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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

CANGAÇO - A CRENÇA NAS ORAÇÕES DE PODER.

 Por Nas Pegadas da História

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OS TÚMULOS DOS TRÊS PASTORINHOS.

 

Há já bastante tempo, quando comecei a falar e meditar sobre alguns lugares de Fátima (o Poço de Lúcia, a Capelinha, a Capela do Santíssimo…), e que julgava que já todos conheciam, chegaram-me algumas ressonâncias positivas por termos tido esta lembrança de apresentá-la no Mensageiro do Menino. Entretanto, propuseram-me que dissesse também uma palavrinha sobre outros lugares tão significativos e entre eles, sugeriram-me, uma palavra sobre os Túmulos dos Pastorinhos.

Até há relativamente pouco tempo, quando entrávamos na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (obra do arquitecto holandês Gerard Van Kriechen, cuja primeira pedra foi benzida em 13 de Maio de 1928), bem ao cimo, junto do presbitério, encontrávamos apenas dois túmulos, o do Francisco e o da Jacinta. Agora são duas belas obras de arte, embora muito simples, como era próprio, mas muito significativo, dos dois meninos. Ali estavam como sentinelas, ou como guardiães de Nosso Senhor que está ali também, bem perto, no Sacrário, como Seus adoradores perpétuos. Na capela lateral esquerda repousam os restos mortais de Jacinta, e na capela lateral direita repousam os restos mortais de Francisco. Junto ao túmulo de Jacinta foi aberto um outro túmulo, em Fevereiro de 1995, destinado à irmã Lúcia, acordado entre o santuário de Fátima, o Carmelo de Coimbra e a própria Irmã Lúcia. A 13 de Maio de 2000, o Papa João Paulo II beatificou solenemente, em Fátima, os dois pastorinhos Francisco e Jacinta e benzeu as suas imagens, sobrepostas aos respectivos túmulos, que são da autoria, respectivamente, de José Rodrigues e de Clara Menéres. «Por desígnio divino, veio do Céu a esta terra, à procura dos pequeninos privilegiados do Pai, “uma Mulher revestida com o sol” (Ap 12,1). Fala-lhes com voz e coração de mãe: convida-os a oferecerem-se como vítimas de reparação, oferecendo-Se Ela para os conduzir, seguros, até Deus» (Homilia do Papa João Paulo II na Beatificação do Francisco e Jacinta Marto).

Hoje, quem visita a Basílica, já encontra também o túmulo de Lúcia, bem ao lado da sua prima, a Jacinta… E lá estão os três que, depois de unidos na vida, continuam bem unidos após a morte e mais unidos ainda, certamente, no céu. Durante alguns anos percorreram, juntos, aqueles lugares, pastoreando as suas ovelhinhas, escutando as canções dos passarinhos, tocando e cantando as lindas histórias, canções próprias da época, cantos que aprendiam na Igreja ou na Catequese, colhendo florinhas, ou correndo atrás de qualquer borboleta.

À Jacinta e ao Francisco já os veneramos como santos do nosso calendário santoral (as duas primeiras crianças, não mártires, canonizadas, isto é, a ser elevadas à categoria de Santos pela Igreja): são os grandes intercessores; à Lúcia, continuamos a rezar diante do seu túmulo para que, quanto antes, e quando Deus quiser, a possamos venerar e honrar também no mesmo calendário litúrgico.

Quando vou a Fátima e tenho a oportunidade de ir até à Basílica, gosto de visitar os três túmulos porque me dizem sempre alguma coisa: o silêncio, a oração, a contemplação daquele mistério de presença…; a mensagem, a experiência, os ensinamentos, o testemunho…; a beleza, a simplicidade e humildade daquele lugar, toda a energia e odor que exalam, deixam-me como que extasiado, sem conseguir dizer palavra, simplesmente, escutando, contemplando, respondendo com o coração.

Depois, ao sair, vêm as perguntas de sempre: porquê a morte? Porquê morreram tão cedo (os dois mais jovens)? Porquê morrem os Santos, os que são bons? Como seria bom que eles pudessem continuar a testemunhar aquilo que viram e ouviram… não ajudaria muitos mais a acreditar? Não poderiam conduzir mais homens e mulheres à fé? Tantas perguntas que nos vêm ao pensamento: umas legítimas, outras, se calhar, não tanto, mas que, nem por isso, deixam de nos questionar.

Eles agora estão aí, e vão nos dando algumas respostas: eram crianças na altura; as suas palavras pouco impacto poderiam causar pois ninguém ligava importância alguma àquelas crianças rudes, ignorantes; seria tudo um sonho inventado por elas ou por alguém que estava por detrás e queria servir-se delas? Mas aqui, diante dos seus túmulos, recordamos e admiramos os seus actos heroicos: seus sacrifícios (embora alguns bem pequeninos!?), suas orações, seus pedidos, seus compromissos, suas dores (na doença e até na perseguição e na ameaça, como em Agosto), sua morte.

Se calhar, cada um dos três teria alguma palavra particular a dirigir-nos: confiai, acreditai, sacrificai-vos, oferecei-vos, rezai, intercedei, vigiai, testemunhai…

https://www.facebook.com/AmbitareM/posts/no-dia-13-de-maio-de-1917-tr%C3%AAs-crian%C3%A7as-l%C3%BAcia-dos-santos-10-anos-francisco-marto/2629859367261197/

Os pastorinhos estão agora na Basílica. Já os veneramos como santos, à Jacinta e ao Francisco, e desejamos que Lúcia seja proclamada bem-aventurada. Estão aí como sentinelas, como chamada de atenção, apelo e convite, desafio e provocação diante do nosso comodismo, facilitismo, egoísmo… Foram heróis, e dos grandes; e deixam bem alto o nome de Portugal, este cantinho privilegiado de Deus e de Nossa Senhora. Foram crianças, rudes e ignorantes, mas muito sábias e grandes na corrida que fizeram, na meta que alcançaram.

Diante desta maravilha dos Pastorinhos só nos resta dizer, rezar, cantar: «Cantemos, alegres, a uma só voz: Francisco e Jacinta, rogai por nós. Caminhantes neste mundo, ajudai-nos cada dia, a viver sempre seguros sob o manto de Maria. A Senhora do Rosário, pela vossa intercessão, abençoe o Santo Padre e nos leve à conversão» (hino dos Pastorinhos).

Alpoim Portugal, ocd

Há já bastante tempo, quando comecei a falar e meditar sobre alguns lugares de Fátima (o Poço de Lúcia, a Capelinha, a Capela do Santíssimo…), e que julgava que já todos conheciam, chegaram-me algumas ressonâncias positivas por termos tido esta lembrança de apresentá-la no Mensageiro do Menino. Entretanto, propuseram-me que dissesse também uma palavrinha sobre outros lugares tão significativos e entre eles, sugeriram-me, uma palavra sobre os Túmulos dos Pastorinhos.

Até há relativamente pouco tempo, quando entrávamos na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (obra do arquitecto holandês Gerard Van Kriechen, cuja primeira pedra foi benzida em 13 de Maio de 1928), bem ao cimo, junto do presbitério, encontrávamos apenas dois túmulos, o do Francisco e o da Jacinta. Agora são duas belas obras de arte, embora muito simples, como era próprio, mas muito significativo, dos dois meninos. Ali estavam como sentinelas, ou como guardiães de Nosso Senhor que está ali também, bem perto, no Sacrário, como Seus adoradores perpétuos. Na capela lateral esquerda repousam os restos mortais de Jacinta, e na capela lateral direita repousam os restos mortais de Francisco. Junto ao túmulo de Jacinta foi aberto um outro túmulo, em Fevereiro de 1995, destinado à irmã Lúcia, acordado entre o santuário de Fátima, o Carmelo de Coimbra e a própria Irmã Lúcia. A 13 de Maio de 2000, o Papa João Paulo II beatificou solenemente, em Fátima, os dois pastorinhos Francisco e Jacinta e benzeu as suas imagens, sobrepostas aos respectivos túmulos, que são da autoria, respectivamente, de José Rodrigues e de Clara Menéres. «Por desígnio divino, veio do Céu a esta terra, à procura dos pequeninos privilegiados do Pai, “uma Mulher revestida com o sol” (Ap 12,1). Fala-lhes com voz e coração de mãe: convida-os a oferecerem-se como vítimas de reparação, oferecendo-Se Ela para os conduzir, seguros, até Deus» (Homilia do Papa João Paulo II na Beatificação do Francisco e Jacinta Marto).

Hoje, quem visita a Basílica, já encontra também o túmulo de Lúcia, bem ao lado da sua prima, a Jacinta… E lá estão os três que, depois de unidos na vida, continuam bem unidos após a morte e mais unidos ainda, certamente, no céu. Durante alguns anos percorreram, juntos, aqueles lugares, pastoreando as suas ovelhinhas, escutando as canções dos passarinhos, tocando e cantando as lindas histórias, canções próprias da época, cantos que aprendiam na Igreja ou na Catequese, colhendo florinhas, ou correndo atrás de qualquer borboleta.

À Jacinta e ao Francisco já os veneramos como santos do nosso calendário santoral (as duas primeiras crianças, não mártires, canonizadas, isto é, a ser elevadas à categoria de Santos pela Igreja): são os grandes intercessores; à Lúcia, continuamos a rezar diante do seu túmulo para que, quanto antes, e quando Deus quiser, a possamos venerar e honrar também no mesmo calendário litúrgico.

Quando vou a Fátima e tenho a oportunidade de ir até à Basílica, gosto de visitar os três túmulos porque me dizem sempre alguma coisa: o silêncio, a oração, a contemplação daquele mistério de presença…; a mensagem, a experiência, os ensinamentos, o testemunho…; a beleza, a simplicidade e humildade daquele lugar, toda a energia e odor que exalam, deixam-me como que extasiado, sem conseguir dizer palavra, simplesmente, escutando, contemplando, respondendo com o coração.

Depois, ao sair, vêm as perguntas de sempre: porquê a morte? Porquê morreram tão cedo (os dois mais jovens)? Porquê morrem os Santos, os que são bons? Como seria bom que eles pudessem continuar a testemunhar aquilo que viram e ouviram… não ajudaria muitos mais a acreditar? Não poderiam conduzir mais homens e mulheres à fé? Tantas perguntas que nos vêm ao pensamento: umas legítimas, outras, se calhar, não tanto, mas que, nem por isso, deixam de nos questionar.

Eles agora estão aí, e vão-nos dando algumas respostas: eram crianças na altura; as suas palavras pouco impacto poderiam causar pois ninguém ligava importância alguma àquelas crianças rudes, ignorantes; seria tudo um sonho inventado por elas ou por alguém que estava por detrás e queria servir-se delas? Mas aqui, diante dos seus túmulos, recordamos e admiramos os seus actos heróicos: seus sacrifícios (embora alguns bem pequeninos!?), suas orações, seus pedidos, seus compromissos, suas dores (na doença e até na perseguição e na ameaça, como em Agosto), sua morte.

Se calhar, cada um dos três teria alguma palavra particular a dirigir-nos: confiai, acreditai, sacrificai-vos, oferecei-vos, rezai, intercedei, vigiai, testemunhai…

Os pastorinhos estão agora na Basílica. Já os veneramos como santos, à Jacinta e ao Francisco, e desejamos que Lúcia seja proclamada bem-aventurada. Estão aí como sentinelas, como chamada de atenção, apelo e convite, desafio e provocação diante do nosso comodismo, facilitismo, egoísmo… Foram heróis, e dos grandes; e deixam bem alto o nome de Portugal, este cantinho privilegiado de Deus e de Nossa Senhora. Foram crianças, rudes e ignorantes, mas muito sábias e grandes na corrida que fizeram, na meta que alcançaram.

Diante desta maravilha dos Pastorinhos só nos resta dizer, rezar, cantar: «Cantemos, alegres, a uma só voz: Francisco e Jacinta, rogai por nós. Caminhantes neste mundo, ajudai-nos cada dia, a viver sempre seguros sob o manto de Maria. A Senhora do Rosário, pela vossa intercessão, abençoe o Santo Padre e nos leve à conversão» (hino dos Pastorinhos).

Alpoim Portugal, ocd

 https://meninojesus.pt/os-tumulos-dos-pastorinhos/

ATENÇÃO!

Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, não deixa ele te pedir desculpas, desculpa-o antes, porque faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional, você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo em um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância. E quando o bicho é criado, difícil de matar. 

Imagina um sujeito com uma arma empunhada, não sairá do seu pensamento nada bom.

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PASTORINHOS

 

Tinham tudo para uma vida simples, anónima, mas acabaram por entrar para a História, não só da Igreja Católica em Portugal e no mundo, mas também da humanidade, como testemunhas privilegiadas de Aparições num pequeno local chamado Cova da Iria, perto de Fátima, no centro do país.

Como pequenos pastores que eram, ficaram para sempre conhecidos como “os Três Pastorinhos” ou “os Videntes de Fátima” a quem Nossa Senhora do Rosário apareceu por seis vezes em 1917, faz agora 100 anos.

Lúcia, na altura com 10 anos, e os seus primos Francisco, com 9, e Jacinta, com 7, irmãos, foram os escolhidos para receberem a Mensagem em que a “Senhora mais brilhante que o Sol” pedia orações, sacrifícios e reparação das ofensas ao seu Imaculado Coração e a Deus.

A Lúcia foi dado ver, ouvir e falar durante as Aparições, enquanto Jacinta podia ver e ouvir. Francisco podia apenas ver, pelo que a prima e a irmã lhe relatavam depois tudo o que tinham ouvido.

Lúcia

Nascida em Aljustrel, como os seus primos, a 28 de março de 1907, batizada dois dias depois, Lúcia recebe a Primeira Comunhão em 30 de maio de 1913, por mediação do Pe. Cruz – de acordo com a documentação conhecida –, impressionado com os seus conhecimentos catequéticos.

Nas suas Memórias, Lúcia relata que em 1915 teve pela primeira vez visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, quando estava com outras amigas. É no ano seguinte, 1916, que as três crianças recebem as manifestações do Anjo de Portugal, como se apresentou.

A partir da primeira Aparição de Nossa Senhora, em 13 de maio de 1917, a vida de Lúcia e dos seus primos transformou-se completamente: não só porque acolhem os pedidos da Senhora, recitando diariamente o terço, fazendo sacrifícios, alguns dolorosos, pelos pecadores e comparecendo durante seis meses, ao dia 13, naquele local, mas sobretudo porque passam a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e de inventarem tudo.

Início da vida retirada do mundo

Recolhida no Asilo de Vilar, no Porto, depois da última Aparição (ocorrida a 13 de outubro de 1917), a conselho do bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, Lúcia de Jesus começa uma vida retirada do mundo que a irá levar ao postulantado das Irmãs Doroteias, em Espanha, aos 15 anos de idade, e, mais tarde, à clausura do Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, onde permanecerá desde 17 de maio de 1946 até à sua morte, em 13 de fevereiro de 2005.

Ainda em Vilar escreve, em 5 de janeiro de 1922, o primeiro relato das Aparições e dois anos e meio depois, a 8 de julho de 1924, responde, no Porto, ao interrogatório oficial da Comissão Canónica Diocesana sobre os acontecimentos de Fátima, nomeada por D. José Alves Correia da Silva.

Na sequência do trabalho da Comissão, o bispo de Leiria publicou, a 13 de outubro de 1930, 13 anos depois das Aparições, uma Carta Pastoral sobre o culto de Nossa Senhora da Fátima, considerando «dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria, freguesia de Fátima [...], nos dias 13 de maio a outubro de 1917».

Divulgadora da Mensagem de Fátima

Escolhida desde o início para ser a grande divulgadora da Mensagem de Fátima e da devoção ao Imaculado Coração de Maria, Lúcia deixou numerosos escritos, de que se salientam as Memórias, divididas em seis partes, escritas a pedido quer do bispo de Leiria quer, mais tarde, do reitor do Santuário, Mons. Luciano Guerra (as duas últimas).

As seis partes das Memórias, redigidas entre dezembro de 1935 e março de 1992, incluem o relato das Aparições, tanto do Anjo de Portugal como da Senhora do Rosário (2.ª e 4.ª), e evocações de Jacinta (1.ª), de Francisco (4.ª), do pai (5.ª) e da mãe (6.ª).

A 3.ª Memória, datada de agosto de 1941, integra as duas primeiras de três partes do conteúdo reservado da Mensagem de Fátima que passou a ser conhecido como o Segredo de Fátima: a visão do Inferno e o pedido de devoção ao Imaculado Coração de Maria e de consagração da Rússia.

Terceira parte do Segredo arquivada no Vaticano

A terceira e última parte do Segredo é incluída na 4.ª Memória e refere-se à luta dos «sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos e descreve o sofrimento imane das testemunhas da fé do último século do segundo milénio. É uma Via-Sacra sem fim, guiada pelos Papas do século XX», conforme anunciou em Fátima, em 13 de maio de 2000, o cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano.

Os Três Pastorinhos, apesar de inúmeras ameaças, guardaram inviolavelmente este segredo, o qual só mais tarde foi escrito pela Irmã Lúcia, em obediência ao pedido explícito do bispo da diocese de Leiria, sendo posteriormente enviado à Santa Sé, onde ficou arquivado.

Em carta dirigida ao Papa Pio XII, em 2 de dezembro de 1940, Lúcia pede insistentemente que seja atendido o pedido de Nossa Senhora, reafirmado em Aparições posteriores em Espanha, para que fosse proclamada a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a consagração do mundo, e em especial da Rússia, ao Coração de Maria.

Consagração que Pio XII acabou por fazer, a 31 de outubro de 1942, em Roma, renovando-a no mesmo local a 8 de dezembro.

Paulo VI (21 de novembro de 1964), João Paulo II (7 de junho de 1981, 8 de Dezembro de 1981, 13 de maio de 1982, 16 de Outubro de 1983, 25 de março de 1984 – em comunhão com todos os bispos do mundo – e 13 de maio de 1991) e Francisco (13 de Outubro de 2013) também renovaram a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

Encontros pessoais com Papas e um futuro Papa

Lúcia acabou por encontrar-se pessoalmente com quase todos os Papas que cruzaram a sua vida desde as Aparições, exceto com Bento XV e Pio XII.

O primeiro contacto direto com um Sumo Pontífice ocorreu em 1967, quando se deslocou a Fátima para se encontrar com Paulo VI, a pedido do próprio Papa, durante as celebrações do Cinquentenário das Aparições.

A imagem do sucessor de Pedro ao lado da única vidente de Fátima viva correu mundo e constituiu, para muitos, a primeira vez que viam Lúcia.

Com João Paulo I não houve um contacto direto durante o seu curto pontificado, mas a Irmã Lúcia recebera o então cardeal Albino Luciani, futuro Papa, no Carmelo de Coimbra, depois de uma visita do Patriarca de Veneza a Fátima. A conversa foi prolongada, mas não há registo dos assuntos abordados.

Os contactos mais frequentes foram com João Paulo II, depois do atentado em Roma, durante as visitas que o Papa efetuou a Fátima (em 1982, 1991 e 2000).

A última visita assumiu um caráter especial para a Irmã Lúcia, pois ocorreu a propósito da beatificação dos seus primos Francisco e Jacinta, os outros dois pastorinhos de Fátima, e foi a altura escolhida pelo Papa para anunciar a terceira e última parte do Segredo de Fátima, referente, na interpretação do Pontífice, à predição do atentado que sofrera em 1981.

Processo de beatificação antecipado

A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, nome que adotou quando professou os seus votos perpétuos, em 31 de maio de 1949, morreu a 13 de fevereiro de 2005 e foi sepultada no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, sendo os seus restos mortais trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima a 19 de fevereiro de 2006, ficando ao lado de sua prima Jacinta.

Três anos após a morte de Lúcia, em 3 de fevereiro de 2008, o cardeal José Saraiva Martins, então Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, anuncia, no Carmelo de Coimbra, que o Papa Bento XVI tinha acedido aos pedidos do bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, e de numerosos fiéis em todo o mundo, para que fosse dispensado o período canónico de espera de cinco anos para abertura do processo de beatificação da vidente, autorizando a sua antecipação.

A fase diocesana do processo foi aberta por D. Albino Cleto, em 30 de abril de 2008, e a sua conclusão foi anunciada em 13 de janeiro de 2017. A sessão solene de encerramento do processo decorreu a 13 de fevereiro de 2017, nove anos depois do seu início e 12 anos após a morte da vidente.

 Um longo período que se justificou, segundo a Ir.ª Ângela Coelho, vice-postuladora da Causa de Canonização da Irmã Lúcia, pela necessidade de analisar a numerosa documentação sobre a vidente, grande parte da qual existente no Vaticano, e de recolher os testemunhos acerca da sua fama de santidade e das suas virtudes heróicas, culminando num volumoso processo de 15 mil páginas que passa, agora, para a fase romana de análise, sob competência da Congregação para as Causas dos Santos.

São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto

Das curtas vidas de Francisco e de Jacinta Marto, «as duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas», como João Paulo II lhes chamou, há poucos registos biográficos. A mais importante fonte para o conhecimento sobre eles é constituída pelas Memórias de sua prima.

Nascidos ambos em Aljustrel, com menos de dois anos de intervalo, morrem pouco tempo depois das Aparições, tal como Nossa Senhora lhes tinha anunciado: «a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu [Lúcia] ficas cá mais algum tempo» (13 de junho de 1917).

Vidas breves, mas suficientes para que a Igreja Católica reconhecesse, pela primeira vez na sua história de 2000 anos, a “heroicidade das virtudes e a maturidade de fé de crianças não-mártires”, por decreto de João Paulo II, de 13 de maio de 1989, que abriu o precedente para o reconhecimento da sua santidade.

Francisco Marto

Francisco Marto, cuja iconografia o apresenta de carapuço na cabeça e jaleca curta, com o cajado e o saco do farnel ao pescoço, nasceu em 11 de junho de 1908 e foi batizado em 20 de junho na Igreja Paroquial de Fátima.

Com apenas 8 anos de idade, começou, com a sua irmã Jacinta, a pastorear o rebanho dos seus pais pela zona da Cova da Iria, local onde, juntamente com a prima Lúcia, viriam a testemunhar as Aparições, durante as quais podia apenas ver, sem ouvir ou falar.

Levado pelo desejo íntimo de consolar o coração de Jesus, pois – dizia – queria dar alegria a um Deus que estava triste com os agravos ao Seu coração, Francisco viveu intensamente a oração contemplativa. Para isso, passava horas seguidas em oração em frente ao sacrário, na Igreja Paroquial de Fátima.

Essa vontade de desagravar o coração de Jesus e de se dedicar inteiramente à oração levou-o a desistir de ir à escola, apesar de, nas Aparições, Nossa Senhora de Fátima lhes ter pedido para que aprendessem a ler e a escrever.

A 18 de outubro de 1918, pouco mais de um ano depois da última Aparição, Francisco adoece, vítima da epidemia da gripe pneumónica que assolou o país. Também conhecida por gripe espanhola, a doença chegara a Portugal no meio desse ano e em pouco tempo causou a morte de dezenas de milhares de pessoas.

A 2 de abril do ano seguinte, confessa-se e recebe a comunhão pela última vez «com uma grande lucidez e piedade», como escreve o pároco de Fátima no Livro de Óbitos, ao registar a sua morte, em 4 de abril, acrescentando: «E confirmou que tinha visto uma Senhora na Cova da Iria e Valinho».

Foi sepultado no cemitério de Fátima, de onde os seus restos mortais foram exumados, em 17 de fevereiro de 1952, e trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em 13 de março de 1952, repousando no braço direito do transepto.

Jacinta Marto

Tímida, mas serena, Jacinta Marto teve uma vida ainda mais curta do que a do seu irmão Francisco.

Nascida a 11 de março de 1910, também em Aljustrel, não chega a atingir os 10 anos de idade, ao falecer em Lisboa, igualmente vítima da pneumónica, em 20 de fevereiro de 1920, longe da família, “mas consolada com a certeza de ir para o Céu” (Irmã Lúcia).

Nas Aparições, Jacinta via e ouvia, mas não falava. Segundo a prima Lúcia, Jacinta afligia-se com o sofrimento dos pecadores de que se apercebera na visão do Inferno (Aparição de 13 de julho de 1917) e o seu coração encheu-se de compaixão por eles e de devoção ao Imaculado Coração de Maria.

Essa profunda devoção levou-a à oração intensa e a suportar sacrifícios pelos pecadores, relembrou ainda Lúcia nos seus escritos, nos quais recorda que a prima sofria com o afastamento da família, com saudades da mãe, chorando com fome nos períodos em que fazia jejum por compaixão pelos pecadores.

Jacinta disse ter tido várias aparições de Nossa Senhora durante a sua doença, em casa, na Igreja de Fátima, no orfanato onde esteve, em Lisboa, antes de ser internada e, depois, no Hospital de D. Estefânia.

Tal como o irmão, adoece com a pneumónica (gripe espanhola) em outubro de 1918, tendo sido internada pela primeira vez no hospital de Vila Nova de Ourém, de 1 de julho a 31 de agosto de 1919, já depois da morte de Francisco.

No ano seguinte, ano da sua morte, volta a ser internada, desta vez no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, a 2 de fevereiro. Foi operada, mas acabou por falecer em 20 de fevereiro, «com a maior tranquilidade, sem ter comungado», apesar de ter pedido insistentemente que lhe dessem a comunhão, pois, dizia, iria morrer em breve, segundo o relato do médico que a acompanhou, Eurico Lisboa.

O seu corpo foi levado para Vila Nova de Ourém, em cujo cemitério foi sepultado em 24 de fevereiro, no jazigo dos condes de Alvaiázere.

A 30 de abril de 1951, os seus restos mortais são identificados e trasladados para o braço esquerdo do transepto da Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima no dia seguinte, 1 de maio de 1951.

 

Processo de canonização chega ao fim, 65 anos depois

Precisamente um ano depois, a 30 de abril de 1952, o bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, abre os dois processos diocesanos sobre a fama de santidade e as virtudes dos dois irmãos.

Seguindo caminhos paralelos, a fase diocesana do processo de Jacinta é encerrada em 2 de julho de 1979, contendo 77 sessões e 27 testemunhos. O processo de Francisco é encerrado, um mês depois, a 1 de agosto, com 63 sessões e 25 testemunhos.

Dez anos depois, em 13 de maio de 1989, João Paulo II decreta a heroicidade das virtudes de Francisco e de Jacinta e os dois pastorinhos passam a ser considerados veneráveis, o que acontece pela primeira vez na História da Igreja Católica com crianças não-mártires.

A partir daqui os dois processos são unidos num só.

 

Beatificação em Fátima

O passo seguinte no processo de beatificação de Francisco e de Jacinta ocorre dez anos depois, em 28 de junho de 1999, quando o Papa João Paulo II promulga o decreto sobre o milagre da cura de Emília Santos, obtido por intercessão dos dois pastorinhos, abrindo o caminho à beatificação, cuja celebração veio a acontecer, em Fátima, no ano seguinte, em 13 de maio.

A beatificação estava a ser preparada para ter lugar em Roma, mas por vontade do Papa polaco, a celebração foi transferida para Fátima, onde João Paulo II beatifica Francisco e Jacinta Marto, apresentando-os à Igreja e ao mundo como «duas candeias que Deus acendeu para iluminar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas».

O decreto pontifício concede que os veneráveis Francisco e Jacinta sejam considerados beatos, com festa litúrgica a 20 de fevereiro.

A Irmã Lúcia esteve presente na celebração da beatificação dos primos e teve nessa altura o seu último encontro com João Paulo II.

 

Canonização em Fátima, às 10h26 de 13 de maio de 2017

Francisco e Jacinta Marto foram canonizados no Santuário de Fátima, a 13 de maio, durante a Missa da primeira Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, presidida pelo Papa Francisco.

Tornaram-se assim nos mais jovens santos não-mártires da história da Igreja Católica.

A decisão sobre o local e data da canonização foi anunciada hoje pelo Papa Francisco na reunião pública do Consistório, de 20 de abril, realizada no Palácio Apostólico do Vaticano.

O Santuário de Fátima voltou assim a ser o palco de uma cerimónia no processo de canonização de Francisco e Jacinta, depois de, a 13 de maio de 2000, João Paulo II ter presidido ali à beatificação dos dois videntes.

A canonização fora aprovada a 23 de março, quando o Vaticano anunciou que o Papa Francisco reconhecera o milagre atribuído a Francisco e Jacinta, última etapa do processo, iniciado há 65 anos.

O reconhecimento de um milagre realizado por sua intercessão depois da beatificação é um processo da competência da Congregação para a Causa dos Santos, regulado pela Constituição Apostólica Divinus Perfectionis Magister, promulgada por João Paulo II em 1983.

No processo de Francisco e Jacinta Marto, foi aceite como milagre a cura milagrosa de Lucas, uma criança brasileira de cinco anos, que tinha caído de uma janela, a uma altura de 6,5 metros no dia 3 de março de 2013, ficando em coma, com perda de tecido cerebral no lóbulo frontal direito.

A oração das família e das irmãs do Carmelo de Campo Mourão, no Brasil, pedindo a intercessão de Francisco e Jacinta, resultou na cura total de Lucas, facto que os médicos não conseguem explicar..

A decisão da comissão de peritos ou científica sobre a aceitação do milagre foi posteriormente analisada por uma comissão de teólogos, que recomendou a aceitação à Congregação para a Causa dos Santos.

O decreto saído da Congregação, declarando santos os dois beatos, foi então submetido à aprovação do Papa Francisco, o que aconteceu a 23 de março deste ano.

A canonização é a confirmação, por parte da Igreja Católica, de que alguém é digno de culto público universal, podendo ser apresentado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

A festa litúrgica de Francisco e Jacinta, até agora apenas a nível diocesano, ocorre a 20 de fevereiro, dia da morte de Jacinta.

ADENDO:

Veja com especial carinho este vídeo sobre "Os Pastorinhos". - J. Mendes Pereira

youtube.com/watch?v=Jzw2XBy4z2A

 https://www.facebook.com/AmbitareM/posts/no-dia-13-de-maio-de-1917-tr%C3%AAs-crian%C3%A7as-l%C3%BAcia-dos-santos-10-anos-francisco-marto/2629859367261197/

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COVA DA IRIA

Clerisvaldo B. Chagas, 27 de agosto de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3. 291

HOMENAGEM Á NOSSA SENHORA

Pela curiosidade resolvi procurar saber alguma coisa a mais sobre a Cova da Iria, nomes que sempre ouvi falar e ouvir cânticos a respeito. A Cova da Iria, segundo o que pude apurar foi o local, em Portugal, onde houve as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos: Lúcia dos Santos, Francisco e Jacinta Marto. 

https://www.facebook.com/AmbitareM/posts/no-dia-13-de-maio-de-1917-tr%C3%AAs-crian%C3%A7as-l%C3%BAcia-dos-santos-10-anos-francisco-marto/2629859367261197/

Existe muita coisa a respeito dos três pastorinhos das aparições, porém, não muita a respeito da geografia, Cova da Iria. As aparições de Nossa Senhora aconteceram na Cova da Iria, na cidade de Fátima, em Portugal entre 1016 e 1917. Mas, a curiosidade mesmo era sobre Cova e Iria. E tudo que encontramos foi que “Cova”, pode ter o significado mesmo de cova, túmulo, um buraco em um lugar ou mesmo uma baixa do terreno.  

ESTRUTURA ATUAL SOBRE A COVA DA IRIA.

Quanto à Iria, trata-se de uma espécie de referência ao nome “Irene”. Dizem os especialistas que a história de Nossa Senhora de “Fátima” suas narrativas sobre os acontecimentos da Cova da iria, são as mais belas da Igreja Católica em todos os tempos. Quem puder pesquisar essa história, vai sentir quanta é bela e, inevitavelmente, se emocionar. O terreno da Cova da Iria, era da família de um dos pastorinhos, naturalmente terreno de pasto. Mas essas narrativas de 1916 e 1917, época da Primeira Grande Guerra, continuam atualizadas, verdadeiras e emocionantes, com ênfase para o mundo religioso do Catolicismo. Caso fossem expostas neste espaço, teriam que ser em um seriado. Porém, as aparições de Nossa Senhora, pelo mundo, não se resumem somente a Portugal e nem à Cova da Iria.

Tive na vila indígena de Cimbres, Pesqueira, Pernambuco, imediações das nascentes do rio Ipanema. Em vários séculos passados, Cimbre já se comunicava com a foz do rio Ipanema em Belo Monte, Alagoas, através dos sertanistas. Foi onde iniciei a minha caminhada a pé através do leito seco do rio e escrevi o livro “Ipanema, um Rio Macho”. Mas somente décadas depois, vim a saber que Nossa Senhora já havia aparecido na vila de Cimbres, onde vi a povoação, mas nem parei para apreciar melhor. Perdi, então, de conhecer o santuário da aparição que eu não sabia existir, tão perto de mim. Entretanto, a fé, o respeito e a admiração que tenho pela mãe de Deus e nossa, me fez elaborar esse trabalho por um ângulo incomum e... Não se pode dizer tudo.

https://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2025/08/cova-da-iria-clerisvaldo-b.html

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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

CASA DE UM COITEIRO DE LAMPIÃO.

 Por Santa Cruz Ponta da Serra


Casa de um dos coiteiros de Lampião onde o Virgulino por vingança, retalhou o corpo de um vaqueiro por ter denunciado seu esconderijo aos volantes. 

A Serra do Capitão leva esse nome por ser um local de esconderijo do Capitão Lampião. 

O ambiente é um cenário de guerra do cangaço onde um dos cangaceiros (sabonete 2) foi morto, e devido a ocasião foi erguida uma capelinha para marcar o local da tragédia. @ Serra do Capitão.


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IRMÃ DE LAMPIÃO...

 Por Robério Santos

Olha a qualidade desta foto de Dona Mocinha em 1998. Conhecia a imagem? Qual o seu nome completo? Verdade que ela morou em Delmiro Gouveia-AL?

https://www.facebook.com/photo/?fbid=10162703438917840&set=a.486697157839

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CASA ONDE VIVEU O COITEIRO PEDRO DE CÂNDIDO - DELATOR DO LOCAL ONDE LAMPIÃO E SEUS CANGACEIROS ESTAVAM ESCONDIDOS - FAZ PARTE DA VISITAÇÃO À GROTA DO ANGICO.

 Por José Mendes Pereira 


Algumas pessoas que estudam o cangaço chamam de Pedro de Cândida, mas segundo o saudoso escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa, certa vez me falou que não é Pedro de Cândida, e sim, Pedro de Cândido, seu pai se chamava Cândido, e sua mãe dona Guilhermina. Disse-me ele que muito conheceu o casal. 

O LOCAL DA MORTE do traidor de Lampião, PEDRO DE CÂNDIDO.

O LOCAL DA MORTE de PEDRO DE CÂNDIDO, o homem que traiu Virgolino Ferreira da Silva, o rei "Lampião", ele denunciou ao Tenente João Bezerra da Silva, o esconderijo do famoso cangaceiro, facilitando o seu assassinato e de mais 10 cangaceiros e um volante policial, na Grota do Angico, em Poço Redondo no Estado de Sergipe, em 28 de Julho de 1938.

Pedro foi assassinado alguns anos depois, no local acima (cidade de Piranhas no Estado de Alagoas), pelo adolescente SABINO, que nas altas horas da madrugada escura, vendo-o vestido com um capote, pensou se tratar de um lobisomem, e, enfiou-lhe uma faca no peito.

Fonte: facebook

Página: Voltaseca Volta

Grupo: Lampião, Cangaço e Nordeste

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CULMINANDO COM A MISSA DE 7º DIA JOÃO GOMES, LIRA QUE INSPIRA E ELEVA.

 Por Aroldo Ferreira

O tenente João e o autor desta homenagem

O cangaço, com suas expansões e reinvenções, possui seus mitos, contribui para um entendimento maior do Sertão, influi na dinâmica de nossas sensações e repercussões dos carrascais, dilui o tempo em nós mesmos, traz atemporalidades, constatações, dúvidas, conceitos, indeterminações.

No chão adusto e aduno aunado de macambiras e marmeleiros, cangaceiros percorriam distâncias variadas, corriam das Volantes, dos próprios fantasmas. Combatê-los, detê-los, vencê-los era tarefa indigesta, gesta de percepções inusitadas, atadas a senões e agouros, estouros de parabéluns e fuzis, vindouros momentos carregados de tensões e temeridades, distorções e desentendimentos.

Os lutos, abruptos, eram comuns. Os vultos, em insultos variados, varriam veios e vaus, vociferavam, vinham de vinditas e vazios, vertiam escuridões e temores.Comungava-se de receios e aperreios, constatava-se a precariedade da justiça, o apego à terra do catingueiro, a falta de estradas, o ensino ainda por se tornar revelador, questionador.

O Sertão era os grandes espaços, os traços de seus rios temporários, a mistura da lonjura com a dura realidade de uma época de textura obscura, insegura, saracura cantando e anunciando agruras, sepulturas. Viviam-se preocupações, ocupações determinadas pela ausência de perspectivas naquele mundo ressequido, colhido por solavancos e surpresas desiguais.

Os cangaceiros atormentavam, fomentavam instabilidades, debilidades constantes. Errantes, penetrantes, farfalhantes, apareciam e teciam dores, clamores, suores enviesados. Conduziam-se ferindo corpos, percepções. Habitavam as descontinuidades, as perplexidades.

João Gomes de Lira, morto há poucos dias, possuía a memória de quem, sendo perseguidor de cangaceiros, compreendeu suas cruas insinuações, seus breus e alucinações. Nazareno, sereno, conversava compactuando de cadências e coerências, conservava concepções claras, conhecia a força dos umbuzeiros e facheiros, das umburanas e umburuçus, das quixabeiras e catingueiras no universo sertanejo. Penetrou, ainda jovem, na participação de lutas incansáveis, testemunhou a morte de parentes, combatentes valentes, vivenciou as circunstâncias alucinatórias e vexatórias do cangaço. Foi um guerreiro na busca de uma afirmação de seus propósitos e sonhos, conheceu o peso das fatalidades, o intrincado movimento dos cangaceiros no solo sagrado do Sertão.

João Gomes some da face da terra, mas não de nossas almas, continua a espalhar sua canção de cordialidade e humildade, nos mostra que a vida, com sua fragilidade e efemeridade, constrói destinos nobres, abertos aos grandes vôos, aos entôos das peiticas e das seriemas, às percepções gentis, unidas a singularidades e vastidões.

Saber respeitá-lo, admirá-lo é, antes de tudo, uma forma de compactuar de sua sabedoria e comunhão com o cosmos, homem simples, filho do Sertão, de uma Nazaré que o viu nascer e percorrer caminhos que o tornaram tenaz, capaz de percorrer os carrascais atrás de bandoleiros e fluir na comunhão intrincada dos espinhos dos coroas-de-frade e xique-xiques. Tomba o grande lutador, a vida segue, os instantes consolidam os enigmas do Sertão, cantam os pássaros-carão e os joões-corta-pau, as baraúnas e aroeiras recriam lumes e larguezas, o cangaço trama suas histórias e infinitos, espaços e concepções.

Petrolina, 07 de Agosto de 2011

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*Aroldo Ferreira Leão é pesquisador de temas vinculados ao Sertão. Possui 130 livros publicados, tem participação em 22 antologias. É professor da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco). Ainda este ano estará publicando o livro Lampião: Um Estudo de Buscas e Essências. Mais informações sobre o autor estão na home page: www.aroldoferreiraleao.com.br .

https://lampiaoaceso.blogspot.com/2011/08/culminando-com-missa-de-7-dia-em.html

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TALVEZ VOCÊ AINDA NÃO TEM ESTE LIVRO - PROFESSOR DA UNIVASF revela registros e singularidades do cangaço de Lampião.

 

Dois anos de pesquisa, mais de 200 livros consultados, 203 entrevistas realizadas são alguns dos subsídios que deram origem à obra Lampião: Um Estudo de Buscas e Essências. O livro de quase 700 páginas, escrito pelo professor da Univasf - Universidade Federal do Vale do São Francisco, Aroldo Ferreira Leão reúne registros de um dos mais conhecidos personagens do sertão nordestino, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, contextualizando-o em uma abordagem cronológica das histórias que envolveram o cangaço no ambiente sertanejo do início do século passado. A primeira edição, publicada pela Editora Bagaço.

As informações extraídas de jornais da época, uma ampla pesquisa bibliográfica e em arquivos públicos, e centenas de anotações advindas dos depoimentos dos entrevistados por Aroldo Leão, estão compiladas em 19 capítulos que abrangem estudos e relatos e que resultaram em literatura com foco na cultura nordestina e traços do tempo do cangaço. Fatos que até hoje inspiram historiadores, repentistas e o povo sertanejo.

Foto: Raryana Wenethya
“A minha literatura é antes humana, cuja temática é para engrandecer o sertão, é também um resgate de nossa cultura que merece ser preservada”, frisa o autorEle ressalta ainda: “Parte do acervo documental utilizado na minha pesquisa poderá ser perdido”, alerta AroldoEle explica: “Os originais depositados em arquivos públicos, que também foram fontes de consulta para este trabalho, estão mal conservados, esfarelando”, revela.

Entre os dados apresentados no livro está o registro da primeira vez que Lampião é citado pela Imprensa. Segundo Aroldo, foi em 1922, no Jornal Diário de Pernambuco que “copiou notícia publicada no Diário de Alagoas,” disse. O livro também exibe ilustrações e reproduções de fotografias e documentos. Dá destaque a capas de folhetos de cordel, revistas e jornais, títulos e reportagens com referências a Lampião. Imagens que enfocam raridades como momento de descontração no cangaço, até a famosa cena das decapitações.

Lampião: Um Estudo de Buscas e Essências é essencialmente o encontro desses registros orais e documentais com as percepções do autor; narrativa das viagens e passagens do cangaceiro mais famoso do país que enveredou pelos estados do Nordeste e que figura como um dos mais populares símbolos da região, presente na música, na poesia e no imaginário popular.

Resenha de Klene Barreto de Aquino 
www.univasf.edu.br

Interessa? O livro tem 700 páginas. para todo o Brasil. Onde comprar? Com o revendedor oficial Professor Pereira através do 

E-mail franpelima@bol.com.br ou pelos tels. (83) 99911 8286 (TIM) - (83) 98706 2819 (OI).

https://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Aroldo%20Ferreira%20Le%C3%A3o

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