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sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

92 ANOS DE "LAMPIÃO EM CAPELA", REPORTAGEM DO JORNAL CORREIO DE ARACAJU, EDIÇÃO DE 29/11/1929

Por Antônio Corrêa Sobrinho

Em 1929, o jornalista e telegrafista ZOZIMO LIMA chefiava a repartição dos Correios e Telégrafos da sergipana Capela, sua terra natal, burgo da zona da mata canavieira, e, concomitantemente, trabalhava como correspondente na região, do jornal CORREIO DE ARACAJU, quando resolveu o destino, na noite de 25 de novembro do sobredito ano, colocá-lo diante do mais temível dos bandoleiros que existiram no Brasil, o pernambucano VIRGULINO FERREIRA DA SILVA, o LAMPIÃO, quando de seu primeiro ataque a Capela.

Quis o desígnio das misteriosas forças que nos regem, ao promover, naquela oportunidade de ataque de cangaceiros a uma cidade, o encontro de Lampião justamente com Zozimo Lima, o telegrafista e ao mesmo tempo cronista, proporcionar, desta forma, à historiografia do cangaço um dos seus mais importantes documentos, a conhecida "LAMPIÃO EM CAPELA", reportagem que se fez elemento constitutivo do conjunto das incontestáveis demonstrações da atuação bandoleira de Lampião, no caso, a sua presença no território sergipano.

Sem mencionar que se trata, a referida matéria, de um olhar sóbrio, amplo, desapaixonado, e não ressentido, considerando que andou por horas veladamente ameaçado, e que só não entrevistou o capitão bandoleiro, justamente por isso, por causa da sua condição, naquele instante, de apenas um telegrafista à mercê de um afiado e longo punhal, a transbordar de medo em que estava.

Refiro-me, nesta postagem, ao artigo jornalístico, publicado quatro dias depois dos acontecimentos que marcaram para sempre a história de Capela, a "visita" de Lampião a esta cidade, texto que hoje completa 92 anos.

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LAMPIÃO EM CAPELA

Informações interessantes colhidas pelo correspondente do Correio – a atitude digna do intendente Antão Corrêa – Lampião acha que a vida do cangaço é bem divertida – outras notas**

Segunda-feira, 25, esta cidade teve o seu dia máximo de vibração e emoção popular. Precisamente às 20 horas, quando se encontrava funcionando o cinema municipal, portas adentro da popular casa de diversão capelense surgiu a figura temível de Lampião que, acompanhado do prefeito local, vinha à procura do encarregado da estação telegráfica da cidade com o fim de intimá-lo a não se comunicar com as demais estações correspondentes. Igual procedimento tivera, posteriormente, para com a encarregada do posto telefônico e do telégrafo da estrada de ferro.

Historiemos os pormenores dos seus receios e tentativas de assalto à cidade, o que se verificou.

Às 19 h 40 min, à casa do coronel Antão Corrêa, intendente local, justamente quando este distinto cavalheiro acabava de jantar com sua família, apareceu, de automóvel, o Sr. Otacílio Azevedo, negociante em Dores. Vinha procurar o jovem prefeito para uma conferência. Tinha por fim esta lhe dar conhecimento de que Lampião e o seu grupo, em número de dez ao todo, exigiam a sua presença no lugar denominado Sobradinho, à entrada da cidade, onde todos se encontravam parados por se ter furado uma câmara de ar do carro que conduzia o audacioso bando.

O Sr. Otacílio trazia-os de Dores à força, em seu automóvel. Juntamente com mais três carros daquela cidade, aonde chegara, procedente de Carira, às 16 horas, para rumar em direção à Capela, às 19 horas.

O intendente Corrêa, depois de ouvir o Sr. Otacílio Azevedo, improvisado de chofer, deu ciência à sua esposa do que ocorria, tomou rápidas providências, em sigilo, para que o minguado destacamento local não saísse ostensivamente à rua em virtude da insuficiência de forças para um ataque, e foi ter com o grupo que o esperava.

Antão Corrêa foi recebido por Lampião que lhe disse desejar entrar à cidade sem outro intuito que o de angariar uns cobres, prometendo não cometer depredações.

O jovem intendente pediu-lhe manter-se em atitude pacífica e, entrando no automóvel ao lado de Lampião, às 20 horas chegaram todos à cidade.

Lampião mandou Arvoredo tomar o telefone, de passagem, e rumou para o Telégrafo. Corrêa fez-lhe ver àquela hora que o telegrafista estava no cinema e não deveriam ir à cidade-repartição, pois lá só se encontrava a família do respectivo funcionário, Sr. Zózimo Lima. As senhoras eram nervosas e podiam ter uma crise de consequências desagradáveis.

— Tá direito, disse Lampião, mulher é bicho danado pra dar chilique.

E rumaram para o cinema. Ali, o intendente Corrêa entrou logo no cinema e chamou o telegrafista para apresentá-lo a Lampião. Este assomou logo na sala de projeções e foi gritando — “não corram!” Foi um pânico medonho, indescritível! Os demais companheiros foram entrando aos poucos.

O povo, apavorado, não se mexeu mais. O operador em dois minutos quebrou mais de trinta metros de fita. A música perdeu o compasso e os instrumentos começaram a engasgar. Um grupo quis sair, mas Moderno, cunhado e secretário de Lampião, gritou — “se saírem eu dou um tiro pra vocês verem como a coisa é boa”. Logo aí Lampião ordenou ao telegrafista que não fosse mais à repartição sob pena de responsabilidade. Mandou logo quatro companheiros esperar o trem, que chegaria às 21 horas.

Estabelecida confiança do povo que entrou logo de simpatizar com Lampião, que se mostrou sobremodo atencioso, delicado, palestrador incansável, bem como os seus companheiros, começou a população em peso cercar a horda temível. Mandou logo que o intendente organizasse a lista das pessoas que deviam entrar com dinheiro, exigindo, porém, quantia não inferior a vinte contos. O intendente fez lhe ver a impossibilidade de arranjar aquela quantia, visto o comércio estar exausto e estarmos sendo perseguidos por três anos de seca. Diante desta ponderação Lampião respondeu — “É, major, eu também venho atravessando uma seca de 14 anos. Arranje pelo menos uns seis contos”.

Depois de ter comparecido à presença de Lampião, por exigência deste, o delegado de polícia, foi-se tratar de arranjar, entre os negociantes e usineiros, a importância exigida. Não se encontrou má vontade. Pudera! Lampião com aquela espetaculosa indumentária, não é para brincadeira.

Conseguidos os cinco contos e pico, o famanaz Moderno, por ordem do chefe, contou, emaçou e guardou a bolada no mocó, que estava recheado de dinheiro.

E daí em diante, pela noite adentro, as ruas em desusado movimento, Lampião e seu bando percorriam as praças em automóveis, espalhando-se pelas ruas frequentadas pelo meretrício, entrando em casas de bebidas para constantes libações.

Arvoredo, Volta Seca (uma criança quase) e Ponto Fino contavam trágicas façanhas aos grupos numerosos que os cercavam.

Visitaram as casas dos ourives Alfredo Assis e Euclides Silva, onde fizeram compras de jóias, pagando-as. Foram depois ao estabelecimento comercial de Jackson Alves, adquirindo por 500$000 uma gabardine e um revólver. As compras efetuadas eram pagas pelos preços estipulados, sem relutância por parte dos compradores. Todo mundo queria ver, ouvir, dar dois dedos de prosa com o célebre campeador nordestino e era imediatamente atendido com satisfação. Lampião, depois das 23 horas, foi ao telefone intermunicipal para falar diretamente com o chefe de polícia, não se conseguindo, àquela hora, obter a comunicação desejada, apesar da insistência da respectiva funcionária com as estações intermediárias, dormindo àquelas horas. Pelo esforço da telefonista Lampião gratificou-a com 50$000.

Às 3 horas da manhã, sempre acompanhado do povo, Lampião tocou reunir, com um apito estridente. Pouco a pouco foram chegando os companheiros dispersos. Feito isso, tomaram os automóveis e dirigiram-se ao povoado Pedras, onde se demoram pouco tempo, seguindo rápido para Aquidabã, a cavalo, pois fizeram dali seguir os autos para Dores.

A força que chegou de Aracaju, de manhã, depois de ligeiras e indispensáveis preparativos para combate, seguiu no encalço dos bandidos. Se não tomaram, da capital, providências imediatas para a vinda, em tempo, da força, é claro, foi porque todas as comunicações estavam interceptadas pelo bando sinistro.

Lampião, se bem que inculto é, não resta dúvida, um sujeito arguto e inteligentíssimo.

Sejamos imparciais e justos — os nossos últimos e indesejáveis visitantes, pelo trato ameno, pela atenção e cordialidade, deixaram boa impressão ao público.

Essas qualidades aqui exibidas pelos bandoleiros foram, não há negar, devido à maneira porque, na situação em que nos encontrávamos, se portou o digno intendente Antão Corrêa, desenvolvendo fina diplomacia para conter os impulsos latentes que moram nos corações de gente de tal jaez. Não há exagero em se afirmar, e disso todos estão gratos e cientes, que a tranquilidade pública repousou na ação eficaz, ordenada e destemerosa do jovem prefeito que, por esse gesto, mais conquistou as simpatias dos capelenses.

Afrontar um bando aguerrido como o de Lampião, com quatro soldados, desmuniciados, porque o complemento do mesmo tinha seguido para o sertão, dois dias antes, com o tenente Elesbão de Brito, seria um sacrifício inútil.

O Sr. Antão Corrêa embora sem a proteção da força, com as responsabilidades especiais do seu cargo político e administrativo, alvo principal das vistas tigrinas do bando trágico, sem saber a sorte que lhe aguardava, não atendeu a rogos de parentes sentimentais, não poupou sacrifícios para salvar a cidade de um saque provável, defender a honra da família capelense e seguiu, aventurosamente, para negociar com o celerado a paz de que tanto ansiávamos.

Porque fosse outro o Sr. Antão Corrêa, seguisse o exemplo de muito valiente que conhecemos, teria Sua Senhoria, após receber o convite de Lampião, sem saber das suas intenções, se metido no seu automóvel com a família e azulado por esse mundo afora, deixando a cidade entregue à sanha do audaz e facinoroso grupo.

—

Não podemos, também, deixar de elogiar a ação do cônego José Cabral, que muito nos auxiliou, impondo-se, pela sua correção moral e seus conselhos, no meio do bando de Lampião. Dois sequazes ao vê-lo, pediram-lhe a benção.

O cônego desejou-lhes regeneração. Eles sorriram.

—

Lampião mandou, por dois dos seus companheiros, buscar de automóvel o delegado, major Pedro Rocha, que, no momento de sua chegada, se achava na estação esperando o trem. Felicitou-o por conhecer mais um colega.

—

Gato foi jantar na Pensão Cabral. Interrogado pela proprietária sobre se era verdade não suportarem as mulheres, teve como resposta: — “Não gostamos das mulheres fuxiqueiras”.

—

Interrogado Lampião pelo autor destas notas se não pretendia deixar a vida que levava, teve como resposta: — “Qual moço, não há mais jeito. Deixe lá que a vida do cangaço é bem divertida”.

—

Ao Dr. Ozório Ribeiro disse Arvoredo que só tinha dois amigos: a Providência e o seu fuzil.

—

Conhecido diretor de importante repartição federal, que se encontrava na estação férrea, ao saber que Lampião tinha entrado na cidade, foi para a casa com as calças “pesadas”, infeccionando as ruas, fazendo os transeuntes, raros, levarem o lenço ao nariz.

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Lampião e Zozimo

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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CORONEL JOÃO SÁ E A FAZENDA CARITÁ

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=-enJtesEASE&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Quer ajudar nosso canal? Nossa chave Pix é o e-mail: narotadocangaco@gmail.com Fazenda Caritá, que pertenceu ao Cel. João Sá.

Nesse vídeo, o ex-vaqueiro da fazenda, Sr. Jaconias narra para o pesquisador João de Sousa Lima as dificuldades da vida na época do cangaço, quando o sertanejo não tinha muita escolha: era viver ou morrer.

Link desse vídeo:

https://youtu.be/-enJtesEASE

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

LAMPIÃO DESTRÓI A VIDA DE JOANNA EPIPHANIA

 Por Cangaço Eterno

https://www.youtube.com/watch?v=mxUzvTolvi0&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Nesta narrativa sigo o belíssimo texto do livro Cangaço na Bahia Cavalos do Cão do mestre Rubens Antônio, onde se relata toda crueldade praticada por Lampião e seu bando contra a população local e em especial toda barbárie cometida contra a Joanna Epiphania e seu marido. Se estão a procura de um conteúdo novo de qualidade sobre o cangaço compre os dois Livros de Rubens Antônio CANGAÇO NA BAHIA CANÇÃO AGALOPADA E CANGAÇO NA BAHIA CAVALOS DO CÃO, garanto que não vão se arrepender.

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QUALIDADE DA FOTO

Por Guilherme Velame Wenzinger

Robério postou este recorte da famosa foto de Lampião em Ribeira do Pombal(BA) em dezembro de 1928 no instagram do “Cangaço na Literatura. O que me chamou atenção foi a qualidade da foto, todas que já tinha visto dela estava com a qualidade bem ruim. No recorte: Lampião, Ponto Fino(Ezequiel) e Moderno(Virgínio).

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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VENTURAS E DESVENTURAS DE MANÉ VÉIO

 Por Nas Pegadas da História

https://www.youtube.com/watch?v=guYz231QYBg&ab_channel=NASPEGADASDAHIST%C3%93RIA

DICAS DE LIVROS SOBRE O CANGAÇO.

Nossa livraria https://jflavioneres-nph-livraria.fre... Lampião e Maria Bonita: Uma história de amor entre balas https://amzn.to/35cf7Oo Lampião. Herói ou Bandido? https://amzn.to/31gQj6O Lampião, as mulheres e o Cangaço https://amzn.to/31dFtOL O Cabeleira: 155 https://amzn.to/2H0jTXu Assim Morreu Lampião https://amzn.to/2IHhCAP A história de lampião contada através dos cordéis https://amzn.to/3lWeAXB O covil do diabo https://amzn.to/3k9jaBx De olho em lampião https://amzn.to/37i9ukG Benjamin Abrahão: Entre anjos e cangaceiros https://amzn.to/3lOxu2K Um repórter do futuro no bando de Lampião https://amzn.to/2IFptim O Governador do Sertão https://amzn.to/31gcwlv Apagando Lampião – Vida e morte do rei do cangaço https://amzn.to/3lVgiZf Maria Bonita: Sexo, violência e mulheres no cangaço https://amzn.to/3jc56FY Cangaços https://amzn.to/2H2xQnM A história de lampião contada através dos cordéis https://amzn.to/36VCBIC CONHEÇA O CANAL ROSINHA VIDA MINHA ACESSANDO O LINK ABAIXO: https://www.youtube.com/channel/UCE32... CONHEÇA O CANAL DO Pr. FLÁVIO NERES ACESSANDO O LINK ABAIXO: https://www.youtube.com/channel/UCuM7...

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DEPOIMENTO DE UMA TESTEMUNHA SOBRE O CANGACEIRO LAMPIÃO.

 Por Valdizar Lima

https://www.youtube.com/watch?v=tU-qXDJtedo&ab_channel=ValdizarLima

Esse depoimento inédito, foi dado ao lado de uma lagoa feita na pedra pela própria natureza no sítio goiabeira na nas redondezas da Cidade de Itapetim-Pernambuco, por uma testemunha viva das historias de Lampião. Na época Itapetim era chamada de Umburana e ainda não era cidade. Somente, município da cidade de São José do Egito

hoje, considerado o Berço Imortal da Poesia e Itapetim hoje cidade, O Vente Imortal da Poesia. Lá segundo o grande Jornalista Bernardo Ferreira, quem não é poeta, é Doido.

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CANGACEIRO VIRGÍNEO CAPA FILHO DE MACUMBEIRO DEU RUIM A PRAGA PEGOU

 Por Histórias da Vida Real.

https://www.youtube.com/watch?v=ZwXfjOQTmJk&ab_channel=Hist%C3%B3riasdaVidaReal

Cangaceiro Virgíneo Capa Filho de Macumbeiro Deu Ruim A Praga Pegou, Virgíneo Cangaceiro de Lampião capa filho de macumbeiro... e deu ruim para ele... se ele tivesse ideia do que viria acontecer não teria capado o rapaz. deu ruim SEJA MEMBRO, AJUDE O CANAL: APENAS 5 REAIS POR MÊS: https://www.youtube.com/channel/UCD8q... #historiasdavidareal #historiasdelampião Contato: artehoraciomoura@gmail.com

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MINAS GERAIS, O SONHO PERDIDO DE LAMPIÃO

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=ZdHlQ2lAzhQ&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria

O livro "Apagando o Lampião – Vida e morte do Rei do Cangaço", de Frederico Pernambucano de Mello trouxe um fato até então pouco conhecido sobre Lampião. Ele tomaria o rumo de Minas Gerais, caso não tivesse sido surpreendido em Sergipe. “Minas foi um sonho perdido de Lampião e Maria Bonita. Não tenho dúvidas. Antes dele, outros cangaceiros, que já não tinham mais espaço no Nordeste, pois levavam bala em todo canto, tinham encontrado no território mineiro a solução”, diz o historiador. Referências:

."Diário de Pernambuco" (2019) ."Apagando o Lampião – Vida e morte do Rei do Cangaço", de Frederico Pernambucano de Mello - Global Editora Se inscreva para mais vídeos como esse!

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CANGAÇO: O DEPOIMENTO DE RELÂMPAGO II

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=nwZrR1iAQ1A&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria

O Cangaceiro Relâmpago II, Apolônio Lúcio da Cruz, no ato da sua entrega prestou o seguinte depoimento ao... Referências: "Cangaceiros de Lampião de A a Z", de Bismarck Martins de Oliveira Fotos: Livro "Cangaceiros de Lampião de A a Z"

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CANGAÇO: OLÍMPIO BENEDITO (OU "CARROSSEL") - BIOGRAFIA RESUMIDA

Por fatos da História

https://www.youtube.com/watch?v=eQpMGyZr4Js&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria

 ...foram os primeiros cangaceiros que, juntamente com Antônio Matilde, Luiz Gameleira, Manoel Tubiba e Cajazeira se juntaram aos irmãos Ferreira quando estes ainda tiroteavam com os cabras de Zé Saturnino...

Referências:

"Cangaceiros de Lampião de A a Z", de Bismarck Martins de Oliveira.

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CANGAÇO: VOLTA SECA EM CORDEL

 Por Fatos na História

https://www.youtube.com/watch?v=xTONILIUQus&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria

Trecho do excelente texto de Gonçalo Ferreira da Silva. Referências: "VOLTA SECA - Um Menino no Cangaço", de Gonçalo F. da Silva Fotos: Cordel "VOLTA SECA - Um Menino no Cangaço"

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LAMPIÃO E A VIDA AVENTUREIRA.


Por Osvaldo Abreu (Abreu)
Aracaju, 2 de dezembro de 2021

A vida do cangaço era sob risco,
Lampião tinha espírito aventureiro,
De igual modo era assim Corisco
E assim também eram outros cangaceiros.
A coragem destes homens era de ofício.
Sempre havia um ferido ou morto no tiroteiro.
Solta corria a morte,
A qualquer momento, o sangue a jorrar.
Sobreviver era coisa da sorte.
Com a volante era o lutar.
O punhal no corpo fazia grande corte.
A bala de fuzil vinha sempre pra matar.
O sertão assistiu volante x cangaceiros,
O grande troféu era a sobrevivência.
Muitos morreram de tiros certeiros.
A batalha era sempre intensa.
Lampião foi vítima de traiçoeiro.
A traição no dia a dia é imensa.
Lampião era de vida aventureira,
O cangaço manteve até o seu fim.
Gênio de luta não só dito por Sinhô Pereira.
A história do mito continua sim.
Homem valente, nunca pegou cadeia.
Cada um em seu destino, vai ser sempre assim.
LAMPIÃO E MARIA BONITA
Foto de Benjamin Abraão

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=1787986071410329%2C1785597158315887%2C1785594458316157&notif_id=1638134910878985&notif_t=group_activity&ref=notif

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

CANGAÇO - COMBATE COM GATO E PRISÃO DE INACINHA

 Por Aderbal Nogueira

Vídeo..!

Combate com o cruel cangaceiro GATO e, a prisão de sua companheira Inacinha..

Mais um belo vídeo, com o selo e qualidade, Aderbal Nogueira ...

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LIVRO

 Por Raquel Negreiros


NA SEGUNDA EDIÇÃO DO MEU LIVRO TERÁ MAIS:

1- Fotos.

2- Um capítulo dedicado às Mulheres Ferradas.

3- Um capítulo chamado Zé Baiano Castigado pelo Racismo.

4- Falarei também sobre o preconceito com relação ás Mulheres de Cabelo curto no Brasil e do penteado Chamado Coco a La Garçone ou A Lá Home no qual eu falarei um pouquinho sobre uma das pioneiras do Feminismo no Brasil: Anayde Beriz Paraibana, contemporânea do Cangaço e envolvida na Revolução de 1930.

5- Falarei um pouco sobre o Romance de Afrânio Peixoto chamado também de Maria Bonita.

6- Falarei também sobre o Umbuzeiro da Bandida.

O que vocês acham? Deixem a opinião de vocês.

 https://www.facebook.com/groups/414354543685373

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O MAR DE CORISCO

Por Pedro da Rocha 

https://www.youtube.com/watch?v=atXq0d8PSeY&t=672s&ab_channel=PedrodaRocha

VÍDEO..!

A HISTÓRIA DE SÍLVIO BULHÕES...!

POR QUE AS CINZAS DO CANGACEIRO CORISCO, SEU PAI, FORAM JOGADAS AO MAR ?....etc..etc...

Filho do casal de cangaceiros Corisco e Dadá, o menino Sílvio assusta-se ao confrontar suas verdadeiras origens; o rapaz Sílvio parte em busca da mãe biológica; e o homem Sílvio inicia uma jornada para dar aos restos do pai um mínimo de dignidade.

FONTE: Pedro da Rocha/ YOUTUBE

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A MAIOR DAS BATALHAS COMBATE DA SERRA GRANDE - 95 ANOS DEPOIS

Por Valdir Nogueira

“O tenente Arlindo Rocha, anteontem chamado ao Recife, pelo senhor chefe de polícia, é atualmente o comandante das forças pernambucanas no sertão. Vimo-lo ontem a noite na Chefatura, conferenciando demoradamente com o Dr. Eurico de Souza Leão. 

As indicações que prestava, no mapa todo assinalado da Repartição Central da Polícia, e o justo renome que usufrui aquele oficial em todo sertão nordestino, levaram-nos a procurá-lo no intuito de conseguirmos um testemunho seguro da situação do cangaceirismo, afora o prazer natural de ouvir um homem que, anos a fio, dia e noite, tem batido cerrados  e caatingas numa luta de vida ou morte contra os mais ferozes bandoleiros. 

 O tenente Arlindo Rocha  é um homem moreno, alto e magro, muito tímido e que não fala nunca; tem que ser provocado para responder então. Na face esquerda ostenta um gilvaz profundo: uma bala de rifle em pleno rosto, às duas e meia da tarde, no dia 26 de novembro de 1926, no combate de Serra Grande.


- Onde foi esse combate? Perguntamos logo com nossa curiosidade despertada!
- Serra Grande fica perto de Custódia. Comandava as forças o bravo tenente Hygino José Bellarmino. 

Foi o início da campanha do atual governo estando no poder o saudoso Dr. Júlio de Mello contra Lampião. Este tinha, ao tempo, sob seu comando 125 homens. Estavam todos entrincheirados no alto da serra. A brigada começou às 8 e meia da manhã e terminou as 6 horas da tarde. Nós tínhamos duas metralhadoras, que Antônio Ferreira, irmão de Lampião, procurou cercar três vezes pela retaguarda. E gritava: - Hoje tomo uma costureira dessas.
 

- E tomou?
- Não. Parece que tomou foi uma bala, pois parece que morreu três dias depois do tiroteio. Os bandidos fugiram e desde então começou a debandada. O grupo fragmentou-se em quadrilhas que operavam em zonas diferentes. Ferido nessa luta, acrescentou o tenente Arlindo só escapei devido a meu irmão que me amparou. Os cangaceiros me alvejaram a poucos passos de distância, no momento em que eu chamava por Manoel Netto, ocupado em botar uma retaguarda.”

Esse é uma parte do depoimento que prestou o tenente Arlindo Rocha ao “Jornal Pequeno” (PE) e que foi publicado na edição de n.241 de 20/10/1928, p.1
De acordo com o inquérito procedido foram mortos os seguintes policiais da Força Pública durante o Combate da Serra Grande em 26 de novembro de 1926:

Luiz Torres Barros
Severino Pereira da Silva
Pedro Aureliano da Silva
Targino Ferreira Primo
Octávio de Sá Araújo
João Terto
José dias dos Santos
Ângelo Inácio da Silva
José Arcôncio dos Santos e
Antônio Braz de Lima.

Da mesma Força Pública, policiais que saíram feridos:

Arlindo da Rocha
Sargento José Olinda de Siqueira Ramos
Manoel de Souza Netto (cabo)
Vicente Ferreira da Silva
Eduardo Pinheiro de Souza
Cícero Aistides Pereira
José Francisco Bezerra
José Caetano de Souza
Antônio Basílio de Souza
João Antônio de Souza
Luiz José de Souza
Antônio Alves de Lima.

CANGACEIROS QUE PARTICIPARAM DO COMBATE:

Virgulino Ferreira da Silva (Lampião chefe do grupo)
Antônio Ferreira da Silva (irmão de Lampião)
Vicente Feliciano
Antônio José da Silva (Beija-Flor)
Antônio Frazão (Pai Velho)
Luiz Pedro
Hermínio Xavier da Silva (Chumbinho)
José de Souza (Tenente)
João Soares (Juriti)
João Mariano (Andorinha)
Joaquim Mariano
Manoel Mariano
Severino da Silva (Nevoeiro)
Sabino Gomes
Isaias Vieira
Manoel Nogueira
Manoel Marcelino (Bom de Vera)
Ignácio de Medeiros (Jurema)
Felix Preto
Caetano da Silva (Moreno)
João Donato (Gavião)
Pedro Gomes
João Henrique
Antônio Rosa
José Lopes da Silva (Mormaço)
João Cesário (Coqueiro)
Manoel Antônio
Francisco Antônio
José Marinheiro
André Marinheiro
Antônio Marinheiro
Antônio Caboclo (Sabiá)
José Benedicto
José Angélica
José Generosa
Josias Vieira (Gato)
José Luiz (José Procópio)
José Preto
Cipriano da Pedra
Antônio Coelho
José Pedro da Silva (Barba Dura)
José dos Santos (Seu Chico)
Jorge Salu (Maçarico)
Raimundo da Silva (Aragão)
Antônio Francisco
João José da Silva Nunes
Marcelino Antônio dos Santos (Cobra Verde)
Antônio da Silva (Noite Braba)
Antônio Mancinho (Curise)
Marcelino Nunes da Cruz
Luiz Pedro do Retiro
José dos Santos (Três Pancadas)
Nunes Magalhães (Pensamento)
João de Brito
Euclides Bezerra (Criança)
Manoel Vieira da Silva (Coça Bomba)
Antônio Maneca
João Felix (Gasolina)
Urbano Pinto
Antônio de Tal (Antônio Romeiro)
Justo de Tal (Lua Branca)
Genésio de Tal (Genésio Vaqueiro)
 Vicente de Tal (Vicente Preto)
Antônio de Tal (Antônio Caboclo)
Pedro de Tal (Pedro de Quelé)
José de Tal (José Vaqueiro).

O Combate da Serra Grande travado no dia 26 de novembro de 1926, no município de Calumbi, bem próximo a Vila Bela deixou sua marca dolorosa gravada nos anais da guerra cangaceira, oportunidade em que as forças comandadas por nada menos que seis experientes comandantes, os temidos Gino, Mané Neto, Arlindo Rocha, Zé Olinda, Domingos e Euclides Flor foram espetacularmente derrotados pelo terrível cangaceiro Lampião. 

Para assinalar os 95 anos do ocorrido na última sexta-feira (26), um grupo de amigos liderados pelos historiadores Luiz Ferraz Filho (Serra Talhada) e Lourinaldo Teles (Louro Teles) de Calumbi, visitou o local do respectivo combate











Além destes dois historiadores o evento contou também com a participação dos pesquisadores Clênio Novaes (São José do Belmonte), Marrael Siqueira (Nazaré do Pico, em Floresta), Criscélio e Cristiano Carvalho (Tupanaci, em Mirandiba), Valdir Nogueira (São José do Belmonte), Wilton Santana (Jati-CE), Luiz Emanuel Nogueira (Nazaré do Pico, em Floresta), Amélia Araújo (Floresta), entre outros que colaboraram na visita. 

Uma cruz foi afixada para demarcar o local de sepultamento dos soldados mortos no triste combate, em seguida foi rezada uma oração em sufrágio de suas almas.

Valdir José Nogueira de Moura 

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EX-PREFEITO DE NATAL, NEY LOPES JÚNIOR MORRE AOS 47 ANOS.

 Por Isabela Santos, jornalista e repórter da agência Saiba Mais

O ex-prefeito e ex-vereador de Natal Ney Lopes Júnior (PDT) foi encontrado sem vida em casa pela noiva, Eli Oliveira, nesta terça-feira (30), aos 47 anos de idade. A causa da morte não foi divulgada.

Advogado e jornalista, ele foi eleito vereador em 2008 pela primeira vez, com 5.820 votos. Nessa legislatura foi vice-presidente da Câmara Municipal e temporariamente, por oito dias em dezembro de 2012, foi prefeito da capital potiguar.

Assumiu o cargo após o aastamento da prefeita Micarla de Sousa e a renúncia ao cargo do vice Paulinho Freire e do presidente da CMN, Edivan Martins. Dias depois, a Justiça determinou que Edivan teria que assumir o cargo ou renunciar ao de vereador e Presidente da Câmara. Ney Lopes prontamente respeitou a decisão.

Candidato em 2012, não conseguiu a reeleição, voltando à Câmara Municipal de Natal nas eleições de 2016 após receber 3.197 votos, ficando até o fim do mandato em 2021.

“Neste momento de dor, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Paulinho Freire, em nome dos vereadores e vereadoras, bem como dos servidores da Casa, dirige seus pensamentos e orações aos familiares e admiradores de Ney Lopes Júnior.”, destacou nota de pesar da Câmara Municipal de Natal.

Ney Lopes Júnior é filho do ex-deputado federal, procurador federal e professor de direito constitucional da UFRN Ney Lopes de Souza (deputado federal por 06 mandatos) e da professora Abigail de Andrade Souza.

Desde jovem demonstrou interesse em ingressar na vida pública. Começou na política estudantil. Foi o fundador da juventude do DEM, como Secretário Geral Nacional e Presidente no Rio Grande do Norte.

Apresentou o programa de rádio “Conversando com Ney Lopes Jr.”, por 8 anos, o “Procure seus Direitos”, na TV Tropical, por 6 anos, e o programa “De Olho na Cidade”, na Band Natal. O foco da atividade jornalística sempre foi prestação de serviços à comunidade, informações e esclarecimentos jurídicos. Foi também diretor do Procon Natal.

https://www.saibamais.jor.br/ex-prefeito-de-natal-ney-lopes-junior-morre-aos-47-anos/

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HOMEM FOI OBRIGADO VER O CANGACEIRO GATO MATAR SEUS COMPARSAS.

Por Sandro Lee

O pesquisador Sandro Lee no Povoado da Cerquinha, entrevistando o senhor José Guilherme de Sena. Filho do senhor Guilherme Ladislau de Sena. Ele relatou, o cangaceiro ( GATO), obrigou o meu pai assistir, ele mesmo matar os seus comparsas.

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NOTA DE PESAR

 Por Lindomarcos Faustino

O Relembrando Mossoró vem comunicar o falecimento do radialista J. Jota Belmont, que ocorreu hoje pela manhã, nossos sentimentos aos familiares e amigos.

José Janildo Belmont nasceu no dia 17 de dezembro de 1944, no município de São José Campestre-RN. Filho de Severino da Costa Belmont e Maria da Conceição do Nascimento. Ele era casado com a médica Jarda Jacinta e dessa união nasceu duas filhas: Helena Jacinta Belmont e Eloah Jacinta Belmont.

Seu estudo primário foi cursado em sua cidade natal, no Grupo Escolar Padre Tomaz de Aquino – Ginasial; no Ginásio Diocesano Seridoense, em Caicó e o Clássico no Atheneu Norte Rio-grandense, em Natal. Iniciou o 2º Grau no Instituto Padre Miguelino, em Natal-RN.

Os primeiros trabalhos de J. Belmont foi de vendedor da Loja Big Lar, em Natal, uma loja de eletro doméstico. Depois ingressou no rádio em 1964, quando passou a trabalhar na Rádio Trairi, em Natal; em seguida trabalhou na Rádio Cabugi, em 1967, onde permaneceu até 1974. Chegou à Mossoró em 1975 e logo ingressou na Rádio Difusora. Este radialista trabalhou na Rádio Trairi, atualmente Tropical, Nordeste e Cabugi, todas de Natal; mais tarde ingressou na Rádio Libertadora e Tapuyo de Mossoró. Ao longo de sua carreira já apresentou diversos Programas: “Show J Belmont”, “A Discoteca do Belmont”, “Cidade Aflita” e muitos outros. Atualmente desde 2001, ele apresenta o Programa “J. Belmont nas Tardes da Difusora”. Estes programas foram apresentados nos anos 70, 80, 90.

Em 1976 se elegeu vereador em Mossoró, pelo MPB, tendo recebido 3000 votos para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal, onde foi o segundo secretário daquele período. Em 1978 concorreu uma vaga de Deputado Federal, onde conseguiu 12 mil votos, mas ficou na suplência. Em 1982 foi eleito deputado estadual, quando obteve 21 mil votos, quando renunciou no dia 12 de março de 1984. J. Belmont possui o Título de Cidadão Mossoroense, Baraunense e Apodiense. Foi ainda Deputado Estadual de 1982 a 1986. Ele permaneceu na Rádio Difusora de Mossoró até o dia 28 de dezembro de 2018.

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