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domingo, 27 de fevereiro de 2011

O COLIBRI

Por: José Mendes Pereira


O COLIBRI

             Todas as tardezinhas eu me deslocava para o quintal da minha casinhola, na intenção de usufruir um pouco dos ventos que vinha do Norte e posteriormente direcionava-se para o Sul. E lá eu me aconchegava a uma touceira de babosa viçosa, que em anos longínquos eu tinha plantado uma muda que adquiri no meu amado berço, BARRINHA, e com o passar dos anos ela foi se expandindo, até que formou uma ramagem bastante esverdinhada e de forma arredondada.  

               E Todas as tardezinhas um colibri chegava e entre as folhas espessas da babosa, enfiava o bico fino e alongado nas flores em desenvolvimentos, e ficava sugando as gotículas fertilizantes. E em um pequeno espaço de tempo, ele se apoderava de um voo entre o pomar frutífero verdejante em direção a um outro lugar. O colibri desaparecia e minuto depois retornava, e com a sua lentidão, repetia tudo o que tinha feito antes. Eu ali, apenas acompanhava os pequenos movimentos das suas asas e corpo. O colibri tinha diversas cores, mas a que mais predominava era a azul celeste.   

               E com o passar dos dias, ele foi permitindo que eu me aproximasse cada vez mais dele. O colibri ficava como se estivesse paralisado, e apenas com uma tremura nas asas e no seu pequeno corpo, eu notava que ele estava em movimentos. Mas quando ele percebia que no horizonte, um lençol amarelado formado por nuvens encarneiradas, dando sinal aos viventes do planeta que o pai da natureza já estava se preparando para se deitar, o colibri tomava o último voo daquele dia e desaparecia no gigantesco espaço do universo. Depois disso, só no dia seguinte era que ele retornava para repetir tudo de novo, colhendo as novas gotículas fertilizantes que a natureza tinha autorizada a sua reprodução. 

               Certo dia, eu me apoderei de uma maldade de humano devastador, e tentei capturá-lo, mas o colibri não permitiu a minha ignorância, e apossou-se de um voo, e foi-se embora para nunca mais voltar. Nunca mais o vi!                 

            Será que o colibri já tinha completado o seu ciclo vital aqui na terra, e foi recolhido pela natureza, paralisando os seus movimentos para sempre?

           Será que o colibri foi alvejado por uma carabina de caçadores?

          Ou será que o colibri descobriu que eu pertenço a uma espécie de animais que rouba, mente, devasta, difama, odeia, desfaz do seu próprio criador, explode, implode, mata os rios, polui a natureza, extingue os pássaros e faz cilada para matar o seu semelhante?   
   


Literatura - D. João da Câmara

Por José Mendes Pereira


 João Gonçalves Zarco da Câmara

                 D. João da Câmara, nome que ficou conhecido mundialmente na literatura portuguesa. O dramaturgo, poeta e ficcionista João Gonçalves Zarco da Câmara, nasceu em Lisboa em 27 de Dezembro de 1852.

                 Descendia de nobres, pois seu pai, D. Francisco de Sales Gonçalves Zarco da Câmara era marquês da Ribeira Grande , e sua mãe,  D. Ana da Piedade de Brígida Senhorinha Francisca Máxima Mascarenhas da Silva. Tornou-se um importante dramaturgo no final do século XIX. Era casado com d. Eugênia de Mello Breyner.

            Estudou em princípio em Lisboa, no Colégio de Campolide, e em Louvâna, na Bélgica, regressando a Portugal com a morte do pai, em 1872. Posteriormente, estudou na Escola Politécnica e no Instituto Industrial.

            Regressou a Portugal e matriculou-se na escola Politécnica, a fim de dar prosseguimento ao curso iniciado no estrangeiro. A partir daí, D. João Câmara inicia intensamente a atividade literária. 

            Em 1873, escreveu para uma festa do Colégio de Campolide, o drama em 1 ato "Nobreza". No mesmo ano escreveu “O Monólogo” em prosa e verso “Charada e Charadistas”.                    

            Seria, contudo, o drama histórico D. Afonso VI que lhe traria o êxito, estreado a 13 de Março de 1890 no Teatro Nacional D. Maria II, com dos melhores atores portugueses do tempo.

            A obra-prima de D. João da Câmara é sem dúvida a comédia "Os Velhos", estreada a 11 de Março de 1893, no mesmo teatro. Não foi bem recebida pelo público e pela crítica de então e só mais tarde teve o reconhecido merecimento.

           Trata-se um texto de recorte realista, cuja ação decorre no Alto Alentejo, quando se aproximam as obras do caminho-de-ferro. Os Velhos "põem em cena uma animada galeria de criaturas reais, captadas na diversidade dos seus temperamentos, obsessões e afectos" (Rebello).
            "O Pântano", estreado a 10 de Novembro de 1894, já adapto outra corrente literária: o simbolismo, por influência de Maeterlinck.
    
            Depois escreveu duas comédias, “A Toutinegra Real e "O Ganha-Perde”, seguindo-se “A Triste Viuvinha” (1897), também de ambiente alentejano.

            No ano seguinte estreia um folhetim populista, A Rosa Enjeitada, oportunidade para uma grande criação da actriz Adelina Abranches. Mais tarde (1929) seria adaptada a opereta por Silva Tavares e Vasco de Macedo.

            D. João da Câmara escreveria ainda outras obras de menor valor e ainda várias operetas em colaboração com Gervásio Lobato e Ciríaco Cardoso.

             Lisboa, 2 de Janeiro de 1908) foi um dramaturgo português.

Obras:

                  1873 – Nobreza (drama), “Charada e Charadistas”.
              1876 – “Ao pé do Fogão (comédia). 
              1890 – “D. Afonso VI” (drama). 
              1891 – “Zé Pelonso” (farsa). “O Burro do Sr. Alcaide” (farsa) lírica). “Alcácer-Quibir” (drama). 
              1892 – “O Burro em Pancas” (farsa). “O Solar dos Barrigas”, (farsa). “O valete de Copas” v(mágica). “ Os anos da Menina” (opereta). 
              1893 –“Os Velhos” (comédia). “Cocó Reinete e Facada (opereta). 
                  1894 – “O Testamento da Velha” (opereta). “ Pântano” (drama). 
              1895 – “Toudinegra Real” (comédia). “El-Rei” (romance). 
              1896 – “ Ganha Perda” (comédia). “ Oito” (ópera cômica). 
              1897 – “Triste Viuvinha”. 
              1898 – “ O Beijo do Infante” (drama). 
              1900 – “Meia Noite” (contos).  
              1901 – “Aldeia na Corte” (drama). “João das Velhas” (ópera cómica). 
                 1903 – Teatro em Verso – (Alto do Menino Jesus. Os Dois Barcos. O Poeta e a Saudade). O Conde de Castel-Melhor (romance). 
                 1904 – “Casamento e Mortalha”. 
              1905 – “A Mordaça” (Drama, tradicional).  

              1908 – Falece em Lisboa, a 02 de Janeiro.  


                  Fonte de Pesquisa:

                  Obras imortais da nossa literatura
               Editora Três - São Paulo - Brasil.                                                      




Literatura - Machado de Assis

Por: José Mendes Pereira


              Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839. Era filho de Francisco José de Assis, de cor mulata, pintor, e da açoriana (Ilha de São Miguel) Maria Leopoldina Machado de Assis. Era casado com Carolina Xavier de Novais, mas para isso teve que enfrentar a oposição de dois futuros cunhados.

            Sua família era humilde, mas ele teve padrinhos bastante importantes. Maria José de Bragança Barroso, viúva do oficial Bento Pereira Barroso que antes tinha sido ministro e senador do império, e Joaquim Alberto de Sousa Silveira, dignitário do Paço, oficial da ordem imperial do Cruzeiro e comendador da Ordem de Cristo. Dos padrinhos herdou o nome.

             Logo cedo perdeu a mãe. As primeiras letras aprendeu com a madrasta, a lavadeira Maria Inês. Depois à morte do pai, mudou-se com a madrasta para São Cristóvão, onde Maria Inês se empregou como cozinheira do Colégio São Cristóvão. Nesse tempo, Machado ajudava em casa, vendendo na rua as balas que a madrasta fazia. 

                 Em São Cristóvão ele se dedicou ao estudo Francês, língua que mais tarde chegou a dominar com facilidade. Quem o ensinou foi a senhora Gallot, dona de uma padaria Ao trabalhar como sacristão na igreja de Lampadosa, Machado de Assis aprendeu latim com o vigário da igreja. Quando ainda rapazinho ficou alucinado por livraria e tipografia. Pouco depois estava empregado na tipografia de um senhor chamado Paulo Brito. 
                                                 
              Com 16 anos estreou na imprensa, publicando o poema “Ela”, no jornal de Paulo Brito, chamado “Marmota Fluminense”. Em 1856, Machado de Assis deixou Paulo Brito, e foi trabalhar na Imprensa Nacional, dirigida pelo romancista Manoel Antonio de Almeida. 
              
             Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época. 

              Sua extensa obra constitui-se de 9 romances e peças teatrais, 200 contos, 5 coletâneas de poemas e sonetos, e mais de 600 crônicas. Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, ortodoxamente conhecidas como pertencentes a sua segunda fase, em que nota-se traços de pessimismo e ironia, embora não haja rompimento de resíduos românticos. Dessa fase, os críticos destacam que suas melhores obras são as da Trilogia Realista. Sua primeira fase literária é constituída de obras como Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, onde nota-se características herdadas do Romantismo, ou "convencionalismo", como prefere a crítica moderna.
                                      
              Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público.Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e outros.Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil, contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões.

            Embora tenha cultivado quase todos os gêneros, mas foi no romance que Machado de Assis se distinguiu.

             Machado de Assis faleceu no dia 29 de setembro de 1908.

Obras:

            1864 – “As Crisálidas”
            1870 –  Publicou “Contos Fluminenses” e “Falenas”.
            1872 -  Publica“Ressurreição”. 
            1874 – “A Mão e a Luva”.
            1875 – Publica “Americanas” (poesia).
            1876 – “Helena”.
            1878 – “Iaiá Garcia”.
            1881 – “Memórias Póstimas de Braz Cuba”.
            1882 – “Papéis Avulsos” (contos).
            1891 – “Quincas Borbas”.
            1893 – “Páginas Recolhidas”.
            1900 – “Dom Casmurro”.
            1901 – “Poesias Completas”.
            1904 – “Esaú e Jacó”.
            1906 – “Relíquias de Casa Velha”

            Machado de Assis escreveu para o teatro várias peças.
           

             Fonte de Pesquisa:

            Obras imortais da nossa literatura – Editora Três.
            Professor Carlos Alberto Iannone.
            Da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A retrospectiva do poeta Ademar Rafael

Extraído do Blog Cultura e coisa e tal.
 
Postado por alexandremorais.blogspot.

Vi o Inter ganhar libertadores,
A Espanha vencer o mundial
Tiririca recordista nacional
Ser testado na aula dos “doutores”
Vera Fischer no rol dos escritores,
Sílvio Santos perder mais de um bilhão
Ficha Limpa limpar da eleição
Os políticos que fizeram falcatruas
E o Exército com tanques pelas ruas
Do Cruzeiro, da Penha e Alemão.

Vi a Dilma ganhar pra presidente,
Apesar do aborto e de Marina,
De Zé Serra e da Luta Campesina.
Vi São Paulo com Alckmin novamente.
Vi Nardoni dizer que é inocente
Quanto à morte da filha Isabella
Vi o Tropa Dois trazer para tela
Nascimento, o Bope e a família
Vi quando Zé Arruda em Brasília
Foi levado de casa para cela.

Vi Eduardo vingar
A surra do avô Arraes
Vi a Juliana Paes
Do esposo engravidar
Vi o Lula viajar
Pelos cinco continentes
Os países emergentes
Em Davos ser respeitados
No Brasil vários Estados
Sofrerem com as enchentes.

Vi um time de Salgueiro
Derrotar o Paissandu
Chegou o quarto baú
Do grande Dedé Monteiro
Bruno, do Mengo goleiro
Se envolveu em assassinato
Não renovaram mandato
Tasso, Artur e Maciel
Vi um saudável Fidel
E um Maradona mais chato.

Ademar Rafael - Marabá-PA
 
               http://www.afogadosdaingazeira.com/
Resumo do que vi em 2010
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

João Maleável faz o seu primeiro vestibular


Por: José Mendes Pereira

               Por que crio algumas histórias? 

              O escritor Adolfo Caminha, Aracatiense-CE, disse o seguinte: “-O ser humano que tem bom censo e sabe ler e escrever, e não repassa o que pensa para um papel, com medo de levar ao público, é um grande rude entre os homens”. 
              Com medo de ser rude entre os homens, eu não me sinto tímido para publicar os meus pensamentos. 
            
            Através de uma frase criada por vestibulandos, eu escrevi esta história, colocando como principal personagem, o professor João Maleável.

             O João Maleável estava preparadíssimo para concorrer uma vaga no curso de letras, e já se considerava um dos acadêmicos daquela universidade. Há meses que ele não ia mais ao bar do Aderaldo, lá na Pedro II, para tomar uma pinguinha em companhia dos amigos; e nem tão pouco à Praça da Catedral para dar um dedinho de conversa com o livreiro da banca de revistas. Pelo menos no momento só os livros eram a sua diversão. Já havia devorado o José de Alencar, a Raquel de Queiroz, o Jorge Amado, o Machado de Assis; leu um pouco a Cora Coralina e outros romances dos grandes escritores da literatura brasileira. 
            Em relação aos conteúdos estudados, estava com todos encaixados ao crânio. Em Português: Compreensão de textos, crases, interpretação, orações subordinadas, as coordenadas, semânticas, morfossintáticas, e discursivas, significação literal e contextual. Nossa! Nisso ele era o bicho!  E Matemática?  Foi a disciplina que mais treinou em casa, fazendo cálculos e mais cálculos. E História? Sabia tudo! Sim senhor!  “-E que venha Geografia!” - Dizia ele. E Inglês? Nenhuma dúvida! Verbos no presente, no passado, no condicional, no gerúndio, no particípio...  
             Eram sete horas da manhã quando os portões da Universidade foram liberados, para que os vestibulandos fossem se acomodando em seus lugares. O futuro dono da sabedoria ocupou a cadeira 61, e tinha certeza que ia fazer uma boa prova. 
            Minutos depois deram início ao concurso em um silêncio total. Ninguém mais podia conversar ou se deslocar de sua cadeira para outro lugar.
             Lá em um dos recantos da sala estava o João Maleável, todo orgulhoso e com o crânio cheio de sabedoria, para dar e vender. O tempo passava rápido, e ele no momento resolvia a parte gramatical e bem concentrado. 
             A Cristina, uma amiga de colégio, também concorria uma vaga, e permanecia sentada atrás dele, ocupando a cadeira 62. Vez por outra ela cravava a ponta fina do lápis no seu vazio pedindo respostas. 
            - Calma! – Exclamava ele prendendo a língua para que o fiscal não o observasse. 
             Finalmente terminou a parte principal, e agora sim, podia enfrentar a redação. Já havia respondido o que não lhe preocupava tanto. E partiu ele com garras para devorar a redação, pois não tinha medo de redigir, era o seu melhor hobby.
             Mas quando ele abriu a página e viu o tema, entrou em choque. Não era o que ele tanto esperava. Sim senhor!  Redigir um pingo d’água!
            -E agora, o que eu faço?  - Resmungava ele. Será que os elaboradores desta prova estavam doidos, malucos? Quem já se viu isso meu Deus! Redigir-se um pingo d’água!? Tanto que eu estudei e colocaram uma besteira desta! Minha Nossa Senhora!              O fiscal da sala ouvindo aquele ai, ai, ai, do João Maleável, não lhe poupou a pele. E de pressa alterou-se um pouco e o chamou à atenção dizendo-lhe: 
             - O senhor aí, o que está acontecendo?  
             - Nada, senhor!  Nada! - Respondeu ele timidamente. 
            E continuou observando a prova novamente. Pôs-se a imaginar um pingo d’água. No momento só lhe veio à lembrança de que a água era formada por dois elementos: Hidrogênio e oxigênio, e representada por H2O. E o pingo d’água era incolor, minúsculo, algumas vezes em forma de balão. Em outros momentos, arredondado, sem cheiro, e se caísse sobre o chão desaparecia em fração de segundo nos grãos de areia. Tentou recomeçar novamente, mas não lhe apareceu nenhuma inspiração. Insistiu outra vez, mas a mente estava totalmente travada. Colocou um pouco de saliva sobre o chão e ficou  observando, esperando que as bolhas desaparecessem para ele idealizar um pingo dágua.  
             O fiscal parecia que estava o marcando.  
             - Novamente senhor eu tenho que lhe chamar atenção! O que o senhor está vendo aí no chão?                                                                                                                
             - Nada, senhor!...Nada!... Talvez seja a sua mãe..., Quis ele dizer algo baixinho, mas desistiu.                                                                                                                  
             - O que o senhor quis me dizer?                                                                                    
             - Nada! Eu estou olhando senhor, para ver se eu vejo a minha mãezinha aqui no chão... Quem sabe,... Talvez ela possa me ajudar nessa redação! – Respondeu ele maleavando.                                                                                                      
             Os vestibulandos se desmancharam em risos.                                                       
             A Cristina cutucou-lhe dizendo:                                                                          
             - Sossega leão! Fique calmo! Não o responda! Ele pode te prejudicar. Cuidado! 
             De repente lhe veio à intenção de embrulhar a prova e ir até onde ele estava e esfregá-la no nariz. Mas depois desistiu. O fiscal não tinha culpa, os únicos culpados tinham sido os elaboradores que criaram uma redação tão imbecil. Infelizmente, desta vez o João Maleável estava frito.
            A sirena anunciou o final das provas, e ele não tinha mais como fazer nada. E antes que alguém lhe tomasse a prova, escreveu: -“Foi neste pingo d’água que o João Maleável se afogou”. 
  
            (Pois diga meu amigo João Maleável! Fritaram você! Não estudou!).
            A palavra maleavando gramaticalmente não existe.