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domingo, 2 de novembro de 2025

TENENTE MANOEL CAMPOS DE MENEZES (1906–1937).

Por Robério Santos

Natural de Chorrochó (BA), o Tenente Campos de Menezes foi um dos volantes mais implacáveis na perseguição a Lampião e seu bando em território baiano.
Temido pelos cangaceiros e respeitado por suas táticas, destacou-se como um dos nomes mais lembrados entre os que combateram o cangaço.
Mesmo após inúmeros confrontos, não foi uma bala que o derrubou, mas sim algo ainda mais fatal na época: a meningite.
Morreu jovem, aos 33 anos, em 1937, deixando um legado de coragem, disciplina e honra na história do sertão. Por fim, não sabemos o nome destas duas mulheres nem o grau de parentesco com ele. Se puderem ajudar, agradeço.

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EM SÃO JOSÉ DO BELMONTE O IMPONENTE CASARÃO QUE HOSPEDOU O EX-SECRETÁRIO DO PADRE CÍCERO E FOTÓGRAFO DE LAMPIÃO BENJAMIN ABRAHÃO

Por Valdir José Nogueira


Benjamim Abrahão, o sírio-libanês que documentou Lampião e o Cangaço em filmes e fotos em 1936, quando da sua passagem por Belmonte em 15 de maio de 1935, vindo do Cariri cearense, foi acolhido por seu Terto Donato (capitão Tertuliano Donato de Moura), em sua vetusta residência.

Benjamim Abrahão deu uma inestimável contribuição para a história do cangaço, morreu dois anos após seu encontro com Lampião, em 7 de Maio de 1938, poucos dias antes da morte de Lampião. Morreu na Vila de Pau Ferro (Águas Belas/PE), onde morava sozinho numa pensão, estava pobre, endividado e sem amigos. 

Benjamin Abraão

Numa noite comum, foi emboscado num beco escuro, durante uma breve falta de energia ocorrida no vilarejo e levou 42 facadas, sem nenhuma chance de sobrevivência. Ninguém foi preso, existindo três versões para sua morte, uma é que seria um vingança de um marido ciumento, portador de deficiência física, outra seria por vingança de uma ofensa feita à um morador local e a última teria sido morto pela polícia em uma operação sigilosa. Foi enterrado solitariamente sem nenhum glamour, mérito, choro ou comoção e em sua missa de sétimo dia, estava tão somente o padre, que rezou sozinho para aquela importante, mas desprezada e solitária alma.

ADENDO:

Relembrança da trajetória história do cangaço

Benjamin Abrahão
Nascimento 1890
Zahlé, Beqaa,
Líbano
Morte 7 de maio de 1938 (48 anos)
Itaíba, Pernambuco,
Brasil
Nacionalidade libanesa
brasileira
Ocupação Fotógrafo
Benjamin Abrahão Botto (Zahlé, c. 1890 — Itaíba, 7 de maio de 1938) foi um fotógrafo libanês-brasileiro, responsável pelo registro iconográfico do cangaço e de seu líder, Virgulino Ferreira da Silva — o Lampião. Abrahão morreu aos 48 anos, durante o Estado Novo.[1]
Biografia
Filmagens do cangaço
Galeria de Imagens
Bibliografia
Referências
Ligações externas
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PÁGINAS RELACIONADAS
Baile Perfumado
filme de 1996 dirigido por Lírio Ferreira
Sinhô Pereira
Jovina Maria da Conceição Souto
Wikipédia
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SONHOS DE CRIANÇA E OUTROS POEMAS.

 Por José Di Rosa Maria

ESTE LIVRO INFANTIL FOI LANÇADO NA BIENAL DE SÃO PAULO E M 2024. E CONTINUA À VENDA; ENVIO PELO CORREIO! PUBLICAÇÃO EDITORA IMEHP.

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sábado, 1 de novembro de 2025

ANTÔNIO DA PIÇARRA COITEIRO DE LAMPIÃO.

Por Itamardasilvabaracho Baracho


Antônio da Piçarra com seu neto Wilton Santana e a escritora Aglaie Lima de Oliveira em 1970. O Cangaço pelo Nordeste Brasileiro obs: a foto foi cedida por Wilton Santana, neto de Antônio da Piçarra coiteiro de Lampião.
 
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MARICA MACEDO DO TIPI E O CASAMENTO

Por José Cícero

Além do seu já conhecido papel desempenhado no contexto da historiografia do coronelismo caririense a partir da 1ª metade do século passado, Maria da Soledade Landim - Marica Macedo do Tipi - 'a brava sertaneja d'Aurora'(foto), também se destacou por protagonizar uma série de causos dignos de nota; muitos deles às vezes pitorescos e outros até mesmo considerados jocosos e hilariantes. A exemplo do que aconteceu por volta do ano de 1912.

Como já se sabe no tempo de Marica nada acontecia na Aurora, principalmente na região do Tipi que não fosse do seu inteiro conhecimento. Dado que ela exercia de fato e com mão de ferro, fatia importante do mandonismo local. Além de conselheira familiar, latifundiária e dona de engenho, Marica também era por assim dizer dada a função de delegada, juiz e até tinha força de prefeita.

Vamos aos fatos:

Sempre à tardinha dona Marica, como muitos a chamavam, gostava de sentar na sua cadeira de balanço(preguiçosa) no alpendre da sua casa-grande que ficava( ante de mudar-se para o sítio Mel) no alto do antigo sítio Sabonete no riacho do Tipi. Um local estratégico de visão privilegiada da sua fazenda. De onde inclusive era possível observar a lida dos trabalhadores no eito do engenho, como ainda, todos os que transitavam pela estrada.

Portanto, foi num desses finais de tarde que a mesma foi surpreendida pelos acenos de um dos seus conhecidos e antigo morador daquela ribeira.

- Dona Marica, dona Marica! Gritou o tal senhor. - Queria ter um dedim de prosa com a senhora, completou.

-O que aconteceu homi de Deus, que vexame é esse? Desembucha, ela replicou.

- O que sucede dona Marica é que o fio de fulano de tal mexeu com minha mocinha. E ainda mandou me dizer num desaforo, ou seja, com licença da palavra, que num casaria nem amarrado pelos ovos.

- Calma seu fulano, disse ela. Tudo tem jeito. Só num tem jeito nem conserto é pra morte. -Venha, se aprochegue e me conte essa história direito.

O homem, com calma, narrou-lhe com detalhe o acontecimento.

Agora me diga, cadê o bolinador da sua fia? perguntou a matriarca.

- Dona Marica, corre o boato de que ele capou o gato. Desabou pra bandas de Cajazeiras e de lá pra Sum Palo.
- Ele é fio de quem? - de Sicrano, respondeu o reclamante. Marica ponderou fitando o horizonte como quem pensativa cochilava . Em seguida falou: - pois bem, vá pra sua casa, cuidar dos seus afazeres porque já é noitinha e amanhã cedo eu resolvo a situação. Fique tranquilo, disse.

Um tanto desolado o pai da moça desceu os batentes e pegou o caminho de volta pela estrada velha do Tipi de cima.

No dia seguinte, antes do sol raiar Marica mandou seu 'ajudante de ordem' ir buscar o pai do rapaz namorador para uma conversa na casa-grande.

Estava ela no meio do desjejum matinal quando o portador apareceu no terreiro com o convocado na garupa do cavalo.

Marica pediu que entrasse até a sala do café.

- Bom dia seu fulano, como está dona Sicrana sua esposa? perguntou.

- Tá bem dona Marica e com as graças de Deus e do espírito santo, o homem a respondeu, ainda que desconfiado em face daquele convite estranho e repentino.

- Seu fulano eu sei que vosmice tem muito o que fazer essa hora na roça. Por isso vou logo direto ao assunto. Prosseguiu a conselheira: - imagino que o sr. sabe mais do que eu de que o seu filho mexeu com a mocinha de seu Sicrano, seu vizinho de terra. Mas, nada demais que a namorada não tenha apreciado. Namoro escondido dar sempre nessas coisas, nem o diabo segura a bolinação daquilo que tá quieto, mas nunca escondido. Fogo e querosene não se misturam sem queimação. enfatizou.

- Então quero saber do sr. quando a gente pode marcar logo o casório. E como gosto do que é direito, eu até me ofereço pra ser madrinha do seu netim quando vir ao mundo.

- Ao que o pai do namorado logo a respondeu: - dona Marica, o danado é que o rapaz foi se embora ternontonte, dizendo que num tinha gosto nem idade pra casar. Por isso nada posso fazer pra atender seu pedido. O homem pensava que a questão estava ali resolvida. Marica nao se dera por satisfeita...

Nem bem respirou Marica com seu olhar fulminante, cingiu o couro da testa e respondeu de supetão. - seu fulano, se coloque no lugar do outro. A menina pode até não ser tão inocente, mas era moça. Era virgem. E como o sr. muito sabe, não quero desfeita na minha terra. Nem nada que desagrade o bom cristão, nem a madre igreja.

- Mas...o que se a fazer dona Marica, se meu rapaz foi embora pro oco do mundo?

Marica então o perguntou: - se espírito num me engano você tem outro filho, quase da mesma idade do malino fujão né mesmo? O pai positivou com a cabeça. -Pois bem, completou ele. -Aproveite a viagem e desça já pra rua e acerte com o padre Vicente na casa paroquial, o casamento para esse sábado. O noivo será o seu filho que está em casa. Tudo que fica em família fica bem feito pois é do agrado de Deus.

E assim enfatizou. Diga ao padre Vicente que é por minha conta, os testemunhos eu tb já escolhi. Essa é a solução que encontrei. Por enquanto, o assunto está encerrado seu menino! Tenha um bom dia.

- Sim senhora, dona Marica.

O pai do rapaz desceu pela estrada da Boa Vista e foi marcar com o padre o que Marica propôs.

Na manhã do sábado casaram-se os rebentos, após a santa missa. Marica deu um bode para o almoço. E o casal de noivos como dizem, foi próspero e feliz para todo o sempre. Foi assim que se deu. Mais uma história que ouvi contar.

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NOVO LIVRAÇO NA PRAÇA..!

Por Volta Seca

O novo livro de Sérgio Dantas encomendado na pré-venda já começam ser entregues essa semana. Quem ainda não comprou, pode pedir diretamente comigo pelo WhatsApp 87998244582. (Junior).

O preço de 75 reais é só na pré-venda. Depois, o preço será outro. Aproveite a promoção!

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TOCA RAUL.

Por Raul Seixas FM.

Dia 28 de junho de 1980. Raul Seixas fazia 35 anos.

A ideia da Kika (ex-companheira do Raul) era simples: uma festinha entre amigos, alguns convidados da classe artística, um brinde à vida, mas logo ficou claro que o círculo de amizades de Raul era bem menor do que parecia, na verdade, naquela noite, não apareceu ninguém, a não ser Erasmo Carlos. Foi um encontro silencioso e sincero. Raul, emocionado com a presença do amigo, pegou um LP e o autografou ali mesmo, o curioso é que a dedicatória parecia escrita em um idioma indecifrável (a letra de Raul era difícil de entender). Ao longo dos anos, Erasmo mostrava disco, e a dedicatória indecifrável as pessoas, tentando achar alguém capaz de traduzir o que Raul havia escrito, mas ao que parece ninguém conseguiu descobrir o que estava escritos ali. Bom… o que ficou marcado naquele LP não foi a escrita, mas o gesto, o carinho entre dois artistas que se admiravam e a lembrança de uma amizade que resistiu ao tempo. Erasmo nunca saiu da memória de Raul, não só por ser uma figura extraordinária, mas por ter sido o único amigo que apareceu naquele aniversário de 35 anos.
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: @samaranobreega
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Fonte: Livro, Coisas do Coração - Minha História com Raul Seixas.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

A HISTÓRIA DO CANGAÇO

 Por Paulo Rezzutti

https://www.youtube.com/watch?v=H2cInZLs0vo

Em 1953, os cinemas da França foram invadidos por um grande sucesso. A história falava a respeito de um bando de criminosos que aterrorizam uma terra árida e sem lei, onde os poderosos mandam, até que o amor de uma moça causa um conflito entre eles. Parece a trama de um faroeste, mas não é. Eu estou falando do filme “O Cangaceiro”, que ganhou como melhor filme de aventura no Festival de Cannes de 1953 e é considerado o primeiro filme a lançar o cinema brasileiro lá fora. O cangaço, retratado no filme, foi um fenômeno social do interior do Nordeste que acabou romantizado na cultura popular brasileira, do mesmo jeito que o modo de vida do oeste norte-americano. Mas afinal, o que foi o cangaço? É o que você vai saber neste vídeo. Para ajudar o canal: Pix: canalpaulorezzutti@gmail.com Torne-se membro do Clube do Canal    / @paulorezzuttiescritor   ** INSCREVA-SE NO CANAL: http://goo.gl/vjSyge ** *** PARA COMPRAR MEUS LIVROS E PRODUTOS: https://www.casadosmundos.com.br/cata... +++MINHAS OUTRAS MÍDIAS+++ Twitter:   / paulorezzutti   Instagram:   / paulorezzutti   Facebook:   / prezzutti   #PauloRezzutti #HistoriaNaoContada

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A IMPONÊNCIA NA RUA.

 Clerisvaldo B. Chagas, 31 de outubro de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.304

 

MUSEU E IGREJA MATRIZ (FOTO: B, CHAGAS).

Não é uma novidade, mas sempre é novidade. Que bom, matar a saudade do comércio de Santana do Ipanema, neste final de mês.  Assim estacionamos defronte a Matriz de Senhora Santa Ana em plena tardezinha, quando o Sol alongava as sombras dos edifícios e nossas. E não é defeito algum da foto abaixo, mas sim a condição do tempo esmorecido que o poente oferece. O fim de uma tarde esvanecida e a imponência do Museu da cidade como um gigante que estar adormecendo. Na verdade, também é saudoso o langor que nos leva a destacar o Museu Darras Noya ao lado da torre mais bela do interior e escrevendo garboso o amor à terra. Foi ali, defronte do guardador de lembranças onde negociamos 20 anos com tecidos.  E das janelas azuis do pomposo edifício, contemplamos a rua ladeirosa que ali se inicia e vai lamber as areias grossas ou as águas barrentas do rio Ipanema, com outro majestoso título: Barão do rio Branco. É o “Quinteto Arquitetônico do Comércio” que é beijado pelo astro misterioso que procura o horizonte. Museu, Matriz, casarão de esquina, casarão da estátua, casarão do coronel, mostrando o passado faustoso que continua a honrar o nosso passado histórico, altivo e progressista.  Parecem debruçados em seus janelões iluminados, antigos habitantes do prédio caprichado: Seu Queiroz, Dr. Arsênio, Seu Moreninho, Dona Antéa...  Sob o cheiro das flores vermelhas e das flores brancas do jasmim, espiando por cima do muro picotado.

O Comércio, ativo, quer fechar.  Motos transitam aproveitando a quietude comercial, Os transeuntes aproveitam os últimos minutos da tarde para suas compras. E a hora mais sagrada, das do crepúsculo sertanejo vai chegando mansinha querendo se despedir de mais um dia de outubro. E voltamos novamente para a atenção sobre a imponência do edifício histórico que abrigou o maestro Seu Queirós, desde os tempos de Santana Vila. Imaginamos ali guardados, os instrumentos musicais da primeira banda de música do município. A tardezinha não quer esperar meditações, mas acompanhar meditações com sua companheira noite que se aproxima.

Saudações à tarde, saudações, ao cenário. 


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