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sábado, 4 de agosto de 2012

Primeira chamada - João Mossoró fará lançamento de CD no dia 22 de Setembro de 2012

Cantor João Mossoró

NO PRÓXIMO DIA 22 DE SETEMBRO, 
O CANTOR JOÃO MOSSORÓ 
FARÁ O LANÇAMENTO  DO SEU CD, 
CONEXAO NORDESTE E CASA DE SHOW ESTUDANTINA, 
NA PRAÇA TIRADENTES, NO RIO DE JANEIRO. 


DIVERSOS ARTISTAS PARTICIPARÃO DO LANÇAMENTO.

AGUARDE! 


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TRISTE FIM DE ROSA FLOR (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

TRISTE FIM DE ROSA FLOR

Diferença enorme de Vanvan, Fofinha e Muitos o chamavam Vanvan, outros de Fofinha, e até aceitava, mas não se alegrava e sorria como quando a ele se dirigiam como Rosa Flor. Rosa Flor, para Vanalício.

Era esse o nome dele: Vanalício Piedoso da Guia, reconhecido em cartório e guardado em documento, moço bonito e de triste destino. Mas depois que os próprios pais começaram a chamá-lo de Licinho e os outros se acharam no direito de apelidá-lo de Vanvan, então o nome real foi esquecido. Mas por outro motivo.

Começou a desmunhecar ainda meninote e nunca procurou esconder sua opção sexual de ninguém. Quando os pais se deram conta dos comentários, e estando já rapazote, então deram uma surra de couro cru que o sangue esparramou pela roupa. Depois foi jogado no meio da rua com mala e cuia.

“Sua mãe num aguentou as dor que sentiu nem criei fio pensano que fosse macho, pa adespoi o povo tá falano em viadage. Se quiser amulezá que vá ser noutro lugar. Vai-te pa ter o mundo que merecer!”. Foram as últimas palavras ouvidas de seu pai ao ser despejado no mundo.


Sentado numa praça todo choroso, nem viu quando Madame Sofie, a cafetina mais afamada da região, aproximou-se para tomar pé da situação. O rapazinho era muito amigo tanto dela como das raparigas que faziam vida no seu bordel. Não só era confidente da maioria, com já havia feito três shows travestido de “Lua Quase Nua”. Foi o maior sucesso.

Ao ouvir o relato do despejamento debaixo de vara, e tudo entre soluços e chiliques casuais, a velha cafetina puxou-lhe pelo braço e disse que abandonado e no meio da rua ele não ficaria de jeito nenhum. Iria morar no seu bordel tanto para servir de companhia às mocinhas como para se preparar para novos shows. Até já tinha um em mente: “O Voo do Bambi”.

Foi maravilhosamente recebido pela raparigagem. Era Rosa Flor pra cá, Rosa Flor pra lá, e ele todo feliz da vida, desmunhecando como nunca e afirmando a todas que se sentia como uma rosa carente que de repente recebe de presente toda a primavera. E assim se passaram dois, três meses, até que o rapazinho começou a fazer o que Madame Sofie tinha pedido por tudo na vida que evitasse ali: se apaixonar por qualquer dos frequentadores do cabaré.

Coração frágil, carente, molinho molinho, se derretia todo quando o jovem vaqueiro chegava. Toda vez que colocava o olho pintado e cheio de cílios postiços no rapaz estremecia todo, ruborizava, perdia o fôlego, só faltava desmaiar. Então decidiu escrever versos, poemas de amor, indo ele mesmo até a mesa entregar, logicamente dizendo que haviam sido enviados por uma fã secreta.

Nesses instantes só faltava subir no colo, dizer logo a verdade, confessar o amor, afirmar que tudo faria na vida para tê-lo ao menos por um instante. Por nunca ter coragem de fazer nada disso, se martirizava, chorava, se embebedava, dizia que ia cortar os pulsos com lâmina, tomar veneno de matar rato. Até que um dia tudo começou a piorar de vez.

Num dia que foi entregar um poema e ouviu da boca do jovial vaqueiro que tinha as mãos lisas como uma mulher e era mais perfumado que qualquer daquelas raparigas, sem falar do lábio aveludado de moça virgem, eis que acabou desmaiando por cima do colo amado. Já percebendo tudo, a velha cafetina dizia que aquilo não ia dar certo e que logo teria que tomar as necessárias providências.

Numa noite, data marcada para o tão esperado show “O Voo do Bambi” com o cabaré completamente lotado, ao ser apresentado como um travesti francês especialmente contratado para o evento, assim que subiu ao palco Rosa Flor nem pensou duas vezes. A primeira coisa que fez foi tirar a máscara e se revelar. E fez mais. Disse que o que assistiriam seria um espetáculo muito diferente, jamais visto por alguém, pois show do amor, da paixão, do desejo incontido. Mas um amor, uma paixão e um desejo impossível de ser realizado, pois o seu grande amor jamais corresponderia seus sentimentos.

E apontou para o jovial vaqueiro. Em seguida tirou dos trajes um punhal e fez um profundo corte no pulso. Era o sangue jorrando, Rosa Flor fraquejando, amarelando, prestes a desmaiar, e todo mundo voltado para onde estava o vaqueiro. “Seus urubus, estão vendo o rapazinho morrendo e ficam olhando pra mim. Só por que desmunheca não pode ficar apaixonar não?”.


E forçou a passagem para seguir até o palco e levantar Rosa Flor nos seus braços. Ainda estava respirando, com olhar anuviado, mas ao olhar bem no rosto do seu amado, deu um leve sorriso e um último suspiro. E...

E o cabaré continuou alegre e pulsante, com corpos se entregando como se nada tivesse acontecido. E talvez realmente nada tivesse acontecido. Certas pessoas são realmente tidas como um nada, ainda que verdadeiramente amem muito mais. E sempre paguem o preço da incompreensão.

(*)Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com


Enquanto não vem cangaço - Críticas dirigidas a Deus é colocar a amada vida em jogo

Por: José Mendes Pereira
José Mendes Pereira

Quem não conhece Deus, o grande criador de tudo quanto há no gigantesco universo, como por exemplo, algumas aldeias de índios, que ainda não tiveram contatos com o homem branco, e se  elas forem informadas da existência de um ser supremo, e se elas disserem algo contra Ele, estarão protegidas pela própria lei de Deus. “Eles não sabem o que dizem”. Mas, nós que o conhecemos através da Bíblia, se dissermos algo contra Ele, estaremos colocando a nossa amada vida em jogo.

No final dos anos oitenta, o Rio Grande do Norte foi dirigido por um governador que não teve o mínimo respeito por professor, e foi neste governo que os mestres sofreram tanto, tanto, que para conseguirem atravessar a crise  (chamada de “no tempo do ovo”), crise esta que não só eu como tantos outros sofreram; eu fui obrigado procurar outros meios para completar o meu salário (santos olhos); ou eu enfrentaria outra atividade, ou iria sofrer difíceis crises, juntamente com os meus filhos. Tentei várias atividades, só estacionando no ramo de Serralheria (metalúrgica), confeccionando portões e grades metálicas. Nesta nova atividade quase perdi a visão do olho esquerdo, perfurada por uma fagulha metálica, obrigando-me a procurar com urgência um oftalmologista.

Já havia se passado doze dias que a maldita fagulha estava espetada na membrana do meu olho esquerdo, mas como as condições ainda eram precárias, eu esperava por um milagre, isto é, que ela saísse gradativamente. Não saindo por espontânea vontade, caminhei até ao oftalmologista, cujo doutor, o chamarei de Fulano de Tal.

Logo que o consultei, dirigiu-me palavras desagradáveis, que eu já havia perdido o olho, e a culpa era minha, por não ter ido logo ao seu consultório para fazer a retirada da fagulha. Mas mesmo com essa informação desagradável, fui preparado para uma simples cirurgia.

O Doutor Fulano de Tal deu início e minutos depois, cuidadosamente retirou a fagulha. E logo veio a palavra que eu mais esperava:

- Pronto. Retirei a fagulha. Mas se demora mais, você seria um caolho.

Eu, besta, talvez ingênuo, sorridentemente disse-lhe:

- Graças a Deus, Doutor! – e aliviado do incômodo, repeti. – Graças a Deus!

O oftalmologista sentindo-se inferiorizado, foi curto e grosso comigo, perguntando-me:

- Por que cara, você me diz graças a Deus?!  Graças a Deus por quê? Graças a Deus uma pinoia! Você deve me dizer assim: Graças ao Doutor  Fulano de tal e não graças a Deus! Olhe, você me falou que  fazia doze dias que estava com este corpo estranho espetado em seu olho, e cadê que Deus desceu do céu para retirá-lo? Que Deus que nada! Você iria cegar e Ele aqui não vinha de jeito nenhum. Quem tirou fui eu e não Deus. Repita comigo, graças ao Doutor Fulano de Tal. – Dizia ele ignorantemente.
Calei-me.

Não tenho certeza quantos dias se passaram, talvez dez ou doze dias, as Emissoras de Rádio de Mossoró anunciavam o seu falecimento. A causa. Parada cardíaca. Não sei se foi castigo ou uma simples coincidência.  

Minhas simples histórias


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Carta de repúdio - Um olhar mais apurado

Por: Paulo Britto
Tenente João Bezerra - In onordeste.com

O que dizer? Será a irreverência dos tempos atuais? Será a liberalidade desmedida e irresponsável, respaldada na impunidade? E o que pensar?

Em terra de cego quem tem um olho é rei? Não, em terra de cegos fura-se o próprio olho para comungar com eles.

Os cães ladram e a caravana passa? Não, os cães ladram, atacam e mordem, e a caravana passa molestada e desmerecida. Vemo-nos agora submetidos à anticultura que confunde e desnorteia os menos informados que anseiam conhecer a verdade histórica e não têm o conhecimento necessário para excretar esses dejetos pseudo-literários.

Abre-se espaço para as improbabilidades grotescas e desmedidas. Fomenta-se a irreverência, a ficção, a criatividade irresponsável, calcada em elucubrações, e devaneios de uma verdade insípida e renitente.

Deparamo-nos com escritos como: “Lampião, o invencível. Duas Vidas, duas mortes – O outro lado da Moeda” cheio de fundamentações infundadas, chegando ao absurdo de asseverar que o Lampião, morto na Grota do Angico, era um sósia: “arranjar o dublê de Lampião – um ladrão de cavalo preso em Alagoas adequado ao papel pela cegueira do olho direito”. Enquanto Maria Bonita, sua companheira, era “representada por um jovem (um homem, portanto), cujas feições lembravam as de quem ia tomar o lugar”. A despeito de todas as identificações feitas, não se conseguira descobrir que Maria Bonita era um homem.

Um outro escrito ainda recente mexeu com o mito Lampião, causando grande rebuliço no ceio dos cangaceirólogos, coloca Virgulino Ferreira da Silva como homossexual, conivente com um romance entre a sua companheira e o seu mais fiel cangaceiro (Luiz Pedro do Retiro) de inúmeros combates. A verdade é que por mais que se antagonize o Rei do Cangaço, se chegar a alegações dessa natureza, choca os reais escritores e revolta os familiares.

João Bezerra, à direita, retorna à Angico e posa aos pés do primeiro Cruzeiro.

Agora, recentemente, nos vemos diante de mais um escrito, “A OUTRA FACE DO CANGAÇO - VIDA E MORTE DE UM PRAÇA”, que ao invés de procurar ressaltar a vida militar e morte do praça, ocorrida durante o combate de Angico, muda o foco, e de forma primária se expõe ao lançar calúnias e controverter os fatos, seguindo a linha dos antecessores citados. Embora trafegando, com as suas pesquisas recentes, nos mesmos caminhos que tantos já percorreram – distando mais de 70 (setenta) anos do ocorrido – esse autor descobriu fatos que pesquisadores que buscaram informações no momento próximo ao ocorrido e ao longo desses anos todos não descobriram.

O pesquisador, data vênia os demais pesquisadores, em entrevistas inéditas com participantes do combate, que nas suas existências longevas, não se cansaram em atender o intrépido autor que, em tempestuosos pensamentos contraditórios e formulando perguntas capciosas de sua conveniência para que o entrevistado, em resposta, num gesto de olho ou canto de boca confirme fatos que os demais deixaram escapar.

No escrito, (I) o comandante da volante (João Bezerra) mata o seu desafeto (o Soldado Adrião) de outra volante, que com ele disputava o amor de uma prostituta; (II) se vê obrigado a matar seu companheiro (Lampião) de noitadas de carteado; e (III) que 02 dias anteriores ao combate de Angico, com este estava carteando na fazenda do seu sogro (Francisco Corrêa). Por aí segue na mácula, no total desvario e com o pleno desconhecimento das personalidades de Francisco Corrêa de Britto e do próprio João Bezerra.

A censura é incabível, antipática e reprovável, mas a liberalidade desmedida e caluniadora desvirtua os valores morais. O que teremos para oferecer aos nossos descendentes e almejar para o futuro? Em sua folha de serviços prestados à corporação, segue abaixo um resumo da vida do Coronel João Bezerra da Silva, comandante das volantes por hierarquia e por se fazer líder irretocável dos que ali estavam tomando parte no combate de 28 de julho de 1938, em Angico/SE:

No combate de Angico, como Primeiro Tenente, já havia; participado de 03 (três) expedições de guerra fora do Estado de Alagoas, nas revoluções de 1925, 1930 e 1932; nomeado 09 (nove) vezes delegado; recebido 09 (nove) elogios e louvores em boletins da corporação; exercido o cargo de Prefeito Interventor na Cidade de Piranhas/AL; cumprido várias missões especiais; e travado vários combates com cangaceiros, inclusive Lampião.

Ao longo dos seus 35 (trinta e cinco) anos de carreira militar, consta nos seus apontamentos:

12 (doze) nomeações como delegado; 02 (duas) vezes como subdelegado;  02 (duas) vezes subcomandante da corporação;  12 (doze) vezes comandante de unidades da corporação; 17 (dezessete) vezes citados em elogios e louvores em boletins;  03 (três) expedições de guerra da história do Brasil; e 11 (onze) combates com grupos de cangaceiros liderados por Luiz Pedro do Retiro, Corisco, Gato, Zé Baiano, Português, Manoel Moreno, Moita Brava e o próprio Lampião.
Homem que dentro dos padrões éticos de liberdade, igualdade e fraternidade, alcançou o grau 18 do filosofismo, dentro daquela que é conhecida como a consciência oculta da humanidade, a maçonaria. Para esse homem não pedimos acalentos e salamaleques, mas se não temos afinidade com o que é justo e correto, e não tivermos provas irrefutáveis, pela total falta de veracidade das informações, não conturbemos o trabalho daqueles que empenharam anos de estudos num esforço sobre-humano para preservar a história como ela realmente se desenvolveu.

E agora? Diante da perplexidade... Qual é a regra dos tempos atuais? A regra é não ter regra? Como sempre, me coloco à disposição e um forte abraço a todos os amigos desse conceituado blog.

Paulo Britto .'.
Filho do Tenente João Bezerra
Recife-PE

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Novo livro na praça - CANGAÇO

CANGAÇO


Autor: Melquiades Pinto Paiva 
Ano: 2012.

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

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Quem matou Delmiro Gouveia?

Autor: Gilmar Teixeira
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Não deixe de adquirir o seu, leitor!. É um excelente trabalho sobre o coronel Delmiro Gouveia


Edição do autor:
152 págs.
Contato para aquisição
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00 

O cantor João Mossoró fará Show no "Mercadão Cadegue"

Cantor João Mossoró

O cantor João Mossoró estará se apresentando neste sábado (dia 4), no Mercadão Cadegue, no restaurante
CANTINHO DAS CONCERTINAS, 
no Rio de Janeiro. 
UMA FESTA PORTUGUESA

Prestigie o artista participando desta grande festa

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Surge o Sinhô, o maior de todos os Pereiras

Por: Manoel Severo
Sinhô Pereira, sentado e Luiz Padre, de pé

O ano é 1915 quando vamos encontrar Né Dadu, retornando da cidade de Triunfo após ser absolvido de crime de morte de João Jovino. Naqueles dias uma volante se formava para capturar um dos maiores desafetos da família Carvalho. Sob o comando do Tenente Teófanes Ferraz Torres e contando ainda com os Carvalho: Antonio e José da Umburana e João Lucas das Piranhas, atacam São Francisco, mas não encontram Né Dadu, espancando fortemente uma negra de nome Antonia Verônica, governanta do lugar, conhecida por “Mãe Preta”  e prendem o mais novo dos filhos de D. Constança, irmão de Né Dadu: Sebastião Pereira, então com 16 anos.
A represália dos Pereira veio logo em seguida, quando é morto José da Umburana em emboscada de Vicente de Marina, o morticínio continua, desta feita mais um Pereira tomba, Né Dadu morre em 16 de Outubro de 1916, vítima de covarde traição de um ex-cabra dos Carvalho, Zé Rodrigues, Zé Grande ou simplesmente “Zé Palmeira” que o matou com seu próprio rifle no lugar Poço do Amolar, na fazenda Serrinha. Esse caboclo Zé Palmeira havia se aproximado de Né Dadu após ardilosa trama traçada pelos próprios Carvalho, simulando o rompimento do referido cabra com a família inimiga. Apesar de Atento e desconfiado Né Dadu acabou sendo ludibriado pelo audacioso golpe e acabaria sendo vítima fatal do mesmo.
A morte do irmão empurrou definitivamente o mais jovem da família para o mundo do crime, nascia ali aquele que seria o mais valente de todos os cangaceiros, segundo o próprio Virgulino Ferreira: Sebastião Pereira, vulgo Sinhô Pereira.

Sinhô Pereira em foto da década de 70

Partindo na sanha da formação de seu grupo, Sebastião Pereira partiu em busca do Coronel Zé Inácio, do Barro, conhecido coiteiro e protetor de bandidos, dali saiu com um grupo de 20 cabras, tendo como seu lugar tenente seu primo, Luiz Padre, rumo a Vila Bela, no Vale do Pajeú.


Sinhô Pereira, sentado e Luiz Padre, de pé 

Invadindo São Francisco, depredou e queimou a loja de Antonio da Umburana e tomou a pequena vila, partindo dali para as fazendas dos Carvalho, Umburanas e Piranhas, depredando, queimando, matando animais, destruindo cercas, arrasando tudo. Os Carvalhos diante de tanta fúria se retiraram para a cidade, finalizando assim a primeira grande investida do grande cangaceiro.
Sobre a eterna peleja entre os clãs vamos ter o episódio da invasão à fazenda Piranhas, narrado por inquérito na própria delegacia de Vila Bela, como segue: “... no dia 1º corrente apresentaram-se voluntariamente a prizão os indivíduos José Alves de Barros e José de tal conhecido por José Caboclo e Francisco Alves de Barros, Cincinato Nunes de Barros, Antonio Carvalho de Barros, conhecido por Antonio da Umburana, Antonio Alves Frazão, José André, Feliciano de tal, João Ferreira, Francisco Porphirio, Antonio Teixeira, Antonio Pedro da Costa Neto, Antonio Pequeno, José Flor e João Tapia todos denunciados neste município como incursos no artigo 294 por terem morto ao cangaceiro Paixão na ocasião em que os mesmos se defendiam do ataque feito a fazenda Piranhas pelo grupo chefiado por Sebastião Pereira e Luiz Padre dos qual fazia parte o referido Paixão (Informe ao Chefe de Polícia pelo delegado de Vila Bela, 5/9/17).
Algum tempo depois Sebastião Pereira mataria o assassino de seu irmão Né Dadu, o indivíduo Palmeira, na localidade de Viçosa em Alagoas, tendo Luiz Padre sangrado o matador de seu pai Padre Pereira, Luis de França, em São João do Barro Vermelho. Em outra oportunidade na localidade de Queixada, sob a proteção do Coronel Pedro da Luz, acabou encontrando Antonio da Umburana que foi sangrado, esquartejado e queimado, assim se configurava a vingança dos primos, Sebastião e Luis Padre.

Manoel Severo
http://cariricangaco.blogspot.com

Hoje na História - 04 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 03 de agosto de 1946 dava–se a posse do Dr. José Nicodemus da Silveira Martins como Prefeito de Mossoró, por nomeação do Interventor do Estado, cujo mandato se prolongou até 6 de marco de 1947. 
               
Em sua gestão foi realizado o congresso Eucarístico Nacional, numa promoção do então Bispo Diocesano, D. João Batista, Portocarrero Costa.

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.
  
Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fontes:

LAMPIÃO E O CHIQUEIRO VÉIO

Por: Clerisvaldo B. Chagas - Crônica Nº 834
Clerisvaldo B. Chagas

(Para Archimedes Marques e José Mendes Pereira)

Muito ainda se especula sobre a fortuna do bandido Virgolino Ferreira da Silva. É de fato impressionante o puxa-puxa dos que se dedicam à causa lampionesca, na tentativa adivinhatória documentada do paradeiro monetário virgoliniônico.

 
Bornal à cangaceira.

O grande mistério e desencanto para os pesquisadores, é que uma pessoa muita maldosa cortou a língua do dinheiro. Com o bichinho mudo, ficou mais difícil saber qual era o real poder de fogo dos embornais microbianos do chefão. Quanto tinha de fato no papo-de-ema que Lampião conduzia na cintura? E nos bornais? E nos bolsos? Qual o valor em joias e dinheiro que havia nas mãos dos seus coiteiros-bancários de confiança? Caso fosse de fato descoberto cem por cento esse enigma, outra interrogação ocuparia com muito mais força o lugar da primeira. Uma pergunta, sem dúvida, desdobrada em miríades. 


Teria sido mesmo Bezerra, o sortudo ganhador do papo-de-ema, dos bornais e bolsos do comandante cangaceiro? E o tanto de joias que daria uma bacia de rosto, correu para onde? As inúmeras fazendas compradas por Ferreira escolheram quais herdeiros? Quem se denomina “pesquisador de cangaço” e outros títulos, corram para investigar e nos dizer com a certeza dos cartórios, pois o leitor exigente quer saber.
Em 1938 ─ quando as cabeças dos cabras trucidados em Angicos viajaram a Maceió ─ houve questionamento. Após a exposição em Palmeira dos Índios, cidadãos do núcleo, nas praças, barbearias, bares e portas de igrejas, indagavam uns aos outros, onde estaria a verba deixada por Virgolino. No bate e rebate das discussões, segundo o escritor Valdemar de Souza Lima, saltou um velhote da cadeira de barbeiro e falou. Disse que após a carreira de Mossoró, destroçado, via Pernambuco, Virgolino foi bater no povoado ribeirinho Entremontes, do São Francisco. Ali em Alagoas, com a pressa da passagem, arrumou uma canoa para atravessar o rio, ele e seu reduzido grupo. Numa bodega miserável apresentou-se, deixando sem fala momentaneamente a dona da espelunca. Pelo mutismo da mulher, ele mesmo escolheu a mercadoria e indagou a conta, feita por ela, que importou em cerca de trezentos mil réis. 

Lampião passou-lhe uma nota de quinhentos, a dona alegou que não tinha troco e mandou o bandido levar tudo como oferta da casa. O homem, estando tremendamente mal-humorado, rosnou que “não queria favor, não!”. A dona da bodega, com um medo triste, perguntou como ficaria, pois troco não tinha. Foi aí que Lampião, num gesto brusco da peste, empurrou a nota para cima da mulher e falou com orgulho, soberba e grosseria do mundo todo: “Pois fique com toda essa porcaria pra você, que eu tenho mais dinheiro de que bosta de cabra em chiqueiro véio!”.
Os entendidos calculem, então, com auxílio de um matemático, a quantidade de rolinhos pretos, como quixabas, em chiqueiro velho de caprinos, por metro quadrado. Talvez aí tenha início à solução do mistério de quanto era em contos de réis, a fortuna de Ferreira. Ê... Cabra macho sabido, medite aí sobre LAMPIÃO E O CHIQUEIRO VÉIO.


Enviado pelo escritor romancista e cronista Clerisvaldo B. Chagas

JORGE AMADO, EU SÓ QUERIA UM CAIS, UM CACAU, UMA FLOR AGRESTE... (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

Que Deus me perdoe o que vou fazer. Que eu não seja castigado por remoer sobre o nome de quem já se tornou apenas saudade, mas não podia, de jeito nenhum, deixar de dizer umas poucas e boas a Jorge Amado. Esse mesmo, o Amado Jorge, o escritor de cais, de cacau, de flor agrestina.

Há muito que gostaria de ter enviado uma carta raivosa endereçada à Rua Alagoinhas, 33, no Rio Vermelho, e dizendo tudo. Mas deixei simplesmente o tempo ir passando. E o tempo passou demais. Daqui a poucos dias, mais precisamente no dia 10 de agosto, estará completando cem anos de nascimento. E nascido em meio ao cacau de Ferradas, distrito da baiana Itabuna. Fruto de amor e ódio, de riqueza e morte, como tantas vezes escreveu.


O mundo literário estará em festa, toda a Bahia, do recôncavo ao sertão, também; o Brasil inteiro mais uma vez homenageará sua obra. Ora, foram 38 livros publicados e inúmeras traduções mundo afora. E só não recebeu o Nobel pelo conservadorismo daqueles velhotes da academia que jamais avistaram a beleza da flor no meio das coxas de Gabriela nem o sexo pastoril de Tieta.

Verdade é que as comemorações serão muitas, mas infelizmente, de minha parte, não posso fazer o mesmo. E não posso por muitas razões. Que digam que é inveja, raiva, ciúme, covardia, animosidade barata, coisa de gente que não tem o que fazer. Tudo bem, aceito, até mesmo porque sei que não deveria fazer isso. Mas faço.

Seu Jorge, o senhor não tinha o direito de partir assim, ainda tão cedo, devendo a cada apreciador de sua pena mais uma síntese da história brasileira a partir do fazer verdadeiro do povo. Um povo mulato, negro, branco europeu, imigrante, de religiosidade diversa, sincrética, com suas estórias de amor, paixão, ódio, vingança, piedade, descendo ou subindo a ladeira, cortando vereda, entrando na igreja, sendo recebido pelos orixás.
Isso não se faz, Seu Jorge. Os seus livros, personagens, estórias, tramas, enredos, não fizeram outra coisa senão esgotar minha criatividade. Como posso criar se tudo já foi criado e dito pela boca do coronel, da prostituta, do proxeneta, do pai e da mãe de santo, do jagunço e do servil nordestino, da matrona balofa, da mocinha sonhadora e almofadinhas forniquentos?

Como posso escrever sobre a desfeita, a ferrenha disputa entre afamados coronéis do cacau, se não me resta mais nenhum jagunço, nenhuma cartucheira pendida na sela, nenhum rifle ou mosquetão, nenhuma covardia na emboscada, nenhuma frieza na tocaiagem? Não há nem mais jeito de mandar apertar o gatilho, de fazer chegar ao ouvido do velho mandante de terno de linho que o seu inimigo havia ficado estrebuchado na curva da estrada.

Como posso descrever a vida no cais, a vida no porto, a vida marinheira, a saudosa vida, se todas as vidas já foram descritas por sua pena? Queria descrever o pescador partindo pra luta do dia, a noite chegando e nem vulto ao longe; a companheira chorosa esperando, o tempo passando e a notícia de dor. E todo o cais velando o amigo, e todo o mar chorando o conhecido, e todo homem do mar temendo não voltar no dia seguinte. Tudo já está nos seus livros, tudo isso já foi escrito.

Seu Jorge, que falasse sobre os meninos de rua, as crianças abandonadas, os pivetes de mão estendida, de mão desvalida, de mão de furto e de roubo, e também sobre aqueles capitães da areia levantando bandeiras para a revolta, mas deixasse ao menos um pouquinho dessas vidas imensas e tão pequeninas para serem descritas por outras mãos. Eu mesmo, por exemplo, queria falar sobre o menor que faz da rua um microcosmo para lutar contra as injustiças. Mas posso?

Desculpe-me dizer, mas não passaste, Amado Jorge, de um egoísta, de um inveterado larápio das coisas boas da vida e, de forma também coronelista, juntado tudo no seu feudo romancista. Comeu todas as francesas dos cabarés, fez amizades suspeitas com as maiores cafetinas, alisou as coxas lisas e branquinhas das filhas dos coronéis, emprestou a juros absurdos o sustento dos bêbados e noctívagos, trouxe a menina flor sertaneja pra cidade e depois ofereceu casa e roupa de chita.

Meu sonho maior, Seu Jorge, era ter tido oportunidade de passar a perna na sua incomparável criatividade. Quando pensasse em escrever sobre um cavaleiro e sua esperança de transformar o mundo, eu já teria escrito sobre a liberdade como luz no fim do túnel; quando tencionasse escrever sobre uma fogosa pastora de cabras, eu já teria escrito que ela não passava de uma cabra servindo de pasto para os moços carentes do agreste. Mas tem nada não Seu Jorge, tem nada não.


Fique com raiva se quiser, mas juro que bem antes eu já tinha pensado em escrever sobre o adultério fantasmagórico de Flor, a tocaia que o coronel mandou preparar para o inimigo de mesma patente, os olhos da clientela nas ancas da jovem e doce Gabriela, os sonhos revolucionários de Malvina, a safadeza de Tonico Bastos, o cajado ignorante do velho pai descendo no lombo safado da filha Tieta, o adultério mais deslavado, a fé mais verdadeira, os santos africanos comandando os terreiros e as vidas, os barcos voltando cheios de frutas olorosas, e um lenço aberto na mão à beira do cais.

Agora vou confessar uma coisa, segredo que escrevo em marca d’água e digo baixinho: li e releio seus livros todos os dias; a cada dia me encanto mais com seu maravilhoso mundo, e juro que jamais abdicarei de ser um fiel amante dessas páginas que maravilhosamente pulsam no meu sangue nordestino.

Mas peço um favor: Quando eu vender minha safra cacaueira e junto com dois capangas for fazer uma visitinha ao Bataclan, que Maria Machadão feche as portas do recinto e mande à minha presença as moças novas da casa: Gabriela, Dona Flor, Tieta e Tereza Batista. Juro que de lá sairei cansado de guerra.

Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Canudos na Telinha - Antonio Conselheiro - Os Sertões e os Sermões


O programa Tela Brasil da TV Senado apresentou em 2011 este documentário - Aqui dividido em quatro partes - que resgata a memória de Antonio Conselheiro. Figura carismática, tornou-se conhecido como o maior beato da história brasileira, liderando milhares de sertanejos em um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, o arraial de Canudos. Direção: Maria Maia.





Créditos: Taekwonmaster/ YouTube
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CONTRIBUIÇÃO DO LEITOR

Por: Jair Eloi de Souza (*)

UM TEMPLO À ORAÇÃO DE PADRE JOÃO MARIA, FAZENDA -TRÊS RIACHOS.

Naqueles tempos, transcorria o terceiro quartel do Século XIX. Havia uma casa rústica, o dedo de Deus e um mestre escola. O cênico caseiro; uma fagulha de carência e de precisão material, mas a aselha do saber era o adereço nobre que estava sempre ombreado à fé inabalável do Clã Cavalcanti-Brito.  Para os comeres, a natureza ainda estava prenha de mel, perdizes e jacus, os cervos da caatinga e desdentados como o peba, o tatu-galinha. As aves aquáticas havia em abundância e, somadas às criações e legumes cultivados, eram a base alimentar daquele núcleo de sitiantes.

Mas as secas e o voo em travessia da asa branca fugitiva, sem comida, eram motivo de reflexão, que fazia do espírito e do estado d’alma um nicho de sabedoria e inconformismo para dois jovens daquela família. Amaro, o mais astuto, ambição de felino para evitar o ócio daquele lugar. João Maria, a mansidão e um olhar terno para a vida em comunhão cristã, de clausura, na qual em silêncio pudesse rezar e ouvir os cânticos gregorianos. Personalidades díspares, porém havia um pensamento comum entre aqueles dois varões: o de aprender a todo custo a língua mãe, o Latim. Esse idioma era o primeiro degrau e também o passaporte para aqueles infantes transporem fronteiras internas e até d’além mar.

Assim, a vontade divina e a sabedoria naqueles jovens se fazem na estrada da vida. Amaro tornara-se o jurisconsulto do Império, após oficiar como Consultor do Presidente da Suprema Corte dos Estados Unidos da América, como prêmio pela tese da pós-graduação. Ainda, Ministro da Corte Internacional de Haia, na Holanda.  Deputado Geral, Senador, Prefeito do Rio de Janeiro, Ministro do Império e do Supremo Tribunal Federal, deixando tratados de Direito Público ainda consultados pelos doutos.

E João Maria, o Santo? Ah!... João Maria, após a ordenação sacerdotal,  tornara-se paladino da solidariedade humana. Apóstolo da assistência aos enfermos. Caminhava léguas e mais léguas, a fim de ofertar as últimas recomendações aos que estavam se despedindo deste mundo. Para as gentes pobres, a simbologia maior é endereçada para a obra apostolar e de solidariedade deixada exemplarmente por João Maria. Nenhum catequista das terras potiguares, dos sertões do Seridó, deixara legado maior com exclusividade para as gentes desvalidas na fome, na doença, que escutavam a pancada do mar.

A simplicidade caridosa de João Maria não almejava qualquer panteão que viesse a homenageá-lo, nem em vida, nem no pós-mortem. No entanto, os que sabiam ser sua obra de assistência dimensional, seja no plano material ou nas instâncias das coisas celestiais, nominaram-no em praças, logradouros, artérias citadinas. Jardim, seu berço, pois, é onde fica o antigo feudo Logradouro, hoje Fazenda Três Riachos, fizera um pouco mais. Construíra no lugar onde João Maria, o santo, esboçara o primeiro sopro de vida, um altar templário e sacro, para a comunhão dos cochichos da fé cristã. Quem sabe se não venha levantar-se de seu silêncio em Deus e faça renascer uma nova Jardim, na busca da cura dos dependentes em drogas, no respeito ao ancião, na melhor assistência à saúde das crianças pobres, na lisura quando no trato do dinheiro público, não só na forma zelosa quanto à utilização, mas, sobretudo, naquilo que traduza mais serventia.

A alma de Padre João Maria é uma eternidade, habita um lugar de destaque na Corte Celestial, mas, não acredito que continue em silêncio e não venha iluminar os caminhos da vida, do renascimento de uma Jardim, que utilize melhor a inteligência e bravura do seu povo.

Em tempos de lua crescente/2012.

(*) Professor de Direito da UFRN e escriba da cena sertaneja.
Fonte: Alcimar Araújo

Extraído do blog: Edna Araújo

Na PARAIBA é assim...

*** COPIADO DO JORNAL da PARAÍBA...

fonte: blog do Juazeiro

Carros de som devem ter licença da Semam para propaganda eleitoral em João Pessoa - Publicado em 21/07/2012 

Os proprietários de carros de som, trios elétricos e motocicletas, entre outros, que atuarão com propaganda eleitoral, têm que retirar Licença Ambiental ou Autorização Ambiental na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam). Para os veículos que circularão apenas durante a campanha eleitoral, será emitida a Autorização Ambiental. Já para os carros de som que circulam em qualquer período do ano é necessária a retirada da Licença Ambiental.
O valor do pagamento da Guia de Recolhimento é calculado com base na Unidade de Referência Fiscal (Ufir), considerando as características do veículo e a potência do equipamento de som. Não está autorizada a propaganda eleitoral em equipamentos de som instalados nos porta malas de carros de passeio.
Depois de dar entrada na documentação, os técnicos da Semam farão a aferição do som. A chefe da Divisão de Fiscalização da Semam, Anna Patrícia Ferreira de Araújo, explicou que é preciso respeitar o limite de horário, das 8h da manhã às 22h, todos os dias da semana, estabelecido pela Resolução nº. 23.370/2011, do Tribunal Superior Eleitoral.
Outras informações podem ser obtidas na Semam, pelo telefone 3218-9200, ou na sede da secretaria, localizada no Centro Administrativo Municipal (CAM), na Rua Diógenes Chianca, 1777, em Água Fria, das 14h às 18h, horário de atendimento ao público.
Documentação – Os usuários devem dar entrada na documentação na Divisão de Fiscalização da Semam, levando:
Documentos pessoais; Documento do veículo como o DUT, que traz a especificação do Detran (se é trio elétrico, recreativo, reboque, motocicleta equipada com caixa de som, de acordo com a resolução do Contran); Foto demonstrando o veículo, o equipamento de som e a placa, devidamente inspecionado e carimbado pelo Detran; Cópia do Certificado de Segurança Veicular (CSV), nos casos de motocicletas; Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do responsável elétrico e mecânico, nos casos de veículos com três eixos; Autorização do proprietário do veículo para utilização do mesmo como veículo de propaganda; Comprovação do vínculo entre o solicitante e o proprietário, quando o veículo estiver em posse de terceiros (casos de alugados ou com contrato de compra e venda); Guia de Recolhimento, emitida na Semam, devidamente quitada.

Fonte: Redação com Secom/JP

Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas  

Hoje na História - 02 de Agosto de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

No dia 02 de agosto de 1912 deu–se a inauguração do Colégio Sagrado Coração de Maria, com afluência de famílias e populares, além de autoridades do município, dentre estas o Tent. Cel. Cunha da Mota, vice-Presidente do Conselho Municipal, em exercício, Padre André de Araújo, diretor do Colégio Diocesano Santa Luzia, Cel. Bento Praxes e Tércio Rosado Maia.
               
A direção do referido estabelecimento de ensino destinado ao sexo feminino foi entregue às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras Portuguesas, refugiadas e expatriadas de Portugal pela perseguição religiosa de 1910.
               
As Irmãs Maria Leocádia do Menino Jesus (primeira Diretora) e suas auxiliares, Irmãs Rosária de São Francisco, Maria do Divino Coração, Maria da Visitação e irmãs Helena e Rute, estavam já dois meses em Mossoró, hóspedes do industrial Raimundo Fernandes, delineado planos que adotariam para a edificante missão que tomariam de responsabilidades.
               
O prédio do Colégio, construído em precária situação em 1904, passou por reformas por iniciativa e às expensas do poder público municipal. 
              
Sua capela, de invocação a S. Francisco de Assis, foi construída em 1917.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento
Fontes:

Vilma Maciel na Bienal do Livro

Antônio Vilela, Ângelo Osmiro, Vilma Maciel e Kiko Monteiro

É com muita satisfação que convidamos a todos os amigos da Família Cariri Cangaço para prestigiar a presença de nossa querida amiga Vilma Maciel na Bienal do Livro, no próximo dia 12 de agosto no Parque de Eventos do Anhenbi em São Paulo.

A escritora de Juazeiro do Norte estará no Stand da Biblioteca 24 horas e apresentará suas obras: Caminhos Femininos, Lampião Luta, Sangue e Coragem. É esperar e conferir. Todos a Bienal !

Cariri Cangaço
http://cariricangaco.blogspot.com

Programação - 8ª Feira do Livro de Mossoró

Envio a programação da 8ª FLM.

Clique nas fotos para ampliá-las



Enviado pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço:
Kydelmir Dantas

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

Autor: Archimedes Marques


Preço: R$ 50,00
BANCO DO BRASIL
Agência: 3088-0
Conta: 33384.0
Em nome de Elane Lima 
Marques (Minha esposa).
E-mail

UMA VELA ACESA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa(*)
Rangel Alves da Costa

UMA VELA ACESA

Ai se os meus olhos, diante dessa vela acesa, apenas enxergassem a luz, apenas vissem a chama, apenas sentissem o lume tremulando o seu instante! Ai se meu olhar não se transformasse em chama, não brandisse aceso, não subisse aos céus! Eis que essa vela acesa surge diante de mim além do objeto, além da cera e pavio, para receber minha fé e ser muito mais do que apenas a valsa da luz a flamejar na semiescuridão.

Não sei perante os outros, vez que a fé, a devoção e a religiosidade são muito próprias em cada um, mas em mim o ato de acender uma vela é o mesmo que entrar numa igreja, que assistir missa, que subir na montanha para segurar na mão de Deus, que dialogar com a divindade sobre o meu ser tão sem palavras. No fósforo, o passo, no pavio, o templo; na chama, o portal.


Manhã ou noite, qualquer hora que sinta necessidade de fortalecimento espiritual, de proteção, na intenção de alcançar uma graça, a pessoa segue em direção ao oratório ou qualquer outro lugar onde possa expressar sua fé, e então, após o ritual de chegada, acende uma vela e põe-se contrito para que a mente e os lábios leiam o livro da alma:

“Eis-me aqui, ajoelhado a teus pés, orando a prece maior, invocando aos céus e pedindo do fundo do peito que atendei os meus clamores. Eis-me aqui, cheio de fé e de devoção, humilde servo do teu piedoso gesto, clamando um clarear meu destino nesta estrada sombria. E veja, e sinta o meu semblante nesta vela acesa!”

Após esse instante de clamor e devoção, de expressão da espiritualidade religiosa e da fé, a pessoa retoma o seu cotidiano e a vela fica flamejando no seu cantinho. Para alguns, a cera e o pavio que vão queimando lentamente fazem parte apenas daquele momento ritualístico, sem qualquer importância futura. Já para outros é bem diferente.

Diferente, e com razão. A simples vela em si, enquanto objeto de cera com um pavio no seu interior e que serve como fonte de luz, já é vista de modo diferenciado. Quem deseja iluminar um ambiente onde não há energia elétrica, o faz com candeeiros ou lampiões, mas não especificamente com vela. Ao ser adquirida, esta certamente terá por objetivo outro uso, que será o religioso.

Mesmo quando são adquiridas para fins decorativos, as velas não perdem aquela feição de religiosidade. As pessoas apenas transferem o uso nas igrejas para suas residências. Do adorno ritualístico, tão comum sobre a mesa na celebração de missas e batizados, onde geralmente são colocadas em castiçais por cima de toalhas lindamente trabalhadas, passa a enfeitar os ambientes residenciais. E ainda aí aquela inspiração religiosa.

E basta que uma dessas velas seja acesa para ganhar outra significação, e já diferente da que se tem na igreja. E isto porque uma vela acesa na igreja não possui a mesma intencionalidade espiritual que uma acesa dentro de um lar. Ali é abrangente, amplamente significando a chama da crença e da fé, a presença divina, enquanto cá, no recanto de cada um, tem-se essa crença e essa fé internalizada espiritualmente, expressando o sentimento mais íntimo.


Ainda nesse passo, cabe ao olhar que se lança sobre a vela dar o seu significado. Seja na igreja, no lar ou em qualquer outro lugar, a vela não passará de simples chama se do seu fulgor flamejante não surgir um portal para o encontro com a divindade, a santidade, os seres angelicais. Diante da chama, a cada um caberá saber caminhar por entre seus mistérios, sua força e a intencionalidade do ser diante da luz.

O olho que mira a vela, sente a chama amarelo-avermelhada dançando para iluminar, não se contenta em apenas sentir a claridade, pois logo sente que o seu espírito procura ultrapassar aquela luz e logo se transformar numa momento indescritível: sentir a presença maior, se envolver por incontida fé, se entregar aos rogos para ser ouvido. É um diálogo tão intenso, travado entre o semblante e a chama, que de olhos fechados a pessoa se sente como iluminada.

E tão iluminada que pode enxergar a face de Deus!

Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O cangaceiro Alvoredo foi assassinado por dois meninos

Por: Rubens Antonio
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiu5GS3GSqrO38IYgIZo4xIDfml8SLvVAbAdkACf1hLgMsQxAbiJRrJBpAAJOOhdZC0c8F0glEp1nieGnCyFBB4Y7_VGCcCkMbBh1SiBtiSuEvG866w7xbVeyDtl5Dq4wqLvr06Rpv0hlp9/s1600/0+Arvoredo.jpg

Esta foto foi cedida gentilmente pelo pesquisador e colecionador do cangaço, Doutor Ivanildo Alves da Silveira

Cangaceiro Arvoredo... Hortêncio Gomes da Silva, e uma imagem, cuja dificuldade para conseguir foi grande, mas, graças ao senhor Raimundo, de Jaguarari, ex-cunhado de João Biano, e a gentileza imensa da filha e do filho deste valente matador de Arvoredo, aqui a única foto existente... de João Biano:


Muito chamado por "João Biana" é uma alteração posterior ao evento da morte de Arvoredo.
O nome correto do matador de Alvoredo é João Biano da Silva. No texto de Oleone Fontes, em seu livro "Lampião na Bahia", aparecem os matadores citados como Xisto e João Martins da Silva... Este erro apenas reproduz o cometido pelo coronel Alfredo Barbosa, de Jaguarary, que, à época do evento, relatou-o, errando no nome de João.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTpsv-CkTzkPumYJgK4b2VrhCDu6LVniSPKdrnAiB1oxMqCEMHVzcaKOZe4ZaDCxj5YgedfKsPJ-hdK5M_i3cXHuWANDLjPpeTsoUIEMxT9pntyoh1P0UIDHZp6poLcit-Ym1-PDht_Ka5/s320/6.jpg 

Chegam de Jeremoabo os cangaceiros entregues... alguns já em trajes civis... outros ainda "cangaceirados"... 

São Eles:

Zé Sereno, Criança, Balão, Jurity, Novo Tempo, Pernambucano, Laranjeira, Candeeiro, Ponto Fino II, Quina-quina, Marinheiro, Cacheado II, Beija-Flor, Devoção, Borboleta, Chá Preto, Penedinho, Cuidado, Azulão.

Fonte: "Blog Cangaço na Bahia", do professor e pesquisador do cangaço: 
Rubens Antonio
http://cangaconabahia.blogspot.com