Seguidores

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pery Ribeiro morre aos 74 anos no Rio de Janeiro

http://src.odiario.com/Imagem/2012/02/24/m_180619887.jpg

A história recente do cantor e compositor Pery Ribeiro, morto sexta feira, 24, aos 74 anos, tem Mossoró como cenário. O pioneiro na gravação de "Garota de Ipanema", em 1963, fez show na cidade há cerca de um ano e meio, na noite de dia 11 de junho de 2010, uma sexta-feira, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
O show de Pery Ribeiro foi no projeto Seis e Meia e brindou os presentes com um repertório que foi de "Ave Maria no Morro" - composição de seu pai, Herivelto Martins -, ao "O Cantador", de Dori Caymmi & Nelson Motta, passando aos maiores sucessos de Djavan e outros ícones da MPB. Após o show, visitou a Praça de Convivência.
Pery Ribeiro morreu no Rio de Janeiro, vítima de infarto agudo do miocárdio. A morte surpreendeu a família, porque a previsão era de ter alta na próxima semana. De acordo com a esposa de Pery, a empresária Ana Duarte, ele estava internado havia 30 dias no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte, para tratar de uma endocardite e tinha alta programada para esta semana. “Sexta-feira pela manhã, fomos surpreendidos com esse infarto fulminante", lamentou Ana, casada há 20 anos com o artista. Ele deixa dois filhos: Paula, do seu primeiro casamento, e o produtor de comerciais Bernardo Martins.
Pery Ribeiro, o filho de Dalva de Oliveira

Filho de Dalva de Oliveira(1917/1972) e Herivelto Martins(1912/1991), astros da era do rádio, Pery lançou seus primeiros discos na década de 1960, quando se tornou conhecido por dar voz a canções da bossa nova - foi o primeiro, inclusive, a gravar "Garota de Ipanema", regravada cerca de duas mil vezes.
Em 2006, publicou o livro "Minhas Duas Estrelas: Uma Vida com Meus Pais". Escrito em parceria com sua mulher, Ana Duarte, o livro trata da relação conturbada de Dalva e Herivelto. No início de 2010, foi interpretado por Thiago Fragoso na minissérie "Dalva e Herivelto".
No total, lançou 12 álbuns dedicados à bossa nova. Seu último trabalho lançado foi o disco "Cores da minha bossa", de 2006.
A carreira
Pery iniciou a carreira artística aos três anos, quando fez a dublagem do anão Dengoso em filmes de Walt Disney ao lado de sua mãe, que interpretava a Branca de Neve. Aos 5 anos, em 1942, participou de “It’s all true”, o filme inacabado de Orson Welles, filmado no Brasil. Em 1959, trabalhando na TV Tupi como operador de câmera, foi convidado para participar do programa de Paulo Gracindo na Rádio Nacional.
Assumiu, então, o nome artístico de Pery Ribeiro, seguindo sugestão de César de Alencar. Ainda em 1960, gravou seu primeiro disco, um compacto duplo contendo a canção "Sofri você" (Ricardo Galeno e Paulo Tito), entre outras. Pery gravou a primeira versão comercial de "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, além de 12 discos dedicados à bossa nova. A partir da década de 1970, se dedicou a trabalhos mais voltados para o jazz, ao lado de Leny Andrade, viajando por México e Estados Unidos, onde atuou também ao lado do conjunto de Sérgio Mendes.
Ganhou mais de 60 prêmios na carreira, incluindo o Troféu Roquette Pinto, o Chico Viola e o Troféu Imprensa. Além da carreira musical, foi apresentador de programas de televisão e participou de filmes no cinema nacional.
Dr. Lima
www.blogdafolha.blogspot.com
www.blogdodrlima.com

Flor Larry...



Hoje, celebro a saudade. Saudade que é como certificado do amor sentido e vivido no mais belo esplendor de uma sublime amizade. Creio que para muitos é ilógico o Luto eterno, apenas penso que deve-se saber viver o luto. Não como sofrimento, tristeza eterna que nos esmaga o coração. Deve-se viver o Luto como uma celebração à memória de alguém que certamente fará uma eterna falta em nossa vida e história.
Há quem sofra e externalize isto, há quem esconda e retenha as lágrimas que quase rolam e há quem chore sorrindo. Sou desses que choram sorrindo. Sorrio pelas lembranças dos momentos que vivemos e choro pelas lembranças e momentos que não poderemos ter. É o amor que ainda existe, e sempre existirá, em mim que eterniza e atualiza seu sorriso e olhar em minha vida.
Como costumo dizer em tantos escritos nos meus blogs, e outros que não foram publicados ainda, acho que devemos amar o agora pois é a única coisa que temos. E agora estou escrevendo sentimentos, e você... Lendo-os! O tempo não para, já dizia a música. E por não parar, devemos aproveitá-lo enquanto ainda se está aqui.
Talvez você esteja lendo este texto e percebendo a sútil diferença da saudade e do sofrimento. Saudade é sentir falta no amor, ela se torna desespero quando não se acredita que o amor é eterno e imortal. O amor nos transporta, nos leva ao céu. Portanto, chore a dor da saudade. Mas a chore sorrindo, como quem ama!
[Lorena Larry, para sempre em minha história]
‎"Chorar sorrindo é um ato próprio de quem, mesmo no luto, ainda vive o amor. E amor que ressuscita!"
(Robson Nunes)

Fonte:

O ASSASSINATO DO CAPELÃO DE JARDIM DE PIRANHAS (29-09-1825)

Por: José Ozildo dos Santos
[EU.jpg]

Em 1823, o padre Antônio José Ferreira Nobre aparece no Rio Grande do Norte, exercendo as funções de capelão da povoação de Jardim de Piranhas, cuja capela, dedicada a Nossa Senhora dos Aflitos, integrava a Freguesia de Nossa Senhora Santana, de Caicó. Naquela povoação, a permanência do referido sacerdote foi curta e desastrosa. Esquecendo seu ministério, envolveu-se em questões banais e foi assassinado na referida povoação, no dia 29 de setembro de 1825, após ter recebido uma facada em uma de suas coxas.
Registra a tradição oral, no Seridó, “que o padre Ferreira Nobre era dono de um comportamento pouco recomendável”(1). E, envolvendo-se numa luta corporal com uma mundana, ao tentar tomar uma faca que ela portava, foi atingido mortamente na virilha. Transladado para Caicó, o corpo do referido sacerdote foi sepultado numa das arcadas da Igreja Matriz do Seridó (2).
Os dados biográficos do padre Antônio José Ferreira Nobre são poucos conhecidos. Sabe-se apenas que nasceu no ano de 1799, sendo, portanto, ignorados o local de seu nascimento e qual a sua filiação. Provavelmente, era parente próximo do padre Alexandre Ferreira Nobre, antigo capelão de São Gonçalo do Amarante, nascido em Natal entre os anos de 1812 e 1814. No entanto, seu nome também “faz lembrar o do padre José Ferreira Nobre, vigário de Pombal, altamente comprometido na jornada de 1817, nos sertões paraibanos, de quem a vitima pa­rece ser consangüínea”(3).
O que é certo, é que o padre Antônio José Ferreira Nobre por sua fama de namorador, não era bem visto pela população jardinense. Sua morte, de forma significativa atrapalhou o desenvolvimento da povoação de Jardim de Piranhas, que por duas vezes pretendeu ser elevada à condição de freguesia e não obteve êxito em sua pretensão.
NOTAS
1 - MEDEIROS FILHO, Olavo de. Cronologia Seridoense. Mossoró: FGD; FVR, 2002, pág. 225.
2 - Matriz de Nossa Senhora Santana (do Seridó). Livro de Óbito – Ano 1825. “Aos vinte e nove dias do mez de settembro de mil oitocentos e vinte e cinco na povoação do Jardim de Piranhas desta Freguesia do Seridó faleceo repentinamente sem sacramentos, por motivo d’huma facada em hua coxa da perna, o Reverendo Antônio José Ferreira Nobre, Prebistero Secular, com idade de vinte e seis annos. Seu cadaver foi sepultado nesta Matriz de Santa Anna, junto à grade do arco para baixo em o dia seguinte, sendo involto nas vestes sacerdotaes de cor roxa, acompanhado solemnemente, e encommendado por mim; de que para constar fiz este Assento que assigno. O Vigrº Francisco de Brito Guerra”.
3 - DANTAS, Dom José Adelino. Homens e fatos do Seridó Antigo. Garanhuns-PE: O Monitor, 1961, pág. 41.
José Ozildo dos Santos

Extraído do blog: Construindo História

ANÚNCIO

Por: André Luis Mansur
[andremansur006.JPG]


No dia 9 de março, às 19h, aqui na Moacyr Bastos teremos o lançamento do livro "Raul Capello Barrozo, uma glória para Guaratiba", do professor Alcir Pimenta. Acho que é um tema que vai interessar muito ao senhor.

 Abraços.


 André Luis Mansur

Extraído do blog:
 Saiba História, do professor Adinalzir
Rio de Janeiro

Fotos Inéditas de Dona Jacosa Vieira do Nascimento

Por: Guilherme Machado
[semp+020.jpg]

Avó materna, de Virgulino Ferreira da Silva "Lampião". Fotografias da casa onde nasceu, Lampião, e da fazenda dos avós com quem morou, quando criança.



(Dona Jacosa Vieira do Nascimento: Avó de Lampião)

(Duas antigas poses do jovem Virgulino com 10 e 20 anos)

(Foto da fazenda Passagem das Pedras: Onde nasceu Lampião. O Sr. que aparece na foto era o vizinho Afonso da Silva, foi quem indicou o lugar das ruinas ). (Propriedade de: José Ferreira da Silva e Maria Selena da Purificação, pais de Lampião)

(Foto da fazenda, Poço do Negro, propriedade de: Jacosa Vieira do Nascimento e Manoel Pedro Lopes -  avós de Virgulino)


(Capitão Lampião -  Foto em 1936 em seus 38 anos de idade)
Curiosos sempre perguntam por que  não fotos dos pais de Lampião? A resposta é porque foram assassinados, e não sabiam que  teriam o filho que tiveram. Uma mistura de mito, herói e bandido. Lampião assombro do sertão, ou alegria dos carrascais nas caatingas sertanejas. Sempre polêmico para quem pesquisa ou se atreve a conhecer o tema Cangaço.
Lampião teve a sua família execrada pela polícia e coronéis  de 8 Estados Nordestino. Virgulino quando entrou pro cangaço, chamou  atenção de uma sociedade por inteiro.
Extraído do blog:
"Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia", do pesquisador Guilherme Machado

GENIO DA CANTORIA

 
Cego Aderaldo e o grupo musical que o acompanhava
nas suas apresentações (Acervo de Rosemberg Cariry)

A VASTA VISÃO DO CANTADOR CEGO ADERALDO

Por: Cláudio Portella

Comum, em minha infância, apelidarmos as crianças que usavam óculos – nossos amigos de sala de aula, das brincadeiras em final de tarde na nossa rua – de Cego Aderaldo. Os nerds de hoje, por conta dos óculos, são os Cegos Aderaldo de minha infância. Temo o apelido se extinguir, nos novos tempos de nerds e de grande crescimento tecnológico.

Toda vez que chamarmos alguém de Cego Aderaldo estaremos, mesmo inconsciente, evocando a figura do fenomenal cantador.

Cego Aderaldo nunca escreveu um livro – o mais próximo a que chegou foi narrar sua história ao escritor Eduardo Campos -, sequer um cordel. Quase não sabia ler, mas assinava o nome, compunha acrósticos e aprendeu a ler em Braille. Para saber as horas, usava um relógio com o mostrador em alto relevo. Tinha o verso preciso, a palavra justa. Foi um cantador itinerante, um artista do bom improviso. Aos acordes de sua viola, seu cantar era exato, redondo, suas rimas perfeitas. Não se repetia. Daí sua enorme vantagem sobre os demais cantadores. Seu vocabulário era fácil, acessível a todos. Sua palavra, cantada, tinha muita força simbólica.

A obra de Cego Aderaldo é um manancial de ricos achados orais. Foi estudada por grandes mestres folcloristas: Luis da Câmara Cascudo, Edson Carneiro, Leonardo Mota, Alceu Maynar de Araújo etc.

VER POSTAGEM COMPLETA EM: www.vilacamposonline.blogspot.com

LANÇAMENTO DO LIVRO DE BÁRBARA

Por: Honório de Medeiros
Foto do perfil de Honório de Medeiros

Amigos,

Estamos muito felizes com o sucesso do lançamento do livro de Bárbara: autografou mais de 150.

Claro que compareceu um número bem maior de pessoas. Entretanto, o mais importante de tudo foi perceber a felicidade que  ela estampava no rosto.

E o comparecimento de tantas pessoas importantes, afetivamente, para nós. Certos fatos não são fáceis de expressar, e esse foi um deles.

Somos gratos pelo apoio de que vcs nos deram. Com certeza ele foi importantíssimo para que tudo, como diziam antigamente, "corresse às mil maravilhas".

Subsídios para a História de Mossoró - 28 de Fevereiro de 2012


 Por: Geraldo Maia do Nascimento
O Padre Antônio Joaquim, no tempo em que passou como vigário da Paróquia de Santa Luzia, conseguiu trazer a Mossoró diversos Missionários Capuchinhos. Em 1846 pregou aqui Frei João; em 1859, Frei Serafim; em 1863, Frei Agostinho; em 1873, Frei Fidelix e em 1885, Frei Venâncio.
               
Em 1873, nas missões de Frei Fidelis, foi edificado um cemitério no mesmo lugar do atual Semitério de São Sebastião, onde já existia um cemitério de madeira, feito em 1869. Foi ainda durante as missões de Frei Fidelis que foi edificada, no cemitério, a capelinha dedicada a São Sebastião.


Geraldo Maia do Nascimento
Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Fonte:

Malhada da Caiçara e a Caravana Cariri Cangaço

Por: Manoel Severo

O cenário é simples, a casa de taipa poderia passar como qualquer uma das muitas espalhadas pelo nosso sertão, mas o magnetismo do lugar enfeitiça a todos. Assim é a Malhada da Caiçara, berço de uma das Marias mais famosas do nordeste e do Brasil: Maria Gomes de Oliveira, ou Maria Déa, a Maria do Capitão que depois tornou-se Maria Bonita.

Manoel Severo, João de Sousa, Aderbal e Karlon

 Valentim, Juliana Ischiara, Lívio, Afrânio e João

A Malhada da Caiçara, fica cerca de 13km do rodovia que liga Paulo Afonso a Jeremoabo; ali foi  perpetrada pela Prefeitura de Paulo Afonso a restauração da casa onde nasceu Maria Déa transformando-a em Museu Casa de Maria Bonita. Além de resgatar um dos mais importantes cenários da história do cangaço, possibilitando a todos conhecer as raízes da "morena da terra do condor", também foi um passo importante na direção de criar condições para o pleno desenvolvimento do turismo cultural sustentável, o que já começa a acontecer na região.

Lívio Ferraz e Juliana Ischiara

Pedro Luiz, João de Sousa Lima e Aderbal Nogueira

Pedro Luiz, João de Sousa Lima e Aderbal Nogueira

Múcio Procópio

Luca, o mais novo investigador do cangaço...

Desde meados do ano de 1929 que Lampião e seu bando mantinham pela região da Malhada da Caiçara, Sítio do Tará e por toda Serra do Umbuzeiro amigos importantes que seriam fundamentais na sustentação do grupo pelas terras sertanejas da Bahia, Odilon Café e Zé de Felipe, tio e pai de Maria Bonita, estavam entre esses e a partir das constantes visitas ao lugar, nasceu a atração entre o rei e a futura rainha do cangaço. Ao abandonar o casamento com o sapateiro Zé de Nenem e partir em companhia de Virgulino, Maria inaugurou a entrada de mulheres nos bandos cangaceiros.A Caravana Cariri Cangaço-GECC mais uma vez pisava em terras da Malhada da Caiçara, passagem também obrigatória para todos que pesquisam o tema cangaço.

Manoel Severo

Cariri Cangaço
http://cariricangaco.blogspot.com