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domingo, 3 de março de 2024

MAR ABERTO

 Por Zé Salvador



Nas velas o nobre sangue,

grafando os seus ancestrais:

povo Nagô, Iorubá

foram de formas brutais

jogados no cativeiro

pra servir ao estrangeiro,

desde os avós e seus pais.

.

Estalou chicote abordo

no lombo da rebeldia,

o mar batendo na proa,

vendo aquela covardia

gemem ressacas e mastros

assistindo humanos lastros,

nessa abissal agonia.

.

Foi Soba na sua aldeia,

Régulo no seu território,

mas vencido pela guerra

teve um poder transitório,

foi feito prisioneiro

nos porões do cativeiro,

pisou no caminho inglório.

.

E nas mãos do capataz

que sofreu grandes agruras,

o chicote lhe doeu,

doeu mais foram fraturas

no seu brio, alma e orgulho,

superou dando mergulho

pra fora das amarguras.

.

Pediu aos seus orixás

resignado e bem forte,

que desse para seus filhos

uma diferente sorte,

pra viver e trabalhar

e os descendentes criar,

não sendo assim, dê-lhe a morte.

.

Ergue à luz da liberdade,

seu filho amado "liberto",

grilhões quebrados nos pulsos,

Porém com caminho incerto,

Nas águas dessa incerteza

Navegou sua nobreza

Quando singrou mar aberto.

PoiZé!

Poema e foto de Zé Salvador.

S.G.01/03/2024.

 


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LIVRO

 Por Costa Senna


Para adquirir, entre em contato com o autor através da sua página no facebook, que é Costa Neto.

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AZIS ELIHIMAS E FREDERICO PERNAMBUCANO DE MELO.

Por Robério Santos

 Azis Elihimas (sobrinho do maior cineasta do cangaço Benjamin Abrahão Botto), e uma das figuras mais importantes do estudo cangaceiro, o escritor, historiador e pesquisador do cangaço Frederico Pernambucano de Mello.

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CANGAÇO NO INSTITUTO HISTÓRICO

Por Wanessa Campos

Amanha, sábado, a partir das 10h, O INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO, abre suas portas com nova pintura para receber interessados no tema Cangaço ; Além do lançamento do livro Amor de Ferro e Flor, haverá uma palestra sobre o livro que traz uma narrativa sobre a mulher de Lampião. Gostaria de ver os amigos por lá.. O instituto fica na Rua do Hospício em frente ao Teatro Parque.

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sábado, 2 de março de 2024

QUEM FOI ROXANA PEREIRA BONESSI?

 Por minhamanaushistorias.blogspot.com

Roxana Pereira Bonessi.

Em 31 de março de 1975, data do nascimento da Roxana Pereira Bonessi. Essa data coincide com o término das Olimpíadas Militares da Guarnição de Porto Velho-RO. O então Sargento Bonessi disputava uma partida final de vôlei de quadra entre o 5º Batalhão de Engenharia e Construção e a 10ª Brigada de Infantaria de Selva. O jogo, muito disputado, entrava no seu último e derradeiro set, aproximadamente as 22:40 hs, quando a sra Filomena Bonessi, grávida de mais de 8 meses, das arquibancadas do ginásio de esporte onde o jogo estava sendo realizado, lhe acenava constantemente e gritava pelo seu nome, porque estava sentindo as cólicas iniciais de parto. 

Capitão Alfredo Bonessi, pai da Roxana Pereira Bonessi.

O Sargento Bonessi às voltas com o jogo respondia com gestos que a esposa esperasse. O Sargento Bonessi nem pode comemorar com seus companheiros a vitória no jogo e das Olimpíadas da Guarnição, porque teve de ir às pressas para o Hospital Militar e Maternidade do 5 BEC conduzindo a sua esposa. As 23:40 hs nascia uma linda menina que se chamaria Roxana, em homenagens a Princesa Roxana – esposa de Alexandre da Macedônia – O Grande. 

A Roxana desde pequena sempre foi alegre, responsável, obediente, sincera, comunicativa, amiga, correta em todas as suas atitudes. Nunca mentiu, nunca fez uma maldade a ninguém, nunca destruiu nada, nunca matou. Considerava importante todos os seres existentes em nosso planeta. Nunca matou, nem mesmo um inseto. Tudo que era dela, seus brinquedos, seus presentes, suas roupas, sua mesada, dividia com seus irmãos e com as pessoas que pedissem. Possuía desprendimento das coisas materiais. Preferia a oração e a comunhão com Deus às coisas mundanas. Ao seu redor tudo era alegria, era vida, era amor. Dava amor, mas nem sempre recebia amor das pessoas estranhas e que não lhe conheciam o caráter. Mas as desfeitas que recebia não lhe causavam mágoas, nem a deixava triste. Perdoava sempre. 

Extremamente religiosa, rezava diariamente, três ou mais vezes ao dia. Na maioria das vezes não pedia nada para si, mas rogava a Deus pelos aflitos e necessitados. Não possuía vícios. Nunca os teve. Seu prazer era brincar com seus familiares e adorava dançar. Foi estudante sem problema. Nunca foi preciso mandar fazer seus deveres escolares; foi sempre uma aluna querida e exemplar. Suas notas sempre foram altas e nunca foi reprovada. 

Quando criança, pequena demais em idade e muita adiantada nos estudos teve, por orientação pedagógica, que esperar um ano, até que sua idade fosse compatível com o grau de estudo em que estavam seus colegas de mesma idade. Nunca desobedecera pai e mãe. Nunca atacou um irmão ou qualquer outra pessoa. Ficou moça. Era atleta. Gostava de equitação, natação, pescaria e de outros esportes como vôlei e futebol, jogando-os muito bem. Sua beleza era natural. Possuía um corpo escultural e para realçar essa beleza não era necessária a maquiagem. 

Possuía dezenas de títulos de beleza e às vezes que não ganhou ficou em segundo lugar. Era denominada e reconhecida pelo título “Rainha da Natureza”, que lhe foi conferido em programa de televisão no Estado do Ceará. Com 27 anos de idade já estava formada em Contabilidade, possuía Pós-Graduação em Auditoria e Pós-Graduação em Re-administração, cursava Direito e 21 dias antes de ser assassinada concluíra o curso de Mestrado em Administração. 

O tema da sua Dissertação é: “Amazônia, Vida, Riqueza e Morte: O Turismo Sustentável como Atividade Sócio-econômica para Ambientes de Significativas Mudanças Ecológicas”. Nesse trabalho se mostra inconformada com a destruição da Floresta Amazônica e preocupada com as origens e as conseqüências dos problemas Amazônicos, com o futuro das gerações carentes, principalmente a população ribeirinha. 

Nesse trabalho de pesquisa aponta as soluções para preservação da vida de todos os seres que habitam a floresta. No momento de sua morte era Professora Universitária e, por seus próprios valores reconhecidos documentalmente, seu caráter integro e sua aprovação nos testes militares a que foi submetida, foi incorporada nas fileiras do Exército e considerada “Combatente de Selva”, sendo designada para servir na 12a ICFEX, onde desempenhou várias atividades, sendo uma delas “Tomadora de Contas”, uma espécie de Fiscal dos trabalhos de outras Organizações Militares, onde era mais orientadora e esclarecedora do que julgadora. 

Como Professora foi exemplar em todos os aspectos. Como Militar foi modelo de virtude, um exemplo a ser seguido de devotamento à Pátria, amor à profissão, camaradagem e espírito de corpo. Morreu em serviço, no cumprimento do dever, às 11:05 hs, do dia 02 de dezembro de 2002, em Manaus – AM, no interior do aquartelamento onde servia, assassinada pelas costas, a punhal, por um companheiro de farda e ex-namorado. 

A Roxana foi muito homenageada pela Comunidade Amazonense, seu nome é nome de uma importante avenida de dupla via em Manaus, é também nome de uma eficiente e premiada escola no bairro Colônia Oliveira Machado em Manaus, também é nome de uma escola infantil da capital amazonense, foi também homenageada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e nas Câmaras Municipais de Presidente Figueiredo e de Manaus. 

A contribuição científica deixada pela Roxana Bonessi para a integração-desenvolvimento e preservação da Amazônia foi um trabalho de pesquisa que realizou fundamentada no Turismo Sustentável como alternativa sócio-econômica para uma região que fora devastada pela construção da Hidrelétrica de Balbina, na Região de presidente Figueiredo -Am – trabalho esse reconhecido mundialmente pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e que estimulou o progresso ambiental de todas as regiões ribeirinhas do Amazonas pelos recursos alocados desde então pelo BID. 

Monumento de Roxana Bonessi.

A Roxana foi também homenageada pela Comunidade do Amazonas com dois monumentos, um no bairro onde ela morava, monumento esse em homenagem as mulheres e crianças, vítimas de violência no Amazonas e no Brasil, e outro monumento foi construído como marco localizatório onde fora colocado o seu corpo por ocasião de sua prematura morte. A Roxana nos deixou muitas saudades – somos agradecidos e honrados por termos tido o privilegio de sua encantadora companhia. Obrigado Família Bonessi Fonte de Pesquisa: 

ADENDO: 

"Quantos sonhos desta moça ficaram no meio do caminho sem serem realizados? Quantos sonhos desta moça foram construídos em sua mente, pensando um dia, chegar ao posto maior do exército brasileiro, que é  general e não foi concluído?" - José Mendes Pereira do blog 

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Texto extraído do D24AM SE PRECISAR ENTRAR EM CONTATO NOSSO E-MAIL minhamanaushistorias@gmail.com #minhamanaushistorias #manausnocoração #manaus #amazonas #prefeiturademanaus #manauscity

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"POIS NUM É"

Por Raimundo Lucas


Pai me disse: filho preste atenção

Para depois não ser decepcionado

Por pessoas que vivem do seu lado

Pegando no seu pé invés da mão,

Não se deixe enganar o coração

Pois a vida te leva mais além

Sorria quando tiver um vintém,

Por que muitos irão te abandonar

Seja puro e sincero ao falar

Na vida você só vale o que tem.

"O Galego do Jucuri"

O poeta sonhador

Revisão de métrica rima e oração, Nilson Silva o poeta do amor.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=2519765701529120&set=a.122437351261979

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O CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO

     Por Guilherme Velame Wenzinger

Antônio Silvino e Abílio Medeiros. Abílio era médico da cadeia velha do Recife. Foto tirada dentro da cadeia. Ano desconhecido.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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𝑱𝑶𝑺𝑬́ 𝑨𝑳𝑽𝑬𝑺 𝑫𝑬 𝑴𝑨𝑻𝑶𝑺

José Alves de Matos, o afamado cangaceiro Vinte e Cinco, nasceu no dia 08 de março de 1917, na fazenda Alagoinha, em Paripiranga/BA. Teve cerca de 12 irmãos (oito homens e seis mulheres) no primeiro casamento de seu pai, no segundo, teve mais oito irmãos (cinco homens e três mulheres). Segundo o mesmo, passou quase a sua adolescência trabalhando com a cana-de-açúcar em Itabaiana, Lagarto, São Paulo, Muribeca e Alagadiço, também como guia de cego no Estado de Sergipe com seus 13/14 anos.

Igualmente a família Engrácia e muitas outras, teve parentes cangaceiros, sendo primos e sobrinhos, como Zepellim, Pavão, Santa Cruz, Ventania, Chumbinho, Azulão e Pau Ferro. Em entrevista para Aderbal, fala que o motivo da entrada destes fora por uma surra que seu sobrinho (Zepellim) tomou da polícia, passando três dias de cama.

Já com os seus 16 anos, José foi na localidade mais próxima, em Bebedouro, para que fosse colocado meia-sola em um par de alpercatas. O sapateiro do local era Antônio Passarinho, Cabo de polícia do destacamento da região, e acabou descobrindo que o seu cliente tinha parentesco com bandoleiros que pertenciam aos famosos sub-grupos de Lampião. O jovem foi preso e levado para a delegacia presente. Interrogado com alguns murros e xingamentos, acaba chegando no local a força volante do Sargento Hidelbrando. Soube do rapaz e veio ao seu encontro. Com isso, José Alves acaba implorando para o mesmo que o soltasse, que estaria disposto a entrar na polícia para a persiga dos cangaceiros e caçaria os seus próprios parentes que andavam com Virgulino.

O sargento acreditou na conversa dele e acabou libertando José, porém, falou que estava de olho nele. Em caminhada de um quilômetro na estrada, encontrou o seu sobrinho Pedro Alves de Matos, montado a cavalo e que vinha para buscar seu tio, indo em destino para a casa da irmã de Pedro. Chegando no local, descobrem que os cangaceiros estavam perto da morada, dando encontro com eles.

Eram os grupos de Corisco e Mariano, sendo que Corisco só estava acompanhado de sua companheira, Dadá, e do seu cachorro, Seu Colega. Nesse destino, fora marcado que José Alves de Matos seguiria com Corisco e que Pedro Alves de Matos seguiria com Mariano, ganhando o vulgo de Santa Cruz, no dia 25 de dezembro de 1933. José acaba recebendo o apelido de Vinte e Cinco por Corisco, marcando a data natalina e da entrada do mesmo em seu grupo.

Em discussão com a mulher de Corisco, veio a seguir o bando de Lampião. O já bandoleiro Vinte e Cinco participou de inúmeros combates, como o tiroteio em Pedra D’água/SE, em 1936, onde morreu o cangaceiro Barra Nova.

No famoso 28 de julho de 1938, acabou escapando do combate por estar em missão junto dos irmãos Velocidade e Atividade para pegar uma carga de mantimentos e munições. Esteve presente também no massacre da família Domingos em agosto de 1938. Se entrega junto com o grupo de Pancada em novembro de 1938 em Maceió/AL. Aprendeu a ler e escrever na prisão e, quando saiu, conseguiu o emprego como Guarda Civil no Estado. Se casou com Mariza, tendo sete filhos, gerando netos e bisnetos.

José Alves de Matos, o Vinte e Cinco, morreu aos 97 anos, no dia 14 de junho de 2014, em Alagoas.

𝑭𝑶𝑵𝑻𝑬𝑺: Aderbal Nogueira, Blog João de Souza Lima e Blog do Mendes.

.𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

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RARA FOTOGRAFIA...

Jaozin Jaaozinn

Registro raríssimo, para mim inédita, de três volantes possivelmente cearenses (chuto que sejam da força do Tenente Alfredo Dias da Cruz), talvez na década de 1920 caso sejam realmente da força do Ceará.

Para mim, o volante do meio me lembra muito o Tenente Euclides Flor (comparei essa foto com outra em que Euclides aparece junto com sua força no Ceará, e a fisionomia de ambos são parecidas), mas não tenho total certeza se seja ele, nem mesmo dão uma informação completa sobre a fotografia, somente de que são volantes "possivelmente" cearenses.

e então, conseguiram identificar estes?

𝑨𝒄𝒆𝒓𝒗𝒐 𝑫𝒊𝒈𝒊𝒕𝒂𝒍: 𝑪𝒂𝒏𝒈𝒂𝒄̧𝒐 𝑩𝒓𝒂𝒔𝒊𝒍𝒆𝒊𝒓𝒐.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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sexta-feira, 1 de março de 2024

O CANGACEIRO BEM-TE-VI

 Rogério Arlanch Filho

Prezado José Mendes,

a história do cangaço sempre foi um assunto que me fascinou, não por me aprazer imagens de violência e morte, mas pelo conjunto de razões que levaram ao surgimento do cangaço, e todo aquele misto de heroísmo e covardia que o movimento deixou como parte da "cultura" nordestina.

Curiosamente, a primeira sessão de cinema que assisti, aos 6 anos de idade, foi justamente o filme de Lima Barreta: O Cangaceiro.

https://www.youtube.com/watch?v=oOumq-kWf-Y&ab_channel=oldbrcinema

Por isso tudo, após ter assistido todos os filmes referentes ao tema, consultar muitas fontes, e ver muitos vídeos disponíveis no youtube, as narrativas que vi sobre a morte de Lídia, executada por Zé Baiano, tudo o que consegui saber sobre o destino de Bem-te-vi (se é que mesmo essa versão merece crédito), é que o cangaceiro, pivô da morte da dita, mais bela das cangaceiras, após Zé Baiano ouvir o relato de Coqueiro, fugiu do acampamento, certamente temeroso da vingança do companheiro de Lídia.

Nunca mais se soube a respeito dos passos daquele cangaceiro após aquele acontecimento? Sendo ele de origem da mesma cidade, onde nascera Lídia (se é que foram amigos de infância, como dizem algumas fontes), nenhum de seus possíveis parentes deu qualquer informação sobre seus passos, fosse logo após o acontecimento, ou muitos anos depois, quando através de relatos, muita coisa se descobriu sobre os cangaceiros remanescente ao massacre de Angico?

Confesso que esse enigma me inquieta, pois certamente, Bem-te-vi teria muito a relatar sobre a morte, e as circunstâncias de Lídia.

Parabéns pelo trabalho que faz.

Obrigado por qualquer informação

Rogério Arlanch Filho - Brotas - SP.

Enviado pelo autor.

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PLANTAR ÁRVORE É SAUDÁVEL PARA A NATUREZA.

 Por José Mendes Pereira

https://br.freepik.com/fotos-premium/floresta-de-verao-linda-com-arvores-diferentes_6810228.htm

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"MENSAGEM DE UM VELHO MARINHEIRO"

Por Joab Nascimento



Eu já estive na ativa,
até usei farda um dia,
se dependesse de mim,
para ativa eu voltaria,
ficaria lá pra sempre,
do quartel não sairia.
Usei mescla, usei cinza,
também servi embarcado,
usei perneira e fuzil,
limpei chão e dei recado,
fui auxiliar na cozinha,
já também fui humilhado.
Capinei paralepipedo,
com enxadeco de mão,
no sol de 40 graus,
de camiseta e calção,
sem água pra tomar banho,
ficava no corpo sabão.
Já dei "pau" de zero às 4,
e marchei em ordem unida,
ensaiei milhões de vezes,
mesma marcha repetida,
cobertura e alinhamento,
pra não ser mais esquecida.
Prestei muita continência,
corri em acelerado,
durante o TFM,
mesmo estando cansado,
ao reunir tinha chamada,
varias vezes fui anotado.
Já perdi fim de semana,
sem poder ir para casa,
impedido no quartel,
meu peito explodia em brasa,
fiz faxina e mutirão,
muito invocado eu ficava.
Cantei o Hino Nacional,
da Bandeira e Cisne Branco,
já chorei de emoção,
tive que esconder o pranto,
vários cerimoniais,
que o arrepio foi tanto.
Tirei guarda, dei pernoite,
1 por 1, sem reclamar,
fiz corridas mixurucas,
que não davam pra cansar,
também já virei a noite,
sem direito a descansar.
Fui pra terra sem destino,
já dei "soco" suicida,
já morei em cabaré,
sem valorizar a vida,
no meio de prostitutas,
tinha "amor", tinha guarida.
E para não morrer di...
peguei o velho picado,
no meio da madrugada,
mesmo estando resfriado,
ao chegar do velho "soco"
totalmente esfomeado.
Meus amigos eram de mu...
fui campanha, companheiro,
joguei dominó a bordo,
do "aliado", cumbuqueiro,
eu também já fui perú,
palpitando o tempo inteiro.
Aprendi honra e respeito,
confiança e retidão,
de acordo com ART. 7°,
eu já sofri punição,
por não cumprir uma ordem,
passei 3 dias, na prisão.
Aprendi que nossas armas,
não nos causam violência,
que flores não trazem a paz,
tenho plena consciência,
e sim, as mãos que carregam,
todo mal, por excelência.
Obedecer o pai e a mãe,
desde cedo eu convivi,
respeitar o superior,
na Marinha eu aprendi,
ter disciplina na vida,
também eu absorvi.
Foi lá também que aprendi
para minha evolução,
que nossa família é a base,
pra uma boa educação,
em todos os obstáculos,
Deus nos trás a solução.
Hoje não mais uso farda,
minhas roupas são normais,
bermudas e camisetas,
as vezes roupas sociais,
o velho mescla e o cinza,
já não me pertencem mais.
Algumas fotos guardei,
pelo tempo amareladas,
hoje só recordações,
das missões inopinadas,
lembro do 3° tempo,
faxinas inesperadas.
Aceleram o meu peito,
Todas essas recordações,
as lágrimas dessem dos olhos,
me arrepio com emoções,
minha garganta sufocada,
soluços aos turbilhões.
Minha missão foi cumprida,
isso eu tenho consciência,
a saudade dos amigos,
e de toda convivência,
hoje revivo o passado,
Que me deu experiência
O estampido do canhão,
Isso eu não vou mais ter
barulhos das aeronaves,
estão vivas em meu viver,
nosso saudoso NAel,
impossível de esquecer.
Da nossa querida Aldeia,
do nosso esquadrão guerreiro,
e das suas missões noturnas,
de janeiro a janeiro,
das inspeções programadas,
sendo o fiel escudeiro.
Ainda sinto os solavancos,
do navio em alto mar,
do mau tempo, tempestades,
que tivemos de enfrentar,
acidentes que houveram,
que não gosto de lembrar.
Ainda estão na lembrança,
o velho centro de instrução,
das viagens e missões,
que eu fiz pelo esquadrão,
todos amigos de bordo,
carrego em meu coração.
Não tiro mais zero hora,
e nem presto continência,
não faço mais ordem unida,
disso eu tenho ciência,
sempre serei marinheiro,
em toda minha existência.
Hoje às minhas batalhas,
não são mais em alto mar,
hoje eu só faço cordel,
pra fazer o tempo passar,
escrevo da minha mente,
a leitura popular.
Joabnascimento
Camocim-CE 06/05/22.

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TODOS DO RIO GRANDE DO NORTE E EMPRESÁRIOS.

  Por José Mendes Pereira.

Imagem do acervo Relembrando Mossoró - https://www.facebook.com/groups/768856323197800/?hoisted_section_header_type=recently_seen&multi_permalinks=7057760457640657

Da esquerda para a direita;

Dehuel Vieira. Era de Alexandria e indústrial, proprietário de uma fábrica de óleo de oiticica.  Edith Souto e Francisco Souto esposa e esposo, proprietários de salinas no Rio Grande do Norte, e Tarcísio de Vasconcelos Maia era proprietário da Maisa e Faisa e foi governador do Rio Grande do Norte. - Foto de 1986.

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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

BODAS DE PINHO

Por Epitácio de Andrade

Tendo como símbolos a resistência e solidez da madeira de lei, chegamos hoje às Bodas de Pinho. Era 29 de fevereiro do bissexto 1992, quanto resolvemos unir nossos destinos num só. 

Nestes 32 anos de convivência agradeço muito sua companhia, paciência e dedicação à família, nossa razão renovadora da alegria de viver. Grande beijo Cristina Claudia e Parabéns para nós! 

Salve 29 de fevereiro, que se repita inúmeras vezes! Te amo.

https://www.facebook.com/

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SOUSA INVADIDA PELOS CANGACEIROS...

 Por José Mendes Pereira

Em 27 de Julho de 1924 - o cangaceiro Lampião que ainda não era capitão, manda um subgrupo seu com 84 perigosos facínoras, e como comandantes dos cangaceiros seus irmão Antônio Ferreira, Levino Ferreira, além de Sabino Gomes, Paizinho, Meia-Noite e o fazendeiro Chico Pereira atacar e saquear a cidade de Sousa, no Estado da Paraíba. Os cangaceiros roubaram o comércio, residências, tendo a cidade um prejuízo incalculável. 

O principal alvo deste ataque, era o coronel Otávio Mariz, desafeto de Chico Pereira que fugiu imediatamente para não morrer. Dizem que o juiz da cidade Dr. Archimedes Soutto Mayor foi humilhado em praça pública pelo bando. O destacamento policial local era comandado pelo tenente Salgado que não teve força para reagir contra os endemoniados. 

Depois desse ataque o coronel Zé Pereira, de Princesa Isabel - PB, nunca mais deu proteção ao cangaceiro Lampião.

Veja este vídeo do canal cangaceirólogo.

https://www.youtube.com/watch?v=tl59EP_orOA

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FORÇA VOLANTE EMBUSCA DE CANGACEIROS.

Guilherme Velame Wenzinger

 Força volante se preparando para perseguir os bandidos. Foto tirada por Benjamin Abrahão.

Acervo: Dr. Antônio Amaury.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100002359271733/

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"LEMBRANÇA".

Por Raimundo Lucas


Pulei o passadiço da memória
Nessa hora muita coisa me lembrei
Das furadas de espinho que levei
Para não murmurar eu dava glória
Mas ficava guardado na memória
Toda minha bravura de criança
Dizendo quem sonha sempre alcança
Por isso vou sorrindo e caminhando
Nesse solo de sonho palmilhando
E deixando o rastro da lembrança.
"O Galego do Jucuri"
O poeta sonhador.

https://www.facebook.com/josemendespereira.mendes.5/posts/pfbid02cC85MiiZW5We6jYBtBaJLD2DrgLXEjgnp6pJZy82RBMj4DmThkCkqMpgKqzPi1mnl?notif_id=1709164679010591&notif_t=feedback_reaction_generic&ref=notif

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