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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

A ENTREVISTA DE LAMPIÃO ao Sr. Demóstenes Martins de Andrade.


Poeta, escritor e jornalista que estava na cidade de TUCANO-BA, quando da passagem do rei do cangaço e, do seu bando...

Fonte da matéria: compilação do livro - Tucano - 150 anos de emancipação política do renomado escritor Rubens Rocha...






Fonte: facebook

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O JORNALISTA MELCHÍADES DA ROCHA...!


Foi um jornalista renomado tendo atuado em vários jornais do Rio de Janeiro, sobretudo no periódico "A NOITE", onde fez grandes coberturas.

A morte de Lampião em Angicos, em 28-07-1938 foi uma delas. Em face das várias matérias realizadas e, dos depoimentos colhidos, o grande jornalista escreveu o famoso livro "BANDOLEIROS DAS CAATINGAS", que se encontra esgotado a muitos anos, obra essa indispensável para os estudiosos do tema..

Fotos: Google

Fonte: facebook

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AULA COM O PROFESSOR JOSÉ ROMERO O CARDOSO - UERN







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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ - PARADA 01 - A INVASÃO DO CANTO DO FEIJÃO (PB)

Por Geziel Moura

Em sua obra, "Lampião e o Rio Grande do Norte: A história da grande marcha", o escritor Sérgio Dantas, aponta que o planejamento e o local de partida para o ataque a Mossoró (RN), ocorreram na Fazenda Ipueiras, na Serra do Diamante, do Coronel Isaías Arruda de Figueiredo, oportunidade em que, Virgolino, fora apresentado ao cangaceiro Massilon, cujo nome de batismo seria Macilon Leite de Oliveira (MEDEIROS, 2010), estava formado, portanto, o triunvirato, para o assalto a Mossoró.

Antigos trilhos da linha Fortaleza - Recife, a esquerda a casa de Raimundo Luiz

Na madrugada de 9 de junho de 1927, cerca de setenta cangaceiros, incluídos os grupos de José Leite de Santana (Jararaca), Sabino Gomes de Góis e João Vinte e Dois, iniciaram a grande marcha para Mossoró, todos a cavalo.

Vista do alicerce da estação e dos antigos trilhos

O primeiro desatino, ocorreu na mesma tarde do dia da partida, ao invadirem o lugar Canto do Feijão, hoje, Santa Helena (PB), naquele tempo, lugar pobre que cresceu ao lado da ferrovia Fortaleza - Recife, com pouquíssimas casas.

Aspectos atuais da cidade, hoje Santa Helena (PB)

Além do aspecto da trajetória lógica, a visita ao Canto do Feijão, apresentava outra motivação, o acerto de contas de Massilon, contra o inspetor de quarteirão do lugar, espécie de subdelegado, chamado Raimundo Luiz do Nascimento, que se envolvera, no Ceará, no assassinato de parente de Massilon.

 Casa de Raimundo Luiz do Nascimento (pouca modernizada)

Indiferentes aos pedidos de D. Rosinha, a esposa de Raimundo Luiz, a cabroeira começa o festival de torturas neste, a base de punhais. Ao ouvir as badernas promovidas pelos cangaceiros embriagados, Elizário, o ajudante do inspetor de quarteirão, com revólver em riste, se dirige a casa de seu superior, para ajudá-lo, sem obter sucesso, pois recebeu tiro de fuzil, colocando-o fora de combate.

Alicerce da antiga estação do Canto do Feijão (PB)

Finalmente, após o festival de torturas, açoites e perfurações, Raimundo Luiz do Nascimento é executado com três tiros: no olho, nuca e peito, configurando assim, os primeiros homicídios, durante a jornada para Mossoró.



Fotos: Geziel Moura
Fonte: facebook
Página: OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

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O “TRANCELIM” DO BEATO JOSÉ LOURENÇO

Por Sálvio Siqueira

No ano de 1936, o capitão José Bezerra, comanda uma ‘tomada’ pacífica no Caldeirão do Beato Lourenço.

Apesar de ‘pacífica’, o capitão José Bezerra, tido por ser um “(...) policial arbitrário e cruel” (Otacílio Anselmo, escritor cearense, oficial da polícia e contemporâneo do mesmo), ainda vemos no livro “(...)“O Padre Cícero – Mito e Realidade” – diz ter presenciado uma surra aplicada por aquele policial em um cabo da polícia dentro do quartel da capital(...)”. Fora o escritor, Nartan Macedo, o definir como “(...) um dos maiores bandidos autoridades que se teve notícias no Ceará. ”(lampiaoaceso.com), comete duas banalidades crucial para fins futuros tenebrosos.

O capitão queima os seios de uma seguidora do Beato, afim que a mesma lhe diga sobre o paradeiro do mesmo. Depois, o militar monta em Trancelim, cavalo do Beato José Lourenço. Taca-lhe as esporas e desce-lhe o chicote, na presença dos seguidores por muitas horas seguidas. Ao término do suplício de Trancelim, ele é colocado em um local para descansar, porém, o sofrimento prolongado retira suas forças e ele morre.

Havia duas ‘linhas’ seguidoras do Beato Lourenço. Aquela “teocrática e pacifista” do próprio José Lourenço e, aquela que, “sob a liderança político-militar de Severino Tavares, clamava-se pela vingança e a reconquista do Caldeirão”. Já que, nesse ínterim, eles se encontravam ocupando a Mata dos Cavalos.

Em 1937, aparece no quartel da PM de Juazeiro do Norte - CE, um cidadão por nome de Sebastião Marinho. O mesmo vem à procura do capitão José Bezerra. Este, ao saber, vai de encontro ao civil e pergunta-lhe do que se trata. O sertanejo, de mãos calejadas e pele queimada pelo sol causticante do semiárido, informa ao comandante militar que “(...) informou que suas terras haviam sido invadidas pelos fanáticos do Beato José Lourenço e que é conhecedor de um plano de Severino Tavares de invadir e saquear a cidade do Crato(...)”.(blog Ct.).

Capitão José Bezerra

Às vezes, por mais experiente que seja uma pessoa, sua ânsia de ação, seu desejo de ferir, matar, ser ou praticar crueldades, o faz perder o senso de perigo. Foi o que aconteceu ao capitão José bezerra.

Então o comandante forma uma volante composta por: 

1 - Capitão José Bezerra
2 - 1º Sargento Anacleto Gonçalves Bezerra
3 - 2º Sargento José Marcolino Brasileiro
4- 2º Sargento Marcelino
5 - 3º Sargento Jaime Olímpio Rocha
6 - Cabo Benigno Gomes
7- Soldado Raimundo Pereira
8 - Josafá Torquato Gonçalves
9 - Soldado José Dantas (Corneteiro)
10 - Soldado Eugênio Cesário da Silva
11 - Soldado Álvaro Gomes Bezerra”(blog Ct.)

Isso aos dez dias de maio do ano de 1937. Partem na carroceria de um caminhão que a prefeitura cedeu ao comando. Ao passarem pela cidade do Crato – CE, o capitão é alertado pelo “tenente João Lima, comandante do destacamento daquela localidade, sobre o pequeno número de soldados”. Sendo a segunda pessoa a dizer-lhe que seu contingente era pequeno, mas, tendo a mesma resposta do capitão ‘- “São suficientes.”

Ao se aproximarem do local, o capitão manda parar o caminhão, dar ordem para dois de seus comandados que o guarneçam e, com o restante dos homens, segue, a pé para o propriedade informada...

De repente, uma mulher aparece, como que do nada, vinda de dentro da mata, passa gritando e correndo. O capitão e seus homens, com receio que ela desse o alarma, partem atrás dela que as pernas batiam na bunda...

De repente, quando a pequena tropa, comandada pelo capitão José Bezerra, se ver cercada por muitos ‘fanáticos’ do Beato, armados de foice e toras de pau...

Em pouco tempo, comandante e comandados estão com seus corpos no solo árido, quente e, naquele momento, regado por seus sangues...

Isso tudo por que, segundo os seguidores fanáticos do Beato José Lourenço, tinham a convicção de que ele, “ ao morrer(...) subiria aos céus montado no Trancelim(...)”.

Fonte Blog lampiaoaceso.com
Foto Blog Ct.
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PS// imagem do animal meramente ilustrativa.

Fonte: facebook

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PRESENTE DE NATAL

Por Rangel Alves da Costa*

O período natalino sempre chega envolto a múltiplas simbologias. Além do nascimento do menino na humildade da manjedoura, também o renascimento das esperanças. Uma época de reflexões, de entristecimentos e alegrias, de reencontros e revivências. Uma época em que os sentimentos são mais aflorados, as recordações ressurgem com mais pujança e as promessas aliviam as angústias pelo não realizado.

Certamente um momento diferente na vida de cada pessoa. Dificilmente um ser humano que não se sinta, um pouco mais ou um pouco menos, sensibilizado pelo clima próprio do período natalino. As luzes, os enfeites, as canções e as expectativas de confraternização, além do reencontro com o sentido da fé e da religiosidade, tudo isso reflete no íntimo do indivíduo e quase sempre o torna mais humano, compreensivo e afetuoso.

Mesmo que o Natal de agora vá sendo vivenciado de modo muito diferente de outros tempos, algumas características próprias desse momento continuam sendo observadas. Diminuiu-se a significação religiosa advinda com a data, bem como seu sentido de nascimento e renascimento da vida, mas o seu costume de confraternização continua, mesmo que também em menor importância. Talvez muito mais pelo desejo de se distanciar dos dias passados e reencontrar esperanças no ano vindouro.

Mas os tempos estão difíceis e confraternizar implica em participar, em compartilhar, em doar e receber. No mundo consumista como o atual, confraternizar não se satisfaz com um abraço, com um reencontro, com sinceros desejos de paz, saúde, felicidade. Requer muito mais. Sempre implica em muitos gastos, indo desde a ceia aos presentes. Mesmo o bolso vazio e as contas em atraso, não há como deixar de sentir necessidade de comprar um presentinho ou outro. E sempre surge uma lista imensa de pessoas que merecem ser recordadas neste período do ano.

Ao pensar em presentes, em roupas, joias, perfumes, tecnologias e tudo o mais, a pessoa sempre imagina a outra pessoa se ajustando ao número, a forma ou a cor. E assim porque as relações materialistas impedem pensar diferente. Dificilmente alguém pensa em fazer diferente, em, por exemplo, presentear sem objeto de uso pessoal. Presentear o amigo com uma muda de planta, com uma flor e não com um buquê, um saquinho com sementes de árvores frutíferas, com uma fruta colhida no quintal. Não faz assim porque o modismo irrompe como a negação dos sentimentos. Daí a certeza que a pessoa presenteada irá gostar de um perfume e não de um Salmo escrito à mão.


Nesta perspectiva materialista, ou de puro capitalismo, as coisas simples e singelas acabam perdendo significação. Na verdade, ou se atende às expectativas do presenteado - que sempre deseja algum modismo utilizável - ou se corre o risco de se arrepender por ter imaginado que a pessoa se sentiria feliz com um poema escrito numa folha seca. A pessoa até recebe, abraça, diz que está muito feliz pela lembrança, mas por dentro maldiz aquela infeliz ideia. Ora, queria um smartphone de última geração.

Ainda assim, qual o melhor presente de natal? Eis uma pergunta recorrente nesta época do ano. Todos desejam presentear e ganhar presentes. Mais do que em qualquer outro instante, o final de ano aumenta o desejo de ter e compartilhar um pouco mais de alegria. E um presente, ainda que singela lembrancinha, sempre é recordado como síntese de reconhecimento e amizade. Mas qual o melhor presente?

Depende de quem vai receber ou da intencionalidade daquele que deseja presentear. O mundo certamente amaria ser lembrado com um buquê de paz, de fraternidade, de afeto entre os povos. A vida certamente se encantaria com uma prenda adornada de respeito, de conscientização, de senso de preservação humana e ambiental. O planeta agradeceria o respeito às florestas, às nascentes e aos leitos dos rios, mares e oceanos. A existência humana se sensibilizaria em ser presenteada com menos violência, menos sangue jorrando, menos mortes.

Como caindo dos céus, verdadeira dádiva divina, o sertão nordestino se encheria de alegria com menos estiagens, com menos sofrimento causado pela terra seca e a panela vazia, com menos angústia pela moringa sem água e sem submissão às humilhantes esmolas. E o sertanejo, cuja humildade o torna grato por qualquer atenção, se encheria de orgulho e prazer acaso fosse presenteado com o devido respeito pelas autoridades públicas. Não deseja receber além do que humanamente lhe é devido desde os tempos mais antigos.

Pelo mundo afora, onde crianças e velhos continuam morrendo sedentos e famintos, não haveria presente melhor que o pão do hoje e do amanhã, e, mais que isso, a contínua resolução de problemas que secularmente afligem tribos, comunidades e nações inteiras. Os meninos de rua desejariam receber a rua como caminho e não como cama e travesseiro. Os moradores de barracos de lata e papelão demonstrariam um contentamento infindo acaso recebem mais que esmolas e promessas: o direito à dignidade, e esta com moradia e emprego.

Aquele que está no leito hospitalar ou na solidão de seu quarto, sempre sente uma simples visita como o melhor presente do mundo. E tudo precisa de prece e de oração. Uma invocação pelo homem e pela vida. Eis a mais bela flor que pode receber a humanidade. E ela precisa demais de um presente assim neste Natal.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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CONVITE - PARQUE CULTURAL REALIZA FESTA EM HOMENAGEM AOS 103 ANOS DO GONZAGÃO


A Diretoria do Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Comunidade São Francisco, São João do Rio do Peixe-PB, tem a subida honra de convidar para participar das comemorações dos 103 ANOS DE NASCIMENTO DE LUIZ GONZAGA, no dia 17 de dezembro – 2015.
PROGRAMAÇÃO OFICIAL
Dia 17 de dezembro de 2015:
18h00 – Sessão Solene da Câmara de Vereadores, no Parque Cultural “O Rei do Baião”, para a entrega dos Títulos de Cidadania aos senhores:
 Juiz de Direito Onaldo Rocha Queiroga, produtores culturais Kydelmir Dantas e Júnior José Vieira, e sanfoneiro João Januário Maciel (Joquinha Gonzaga), sobrinho de Luiz Gonzaga;
21h00 – Lançamento do livro “O Encontro dos Parques”;
22h00 – Festa dançante com a Banda Bole-Bole.

Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural “O Rei do Baião”


Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

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SEU VENÍCIO PERREIRA NEVES ESTÁ COMPLETANDO 91 ANOS DE IDADE

Por Venício Feitosa Neves

Já escrevi sobre muitos antepassados, porém o dia de hoje, representa um momento aguardado por muitos anos, o aniversário de 91 anos de idade do grande Patriarca 

Venício Pereira Neves

VENÍCIO PEREIRA NEVES, nascido no dia 10 de dezembro de 1924, na Cidade de Belmonte-PE, filho de Crispim Pereira de Araújo (Ioiô Maroto) e Dona Generosa Neves Pereira, chegou aos Inhamuns (Cococi) no ano de 1928. 

Segundo Valdenor Neves Feitosa, neto de Crispim Pereira de Araújo, o Ioiô Maroto, quem está a direita de seu avô é Raimundo Neves Pereira, nascido em 12 de setembro de 1935, em Parambu-CE, conhecido como “Edmundo” e filho de Ioiô. Sentado no seu colo está o seu neto Dario, e à a sua esquerda se encontra a sua filha caçula, Francisca Neves Pereira. Esta foto foi tirada, na década de 40, do século XX, na fazenda Malhada, Município de Parambu, nos sertões dos Inhamuns, Estado do Ceará, próximo a fronteira com o Piauí. Agradeço a Valdenor Neves Feitosa pela informação e a Ivanildo Silveira pela foto.- http://tokdehistoria.wordpress.com/

Esse patriarca é um grande orgulho de nossa grandiosa família, sua vida sempre foi pautada de respeito, moralidade e bons costumes. Parabéns Meu pai, tenho a honra de herdar o seu nome. Felicidades! Um grande Abraço. Weide Guedes Neves, Sean Guedes, Júlia Guedes Feitosa Neves.

Autorizado pelo autor Venício Feitosa Neves filho do aniversariante Venício Pereira Neves

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"VISITAÇÕES" DO BANDO DE LAMPIÃO OU PARTE DESTE, NOS LUGARES A CAMINHO DE MOSSORÓ

Por Geziel Moura

A sequência que propus, até agora, das "visitações" do bando de Lampião ou parte deste, nos lugares a caminho de Mossoró foram os seguintes: Canto do Feijão, Fazenda Baixio, Fazenda Nova, Fazenda Bom Jardim, Fazenda Aroeiras, Sítio Panati. Esclareço, que esta rota, embora aparenta ser linear, não se deu, necessariamente, dessa forma, na medida em que, poderia ocorrer incursões, dos cangaceiros, em outros lugares, estou tentando estabelecer uma sequência lógica, dos principais pontos, em função dos livros e dos locais em que estive, perseguindo, ainda, narrativa pouco maçante, de acordo com os padrões "facebookianos".


Feito os esclarecimentos, necessários, continuemos com a saga...Após deixar o Sítio Panati, a cabroeira atacou o vizinho sítio Cajueiro, realizando o de sempre, roubos e ameaças, infelizmente, tal sítio, não existe mais.

Foto 1: Aspecto atual do Sítio Caiçara. - Todas fotos foram flagradas por Geziel Moura

Em ato contínuo, eles alcançaram a Fazenda Caiçara de Francisco Tomaz de Aquino, prenderam sua esposa e levaram, joias, medalhas, roupas e arreios. Lampião estava cismado, com a presença de militares, na Vila Vitória, próxima ao sítio, e o cego estava certíssimo em sua intuição, pois chegara na vila a tropa do Ten. Napoleão de Carvalho Agra, que sem mais delongas, realizou alistamentos de voluntários que desejassem incorporar a tropa da Polícia Militar do RN.

Foto 2 e 3: Lugar do combate, ao longo deste açude (não existia) e do sopé da serra. - Todas fotos foram flagradas por Geziel Moura

Voltemos um pouco no tempo, pois este movimento na Vila Vitória, se deu quando os cangaceiros estavam, ainda, na Fazenda Aroeiras, sendo a ideia original atacá-los por lá, só que o ilustre comandante precisava de caminhões para transportar, e aguardava tal veículo para a missão. A saída foi delegar ao cabo, do destacamento da Vila, João Porfírio da Silva, o início da tarefa com parte dos homens, enquanto ele aguardaria o caminhão (esperto não?), o cabo contrariado alertou: "Vocês vão, mas se toparem com Lampião vocês correm e não briguem", ironicamente o soldado José Monteiro de Matos pensava alto: " Eu morro, mas não corro".

Foto 2 e 3: Lugar do combate, ao longo deste açude (não existia) e do sopé da serra. - Todas fotos foram flagradas por Geziel Moura

O alívio foi geral com a chegada dos caminhões, com o resto da tropa, uma hora depois, da saída do primeiro grupo, em Aroeiras.

Foto 4 e 5; Monumento erigido, em memória do soldado José Monteiro da Matos, morto no combate de Caiçara. - Todas fotos foram flagradas por Geziel Moura

Os cangaceiros não estavam distante, de fato, a Fazenda Aroeiras fica perto da Caiçara, local onde ocorreu o encontro e o grande combate, a fuzilaria foi grande, os cangaceiros mais municiados levaram vantagens, culminando na retirada aloprada da polícia, por baixo de chumbo.

Foto 4 e 5; Monumento erigido, em memória do soldado José Monteiro da Matos, morto no combate de Caiçara. - Todas fotos foram flagradas por Geziel Moura

Após a fuga, começaram a busca na "área de guerra", da parte dos cangaceiros foi morto Patrício de Souza, o Azulão e muito ferido o jovem cangaceiro "Cordeiro", mais adiante, encontraram agonizando, o soldado Monteiro, o mesmo da promessa de não correr, Coqueiro, tomou-lhe o fuzil, disparou várias vezes e arrematou com diversas punhaladas, além de coices de armas que lhe afundou o crânio. Assim, cumpriu o soldado José Monteiro de Matos, sua promessa.

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS PROMOVE COLÓQUIO SOBRE QUESTÕES ÉTNICAS NO NORDESTE


O Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB), vinculado ao Departamento de Ciências Sociais e Políticas (DCSP), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) promovem na cidade de Mossoró o 7º Colóquio sobre Questões Éticas no Nordeste Brasileiros, que tem como tema central “(Re)produção e Expressão de Preconceitos e Discriminação Étnico-Racial nos Meios Midiáticos.” O evento teve a sua abertura na noite da segunda-feira (07/12) com as palestras do Prof. Emanuel Freitas (UFERSA) e Prof. Pedro Henrique Filgueira (UFRN), que dissertaram sobre o tema principal para a plateia no auditório da FAFIC, Campus Central.

A Profa. Ana Maria Moraes, uma das coordenadoras do evento, disse que essa discussão sobre a temática do preconceito racial já vem sendo discutida há alguns anos, tendo em vista que esta é a sétima edição do colóquio promovido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros, que envolve a questão de preconceito já teve algum avanço no Brasil. Ana Moraes disse que a atual edição vem discutindo a questão da produção e reprodução das questões do preconceito na mídia.

Segundo a professora, a presença do negro na mídia, especialmente na televisão, apresenta sempre a sua subalternidade na representação de motorista, porteiros, garçons, empregadas do lar e outros papéis sociais sempre sem a importância do protagonismo. Ela disse que o combate ao preconceito reproduzido através de subterfúgios deve ser combatido nas discussões de forma clara e aberta na educação e falou da Lei 10.639/03, que institucionalizou o estudo da cultura ético-racial, bem como a história da África, que até o momento foi totalmente implementada.

Ana Moraes disse que o Brasil passa por uma onda de conservadorismo muito grande que está impondo retrocessos e citou o exemplo de Mossoró, que chegou ao absurdo de proibir as questões de gêneros nas salas de aula através da aprovação de uma lei na Câmara Municipal. Ela disse que em outras cidades estão sendo reproduzidas as expressões colocadas no Plano Nacional de Educação, que apenas se limitou a falar em estudos das diversidades.

Programação – O Colóquio apresenta em sua programação para a terça-feira a realização de minicursos nos turnos matutino e vespertino e à noite, a partir das 19 horas, uma oficina de turbante, que tem como objetivo incentivar as questões culturais e de costumes da cultura afro-brasileira. Na quarta-feira pela manhã, acontecerá a continuação de minicurso e, às 10 horas, a Mesa Dialogada sobre o tema “Multiculturalismo e identidade: desafios e perspectivas para repensar a cultura escolar”, com os professores Ady Canário e Luiz Gomes da Silva Filho (UFERSA) e Maria do Socorro dos Santos (UERN), sob a coordenação da Profa. Eliane Anselmo da Silva (UERN).

No turno noturno, acontecerá a mesa de encerramento sob o tema “A questão indígena no Nordeste Brasileiro e a relação conflituosa com a mídia”, que terá como coordenador o Prof. Elcimar Dantas Pereira (UERN) e como debatedores o professor da UERN, Lemuel Rodrigues da Silva, e a jornalista Izaíra Thalita da Silva Lima e o representante da Comunidade Indígena do Catu, Luiz Katu.

Foto: Ivanaldo Xavier

Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do cangaço José Romero de Araújo Cardoso

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CONTEÚDO CULTURAL

Por Pedro Nunes Filho

Cariri Cagaço é um blog que possui um conteúdo cultural muito valioso. Sem ele, parte da nossa história regional haveria de desaparecer e nunca mais seria recuperada. À medida que as antenas parabólicas levam para dentro das casas dos sertanejos que moram nos recantos mais longínquos, e por isso mesmo eles são detentores de traços culturais primitivos reveladores das nossas origens ibéricas e da influência judaica, esses valores de fora não haverão de se sobrepor aos nossos, se divulgarmos, como o Cariri Cangaço faz, o que temos de singular. Além de neutralizar essa influência de culturas distantes, esse esforço cultural cria um senso de pertinência sem igual. As pessoas passam a valorizar e ter orgulho do que é nosso.

"Eu nasci aqui e aqui é minha terra. O lugar onde aprendi a cultivar os valores que compõem a minha personalidade."" 

Quando escrevi o livro GUERREIRO TOGADO procurei ir fundo na pesquisa, li muitos autores antigos, entrevistei muita gente que se foi e que valiam um tesouro. Mais que um livro que trata de um aspecto da história do Cangaço, é um modesto esforço de preservação cultural.

Pedro Nunes Filho
Pesquisador e Escritor
Autor de "Guerreiro Togado"

http://cariricangaco.blogspot.com
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PERSONAGENS DA HISTÓRIA CANGACEIRA DURVAL ROSA

Por Geraldo Júnior

Durval Rosa irmão do coiteiro Pedro de Cândido, foi uma das principais testemunhas oculares dos acontecimentos que sucederam a morte de Lampião e parte de seu bando, no dia 28 de julho de 1938.

Erroneamente muitos citam esse personagem como coiteiro, o que eu particularmente descarto, pois Durval Rosa na época do ocorrido era apenas um adolescente e não fazia outra função se não a de fazer pequenos serviços e "mandados", cabendo a função de coiteiro à seu irmão Pedro de Cândido que era quem realmente acobertava e dava proteção ao bando de Lampião, nas terras da Fazenda Angico, na época pertencente ao município sergipano de Porto da Folha, atualmente pertencente ao município de Poço Redondo.

Deixando claro que essa é uma opinião pessoal, baseada no envolvimento do personagem com a história pesquisada e escrita.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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O MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ ABRIRÁ SUAS PORTAS SÁBADO DIA 12-12-2015

Por Benedito Vasconcelos Mendes

O fundador e diretor do “MUSEU DO SERTÃO” professor Benedito Vasconcelos Mendes comunica aos mossoroenses e as regiões adjacentes que, no próximo sábado, dia 12 de dezembro de 2015, de 7:00 às 12:00 horas, o MUSEU DO SERTÃO estará com as suas portas abertas para visitas.


São mais de 5.000 peças para os seus olhos verem, alojadas em 11 galpões, na FAZENDA RANCHO VERDE, na estrada de Alagoinha. Leve toda família para visitá-lo.


Para maiores informações entre em contato como o diretor do museu através deste Gmail:

beneditovasconcelos@gmail.com

Desde já gradece a sua visita!

Benedito Vasconcelos Mendes

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MOSSORÓ NAS ONDAS DO RÁDIO - DOCUMENTÁRIO

https://www.youtube.com/watch?v=VbbL3Lbpdq4&feature=share

Publicado em 7 de fevereiro de 2015

Trabalho produzido por alunos do curso de Comunicação Social com habilitação em Radialismo - UERN. Apresentado como conclusão da disciplina História da Comunicação do Prof. Ivan Coelho. Uma produção que resume em pouco menos de 20 minutos a história do rádio em Mossoró. Destacando as primeiras emissoras e os grandes nomes que marcaram a história.

Direção e roteiro: Kataiano Alencar
Imagens e edição: Delano Lênin
Assistentes de direção: Xismênia Maia e Guilherme Gadelha
Entrevistas: Danielly Medeiros, Luiz Guilherme, Matheus Fernandes e Marcos Santos
Fotografia: Estephany Fernandes
Produção: Cinthya Castro, Felipe Henrique, Frank Bruno, Taynara Martins, Yuri Nogueira e Ismael Carlos

Trilha: O ébrio (Vicente Celestino) / Alô Fevereiro (Roberta Sá)
Sanfona: Cláudio Pereira
Narração: Emanuela de Sousa
Participação: Lalauzinho de Lalau

CLIP FINAL:
Música: Mossoró nas ondas do rádio
Composição: Artur Soares
Estúdio: Paulinho
Produção do vídeo: Delano Lênin
Assistente de produção: Guilherme Gadelha
(MÚSICA GRAVADA PARA O DOCUMENTÁRIO)
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