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terça-feira, 3 de maio de 2022

LUIZ GONZAGA E O RIO GRANDE DO NORTE

 Por Kydelmir Dantas


Uma ideia surgida há 15 anos acaba de se tornar realidade. O professor e historiador Kydelmir Dantas lançou no final do ano passado, na capital potiguar, durante a II edição da Feira de Livros e Quadrinhos, o título "Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte", no ano do centenário de nascimento do "Rei do Baião", data celebrada em todo o país com uma série de atividades.

"Esse é o resultado de uma pesquisa de pelo menos 10 anos, que a realidade surgiu a partir de uma palestra na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), semente plantada em 1997 e que foi se desenvolvendo até transformar-se neste livro", conta Kydelmir Dantas.
Para concretizar o desejo de eternizar em uma obra a relação do compositor pernambucano com o Rio Grande do Norte, o historiador recorreu desde acervos pessoais a arquivos do Museu Fonográfico Luiz Gonzaga, em Campina Grande, Paraíba. "As pesquisas foram realizadas na bibliografia Gonzaguiana, com mais de 30 livros no meu acervo, e nos acervos de Raibrito, Lei de Câmara em Natal, e em viagens pelo interior do Nordeste", complementa.

No livro, Kydelmir Dantas aborda a afinidade das músicas do "Rei do Baião" com o RN, encontrada em canções como Asa Branca, 13 de dezembro, A volta da Asa Branca e ABC do Sertão. "Essa relação com o nosso Estado também é mostrada através das canções de compositores potiguares: Celso da Silveira (Renascença), Chico Elion (Ranchinho de Paia), Frei Marcelino (Meu Padim), Henrique Brito (Queixumes), Jandhuy Finizola (Jesus Sertanejo) e Severino Ramos (Ovo de Codorna). Sem deixar de citar os intérpretes do RN", destaca.

Kydelmir Dantas

Para o escritor, o livro não representa apenas uma homenagem a Luiz Gonzaga, mas sim um documento que revela um capítulo da história do compositor popular. "Está além dessa homenagem. É um capítulo da história dele, sua ligação com nosso Estado potiguar", enfatiza. Apesar de não considerar seu livro apenas uma homenagem ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, Kydelmir Dantas avalia como muito positivas as atividades que estão sendo promovidas em alusão à data. 

"A meu ver, nenhum artista brasileiro foi tão homenageado no seu centenário quanto o 'Gênio da Música Popular Nordestina' e um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, Luiz Gonzaga, que levou o Nordeste pro mundo, através do 'Baião' bem que merece todas as homenagens. Um bom exemplo deste reconhecimento é o filme 'Gonzaga: de pai pra filho'. Mais do que um filme é uma história de vidas paralelas e unidas pelos laços de sangue e da música. E, após a gravação da 'Marcha da Petrobras', em 1959, talvez seja esta a primeira vez que a empresa apoia algo tão consistente em torno do "Rei do Baião". De parabéns estamos todo(a)s os seguidores e os fãs de Gonzaguinha e Gonzagão, por tão bela homenagem", conclui. 

Fonte: Jornal O Mossoroense - Redação


O Título Já está à venda na LIVRARIA NOBEL
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Celso da Silveira, Chico Elion, Henrique Brito, Elino Julão, Frei Marcelino, Jandhuy Finizola e Severino Ramos.
Parceiros e intérpretes potiguares

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Ademilde Fonseca, As Potiguaras, Carlos Zens, Coral da Petrobras Mossoró, Khrystal, Marina Elali, Meirinhos, Mirabô Dantas, Nenem do Baião, Orquestra Sinfônica da UFRN, Orquestra Sanfônica de Mossoró, Paulo Tito, Roberto do Acordeon, Terezinha de Jesus, Trio Irakitan, Trio Mossoró, VINA e Zé Lima.

Adendo - blogdomendesemendes.

Através deste e-mail, veja se o poeta, escritor, pesquisador de Luiz Gonzaga, Trio Mossoró e do Cangaço Kydelmir Dantas, ainda tem este livro para demanda:

kydelmirdantas@hotmail.com

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CANGAÇO - A MORTE DE NENÉM POR ARQUIMEDES MARQUES

Por Aderbal Nogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=pOxV91wIGgs

Cangaço - A morte de Neném por Arquimedes Marques Link desse vídeo: https://youtu.be/pOxV91wIGgs

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JOÃO GOMES DE LIRA

 Por José Bezerra Lima Irmão

Amigos do Cariri Cangaço, quando se fala em João Gomes de Lira, é preciso dizer quem foi ele, para que os novos "internautas" fiquem sabendo quem foi essa extraordinária figura humana. No último dia do encontro do Cariri Cangaço Princesa 2015, liderado pelo nosso abnegado Manoel Severo , em março passado, a caravana de estudiosos do fenômeno do cangaço esteve na gloriosa vila de Nazaré e tirou fotos na fazenda Jenipapo, do legendário Antônio Gomes Jurubeba (Seu Gomes), pai de João Gomes de Lira. Registre-se bem: João Gomes de Lira, filho de Nazaré, ex-soldado de volante, é autor do livro "Lampião: Memórias de um Soldado de Volante", uma obra indispensável para quem estuda e leva a sério os assuntos do cangaço. 


Para escrever um grande livro, não é preciso muita erudição. O que é preciso mesmo é afinco. João Gomes de Lira tinha pouca instrução, mas escreveu um dos mais importantes e mais completos livros sobre o cangaço. Suas versões dos fatos são objetivas e confiáveis. As datas e os lugares são citados com precisão. Estive com ele três vezes. Grande figura. Sempre que passo por Nazaré, entro no povoado, faço uma volta pela pracinha histórica e, antes de sair, me demoro um pouco em frente à casa onde viveu seus últimos dias o grande João Gomes de Lira. Toda manhã, ele se sentava debaixo de uma das árvores em frente a sua casa, onde cumprimentava os que passavam ou iam vê-lo. Sua bênção, querido João Gomes de Lira.

José Bezerra Lima Irmão
Pesquisador e Escritor

João Gomes de Lira e a homenagem do Cariri Cangaço

NOTA CARIRI CANGAÇO: Nascido em 13 de julho de 1913 na Fazenda Jenipapo, distrito de Nazaré do Pico – Município de Floresta/PE, viveu ali parte de sua vida. Ingressou na Polícia Militar do Estado de Pernambuco em 16 de Julho de 1931. Com dezessete anos de idade integrou na volante que tinha como comandante o Cel. Manoel Neto que perseguia Virgolino Ferreira da Silva, o "Lampião". Depois do fim da campanha contra o cangaço, foi destacar nos municípios de: Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Tabira, Carnaíba e Flores todas cidades do interior pernambucano, onde foi delegado de polícia. Foi várias vezes ouvido pela imprensa para contar relatos da luta dos seus conterrâneos contra o bando de Lampião. Enquanto vereador de Carnaíba, João Gomes de Lira escreveu sua Obra: "Memorias de um soldado de volante", narrando sua vida e suas andanças em busca de cangaceiros. João Gomes de Lira faleceu no dia 04 de Agosto de 2011, na cidade do Recife, aos 98 anos.

E de 25 a 28 de Julho

Cariri Cangaço Piranhas 2015

http://cariricangaco.blogspot.com/2015/04/joao-gomes-de-lira-porjose-bezerra-lima.html

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SEXTA-FEIRA NO YOUTUBE - COM O PROFESSOR ÂNGELO OSMIRO BARRETO.

 Por Aderbal Nogueira

Sexta-feira no YouTube, Dica de Leitura com o professor Ângelo Osmiro Barreto . Teremos também um bate papo especial com o renomado fotógrafo Gentil Barreira, contando como eram feitas e reveladas as fotos no tempo do cangaço.





https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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TEMPO RICO

Clerisvaldo B. Chagas, 3 de maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.695

Fui me vacinar contra a influenza, sob uma chuvarada que pode enganar, mas tem tudo para ser o início da nossa época invernosa. É certo que o mês de maio é o início, mas costuma ser do meio para o fim. Agora vem aguando a terra mesmo antes do final de abril. Ao chegar ao Posto de Saúde São José, tem-se uma visão maravilhosa dos arredores distantes; foi aí que pude ver as colinas que circundam Santana, completamente tomadas de chuvas sobre os nossos belos campos ora dominado pelo verde escuro. Nada teve diferente do inverno, a paisagem e a friezinha conhecida nossa. Por isso não me contive e exclamei para o agente: “Tempo rico!”. E de fato o tempo estava como o sertanejo gosta. Voltei com prazer sob a garoa que ornava o espaço.

CHUVA NA BAIXA E NAS COLINAS (FOTO: B. CHAGAS).

Água escorrendo pela sarjeta, passarinhos encolhidos na fiação da rua, urubus recolhidos aos montes e gatos na beira do fogão. Cenário de inverno que nos faz refugar em algumas tarefas e pensar num agasalho, daqueles mais velhos que a gente tem em casa. Um café pequeno vez em quando, um naco de bolo de macaxeira, uma boa melodia cavernosa e um saudosismo dos melhores momentos da vida. A chuva tamborilando no telhado, as plantas agradecendo no jardim, trazem uma melancolia para matar na cama. E aquela espiada obrigatória para a rua deserta, faz parte do ritual molhado que nos iguala aos passarinhos dos fios. Estendo a vista pela crônica em acabamento e o Divino Espírito Santo cuida da devida generosa inspiração.

O cenário rural é de limpar o mato, cortar terra, fazer roça. Pena que em pleno Século XXI, ainda se veja no Sertão o cenário arcaico dos nossos antepassados: O agricultor cortando terra com arado à antiga puxado por parelhas de garrotes. Em muitos casos, nem parelhas de garrotes, mas sim, parelhas de jumentos, outros, nem parelhas, mas com uso apenas de um jumento só. Estão aí os vídeos postados na Internet pelos próprios matutos, o que fazer? Faltam os cooperativismos quando todos podem usar máquinas modernas através das suas parcerias. Mesmo assim, contemplamos a alegria sertaneja no uso do ditado popular: “Quem não tem cão, caça com gato”, embora seja ainda um processo extenuante, traz ao homem do campo a sensação do dever cumprido e comprido. Deus nos dê coragem e um coração feliz.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/05/tempo-rico-clerisvaldo-b.html

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DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 10 DE MAIO DE 1959 -"A vida do Rei do Cangaço esteve em minhas mãos”

 Por Valdir José Nogueira de Moura

Assim declarou o belmontense “Sinhozinho Alencar” durante entrevista que o mesmo concedeu ao “Diário de Pernambuco”, e que foi publicada na edição de número 00106, que circulou no Domingo, 10 de maio de 1959, pág. 31.

Nascido no dia 13 de março de 1892 na Fazenda Várzea, em São José do Belmonte, o Coronel José Alencar de Carvalho Pires, tratado carinhosamente pelos seus parentes e amigos como “Sinhozinho”, oficial reformado da Polícia Militar de Pernambuco, durante dez anos, percorreu o interior nordestino, enfrentando o cangaceiro Lampião, em combates violentos, arrojados e memoráveis.

Seu depoimento espontâneo, inédito e corajoso, é de um valor extraordinário para quantos se debruçam nos estudos do polêmico tema “Cangaço”.

COM O DEDO NO GATILHO:

A volante comandada pelo sargento Alencar corta rios e caatingas, no rastro do bandoleiro.

Lampião, segue para a Vila de Nazaré, distrito de Floresta. Vai assistir o casamento de uma prima.
Terminada a cerimônia, ao ter início o baile de homenagem aos noivos, começa o tiroteio. Os cabras avistaram os soldados.

Lampião oculta-se numa casa da vila, e dali, com gritos insultuosos, dirige à reação. Portas e janelas se fecham e o fuzilar das balas é impressionante.

O sargento Alencar, avança debaixo do fogo, indo esconder-se no oitão do casebre. Desafia Virgulino a lutar em campo aberto. Escuta então quando o bandido grita:

- Vou pular pro meio da rua prá brigar, almofadinha, pras moças ver!

Volante de Sinhõzinho Alencar em São José do Belmonte, PE 1927

Acervo do autor

O sargento Alencar aguarda, com o dedo no gatilho. Vê Lampião como um gato, pular a janela e cair em frente da casa. Exatamente atrás, o olho na pontaria visa as costas de Virgulino. Vai atirar. Puxa o gatilho, e a arma nega fogo. O cartucho falhou.

Lampião sente o perigo. Pula novamente para dentro da casa. E logo mais, abrindo violentamente a porta dos fundos, precipita-se de rua afora. Corre a toda velocidade. O cano do fuzil voltado para a retaguarda.

Atirando sem parar.

O sargento Alencar faz nova pontaria. A mira, nas costas do bandoleiro. Puxa o gatilho mais uma vez. E a arma falha novamente.


- A vida de Lampião esteve nas minhas mãos. Mas o destino não quis que eu o matasse.”

Coronel José Alencar de Carvalho Pires "Sinhozinho Alencar".

Herói do combate de Belmonte contra o bando de Lampião, Tiburtino Inácio e outros cangaceiros, na época em que chefiava volantes pelo interior de Pernambuco.

Adendo Lampião Aceso. 

O episódio descrito acima se passa em 1º de agosto de 1923.

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2020/03/diario-de-pernambuco-10-de-maio-de-1959.html

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segunda-feira, 2 de maio de 2022

AMIGOS

 Por Aluísio Barros Oliveira

Nonato Gurgel... No Ato. Que saudades sentimos de vc. Quem diria q "essa gripezinha"...

Nos ilumine com a tua luz de sabedoria e bondade.

Melhor Amigo a gente carrega no q diz e faz.

Sonhadores da literatura e da música. Queríamos ser. E fomos ser professores. Na e pela literatura, construímos nossos castelos e países.

Até talvez.

Até quem sabe.

#PrimeiroDeMaio

#DiadoExalunooEAJ

#konkas77

Na foto: Kydelmir Dantas, Nonato Gurgel e euzinho. Nonato tinha vindo ministrar um curso sobre "A Prosa do Sertão" na UERN/FALA. Nosso último encontro.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10229007246511205&set=a.1905461681595

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ANTÔNIO ROSA – O CUSTO DA LEALDADE À FAMÍLIA FERREIRA

 Por João Costa

O cangaceiro Antônio Rosa, segundo relatos orais e textos de pesquisadores abalizados, é considerado uma lenda entre todos os bandoleiros do início do século XX; pagou caro pelo fato de demonstrar gratidão infinita à família Ferreira que lhe deu um lar na infância; manter fidelidade canina a Lampião, ser destemido, extremamente capaz na arte da guerra e sua morte desperta atenção para o mais infame dos sentimentos: a traição.

Antônio Rosatambém atendia pelos nomes de Antônio Ventura, Antônio Mansinho e Antônio do Gelo, este, o último apelido pelo qual é mais conhecido na galeria dos cangaceiros mais famosos do Pajeú, embora suas origens não sejam pernambucanas.

Certa feita, não se sabe quando, uma família de retirantes procedente da Mata Grande, Alagoas, de passagem pela propriedade de José Ferreira, pediu e obteve abrigo, mas ao partir, deixou um garoto para que José Ferreira e Maria Sulema da Purificação dessem seguimento à sua criação e educação.

Assim, o garoto Antônio Rosa, branco, magricela, cresceu sob o abrigo da família Ferreira, ao lado dos irmãos Ferreira, Virgulino, Antônio e Livino.

Na adolescência, o garoto tomou coragem e arribou para Pedra de Delmiro(AL), onde arranjou emprego de operário na Fábrica Estrela, de fiação e tecelagem, atuando na produção de gelo, daí o seu mais famoso apelido: Antônio do Gelo.

No decorrer do ano da graça de 1916, Antônio do Gelo, toma conhecimento que a família Ferreira está mergulhada em disputas violentas com outras famílias proprietárias de terra na Serra Vermelha, os Nogueira e Saturnino.

Mais que ligeiro, Antônio Rosa larga o emprego, volta para junto da família Ferreira e não vacila em ingressar no cangaço com “seus parentes” por afinidades de criação, Virgulino, Antônio e Livino Ferreira que, àquela altura da vida no cangaço, estavam sob o comando de Antônio Matilde, tio “postiço” dos irmãos Ferreira.

Ao lado dos irmãos Ferreira vai à guerra com Zé Saturnino, segue os irmãos quando estes ingressam no bando de Sinhô Pereira, e aí começa o seu protagonismo como cangaceiro valentíssimo, intuitivo e competente na arte da guerra como conhecedor e manipulador de táticas guerreiras na caatinga, por ter se mostrado profundo conhecedor do bioma.

Sua trajetória de combates e razias o coloca ao lado dos irmãos Ferreira nos ataques a propriedades, incêndios e matança de gado de Zé Saturnino; também figura como cangaceiro muito capacitado nos entreveros entre o bando de Sinhô Pereira e as volantes pernambucanas.

Em 1922, por encomenda do major e coiteiro José Inácio do Barro, do Carto(CE), e sob o comando de Sinhô Pereira ataca o povoado de Jericó, na Paraíba, onde os bandoleiros saquearam as propriedades dos poderosos do lugar coronéis Valdevino Lobo, Adolfo Maia e Rochael Maia, assaltos que renderam uma fortuna em dinheiro vivo, moedas de ouro e joias.

Antônio Rosa também chegou junto aos irmãos Ferreira em ação de vingança quando estes emboscaram e mataram um certo Manoel Cipriano de Souza, o delator que apontou para a volante do tenente José Lucena onde morava o velho José Ferreira, pai de Lampião.

Também esteve sob as ordens de Lampião quando este assumiu o comando do grupo de Sinhô Pereira, quando deixou o cangaço, realizando, a pedido do próprio Sinhô Pereira, o famoso ataque a São José do Belmonte, para vingar uma surra aplicada por ordens do coronel Gonzaga em um certo Yoyô Maroto, pequeno proprietário de terra.

Antônio Rosa se agigantou ao lado de Lampião, quando este enfrentou e saiu em desvantagem nos combates com a volante paraibana chefiada por Clementino Quelé e as volantes nazarenas, lideradas pelo major Theóphanes Torres – combates que resultaram em ferimento grave em Lampião, tirando o “rei do cangaço” de combate por um bom tempo.

A morte de Antônio Rosa, ou do Gelo, lança luz sobre muitos mistérios em torno de Lampião e seus irmãos e tem três versões com base em relatos orais.

A primeira delas: que Antônio do Gelo foi morto num tiroteio com a volante nazarena, em Triunfo(PE).

Mas os pesquisadores atribuem mais crédito na segunda versão, que relata a morte de Antônio Rosa em decorrência de um ato vil de traição.

Tombou crivado de balas de rifle disparados por Livino Ferreira em conluio com os cangaceiros Enéias e Mourão, atendendo ordens de Virgulino.

Lampião, relatam, não suportava dentro do bando o protagonismo e a capacidade de liderança de Antônio do Rosa no planejamento e no desenrolar dos ataques.

Um terceiro relato dá conta que um fazendeiro e coiteiro amicíssimo de Lampião se queixara de saque e roubo de uma arma por parte de Antônio Rosa, fato este a gota d’água na relação de Rosa com os irmãos Ferreira; para se livrar do suposto estorvo, Lampião, mandou executá-lo.

Uma quarta versão atribui a Antônio Ferreira (irmão por parte de mãe de Lampião) a tarefa de eliminar Antônio Rosa, também numa ação traiçoeira, motivada por inveja e também para atender ordens de Vigulino Ferreira, em junho de 1924, dois anos após Lampião assumir, definitivamente e agora sem sombra de contestação, o comando do bando deixado por Sinhô Pereira.

Fonte de consulta; Cangaceiros de Lampião de A à Z, autoria de Bismarck Martins de Oliveira, segunda Edição.

Lampião na Paraíba – Notas para a História, de Sérgio Augusto de Souza Dantas.

Acesse: blogdojoaocosta.com.br

Imagens de domínio público.

Foto do bando em 1922. Antônio Ferreira, Virgulino e seu irmão de criação Antônio Rosa. Fazenda Pedra, em Patos de Irerê(PB).

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LIVRO

       Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

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LIVROS

    Por José Mendes Pereira

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

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Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


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Ou com o autor através deste:


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LIVROS

       Por José Mendes Pereira

  

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MEU LIVRO

  Por João de Sousa Lima

O jornalista e Escritor Mineiro Edmar começando a leitura do meu novo livro: Biografia de Maria Bonita.

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TIROTEIO NA FAZENDA ALGODÃOZINHO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=SKCQCPhFBpo&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Quer ajudar nosso canal? Nossa chave Pix é o e-mail: narotadocangaco@gmail.com Alagadiço - Frei Paulo (SE) - Dezembro-2021 - Rio Salgado e o banho das cangaceiras - Local da morte de Neném - Arame farpado na Fazenda Algodãozinho Link desse vídeo: https://youtu.be/SKCQCPhFBpo

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UM LIVRO INDISPENSÁVEL EM NOVA EDIÇÃO - CANGACEIROS DE LAMPIÃO, DE A A Z, DE BISMARCK MARTINS.

Por Kiko Monteiro

Eis aqui um dos trabalhos que eu mais consulto quando preciso produzir algum texto ou tirar dúvidas sobre algum cabra ou cabrocha.

A primeira edição estava esgotada há anos, mas agora já temos a 2ª leva de "Cangaceiros de Lampião, de A a Z", do pesquisador e escritor paraibano Bismarck Martins de Oliveira.

Produzido pela Mídia, Gráfica e Editora, Ltda, de João Pessoa, o livro tem 560 páginas, 1.219 verbetes e 280 fotografias, foi totalmente revisado e ampliado e com a identificação de mais de 200 novos cangaceiros e cangaceiras, ampliando para mais de 1.200, o número de indivíduos que passaram pelo bando de Lampião.

As razões das suas origens, os principais chefes cangaceiros, suas zonas de atuação, as motivações de cada um para enveredarem por aquele caminho, seus crimes e seus destinos. Tudo devidamente ilustrado.

Outros trabalhos do autor

Desde 1980 no estudo do cangaço, Bismarck tem cinco livros publicados sobre o tema: O Cangaceirismo no Nordeste (1ª Edição em 1988 - 2ª Edição em 2002 ambas esgotadas) -; O Saque de Sousa (2009) - também esgotada; Cangaceiros de Lampião de A a Z (2012) ; O Padre X O Cangaceiro (2019).

Confira abaixo um vídeo com a apresentação de Cangaceiros de Lampião de A a Z.

 
 
Valor com frete incluso: R$ 80 (Oitenta reais) Para adquirir entre em contato com o autor (83) 9811-5282 (WhatsApp)  

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DEMARCADA A SUPOSTA COVA DO CANGACEIRO SABINO GOMES, SABINO DAS ABÓBORAS, SABINO DE GOÍS OU SABINO GORE. - ROTA - TURÍSTICA. ONDE - FICA.

Por Luis Bento

Na pág 50 do Livro Cariri Cangaço, Coiteiros e Adjacências do Escritor Dr Napoleão Tavares Neves, comenta. Todavia o Coronel Né da Carnaúba, Manoel Pereira Lins, desconfiava que o grupo levou o Cangaceiro Sabino até, os grotões do sítio Baião, logo abaixo de Macapá, hoje Jati-ce.







Os cangaceiros se reagrupam, movidos pelo instinto de conservação, furam o cerco e levam Sabino alvejado, agonizante, chocado em anemia aguda e vomitando o queijo servido no jantar. A Polícia se recolhe a casa grande da Fazenda Piçarra. Na madrugada o tenente Arlindo Rocha vai fazer um estudo da situação, quando encontra o " chapéu " e o par de opercata de Sabino, que guarda como troféu de guerra. Do Distrito Macapá, atual Jati Ce, o tenente Arlindo passou para o Major Teófanes Torres um telegrama comunicando o tiroteio com o grupo de lampião na fazenda Piçarra, e que continuariam no encalço do bando.

Apoio:

Prefeitura de Jati

Prefeita

Mônica Mariano,

Secretário de Educação

José Maria Barbosa,

Diretor de Turismo

Klécio Novaes,

Diretor de Cultura

LUÍS BENTO.

JATI 02/05/22/.

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AMÉM, SÃO JOSÉ

 Clerisvaldo B. Chagas, 2 de maio de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.694 

Finalmente, após marchas e contramarchas, o espaço depredado da Praça das Artes, construída no governo Marcos Davi, será revigorado. Os vândalos da região destruíram o logradouro que passou a servir a ratos, baratas, mosquitos, cavalos, burros, carneiros, maconheiros e lixos colocados pelos próprios moradores, por muitos anos. O pior é que a outrora Praça das Artes, por alguns dias, é vizinha ao Posto de Saúde São José, posto de saúde este, modesto, mas muito bonito. É verdade que na onda de asfalto pelas ruas de Santana não ganhou esse benefício, porém não merece uma vizinhança desclassificada igual a que tem, não por falta de autoridade, mas pela incompreensão dos destruidores da coisa pública.

Semana passada a prefeita Christiane Bulhões emitiu ordem de serviço para reforma da Praça das Artes. Isso trouxe muita esperança para o espaço Posto de Saúde São José, sua vizinhança e todo o bairro que tem o nome do santo. Com a reforma da praça o Bairro São José consolida assim a presença pública quando a nova estrutura deverá se acoplar entre a parte alta e a parte baixa enriquecendo o trecho que já tem Corpo de Bombeiros, Justiça Federal, Posto de Saúde, escola básica de porte e DENIT. Por sinal, está havendo a festa de São José que é sempre realizada na parte alta onde está localizada a sua igreja. O Bairro São José também representa saída e entrada para o Alto Sertão com a sua vizinhança Bairro Barragem e Clima Bom.

A origem do Bairro São José vem da antiga CONHAB VELHA, na parte alta e do Conjunto Habitacional São João, na parte baixa do relevo. Foi desmembrado do grande Bairro Camoxinga, após a construção da sua igreja em uma das ruas principais, embora a principal mesmo seja a Avenida Castelo Branco onde se instala o Parque de Diversões durante os festejos ao pai de Jesus. Liga-se ao Bairro Camoxinga pela BR-316 (Pancrácio Rocha) e várias ruas paralelas. A região sempre representou muito mais lugares habitacionais de que propriamente comércio. Este ainda é insípido e falta até o básico como farmácia, açougues e muito mais.  Portanto, a praça que será reformada com disponibilidade de cerca de 600,000 reais, poderá trazer novos aspectos para o entorno do bairro. Feita a praça, divulgaremos a foto da obra.

PRAÇA DAS ARTES, DEPREDADA, HOJE. (FOTO: B. CHAGAS).


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