasil no início da década de 1930, estabelecendo-se no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, sendo venerado por fiéis, principalmente nordestinos, pois foi nessa região que ele viveu a maior parte de sua vida, fazendo peregrinações pelas cidades, dando comunhão, confessando, realizando casamentos e batismos. Por muitos nordestinos considerados como santo encontra-se atualmente em processo de beatificação desde 31 de maio de 2003.

Por dia, muitas cartas chegam ao Convento de São Félix, contando fatos de cura, milagre, que a ciência não consegue entender.

Frei Damião, recém-chegado ao Brasil.

Sua primeira missa foi nos arredores da cidade de Gravatá, em Pernambuco, na capela de São Miguel, no Riacho do Mel. Anualmente, no mês de maio, realizam-se naquela cidade as Festividades de Frei Damião: uma grande caminhada sai da Igreja Matriz Nossa Senhora de Santa'Ana (no centro de Gravatá) e vai até a Capela do Riacho do Mel.

Na cidade de Recife, mais precisamente no Convento de São Felix da Ordem dos Capuchinhos, onde se encontra seu corpo, acontece desde sua morte no final de maio Celebrações para Frei Damião.

No ano de 1975, recebeu a medalha cunhada em ouro de amigo da cidade de Sousa, no estado da Paraíba, quando permitiu que construísse a primeira estatua em sua homenagem, tendo o mesmo colocado a pedra fundamental naquele ano e em novembro de 1976 oficiou missa de inauguração, obra do renomado escultor pernambucano Abelardo da Hora. A estátua esta construída no serrote denominado Alto da Benção de Deus, e se constitui hoje num facho abençoado de luz, deixando todos que contemplam mais próximos de Deus e de Nossa Senhora. E hoje é visitada por milhares de fieis.

Em 27 de setembro de 1977, recebeu o título de Cidadão de Pernambuco e, em 4 de maio de 1995, o título de Cidadão do Recife.

Frei Damião ocupou-se em disseminar “as santas missões” pelo interior do Nordeste. “As santas missões” eram um tipo de cruzadas missionárias, de alguns dias de duração, pelas cidades nordestinas. 

Nessas ocasiões, era armado um palanque ao ar-livre com vários alto-falantes onde o frade transmitia os seus sermões. Quando perguntado sobre os objetivos de suas “santas missões” aos sertanejos, o frei respondia que um dos objetivos era “livrá-los do Demônio, que queria afastá-los da Igreja e fazê-los abraçar outro credo [...]”.

Nunca abandonou suas caminhadas e romarias pelas localidades, no qual acompanhava com ele sempre, um terço e um crucifixo, as quais faziam com seu amigo Frei Fernando. Só parou poucos meses antes de falecer, devido ao agravamento de seu problema na coluna vertebral, fruto da má postura de toda a vida.

Frei Damião de Bozzano faleceu no Hospital Português no Recife, e seu corpo está enterrado na capela de Nossa Senhora das Graças, de quem era devoto, no Convento São Félix, no bairro do Pina, no Recife. Sua vida é retratada no livro do escritor Luís Cristóvão dos Santos, Frei Damião - O Missionário dos Sertões.

Na ocasião de sua morte, em 31 de maio de 1997, o governo de Pernambuco e a prefeitura de Recife decretaram luto oficial de três dias.

No interior de Pernambuco, na cidade de São Joaquim do Monte, todos os anos milhares de romeiros chegam para prestar suas homenagens ao Frade. O Encontro de Romeiros, ou Romaria de Frei Damião como é mais conhecida, acontece todos os anos entre o fim de agosto e início do mês de setembro. Programações religiosas e culturais modificam totalmente o aspecto da cidade. O ponto central da peregrinação é a estátua erguida em homenagem a Frei Damião localizada no Cruzeiro.
Em 2004, foi inaugurado o Memorial Frei Damião em sua homenagem, na cidade de Guarabira, Paraíba, uma das várias cidades em que o frade capuchinho percorreu em suas missões.  Neste memorial foi erguida uma estátua, que atualmente é considerada a terceira maior do Brasil.

Fonte: facebook - página do pesquisador Guilherme Machado

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Troféu Gonzagão 2013 reunirá mais de 100 artistas para celebrar a Cultura Nordestina

Diego Araújo - Campina Grande/PB em 20/05/2013

Nesta terça-feira, dia 21/05, a partir das 20h, a Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP será palco de um dos maiores eventos da Música Nordestina. O Troféu Gonzagão chega a sua 5ª Edição, considerado o Oscar da Música Nordestina, por reunir em uma única noite, os principais representantes desta vertente musical.

Em 2013, o Troféu Gonzagão vai prestar uma homenagear In Memoriam, ao artista paraibano Sivuca, e ainda ao casal Antônio Barros e Cecéu, e ao cantor Genival Lacerda pela contribuição que deram a música regional através das suas notáveis composições.

Genival Lacerda

Este ano 110 artistas participam da festa, nomes como Nando Cordel, Flávio José, Pinto do Acordeon, Amazan, Ton Oliveira, Capilé, Dorgival Dantas, Ademário Coelho, Alcimar Monteiro, Biliu de Campina, Trio Juriti, Três do Nordeste, Trio Nordestino, Toni Dumond, Maciel Melo, Josildo Sá, Cezinha do Acordeon, Sirano e Sirino, além do Maestro da Noite, Adelson Viana, confirmaram presença.

São esperados pela organização do Troféu Gonzagão mais de 1000 convidados, entre autoridades políticas, do judiciário, artistas, intelectuais e representantes da sociedade civil.

Na programação além dos shows, haverá uma série de homenagens, onde  Glorinha Gadelha, viúva de Sivuca receberá das mãos do cantor Fagner, o Troféu Gonzagão. Elba Ramalho entregará o troféu para o casal Antônio Barros e Cecéu, e o artista Genival Lacerda receberá o Troféu de João Gonçalves e Alcimar Monteiro.
  
Serão homenageados também os talentos artísticos culturais, que elevam a história de Gonzaga e da Cultura Nordestina, como o cineasta Breno Silveira, autor do filme “Gonzaga de Pai para Filho”, o Cantor Chico César, o Escritor, Pesquisador e Consultor da Música brasileira, Assis Ângelo, o Cartunista Fred Ozanan, e o Juiz de Direito Onaldo Rocha de Queiroga titular da 5ª vara cível da capital paraibana, autor do livro “Baião em Crônicas”.

 O Troféu Gonzagão é um reconhecimento público à trajetória de artistas regionais que cantam e tocam a música do Nordeste. A premiação acontece em Campina Grande e tem dois grandes objetivos: homenagear os nomes de destaque da música popular nordestina e premiar os artistas regionais que promovem o resgate e incentivo da cultura.

O Troféu já homenageou artistas consagrados como Marinês, conhecida como a “Rainha do Xaxado”, e também o paraibano Jackson do Pandeiro, considerado o maior ritmista da história da música popular brasileira. Tanto Marinês quanto Jackson do Pandeiro foram grandes responsáveis pela nacionalização de canções nascidas entre o povo nordestino.

O Troféu Gonzagão é realizado pelo Centro de Ortodontia Integrado e Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP, através do SESI com o Apoio cultural do Governo do Estado da Paraíba, Prefeitura Municipal de Campina Grande, UEPB, Sandálias Havaianas e Indústria Duraplast.

Informações adicionais podem ser obtidas através do telefone: (83) 2101-5326 ou 9924-8777.


Enviado pelo poeta, escritor e pesquisador do cangaço
Kydelmir Dantas

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Cariri Cangaço em Lavras: Secretaria de Cultura dá Show de Organização

Por: Paulo Sérgio

A Secretaria Municipal de Cultura e Esporte de Lavras da Mangabeira mostrou competência ao realizar o Avant Premier do Cariri Cangaço 2013 no município. O evento trouxe a Lavras, personalidades da arte, cultura e literatura do nordeste brasileiro.


A frente, esteve a Secretária Cristina Couto que travestida de Maria Bonita cerimoniou o Avant Premier nas Dependências da Câmara Municipal de Lavras, tomada por escritores, historiadores, imprensa e populares simpatizantes da história do Cangaço. A cavalgada Lêla Férrer, puxada pelo escritor, poeta, historiador e critico literário Dimas Macedo e pelo Deputado Estadual Heitor Férrer contando com a presença de vários cavaleiros abriu oficialmente o evento na tarde do sábado (18/05).


Cristina Couto convidou Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço, para presidir a 
Avant Premier.

     
Severo falou da "alegria em estar em Lavras, terra de mulheres e homens letrados e terra onde o coronelismo se fez presente com muita força, destacando-se a figura da Coronela mais importante do Ceará, quiçá do Nordeste brasileiro que foi D. Fideralina Augusto Lima."


A organização do evento, desde os mínimos detalhes comungando com a sincronia dinâmica dada pela secretária, como falas, apresentação de vídeos e recepção deixou para os presentes uma ótima impressão.


Dimas embebedou a platéia presente com relatos de fatos curiosos ocorridos da época do Coronelismo, que foi marcado por tragédias em Lavras, bem como, o botar pra correr de Lampião pelos cabras do Cel. Raimundo Augusto Lima.


Ao final da tarde/noite, jovens estudantes da Escola Assis Lucena brindou a todos com uma apresentação típica do cangaço, o xaxado. A noite, a festa continuou na Praça da Estação, local onde está instalada a Secretaria Municipal de Cultura e Esporte de Lavras sendo servido jantar aos convidados um trio forrozeiro animou a noite com um típico forró pé de serra.


No domingo pela manhã, ocorreram às visitações na casa de D. Fideralina Augusto no centro da cidade e em sua fazenda localizada no Sítio Tatu a 8km da cidade, contando com a presença do Prefeito Municipal de Lavras da Mangabeira. Dr. Tavinho.


Paulo Sergio de Carvalho

Fonte:

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MINHA CONSCIÊNCIA É MUITO MAIOR

Por: Crispiniano Neto

O pai de Luiz, João Campos, trabalhou muitos anos, numa fábrica de sabão em Mossoró. Quando morreu ficou devendo uma conta ao seu patrão.


Luiz Campos tinha verdadeiro horror àquela profissão e àquela fábrica, lhe revoltava o fato do pai ter trabalhado a vida inteira num lugar e ao morrer, em vez de deixar algum saldo ou pensão para a família, tinha ficado uma conta para pagar.

Mesmo indignado com aquela situação Luiz Campos procurou o dono da fábrica e se apresentou para trabalhar até saldar a dívida do pai. O patrão, tão explorador e ingrato, aceitou o trabalho, não dispensando a conta do seu velho operário padrão.

Muitos colegas roubavam borra de sabão. Tiravam de pouquinho, às escondidas. O patrão sabia, mas deixava acontecer, pois sabia que era uma forma do pessoal desabafar a revolta num tempo que não havia sindicato. Luiz Campos não tirava escondido. 

Um dia chegou para o dono pediu um pedaço pra levar pra casa. O patrão respondeu que podia levar, até porque sabia que ele era dos poucos que nunca tinha roubado.

Luiz perguntou:

- Que tamanho eu posso tirar?

O patrão respondeu displicentemente:

- Tire do tamanho da sua consciência.

Luiz Campos saiu calado, cortou um pedaço de aproximadamente 30 quilos, amarrou no bagageiro da bicicleta e foi saindo sem dizer mais nada.

O patrão viu o exagero. Ficou chateado e gritou:

- Luiz, você não tá achando que tá demais não?

- Não senhor! A minha consciência é muito maior do que isso.

Luiz de Oliveira Campos nasceu em Mossoró aos 11 de outubro de 1939, Luís é considerado como um dos maiores poetas da região. Hoje, apesar dos sérios problemas de visão ele não perde o bom-humor nem a verve poética.

Do livro do poeta Crispiniano Neto
PoesRia com Luiz Campos
Coleção Mossoroense 
Volume 829 
Série C
Julho de 1993

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Lavras da Mangabeira: uma grata e maravilhosa surpresa

Por: Juliana Ischiara
 Juliana Ischiara, Raul Sá e Múcio Procópio

O convite do amigo e curador do maior e mais bem sucedido evento que reúne hoje os maiores e mais abalizados pesquisadores da cultura regional nordestina; Manoel Severo;  e como conselheira deste grande e maravilhoso evento, fui a Lavras da Mangabeira. O município está em festa, comemora 197 anos de emancipação política e, por ocasião deste evento, a Secretária de Cultura Cristina Couto, a quem parabenizo pela iniciativa e pela festa maravilhosa e irretocável organização, convidou o Cariri Cangaço para fazer parte deste momento histórico do município, ocasião em que foi dado inicio aos trabalho deste ano com à “Avant Premier" do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira.

Não conhecia o município, porém, assim como seus munícipes que são apaixonados por sua história, também me encantei pela história e pelo povo deste celeiro de homens e mulheres de fibra e valentia, seja no bacamarte como D. Fideralina Augusto Lima, seja como seus descendentes que hoje combatem o bom combate, não de bacamarte na mão, mas de caneta em punho, seja na poesia, na literatura e na política. 


Lavras da Mangabeira é a terra natal de Dona Fideralina Augusto, do deputado Heitor Ferrer, do poeta e educador Filgueiras Lima do escritor  Dimas Macedo e de uma das figurinhas mais extraordinárias que tive a sorte e a honra de conhecer, Raul Sá, um pequeno grande historiador que, aos 10 anos de idade já é um grande conhecedor da história de seu município, Lavras da Mangabeira, bem como do Cangaço e de mais fatos históricos ocorridos no solo sagrado do sertão nordestino, tendo inclusive um livro pronto e prestes a ser publicado. Em síntese, uma grande promessa para o futuro da literatura cangaceira e da cultura regional nordestina.

Em sendo assim, aproveito a oportunidade para parabenizar, mais uma vez, os Lavrenses por sua história e cultura, a Secretária de Cultura Cristina Couto e ao gentilíssimo Prefeito Tavinho, que nos recebeu com generosidade e carinho, que Deus continue abençoando e iluminando esta administração. Um abraço fraterno e o meu sincero agradecimento pela generosidade dispensada a nós, visitantes que, com certeza, voltamos com nossos bornais cheios de alegria e conhecimento. Saudações Cangaceiras

Juliana Pereira Ischiara
Quixadá Ceará

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segunda-feira, 20 de maio de 2013

MARCAS DO CANGAÇO


O cangaço deixou marcas não apenas na história, cultura e costumes brasileiros. Muitos saíram dos confrontos com cicatrizes profundas, prejuízos irreparáveis e lembranças que vivem até hoje.

Esta acima é a Sérgia Ribeiro a cangaceira Dadá, esposa do perigoso  e sanguinário cangaceiro, um dos mais valentes que o rei Lampião o ordenava como chefe de bando. 

O cangaceiro Corisco

Dadá havia perdido a perna esquerda quando Corisco e ela foram pegos pelo tenente Zé Rufino, no dia 25 de Maio de 1940. Na foto o leitor ver ela presenciando a exumação da ossada do marido. Dadá faleceu no ano de 1994, na Bahia.

Extraído do facebook, página do pesquisador Guilherme Machado.

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Entre Canetas e Bacamartes

Por: Cristina Couto
Fideralina Augusto Lima e a Abertura do IV Seminário Cariri Cangaço - Entre Canetas e Bacamartes.

Lavras da Mangabeira viveu seu apogeu politico nas primeiras décadas do século XX. O poderio do Bacamarte de um coronel, nada convencional para aqueles tempos deu a nossa cidade o título de Princesa do Salgado, mostrando a força e determinação do substantivo feminino.

Nas terras fecundas do Salgado imperou a vontade de uma mulher, Dona Fideralina Augusto Lima, que sendo proprietária de inúmeras terras, muito gado, muitos negros e muitos cabras foi uma das maiores expressões políticas do Estado do Ceará em todos os tempos, tornou-se símbolo de mulher destemida, audaz e guerreira e tem seu nome, hoje, citado no coronelismo, sendo reconhecida e respeitada como tal.

O efervescente conflito entre o rosário dos beatos, a ponta do punhal dos cangaceiros e o bacamarte dos coronéis, mostraram ao Ceará o grande domínio que o Cariri Cearense detinha nesta Região. Os símbolos, os mitos e as crenças determinaram os mandatários locais e a troca de favores em nome do poderio político. 

Cristina Couto recebe de Manoel Severo o Título Cariri Cangaço

Quando o rosário se quebrou, o punhal entortou e o bacamarte caiu, Lavras da Mangabeira não perdeu seu poderio, reconhecida como celeiro de intelectuais seus filhos ilustres assumiram o poder através da caneta, sendo destaque na literatura e nas artes. 

Por essas razões, Lavras da Mangabeira tem a honra de abrir a temporada do IV Seminário Cariri Cangaço em suas terras. Para a cultura lavrense é um verdadeiro resgate histórico daqueles que tanto fizeram pelo nosso município, e durante décadas foram completamente esquecidos e até injustiçados. O tempo passa mais a história registra. A partir desse momento vamos conhecer e reviver o nosso passado de conflitos e de glória.

Cristina Couto
Secretária de Cultura de Lavras da Mangabeira
da família Cariri Cangaço

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Monsenhor Américo - Parte I - 12 de Maio de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Américo Vespúcio Simonetti nasceu em Assu/RN em 21 de dezembro de 1929, sendo filho do casal Alfredo Simonetti e Maria Augusta de Sá Leitão Simonetti. Foi o quarto filho de um total de sete irmãos: Maria Amália Simonetti (Ir. Angelina), José Nazareno Simonetti, Maria Anita Simonetti, Joaquim Alfredo Simonetti (Padre Alfredo), João Batista Simonetti, Maria da Salete Simonetti Gomes e um filho adotivo: João Batista. O pai morreu quando Américo tinha apenas 10 anos.


“Eu sou de uma família católica, cresci com o hábito de ir à igreja. Recebi influências tanto da minha mãe como do meu pai. Não houve exigência por parte deles, eu sozinho quis seguir o sacerdócio. Aos poucos, ainda em Assú, fui despertando essa vontade, esse desejo. Foi ai que resolvi ingressar no seminário. A formação católica que recebi tem muito sentido para mim”, declarou Monsenhor Américo numa entrevista que concedeu ao jornal “Gazeta do Oeste” em novembro de 2002.
               
Iniciou seus estudos em Assú. Com dez anos e dois meses de idade, encontrava-se no Seminário de Santa Terezinha de Mossoró, entre os novatos de 1940. Os estudos superiores foram feitos em São Leopoldo/RS, de 1950 a 1952, Filosofia e Teologia entre 1953 a 1956, também em São Leopoldo. Em 1969 fez especialização em Didática do Ensino Superior na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como forma de aperfeiçoar em sua formação. As ordens sacras foram dadas nas seguintes datas: subdiaconato em 01 de janeiro de 1956 em São Joaquim/SC, por Dom Daniel Hostin. Presbiterato a 02 de dezembro de 1956, em Assú, por Dom Eliseu Mendes. Sua primeira missa foi realizada na Matriz de São João Batista, em Assú, no dia 08 de dezembro de 1956. 

Foi nomeado vigário cooperador do Monsenhor Júlio Alves Bezerra, na mesma paróquia. Em 1962 foi chamado pelo então bispo de Mossoró Dom Gentil Diniz Barreto, sendo nomeado vigário da paróquia do Coração de Jesus, onde permaneceu de 1962 a 1964. Assumiu a coordenação da Ação Pastoral na Diocese a partir de 1962, a superintendência da Rádio Rural de Mossoró a partir de 1963 e foi indicado como vigário geral da Diocese a partir de 1969.
              
Foi professor de psicologia do Curso Normal Regional em Assú, de 1960 a 1961. Professor de Economia Política da Escola Técnica de Comércio, na Escola Nossa Senhora das Vitórias, em Assú, em 1961. Professor de Latim, no Ginásio Pedro Amorim, também em Assú, em 1961. Professor de Literatura Latina, no Instituto de Letras e Artes da Universidade Regional do Rio Grande do Norte, hoje Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN.
               
Foi Reitor durante vários anos do Santuário Coração de Jesus, Diretor do Lar Sacerdotal, Diretor do Departamento Diocesano de Ação Social e da Cáritas Diocesana, Diretor do Curso Superior de Iniciação Teológica, Diretor do Centro Pastoral de Ciências Religiosas e Animador da Ação Católica no setor da Juventude Agrária Católica – JAC, quando ainda se encontrava em sua cidade Assú.
               
Uma de suas mais importantes obras foi a criação da Rádio Rural de Mossoró, com o apoio do bispo diocesano Dom Gentil Diniz Barreto, em 1963. Para isso mobilizou, durante muito tempo, a cidade e a região de Mossoró, com promoções como: A Feira da Providência, o Festival dos Municípios e o Concurso A Mais Bela Voz.
               
Padre Américo Simonetti recebeu o título honorífico de “Monsenhor” do bispo diocesano Dom Gentil Diniz Barreto e, no ano de 1980 foi nomeado pároco da Catedral de Santa Luzia, substituindo o Monsenhor Huberto Bruening .
               
Como pároco, resgatou os festejos da padroeira Santa Luzia e ajudou a transformá-la num dos eventos religiosos mais importantes do Estado do Rio Grande do Norte. Criou um tema para cada ano da festa e foi o incentivador principal da peça do Oratório de Santa Luzia. Sempre promoveu o bem e ajudou a todos que lhe procuravam. Era uma pessoa generosa e responsável por inúmeros trabalhos realizados na Diocese de Mossoró. Foi dele, por exemplo, a famosa frase que acompanha a procissão de Santa Luzia: “Mossoró com alegria, saúda Santa Luzia”.
               
Seu lema era: “Não desanimar nunca, embora venham muitos ventos contrários”.
              
Continua na próxima semana

Todos os direitos reservados

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:
http://www.blogdogemaia.com

Fideralina Augusto Lima a personagem principal em Lavras.

Por  Dimas Macedo
Dimas Macedo conferencista da tarde em Lavras

O Ponto alto da Abertura do Cariri Cangaço 2013 em sua Avant Premier em Lavras, foi a Conferência do escritor , poeta e membro da Academia Cearense de Letras; filho ilustre de Lavras da Mangabeira; o intelectual Dimas Macedo, sobre a trajetória de vida de Fideralina Augsto Lima, ou simplesmente Dona Fideralina. 

Com uma Mesa onde tínhamos além de Dimas Macedo, o escritor e pesquisador, secretário de cultura de Barro, Sousa Neto, a historiadora e pesquisadora Juliana Ischiara e o pesquisador, escritor e secretário de cultura de Aurora, José Cícero, tivemos a oportunidade de aprofundar neste universo fantástico das raízes de nosso sertão, através da marcante história de vida de uma das personagens mais emblemáticas do Ceará, do final do século XIX e inicio do século XX, que a partir de Lavras levava sua influência para todos os rincões alencarinos.

Dimas Macedo em Conferência ímpar no Cariri Cangaço 2013
Sousa Neto, Juliana Ischiara e José Cícero

Com uma Conferência pontuada por informações preciosas sobre a trajetória de dona Fideralina e a tradicional família Augusto ao longo do tempo, Dimas Macedo nos brindou com um capítulo especial da vida desta Matriarca Lavrense, numa autêntica aula de história, conhecimento e reflexões.

Fatos curiosos, polêmicos e que foram fundamentais pra entendermos boa parte da história de nosso Ceará do inicio do século pasado tiveram em Lavras eum cenário habitual e importante tendo como pano de fundo a presente forte e definitiva de Fideralina Augusto Lima. Para a historiadora Juliana Ischiara, "foi uma tarde noite memorável quando o Cariri Cangaço reverencia de forte solene a memória não sói de Fidera, mas de todo clã dos Augusto". Já o pesquisador José Cícero confirmou " Mulheres como Fideralina e Marica Macedo estavam a frente de seu tempo, e o Cariri Cangaço hoje contribui fortemente para o resgate da história de nosso Ceará." Sousa Neto não deixou de ressaltar a "grande mobilização de toda a cidade de Lavras em torno do Cariri Cangaço: Um evento inesquecível".

Ao final ficou a certeza de muitos outros capítulos em Lavras da Mangabeira no 
Cariri Cangaço 2014.

Tudo sobre a Avant Premier do Cariri Cangaço em Lavras da Mangabeira, voce encontra a partir de hoje aqui no cariricangaco.com

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Convite Missa de 1º Aniversário de Anatália Cristina Queiroga Pereira


Enviado por Jeferson Queiroga
Natal-RN

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Região Nordeste - O Cariri e o Cangaço

Por: Fádina Lacerda
Fádina Lacerda, professor Major e Cristina Couto na Cariri Cangaço Lavras da Mangabeira

Caros visitantes, tenho feito relatos de minhas viagens à Europa, embora também postado algumas vezes sobre o meu Brasil. Então, quero neste relato, apresentar um evento que está crescendo aqui entre nós, visto que se trata de um propósito, que é preservar e tornar amplamente conhecida a tradição e a cultura nordestina, com os fatos históricos que contribuíram para a sua formação. Neste final de semana, viajei com o o Grupo Cangaceiros Cariri, do Cariri Cangaço, para o evento que marcou o início do Seminário sobre Lampião - O Rei do Cangaço - com o seu bando, nas cidades por onde ele andou, em décadas passadas.

A região Nordeste, é de uma riqueza imensa, muito embora padeça com as intempéries do clima seco e árido, as chuvas escassas e toda a espécie de problemas e suas tragédias causadas por este fenômeno que modifica ocasionalmente a paisagem, exibindo a caatinga  sob traços dramáticos, porém, revestida de enorme riqueza ambiental.


O Boqueirão de Lavras, um lugar paradisíaco que enriquece a região com sua beleza ímpar, e o Salgado, rio mitológico do Cariri. Os habitantes e toda a equipe municipal que organizou e preparou a cidade. para a realização desse  importante evento, de fundamentação histórica não apenas para o povo nordestino, mas também, para todos os brasileiros, contribuindo com a preservação de nossas tradições populares.

A programação conta com  edições em outras cidades, e  ocorrerá em sistema de Seminários com palestras, conferências, apresentações artísticas e visitas destacadas pelo bando de Cangaceiros do Bem, que no seu objetivo maior é manter e preservação a nossa cultura, além de apresentá-la ao mundo, com toda a riqueza que ela concentra e que esteve de certa forma, escondida dos olhares e apagada das nossas memórias. 

Até o próximo!

Fádina Lacerda
Fonte:http://oasisdefadna.blogspot.com.br

http://carircangaco.blogspot.com

Teje intimado a comparecer

O CEEC - Centro de Estudos Euclydes da Cunha apresenta:

Lançamento do Filme: Feminino Cangaço
Direção: Lucas Viana e Manoel Neto
Local: Sala Walter da Silveira - Barris - Salvador/BA
Data: 06 de junho as 19H:30.

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/

Como agiam as volantes

Por: Airton Maciel(*)
A partir da esquerda: Ildefonso Flor, Maneol Gomes de Lira, João Jurubeba de Sá Nogueira ( João Gato), João Gomes Jurubeba e Manoel Gomes de Sá.

Irmãos, primos, famílias inteiras se incorporaram às volantes na caçada a Lampião e seu bando. A violência das volantes pelos sertões é uma mancha registrada pela literatura sobre o cangaço.

João Gomes de Lira

O tenente reformado e ex-integrante de volante, João Gomes de Lira, 82 anos (já falecido - centenário 100 anos próximo mês), autor do livro Memórias de um Soldado de Volante, reconhece ações arbitrárias nas perseguições a Lampião, mas restritas aos "coiteiros". "Nunca soube de morte deles pelas volantes" afirma João Gomes.

Recolhido à pequena Nazaré, vila do município de Floresta, a 470 km do Recife, palco e cenário das primeiras desordens de Lampião, o tenente João Gomes conta o começo da história. Em entrevista exclusiva, por telefone, ao Suplemento Cultural.

Suplemento Cultural - Em Lampião - Memórias de um Soldado de Volante, o senhor conta a origem dos Ferreira e os primeiros atritos da família de Lampião coim os Nogueira, clã do qual o senhor faz parte. Como se deu o seu ingresso na volante?

João Gomes de Lira - Estava em Nazaré, em agosto de 1931, e Lampião assolava, miseravelmente, o Estado da Bahia. O governador baiano pediu socorro ao governador de Pernambuco, Carlos de Lima Cavalcanti, que designou o tenente Manoel Neto para formar uma volante.

Manoel Neto

Ele levou mais de vinte meninos de 16 anos a 19 anos, e alistou em Vila Bela, hoje Serra Talhada. Eu tinha 18 anos. Lá, estava o comandante das forças volantes do interior, coronel João Emerson Benjamin, que ficou surpreso com o recrutamento. Ele disse que a força era de meninos e que o Governo não tinha vaca leiteira para dar leite a todos esses pirralhas.

Suplemento Cultural - Como o tenente conseguiu convencer o comandante a aceitar a volante arregimentada em Nazaré, diante da surpresa que quase representa a desmoralização da Força?

João Gomes de Lira - O tenente Manoel Neto não aceitou o argumento e insistiu na continuação da volante. Manoel Neto disse que, quando se encontrasse com Lampião, o Sertão, o Brasil e o Mundo iam saber quem era Manoel Neto e seus meninos. Lampião dizia que a tropa de Manoel Neto era de "cachorrinhos novos que tinha pego em Pernambuco". 12 dias depois do alistamento a gente foi para a Bahia. Lampião andava com 60 a 70 cangaceiros e a nossa volante tinha 45 praças. Em Setembro, no dia 6, Lampião atacou em Santo Antonio da Glória, sertão da Bahia. A volante de Manoel Neto conseguiu alcançá-lo na caatinga. Houve muito tiroteio e feridos, mas ele e o grupo conseguiram fugir. Foi o único confronto qie tivemos.

Suplemento Cultural - As volantes que combatiam o cangaço tinham fama de violência. Há acusações de saques, truculências e atrocidades. As volantes agiam mesmo fora da lei?

João Gomes de Lira - A quantidade de coiteiros não tinha quem contasse. Acoitavam Lampião, informavam ele das volantes. Se a gente perguntava por Lampião, eles diziam que não tinham visto, não sabiam onde estava. Tinham que levar uma surra pra falar, mas nunca vi nenhum coiteiro ser morto.

Suplemento Cultural - Como as volantes conseguiam munições e alimentação para manter a perseguição?

João Gomes de Lira - A munição a gente recebia em Vila Bela, e a comida era mais difícil. A tropa comia muito coroa de frade (planta da caatinga), e carne assada com rapadura e farinha quando tinha. O tenente tinha dinheiro para despesas e a gente comprava nas casas.

Lampião

Suplemento Cultural - Como começaram as desavenças e atritos com os Ferreira, família de Lampião, em Nazaré?

João Gomes de Lira - A minha família era inimiga dos Ferreira. A primeira vez que ele brigou aqui foi em 1919. Na época, havia as famílias Pereira e Carvalho. Sidário Carvalho e seu grupo eram inimigos do cangaceiro Sebastião Pereira.

Sebastião Pereira - o cangaceiro Sinhô Pereira

Um dia se encontraram na vila, discutiram e trocaram ameaças. Meu pai (Antonio Gomes Jurubeba) ficou do lado de Sidário e Lampião o desacatou e a Sidário. Até então, Lampião andava armado, mas ainda não era cangaceiro. Virgulino, Levino e Antonio ferreira tinham frequentes discussões com os  Saturnino e os Nogueira (formada pelas ramificações Jurubeba, Souza Ferraz e Souza Nogueira, e mudaram-se de Vila Bela para Nazaré em 1919. Depois da briga na vila, Virgulino mudou-se para Alagoas, e só retornou em 1922, quando Sebastião Pereira foi para Goiás e Lampião assumiu o seu grupo. Em 1º de agosto de 1923, uma prima de Lampião ia se casar na igreja de Nazaré. Lampião veio pra cá com 15 cangaceiros, mas no caminho cortou a linha do telégrafo e fez 15 chicotes.  Chegaram na vila dizendo que era para dar 15 surras. Meu pai se retirou com a família para o sítio para não haver morte, mas antes chegou a discutir com Virgulino. Foi assim que nasceu a inimizade. Aqui era tudo parente, por isso todo mundo se integrou à volante tempos depois, para perseguir Lampião.

(*) Jornalista. Repórter do Diário de Pernambuco.

Fonte:
Diário Oficial
Estado de Pernambuco
Ano IX
Julho de 1995

Material cedido pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Vozes da Seca

Por: Aderbal Nogueira
Paulo Gastão e Aderbal Nogueira

Gravei a uns 6 messes a inauguração de uma grande indústria de roupas aqui no Ceara. A pouco tempo estive lá novamente e na entrada tem cartazes gigantes dizendo: "PRECISA-SE DE COSTUREIRAS", sabe de quantas vagas? 2000 duas mil. 

Dois galpões fechados, simplesmente por que as mulheres não querem perder esse tal de bolsa esmola. Auxilio sim, para doentes velhos e em calamidades. Para quem é são, o velho rei do baião já disse o que acontece. 


http://www.youtube.com/watch?v=bcHziEM2xgs

Extraído do facebook da página do cineasta e pesquisador do cangaço: Aderbal Nogueira

http://blogdomendesemendes.blogspot.com