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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Seu Mané Alves - um veterano e excelente locutor

Por: José Mendes Pereira


A entrevista

Por Efigênio Moura
(contato@efigeniomoura.com.br)
Transcrito do blog do jornalista Tião Lucena

Locutor de rádio é amostrado que só a molesta. Imagina aí um locutor de Difusora?

Em Taperoá, quando ainda não havia Radio Comunitária, havia a Difusora de Chédi .Era na Difusora de Chédi que trabalhava Beto Catôco, locutor daqueles bem vibrantes, que enrolava os erres, e chiava nos tis e dis. O sonho de Beto era entrevistar artistas famosos (de forró principalmente) e naquela festa da padroeira aconteceriam dois shows com duas atrações distintas, uma era a Banda Siri com Toddy, a outra Maciel Melo.

O primeiro show seria o de Maciel Melo. Cidade pequena, todo mundo em agitação por conta da presença do artista e lá vai Beto Catôco fazer a entrevista AO VIVO com Maciel Melo. Do Studio da Difusora até o hotel que Maciel estava não dava 50 metros.

O local da entrevista seria a recepção do hotel, uma mesa posta no centro da sala, dois tamboretes e dois microfones.

Maciel Melo com sua particular paciência e atenção à imprensa e fãs, já aguardava Beto Catôco para a entrevista. Perfumado e bem penteado, Beto Catôco (ele tinha sim os dois braços e as duas pernas) cumprimentar o artista e depois dos reclames começa a entrevista, acompanhada por toda a cidade:

- Agora senhores ouvintes, a Difusora de Chédi tem a honra de entrevistá Maciel Melo, o melhor cantô de forró do mundo qui abrange, qui abraça, qui é toda Taperoá, Estaca Zero, Livramento, Desterro e um pedaço dos sítio de São José dos Cordeiros... Boa tarde Maciel Melo.

- Boa tarde Roberto...
- Não, meu nome é Beto... Beto Catôco pode chamá assim, da mais ibope.
- Boa tarde amigo locutor.
- Beto Catôco.
- Han?
- Voce num disse meu nome, Beto Catôco.
- Boa tarde Beto Catôco e todos os outros dessa nobre família catocável...
Beto franziu a testa e partiu para a entrevista propriamente dita. Se os amigos não perceberam há em uma entrevista uma guerra escondida declarada silenciosamente pelo entrevistador. Ele sempre quer saber mais que o entrevistado.
- Meu povo de todo canto, Maciel Melo, esse artista lá de Iguaraci, é um homi letrado, arrochado, um homi qui já iscreveu tanta cantiga qui eu nem sei contá dereito, már vamo pro quinteressa, pra’s preguntas...
- Vamo simbora.
- Maciel, cumo o cantô tem muita cantiga eu quiria debatê somente uma letra duma musga, tá bom assim?
- Tá, mas a gente podia falar também do show, dos músicos, do disco novo...
- A gente fala premeiro das coisas qui interessa aos povo. Adispois das coisa qui o cantô quisé, se dé tempo...
Maciel se remexeu no tamborete.
- Tem umas dez noite qui num drumo dereito tentano intendê uma letra qui você fez- posso chama você de você, Maciel ?
- Pode claro.
- Antão mim chame de Beto Catôco viu?
- Chamo. Que letra é essa?
- Beto Catôco.
- Claro, que letra é essa Beto Catôco?
Beto sentiu-se importante.
- Cabôco Sonhadô.
- Essa música eu fiz em 82 e só fui gravar em 2001, mas antes...
- O povo de Taperoá, onde a odiença da difusora dá de lapada na Grobo , qué discutí cum cantô a letra da cantiga...
- Opa vamo lá.
- Beto Catôco.
- Han?
- O cantô tem sempre qui finalizá a frase cum Beto Catôco, quano fô uma pregunta de importança grau 73...
Agora Maciel ajeitou os óculos e olhou para o empresário que fez o sinal de paciência. “Que bexiga de grau seria aquele?” Deveria estar se perguntando.
Volta Beto Catôco. Caboclo Sonhador já toca ao fundo...
- A gente nota qui o amigo é muito religioso.
- Sou sim Beto Catôco.
- Quem é esse Monsinhô qui você fala na musica ?
- Oxe !! Tem Monsenhor não ?
- Tem sim.
-Tem não.
Beto pega a letra da musica e ler:
- ‘Sou um cabôco sonhadô Monsinhô viu? ’
- É Meu Senhor. Não é Monsenhor.
- Esse sinhô num siria Jesuis Cristo? Meu Sinhô Jesuis Cristo?
Maciel balança a cabeça e fingi que sim, afasta o tamborete da mesa e curva o dorso, suspira alto e diz...
- Próxima pergunta.
- Maciel Melo, você tão religioso pruquê faz propagana de jogo de azá ?
- Oxe homi? Onde danado eu fiz isso?
- Na letra de sua musga, quano você diz Mega e Quina. Né dôi jogo de loteria? Num é?
- É nada. Mega e Quinha são os apelidos de meus irmãos, Miguel e Marcos. São pessoas que eu gosto muito e as homenageei.
- Voce num é de nascença de Iguaraci, in Perrnambuco ?
- Com a graça de Deus, sou sim.
- Num intendi, Taperoá inteira num intende pruquê você fala de sua vorta pra Guarabira se tu nem é de lá?
- Onde molesta eu falei em Guarabira homi de Deus ?
- Beto Catôco.
- Que seja, onde eu falei em Guarabira?
- Tem um trecho qui diz mermo assim: “E meu regresso para o Brejo diminui a minha reza!”. Esse Brejo só pode sê Guarabira e essa reza é pra Frei Damiao, pro causa da istauta? Aí mais na frente tu fala quié devoto de Padim Ciço. Da pá intendê? E inda tem ôta coisa: o padroêro de Iguaraci né São Sebastião?Oxe, inrrolada da gota.
Maciel apenas se levanta, abraça o empresário e saem os dois da sala.
Beto Catôco perplexo encerra a entrevista, sozinho:
- Danou-se, sêle num intende as coisas quê’le mermo iscreve, magina nós e eu tava doidim pra sabê o qui bixiga ele quis dizê cum “ In meu regaço fulminado”...
Chédi mandou tirar Beto Catôco do ar.

Fontes:
 
http://www.blogdotiaolucena.com.br/
http://www.triunfob.com/

O ASSALTO AO TREM PAGADOR

 

Um dos roubos mais espetaculares da história aconteceu no dia 8 de agosto de 1963, há 40 anos, e envolveu 16 pessoas no condado de Buckinghamshire, Inglaterra. Na ação, o bando levou de um trem postal a espetacular quantia de 2 631 784 libras esterlinas em notas miúdas, hoje em dia, o equivalente a cerca de 220 milhões de reais! Duas conhecidas gangues de Londres, a South West e a South East ("Sudoeste" e "Sudeste", em português) juntaram suas forças para pôr o crime em prática. Entre os bandidos, estava um antiquário, um renomado cabeleireiro londrino, um ex-boxeador dono de uma boate e o dono de uma pequena editora. E, claro, o carpinteiro


Ronald Biggs, que se tornou mundialmente famoso por ter se refugiado no Brasil. Os ladrões descobriram que um trem do correio recolhia os depósitos de bancos da Escócia e os levava para a capital inglesa. Eles estudaram a rota e os horários da locomotiva, além de escolher a dedo a data do crime: o dia seguinte a um feriado bancário, quando o trem carregaria os depósitos de dois dias. Por volta das 3 e meia da manhã, o trem passava por uma região conhecida como Sears Crossing. Lá havia uma sinaleira que, ao acender uma lanterna de cor âmbar, indicava parada obrigatória cerca de 1 quilômetro adiante nos trilhos, os ladrões simularam a luz de alerta e tomaram de assalto o trem (veja infográfico). O maquinista foi obrigado a levá-los à próxima estação, onde foi descarregado o dinheiro. Acuado pela ação da polícia, o grupo abandonou às pressas o esconderijo, contratando um comparsa para limpar os rastros. No entanto, o faxineiro se limitou a surrupiar metade da dinheirama. Detalhe: o traidor nunca foi localizado pela polícia. A Scotland Yard descobriu impressões digitais nos quatro cantos da casa, o que facilitou a identificação dos assaltantes.
Menos de um mês depois, a maior parte da gangue já freqUentava a fila do bandejão do presídio mais seguro da Inglaterra. Depois de passar quase dois anos encarcerado, em 8 de julho de 1965, o ex-carpinteiro Biggs, corrompendo funcionários da penitenciária, conseguiu escapar da prisão. Depois da fuga, viveu na Austrália por três anos. Com medo de ser reconhecido, escapou para o Panamá e voou, em 1970, para o Rio de Janeiro. "Meu pai já não tinha mais um centavo, pois havia gastado tudo fugindo pelo mundo",

diz Michael Biggs, o Mike, que também virou celebridade ao integrar, na década de 80, a banda infantil Turma do Balão Mágico. Mike, filho de Ronald com a dançarina Raimunda de Castro, foi quem salvou o pai das garras da polícia britânica. Pela lei, nenhum estrangeiro pode ser extraditado se tiver um filho com uma pessoa de nacionalidade brasileira.

Depois de viver por mais de 30 anos no Brasil, Biggs decidiu se entregar às autoridades britânicas em maio de 2001. Lá, foi para a prisão de Belmarsh, de segurança máxima, em Londres, e cumpre 55 anos de pena. "Aqui na Inglaterra, não há prescrição de crime", afirma Mike Biggs. "Mas meu pai, desde que se entregou, teve um terceiro derrame, não fala mais e anda com dificuldade. Estamos recorrendo nos tribunais europeus de direitos humanos pois, da forma como ele está sendo tratado, ele é um prisioneiro político." Que participou de um assalto de nada menos que 220 milhões de reais...
Do roubo à roubada
1 - Depois de parar o trem postal com um sinal falso no meio da madrugada, os bandidos dão uma paulada na cabeça do maquinista Jack Mills. 

Jack Mills, o maquinista do trem, faleceu 7 anos após o assalto ao trem pagador

2 - Sangrando muito, Jack é obrigado pela quadrilha a conduzir o trem até uma estação próxima, onde mais bandidos aguardavam o dinheiro.
3 - Os ladrões descarregam os 120 sacos de dinheiro e os levam para uma fazenda a 40 quilômetros do local do roubo
4 - A alegria no esconderijo durou pouco: eles fugiram, mas deixaram digitais em tudo (até em peças de Banco Imobiliário), o que facilitou o trabalho da polícia.
Ronald Biggs nasceu em Lambeth, Inglaterra. Em 1947 se alistou na RAF, mas foi dispensado com desonra em 1949 por deserção. Em 1960 casou-se com Charmian Brent, tendo com ela três filhos (um deles já falecido).  


http://super.abril.com.br/superarquivo/2003/conteudo_124175.shtml

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Enquanto não vem "cangaço" - Daniella Perez - Bruto assassinato


Daniella Perez Gazolla nasceu no Rio de Janeiro, no dia 11 de agosto de 1970, e foi assanisada no  Rio de Janeiro, no dia 28 de dezembro de 1992. Foi uma atriz e bailarina brasileira, filha da autora de telenovelas


Glória Perez.

Daniella tinha 22 anos quando foi brutalmente assassinada pelo ator


Guilherme de Pádua


e por sua esposa Paula Nogueira Thomaz, que a emboscaram e mataram com 18 golpes de punhal.

Julgados e condenados por homicídio duplamente qualificado, com motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, os dois cumpriram apenas seis dos 19 anos a que foram condenados.

A indignação popular que se seguiu a esse episódio resultou na alteração da legislação penal, graças aos esforços da mãe de Daniela, Glória Perez, que encabeçou uma campanha de assinaturas e conseguiu fazer passar a primeira iniciativa popular de projeto de lei a se tornar lei efetiva na história do Brasil.

Fonte:
 Wikipédia

Consolida-se, com mais vigor, a importância histórica e cultural do evento em favor dos nossos Sertões

Por:  Geraldo Ferraz
 
Geraldo Ferraz

Fraternos companheiros,

O carinho da recepção promovida pelo querido
 
 
Severo e sua partner Danielle, uma marca registrada, contagiam todos aqueles que pisam o solo do Cariri Cearense, neófitos ou não. A integração e a fraternidade daqueles que fazem acontecer tão grandioso acontecimento são a essência e a mola propulsora do sucesso até então alcançado. A cada ano que se passa consolida-se, com mais vigor, a importância histórica e cultural do evento em favor dos nossos Sertões.

O grande fato novo foi o surgimento, nesta edição, da figura dos Conselheiros Gestores Consultivos. Tais aconselhadores serão envolvidos diretamente na gestão cotidiana do Cariri Cangaço, oportunizando, assim, sem a menor sombra de dúvida, o fortalecimento profissional para as próximas edições do evento. Particularmente eu gostei muito de tudo aquilo que foi proposto e visto durante o evento, oportunizando-me maior aprendizado sobre a matéria. Quem não foi, infelizmente, perdeu de desfrutar de maravilhosos momentos coletivos.
Que venha o 4º Cariri Cangaço!
 

Abraços carinhosos de Geraldo Ferraz
Conselheiro do Cariri Cangaço
 
 


4.500 CIRURGIAS ESPIRITUAIS

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O médium João Berbel está tratando o ator Reynaldo Gianecchini
FRANCISCO VIANA
Em meio aos avanços da medicina formal e da crescente confiança na ciência, é também salutar os apegos na cura pela fé. Prova disto são as longas filas para consultas com o médium João Berbel, famoso no País por incorporar o clínico geral Ismael Alonso y Alonso, "médico dos pobres". Durante esses três últimos dias que ele passou na Capital, realizou cerca de 4.500 cirurgias espirituais em cearenses que lhe procuraram para amenizar as dores do corpo e da alma.

Foi uma média de 1.500 atendimentos diários no Grupo Espírita Ana Amélia Bezerra de Menezes (Geame). "Tem aumentado muito o número de pessoas que acreditam na cura espiritual. O mais interessante é ver que a própria medicina tradicional já tem reconhecido a importância do nosso tratamento", diz o médium que, atualmente, está tratando o ator Reynaldo Gianecchini, 38, vítima de um câncer no sistema linfático raro e agressivo. Berbel ressalta não cobrar nenhuma taxa ou valor pelo serviço, todo voluntário.

Com um sotaque forte do interior de São Paulo, um jeito simples de falar e vestir, o médium conta com tranquilidade como convive com as críticas e as dúvidas sobre o seu dom. "Eu só faço abrir as portas, deixo a energia interna fazer o restante. Imponho minhas mãos em cima do doente e, juntos, mentalizamos o poder da fé, inspirado no exemplo de Jesus", comenta.

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Realizando cirurgias há 16 anos, João Berbel lembra que, no início, até usava bisturis e laminas de corte, dizia que as pessoas gostavam de presenciar o médium abrindo a carne, vendo o sangue escorrer na pele.

"Hoje, não corto mais ninguém, apesar de eles até quererem. Não é mais preciso. Quando a pessoa acredita, daí surge uma energia magnética, que vem da mente. Nós manipulamos esses fluidos e aplicamos na cirurgia espiritual. Só toco os corações deles, e tudo melhora na hora mesmo", testemunha.
Auxílio
Sobre os casos em que o paciente não teve êxito pleno, ele relata que o tratamento espiritual é auxiliar, depende também de outros mil fatores. "Recomendo que o indivíduo procure atenção médica paralelamente. Faça todos os exames, cuide-se. Passo medicamentos fitoterápicos e alternativos", disse.

Questionado sobre seu dom de cura, João Berbel afirma que a responsabilidade toda é do médico Alonso, espírito, que, durante as cirurgias, realiza orações, impõe a mão no foco do problema e dá força. "Eu mesmo sou um homem simples, mal terminei os estudos. Sou instrumento para que os demais possam fazer o bem", comenta. Para maior sucesso do procedimento, o médium recomenda evitar o fumo, álcool e carne três dias antes e uma semana após o atendimento. É necessário repouso moderado de três a sete dias, dependendo do caso.

Com 175 livros publicados, João Berbel reforça os valores que lhe guiam, lhe inspiram. Acredita no amor, na alegria, na autoestima e na fé para melhora das dores físicas. Entretanto, diz lamentar a hipocrisia existente hoje. "Se escreve e se fala mais do que se ama. Tem de se cultivar mais a solidariedade e a gentileza, e bem menos o dinheiro e o egoísmo", ensina.

Ele alerta que o planeta está em mudança e que a sua intenção é mostrar as profecias de Jesus de que a Terra está em processo de transição. "Por isso, aflitos nos procura", diz.
FORÇA DO PENSAMENTO
Curas são realizadas a distância
Para quem ficou triste com a passagem rápida do médium João Berbel por Fortaleza, ele conta que, além das vindas trimestrais para a Capital, é costume realizar cirurgias espirituais a distância. Com o fluxo de cerca de oito mil atendimentos diários no Instituto de Medicina do Além (IMA), em Franca, a aproximadamente 410 Km de São Paulo, a grande demanda tem forçado este tipo de iniciativa.

"Está sendo comum essas imposições à distância. Entramos na mesma sintonia do doente e lhe repassamos bons fluídos de fé. Tem sido bom", comenta.


O caso do ator Reynaldo Gianecchini foi assim. Antes do contato inicial com o ator, Berbel fez orações "virtuais", na companhia da família, longe do enfermo. Só no dia 26 de agosto, encontraram-se. Daí em diante, explica o médium, Gianecchini tem seguido à risca todo o tratamento. "Ele acredita, e diz para mim que está vendo os efeitos. Ele ingere diariamente, após o almoço, uma cápsula de plantas medicinais e fazemos orações, tudo para que possa lhe dar mais forças para resistir", narra.

Para Berbel, toda essa divulgação do seu trabalho tem sido muito positiva, e não vê como a publicidade possa banalizar. "Quanto mais espíritos bons circulando pelo mundo e mais energias de fé, melhor para todos.

Como Chico Xavier já dizia, o Brasil é a pátria do espiritismo e, daqui mesmo, está crescendo e ganhando o mundo. A nossa doutrina vai ser o futuro de todas as religiões", finaliza divulgando que todos os seus livros estão à venda no Geame.

IVNA GIRÃO
REPÓRTER

Homenagens a personalidades durante Cariri Cangaço

A comunidade Lampião, Grande Rei do Cangaço e este blog prestaram homenagem a quatro vaqueiros da história. 

Por: Heldemar GARCIA

Na noite da Quinta-Feira, 22 de setembro durante a solenidade do Cariri Cangaço em Barbalha, CE. a Comunidade do Orkut, Lampião Grande Rei do Cangaço,
(Clique aqui e participe ) administrada pelo pesquisador Ivanildo Silveira e o Blog Lampião Aceso, administrado por Kiko Monteiro, prestaram homenagens a personalidades da família Cariri Cangaço, com a entrega de Placas personalizadas alusivas ao trabalho em prol do engrandecimento da cultura e memória das coisas do nordeste.


Manoel Severo e Danielle Esmeraldo
  

João de Sousa Lima


Alcino Alves Costa
 

Aderbal Nogueira


Detalhe 


Heldemar Garcia  
Assessoria de Imprensa e Marketing.
 



Passagem de Lampião por Maceté, Bahia

Edição do documentário "MACETÉ" - Memórias da Terra e do Povo”. O curta-metragem conta um pouco da rica história deste povoado de Quijingue. Um trabalho de resgate histórico dos jovens Bruno Maceté e Danilo Umbelino.

Pescado no:
Blog Maceté

LAMPIÃO EM AÇÃO

Por: Jornalista Tiago Jucá
Água Branca é uma pequena localidade do Estado de Alagoas, situada perto do rio Moxotó. A principal moradora do município, no ano de 1928, era a Dona Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, a Baronesa de Água Branca.
Virgulino Lampião há tempos vivia pedindo dinheiro à Baronesa, e esta de pronto respondia: "Tenho vinte contos, mas é para comprar de munição para o couro dele!". Diante da negativa da Baronesa, Lampião planejou um assalto à cidade de Água Branca. Claro, ele esperou um ano depois da resposta da Baronesa, pois ela havia enchido as ruas de policiais, temendo alguma ação do cangaceiro. Desfeita a tensão, Virgulino enviou um espião à feira de Água Branca, a fim de verificar as forças policiais. Enquanto isso, Lampião esperava as notícias em Bom Conselho de Papacaça. Depois de ficar informado sobre a situação de Água Branca, Lampião rumou em direção ao município. Foram quatro noites de viagem, sendo que os dias serviam para o descanso de Lampião. Na tarde do dia 27 de junho de 1928, o cangaceiro tomou um sítio não muito longe de Água Branca e obrigou o dono a fazer compras na cidade.
Deu-lhe dinheiro e uma lista, que continha cigarros, fósforos, esteiras de pipiri, duas redes brancas e uma lata de tinta vermelha. Para ter certeza que o dono do sítio ficasse em silêncio, Lampião manteve a família dele como refém. Caso abrisse o bico, Lampião prometeu judiar e até mesmo matar todos os familiares. Lampião dividiu seu bando estrategicamente. Quatro duplas se formaram para fazer o bloqueio das entradas da cidade e ali ficarem até o término do assalto. Os outros dez cangaceiros encheram as duas redes compradas no comércio com armas e munições. A lata de tinta vermelha serviu para pintar as redes, dando assim a impressão de sangue de morto. Ao amanhecer do dia 28, os dez cangaceiros entraram em Água Branca, carregando as redes com os dois 'defuntos'. Estacionaram em frente ao quartel da cidade e avisaram ao soldado de vigia: "isto foi dois que nós achou morto e truxemo para fazer o corpo delito". O vigia os convidou para entrar e esperar, enquanto ele iria acordar um outro soldado numa casa vizinha. Quando o vigia saiu atrás de ajuda, os cangaceiros trataram de pegar as armas escondidas dentro das redes e esperam a volta para dar o bote.

Residência da Baroneza de Água Branca
Quando os guardas voltaram, Lampião mostrou as armas e disse: "o defunto é esse, visse?". Lampião soltou vinte presos e no lugar deles prendeu todos os guardas. Obrigou ainda ao corneteiro dar toque de reunir. Ao todo, Lampião enjaulou mais de trinta soldados e roubou todas as armas e munições, que logo foram distribuídas entre os ex-prisioneiros. Agora Lampião contava com trinta homens armados prontos para o assalto. Os cangaceiros tomaram as ruas e acordaram os moradores com tiros. As casas e as lojas dos mais ricos foram sendo saqueadas uma por uma. A Baronesa foi a que sofreu o maior prejuízo: trinta contos de réis em dinheiro, ouro, jóias, roupas e vinte e cinco cabras leiteiras. Após o saque, a Baronesa ainda seria humilhada a passear de braço dado com Lampião pelo meio das ruas da cidade. Água Branca foi a primeira vez em que os cangaceiros, vibrantes e entusiasmados pela vitória, cantaram o hino de guerra "Mulher Rendeira", um xaxado ritmado pela batida forte dos rifles batendo no chão: "Olê mulé rendeira/ olê mulé rendá/ tu me ensina a fazer renda/ que eu te ensino a namorar".

Rangel Alves da Costa

Livros publicados pelo

Rangel Alves da Costa

escritor e poeta:

Rangel Alves da Costa

















Rangel Alves da Costa, nasceu no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual foi membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudou também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não chegou a concluir. É autor dos seguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor:
 
Av. Carlos Bulamarqui, nº 328,
Centro, CEP 49010-660
Aracaju/SE.

 
Rangel em 05/08/2011
PARA COMPRAR LIVROS DE RANGEL ACESSE O SITE: http://www.agbook.com.br/
AO ABRIR A PÁGINA, DIGITE rangel NA BUSCA

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/

Rangel Alves da Costa

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Rangel Alves da Costa

escritor e poeta:

Rangel Alves da Costa











 Rangel Alves da Costa, nasceu no sertão sergipano do São Francisco, no município de Poço Redondo. formado em Direito pela UFS e advogado inscrito na OAB/SE, da qual foi membro da Comissão de Direitos Humanos. Estudou também História na UFS e Jornalismo pela UNIT, cursos que não chegou a concluir. É autor dos seguintes livros: romances em "Ilha das Flores" e "Evangelho Segundo a Solidão"; crônicas em "Crônicas Sertanejas" e "O Livro das Palavras Tristes"; contos em "Três Contos de Avoar" e "A Solidão e a Árvore e outros contos"; poesias em "Todo Inverso", "Poesia Artesã" e "Já Outono"; e ainda de "Estudos Para Cordel - prosa rimada sobre a vida do cordel", "Da Arte da Sobrevivência no Sertão - Palavras do Velho" e "Poço Redondo - Relatos Sobre o Refúgio do Sol". Outros livros já estão prontos para publicação. Escritório do autor:
Av. Carlos Bulamarqui, nº 328,
Centro, CEP 49010-660
Aracaju/SE.


 
Rangel em 05/08/2011
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A VELHA VIDA DO VELHO DA CASA VELHA

Por: Rangel Alves da Costa

Rangel Alves da Costa

Tudo muito velho, antigo demais, perdido no tempo. O mais novo ali era a casa velha, que já tinha mais de cem anos da última reforma; o velho morador, idoso por natureza e compleição física, era de uma velhice a toda prova. Nos rabiscos amarelados dos restos dos documentos constavam cento e vinte anos. Mas o próprio dizia, ainda na completa lucidez, que tinha muito mais do que isso, coisa lá pros seus duzentos anos ou mais. E quem iria duvidar?
Agora, somando as peripécias, proezas, lutas, dores, sofrimentos, alegrias e todo um baú de um monte de coisas, não havia coisa mais velha do que a vida do velho. Ora, ele era velho, porém sua vida era muito mais velha. E avelhantada demais porque vida curtida no sol e na chuva, no fogo e na brasa, na brisa e na ventania, no silêncio sufocante e no grito delirante. Se fosse juntar cada experiência e cada situação que o homem já tinha vivido, então acrescentasse ainda mais anos a essa velha vida.
Contudo, talvez o velho fosse também o menino mais velho que existia. Já naquela idade avançada demais, com todas as marcas do tempo se espalhando por todo o corpo, refletindo nas impossibilidades de fazer coisas que não esquecia, ainda assim costumava a pensar e agir em determinadas situações como verdadeira criança. Conversava com passarinho, espalhava alpiste pelos arredores para chamar os amigos, soprava bolhas de sabão pelo ar, colocava duas traves de pedras e ficava chutando uma velha bola para ver quantos gols marcava. E a cada acerto um soco no ar, um dizer a si mesmo que ainda consigo.
O Capitão-do-mato um dia chegou a sua casa revirando tudo e perguntando aonde ele tinha escondido aquele negro safado do Engenho do Coronel. Havia dois dias que estava embrenhado nos matos por causa daquele safado fugitivo e quando botasse as mãos nele o sangue ia jorrar. O velho disse que não tinha visto escravo nenhum e mesmo que tivesse visto não ia lhe dar o prazer de levantar o chicote pra um irmão da mesma cor. Por isso foi levado no lugar do outro e ficou três dias amarrado no tronco e tomando chicotada acompanhada de sal grosso no lombo.
Quiseram fazer uma revolução contra o governo regente e foram até a casa do velho perguntar como se enfrentava as forças do reino sem ter armas e sem os homens conhecerem táticas de ataques e contra-ataques. O velho perguntou de quantos homens dispunham e disseram que uns cinqüenta. Então eram cinqüenta contra mais de mil, e estes só da guarda pessoal do rei. Então o velho disse que fizessem a revolução assim mesmo, pois sairiam vitoriosos. E deu a receita: Pegue os cinqüenta homens e passem tudo pro outro lado, pro lado do rei. Quando estiverem dentro do corpo do inimigo então faça a cabeça de cada um, incuta-lhes a indignação e ódio ao soberano e a revolução estará ganha.
Num tempo distante, quando havia uma verdadeira corrida do ouro naquelas bandas, cismaram que bem em cima da casa do velho havia uma mina e nos arredores de sua pequena propriedade riquezas minerais de não acabar mais. Primeiro mandaram oferecer dois contos de réis, depois três e mais cinco. Tudo contos de réis. Como não havia acordo e nem o velho cedia, mandaram dizer que ele tinha uma semana para sair dali, abandonar tudo, por bem ou por mal.
Então o velho disse que não precisavam chegar a esse ponto não, que sairia sim, mas primeiro precisava trocar um dedo de prosa com o rico minerador. No outro dia o homem, já acompanhado de gente com ferramentas, riscou na sua porta e desceu do cavalo, esbravejando ignorância. Quando viu o homem daquele jeito, o velho lhe disse na cara que esperava tratar com gente e não com bicho. Então o ricaço espumou e gritou que podiam atirar naquele velho safado. Como não saiu nenhum tiro, gritou mais uma e outras vezes, e nada de bala atingir o homem. Totalmente enraivecido, olhou pra trás e não encontrou um pé de pessoa. Eis que os marmanjos olhavam e viam o velho na frente do homem, no meado da porta, mas também por trás do patrão, nas suas costas. E viram ainda o mesmo velho do lado e no meio deles, descarregando as armas. Amedrontados, supondo um raivoso feiticeiro, um ser perigoso do outro mundo, correram em debandada.
E o ricaço arrogante, que fim terá tido? Simplesmente virou uma pedra, e dessas pequenas que segura porta pra o vento não ficar batendo pra cá e pra lá. E toda vez que o velho se aproximava dela pra amolar seu velho facão, a pedra gemia, suava, ficava em tempo de morrer de medo. Só não morria mesmo porque era pedra.

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com 
 
Extraído do blog: 
ser tão/sertão 
 

domingo, 2 de outubro de 2011

Nesta Terça Reunião GECC - Cariri Cangaço na Saraiva do Iguatemi

Atenção !!

Nesta terça-feira, mais um encontro
GECC-Cariri Cangaço no espaço Rachel de Queiroz, da Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, em Fortaleza, o encontro é a partir das 19 horas, com a apresentação do Vídeo Clip do Cariri Cangaço 2011, com o que de melhor aconteceu nesta edição .

Você é nosso convidado.

Livraria Saraiva
Shopping Iguatemi
Terça-feira, dia 04 de Outubro
19 horas

Manoel Severo
 


Noite de Gala em Barbalha Por:Silva Neto

Barbalha, uma das grandes anfitriãs do Cariri Cangaço 2011

Em Barbalha, à noite dessa quinta-feira (22), no Cine Teatro Neroly Filgueira Sampaio, foi aberto terceiro dia do Cariri Cangaço, evento que com pauta itinerante está passando por várias cidades da Região do Cariri, reunindo ilustres personalidades, conferencistas, historiadores e 128 pesquisadores de 17 estados de União, uma iniciativa do Cariri Brasil.

A Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha conseguiu oferecer aos nobres visitantes um cenário típico da caatinga, região que serviu de esconderijo do bando de Lampião e outros grupos da época, a detalhar: Árvore de galhos secos, oratório, panelas e potes de barro, candeeiros, balaios de cipó, mesa em estilo rustico e cadeiras com acentos de couro no mais autêntico cenário de um passado que fez a história do cangaço no Nordeste do Brasil.

Cenário no Cine Teatro em Barbalha
Ângelo Osmiro, um dos conferencista da noite
Hugo Rodrigues, moderador da noite, que contou ainda com o conferencista Ivanildo Silveira

Os trabalhos foram abertos com a Mesa Diretora composta por: Dorivan Amaro dos Santos – Secretário de Cultura e Turismo do Município representando também o prefeito municipal ausente por motivos superiores; Sr. Manoel Severo Barbosa – Curador do Cariri Cangaço ; Ângelo Osmiro – Presidente do GECC – Grupo de Estudos do Cariri Cangaço; Josier Ferreira – Professor e historiador (Instituto Cultural Pró-memória); Josélio Araújo – Presidente da Associação dos Poetas de Barbalha; Francisco Demontier dos Santos Ferreira (Panticola), ex-secretário de cultura do município, músico, folclorista.

O poeta barbalhense Ernane Tavares Monteiro, presenteou o público presente com o Cordel “O ÚLTIMO DIA DE LAMPIÃO”, Manoel Severo Barbosa – Curador do Cariri Cangaço, no uso da palavra de abertura dos trabalhos agradeceu ao Gestor Público Municipal, a Secretaria de Cultura e Turismo do Município e ao povo de Barbalha pelo carinho e a boa hospitalidade para com todos os membros da caravana Cariri Cangaço, e fez elogios ao secretário, Dorivan, pela coragem e o dinamismo de abraçar, receber e apoiar o evento Cariri Cangaço.  

Secretário, Dorivan Amaro dos Santos, justificou a ausência do prefeito, deu boas vindas aos visitantes, ilustrou a importância do evento e enalteceu o trabalho do Curador do Cariri Cangaço Sr. Manoel Severo Barbosa. Logo em seguida a mesa diretora foi desfeita para receber os escritores Ângelo Osmiro e Ivanildo Silveira conferencias da terceira noite do Cariri Cangaço, que se deu no Cine Teatro Municipal Neroly Filgueira Sampaio devidamente ornamentado, que recebeu bom público para o evento, tendo ao alcance de todos mesas expondo grande número de livros sobre a rica história do cangaço pela autoria de vários famosos escritores do Brasil.

Silva Neto / Barbalha
FONTE:www.diariodocariri.com