Do acervo do pesquisador do cangaço Guilherme Velame Wenzinger
Do acervo do pesquisador do cangaço Guilherme Velame Wenzinger
Por Helton Araújo
Conheça a
história do cangaceiro Antônio Matilde, tio de Lampião e um dos maiores
responsáveis para Virgolino e seus irmãos mergulharem no mundo hóstil do
cangaço.
Valor :
R$50.00 com frente incluso para todo Brasil e autografado pelo autor.
Interessados
chamar no direct ou falar comigo Helton Araújo pelo WhatsApp ( 81 ) 98510-6323
Garanta já o
seu !!!
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Por Guilherme Velame Wenzinger
Força
de Manoel Neto em Floresta(PE). Se não me engano existe essa foto em qualidade
muito superior mas não tenho encontrado.
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Do acevo do pesquisador do cangaço Guilherme Velame Wenzinger
Devoção e Chá Preto.
Já entregues.
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Metralhadora apreendida com jagunços de Zé Pereira. Princesa(PB), Julho de 1930.
Do acervo do Jaozin Joaaozinn
Registro pouco divulgado (primeira foto) de Lampião e demais cangaceiros de seu
bando, dentre eles, Luiz Pedro e Neném do Ouro, sua companheira. Registro feito
por Benjamin Abrahão Calil, em 1936.
Por algum tempo tenho essa foto guardada em meus arquivos, mas nunca dei total
atenção a ela, digo sobre os detalhes que se encontram. Só agora que fui
perceber que ela é o complemento de outra foto que roda pela internet (no caso,
a segunda fotografia presente na publicação), tanto nesse modelo em melhor
qualidade tanto na forma "original".
Aproveitei e coloquei outro registro bastante conhecido para que vocês
comparem-as e percebam que são distintas.
𝐀
𝐈𝐃𝐄𝐍𝐓𝐈𝐅𝐈𝐂𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎
{Da esquerda para a direita}
Lampião, Vila Nova, Diferente, Azulão da Guia, Jurity, Zé Sereno, Gorgulho,
Pitombeira, Cacheado, Sabonete, Barra Nova, Luiz Pedro e Neném do Ouro (sua
companheira).
Alguns cangaceiros presentes não andavam especificamente com o bando de
Lampião, e sim em outros Subgrupos do bando de Virgulino. Dentre eles, está
Diferente, Zé Sereno (chefe de Sub-grupo), Gorgulho...
E então, conheciam o registro? Compartilhe com outras pessoas para conhecerem!
𝑪𝑹𝑬́𝑫𝑰𝑻𝑶𝑺:
𝐵𝑒𝑛𝑗𝑎𝑚𝑖𝑛
𝐴𝑏𝑟𝑎𝒉𝑎̃𝑜
𝐶𝑎𝑙𝑖𝑙
𝐵𝑜𝑡𝑡𝑜
- 𝐴𝐵𝐴
𝐹𝐼𝐿𝑀𝑆/𝑃𝐸.
.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.
Do acervo do pesquisador do cangaço Guilherme Velame Wenzinger.
Edição do jornal A Tarde (BA) sobre a chacina de Queimadas (BA), praticada pelo bando de Lampião em 22 de Dezembro de 1929. 7 praças foram covardemente assassinados.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2383041875238076%2C2382438471965083%2C2382561578619439%2C2382547488620848%2C2382426398632957%2C2382523798623217%2C2382179508657646¬if_id=1709027134008462¬if_t=group_highlights&ref=notif
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Por: José Mendes Pereira

Por Guilherme Velame Wenzinger
Por Adelson Mota
Documentos
nunca vistos em grupos de Cangaço, o prêmio pago pela Bahia pela cabeça de Lampião,
ocorreu em Maceió os pagamentos Alagoas, Sergipe e Bahia.
*Rangel Alves da Costa
Muitos foram
os acontecidos no solo sertanejo de Poço Redondo, no sertão sergipano, naqueles
idos cangaceiros, principalmente a partir dos anos 30. Fato curioso é que a
saga cangaceira na região não envolveu somente a ferrenha luta entre
cangaceiros e volantes, mas também personagens que mesmo estando à margem das
vinditas, ainda assim foram alcançados pela cruel sangria.
Mais curioso
ainda é o fato de que dois destes importantes acontecidos, de consequências
verdadeiramente trágicas, tiveram por motivação as palavras ditas e as ameaças
impensadas. Ou mesmo de forma pensada, mas sem se imaginar no fatal desfecho
depois de proferidas. Depois da análise do relatado abaixo, logo será fácil
compreender que perante o cangaço - incluindo o mundo das volantes - a palavra
e o gesto possuíam tamanha força, tamanha consequência, que exsurgiam até como
sentença de morte para aquele que erroneamente se expressasse.
Assim
aconteceu, por exemplo, com Brió e Antônio Canela. Este de trágico fim nas
proximidades da Estrada de Curralinho (Estrada Histórica Antônio Conselheiro) e
aquele ladeando a Estrada da Maranduba (região das Queimadas, nas beiradas do
Riacho do Braz), bem próximo ao local onde, em 1937, Zé Joaquim (José Machado
Feitosa), um rapaz de Poço Redondo foi torturado e morto pelo grupo de Juriti e
Zé Sereno, sob a falsa acusação de ter dito a Zé Rufino que o bando de Lampião
estava emboscado à sua espera na Lagoa da Cruz.
Como dito,
Antônio Canela, um modesto vaqueiro vivente entre as beiradas alagoanas de
Bonito e sergipanas de Curralinho, falou demais e, além disso, ameaçou demais,
e acabou trucidado pelas próprias ações do passado. Segundo consta, nos idos de
1937, o vaqueiro se juntou com outros sertanejos e prometeu dar cabo a Lampião
assim que este chegasse a Entremontes, nas barrancas das Alagoas. Pegou em
armas, preparou a tocaia, mas nada de o bando aparecer. Contudo, a história
ganhou o vento e foi parar aos ouvidos da cangaceirama.
Certamente que
amedrontado com a irrealizada promessa e as juras de dar fim ao rei cangaceiro,
Antônio Canela resolveu se bandear para o outro lado do rio, região sergipana
do Curralinho. Oficiando como vaqueiro, um dia foi atrás de um jumento pelos
arredores da fazenda Camarões e mais adiante avistou, na sede da propriedade,
uma festança. Vai até lá e se junta à beberança. Não sabia, contudo, que logo a
cangaceirama chegaria para cobrá-lo na dor e no sofrimento aquela emboscada
feita pra Lampião.
E a
cangaceirama que chega é a comandada por Mané Moreno. O líder do subgrupo já
havia sido informado que o vaqueiro “metido a valente” poderia estar por ali.
Tanto estava que logo o reconheceu. Identificou e logo deu início à cruel
vingança. Sem dar o mínimo de atenção aos rogos dos sertanejos ali presentes, o
cangaceiro logo sentencia o vaqueiro de morte. E de forma mais bestial ainda
ante a confissão feita de que só não matou Lampião por que este não apareceu.
Uma coragem que equivalia a pedir pra morrer.
A morte de
Canela foi de indescritível perversidade. Picotado pelo canivete de Alecrim,
tombado ante o açoite do mosquetão de Cravo Roxo, e depois disso amarrado a um
animal e levado à morte certa. Foi Mané Moreno quem deu o tiro fatal. Mais um.
E já morto é sangrado. E, segundo Alcino Alves Costa em seu Lampião Além da
Versão (p. 196), o cangaceiro Cravo Roxo se acerca do corpo e bebe do sangue
que borbulhava em seu pescoço.
Antes disso,
nos idos de fevereiro de 1935, o sertanejo Brió (Benjamin, irmão do cangaceiro
Demudado), um moço de Poço Redondo, igualmente falou demais e pagou no além da
conta pela sua ousadia. Num meio onde a mera suspeita de ser alcoviteiro de
volante já era correr perigo, que se imagine um cabra dizer - mesmo
mentirosamente - que iria se juntar ao comando de Zé Rufino para perseguir
aqueles que fossem amigos, coiteiros ou protetores de cangaceiros.
Num forró na
fazenda de Julião do Nascimento, pai do mesmo Zé de Julião que mais tarde se
tornaria no cangaceiro Cajazeira, Brió se desentendeu com a família dos Lameu
e, raivoso, disse que todos pagariam bem pago assim que entrasse na força de Zé
Rufino, o que já estava prestes a acontecer. Mentiu, contudo. E sua mentira
teve uma trágica consequência. Sua verdadeira intenção era se juntar ao grupo
de cangaceiros que estavam acoitados naquelas proximidades, nas Capoeiras. Iria
servir ao subgrupo do perverso Mané Moreno, contando ainda com Zé Sereno e
Juriti.
Sem saber que
Brió se juntaria ao grupo, então Zé de Julião apareceu no coito para contar a
novidade: Brió havia prometido ser cabra de Zé Rufino. Foi o fim de uma mentira.
Não demorou muito, eis que Brió se apresenta àquele que seria o seu futuro
grupo cangaceiro. Só não sabia o que lhe esperava. A sentença foi rápida: morte
certa ao traidor. Tentou desfazer a todo custo o mal-entendido, mas não teve
jeito. Os cangaceiros levam-no até o Riacho do Braz e o enforcam.
Indaga-se: por
que enforcamento e não de outra forma? Apenas por que Brió, ante a certeza da
morte, rogou para não ser nem enforcado nem afogado. Assim a vida cangaceira e
daqueles que estavam ao seu redor, suas sagas e seus desatinos, seus tortuosos
caminhos.
Escritor
blograngel-sertao.blosgpot.com
https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/6804483
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Por José Mendes Pereira
Um grupo artístico que já é consagrado por sua vasta experiência com festas para debutante, casamento, batizado, além de outros eventos comemorativos.
Por José Mendes Pereira
ribamarpoeta@outlook.com
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Por José Mendes Pereira
José Agripino, Graças Mota e João Batista da Mota (Pitéu) – Em 1983http://www.azougue.org/conteudo/dobumba481.htmJosé Batista da Mota ou simplesmente "seu Pitéu", como era alcunhado em Mossoró, morava no centro da cidade, à rua Cunha da Mota, em frente ao rio Mossoró. E era natural do Estado da Paraíba. No ramo de torrefação e moagem de café, seu Pitéu foi um dos maiores empresários de Mossoró, e com o seu reconhecido e afamado "Café Kimimo", dominou por mais de 30 anos as regiões adjacentes desta cidade, e também uma boa parte do Rio Grande do Norte, A fábrica funcionava no centro de Mossoró, à Rua Dr Almeida Castro, s/n com a Rua Jerônimo Rosado.
O Café Kimimo não foi uma criação de José Batista da Mota, e sim de uma tradicional família mossoroense, que fundou a torrefação em 12 de julho de 1960. Mas cinco anos depois de fundada a torrefação, o café Kimimo passou para as mãos deste empresário, que com raça e dedicação, fez com que a torrefação se consagrasse como a maior indústria de café do Rio Grande do Norte.
No ano de 1996 a fábrica de café "Santa Clara", que antes era concorrente do café Kimimo no Rio Grande do Norte, reconhecendo a importância da marca para a comunidade, assumiu o controle da instituição, dando importante passo para alcançar a liderança neste setor do agronegócio. Desde sua fundação e hoje incorporado ao projeto Santa Clara, o café Kimimo continua conquistando cada vez mais o coração dos brasileiros.
Seu Pitéu era um senhor de estatura média, de cor morena, não tão gordo, e tinha um respeito pelas pessoas humildes. Independentemente da indústria, os seus empregados eram tratados como se fossem seus amigos, mantendo esta amizade em qualquer lugar, na fábrica e fora dela.
Conheci o seu Pitéu através da Lourdes Gadelha, uma jovem que prestava os seus serviços à empresa, e que neste período, nós estudávamos na mesma escola e na mesma classe, e através dela, aproximei-me do seu Pitéu, e até fui beneficiado por ele quando eu era funcionário da Editora Comercial S/A, dando-me serviços gráficos para que eu ganhasse a comissão de 10% que a empresa oferecia a qualquer um funcionário que arranjasse serviços para serem confeccionados na gráfica.
José Batista da Mota ou seu Pitéu foi uma figura humana de muita importância no que diz respeito ao desenvolvimento de Mossoró, mantendo a sua torrefação e moagem de café, sempre gerando empregos para os mais humildes da nossa cidade.
CLIQUE NO LINK ABAIXO E LEIA MAIS SOBRE SEU PITÉU.
https://obomdemossoro.wixsite.com/obomdemossoro/single-post/2015/08/04/o-homem-que-viu-mossor%C3%B3-crescer#:~:text=%E2%80%9CNo%20ramo%20de%20torrefa%C3%A7%C3%A3o%20e,do%20Rio%20Grande%20do%20Norte.
Se você gosta de ler histórias sobre “Cangaço” clique no link abaixo:
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Clerisvaldo B. Chagas, 27 de fevereiro de 2024
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 3.017
Bons tempos
quando a marca do café alagoano estava no auge. Ao passarmos pela Praça
Deodoro, o aroma intenso saía da torrefação do Café Afa, bem ali, na esquina do
teatro, do outro lado da rua. E nós, estudantes, ficávamos inebriados e os
comentários choviam sobre àquela indústria tão famosa e aceita plenamente em
todos os extremos de Alagoas. É certo, porém, que a Praça Deodoro, passou por
várias reformas nas sucessivas marchas dos prefeitos. Uns aceitavam as reformas
como mais belas, outros preferiam o modelo mais antigo. O Teatro com o mesmo
nome da praça, também passava por altos e baixos. E a sorveteria Gut-Gut, tão
famosa em Maceió quanto café, teatro e praça, já ameaçava cerrar às portas.
E assim nós
pegamos essa fase de ouro do comércio da capital, quando as quatro referências
acima, reinavam absolutas no auge da fama maceioense. Em Santana do Ipanema,
perguntávamos ao dono do Café do Maneca, como ele fazia para preparar um café
tão gostoso... Pouco importava se era um “café pequeno, meio café, ou café
grande”, conforme classificava a clientela. Maneca dizia apenas: “Misturo o
Café Afa de segunda com o café de primeira”. Mas ainda tinha o segredo da
quantidade, da fervura... Que o nosso bom amigo não revelava. Em Maceió, o
teatro resistiu, a praça resistiu, mas a Gut-Gut com o melhor picolé do paísl,
fechou. E assim o famigerado Café Afa também deu adeus ao povo do meu estado. A
saudade bate quando novamente circulamos por ali, quando lembramos também da
mulher vendendo Tainha e que somente gritava “inha”, ô inha! E os estudantes,
das janelas dos edifícios respondiam: Ôi, ôi!
E ainda vimos,
homens de branco, elegantes e de sapatos espelhosos, no capricho dos engraxates
da praça. Ali à frente paravam os ônibus, momentos de observações dos
conquistadores, às senhoritas que desciam no rigor da moda para o passeio
habitual pelo Comércio. Ah! Pouco importava a imponente estátua de bronze do
Marechal Deodoro da Fonseca. Cheiro de perfume, aroma de café, gosto de
sorvete... Movimentavam a praça chique da capital.
Alerta contra
trombadinhas....
“Ô Maceió! É três mulé pra um homem só!”
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Por José Mendes Pereira
Alcino Alves Costa conta em seu livro “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico”, que noutros tempos, o pequeno povoado Bahia, no Estado de Sergipe, foi um dos que mais abrigou sertanejos. Estes fugiam das perseguições policiais, que não davam espaço para os camponeses, por fazerem constantes ataques aos cangaceiros nas regiões nordestinas, principalmente em Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
Como o tenente Zé Rufino era comandante de uma volante do governo, sendo ele poderoso na lei e na sua vontade própria, usava e abusava do cargo que lhe fora confiado, uma vez que era apenas subordinado a um dos seus amigos, João Maria de Carvalho, sendo este chefe geral das forças policiais do governo, e se o seu superior não o castigava pelos os seus erros, claro que ele continuava maltratando as pessoas pobres.
Era do conhecimento de todos que o comandante Zé Rufino e seus subordinados, não se cheiravam bem com a matutada, pois existia um boato que os sertanejos espionavam os seus passos, quando muitas vezes matavam pessoas inocentes por puro prazer. E quando assassinavam bandidos, principalmente cangaceiros, sem nenhum constrangimento, decepavam as suas cabeças, só para serem considerados valentes e receberem simbolicamente troféus.
Temendo que os bandos fossem aumentando a quantidade de cangaceiros, Zé Rufino apoderou-se de um ódio contra a três rapazes que haviam chegado para residirem
Como em todos os lugares existe fofocas, não era de admirar que lá em Poço Redondo também surgissem mentiras ou verdades. E quem inventou essa, ninguém sabia. Mas o mais árduo foi que a conversa tão mentirosa saiu alastrando todos os lugares, que os três rapazes estavam se preparando para se incorporarem ao bando de Zé Sereno. Como a mentira anda mais rápida do que a verdade, o tenente Zé Rufino ao tomar conhecimento, deu plenos poderes ao cabo Artur para arquitetar uma maneira muito inteligente e assassinar os três jovens, não dando chance a eles se aliarem aos cangaceiros, pois os eliminando antes de se firmarem no cangaço, não aumentaria mais bandidos.
Assim que Zé Rufino deu poderes ao cabo Artur para chaciná-los, de imediato deu-se pronto. Mas depois, duvidoso, pôs-se a si interrogar: Por que matar João de Terto, um jovem que quando chegava a Serra Negra não saía de sua casa, passando todos os momentos possíveis debaixo da saia de suas irmãs? Por que matar João de Terto que era como se fosse uma verdadeira moça? Ele, matar este rapaz, de jeito nenhum! Não iria cometer uma atrocidade desta contra um jovem que não tinha nem aparência de um homem violento. E agora, o que faria ele para não matá-lo? Os outros dois já estavam na mira de sua arma. Mas o João de Terto, de jeito nenhum o mataria.
O cabo Artur não querendo fazer a morte do rapaz como havia recebido ordem do seu comandante, tomou uma decisão sábia, mas bastante arriscada. Como ele tinha bom relacionamento com a mãe de João, a dona Mãezinha, resolveu lhe dizer por baixo de sete capas as maldades de Zé Rufino contra o seu filho. E assim que dona Mãezinha tomou conhecimento do futuro extermínio do filho, ficou desesperada. Ficou sem saber o que fazer, uma vez que o cabo Artur fora generoso com a sua pessoa, dizendo-lhe as intenções maldosas de Zé Rufino. Mas não se aguentando, e não podendo tomar decisões próprias, foi de imediato à presença do chefe geral da polícia, João Maria de Carvalho. E lá comentou o que soubera das intenções do tenente contra seu filho João. Preocupado e não querendo desrespeitar a ordem de Zé Rufino, apesar de ser um dos seus subordinados, decidiu o seguinte: Mandar João e o seu pai Terto para trabalhar
Zé Rufino logo foi informado sobre a proteção que os dois haviam recebidos, filho e pai. Mas a verdade era que ninguém sabia se houve uma combinação, isto é, uma jogada entre o coronel Zé Rufino com o chefe João Maria de Carvalho. Ou então, sem querer criar problemas com o seu superior, o tenente fingiu que não sabia de nada. Como um dos marcados para morrer já tinha sido acobertado pelo chefe superior, e que não teria mais chance de assassiná-lo, o tenente Zé Rufino ordenou que dois de seus subordinados, Doutor e o dito cabo Artur, fossem procurar Zé Grosso lá na Serra Negra. Lá, não se demoraram em fazer a chacina, pois o Zé Grosso foi surpreendido com dois infelizes tiros, falecendo ali mesmo.
Como a mentira tem a perna curta, dias depois os boatos que haviam surgidos nas calçadas pela vizinhança, que Zé Grosso e Zé de Emídio iriam entrar para o cangaço, a verdade apareceu. Ambos, jamais tinham pensado em algum dia serem cangaceiros. Mas o que foi protegido pelo João Maria, o João de Terto era um dos convictos que um dia iria entrar na volante do governo. Na finalidade de fortalecer seus amigos de Poço Redondo.
MORTE REALIZADA, VINGANÇA FEITA.
Mas como uma morte por crime sempre acontece outra semelhante, a vingança feita pelo irmão cangaceiro, não tardaria. E logo que o assecla Diferente tomou conhecimento da morte do seu irmão Zé Grosso, caiu
E quais seriam as vítimas mais fáceis? Nada mais, nada menos do que os trabalhadores de um agropecuarista chamado Galdino Leite. Estes eram os comboieiros que transportavam algodão em tropas para os avantajados armazéns do coronel Joaquim Resende, lá do Pão de Açúcar. (Aquele, leitor, que se reuniu com o capitão Lampião lá na Fazenda Floresta).
O período em que aconteceu este episódio, foi no ano de 1936, e nesse dia, era um sábado. Lá na casa do agropecuarista os comboieiros se encontravam todos aglomerados e prontos para a partida em direção à feira de Curralinho.
Como os cangaceiros sabiam a hora em que todos partiriam para os Armazéns do coronel Joaquim Resende, escolheram o lugar. E por lá, armaram as tocaias e se recolheram para esperarem suas vítimas. Os companheiros que juntamente com ele iriam fazer a chacina eram: Os cangaceiros Beija-Flor e Coidado.
Como o plano já tinha sido bem elaborado, estudado e calculado, os três asseclas tinham certeza de que fariam um bom trabalho sem complicação alguma.
E lá nos esconderijos, sem muita demora, alguém pôs o focinho em direção ao local em que eles estavam. Observaram cuidadosamente para não se enganarem. E logo perceberam que era Agenor Pitomba, um senhor que ganhava o seu pão de cada dia através do seu acordeom, fazendo festas nas regiões adjacentes. Como não era o alvo, os facínoras deixaram-no caminhar tranquilamente.
Com alguns minutos passados, um por um foi passando, e sem menos esperarem, os asseclas saíram das tocaias. As três armas olhavam para os tropeiros e todos ficaram surpresos com o que estavam presenciando. O que a final eles tinham feito contra aqueles cangaceiros? Com certeza, os asseclas estavam equivocados. E pelo que observaram não era brincadeira. Aquilo que se passava no momento era além de sério.
Temendo a morte, um tropeiro humilhou-se, pedindo-lhes que não os matassem, uma vez que não tinham culpas com o que fizeram com o seu irmão. Mas Diferente não estava ali para ouvir desculpas de qualquer um. E sem muita demora, ordenou que três deles iriam morrer. Mas um ficaria vivo para contar a história lá na Serra Negra. Os quatro homens ficaram atordoados. Não existia nenhuma forma de reagirem e se salvarem daqueles cobradores de justiça injusta. E qual dos quatro ficaria com vida? Quem iria contar a trágica história acontecida com os que morreriam? A sentença não seria voltada atrás. Com certeza três deles já tinham certeza que iriam devolver as suas almas a Deus.
Assim que tomaram conhecimento das suas mortes, se sentiram desprezados pela força divina. E sem mais querer perder tempo, pensando se matava ou se soltava, Diferente disparou sua arma e derrubou um senhor chamado Manezinho Izidório. Beija Flor e Coidado, não esperaram por uma ordem de Diferente, atiraram
Diz Alcino Alves que a população ficou alvoroçada. Mas como vingar aquele assassinato? Os cangaceiros eram quem ditavam as leis nas regiões sertanejas com o poder das suas armas. Qualquer um que tentasse impedir atos de crueldades e depredações deles podia ficar sabendo que o seu enterro era naquele mesmo dia. Com cangaceiros não se brincava.
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Por Fatos na História
Por Helton Araújo
Arsênio Alves
de Souza, nasceu no dia 01 de dezembro de 1902, em uma fazenda no município de
Campo Formoso, no estado da Bahia, ele ficou conhecido no mundo do cangaço
principalmente por ter participado do combate da Fazenda Touro, também
conhecido por alguns pesquisadores como Lagoa do Mel, nesse emblemático
episódio da historiografia cangaceira, teria supostamente morrido no combate
Ezequiel Ferreira, vulgo Ponto Fino, irmão de Lampião no ano de 1931. O Tenente
Arsênio teria sido o responsável por metralhar o jovem cangaceiro, apesar que o
mesmo nunca assumiu a autoria desse feito.
Mas vamos
seguir, pois o foco desta postagem é outro, então vamos lá, em 28 de dezembro
de 1955, Arsênio Alves, tentava a todo custo passar o final de ano com sua
família em Salvador, tendo em vista que já havia perdido o natal em família,
então o mesmo rumou ainda fardado afim de conseguir uma carona para casa. Na
década de 50 as estradas principalmente na região sul da Bahia, eram todas de
terra em estado deplorável.
Pois bem, na
cidade de Belmonte no sul do estado, Arsênio Alves conseguiu a tão desejada
carona em um caminhão com destino a Salvador, na frente iam ele e o motorista.
No decorrer do caminho, eles se depararam com uma mulher levando consigo uma
criança pequena no coloco e outra segurando na mão.
Compadecido
com a situação daquela mulher, Arsênio pede para que o motorista dê carona para
aquela mãe e seus filhos. O motorista não concorda, alega que não tem espaço
suficiente na cabine do pequeno caminhão, Arsênio então se prontifica em ir
para carroceria do caminhão e assim eles seguem viagem.
Mal ele sabia
que aquele ato humano lhe seria fatal, poucos quilômetros depois o motorista do
caminhão, perdeu o controle do mesmo em uma curva, assim capotando, Arsênio no
acidente, teve seu crânio esmagado, ficando totalmente irreconhecível,
findava-se ali a vida de um dos grandes combatentes do cangaço.
Arsênio Alves
tinha 53 anos de idade, deixou esposa, dois filhos homens e uma filha adotiva,
um de seus filhos não suportou a morte do pai e pouco tempo depois suicidou-se
tomando veneno, o outro entregou-se totalmente a bebida, vindo a morrer anos
depois de cirrose. Uma família bonita e feliz destruída por uma fatalidade !
Arsênio Alves de Souza está sepultado no cemitério Campo Santo em Salvador na Bahia.
Agradecimentos
ao amigo Rubens
Antonio .
Imagem
disponibilizada a Rubens Antônio por : Lúcio Araújo.
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