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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

GECAPE - GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DE PERNAMBUCO


Por Wasterland Ferreira

A Presidência do GECAPE- Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco, na pessoa dos pesquisadores Wasterland Ferreira (presidente) e Itamar Da Silva Baracho (vice-presidente), vem divulgar a data da nossa próxima reunião: sábado, 18 de janeiro de 2020, das 09h:00 às 11h:00, no auditório da BPE- Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, localizada na Rua João Lira, S/N, Santo Amaro, Recife.

Na ocasião iremos discutir uma série de assuntos que formam a nossa pauta, como também sobre as diretrizes do GECAPE para 2020.

A partir de fevereiro, daremos início às atividades neste ano do nosso Grupo de Estudos, tais como palestras, estudos, visitas técnicas e etc.

GECAPE- Grupo de Estudos do Cangaço de Pernambuco.


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NAZARÉ EM PAUTA!


Por Aderbal Nogueira

Museu da força volante que combateu Lampião.!
Nazaré do Pico...PE...!
Já iniciou..se a construção e, as reuniões estão a todo vapor. ! Confira no vídeo de Aderbal Nogueira.


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INIMIGOS.

Por Maelbe Nogueira 

Nascidos na propriedade Lagoa do Arroz Mirandiba-PE, dona Maria Guedes com seus filhos: Antônio Joaquim dos Santos (Batoque), José Joaquim dos Santos (Zé Guedes) e Francisco Joaquim dos Santos (Chico Guedes) fixaram residência na propriedade Lemos, no Município de Serra Talhada, para trabalhar como vaqueiros dos Nogueiras. Posteriormente, com inicio da questão entre os Ferreiras e Saturnino, José Guedes passou a trabalhar no serviço da espingarda para José Saturnino.

Zé Saturnino quebra o acordo vindo a Nazaré, em 1918, acompanhado de José Cipriano. A tarde ao regressar foram alvejados de emboscada por Virgulino e outros. No dia seguinte, Saturnino retorna com dezesseis homens que cercaram a casa de dona Jacoza no Poço do Negro. Depois de algumas horas de cerrado fogo, Saturnino deixou a luta com o companheiro José Joaquim dos Santos (José Guedes) ferido.

Seu irmão Francisco Joaquim dos santos (Chico Guedes) que tinha problemas mentais foi assassinado por Lampião quando trabalhava na roça. Em seguida, sua mãe devido o acontecimento veio a falecer.

Em outra ocasião, José Guedes foi preso. Sabendo que sua situação era difícil e que poderia morrer, ficou olhando para todos os lados sem saber o que faria para sair daquela situação. Entretanto, no meio do grupo de cangaceiros havia um que era compadre de José Guedes, denominado Antônio Viturino, esse piscou para Zé Guedes no momento de distração dos demais cangaceiros, dando tempo para Zé Guedes escapar, que saiu correndo e recebendo pelas costas rajadas de tiros, porém não foi atingido.

Após esse acontecimento, tanto Zé Guedes como Batoque foram morar em Nazaré e casaram-se com as irmãs Ana Maria e Verônica Maria da propriedade Poço do Negro e parentes da esposa de Gomes Jurubeba.

Batoque foi uns dos primeiros a se alistar na força volante nazaré juntamente com David Jurubeba, Pedro Gomes, João Domingos e Ângelo Caboclo.


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CAUSOS DE SARGENTO ELIAS

Por Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=h3aFjef_yjI&feature=share&fbclid=IwAR3gXTky_9S3DQj_LSlQk08JN0TtgvIUApryTiF2Z8nLaM4uP5hhSM3wzy0


Sargento Elias fala sobre: A morte de uma cangaceira. O ataque à Princesa. A valentia de Lampião.
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SÓ COMO ARQUIVO - MINHA SEPARAÇÃO ME DEIXOU TÃO TRISTE!

Por José Mendes Pereira

Meus manos e amigos dos anos vividos entre a Casa de Menores Mário Negócio e a Editora Comercial S.A. Jorge Braz, Manoel Flor, Pedro do Nascimento, Railton Melo, Antonio Galdino da Costa e Eraldo Xaxa:

Certa vez, um amigo meu me segredou que a pior coisa que já passou em toda sua vida, foi quando se separou do seu cônjuge. Vários dias e noites ele caminhou sem rumo, na espera de aceitar o porquê daquele sofrimento tão presente e incomodador, e, não sabia se estava vivendo ou vegetando naquele momento. O seu amor tinha decidido diante de uma missa de corpos presentes, que não mais faria parte daquele relacionamento tão sofrido, assim achava ela, retornaria com urgência à casa dos seus pais de malas e um chapéu de palha atufado em sua cabeça.

A cada dia que se passava, a dor e a saudade do cônjuge mais doía em sua mente. Quando via o seu quarto sem a presença dela, era como se o mundo todo estivesse contra ele. Sentia uma solidão tão profunda que só Deus e ele sabiam. As noites eram tão longas, que algumas vezes, imaginou que duravam uma porção de dias para findar. Não comia e nem bebia direito, só ingerindo álcool e fumando, como se os dois vícios fizessem ele esquecer aquela mulher. Mas que na verdade, com a continuação do tempo, percebeu que um homem só esquece uma mulher, quando põe outra em sua vida.

Assim também se passou comigo no dia em que eu me separei da minha companheira de todas as horas, foi um fim de mundo. Quebrado o nosso acordo que tínhamos começado o romance quando em uma tarde nós nos encontramos em Mossoró, na Avenida Presidente Dutra em uma loja à beira do rio, e foi amor à primeira vista. Ela estava tão elegante, porque tinha tomado um banho de loja, e que não resisti de tentar um amor sincero, e ali fiquei, não demorou muito para que ela caísse em meus braços.

Não observei se ela fez pranto quando embora foi, e se fora satisfeita para ser comandada por um outro que fizesse merecer o que ela por mim fazia, e quem sabe, talvez, um outro indivíduo mais desalmado do que eu. Mas o único culpado fui eu, por não aceitar a sua presença na minha vida, na minha companhia, e a entreguei ao seu novo cônjuge de espontânea vontade, na bandeja, de mãos para mãos, sem saber o compromisso de zelar por quem por alguns anos me fez feliz, sorrir e rir ao mesmo tempo. Entreguei também todas as suas roupas que ali eram guardadas com cuidado, e que nada fosse se destruindo com o passar dos tempos. Seus calçados de borrachas sempre estavam em seus pés, alguns usados que não mais aproveitavam, também ficaram bem acomodados num quarto de despejo.

Ela não falava porque era surda, e o surdo só não fala porque não ouve o que se ensina, mas entendia tudo o que eu dizia. Não comia, só bebia para não causar tantas despesas, e eu batia palmas quando fazia economia, porque ela sabia dos meus pensamentos e das minhas dificuldades. E quando nós saíamos à rua, ela mesma me guiava. Tinha uma visão extraordinária, e tanto fazia de dia ou de noite, ao longe avistava o perigo que na frente estava. Era fogosa até demais, mas também pudera, ainda não havia feito a sua festa "debutante", e eu já com duas vezes a sua idade não tinha condições de aproveitar o seu histerismo na hora do vamos lá

Nunca conheci seus pais e nem mais ninguém da sua família, mas me parece que eram descendentes da Itália. Desisti dela porque eu precisava tentar ir mais além, mas com muita tristeza, por não puder cuidar dela. E assim que ela foi embora o meu coração bateu forte como se quisesse parar ali mesmo. Arrependi-me, mas o que fazer? Era uma decisão minha e não dela, até que um dia, não sei, eu poderia encontrá-la novamente e negociar com o novo companheiro o seu retorno para o meu comando e para os meus braços.

Quando nós nos casamos eu a batizei de "Mariola" e até os meus amigos não a chamavam pelo seu verdadeiro nome, e sim, "Mariola". Já era um nome registrado no meio de todos os meus conhecidos e amigos.

Ao me verem, assim me perguntavam:

- Como está a sua querida "Mariola"?

E eu com orgulho respondia-lhes:

- Muito bem!

Um dia vi na sua Certidão de Nascimento expedida pela Itália com letras bem legíveis o seu verdadeiro nome. “LAMBRETA”.

Fiquei sem a minha companheira porque eu precisava ampliar uma oficina de esquadrias metálicas, e assim, fui obrigado vendê-la.. Nunca mais a vi. Por onde anda a minha inesquecível lambreta? Será que foi parar no ferro velho?


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SUBINDO E DESCENDO SERRAS

Clerisvaldo B. Chagas, 14 de janeiro de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.245

Os montes sempre fascinaram pessoas comuns, poetas, pesquisadores e religiosos. Todos são pessoas, mas o fascínio faz morada em cabeças especiais. Desde os tempos bíblicos que as grandes elevações do Oriente Médio atraem habitantes e peregrinos como poderosos imãs de segredos.
SERRA DAS PIAS. (FOTO: B. CHAGAS).

Em Alagoas as serra são modestas girando em torno dos mil metros para baixo. Encontramos belas muralhas da natureza na Mata, Sertão e Agreste, cada qual mais simpática e atrativa do que as outras. Fontes de pomares, nascentes e vegetação de porte, hoje em dia as serras também vão sendo desmatadas, lixiviadas e amargam prejuízos para a Natureza e o Homem.
Entre tantos montes famosos do estado, é destaque também a serra das Pias, no município de Palmeira dos Índios. Encosta na divisa com Pernambuco e liga por rodovia àquela cidade a Bom Conselho (PE). Ainda hoje se discute sua denominação: Pia ou Pinhas? O mais provável é que o correto seja serra das Pias, apesar de Palmeira dos Índios ser chamada de “Terra da Pinha Doce”. Mas o plantio do produto em grande escala, ainda é recente. Isso não quer dizer que não existam pinhas na serra, mas a denominação se perde no tempo. Em Alagoas, chamamos as rochas que acumulam água da chuva de “caldeirão”, “pilão de pedra” e “pedra d’água”.  Em Sergipe é costume chamar esse fenômeno de “pia”. Pernambuco também,
Seguindo a tradição de Sergipe algumas partes fronteiriças de Alagoas, no rio São Francisco, confirmam essa tradição. Exemplo: temos a chamada “Pia de Corisco”, lugar frequentado pelo famoso cangaceiro e onde nasceu o filho de Dadá e seu, Silvio Bulhões.
Inúmeras vezes subi e desci a serra das Pias em automóvel e ônibus com destino a Garanhuns, Arco Verde, Caruaru ou mesmo Recife. Ninguém fica indiferente à altura e a falta de segurança. Presenciei várias mudanças na paisagem, entristecido com o desmatamento (foto abaixo).
Pois, o topônimo “serra das Pias” parece o mais correto por existir essas “pias”, lajeiros, lajedos ou lajeados, rochas côncavas que afloram e acumulam água.


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ALCINO: PALAVRAS DE UM FILHO

*Rangel Alves da Costa


Nascido em 17 de junho de 1940, em berço familiar de Emeliana Marques e Ermerindo Alves Costa, no seu querido chão de Poço Redondo, dia 17 de junho deste ano Alcino estaria completando 80 anos. Seu adeus terreno ocorreu em 1º de novembro de 2012, aos 72 anos de vida. Sete anos já se passaram sem suas havaianas serem avistadas cruzando as ruas e esquinas de seu solo sagrado.
As mesmas havaianas que acompanharam todos os seus passos no chão sertanejo, desde o menino ao político, desde o homem simples e do povo ao prestigiado pesquisador, escritor, compositor, radialista, conferencista, e muito mais. Nem o ensino primário Alcino concluiu, mas concluiu com louvor os muitos ofícios que chamou a si por amor a terra: descrever a saga sertaneja em sua pujança e grandiosidade.
Partiu em 2012, contudo. E partiu ainda na flor da luta, ainda cheio de planos, ainda com a certeza que muito poderia fazer. Exemplos disso são os seus livros ainda não publicados, os seus muitos escritos ainda não transformados em outros livros, os seus rascunhos cheios de surpreendentes revelações e a sua letra miúda mostrando sua preocupação em guardar a fidelidade de cada detalhe da história sertaneja e cangaceira.
Eu, Rangel, sou filho de Alcino e guardião do muito que ele deixou. Toda a vida de Alcino hoje está comigo, em minha vida, sob os meus cuidados. Contudo - confesso -, difícil demais para mim que seja assim. Doloroso, até. Imaginem vocês um filho a cada dia encontrando e reencontrando, folheando e lançando o olhar, sobre uma vastidão de coisas, escritor e fatos, que ninguém imaginaria existentes. E tudo maravilhosamente grandioso, belo, como a demonstrar do quanto foi capaz aquele menino que sequer terminou o ensino primário.
Como eu disse, doloroso até. As pastas são muitas, muitas vezes as folhas desordenadas, os rascunhos, uma infinidade de descobertas ali guardadas e transcritas para a posteridade. Mas que posteridade, pois Alcino já partiu sem ter publicado sequer a metade de sua produção literária e de suas pesquisas? O que eu faço com isso, indago. E sem falar nos livros acabados e que estão à espera somente de serem publicados: “Canoas: o caminho pelas águas”, “Vaqueiro, Cavalo e Boi”, “João dos Santos, o Caçador da Curituba”, “Lendas e Causos do Sertão”, “A História de Santa Rosa do Ermírio”, “Artigos Jornalísticos”, “Artigos, Trovas e Versos”, e outros e outros. Sobre o cangaço, certamente mais uns três livros.
Fazer o que com tudo isso? Então eu indago. E novamente imaginem a cena. Eu sozinho no Memorial, com a mesa cheia de Alcino e mais Alcino por todo lugar, lendo Alcino, separando Alcino, procurando ordenar tanta coisa bela, e espantado com tudo aquilo. E que espanto bom e triste, quanta surpresa boa e dolorosa. Eu perante tudo aquilo que meu pai deixou e agora eu com ele convivendo, através dos escritos. Como se com ele eu estivesse constantemente dialogando. E dialogo, sim.
A graça divina mais uma vez lançou suas benevolentes mãos sobre mim. A graça concebida de ser filho de Alcino e Dona Peta, e também a graça de ser o filho escolhido para jamais ser desapartado do pai. Sempre na presença do pai, pois a cada instante dialogando com a grandeza da vida de Alcino: sua obra. A cada momento reencontrando Alcino naquilo que ele fez, escreveu e deixou como pedras fincadas em sua imortalidade. Imortal, pois, é Alcino. Não está mais aqui, mas enraizou-se tão fortemente no seu sertão e em sua história que para sempre estará presente.
Por último, uma confissão. Quando eu retorno a Poço Redondo, quanto eu ultrapasso os portões da antiga casa, eu não chego apenas ao Memorial. Eu vou encontrar meu pai!

Escritor
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JESUÍNO BRILHANTE, O PRIMEIRO DOS GRANDES CANGACEIROS, EM BREVE

Por Honório de Medeiros

"O que levou alguns homens a não se conformarem com o papel que lhes foi destinado pelas circunstâncias e ousarem tomar seus destinos com as mãos e construírem suas próprias histórias? Como explicar a vida de alguns homens que parecem ter surgido do nada, de tempos em tempos, e adquirido brilho próprio, escrevendo páginas inigualáveis durante suas existências, quando comparadas com a dos seus contemporâneos? Homens ou mulheres que não esquecemos, como São Francisco de Assis e Hitler? Em uma escala menor, 
Padre Cícero do Juazeiro e Lampião?"

BREVE: 

"Jesuíno Brilhante, O Primeiro dos Grandes Cangaceiros". 
Abril de 2020.
Honório de Medeiros
Pesquisador e escritor, Natal - RN
Conselheiro Cariri Cangaço.


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VIDA NO CANGAÇO, MORTE NO PERDÃO.

Por João Filho de Paula Pessoa

Após a morte de Lampião o governo concedeu perdão e anistia aos cangaceiros que se rendessem e com isso vários cangaceiros remanescentes se entregaram ao poder público, foi a fase das entregas e dentre os que entregaram estava o Cangaceiro Português e seu bando. 

Certo dia de Fevereiro de 1939, Português estava sentado no pátio do quartel de Santana de Ipanema/Al, onde estava preso, quando de repente adentra um jovem e franzino rapaz com arma em punho, dirige-se rapidamente a Português e lhe acerta seis tiros em sua cabeça, saindo em seguida calmamente sem nenhum importuno por parte dos soldados, que assistiram a tudo impassivamente. 

Tratava-se do jovem Pedro Aquino Filho vingando a morte de seu pai, um comerciante, ocorrida três anos antes, em 1936, pelas mãos daquele cangaceiro que ele acabara de justiçar. 

Contra o rapaz não foi aberto nenhum inquérito sequer, pelo contrário lhe alistaram naquele mesmo dia na polícia alagoana. 

(João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce.) 17/10/2019.


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O RETRATISTA DAS CABEÇAS.


Por João Filho de Paula Pessoa

Nos anos 30 surgiu no sertão do nordeste a figura do Retratista, aquele que batia retratos, ou seja, o fotógrafo. Estes retratistas vagavam pelos interiores captando imagens de Famílias, Casais, Fazendas, Igrejas, Eventos e coisas ou situações que pudessem render algum dinheiro com a venda das fotos e, quanto mais impactante fosse a foto mais vendia. Com isso, passaram a registrar as cabeças decaptadas dos cangaceiros pois era venda certa, vendiam às autoridades, à coronéis, em feiras e principalmente à jornais e periódicos da época. Dentre estes retratistas estava o alagoano João Damasceno Lisboa, o Joãozinho Retratista, que não era apenas fotógrafo, mas também artista plástico e escultor nato, dentre outros talentos. Joãozinho Retratista, com seu talento, inovou as fotos do cangaço morto, pois ele não batia a foto pura e simplesmente na forma em que as encontrava, ele fazia uma Arte Plástica com as cabeças, envolvendo os despojos do falecido, arrumava-as e posicionava-as de forma artística para o registro. Foi dele a histórica foto das cabeças de Angicos, de Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, devidamente arrumadas e posicionadas na escadaria da Igreja de Piranhas, com os objetos, chapéus, armas, bornais, cantis, cartucheiras, máquinas de costura e demais pertences emoldurando as cabeças ao centro, criando um inovador e impactante efeito visual para a época. Joãozinho ficou famoso também como escultor e faleceu em 1990 deixando muitas obras de arte pelo Sertão do Nordeste. 

João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 13/01/2020.


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CAPITÃO ARLINDO ROCHA



Capitão Arlindo Rocha Deu Fim Em Sabino Gomes Sertã Feita Em Um Tiroteio Viu um sombra passar colocou o mosquetão em ponto Dando fim Neste Cangaceiro . O Capitão Arlindo Rocha marcou Também sua história . Capitão em pé Atrás De Thofales.


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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

PARA DESOPILAR!

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:

Peça através destes e-mails:

franpelima@bol.com.br

Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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A PRIMEIRA NOVIDADE DO ANO VEM DA PARAÍBA!


Por Kiko Monteiro

“Virgulino Cartografado - Relações de poder e territorializações do cangaceiro Lampião (1920-1928)” , de autoria do professor Guerhansberger Tayllow.

Este livro foi resultado de uma dissertação de mestrado e investiga as relações de poder e os processos de territorializações que o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião (1898-1938), construiu por meio do estabelecimento de uma malha de protetores e coiteiros e em contraponto a uma rede de opositores, entre os anos de 1920 e 1928.

Aqui o espaço do cangaço 'lampiônico' não é entendido como dado e preestabelecido, mas como resultado dos jogos de poder e das múltiplas relações que esse cangaceiro agenciou com sujeitos de destaque da política sertaneja dentro do contexto da chamada Primeira República.

O território é aqui percebido em sua dimensão processual, possibilitando interpretar as ações de Lampião como produtoras de múltiplos territórios, que ganharam configurações espaciais diversas, como: territórios em rede, territórios em zona ou territórios em movimento.

Três tipos de fontes foram explorados nesta pesquisa: os jornais, que divulgaram notícias sobre Lampião, entre os anos de 1920-1928; os relatos policiais; e a bibliografia memorialística. Partindo da problematização dessas produções e do diálogo com a historiografia do tema, busco entender como se deram as múltiplas territorializações do cangaceiro Lampião.

O AUTOR: Mestre em História pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal de Campina Grande, Centro de Formação de Professores. Pesquisa sobre as relações entre História e Memória e História e Espaço, com ênfase nas narrativas culturais sobre o Nordeste, sobretudo do Cangaço.

A presente obra tem 280 páginas. Peça o seu agora, através do nosso sebista oficial, o professor Francisco Pereira Lima

Via e-mail franpelima@bol.com.br ou WhatsApp (83) 99911-8286.

Valor? R$ 60.00 (Sessenta reais) com frete incluso para qualquer canto do país.


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BATALHA NA SERRA GRANDE SE CONSOLIDOU COMO A MAIOR VITÓRIA



A Batalha na Serra Grande, travada no dia 26 de fevereiro de 1926, na cidade de Calumbi (PE), é considerada a maior vitória do bando de Lampião. Nela, o Rei do Cangaço demonstrou sua expertise e sagacidade. Enfrentou toda a elite da Polícia pernambucana. O resultado foi a morte de pelo menos 11 policiais; outros 14 saíram feridos. Nenhum cangaceiro morreu

Na casa para onde os feridos na batalha de Calumbi foram levados, se vê a Serra Grande, local em que Lampião obteve a sua maior vitória no cangaço

Calumbi (PE). O enfrentamento motivou o ex-policial, pesquisador e colecionador Lourinaldo Teles a escrever, após seis anos de pesquisa, o livro “A maior batalha de Lampião- Serra Grande e a invasão de Calumbi”, o que valeu na época para Virgulino Ferreira o título de Imperador do Sertão. Para se ter uma ideia do material conseguido por Lourinaldo, ele coleciona mais de 300 projéteis retirados da serra onde foi travada a luta, além de cartuchos vazios, a maioria encontrados com um detector de metais. Nos cálculos do escritor, pelo menos cinco mil tiros foram deflagrados no evento no qual Lampião demonstrou toda a sua condição de estrategista.

Quando tomou conhecimento que o major Theófiles Torres seria nomeado comandante geral das forças volantes do interior pernambucano, Lampião, já sabendo que o principal objetivo do militar era prendê-lo ou matá-lo, buscou uma maneira de desmoralizá-lo. No dia 24 de novembro, sequestrou Pedro Paulo, o Mineirinho, representante da Shell na região. Seguiu para a Serra Grande, entre os municípios de Flores, de quem Calumbi se emancipou em 1964, e Serra Talhada. No local, além de ser acostumado a acampar, tinha no entorno vários coiteiros.

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Lampião enviou uma carta para as autoridades de Serra Talhada exigindo uma quantia em dinheiro para liberar Mineirinho. A Polícia foi até o local do sequestro para levantar pistas. Enquanto isso, o cangaceiro e seu bando praticavam ataques e sequestros na região, numa indisfarçável tentativa de levar as volantes ao local onde cerca de 116 homens estavam entrincheirados.

Segundo o pesquisador, oficialmente a Polícia contava com 296 soldados, mas o número real seria 350, contra 116 cangaceiros. Num confronto que começou às 8 horas da manhã e foi concluído às 17 horas, o saldo foi o seguinte: 10 mortos e 14 feridos entre as forças policiais. Nenhum cangaceiro saiu ferido.

“Esse é o relato oficial. Entretanto, consegui encontrar pelo menos mais um outro policial que faleceu, conforme depoimento de seus familiares. Foi uma batalha extraordinária. Lampião estava armado até os dentes com o arsenal que recebeu em Juazeiro do Norte. Do outro lado, estava toda a elite da Polícia de Serra Talhada. É considerada a maior batalha de Lampião, pelo número de envolvidos, de mortos e feridos e munição deflagrada, pelo menos uns cinco mil tiros, se contarmos em torno de dez balas por homem”.

Na companhia de Lourinaldo, visitamos a casa de Zé Braz, no Sítio Tamboril, onde os feridos ficaram. “Sete dos mortos foram enterrados numa cova coletiva, depois que os três primeiros foram colocados em sepulturas individuais. Os 14 feridos vieram para cá. Esse pilão aqui é o original. Aqui os pintos eram jogados e o pilão era usado para triturar as aves junto com água. O preparo era dado aos feridos. A crendice popular indicava que aqueles que bebessem e não vomitassem escapavam; do contrário, morreriam. O certo é que todos os pintos do sítio foram sacrificados nesse dia”.

De cima da linha férrea da Transnordestina, Lourinaldo aponta para a região onde os homens de Lampião se entrincheiraram. “O local é conhecido até hoje como Serrote de Lampião. Era o ponto perfeito. Do alto da serra, se via tudo o que se passava embaixo. Além disso, existiam olhos d´água e muitos animais para a caça. Outro fator importante: vários amigos de Virgulino, antes de ele entrar para o cangaço se tornariam seus coiteiros. Por ali, quando adolescente, ele levava e trazia mercadorias para negociar em Triunfo e outras cidades com os irmãos, conhecendo cada centímetro daquela terra. Enfim, ele escolheu o território ideal para desafiar as forças oficiais”.

Polêmica

Embora reconheça em Lampião um “homem astuto, extremamente estrategista e inteligente”, Lourinaldo contesta o entendimento de que o Rei do Cangaço, capaz de práticas cruéis contra seus inimigos, jamais abusou de mulheres. “No meu primeiro livro, já citei um caso envolvendo uma mulher casada. A pedido da família, o nome não foi mencionado. Entretanto, brevemente lançarei outra publicação, intitulada “Lampião, o Imperador do Sertão”, no qual narrarei dois outros abusos, também de mulheres casadas. Já recebi a autorização das famílias para citar os nomes e o farei”.

Lourinaldo destacou que o que mais lhe impressionou na história do Rei do Cangaço “foi sua capacidade de liderar mais de cem bandidos da pior espécie”. Sobre o fato de policiais utilizarem os mesmos métodos de tortura praticados pelos cangaceiros, o pesquisador disse não haver a menor dúvida disso e tem uma explicação.

“Muitos personagens estiveram dos dois lados. Quelé do Pajeú, por exemplo, foi inspetor de Polícia em Triunfo (PE). Saiu da Polícia para se tornar cangaceiro de Lampião, com quem se desentendeu. Abandonou o bando e foi ser sargento na Polícia da Paraíba. Corisco era soldado do Exército. Quando saiu, entrou para o cangaço”.

Coleção

O pesquisador possui em sua coleção particular, além de centenas de balas e cartuchos encontrados na Serra Grande e até em Angicos, punhais que pertenceram aos cangaceiros Joaquim Teles de Menezes, Meia-Noite e Félix Caboge. Mas uma arma tem um valor inestimável. É a que Luiz Pedro, considerado braço direito de Lampião, matou acidentalmente Antônio, irmão de Virgulino. O fuzil é o mesmo com o qual Antônio pousa em suas pernas para a famosa foto de Lampião e o restante da família, em Juazeiro do Norte.

O escritor e colecionador conta que todos estavam bebendo e jogando baralho no acampamento, quando Antônio bateu na rede onde Luiz Pedro estava deitado com o fuzil engatilhado. A arma disparou um tiro certeiro em Antônio. Tal era a confiança de Lampião em Luiz Pedro que poupou sua vida, mesmo ele tendo tirado a do próprio irmão.

O fuzil foi deixado por Luiz Pedro na casa de uma irmã, chamada Elvira, que, muitos anos depois da sua morte, entregou a arma ao museu.


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SARGENTO ANICETO

Por Moustafá Veras
Crédito: Foto do Acervo de Robério Santos.

Foto do Sargento Aniceto! Comandou uma das volantes que estavam em Angicos naquele 28/07/1938. Porém a sua volante não participou efetivamente do combate, pois antes de chegarem ao local determinado por João Bezerra, o tiroteio foi iniciado e o mesmo não teve como avançar.


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ZÉ DO PAPEL E LAMPIÃO

Por Archimedes Marques
Zé do Papel


Em meados de outubro de 1930 quando o bando de Lampião entrou na cidade de Aquidabã, em Sergipe, o ínfimo contingente policial fugiu às pressas deixando as pessoas totalmente desprotegidas e nas garras dos cangaceiros. Aquele era o retrato da força policial sergipana do governador Eronildes de Carvalho, filho de Antônio Caixeiro, sem dúvidas, dos maiores coiteiros que o famigerado Lampião teve na sua vida bandida por cerca de 20 anos no nordeste brasileiro.

Jose Custódio de Oliveira, o Zé do Papel, em virtude de ser uma pessoa aparentemente de classe privilegiada, de classe média para rica, um pecuarista e proprietário da Fazenda Pai Joaquim, fora abordado por Lampião e dentro da sua residência na cidade de Aquidabã, além de certa quantidade de dinheiro, fora encontrado dez balas de fuzil em uma cômoda, sendo daí interpelado para contar onde estava a arma, pois pela lógica, havendo munição haveria a consequente arma, oportunidade em que o trêmulo cidadão afirmou ter emprestado o mosquetão para o juiz de direito daquela comarca, Dr. Juarez Figueiredo.

Tal fato, provavelmente incutiu na mente de Lampião que a arma fora passada ao juiz, justamente para que ele se defendesse do seu bando, daí, enraivecido com o fato, o chefe do cangaço, irracional e impiedosamente arrastou Zé do Papel ruas acima e em frente a um armazém próximo da praça principal da cidade decepou à golpe de faca a sua orelha, depois do bando ter praticado saques no comércio local e tantos outros crimes de torturas contra pessoas amedrontadas, dentre os quais o assassinato de um débil mental de nome Souza de Manoel do Norte, mais conhecido por Abestalhado, que se fez de corajoso na sua insanidade sacando um pequeno canivete com o qual cortava fumo de corda para fazer seu cigarro de palha e com tal arma teria desafiado os cangaceiros. Diante do fato, o sanguinário Zé Baiano partiu em verdadeira fúria contra o pobre do doido ceifando a sua vida a golpes do seu longo e afilhadismo punhal de 70 centímetros, em luta totalmente desigual de um ínfimo canivete em mãos de um doente mental contra um longo punhal em mãos de um feroz e impiedoso cangaceiro. Não satisfeito com o bárbaro assassinato, Zé Baiano abriu a barriga da pobre vítima para retirar gordura e untar as suas armas de fogo. Tal pratica era useira e vezeira quando os cangaceiros eliminavam as suas vítimas e queriam impressionar a população para serem mais respeitados ainda do que já eram.

Eronildes de Carvalho

Consta que Zé do Papel na agonia de sentir o sangue escorrendo pescoço abaixo ainda foi obrigado a beber um litro de cachaça que ao mesmo tempo era usada para estancar o seu ferimento e aliviar a sua dor. Em meio a esse místico de humilhação, crueldade, sangue e cachaça o endiabrado cangaceiro Zé Baiano pegou o roceiro Eduardo Melo e após espancá-lo com o coice do seu fuzil, também cortou a sua orelha seguindo o exemplo do seu chefe. Zé do Papel ainda viveu por muito tempo e viu o cangaço se acabar e seu carrasco morrer, entretanto, o Eduardo Melo não teve a mesma sorte e faleceu cerca de um mês depois da perversidade sofrida.

Assim, Aquidabã viveu o maior dia de terror da sua história. Assim Aquidabã fora vítima das atrocidades dos cangaceiros e para sempre pelos seus sucessores moradores aquele dia será lembrado. Assim, Aquidabã fora vítima também do próprio Estado que deveria ser o protetor do povo, mas que estava ausente. Ausente pela covardia dos seus policiais que fugiram mato adentro sem esboçarem reação alguma. Ausente pela pouca ou nenhuma vontade política de verdadeiramente se combater o cangaço nas nossas terras.

De tudo isso, por incrível que pareça, a Justiça de Aquidabã, sequer abriu Processo Criminal contra Lampião e seu bando. Teria o juiz Juarez Figueiredo, o mesmo que estava com o fuzil emprestado de Zé do Papel, responsável indireto pela decepação da sua orelha se acovardado para não providenciar qualquer procedimento judicial contra Lampião?...

Por outro lado, em igual modo de impunidade falando, dizem " e a história de certo modo comprova " que a polícia de Sergipe era uma polícia de "faz de conta": Fazia de conta que caçava Lampião, e, Lampião por sua vez, fazia de conta que era caçado.

Archimedes Marques, pesquisador e escritor
Presidente da Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço
Conselheiro Cariri Cangaço, Aracaju-SE


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