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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Combater a dengue é um dever meu, seu e de todos nós

Foto do mosquito da dengue

O mosquito da dengue quem o ver acredita  ser inofensivo pelo seu minúsculo tamanho, mas na verdade,  esse inseto é  enorme, que  transmite uma doença aos seres humanos, e em muitos casos levando até à morte.
Aedes Aegypti é o nome científico desse mosquito temido pelos seres humanos, porque em alguns Estados brasileiros está tendo muitos casos de pessoas

foto-do-mosquito-da-dengue.jpg

picadas pelo mosquito da dengue.

dengue-mosquito

Esses mosquitos da dengue se reproduzem rapidamente, e em grande escala em focos de água parada que normalmente é encontrada em vários locais, nos pneus, garrafas, caixas de água, vasos de plantas estão na lista de criadouros desse mosquito, um mosquito que está se reproduzindo de forma descontrolada em muitos estados brasileiros. Os brasileiros que não quiserem sentir cada sintoma ruim causado pelo mosquito da dengue devem seguir as orientações dos agentes da vigilância sanitárias, e quem não deixar esses agentes entrar na casa vai pagar uma multa que não é tão atraente.

Fotos do Mosquito da dengue

As pessoas que ainda não conhecem  mosquito da dengue podem ver algumas fotos da internet, com essas fotos dar para identificar um mosquito da dengue que causa um estrago muito grande na saúde das pessoas, depois que identificar deve fazer de tudo para eliminar criadouros desse mosquito da sua casa e tentar eliminar criadouros desse mosquito das casas vizinhas.

Não vamos dar chance ao mosquito da dengue.

APRENDA A TER UM INFARTO! É muito simples !

"A sabedoria que vem do céu é antes de tudo pura; e é também pacífica, bondosa e amigável. Ela é cheia de misericórdia, produz uma colheita de boas ações." (Tiago, 3)
Atenção!   Cuidem-se!

APRENDA A TER UM INFARTO! É muito simples! 

VAMOS INFARTAR!
COM UM POUCO DE ESFORÇO CONSEGUIREMOS!
ABRAÇOS

SERÁ QUE VOCÊ QUER TER UM INFARTO?

DOZE CONSELHOS
PARA TER UM INFARTO FELIZ!
Dr. Ernesto Artur - Cardiologista

Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo.
As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder,
também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite,
leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo
que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões,
comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os
convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou
uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes..

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro. (e ferro, enferruja!!. .rs)

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado.. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego e pintar aquela dor de estômago, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita para si: Eu não perco tempo com bobagens.
Duvido que voce não tenha um belo infarto se seguir os conselhos acima!!!

IMPORTANTE:
OS ATAQUES DE CORAÇÃO

Uma nota importante sobre os ataques cardíacos..
Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo. Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram... Mas a dor no peito, pode acordá-lo dum sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (192, 193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sim forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber este e-mail, o enviar a 10 pessoas, pode ter a certeza de que se salvará pelo menos uma vida !
REPASSE, NÃO DOI NADA!
Jesus te ama!
Roberto Borges Evangelista 
Associação Portal Alvorada Jeremoabo-Ba


domingo, 23 de outubro de 2011

UM POUCO SOBRE RAIMUNDO SOARES DE BRITO

Por: José Mendes Pereira


Raimundo Soares de Brito, o Raibrito, como é conhecido no meio dos escritores e pesquisadores, nasceu na cidade de Caraúbas, no Estado do Rio Grande do Norte, no dia 23 de Abril de 1920. Na sua cidade natal, trabalhou como comerciante, e posteriormente passou a ser funcionário público.  

Escreveu 50 títulos e ocupa a cadeira de número 4 da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), da qual foi presidente.
Ao longo dos anos o escritor Raimundo Soares de Brito, colecionou recortes de jornais e documentos históricos; Também através do tempo, adquiriu o hábito de catalogar e guardar documentos. É um pesquisador autodidata, criando a maior hemeroteca do Estado do Rio Grande do Norte, o acervo virtual Raibrito, com o apoio da Petrobras e do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP). 
É sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço. Sócio-efetivo do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP). Sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN).
De suas pesquisas nasceu um dos mais importantes registros sobre as ruas da cidade, o livro Ruas e Patronos de Mossoró. Em 1995 foi homenageado com o título Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e em 1997, com o diploma amigo da cultura.
No  mês de Abril deste ano, Raimundo Soares de Brito comemorou 91 anos de vida. Por toda contribuição a história e a cultura local, Raibrito é um historiador que merece muitas  homenagens, principalmente feitas pela Prefeitura Municipal de Mossoró. Mas essas homenagens talvez só serão feitas depois de sua partida para junto de Deus.  Eu estou errado?!

Fonte de pesquisas:

O DIABO EM FORMA DE CANGACEIRO:


ZÉ BAIANO, O SÁDICO FERRADOR DO
BANDO DE LAMPIÃO...,
QUEM COM FERRO FERE, COM FERRO SERÁ FERIDO!

José Baiano nasceu em Chorrochó, no Estado da Bahia. Era filho do cangaceiro Faustino - "Mão de Onça", e irmão da Lídia, mãe do cangaceiro  Zé Sereno. Tinha uma cor negra,, bastante alto e feioso, tendo a cabeça deformada, olhos tortos, boca rasgada horribilante; talvez por não ter sido um homem bonito, frustrado, caiu no mundo do crime como protesto contra a natureza.  

Diz que a revolta de Zé Baiano surgiu quando um oficial de volante, por nome de Vicente Marques, surrou a sua mãe, deixando uma enorme cicatriz no seu rosto. A partir daí, o negro mandou fazer um ferro de ferrar com as iniciais "JB", e a sua  primeira vítima  foi


a dona de casa Maria Marques, sendo esta  irmã do soldado Vicente Marques.

  

A jovem Balbina  da Silva só foi ferrada porque mandou uma carta desaforada para Lampião, dizendo o seguinte:   "O cabelo é meu e eu  uso do jeito que eu quero". Zé Baiano odiava mulher com o cabelo curto, e  a chamava de "mulher homem ou Diabo". Uma das vítimas do endiabrado foi a sua mulher Lídia, que o traiu como o cangaceiro Bem-Te-Vi. Pedindo Permissão a Lampião, Zé Baiano matou Lídia.

Zé Baiano foi assassinado no ano de 1936,  por um dos seus melhores amigos.


o coiteiro Antonio de Chiquinho e mais cinco comparsas. 

Já fazia dias que ele e seus comparsas já vinham planejando como seria o ataque aos facínoras. Tudo certo, partiram para fazer a chacina. Lá no coito, depois que comeram uma buchada de bode, e já sentindo que os cangaceiros estavam bêbados, partiram para exterminá-los sem piedade. E deu certo. 

Fonte de pesquisas:

REVENDO - DIÁRIO DE VIAGEM

Por: Honório de Medeiros


Diário de Viagem Por: Honório de Medeiros

Imagens da bela serra de Martins-RN

De volta à Mossoró, após irmos a Uiraúna e Martins.

O projeto de visita a São Miguel foi trocado por um convite de Etelânio Figueirêdo e Catarina para conhecermos a Casa Grande da Fazenda Canadá, em Uiraúna, aquela mesma invadida por


Lampião


e que Massilon não deixou depredar, porque conhecia seus proprietários.
Teodoro Figuerêdo e sua esposa, seus tios, nos receberam com aquela gentileza que caracteriza o sertanejo. Nos mostraram tudo. A Casa Grande começou a ser construída nos Séc. XVIII, no ciclo do couro. O sobrado, mais recente, é de 1900, início do Séc. XX. Tudo tão interessante, tão belo, que eu fiquei de voltar com Bárbara Lima para fazermos um ensaio fotográfico.

De lá, um almoço e a fidalguia de Seu Bosco e Dna. Socorro, pais de Catarina, no Curupaity, nos aguardava. Comida farta e da melhor qualidade, uma tradição que há de ser mantida, se Deus quiser. Depois da conversa na varanda, o cafezinho, os agradecimentos, pegamos a estrada no rumo de Martins.

Na "bela serra" encontramos, eu e Carlos Santos, Raimunda e sua família. O pato, a ser degustado no dia seguinte, domingo, foi logo garantido. Fomos aos mirantes. Terminamos no Jacu, maravilhados com as luzes das cidades se recortando contra o negro da noite, lá embaixo, no vale. Como Martins é especial...

Aderbal, Carlos Santos, Honório de Medeiros e Severo

Hoje, já em Mossoró, visita à Fundação "Coleção Mossoroense", do grande Vingt-Un Rosado.


Ciceroneados por Caio Cezar Muniz, o curador da coleção, poeta aclamado, autor de "E Na Solidão Escrevi", 1996, "Notívago", 1998, a educação em pessoa, eu e


Kidelmyr Dantas, que anda preparando um livro acerca de Luis Gonzaga, tivemos acesso ao trabalho de "recolocar o bonde nos trilhos" que Vingt- un concebera e criara. Fomos presenteados com algumas publicações da coleção: dentre elas, preciosidades de


Raimundo Soares de Brito, a tanto tempo tão silencioso. Terá sido acometido da Síndrome de Bartleby? Amanhã visito o Museu de Mossoró, em busca dos jornais da década de 20. Quero entender os meandros políticos daquela época nesta cidade. Buscar ecos do passado, para explicar certos fatos ainda nebulosos...

Hoje a noite, no Café Massilon, bate-papo de beira de calçada, uma das boas coisas do mundo quando o vento bate, o escuro chega, os amigos estão próximos, e os "causos" vão sendo contados, um a um, mentira após mentira, a perder de vista, até a hora que o sono bate.
Vou indo.
Honório de Medeiros
Fonte: honoriodemedeiros.blogspot.com

NOTA DO CARIRI CANGAÇO: Honório de Medeiros será um dos conferencistas do Cariri Cangaço 2010, com  tema envolvendo os bastidores da invasão de Mossoró e a influência política dos coronéis.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

COBRA TENTA COMER CANGURU

VÍDEOS

Cobra tenta engolir canguru


FÁTIMA BERNARDES

 
COBRA COMENDO JAVALI

JOSÉ RIBEIRO FILHO - O CANGACEIRO ZÉ SERENO

Por: José Mendes Pereira


José Ribeiro Filho - o cangaceiro "Zé Sereno", nasceu em 22 de Agosto de 1913, na Fazenda dos Engrácias, no município de Chorrochó, no Estado da Bahia. Era filho de José Ribeiro e de dona Lídia Maria da Trindade.  Sua mãe era irmã dos cangaceiros Antônio e Cirilo de Engrácias. 

Zé Sereno - visitando escola em São Paulo

Dona Lídia também era  irmã do cangaceiro Faustino, "Mão de Onça", sendo este pai do terrível cangaceiro Zé Baiano, o ferrador do bando de Lampião.

Zé Baiano

Zé Baiano andava com um ferro de ferrar animais com as iniciais "JB", as primeiras letras do seu nome. Para suas maldades alheias onde ferrava mulheres e homens, de preferência no rosto. Zé Baiano era primo carnal do cangaceiro Zé Sereno, isto é, pai  e mãe eram irmãos dos pais de Zé Sereno.   Zé Baiano e Zé Sereno eram primos legítimos do cangaceiro Mané Moreno.

Mané Moreno

Zé Sereno andou no bando de Lampião com sua esposa Sila,

Adília, à esquerda, Sila, à direita

até no dia do massacre na Grota de Angico, onde mataram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, sobre o comando do oficial alagoano tenente João Bezerra.  

Zé Sereno em leito de Hospital

Zé Sereno e Sila saíram ilesos do massacre, isto é, não foram atingidos pelas balas.  O ex-cangaceiros Zé Sereno só veio a falecer em 16 de fevereiro de 1981, no Hospital Municipal de São Paulo.  Sua mulher Sila  faleceu no dia 15 de Outubro de 2005, também na capital Paulista.

Fonte de pesquisa:
do amigo Guilherme Machado  

sábado, 22 de outubro de 2011

Baleia fica encalhada na costa marítima de Areia Branca - Rn

 A Baleia foi salva!

Era 9h da manhã quando moradores de Areia Branca perceberam a presença de uma baleia da espécie Jubarte encalhada num banco de areia a poucos metros da praia de Upanema. A própria população acionou os órgãos ambientais para tentar salvar o animal. A polícia ambiental, Ibama, a capitania dos portos e biólogos do Projeto de Cetáceos da Costa Branca, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) participaram da operação de salvamento.


Durante todo dia várias tentativas de desencalhar o mamífero marinho foram realizadas. De acordo com o comandante do batalhão de polícia de Areia Branca, Capitão Andrelino, empresário do ramo pesqueiro cederam embarcações e cordas para serem utilizados no trabalho. Várias pessoas se revezavam ainda como voluntárias jogando água no animal para evitar o processo de desidratação.


A Polícia teve trabalho para afastar os curiosos que a todo tempo tentavam invadir a água para ver a baleia mais de perto. “Essa foi a primeira vez que um animal dessa espécie encalhou nessa praia”, explicou a bióloga Bernadete Fragoso. Ainda de acordo com ela essa espécie vive geralmente na região dos pólos e durante o inverno procuram as águas tropicais, sobretudo para a reprodução. “Essa espécie de baleia não é incomum na nossa costa, mas comum principalmente na Bahia”, ressalta.


O animal que encalhou na praia, segundo os próprios biólogos deve pesar cerca de 20 toneladas com 10 metros de comprimento. “É ainda um animal jovem, porém não conseguimos identificar o sexo do animal, porque a parte onde podemos identificar o aparelho reprodutor estava virada para baixo” explicou a especialista.

As equipes continuaram no local tentando levar a baleia de volta ao alto mar até as 18h. Mesmo quando a maré subiu os profissionais envolvidos no resgate não conseguiram empurrar a baleia de volta. Os biólogos decidiram então suspender a operação e continuar a partir das 9h dessa sexta-feira. “Segundo os biólogos, se a baleia fosse desencalhada hoje, ela teria 90% de chances de sobreviver. Amanhã essas chances caem para 50%. Mas vamos fazer de tudo para salvar esse animal”, disse o capitão Andrelino.

Fonte: http://www.ocamera.com.br/site/

AÇÃO PODE PENHORAR 5 BILHÕES DE REAIS DA PETROBRAS




Está marcado para segunda-feira um julgamento que poderá levar à penhora de mais de cinco bilhões de reais da Petrobras.

A 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro vai decidir o valor de uma dívida já reconhecida em uma ação popular transitada em julgado no STF. O processo refere-se ao delirante consórcio

Paulipetro formado durante o governo de Paulo Maluf para encontrar petróleo em São Paulo.
Em agosto, a Petrobras depositou judicialmente 2,4 milhões de reais, valor que considera correto para a dívida por ter participado apenas da venda de dados sísmicos.

Já o MPF e os autores da ação popular afirmam que dezessete contratos com a Petrobras elevam a dívida para a quantia bilionária.

CELEBRE LIVRO DO ESCRITOR PAULISTA DOUTOR ANTÔNIO AMAURY CORRÊIA DE ARAÚJO " GENTE DE LAMPIÃO" SILA E ZÉ SERENO.

 
 
Livro do Dr. Antonio Amaury Corrêa de Araújo sobre o casal de cangaceiros, Ilda Ribeiro de Souza "Sila" e José Ribeiro Santos, o "Zé Sereno".

O livro de Gilmar Teixeira no Jornal do Commercio, PE

Por: Wagner Sarmento


Nova luz sobre Delmiro Gouveia

Quase um século após o misterioso crime, pesquisador apresenta em livro versão inédita para a morte do homem que revolucionou a indústria no Nordeste


Delmiro lendo jornal em sua cadeira, tal qual quando foi morto

A pergunta atravessou décadas sem resposta. Entre silêncios e murmúrios, um crime sem solução, mais um, retrato de um país onde a injustiça é, muitas vezes, o único elemento indubitável. Mas o manto do mistério pode ter sido desvelado 94 anos depois. É o que garante o historiador baiano Gilmar Teixeira Santos, que mergulhou no intrigante crime e lançou à luz fatos ocultados pelas biografias anteriores. A investigação feita pelo pesquisador revela que o homicídio foi uma grande trama arquitetada por falsos amigos e rivais do homem que anteviu o Nordeste do futuro.


Os operários Róseo Morais do Nascimento e José Inácio Pia, conhecido como Jacaré, haviam sido demitidos de uma das fábricas de Delmiro duas semanas antes do crime. Pobres, foram presos e acabaram condenados pelo homicídio à pena máxima de 30 anos. Jacaré fugiu duas vezes da cadeia e foi morto em 1924 pelo coronel José Lucena, mesmo homem que matou o pai de Lampião. Róseo cumpriu 15 anos de pena, foi solto por bom comportamento e morreu de velhice em 1979. Em vida, nunca conseguiu se desfazer da pecha de assassino. Uma revisão processual, porém, inocentou a dupla mais de meio século depois, em 1983, após acreditar um álibi desprezado na época e segundo o qual ambos estavam em Sergipe no dia em que Delmiro foi eliminado. Enterrava-se ali, naquela absolvição póstuma, a principal versão sobre o crime.Outra hipótese difundida alardeava que o assassinato teria sido demandado pela Machine Cotton, empresa escocesa que havia perdido mercado com a ascensão da Companhia Agro-Fabril Mercantil, criada em 1914 por Delmiro Gouveia, a primeira na América do Sul a fabricar linhas para costura e fios para malharia. O que reforçou a possibilidade foi o fato de a Machine ter comprado a fábrica do empresário após sua morte e atirado todo o seu maquinário de um penhasco no Rio São Francisco.

“Todos os biógrafos compraram essas ideias ventiladas logo após o assassinato e ficaram repetindo isso. Ignoraram inclusive a revisão penal que inocentou antigos culpados. Na verdade, essas falsas versões foram difundidas pelos verdadeiros culpados para desviar o foco”, explica Teixeira, em entrevista por telefone ao Jornal do Commercio.

 Róseo Morais e José Inácio Pia, o "Jacaré"
Arquivo do autor não inclusa na matéria original 

O pesquisador começou a se debruçar sobre o crime sem resposta em 2008, quando realizava um documentário sobre a Usina Hidrelétrica de Angiquinho, na margem alagoana da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, inaugurada por Delmiro em 1913 e que servia para fornecer energia elétrica à fábrica de linha do industrial e à vila erguida por ele na Pedra (AL), município hoje denominado Delmiro Gouveia, em homenagem ao cearense. O trabalho fora encomendado pela Fundação Delmiro Gouveia, que administra o sítio histórico.

Ao cascavilhar o acervo histórico sobre o personagem, Gilmar Teixeira encontrou informações até então ignoradas pela historiografia de Delmiro. Fotos, vídeos, cartas, inquéritos, livros, documentos, pertences e reportagens antigas de quatro revistas e 14 jornais, incluindo o Jornal do Commercio, com cerca de 30 matérias sobre o assunto. A pesquisa resultou no livro Quem matou Delmiro Gouveia?, Obra que leva o leitor de volta à cena do crime e ao jogo de interesses que levou à morte do pioneiro nordestino. Em 153 páginas, o autor garante ter descascado uma dúvida secular.

O mentor do homicídio seria o italiano Lionello Iona, sócio e administrador das empresas de Delmiro. Pouco antes de sua morte, o cearense fez um testamento que colocava Iona como tutor da herança de seus três filhos, até que eles completassem a maioridade. O europeu, que teria redigido o documento, estava enfurecido com a recusa de Delmiro à proposta de compra da fábrica de linhas feita pela Machine Cotton e estaria cansado das humilhações impostas pelo sócio. “Delmiro era um homem à frente do seu tempo, muito inteligente, mas não lia um documento. A família dele fez um escândalo na época, pois não aceitava que Iona ficasse como tutor. Noé, o filho mais velho de Delmiro, só conseguiu retomar o dinheiro aos 21 anos. Iona, então, voltou para a Itália rico. Foi tanto recurso desviado que o contador do italiano abriu um banco logo depois”, diz o historiador.

Lionello Iona, o sócio
A gana pela vantagem financeira, segundo ele, colocou o sócio como autor intelectual de um complô que envolveu cerca de dez pessoas, entre personagens influentes e cangaceiros. Teixeira cita como partícipe a influente família Torres, liderada pela baronesa Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, que se via ameaçada pelo poder econômico e crescente influência política de Delmiro. “Inclusive o juiz do caso era membro desta família e facilitou para que Róseo e Jacaré levassem a culpa em vez dos verdadeiros responsáveis”, afirma.

O político José Gomes de Sá teria entrado na trama pelo fato de o empresário apoiar seu maior inimigo, o coronel Aureliano Lero, que ganharia a eleição para prefeito de Jatobá de Tacaratu, atual Petrolândia. “Além disso, Zé Gomes trabalhava como fiscal de renda e foi delatado por Delmiro às autoridades por receber suborno”, observa Teixeira. Outro cúmplice seria o coronel José Rodrigues, de Piranhas (AL), latifundiário que se sentia desconfortável com a presença de Delmiro, o qual atuava também na pecuária e vendia produtos agrícolas a preços mais baixos que os convencionais.

Até Firmino Pereira, compadre de longa data de Delmiro Gouveia, é listado pelo biógrafo Gilmar Teixeira como um dos envolvidos no crime. A filha de capitão Firmino, como era conhecido na região, estaria difamada após ser seduzida por Delmiro em uma viagem ao Recife? Seu genro lhe dizia que só se casaria com a moça se o industrial fosse morto, e assim fez. De acordo com a versão do pesquisador, é Firmino, cunhado de Zé Gomes, quem contrata os cangaceiros que matarão seu amigo: Luís Padre e Sinhô Pereira, que foi o precursor de Lampião no cangaço.

Sinhô Pereira e o primo Luis Padre 

Dois outros homens teriam dado cobertura à dupla no dia do homicídio a mando de capitão Firmino. Seriam eles o fazendeiro Herculano Soares, que havia jurado vingança depois de apanhar do empresário no meio da rua, e seu cunhado Luiz dos Anjos. “Juntei as peças do quebra-cabeça. Delmiro tinha muitos inimigos. O sucesso dele incomodava muita gente. Havia um barril de pólvora pronto para explodir. Lionello Iona, seu sócio, só atiçou as outras pessoas. Foi ele quem arquitetou o plano. Existiam muitos interesses em jogo. Fizeram reuniões para definir como tudo seria”, explana o historiador.

Na noite de 10 de outubro de 1917, Delmiro Gouveia fez o que costumava fazer. Sentou-se no alpendre de seu chalé em Água Branca (AL) para ler jornal. Foi acertado por dois tiros: um no braço e o outro certeiro, no peito, varando o coração. Um terceiro disparo deixou na parede a marca da violência. Róseo e Jacaré haviam sido mandados pelos próprios mandantes do assassinato para Sergipe, sob a alegação de que fariam um serviço para o coronel Neco de Propriá. Ao chegar lá, o trabalho foi suspenso. Quando voltaram, ambos foram acusados do crime.

Chalé onde o industrial foi assassinado a tiros, em 10 de outubro de 1917 

Entre as mais de cem fotos pesquisadas por Teixeira, está uma de Luís Padre e Sinhô Pereira, tirada em 1917, na Vila da Pedra. “O que eles estavam fazendo lá?”, indaga. Numa entrevista em 1951, detalhada no livro, Róseo revelou a história de que foi chamado à mansão da família Torres poucos dias antes da morte de Delmiro e lá viu dois homens, chamados “Luís Pedro e Sebastião Pereira”, recebendo ordens. “Basta ligar os fatos para chegar aos nomes de Luís Padre e Sinhô Pereira como os executores de Delmiro”, assinala Teixeira, que diz não ser dono da verdade. Frisa que seu livro é, antes de tudo, uma interrogação a mais. Talvez um ponto final.
Edição de Segunda-Feira 17 de Outubro de 2011


Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?

Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.Contato para aquisiçãogilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00


VISOR: Jeremoabo, o cangaço e Zé Rufino

Escrito por:  Pedro Pereira Silva Filho
 

JEREMOABO, O Cangaço e Zé Rufino

Em 28 de Julho de 1938, morreu Lampião, este lendário personagem histórico, fonte de estudos dos mais diversos, cantado em verso e prosa e ainda hoje dividindo opiniões mais extremas que ora o coloca como herói e outras como bandido. Jeremoabo está intrinsecamente ligado a este movimento, sendo fonte fornecedora de muitos cangaceiros e de muitos soldados da volante, mas, principalmente, porque aqui nasceu Maria Bonita.


Exatamente em nosso município, na localidade Malhada de Caiçara, no município de Santa Brígida, em 1911, nesta época pertencente ao município de Jeremoabo.

 A saga do cangaço perdurou entre os anos 1920 e 1930 quando nosso município era o centro mais importante de toda esta região Nordeste da Bahia e, porisso, aqui se concentravam as volantes, contingente de cidadãos recrutados para o combate ao cangaço, dando um dinamismo sócio-econômico importante a Jeremoabo, embora, por outro lado, atraísse a violência e o medo para nossa população, marcados com a atuação cruel dos perseguidores e perseguidos.


Segundo o pesquisador Antonio Amaury Correa de Araujo, as cidades mais importantes para o Cangaço foram Vila Bela, atual Serra Talhada (PE), Jeremoabo (BA), Uauá (BA), Floresta (PE), Piranhas (AL), Delmiro Gouveia (AL), Poço Redondo (SE), Porto da Folha (SE) e Glória (BA). "Foram locais onde funcionaram as sedes das volantes ou de passagens de Lampião", afirmou Corrêa.

Neste contexto, temos que destacar a figura de Zé Rufino, o implacável caçador de cangaceiros, que aqui residiu, fez família e se tornou, por opção, cidadão jeremoabense. O matador de Corisco, página mais lida de sua história, começa a ter sua biografia destacada.

O cangaceiro Corisco

Nascido José Osório de Farias, sanfoneiro afamado em seu estado natal, Pernambuco, Zé Rufino foi convidado por Lampião para integrar o bando, que sonhava com sua sanfona alegrando o bando, recusando, e entrando na volante para fugir da vingança do rei do cangaço, que não aceitava uma negativa.

O cangaceiro Lampião

Meses depois José Osório engajou-se à polícia chegando a receber graduação de tenente, e a partir daí surgiu o Tenente Zé Rufino. Chegou rapidamente a oficial, alcançando a posição de coronel da Policia Militar da Bahia. Participando de inúmeros combates, Zé Rufino matou muitos cangaceiros, tendo se tornado um dos mais respeitados chefes militares na perseguição ao cangaço, tendo dado fim aos cangaceiros Pai Véi, Mariano, Barra Nova, Zepellin, Canjica, Zabelê, etc., mas Corisco, sem dúvida, foi o que mais lhe deu fama.

Mas o fato que terminou pegando Lampião de surpresa, numa emboscada que ocasionou sua morte, tem também algo a ver com Zé Rufino. Cansado de ver o estrago que o comandante fazia no cangaço, Lampião manda uma mensagem a Corisco que dizia: "Vamos dar uma lição em Zé Rufino, que está querendo passar de pato a ganso." E acertaram um encontro exatamente na Grota do Angico para acertar uma emboscada contra o então tenente José Osório de Farias, conhecido como Zé Rufino. Para Lampião, o tenente andava 'atrapalhando' e era hora de tomar providências.  Surpreendido pela volante (do João Bezerra), não houve tempo para colocar em prática a emboscada contra Zé Rufino.


Passados os anos turbulentos das perseguições aos cangaceiros, Zé Rufino comprou fazendas na região de Jeremoabo, e aqui viveu até seu derradeiro suspiro. Lembro-me, pequeno, de vê-lo, tranquilo e calmamente, andando pelas ruas de nossa cidade, ou sentado nas barbearias contando um pouco de suas aventuras. Ano passado, sua vida e história foi tema da Conferência de Abertura do Cariri Cangaço 2010, realizado dia 17 de agosto na cidade de Barbalha-CE, com o pesquisador Antônio Amaury Correia de Araujo.

Pedro Pereira da Silva Filho, Administrador de Empresas, MBA USP/FIA. Pós-graduado Administração de Cidades. Especialista em Docência e Metodologia. Secretário municipal Educação Jeremoabo (BA)

Obs.: publicado também nos sites:
www,favascontadas.com.br



CAMPEÕES DO MUNDO

Por: José Mendes Pereira

Três milhões de cariocas foram as ruas ovacionar os "Campeões do Mundo"

No dia 3 de julho de 1958, o jornal "Tribuna do Norte", ano IX, número 85, publicou o seguinte:

Chegada triunfal, às 17,15 horas, no aeroporto Galeão.

Foto extraída do blog de Luciano Nunes Fitness
Em Pé: Djalma Santos. Zito. Belini. Nilton Santos. Orlando e Gilmar.
Agachados: Garrincha. Didi. Pelé. Vává. Zagalo e Mario Americo (massagista).

Escolta de 16 aviões a jato, povo corta cordão policial, no aeroporto. O desfile pelas ruas até o Catete recepção de Juscelino e entrega de medalhas de ouro.
Às 17,15 horas, precisamente, baixava no aeroporto do Galeão, o DC7-C, que conduzia do Recife o selecionado brasileiro, campeão do mundo 1958.
Na capital pernambucanos já fora elels alvos de grande manifestação popular, que se alastrava pelas principais ruas e no Clube Português.