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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Esquartejamento do corpo do cangaceiro Zé Baiano


Macabra Fotografia: do Esquartejamento do Monstruoso, Cangaceiro José Baiano: Quem Matou Não Mata Mais, Quem Ferrou Não Ferra Mais, Triste Cena do Cangaço!


O inesperado aconteceria em 7 de Julho de 1936, Antonio de Chiquinho, cansado das perseguições das forças policiais, une seis companheiros civis e a partir de uma ousada ação de traição mata Zé Baiano e seu grupo.Ao final quatro cangaceiros estavam mortos no meio da caatinga de Lagoa Nova, Alagadiço.


Zé Baiano ficou famoso por sua crueldade e desumanidade, e dois episódios marcaram a ação do bandido: A morte de sua amada Lídia, supreendida em adultério e morta a pauladas pelo companheiro e pela absurda prática de ferrar as muitas sertanejas que lhes caiam em desgraça. veja acima a cabeça do terrivel cangaceiro em cima do tronco, braços jogados, pelas relvas, viceras espalhadas pelas caatingas. Que Fim terrivel. Obs. a foto foi extraida do livro, lampião cangaço e nordeste. da escritora Aglae lima de Oliveira.

Fonte: Beto Maia‎Lampião, Cangaço e Nordeste

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A Arma Era a Lei - Rodolfo Fernandes e a Defesa de Mossoró


Poucas pessoas acreditavam que Lampião tivesse a ousadia de atacar Mossoró. Um absurdo, diziam praticamente todos, ou seja, a maioria da população da "Capital Oeste".

Ex-governador do RN José Augusto

O governador do Estado, José Augusto, encontrava dificuldades em organizar a defesa contra uma possível investida do "Rei do Cangaço".

O prefeito de Mossoró, coronel Rodolfo Fernandes, contudo, acreditava nessa possibilidade. Ele tinha consciência de que a situação da cidade era, na realidade, crítica. O tenente Laurentino de Morais, enviado pelo governo estadual, constatou que a força policial estava composta somente por vinte e dois soldados... Era preciso tomar medidas urgentes.

Ex-prefeito de Mossoró Rodolfo Fernandes

Rodolfo Fernandes enviou um emissário até Fortaleza (Alfredo Fernandes) para conseguir ajuda do governador Moreira da Rocha. A missão fracassou. Apesar de não ter atingido seu objetivo, Alfredo Fernandes adquiriu armas e munições na capital cearense, que foram de grande utilidade quando surgiu a hora de defender Mossoró.

O prefeito armou civis e lançou um manifesto, publicado por Raul Fernandes, e que termina com as seguintes palavras: "A Prefeitura está devidamente autorizada a criar uma Guarda Municipal para garantir na cidade, que hoje mesmo entrará em ação. Acresce que recebemos armas suficientes do Estado e compradas pelo comércio desta praça, que ficam à disposição do Governo Municipal".

Com o tempo passava e o ataque não ocorria, tudo fazia crer que o tão falado ataque jamais aconteceria. Era o que pensavam também os governadores de três Estados: Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.

Dia 12 de junho. O prefeito, incansável, promoveu uma reunião. Era mais uma tentativa de Rodolfo Fernandes para alertar o povo da cidade. Esforço inútil. O grosso da população continuava não acreditando num possível ataque de Lampião. Houve, inclusive, neste dia, uma partida de futebol entre dois grandes clubes rivais: Humaitá x Ipiranga.

O delegado tenente Laurentino de Morais

Notícias alarmantes, infelizmente, chegavam a Mossoró: o bando de Lampião se encontrava em São Sebastião. O delegado tenente Laurentino de Morais, integrado ao grupo do prefeito, tinha, entretanto, tomado algumas medidas: havia criado várias trincheiras.

De repente, os sinos das igrejas começaram a tocar. Era o alarme. Não havia mais dúvida, o ataque de Lampião iria se realizar!

O pânico tomou conta da cidade. Alguns procuraram fugir de carro, outros de trem, e determinadas pessoas, desorientadas, não sabiam como agir. A ordem expedida era muito clara: toda pessoa que não tivesse uma arma deveria abandonar a cidade. A razão para tal medida era que a cidade vazia facilitaria a defesa, na opinião do prefeito. Ele estava certo, como provaria o desenrolar dos acontecimentos. No tumulto, dois homens se destacaram: o prefeito Rodolfo Fernandes e Vicente Sabóia.

O governador José Augusto foi, no mínimo, indeciso. Falhou como governante. Possivelmente porque não acreditasse no ataque de Lampião ao município de Mossoró. O Governador, por falta de medidas urgentes e rápidas, possibilitou que um grupo de cangaceiros passeasse pelo Estado, matando, roubando, levando o terror a todas as comunidades interioranas...

Certamente não adianta discutir, nos dias atuais, se o governador poderia ter evitado a ação de Lampião no Rio Grande do Norte, inclusive o ataque a Mossoró. O fato é que medidas importantes deixaram de ser tomadas e Lampião agiu como previra o prefeito Rodolfo Fernandes.

Outro aspecto a considerar é que houve tempo para preparar uma defesa, com distribuição de tropas em pontos estratégicos, com concentração de forças em Mossoró e em Caicó.

http://tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_9c.htm

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Manoel Pereira da Silva 1º mais conhecido por "Cafinfin"


Manoel Pereira da Silva 1º mais conhecido por "Cafinfin", era um jovem com 17 anos, morador no Município de Exu-PE de onde era natural, quando se envolveu com o cangaço e foi pegado por Tropas da Polícia Militar de Pernambuco, que sabendo tratar-se de um jovem incauto, inexperiente, o agregaram à Volante Militar e tempo depois tornou-se Soldado da PMPE, chegando anos mais tarde a ser promovido à Cabo e depois à Sargento e morreu já idoso como Tenente da Reserva. 

O mais interessante do então Sargento Cafinfim, foi que nunca deixou de admirar o Rei do Cangaço Virgolino Ferreira, LAMPIÃO. E quem fosse seu amigo não falasse mal do "Capitão Virgolino". 

Sempre andou "armado até os dentes" e fumava charuto e usava um chapéu de cangaceiro. Foi um Policial honesto e passou grande parte de sua vida em Brejo da Madre de Deus. Privei da sua amizade.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos ‎Lampião, Cangaço e Nordeste

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CARTA ( Nº 01)....DO CANGACEIRO "CORISCO para o Padre BULHÕES, QUE CRIOU O SEU FILHO Silvio Bulhões...


CARTA (Nº 01) DO CANGACEIRO "CORISCO para o Padre BULHÕES, QUE CRIOU O SEU FILHO Sílvio Bulhões...


CARTA (Nº 02) DO CANGACEIRO "CORISCO para o Padre BULHÕES, de Santana do Ipanema-AL, QUE CRIOU O SEU FILHO Sílvio Bulhões.

Fonte: Revista Fatos e Fotos

Fonte que eu encontrei: facebook
Página: Voltaseca Volta

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Lampião sanguinário


Quem tem este livro? Outubro de 1927. Será que Lampião viu isso?

Fonte: facebook
Página: Robério Santos
Lampião, Cangaço e Nordeste

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O Colégio que comeu a Rua do Desterro. Mossoró-RN.

Ginásio Diocesano Santa Luzia, anos 1940

A Rua do Desterro integrava o grupo das ruas antigas de Mossoró as quais remontavam a data de sua fundação, 1772. Esta rua, assim como muitas outras, desapareceu na poeira do tempo, existindo apenas, em páginas amareladas de livros esquecidos por seus donos em estantes desconhecidas. Detentora de uma denominação simples, dada pela maneira prática popular de classificar um local de acordo com os aspectos geofísicos ou sócio-econômico-culturais que o mesmo possuísse. Em síntese, é a denominação espontânea que o espaço sugere à imaginação humana para batizá-lo. Porém, incontáveis vezes, estas denominações  exteriorizam um pluralismo de situações que podem ser: hilárias – o Beco do Rabo da Gata, sofridas – a Rua dos Martírios, políticas – a Rua da Imperatriz, econômicas – a Rua do Comércio, profissionais – a Baixa dos Sapateiros ou a Rua do Ouvidor,religiosas – o Beco do Vigário ou a Ladeira da Misericórdia, emotivas – a Rua da Saudade ou o lazer, porque ninguém é de ferro – a Rua da Praia!. Não importa o nome do logradouro, mas sim, a escolha popular que elegeu o nome deste, pois é exatamente isto que nos dá as pistas do perfil sócio-cultural de uma comunidade. Seria salutar e econômico para a comunidade que os nobres edis não perdessem o seu precioso tempo e nem os nossos preciosos impostos arranjando nomes de pessoas insignificantes para os logradouros públicos. Está mais do que na hora dos nossos legisladores desterrarem para sempre esta servil bajulação.   

Por que a denominação de Desterro para este trecho? O que levou as pessoas a darem esta denominação? As obras consultadas não forneceram explicações, mas, levando-se em conta que no primitivo croqui da cidade, de 1772, (vide mapa abaixo) esta ruela possuía uma passagem em seu centro em direção ao norte, denominada de Estrada das Boiadas e também, de Estrada para Porto de Santo Antonio, e, como a palavra desterrar significa expulsar e/ou expatriar alguém, por castigo, da residência ou da pátria, portanto, devia ser a esta saída oficial da cidade em direção ao mar para levar alguém que iria ser desterrado. Caso, hoje, fosse aplicada esta punição para alguns integrantes do nosso Congresso Nacional, de certo haveria grande engarrafamento nesta via.

Croqui de 1772 - Origem: Raimundo Nonato da Silva.

Esta  pequena ruela correspondia o lado norte do quadrilátero da Praça da Matriz, atual Praça Vigário Antonio Joaquim Rodrigues. Os cronistas e memorialistas locais dão informes da existência desta rua até o início dos anos 1900, inclusive nos registros dos fatos do 30 de Setembro de 1883, o Memorial Daymossoroense, Câmara Cascudo cita a existência do hotel da Dona Generosa, neste local[1]. A Rua do Desterro tinha os seus limites, à leste, com a Rua 30 de Setembro, e a oeste, com à Padre João Urbano, atual Av. Gov. Dix-sept Rosado.

O pequeno trecho desta extinta rua era formado por casas humildes de pessoas simples. Raimundo Nonato, (1907-1993), em Ruas, Caminhos da Saudade, relaciona alguns moradores desta rua, em 1900, em específico àqueles próximos à Rua 30 de Setembro. A primeira casa, na esquina da praça com a Rua 30 de Setembro, era do sapateiro Joaquim Inácio; a segunda em direção à Praça da Redenção, era Júlia Bezerra, irmã do Mestre Canuto Bezerra, dirigente da banda musica, a Charanga Mossoroense; a terceira era de Dona Generosa, e a quarta e a quinta casas eram às do alfaiate Manuel Belém que uma delas mantinha a sua oficina.

Por necessidade urbanística estas casas foram repassadas à Diocese da Paraíba para que neste local pudesse ser instalado o estabelecimento de ensino, em 1902, o Ginásio Diocesano Santa Luzia, e que, tão poeticamente Raimundo Nonato sintetiza o fato:  “aquelas casas humildes, naquele recanto sem estética e fora de alinhamento definitivo, se transformariam em possantes raízes de uma frondosa árvore de cultura nas terras férteis do Rio Grande do Norte.” Durante as festividades dos 25 anos deste estabelecimento o Cônego Estevão Dantas, (1860-1929), em seu discurso fêz estas referências, “sobre aqueles pobres tetos, no recinto daquelas humildes paredes, se guardava a mais perfeita disciplina e se cultivavam as letras”. Ele ficaria bem admirado com o cultivo das letras mostrado, atualmente, nas redações do Enem. 

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos.

[1] (Cascudo, 2001). Outras fontes consultadas: Brito, Raimundo Soares de Brito, edições 2003 e 1985; Cascudo, Luís da Câmara, edição 2001; Silva, Raimundo Nonato da, edições 1970, 1973 e 1974; Origem da imagem: Azougue.org. Provável autor da imagem, Manuelito Pereira, (1910-1980)

Postado há 24th March 2013 por Télescope

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Todos os direitos reservados. 

Enviado pelo pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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Semana do Cangaço de Piranhas abre o calendário Cariri Cangaço 2014 !


Confirmada a abertura da Agenda Cariri Cangaço 2014. Piranhas, a sede Cariri Cangaço nas Alagoas, promove a primeira Avante-Premiere do evento que tem seu ponto alto em Setembro de 2015. Uma das cidades mais bonitas e acolhedoras do Brasil, às margens do São Francisco, rica em beleza, esbanjando história e tradição, realiza no próximo mês de Julho, de 24 a 27 a Semana do Cangaço, com vasta e rica programação no momento em que se registram 76 anos da morte de Virgulino Ferreira em Angico, Sergipe.

O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Piranhas com a marca Cariri Cangaço e o apoio da ASTURP, da Universidade Federal de Sergipe e do MAX - Museu de Arqueologia de Xingó e terá as conferencias, debates e exibição de vídeos no Centro Cultural Miguel Arcanjo na Piranhas Antiga, Patrimônio da Humanidade; além de visitas dirigidas a muitos dos principais cenários do cangaço lampiônico da década de 30, tanto em Piranhas como em Entremontes e Olho d'Água do Casado,  em Alagoas e Canindé do São Francisco e Poço Redondo em Sergipe.

Manoel Severo e Jairo Luis em Piranhas 2013

A Avante-Premiere Cariri Cangaço 2014 em Piranhas tem a frente o pesquisador e Conselheiro Cariri Cangaço, turismólogo Jairo Luiz; e terá as presenças de representantes da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Ceará, do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, além de Universidades e escolas, dentre outras representações e instituições ligadas à pesquisa e estudos do Cangaço, de todo o Brasil. 

A espetacular Piranhas abre a Agenda Cariri Cangaço 2014

Com a palavra o Prefeito de Piranhas, Dante Bezerra de Meneses, "É uma honra e uma grande alegria Piranhas, que tem tanta história ligada ao cangaço, está promovendo esta Semana do Cangaço e recebendo o Cariri Cangaço, movimento que aprendi a admirar e ainda mais porque vejo sempre o blog do Cariri cangaço para aprender com os mestres". Já o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo assegura , "voltar a Piranhas é na verdade um grande presente e ao lado de nosso Conselheiro Cariri Cangaço Jairo Luis e muitos outros companheiros haveremos de reeditar mais uma grande festa da família nordestina, com uma programação dinâmica, responsável e de muita qualidade para os amantes do tema. " Os organizadores estarão divulgando a programação oficial dentre de poucos dias, confirma Jairo Luis, direto de Piranhas em Alagoas.

Cariri Cangaço em Piranhas
Semana do Cangaço 2014.

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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mais uma rara. Diário da Noite 22 de junho de 1932.


O Voltaseca Volta disse: Arrebentou amigo Robério! Essa foto dos cadáveres de queimadas, eu nunca tinha visto, e, acho que nunca foi publicada em livro nenhum. Parabéns pelo achado e...

O Agreste Sergipano fervia na década de 30... Jornal do Recife 6 de agosto de 1937.


O Voltaseca Volta disse: Boa matéria! Mas esse tal de Manoel Dias teve apelido no cangaço? A matéria, logo acima, não toca nesse assunto...


Antonio Vilela disse:  Neste dia morreu o soldado Adrião Pedro de Souza, poucos historiadores citam o nome desse bravo soldado.

Robério Santos respondeu ao professor e escritor Antonio Vilela:  "- No meu novo livro além de constar o nome dele vem uma foto".

Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

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Mais notícias espetaculares!


Da esquerda para direita os seguintes cangaceiros: 
Relâmpago, Passarinho, Alecrim e Volta Seca.

O cangaceiro Volta Seca.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

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No Encalço de Lampião


Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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Jornal: "A Noite Illustrada - 1938"


Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

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A NOITE ILLUSTRADA - 9 DE AGOSTO DE 1938.


Vale lembrar ao leitor que em Agosto de 1938, tanto o cangaceiro Mariano Laurindo Granja como a Rosinha sua companheira, já tinham sido executados. A data acima se refere apenas à publicação que fez este jornal. 

Na foto acima, o primeiro cangaceiro da esquerda para a direita, está escrito "José Moreno". Apesar de não parecer, e não tenho segurança, acredito ser Mané Moreno, e não José Moreno. 

Você que é um grande profissional em relação a colorir fotos faça o trabalho nesta fotografia. Os estudantes do cangaço de modo geral, muito agradecerão a sua boa vontade e participação.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

Nota: Rosinha era filha do vaqueiro Lé Soares e irmã da cangaceira Adelaide, que foi para o cangaço viver com o cangaceiro Criança.

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A CANGACEIRA ANTÔNIA PEREIRA DA SILVA


Antônia foi casada com o temível cangaceiro Gato e ambos eram índios descendentes da tribo dos Pankararés.

O cangaceiro Gato e Inacinha

Tempos após ter se casado, Gato "carrega" a índia Inacinha que era prima de Antônia e propõe ficar com as duas, o que não é aceito por Antônia que é espancada violentamente por não concordar com a proposta indecente de seu companheiro.

Diante do ocorrido Antônia procura o chefe maior do cangaço que promete resolver o impasse, porém ela não espera e resolve fugir do coito em que estavam durante a noite enquanto todos dormiam, indo buscar refúgio na casa de um tio que era capitão reformado da polícia, que residia na margem do Rio São Francisco, pelo lado baiano, e com ele permaneceu até o término do cangaço.

Lampião, o chefe maior do cangaço

Como todos sabem a TRAIÇÃO não era aceita dentro do Cangaço, porém neste caso, quebrando as regras impostas, prevaleceu a vontade do homem.

NAS QUEBRADAS DO SERTÃO...

Fonte: facebook

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Benjamim Abrahão Calil Botto - fotógrafo de Lampião


Benjamim Abrahão Calil Botto chegou ao Brasil (Recife), em 1915, fugiu do alistamento militar para guerra na Síria ( era obrigado). 

Trabalhou na loja de ferragens de um tio em Recife, tornando-se vendedor, quando em uma viagem a negócios ao Rio Branco (Arcoverde-Pé), encontrou com uns romeiros indo ao Juazeiro-Ce, visitar o líder religioso Padre Cicero, teve grande interesse e seguiu junto. Lá permaneceu com o padre como seu secretário particular. 

Na ida de Lampião ao Juazeiro em 04-03-1926, foi quem organizou tudo para receber o rei do cangaço. 

Com a morte do sacerdote, com uma câmera fotográfica e filmadora e todo material para filmagem, cedidas pela Abafilm de Fortaleza, vem ao sertão de Pernambuco, Águas Belas-Pe, procura o Deputado Estadual Aldalio Tenório (amigo de Lampião), e se aproxima do bando, de Março a Outubro de 1936. 

Ficou responsável pela filmagem verdadeira do rei Lampião, onde foi apreendida pelo então governo federal Getúlio Vargas, não tendo nenhum movimento comercial. 

Em Maio de 1938, é assassinado com 42 facadas no município de Itaiba-Pe, sabia demais!!!!! (Fonte: Frederico Pernambucano de Melo, escritor e cientista social.

Fonte: facebook

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terça-feira, 13 de maio de 2014

AGRIPA MUDA CALENDÁRIO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 13 de maio de 2014 - Crônica Nº 1.187
 DIRETORIA DA AGRIPA: ARISELMO, MANOEL, VILMA, SÉRGIO, FERREIRINHA, CLERISVALDO E MARCELLO. Foto: Assesoria/Agripa.

A Associação Guardiões do Rio Ipanema, através da sua diretoria, resolveu ampliar o número de sessões.

A AGRIPA vinha funcionando com apenas duas sessões mensais, sendo a segunda sexta-feira do mês e a última. Com o crescimento rápido de suas ações, os compromissos triplicaram, fazendo com que ficasse um vazio, hoje, considerado grande entre as duas reuniões. Para manter e ampliar o controle interno, atender a demanda social como convites para palestras sobre a História no rio Ipanema, sua Geografia, Sociologia, Economia, fauna, flora, pesca, lazer, passeios, belezas naturais e mais objetivos, não houve outra saída. Na sessão da sexta, transferida para ontem, a AGRIPA preencheu parte da Ordem do Dia, discutindo o assunto. Foi aprovada a ideia das sessões semanais às segundas-feiras, iniciando sempre as 19 e chegando, no máximo, às 21 horas.

Passando pela Leitura da Ata Anterior, Expediente e Ordem do Dia, chegou à vez da Palavra A Bem da AGRIPA, quando vários informes foram apresentados e discutidos. O Tempo de Estudos foi preenchido pelo professor Clerisvaldo Braga das Chagas e, logo depois a palavra foi entregue ao Orador Ariselmo de Melo que avaliou a sessão e, o presidente Sérgio Soares Campos, encerrou os trabalhos da noite.

A partir da próxima semana, as sessões já serão realizadas as segundas, às 19 horas, na sede provisória, Escola Estadual Professora Helena Braga das Chagas, no Bairro São José.

Hoje (13) a AGRIPA estará convidando oficialmente as Secretárias da Saúde, Ação Social, Meio Ambiente, gerência da CASAL, representantes da OAB e os vereadores, para discutir soluções participativas outras que possam resgatar definitivamente o rio Ipanema e seus tributários. O encontro deverá acontecer no dia 21 a partir das nove horas no auditório da prefeitura.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2014/05/agripa-muda-calendario.html


Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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CÉU DE LUIZ (livro) - Tiago Santana & Audálio Dantas


O livro conta com o ensaio fotográfico realizado pelo fotógrafo Tiago Santana e os textos do jornalista e escritor Audálio Dantas.
O lançamento do Céu de Luiz, no Teatro Dragão do Mar, terá ainda a participação especial da Orquestra Filarmônica do Ceará, tocando clássicos de Luiz Gonzaga, como “Sabiá”, “Asa Branca” e “Assum Preto”.

Os Autores

TIAGO SANTANA, fotógrafo, atua desde 1989, desenvolvendo ensaios pelo Brasil e América Latina. Em 1994 recebeu a Bolsa Vitae de Artes com o projeto Benditos, livro homônimo publicado em 2000; e o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, em 1995. Em 2007 ganhou os Prêmios Conrado Wessel de Ensaio Fotográfico e APCA, pelo ensaio O Chão de Graciliano, livro realizado em parceria com o jornalista Audálio Dantas. Ganhou o Prêmio O Melhor da Fotografia no Brasil em 2007, 2008 e 2009. Em 2010 recebeu o Prêmio Porto Seguro Brasil de Fotografia. Tem trabalhos publicados em revistas e livros no Brasil e no exterior. Sua obra integra importantes acervos e coleções de fotografia. Em 2011 foi o segundo brasileiro a ter seu trabalho publicado na coleção de fotografia francesa Photo Poche. Organizou diversas exposições e festivais de fotografia no Brasil. É fundador da editora Tempo D'Imagem.

AUDÁLIO DANTAS, jornalista, escritor e autor de mais de 10 livros, entre eles, As duas guerras de Vlado Herzog (Grupo Record/Civilização Brasileira), Prêmios Jabuti (Câmara Brasileira do Livro) e Juca Pato (União Brasileira de Escritores); Tempo de reportagem (Leya); O menino Lula (Ediouro) e O Chão de Graciliano, com fotografia de Tiago Santana (Tempo d’Imagem), Prêmio APCA 2007. Fez a compilação do diário da escritora Maria Carolina de Jesus, resultando no livro Quarto de despejo, obra já traduzida para 13 idiomas. Atuou em diversas entidades profissionais e culturais. Em 1981 recebeu prêmio da ONU por seu trabalho na área de direitos humanos. É presidente da Comissão da Verdade, Memória e Justiça dos Jornalistas Brasileiros e diretor-executivo da revista Negócios da Comunicação.

FICHA TÉCNICA:
CÉU DE LUIZ
Editora Tempo d’Imagem e Edições Sesc São Paulo
Autores: Tiago Santana (fotografias) / Audálio Dantas (texto)
Textos de apresentação: Danilo Santos de Miranda e Gilberto Gil
INúmero de páginas: 156
Formato: 28 x 28 cm 

LANÇAMENTO DO LIVRO
Data: 15 de abril de 2014
Hora: às 19h30
Local: Teatro Dragão do Mar - Fortaleza-CE
Evento gratuito.

Mais Informações:
Editora Tempo d’Imagem
tempodimagem@uol.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. 
(85) 3261.2398

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana Kydelmir Dantas.

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Tempo de ganhar e de perder

Por Kydelmir Dantas

Na vida há estes dois tempos... Tempo de ganhar e de perder amigo(a)s.

Estou nessa faixa etária do segundo tempo... O de perder amigos de verdade.

Hoje, foi-se mais um JORGE de Soraia... Ou Jorge Queiroz, como era mais conhecido.

A quem aprendi a gostar pela amizade sincera e pelo sorriso fácil e largo.
Alegre em ter compartilhado alguns momentos em nossas vidas...  Faço minha oração silenciosa e triste, da despedida.

Que DEUS ilumine sua alma e dê força a sua esposa, filhas e netos... Extensivo aos demais parentes.

Kydelmir Dantas
MOSSORÓ - RN
Fone: (0xx - 84) - 3323 2307

Kydelmir Dantas é poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueana.

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INSTINTOS SELVAGENS OU SELVAGERIAS HUMANAS?

Por Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

De vez em quando - e nos últimos tempos com maior recorrência - a imprensa noticia fatos que são verdadeiras bestialidades humanas. Quando ameaçado ou atacado, é instintivo que o homem se defenda e até revide com violência. Contudo, não é próprio nem normal que aja com selvageria diante de situações que apenas lhe revolta ou causa indignação. Ao partir para ações de violência extremada logo demonstra um desvio comportamental que não é próprio de sua natureza.

Desvio comportamental ou não, verdade é que o instinto humano de defesa está ultrapassando os limites e o fazendo agir com requinte de crueldade. Nem ao instinto animal pode ser comparada, vez que a ação brutal deste obedece a regras de ataque e defesa, de situações que motivam a ação violenta na intensa e difícil luta pela sobrevivência. Assim, o instinto animal não é opcional, mas necessário. Muito diferente do que vem ocorrendo com a reação instintiva de parte da população.

Não pode ser considerado instintivo, senão como pura selvageria a covardia praticada por um grupo de moradores da cidade de Guarujá, no litoral paulista no início desse mês. Ali, algumas pessoas simplesmente resolveram fazer justiçamento contra uma mulher erroneamente acusada de estar tramando o rapto de crianças para fins de magia negra. Seu cerco e trucidamento sem a devida comprovação de culpa ou participação nos fatos servem apenas como um dos exemplos da brutalidade que vive oculta no homem.

Após a divulgação numa rede social de que uma mulher poderia estar atraindo crianças para a prática de rituais macabros, Fabiane Maria de Jesus, 33 anos, inocente, mãe de duas filhas, teve a infelicidade de ser apontada como a responsável pelos atos e linchada por populares. Apenas parecida com o retrato falado divulgado, ela caminhava em direção à sua residência com uma Bíblia à mão, foi cercada e sumariamente atacada com pontapés, paus e pedras, sofreu traumatismo e morreu no hospital. Contudo, não é um caso isolado.


Muitos outros casos podem ser relembrados, como os de supostos assaltantes amarrados em postes nas vias públicas. Apenas de cuecas, um jovem foi amarrado a um poste de energia elétrica e chicoteado por populares na cidade mineira de Ipatinga, em abril deste ano. Acusado de fazer parte de uma quadrilha, no final de janeiro um adolescente de 15 anos foi encontrado agredido a pauladas e acorrentado pelo pescoço também a um poste. Tal fato ocorreu no Rio de Janeiro. E são inúmeras as notícias de ocorrências assim, onde flagranteados ou acusados são alcançados pela população decidida pelo justiçamento.

Aliás, o termo justiçamento está na pauta do dia, nas atitudes da parcela da população que procura tornar hábito cotidiano o fazer justiça com as próprias mãos e sem qualquer direito de defesa. Antiga prática de tortura seguida de morte levada a efeito por pessoas que não tinham autoridade para decidir acerca da extrema condenação, o justiçamento foi ganhando novos contornos com a sensação de insegurança vivida pela sociedade. Desse modo, aqueles alcançados pela população em situação de flagrante ou por suspeita de alguma prática delituosa, se tornam alvo da ira dos revoltosos.

Geralmente sem procurar aprofundamento nos fatos, buscar a certeza da acusação ou simplesmente porque ficou comprovada a prática do delito, e diante da ausência dos agentes da segurança pública, a turba raivosa decide sumariamente e parte para a ação. E daí em diante o acusado passa a ser torturado, agredido de todas as formas e com as armas encontradas pelas pessoas, num verdadeiro ritual de linchamento. Outras vezes, como ocorreu com aqueles amarrados em postes, a intenção é apenas de ferir e deixá-los imobilizados nas vias urbanas como recados sangrentos.

As imagens dos rapazes amarrados aos postes, de roupas rasgadas, com os corpos lanhados e marcas de violência por todo lugar, faz recordar outras imagens que ainda hoje causam revolta e indignação nas pessoas. Quem não se recorda dos desenhos de Debret e outros artistas retratando o açoitamento dos escravos presos aos troncos, naqueles tempos da escravidão? Ora, as cenas de agora não são muito diferentes. E se as imagens ainda são utilizadas pelos professores para ilustrar as atrocidades praticadas contra os escravos, o que dizer agora diante das imagens retratando as mesmas cenas no mundo novo?

Noutras partes do mundo onde o apedrejamento de mulheres é até previsto em lei diante de determinadas condutas, as cenas geralmente provocam grande repulsa no mundo ocidental dito civilizado. Logo classificam como barbárie os castigos e clamam pelos direitos daquelas mulheres. Contudo, torna-se contraditório demais que pratiquem o mesmo noutras situações e com outros requintes de violência, e ainda pretendam ter como expressão de revolta social tais bestialidades.

Verdadeiramente, nem mesmo os animais ditos selvagens chegam a práticas tão extremadas. Em casos tais, a outra conclusão não se chega senão a de que o estado mais brutal e selvagem do homem volta a ser revelado em sua plenitude. E logo quando se acha plenamente civilizado.

Poeta e cronista
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