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segunda-feira, 4 de julho de 2011

O cangaço em Flores, PE.

Sobrinha de membro da Volante fala do encontro com Lampião.


Com tantas evidências,
município busca integração na Rota do Cangaço.
         
            Na busca de provar a passagem de Lampião e seu bando no município de Flores, fomos até a casa de Maria Severa da Conceição, conhecida na localidade por Maria Grande. 94 anos. Dona Maria ganhou o apelido ainda jovem, no tempo do cangaço e nos revelou  o porque do apelido , como também do seu encontro com o cangaceiro e como seu tio,  Pedro Ferreira (Paisano), teria matado Livino Ferreira, irmão de Lampião.

Confira o vídeo,
reportagem de Alberto Ribeiro:



Pescado em:  Flores, PE.net

Extraído do blog: "Lampião Aceso",
do amigo Kiko Monteiro

Quem pesquisa, acha!!!

MUSEU DO CANGAÇO/SERRA TALHADA-PE
           
             Nesse Museu, funciona o CEPEC. Guarda o mesmo, vasto material sobre o cangaço (fotos, objetos, livros, armas e utensílios etc..), sendo administrado pela Fundação Cabras de Lampião.
            Veja a ousadia do visitante, ao tirar uma foto, como cangaceiro. Pode!!!

              
            Vista, ao fundo, da "SERRA TALHADA", que deu origem à cidade do mesmo nome, antiga "VILA BELA", localizada no Sertão Pernambucano. Logo abaixo da Serra, vê-se, a magnifica cidade.

O rei Lampião
            
             No Sítio Passagem das Pedras, situado há aproximadamente 45 Km de Serra Talhada ( antiga VILA BELA), nasceu no dia 07 de julho de 1897, VIRGULINO FERREIRA DA SILVA (LAMPIÃO), filho de José Ferreira da Silva e Maria Sulema da Purificação.



09/01/2008 Publicada por Ivanildo

Extraído do blog: "Fotoblog", do próprio autor deste artigo,
Doutor Ivanildo Alves da Silveira

Vida e morte de Lampião

Por: José Mendes Pereira

            Virgulino Ferreira da Silva, vulgarmente chamado   Lampião, ou capitão Lampião. Uma das versões a respeito de sua alcunha "Lampião" é que ele modificou um fuzil, possibilitando-o a atirar mais rápido, sendo que sua luz lhe dava a aparência de um lampião.
Vida de Lampião

              Virgulino nasceu no dia  4 de Junho de 1898, na cidade de Vila Bela, atual Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Dos filho de José Ferreira da Silva e dona Maria Sulena da Purificação, ele era o  terceiro filho.


Retrato da família Ferreira tirado em Juazeiro, em 1926. Lampião está à direita, seu irmão Antonio à esquerda. Em pé, no meio, João, o único irmão Ferreira que não entrou para o cangaço. Ezequiel Ferreira, o irmão mais moço, está à direita de João. João está com a mão no ombro de sua mulher. As outras senhoras são irmãs dos rapazes. Os outros no grupo são primos. Foto liberada por João Ferreira. Propriá.

           Sua família travava uma disputa mortal com um fazendeiro chamado Zé Saturnino, até que seu pai foi morto em confronto com a polícia em 1920. Virgulino jurou vingança e, ao fazê-lo, provou ser um homem extremamente violento. Ele se tornou um criminoso e foi incessantemente perseguido pela polícia, a quem ele chamava de macacos.

O fazendeiro Zé Saturnino - inimigo número "1" de Lampião
         
            Durante mais de 20 anos, percorrendo e invadindo vilas, cidades e fazendas,  ele viajou com seu bando de cangaceiros, às vezes a pé, às vezes a cavalo, fortemente armados usando roupas de couro como: chapéus, sandálias, casacos, cintos de munição e calças para protegê-los dos arbustos com espinhos típicos da caatinga.

Esquadrão de Lampião
             
              Era um bando que cruzava os sertões com armas roubadas da polícia e unidades paramilitares como a espingarda Mauser militar e uma grande variedade de armas pequenas como rifles Winchester, revólveres e pistolas Mauser semi-automáticas.
              Lampião foi acusado de atacar pequenas fazendas e cidades em sete Estados, além de mortes e roubos de gado, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e saques.

Maria Bonita e o cangaceiro Candeeiro

           Lampião foi o grande felizardo, quando Maria Gomes de Oliveira, conhecida no mundo inteiro por  Maria Bonita, juntou-se ao seu respeitado bando de cangaceiros no ano de 1930. Assim como as demais mulheres do grupo, vestiam-se como cangaceiros e participou de muitas das ações do bando.
           Consta à literatura lampiônica que a única sobrevivente de quatro gravidez de Maria Bonita, apenas uma conseguiu vir ao mundo, A Expedita Ferreira Nunes,  tendo  nascida em 13 de Setembro de 1932. Há ainda a informação controversa de que eles tiveram mais dois filhos:

Expedita Ferreira Nunes

             Dias antes do dia 28 de Julho de 1938, o bando montou o seu coito  na fazenda Angico, situada nas terra de Poço Redondo, no Estado de Sergipe,  lugar onde Lampião se sentia seguro e longe e difícil acesso aos seus perseguidores.  Ao anoitecer uma chuva deu início, e os cangaceiros  dormiam aproveitando aquele frio em suas barracas. 

Volante de João Bezerra

               A volante chegou no maior silêncio  que nem os próprios cães do bando de cangaceiros sentiram a presença de estranhos em volta do coito.  Por volta das 5:15 do dia 28, a maioria dos  cangaceiros já havia se levantado. Lampião deu início ao oficio de Nossa Senhora. Mas quando cuidavam de tomar café, já era tarde demais, as volantes deram início ao mais horroroso tiroteio já visto nas caatingas da Grota de Angico.
               Não se sabe ao certo quem os traiu.  Uns afirmam que foi Pedro de Cândido, um dos mais confiados coiteiros de Lampião. Outros afirmam que o acontecido, havia chegado a hora do rei do cangaço, deixar sua arma para sempre. Nenhum tiro foi disparado pelos cangaceiros, apenas receberam os estilhaços de balas naquele momento. 
              Não há quem se livre de balas vomitadas por metralhadoras. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam empreender qualquer tentativa viável de defesa.
              
11 cabeças de cangaceiros abatidos
          
           O ataque aos malfeitores não durou mais do que  vinte minutos, e poucos conseguiram escapar ao cerco e a morte, ficando onze cangaceiros estirados sobre as pedras do acampamento.
           Lampião foi um dos primeiros a perder sua estimava vida. Logo em seguida, Maria Bonita, que já ferida,  foi degolada viva.
           Satisfeitos com a missão cumprida, e se sentindo vitoriosos,  os policiais apreenderam os bens e mutilaram os mortos. Apreenderam todo o dinheiro, o ouro e as jóias.

Força volante alagoana diante dos mortos na grota

            A força volante decepou a cabeça de Lampião. Maria Bonita ainda estava viva, apesar de bastante ferida, quando foi degolada. O mesmo ocorreu com Quinta-Feira, Mergulhão (os dois também tiveram suas cabeças arrancadas em vida), Luís Pedro, Elétrico, Enedina, Moeda, Alecrim, Colchete (2) e Macela. Um dos policiais, demonstrando ódio a Lampião, desfere um golpe de coronha de fuzil na sua cabeça, deformando-a; este detalhe contribuiu para difundir a lenda de que Lampião não havia sido morto, e escapara da emboscada, tal foi a modificação causada na fisionomia do cangaceiro.
           
Volante alagoana posando com 
a cabeça de Lampião ao centro

            Após de todas  as cabeças separadas dos corpos, foram colocadas em latas de querosene, que dentro tinha aguardente e cal.   Os corpos mutilados e ensanguentados foram deixados a céu aberto, atraindo urubus. Para evitar a disseminação de doenças, dias depois foi colocada creolina sobre os corpos. Como alguns urubus morreram intoxicados por creolina, este fato ajudou a difundir a crença de que eles haviam sido envenenados antes do ataque, com alimentos entregues pelo coiteiro traidor.
             O coronel João Bezerra orgulhoso por ter vencido o bando de cangaceiros, fez exibição  das cabeças, e por onde passava, atraiu uma multidão de pessoas. Primeiro, os troféus estiveram em Piranhas, onde foram arrumadas cuidadosamente na escadaria da igreja, junto com armas e apetrechos dos cangaceiros, e fotografadas. Depois foram levadas até a Maceió, como prova de heroismo dos policiais.

Grota de Angico
             
            Finalmente os reis do cangaço "Lampião" e  "Maria Bonita" estavam mortos. Na Grota que muitas vezes lhes deram prazer, divertimentos, confidências, jogos de cartas, bailes, ninguém mais foi testemunha do horroroso ataque aos que ali estavam presentes.
            Os policiais estavam com cede de vingança, ambição pelas riquezas daqueles malfeitores, pelas jóias que reluziam entre as poucas árvores que ali tentavam esconder os famigerados cangaceiros. Árvores que sem dúvidas, sofreram ataques quantos os asseclas. Algumas ficaram pipinadas de malditas balas que saiam daquelas vingativas armas, dominadas pelos pensamentos poluídos dos seres humanos.  Foi um massacre impiedoso e no momento exato.  
            Se os bens dos cangaceiros eram valiosos, muito mais seriam as patentes  dadas aos poderosos sargentos e tenentes. Ouro reluz e patente engrandece o homem.


Fonte de pesquisa:

Wikipedia

Certidão de óbito do cangaceiro Corisco

Por: Ivanildo Alves da Silveira


Xerox da certidão de óbito do cangaceiro Corisco

 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:   
           
           1º. - Certidão de óbito lavrado em: 27 de maio de 1940;     
           2º. - Data e hora da morte: 25 de maio de 1940, às 17:00 hr;
           3º. - Local: Outrora, Cidade de Djalma Dutra. Hoje Miguel Calmon-BA;
           4º. - Profissão:  Bandido (Ora, não existe essa profissão no Ministério do Trabalho...) rsrsrsrs;                  
           5º. - Estado Civil: Solteiro - Errado - Corisco era casado no religioso com Dadá;
                           



              6º. - Que deu como causa da morte: Tiros de metralhadora no abdomem (errado - esse foi o meio - A morte se deu devido a anemia aguda, choque hipovolêmico; lesões de grandes vísceras...etc...           
          7º. - Não teve assistência médica...
          8º. - Enterrado no Cemitério da Consolação da cidade de Miguel Calmon-BA.

 
Um abraço a todos
IVANILDO SILVEIRA
Pesquisador e colecionador do cangaço
Membro da SBEC

domingo, 3 de julho de 2011

Nobres ações de um vaqueiro da história... 

Por: Ivanildo Silveira


Moreno e Durvinha Descanso eterno e digno.

             A cangaceira "DURVINHA" nasceu no dia 08 de Dezembro de 1915 e faleceu no dia 28 de junho de 2008, em consequência de hipertensão intracraniana e AVC hemorrágico. Foi enterrada na cidade de Belo Horizonte.

              Atendendo sugestão de:

Neli,

filha de Durvinha, no dia 03 de maio de 2010, tivemos a ousadia de escrever uma carta, ao Prefeito de Belo Horizonte, nos seguintes termos:
             
              Natal, 03 de maio de 2010
      Excelentíssimo Senhor Prefeito Dr. Márcio Lacerda,
            Levo ao conhecimento de Vossa Excelência, que a famosa cangaceira JOVINA MARIA DA CONCEIÇÃO SOUTO, conhecida nacionalmente por “DURVINHA”, a qual morou, por muitos anos na cidade de Belo Horizonte, com seu companheiro, também cangaceiro “MORENO “ (ainda vivo c/ 100 anos, sofrendo de graves problemas de saúde e, passando dificuldades financeiras) encontra-se sepultada no Cemitério da Consolação, Quadra 03, sepultura 547 da Prefeitura de Belo Horizonte/MG.


             A filha do casal de cangaceiros, Sra. NELI MARIA DA CONCEIÇÃO, (Fone: 031-34342186), a qual é funcionária dessa Prefeitura, há muitos anos, sendo lotada na área de saúde da UPA Norte, deseja construir “UM TÚMULO“ para sua querida mãe “DURVINHA“, mas não tem condições financeiras para tal desiderato, uma vez que ganha pouco.
         Considerando que DURVINHA, foi uma cangaceira de expressão nacional, a exemplo de “DADÁ”, mulher do cangaceiro CORISCO, a qual foi agraciada, ainda em vida, com o título de cidadã de Salvador/BA, além da concessão de uma pequena aposentadoria, através de projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal daquela cidade;

         
            Considerando que os familiares de DURVINHA, não possuem condições financeiras de arcarem com as despesas para a construção de um TÚMULO, sem se privarem de suas necessidades básicas;
             Considerando que a cangaceira DURVINHA tem seu nome marcado na história do cangaço nacional, como uma personagem, querida e amada por todos os pesquisadores/historiadores e admiradores da cultura cangaceirística;
             Considerando o senso de justiça de Vossa Excelência, bem como, o ato de misericórdia que lhe é invocado, em nome dos familiares da cangaceira DURVINHA, em nome dos pesquisadores/estudiosos do cangaço, vimos solicitar os préstimos dessa PREFEITURA de Belo Horizonte/MG, no sentido de custear as despesas com a CONSTRUÇÃO DE UM TÚMULO para a cangaceira DURVINHA, a fim de preservar a memória dessa famosa personagem da cultura cangaceira em nosso pais.
             Caso, o túmulo não possa ser feito no Cemitério da Consolação onde o corpo está enterrado, a família não se incomoda, que seja feito em outro local.
             Desde já, agradecemos, antecipadamente, o deferimento do pleito, acima solicitado. Maiores informações sobre o assunto em tela, poderão ser colhidas com a Sra. NELI (filha de Durvinha), nos telefones, acima citados.

              
                Atenciosamente,

IVANILDO ALVES DA SILVEIRA
Promotor de Justiça/Natal-RN
Colecionador/Estudioso do cangaço
Membro da Soc. Bras. de Est. do cangaço.

 No dia 25 de Maio de 2010, recebemos o seguinte recado de "NELI"
            
            "Querido amigo, estou aqui transbordando de felicidade, pois acabei de ser informada que a sepultura da mãe-DURVINHA foi aprovada. Agora melhor ainda pois o túmulo não será apenas para Durvinha... e sim para Moreno e Durvinha, será construido um jazigo para os dois no cemitério da saudade. O senhor Luiz Gustavo Góis vai nos procurar para todos os trâmites. Obrigada mais uma vez de coração pela força". 
              Conforme visualização, logo abaixo, no dia 30 de Abril de 2011, foi publicado no Diário Oficial do município de Belo Horizonte, o ato em que perpetua um túmulo, no cemitério da saudade, para a pessoa de Maria da Conceição Souto, conhecida nacionalmente, como a "cangaceira Durvinha " . 

  
3 Flagrantes da solenidade de entrega do Jazigo




Neli e Adriane - (chefe gabinete do Prefeito de BH)
Vamos a um dos muitos exemplos de vida que o casal de ex-cangaceiros transmitiram aos seus herdeiros.

  
           Hoje estou aqui para agradecer meu querido amigo Ivanildo, por ter me ajudado nesta luta da construção do túmulo dos meus pais... e quero também agradecer todos meus amigos desse Blog que sempre me apoiaram e torceram por essa vitória! Há todos o meu muito obrigada de coração!!! Gostaria de deixar bem claro para alguns membros que enxergam ex cangaceiros como eternos bandidos que eles além de terem me dado a vida foram pais exemplares... Nos criando com carinho, respeito e sempre orientando para seguirmos os caminhos do bem ainda que na base da severidade!!! Lembro-me como se fosse hoje... Um dia eu ainda pequena na pré escola cheguei em casa com uma caixinha de lápis de cor que havia ganho de uma professora; eu toda feliz... Mostrando aquela caixa com seis lápis coloridos lindos!!! entrei em casa gritando... Papai, mamãe... Olhem só o que ganhei... Meu pai somente olhou o objeto e imediatamente catou um chicote, me pegou pelo braço e foi comigo até a casa da professora para confirmar se ela realmente tinha me dado ou eu tinha roubado, me fazendo passar por uma baita vergonha. A professora confirmou o presente. Mas foi assim que aprendi com esses dois seres, que não podia pegar nada de ninguém. Por isso eu devo a meus pais tudo que sou... Principalmente a minha mãe Durvinha! que para mim foi a melhor do mundo, até hoje ainda choro pelo vazio que ela deixou em minha vida... Saudades eternas... Mãe e pai que Deus os conserve em um bom lugar!!! Obrigada pelo privilégio de vocês terem sido meus pais...
   Com ternura da filha Neli (Lili)
Extraído do blog: "Lampião Aceso"

Um provável esquecimento

Por: José Mendes Pereira
Só para efeito de ilustração

Leio diversas histórias que muito me deixam prazeroso, não pelo fato delas serem ridículas para a sociedade, mas por serem escritas cuidadosamente, com carinho e com fundamento por bons escritores ou jornalistas.
               
O leitor quando se decide em ler um fato, e ao principiá-lo, fica com o olhar direcionado à página, de cima a baixo, já procurando a prova do acontecido, que na verdade é a  foto do personagem.
             
Muitos escritores, repórteres, jornalistas, pesquisadores e entrevistadores, quando fazem os seus carinhosos trabalhos, muitas vezes se esquecem de fazer fotos com os seus personagens, e acabam voltando à residência do entrevistado para com ele fazer o que mais chama a atenção do leitor, uma imagem do personagem que figura no artigo. 
               
Alguns fatos que acontecem de mortes, de violências..., e quando a população toma conhecimento, fica procurando jornais,  no intuito de ler a reportagem, e principalmente ver a foto do elemento que praticou atos contra alguém.  
               
No entender de todos, uma foto fala por cem palavras, e é a grande prova do assaltante, do criminoso, do estuprador...
                  
A foto, o leitor ver a fisionomia do delinquente, e se for inteligente, lê até seus pensamentos psicológicos, condenando-o às grades ou até o absorvendo.
             
Nesses trabalhos sobre "CANGAÇO", muito me preocupo em colocar  as fotos dos personagens que figuram nos textos, justamente para que o leitor, ao ler outro artigo, e ver novamente aquela determinada foto, já sabe quem é o personagem que está aparecendo no novo texto.
             
Existem alguns jornalistas que não querem aparecer nos seus artigos. Pense bem! Se o jornalista não é marginal, não tem problemas com a justiça, não é trambiqueiro, não é terrorista ou outra coisa parecida, por que esconder o seu rosto no seu próprio artigo?
              
Mas se pensarmos bem, esquecem de fazer fotos, pela pressa, pois muitas vezes é um "furo", e se apressam esquecendo o mais importante, porque o desejo é de dar a notícia primeiro do que outros. 
              
Parabéns a todos os jornalistas, escritores, pesquisadores, historiadores, pois não existe uma profissão tão linda quanto a de redigir.  Os famosos artistas ganham muito dinheiro,  mas o que eles representam no palco ou no cinema, foi na verdade redigido por um escritor.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Alagadiço e a Polêmica Saga de Zé Baiano

Por: Manoel Severo 

            
           Nós que somos apaixonados pela temática cangaceira, que por muitos minutos, horas, dias, meses e alguns: vidas; percorremos este mundão de caatingas perdidas de nosso nordeste, não cansamos em nos surpreender com a forte energia que os cenários do cangaço acabam nos trazendo.

          
           Estivemos, ainda no primeiro semestre deste ano, visitando a simpática Alagadiço, distrito do município de Frei Paulo, Sergipe; cerca de 70 Km da capital Aracaju.
            Quem já se aventurou a conhecer um pouquinho mais a história de Lampião em Sergipe, com certeza terá em Alagadiço, pouso certo para um dos mais marcantes episódios do mundo cangaceiro e um de seus mais intrigantes personagens: Zé Baiano.
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Mané Moreno, Zé Baiano e Zé Sereno
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           Foi nesse pequeno pedaço de chão, encravado no meio do sertão sergipano, que perderia a vida o “Pantera Negra dos Sertões”, um dos mais cruéis cangaceiros que já pisaram as terras nordestinas, Zé Baiano. Alagadiço foi por muito tempo um coito seguro para Lampião e os vários sub grupos sob sua liderança; para ali foi estabelecido o comando do famigerado cangaceiro de Chorrocho.

O rei Lampião
          
            Zé Baiano, negro alto, nariz achatado, "feio demais, parecia um gorila", segundo informações de quem conviveu com a fera; passou a visitar costumeiramente as terras do Alagadiço e em especial a casa de um determinado morador: Antonio de Chiquinho; que passou a ser o principal coiteiro da região.

            O inesperado aconteceria em 7 de Julho de 1936, Antonio de Chiquinho, cansado das perseguições das forças policiais, une seis companheiros civis e a partir de uma ousada ação de traição, mata Zé Baiano e seu grupo. Ao final quatro cangaceiros estavam mortos no meio da caatinga de Lagoa Nova, Alagadiço.


            Zé Baiano ficou famoso por sua crueldade e desumanidade, e dois episódios marcaram a ação do bandido: A morte de sua amada Lídia, supreendida em adultério e morta a pauladas pelo companheiro e pela absurda prática de ferrar as muitas sertanejas que lhes caiam em desgraça.
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              No local da morte do bando; foi edificado pelo pesquisador Antônio Porfírio, um pequeno mausoléu: Ali "descansam" Zé Baiano, Demudado, Chico Peste e Acelino.

Doutor Antonio Porfírio
          
             Também em Alagadiço se encontra um Museu do Cangaço, com peças pertencentes ao grupo de cangaceiros, livros, fotografias, enfim. Dentre os artefatos mais curiosos; o temível "ferro" do perigoso cangaceiro. Para os amantes do tema sugerimos a leitura do livro: “Lampião e Zé Baiano no povoado Alagadiço” de autoria de nosso confrade e amigo Antônio Porfírio.
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Sawanna, uma das apresentadoras do Cariri Cangaço
e o ferro de Zé Baiano

Pai do Pesquisador Antonio Porfírio
e Severo no Museu do Cangaço

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REVENDO COMENTÁRIOS

            Este é um comentário do pesquisador e colecionador do cangaço, Ivanildo Alves da Silveira,


 sobre o artigo:  "ALAGADIÇO E A POLÊMICA   SAGA DE ZÉ BAIANO", escrito por  Manoel Severo,

 

publicado no blog: "Cariri Cangaço", em novembro de 2009. 

             Amigo Severo:

             Parabéns pela matéria sobre o famigerado "ZÉ BAIANO".


Zé Baiano

            Realmente, quem tiver a oportunidade de ir a Sergipe, não deixe de dar um pulinho até o povoado de ALAGADIÇO (dista 70 km de Aracaju). Nesse local, estão os restos mortais de ZÉ BAIANO, e mais três cangaceiros.

 Local onde estão enterrados os restos mortais de:
 Zé Baiano, Demudado, Chico Peste e Acelino.
           
           O escritor Antonio Porfírio, que possui uma chácara na comunidade, acima nominada, possui um Museu, com objetos de cangaceiros (armas, punhais, objetos..etc..), e tem o prazer de mostrar aos visitantes.

Dr. Antonio Porfírio - Pesquisador
           
            Conheça, também, "A TOCA DE ONÇA", gruta de pedra, na fazenda Caipora/Alagadiço, onde o Zé Baiano se escondia.

A toca de Onça
         
           Também, na área, existe um famoso pé de MULUNGU, que apresenta um profundo buraco em sua base, onde Zé Baiano, guardava armas, dinheiro e jóias.


           Em Aracaju/SE, o visitante poderá conhecer o "Memorial de Sergipe", situado na AV. Via costeira, onde tem uma sala, totalmente dedicada ao cangaço.


           Nele, você conhecerá a "CRUZ" original, a qual foi colocada em Angicos pelo Cel. João Bezerra, em homenagem à Batalha/Morte de Lampião.

 O homem que está segurando o chapéu, é Cel. João Bezerra.
O que está em cima da pedra, é o Sr. Manoel Pereira, chefe da estação de trem de Piranhas. E ao centro o ferreiro da estação, que ajudou na construção da cruz. 
     
          Lá, também, tem um rico acervo (armas, punhais, bornais, cartucheiras, retratos...etc..etc..)ligados ao ciclo do cangaço.

          
OBSERVEM CUIDADOSAMENTE

            Vejam logo abaixo, sensacionais "fotos", postadas, originalmente, na Comunidade Lampião - discussão técnica pelo grande garimpador do cangaço, o nosso amigo "Rubens Antonio", referente à exumação dos corpos do famigerado "Zé Baiano"e seus comparsas, "Acelino, Demudado, e Chico Peste", no povoado do Alagadiço, município de Frei Paulo, no Estado de Sergipe. ...


Zé Baiano

         
           Corpos de  Zé Baiano, Demudado, Chico Peste e  Acelino, após a exumação no lugar "Alagadiço", município de Frei Paulo-SE. 


Grupo de extermínio

Foto: Museu Particular de Alagadiço do escritor,
Dr. Antonio Porfírio

             A cima, grupo de civis liderados por "Antonio de Chiquinha" (punhal na mão), que mataram o famigerado Zé Baiano e seus comparsas. 

            
            Cruz contendo os nomes dos cangaceiros mortos, Alagadiço - Frei Paulo - Sergipe.


             Urna de vidro, que guarda os ossos dos cangaceiros: Zé Baiano, Chico Peste, Demudado e Acelino. Observar que os ossos, estão devidamente acondicionados e preservados.
             Obs: As fotos do túmulo de Zé Baiano pertencem ao nosso arquivo pessoal, e foram feitas quando de nossa visita ao local em 2008, devidamente acompanhdo pelo amigo, o Dr. Antonio Porfírio, grande conhecedor da "Saga dos cangaceiros naquela região".


Um abraço a todos
IVANILDO ALVES SILVEIRA
Colecionador do cangaço


Parabém ao Doutor Ivanildo Alves pelo excelente  trabalho.


José Mendes Pereira