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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

PESARES!



É com muitos pesares que nós vinhemos aqui prestar as condolências e a solidariedade à família de (MANOEL MATIAS ROCHA - o Manoelzinho)
que veio a falecer nesta manhã do dia 16-02-2020.



Manoelzinho era filho de JOÃO MATIAS ROCHA https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/tcb/1/16/1f641.png=(João lica) um dos maiores combatentes contra o movimento Cangaço ao lado do Capitão (ARLINDO ROCHA = o queixo de prata). Esteja com Deus neste momento.



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REVIRANDO O BAÚ.


Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

Começando o ano trazendo uma grata lembrança do batizado de Ubiratan (Bira), neto do casal cangaceiro Sila e Zé Sereno, filho de Ivo Ribeiro e Tercilia Teco de Sousa.

Na fotografia a começar da esquerda estão:

Sila (Ilda Ribeiro de Souza), Ivo Ribeiro da Silva (Filho de Sila e Zé Sereno) e sua esposa Tercilia Teco de Souza, dona Nena (Mãe de Tercilia) Gilaene "Gila" de Sousa Rodrigues (Filha de Sila e Zé Sereno) e seu esposo Arthur Rodrigues. O casal na extrema direita são os pais de Arthur Rodrigues (Dona Albertina e Sr. Luiz). A criança é o Ubiratan (Bira) filho do casal Tercilia e Ivo Ribeiro, de saudosa memória.

Fotografia gentilmente cedida por Tercilia Teco de Sousa.


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QUE VENHA O CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO

Por Antônio Galdino
Antônio Galdino e João de Sousa Lima

Tenho acompanhado pelas redes sociais a vinda - até que enfim - do Cariri Cangaço para Paulo Afonso. Em muitos anos, foram também muitas as tentativas para que isso acontecesse. Que bom que esse ano deu certo! Admiro o teu trabalho duro para resgatar valores preciosos, realmente grandes tesouros enterrados, elos importantes da cultura sertaneja, prédios, edificações de patrimônio histórico e cultural valiosíssimos, que viveram abandonados por anos, séculos e agora se mostram ao mundo, pela importância dos olhares que fazem o Cariri Cangaço, com a real importância que têm para que se compreenda, se estude melhor, as raízes sertanejas em muitos lugares.



O Cariri Cangaço, pelo elevado nível dos seus pesquisadores, que já resultou na criação de muitos livros, vídeos, publicações diversas, se transformou, desde aquele seu primeiro momento no Crato/Juazeiro/Barro, numa espécie de Universidade Aberta de Estudos do Sertão. Conte comigo, no site www.folhasertaneja.com.br e no jornal Folha Sertaneja que completa 16 anos neste mês de Fevereiro para divulgar o Cariri Cangaço como um todo e, de forma especial esta edição que acontecerá em Paulo Afonso nos idos de Junho deste ano, período junino, de festas tão marcantes no sertão e onde, certamente, o ritmo do xaxado, tida como a dança dos cangaceiros estará inserida no contexto da programação, nesta terra de Maria Bonita e também de beatos e coronéis. Sucesso, caro Severo!!! Abraço fraterno.

Antônio Galdino da Silva - presidente da Academia de Letras de Paulo Afonso. Diretor da Galcom Comunicaçõese Jornal Folha Sertaneja. 16 de Fevereiro de 2020


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CEEC ENTREVISTA - JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO



Brilhante entrevista sobre a trajetória de Lampião, muito elucidativa, mas fica uma indagação no ar...por que Corisco não estava na Grota do Angico? Fala muito da fama que se repete ainda hoje, Corisco era mesmo o real parceiro de Lampião?



José Bezerra Lima Irmão é membro da Academia Gloriense de Letras. Natural de Alagadiço, município de Frei Paulo. Aos cinco anos, sua família se mudou para a Barra das Almas, no município de Glória, e depois para o povoado Piabas. Reside atualmente em Salvador. 

É pesquisador apaixonado do cangaço e de tudo o que diz respeito à história do Nordeste, envolvendo suas figuras míticas, tais como Padre Cícero, Antônio Conselheiro, José Lourenço, Severino Tavares e Quinzeiro, e os trágicos episódios de Canudos, Caldeirão, Pau-de-Colher, Serra do Rodeador e Pedra Bonita do Reino Encantado ou Pedra do Reino. Fruto de onze anos de pesquisa, publicou um imenso tratado sobre o cangaço "Lampião - A Raposa das Caatingas". 

A obra, de 736 páginas, sucesso de público e de crítica, em pouco mais de um ano, já se encontra na terceira edição. Leia mais: https://www.academiagloriensedeletras... Inscreva-se no canal do CEEC: https://www.youtube.com/channel/UCw6t... 

FACEBOOK: https://www.facebook.com/ceecuneb/ TEL: (71) 3321-5081 Rua do Cabeça, n. 10 – Ed. Marquês de Abrantes, 8º Andar – Sala 812, Salvador-BA, Brasil. CEP:40060-230.

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DOIS RANCOROSOS PATENTEADOS SE ENCONTRAM PARA AMENIZAREM RIXAS PASSADAS.

Por José Mendes Pereira 
Coronel Joaquim Resende e Melchiades da Rocha

Conta o escritor Alcindo Alves Costa em seu livro: “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico” que o rio São Francisco foi um grande agasalhador do povo sertanejo. E lá, o povoamento foi se formando nos alarmados declives de sua margem.

Já no ano de 1611, um minúsculo povoado nascera lá, onde os sofridos sertanejos construíram as suas barracas, na intenção de sobreviveram através da pesca, uma vez que as dificuldades alimentares eram presentes. Como o rio era favorável à pesca, mesmo faltando-lhes outros alimentos necessários à sobrevivência, todos preferiam viver ali mesmo, no intuito de não morrerem de fome em outras regiões. E nessa época, o lugarejo pertencia ao município de Mata Grande, conhecido em todas as regiões adjacentes por Jaciobá. Os tempos foram se passando, e a cada ano eram construídas mais casinholas, fazendo com que o lugarejo fosse se expandindo gradativamente. E no ano de 1881, no dia 18 de junho, através da lei nº. 756, finalmente o lugarejo foi emancipado, tomando posse como primeiro intendente, ou seja, prefeito, um senhor chamado Serafim Soares Pinto. E assim que passou a ser cidade, começou a se desenvolver mais ainda, tornando-se um importante município nas terras alagoanas. Mas posteriormente, este valoroso município passou a ser chamado definitivamente de Pão de Açúcar. 

E já no século XX, o município passou a ser comandado pelo coronel Joaquim Resende, um senhor de grande força política que chegou a ser odiado por alguns e admirado por outros. Era um homem rancoroso ao extremo, uma vez que não temia a ninguém. Mas apesar de ter seus adversários, mesmo assim, era um homem muito respeitado por todos que moravam lá, e pelos povoados adjacentes. O coronel Joaquim Rezende tinha as suas intrigas, tendo como inimiga, a família Maia, uma das mais tradicionais que também não se rendia ao patenteado.
           
No ano de 1935, dois rancorosos e poderosos pela primeira vez se encontraram, ambos patenteados. Por um lado, o poderoso e zeloso da sua patente militar, o coronel Joaquim Resende. E pelo outro, o afamado e considerado o governador dos sertões, o amante das armas, o perverso e sanguinário capitão Lampião. No encontro marcado para os afamados a única finalidade era discutirem os desejos de ambos, como donos da lei.

Como Lampião queria na força e na raça ser governador do sertão e o coronel Joaquim Resende achando que o rei não podia lhe dar ordem, o assecla se sentindo desprestigiado, organizou uma maneira de atormentar a administração de Joaquim Resende. E sempre que colocava os pés naquela região sertaneja fazia invasões com depredações e ainda praticava mortes. 

Sendo disposto e exigente com a sua soberania o coronel Joaquim Resende dizia abertamente, que os arrufos de qualquer ser humano não lhe metiam medo. E nem tão pouco de cangaceiro, assim como Lampião.
                                                            
Como o rei ficou chateado com o que dissera o oficial contra a sua pessoa o capitão Lampião resolveu fazer uma perseguição a alguns dos seus amigos. E assim que principiou o ataque aos amigos do coronel, este não querendo deixá-los sozinhos, isto é, entregue às vontades do perigoso Lampião, passou a apoiar as decisões que os seus aliados tomavam contra o assecla.
                                               
Com a decisão tomada por Joaquim Resende tanto os amigos do patenteado como os do outro o  rei Lampião, ficaram bastante preocupados, afirmando que, se o oficial não medisse as palavras que soltava ferindo o rei do cangaço, a vingança não tardaria acontecer. E a partir dessa desavença entre os poderosos, os protetores das duas autoridades deram início a uma forma de a quieta, a quieta, na finalidade de acabarem com a briga entre as suçuaranas humanas. O medo que eles tinham era se Joaquim Resende continuasse usando certos termos desrespeitando a majestade, uma vez que este não o perdoaria, e com certeza, a sua vingança seria devastadora. 

Na verdade, quem não quisesse ser desmoralizado ou derrotado não adiantava criar problemas com Lampião, pois além de ser destemido, era altamente perigoso e vingativo. E quando não conseguia dominar os seus inimigos e perseguidores iniciava uma destruição em massa, sem reservar ninguém e nem a quem, tentando vencê-los na força, com combates e na coragem. Mas era do conhecimento de todos que o rei Lampião sempre dizia: 

“-Tenho respeito por juízes e coronéis. E só brigo com estes patenteados quando eles querem, pois se depender de mim, eu não brigo”.

Mas como em todas as brigas tem sempre uma pessoa que faz o papel de sossega leão, um senhor chamado Zuza Tavares, foi um dos incumbidos pelos amigos para resolver a questão entre os dois indomáveis leões. 

Os amigos de ambas as partes marcaram uma reunião, e decidiram que o importante para os dois se entenderem, seria organizar um encontro entre as duas feras humanas. 

- E quando seria este encontro? 

- Logo no início do ano de 1936. 

- E o local do encontro?  

- Seria na Fazenda Floresta, lá nas terras sergipanas, no Maitá, já que o rei e sua respeitada saga estavam de redes armadas e cachimbos acesos naquele lugar. 

- E quem ficaria encarregado de providenciar o transporte até à fazenda? 

- O grande honrado para adquirir o transporte foi um senhor chamado Messias de Caduda. 

- E qual seria a locomoção que o famoso rei iria até a casa do coronel Joaquim Resende? 

- Lógico que seria em uma bela e zelada canoa, já que no lugar não tinha iates, barcos ou outra coisa parecida. 

- E de quem seria esta canoa? 

- Seria a canoa  de um senhor de nome João de Barros porque apesar de ser pescador, era um homem de grande confiança. 

Este foi o confiado para levar o rei ao encontro do coronel. E sem muita demora, foi feito o contrato do aluguel da canoa para este fim.

João de Barros se sentindo importante, por ter sido escolhido para transportar a majestade, deu início a uma grande limpeza no honrado transporte, tirando o excesso de salmouras de peixes entre as tábuas. Afinal, nele iria entrar um dos homens mais importantes do nordeste. Depois o higienizou com um cheiroso detergente. E em seguida, partiu para o local combinado. Canoa pronta, sua majestade dentro dela. E sem mais tardar, João de Barros remou o belo transporte em direção a Pão de Açúcar, até a Fazenda Floresta.    

Mas, desconfiado, sagaz e cuidadoso com a sua vida e as dos seus comandados o rei Lampião achando que poderia existir alguma armadilha na fazenda Floresta, antes de chegarem ao local combinado, mandou que o João de Barros encostasse a canoa à beira do rio. Este obedeceu a sua ordem. O assecla incumbiu que o Messias descesse e fosse até à fazenda Floresta, e lá, fizesse uma rigorosa vistoria, olhando todos os cômodos da casa, revistasse tudo, tim-tim por tim-tim. Assim que terminasse a revista por dentro da mansão, fosse vistoriar as suas laterais, e não deixasse nada por revistar. E ainda o rei o advertiu que não queria nenhuma novidade inesperada, pois se isso acontecesse contra ele e os seus asseclas Messias já sabia muito bem que ganharia uma penalidade horrorosa. Ou o rei o mataria com um tiro, ou o enfiaria o seu longo punhal na sua clavícula.
                                                              
Messias ao entrar na casa deu início à revista.  E enquanto fazia a revista, olhou para um dos lados e viu um senhor que pelo seu jeito de se vestir, pareceu-lhe ser  uma autoridade. E era mesmo. Sem dúvida, o coronel Joaquim Resende, o grande e respeitado oficial. O Messias que ainda não o conhecia, depois de algumas conversas, pediu que o perdoasse por ter entrado ali sem a sua generosa autorização, e alegou que era ordem do capitão Lampião para revistar o ambiente.   

O coronel Joaquim Resende não tendo nada a opor disse-lhe que Lampião tinha razão, pois ele estava mais do que certo. É claro que o coronel não iria tirar a razão de Lampião em mandar alguém para uma averiguação, pois a majestade precisava de proteção, tanto para ele como para os seus comandados.  E sem querer usar os seus poderes, apesar de ser uma autoridade, disse ao coiteiro que naquele momento aquela mansão estava entregue a ele. Autorizando-lhe que percorresse todos os cômodos e dependências, inclusive revistasse as laterais da residência.  Terminada a revista o Messias retornou ao local onde estava a majestade e os seus valiosos asseclas.                            

Mas o capitão Lampião podia ficar tranquilo pois o coronel Joaquim Resende e os seus comandados não eram covardes para prepararem uma armadilha contra ele. O que ali iria acontecer era simplesmente um acordo entre os dois arrogantes, e jamais seria feita uma traição. O rei quando dava uma palavra, cumpria. E por que Joaquim Resende não poderia cumprir a sua? Assim que o coiteiro retornou à presença do rei, ainda meio preocupado com a segurança, e  não acreditando, Lampião exigiu que o coronel fosse até a beira do rio São Francisco onde ele se encontrava.                                             

Não temendo o chamado, mas o respeitando, o coronel Joaquim Resende dirigiu-se para o local sem se sentir inferiorizado e sem nenhum problema. Na hora do encontro, todos foram abraçados pelo assecla, principalmente o patenteado. Em seguida, tomaram rumo ao palacete do oficial. Lá, foi necessário que o Zuza Tavares se retirasse do local, pois Lampião precisava conversar com o famoso coronel Joaquim Resende  um assunto a dois.  A reunião muito se demorou e só terminou lá pela madrugada. E com certeza, foi de grande interesse entre os dois poderosos.

Quando terminou o encontro os amigos de ambas as partes se sentiram realizados, uma vez que as queixas de Lampião contra o pessoal do coronel Joaquim Resende, principalmente uma que ele tinha com um fazendeiro de nome Juca Feitosa, as rixas, e as amizades foram vistas com carinho, bons olhos e reconquistadas.

O coronel Joaquim Resende que se tornou amigo de Lampião, prefeito de Pão de Açúcar e chefe político do partido UDN foi assassinado numa manhã do mês de setembro do ano de 1954 em São José da Tapera. Na época este era um pequeno povoado do município de Pão de Açúcar. Foi morto com tiros de parabelum. 

Seus assassinos foram Elísio Maia e seu irmão Luiz Maia que se diziam perseguidos pelo mesmo. Inclusive, conforme declarações do próprio Elísio Maia, feitas na fase do inquérito policial, a vítima vinha armando várias emboscadas para matá-lo, que era Prefeito na época do ocorrido. Após ter  assassinado o coronel Joaquim Resende Elísio Maia abandonou o  mandato de Prefeito e se mandou  para o Sul do Brasil.

Fonte de pesquisa: "Lampião Além da Versão Mentiras e Mistérios de Angico".

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ÁRVORES CENTENÁRIAS.

Por Sandro Lee

... árvores centenárias e fontes de águas cristalinas, são as Riquezas da Fazenda Caritá que pertenceu ao coronel João Sá. Entre os municípios de Jeremoabo e Sítio do Quinto, onde ouve grandes reuniões do coronel e Lampião entre os anos de 1930. 

Sandro Lee Flávio Agenor e o cinegrafista Alan Rota do cangaço. De Paulo Afonso-BA.












quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

CASARÃO ANTIGO E O QUARTO ONDE LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO DORMIU FLORES-PE

Por Sálvio Siqueira

No município de Flores-PE, ainda hoje existem resquícios da passagem dos bandos de cangaceiros.

Virgolino  Ferreira chefe cangaceiro natural de Vila Bela, hoje Serra Talhada-PE, foi o último dos grandes chefes do fenômeno social e é um dos personagens mais biografados da América Latina.

No vídeo abaixo, veremos as imagens de um antigo casarão aonde o chefe cangaceiro se acoitava.

"Casarão antigo e o quarto onde Lampião, o rei do cangaço, dormiu em Flores - PE"

Uma produção "Canal Sertão Mamoeiro".

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A FELICIDADE NÃO SE COMPRA

*Rangel Alves da Costa

Quem possui sentimento de humildade, dificilmente estará apegado a bens ou coisas materiais. O ter significa apenas uma necessidade, não um luxo ou meio de ostentação.
Há pessoas, contudo, que forjam o ter como forma de demonstração de felicidade, de poder, de diferenciamento social. Mas aí as aparências servindo apenas para esconder os reais sentimentos.
E assim por que não há sorriso bonito sendo forjado, não há feição tomada de contentamento se o corpo e a alma estão apreensivos e descontentes, não há verdadeiro viver se a vida foi construída ou está sendo mantida sobre castelos de areia.
Somente é verdadeira a felicidade espontânea, nascida da conquista ou do reconhecimento de cada um de suas limitações. E para ser ato de normalidade, sem repentinos altos e baixos, o sentido da felicidade deve estar alicerçado na real valorização que cada um faz de si mesmo.
Ora, quando mascarada ou mantida em fingimento, a felicidade acaba se tornando um fardo a ser carregado. É possível mascará-la sempre? Nunca. Sorrisos dourados não significam nada. Se o coração não está sorridente e confortado, de nada adianta um rosto aberto e mãos brilhando de diamantes.
Carro de luxo não traz felicidade, anéis dourados não trazem felicidade, casarão de moradia não felicidade, ostentar que possui muito dinheiro e outras riquezas não traz felicidade.
Será que pode ser feliz aquele pobre casal que vive embrenhado nos cafundós do sertão? Será que traz consigo a felicidade aquela mocinha de chinelo barato no pé e vestido de chita? Será que encontra motivos de felicidades aquele rapazinho que sabe que tem pouco e por isso não vai além do que tem?


Sim. Ninguém vai ao supermercado comprar dois pacotes de felicidade, ninguém entra num banco para sacar um milhão de felicidades, ninguém entra numa loja chique para se vestir e revestir de felicidade. A felicidade não se compra.
Repita-se: a felicidade não se compra. A felicidade é como uma comunhão de aceitação de si mesmo com a negação daquilo que constantemente lhe é exposto para ser diferente. A felicidade é uma junção de humildade, de sabedoria, de nobreza da alma e de comedimento.
A felicidade é uma conquista que não precisa ser plantada para ser colhida, pois já florescendo dia após dia. A felicidade é ato de coração, de olhar, de palavra. Todo mundo conhece quem finge, quem mente, quem forja ser o que não é.
Muitas vezes, parece até um peso ruim e negativo estar ao lado de quem não é verdadeiro por viver revestido de ilusões de ser o que não é ou ter o que não possui. Outras vezes, uma pessoa carente se aproxima e é como um véu de alegria e de leveza boa se espalhe por todo lugar.
Ora, traz o bem no coração, chega com feição verdadeira, não traz consigo nada além do que o ser em si mesmo. Daí parecer ornada de luz, iluminada por dentro e por fora. E tornando o instante um prazeroso momento na vida.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO-BA

Por João de Sousa Lima


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XVII JORNADA CULTURAL DO MUSEU DO SERTÃO.



DATA: 29 de agosto de 2020 (sábado).

HORÁRIO: 8 às 14 horas.

LOCAL: Salão de Eventos do Museu do Sertão (Estrada da Alagoinha, a 4 quilômetros de Mossoró).

P R O G R A M AÇÃO. 

8 horas - 

Missa de Ação de Graças, celebrada pelo Capelão da Marinha do Brasil (Rio de Janeiro), Padre Agostinho Justino dos Santos.

9:00 horas -

Lançamento do livro “Um Olhar sobre o Museu do Sertão“, de autoria do Professor Benedito Vasconcelos Mendes.

9:15 horas -

 Inauguração da Pinacoteca “Melquíades Pinto Paiva”.

 9:30 horas -

Inauguração da Cordelteca Sertaneja “Gutemberg Andrade”.

 9:45 horas -

Inauguração da Videoteca do Cangaço “Aderbal Nogueira”.

10:00: horas -

 Inauguração da Brinquedoteca Sertaneja “Susana Goretti”.

10:15 horas -

 Doação de 200 livros para o Núcleo Municipal de Educação Rural Elias Salem. O ex-Governador do Ceará, escritor Gonzaga Mota entregará à Diretora Maria Antônia de Lima Xavier, uma “Minibiblioteca Infanto-juvenil para Crianças e Jovens”.

 10:30 horas -

Interpretação do Hino Nacional Brasileiro, Hino do Museu do Sertão e  do forró Indulgência do Sertão pela Juíza de Direito da Comarca de Mossoró e Cantora Welma Menezes.

10:45 horas -

Entrega de Diplomas e Comendas à diversas personalidades.        

11:45 horas -

Visita aos Pavilhões do Museu do Sertão, guiada pelo Professor
Benedito Vasconcelos Mendes e pela Pedagoga Susana Goretti Lima Leite.

13:00 horas -

 Apresentações culturais e momento de lazer.

Enviado pelo diretor

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PROFESSOR BENEDITO LANÇA LIVRO EM TERESINA.


Por Benedito Vasconcelos Mendes

O livro “Vivências de um Menino em uma Fazenda Sertaneja”, de autoria do escritor sobralense/mossoroense Benedito Vasconcelos Mendes vai ser lançado em Teresina, capital do Estado do Piauí, na famosa Livraria Anchieta, às 19 horas do próximo dia 6 de março (sexta-feira)do corrente ano. A apresentação do livro será feita pelo destacado Engenheiro Agrônomo Sérgio Luiz de Oliveira Vilela. A competente Psicóloga e Psicanalista Analúcia Gomes Serpa e o Eminente assessor do Governo do Piauí Sérgio Vilela, que são amigos do autor do livro, estão usando os seus prestígios de proeminentes personalidades, para que o evento de lançamento do referido livro obtenha grande repercussão no meio cultural de Teresina.
                                                           
       
A dinâmica Psicóloga Francimary  Carvalho de Oliveira Mendes, a famosa Professora Noádia da Costa Lima e o Engenheiro Agrônomo Francisco Sérgio Moura Sales estão realizando um intensivo trabalho de divulgação do referido  lançamento. A Professora Noádia será a cerimonialista deste evento cultural . 
                                            
O Professor Benedito já residiu em Teresina,  quando  exerceu o cargo de Chefe Geral da EMBRAPA MEIO-NORTE (Piauí e Maranhão), oportunidade em que ele foi agraciado pela Assembleia Legislativa com o dignificante Diploma  de Cidadão do Estado do Piauí e recebeu a Medalha de Comendador do Governo Estadual, a mais importante Comenda do Estado,  a “Ordem do Mérito Renascensa do Piauí”.

Enviado pelo autor.

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LAMPIÃO: DO HOMEM À LENDA E SUA INFLUÊNCIA NA CULTURA POPULAR

Por Anildomá Willans de Souza

Olá, pessoal!

Uma palestra comigo - ANILDOMÁ WILLANS DE SOUZA - no dia 02 de março.


Vamos dar um mergulho no mundo mágico e místico do CANGAÇO.


Conto com você.
Saudações cangaceiras.


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O DIA QUE NAZARÉ COLOCOU LAMPIÃO PARA CORRER Parte 2

Por:Luiz Ferraz Filho
o
Como dito antes, em meio ao cerco da Coluna Prestes e do bando de Lampião, muitos acreditavam que Nazaré do Pico dessa vez iria ser incendiada. Porém, naquela madrugada de 20 de fevereiro de 1926, a fina flor dos nazarenos se reuniram no povoado para combater até a morte. Da Fazenda Ipueira, bem cedinho Lampião seguiu com destino ao povoado onde chegou tocando corneta e atirando para todos os lados. O primeiro tiro em defesa partiu de Aureliano de Souza Nogueira (Lero Conrado, depois casado com uma irmã do coronel Theophanes Ferraz Torres), que se encontrava na calçada de Antônio Freire. Entraram aí os defensores da terra em feroz luta. Em pleno fogo, Odilon Flor perguntou com quem estavam brigando, se era com os revoltosos da Coluna Prestes ou com Lampião. Respondeu o bandido que era com o bando dele, animando ainda mais o valente Odilon Flor. Então, saltaram no meio da rua para combater os cangaceiros e o cancão piou. 

Ricardo Ferraz passa às mãos de Luiz Ferraz Filho o Diploma do Cariri Cangaço

Euclides Flôr partiu para a casa dele pensando que estava fazia sem ninguém. Chegando lá, encontrou o sogro Antônio Gomes Jurubeba e o primo João Jurubeba defendendo a casa. Dos fundos das casas, David Jurubeba brigava animado dizendo: - Eu pensava que estava brigando com homem, mas estou perdendo meu tempo brigando com um ladrão de bode de Zé Saturnino. O bandido ouvindo isso deu total carga no combate. A casa de Abel Thomaz estava sendo defendida por ele próprio e por Lúcio de Souza Nogueira. Por ser uma casa bem próxima da igreja, foi a mais atingida, pois os cangaceiros usavam a traseira da igreja para atirar em direção a casa. 

Em pleno fogo, Antônio Ferreira (irmão de Lampião) passava ao redor da casa de Gomes Jurubeba dizendo: - Velho Gomes, agora você vai tomar leite no inferno , que matamos seu gado todo e daqui a pouco você vai morrer sangrado. Na retaguarda, Euclides Flôr e Odilon Flôr comandavam as ações. Chegaram depois para reforçar João Domingos Ferraz, Manoel Jurubeba, David Jurubeba, Pedro Gomes de Lira, Hercilio Nogueira e Manoel Gomes de Lira. Vendo que a resistência dos nazarenos era uma verdadeira fortaleza, Lampião tocou a corneta para recuar e os cangaceiros saíram correndo em plena caatinga. Antônio Ferreira correu tanto que perdeu as alpercatas de couro.


Lampião com raiva da carreira que deu dos nazarenos, foi tocar fogo nas fazendas de Euclides Flôr, João Flôr, Afonso Nogueira e Praxedes Capistrano. De lá rumou ele a Serra do Pico, onde se escondeu para planejar um novo dia que retornaria para tentar tocar fogo em Nazaré. Do alto da serra, Lampião avistou ele a força do povo nazareno e nunca mais teve a ousadia de tentar entrar em Nazaré do Pico. Foi o dia que o povoado colocou Lampião para correr. (FIM...)

(FONTE:LIRA, João Gomes de, - Memorias de Um Soldado de Volante, Pág. 259-278; NETO, José Malta de Sá, - David Jurubeba Um Heroi Nazareno, Pág. 143-151).

Luiz Ferraz Filho, pesquisador
Serra Talhada, Pernambuco


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“ESTIVE COM A NAVALHA NO PESCOÇO DE LAMPIÃO” MAS OS “CAIBRAS” DO BANDIDO FICARAM EM VOLTA EMPUNHANDO OS RIFLES. SENSACIONAL NARRATIVA DO BARBEIRO QUE DEPOIS DE CORTAR OS CABELOS DE VIRGULINO FERREIRA, FUGIU APAVORADO, PARA O RIO


Do acervo do pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho



Rua do Acre, nº 11. Aí funciona um modesto salão de barbeiro. Meia dúzia de “fígaros” se entregava afanosamente a escanhoar os rostos de outros tantos fregueses. O “carioca-repórter” havia prestimosamente informado que ali encontraríamos algo de interessante, com relação a Lampião. Por isso, um repórter, cujas barbas ainda não haviam sido raspadas, ali foi ter e ficou à espera de ser atendido. Enquanto passava o tempo, como de propósito, alguém falou sobre a morte de Virgulino Ferreira. 

Dizia: 

- Na verdade, jamais acreditei que Lampião existisse de fato. Julgo tudo uma balela! 

Replicando-lhe, um dos oficiais falou: 

- Isso o senhor pensa. Mas Lampião era mesmo um cangaceiro. Pelo menos temos aqui um colega que já teve ensejo de vê-lo pessoalmente, aliás, com muito desgosto, pois é por temos de Lampião que ele veio para o Rio.O repórter aguçou os ouvidos. Encontrava mais facilmente do que pensava o assunto importante que motivava a sua presença no salão.Agora, o homem descrente também mostrava curiosidade e quis saber quem era Lampião. Não foi difícil. O barbeiro não fez segredo e respondeu prontamente, à primeira interpelação:

- É aquele. E apontou para um rapaz, tipo nortista, também entregue ao trabalho de cortar o cabelo a um freguês.

O HOMEM QUE FEZ A BARBA E CORTOU O CABELO DE LAMPIÃO E SEUS SEQUAZES.

Nesse momento o repórter julgou azada a sua intervenção. Fê-lo de maneira a provocar mais celeuma em torno do assunto e forçar o esclarecimento de novos detalhes.O barbeiro que havia apontado seu colega, de fato, prontamente ajuntou:- Olha, moço, o João de Deus Aragão é baiano e algumas vezes nos falou a respeito de seu encontro, dizendo mesmo que havia sido forçado a fazer a barba de Lampião e seus sequazes. Não foi mesmo, Aragão? – perguntou ao indicado, como a querer confirmação do que afoitamente narrara.O outro não parecia muito inclinado a falar sobre o assunto e apenas respondeu:- É.Insistimos.- Para que falar nisso?- E por que não? Não tenha receio: Lampião está mesmo morto...João de Deus Aragão sorriu e aquiesceu, então, em fazer-nos a narrativa.- Foi em 1928 que o fato se verificou – começou. Morava eu então na fazenda Vaz Salgado, Vila do Amparo, no estado da Bahia, onde tinha o meu salão. Nessa época, em certa manhã, cerca de 8 de 30 horas, subitamente a localidade foi invadida por um grupo numeroso de homens montados a cavalo, fartamente municiados. Prontamente foram reconhecidos como sendo bandidos de Lampião, o já famoso “terror do cangaço”. Com ele vinham, entre outros cangaceiros, os não menos temíveis “Corisco” e “Esperança”, bem como um cunhado de Virgulino Ferreira, conhecido por Modesto. A guarnição policial, composta de sargento e três praças, trataram de fugir, logo que circulou a notícia da aproximação dos facínoras, certos de que se ali permanecessem, seriam exterminados sanguinariamente, dado o já proverbial ódio que Lampião tinha aos “macacos”, como chamava aos elementos da polícia.Penetrando na pequena vila, Lampião tomou de surpresa a coletoria local, cujo coletor de então, Sr. Antônio Gonzaga Leite, e o escrivão Vicente Ferreira de Castro se submeteram sem a menor resistência. O chefe político de Amparo, Sr. Melchiades Rodrigues da Silva, já a esse tempo havia também deixado sua residência, indo para Ribeirão do Amparo.

EMOÇÃO QUE SE RENOVA

Tomando posse do dinheiro existente na repartição, Virgulino intimou o coletor a mandar preparar o almoço para ele e sua gente, de que se incumbiu a família do mesmo funcionário, todos temerosos de uma vingança, se não aquiescessem.Depois disso, Lampião mandou chamar-me. Dois “caibras” compareceram até onde eu me encontrava e me levaram em sua companhia. Sentia um pavor indescritível, mas que podia fazer?Nesse momento João de Deus Aragão interrompeu sua descrição. Olhamo-nos mais fixamente e notamos que uma extraordinária palidez estava estampada em sua face. Percebemos que ainda eram profundas as recordações que guardava daqueles instantes de emoção e pavor que então passara.Controlando-se, e à insistência de todos que ali se encontravam ouvindo atentamente a narrativa, prosseguiu o barbeiro:- Quando cheguei à sua presença, Lampião ordenou-me: - “Vá para a sua barbearia e prepare as ferramentas, porque vai atender a mim e aos meus “caibras”.Mais horrorizado ainda, ante essa perspectiva, à qual não podia e nem tinha coragem para fugir, tratei de cumprir o mandado. Ajeitei tudo direitinho, apesar de que o medo fez-me cair o pincel e a bacia em que a espuma era feita. Fiquei esperando. A demora foi pequena, mas pareceu-me que séculos haviam se passado até quando o bando transpôs os umbrais do salão, tendo à frente o seu temível chefe, seguido de perto por “Volta Seca”. Este era ainda rapazola, encarregado de tomar conta da cavalhada, mas já demonstrava o que seria breves dias depois.Novo intervalo se fez na narrativa, logo a seguir retomada:- Lampião entrou. Deixou sua arma encostada a um canto, mas não quis tirar senão o chapéu, conservando as cartucheiras, a “lambedeira” e outros muitos petrechos que conduzia em volta do tórax. Os outros cangaceiros, porém, ficaram ao meu redor, com regular distância, todos de arma em punho, prontos a atirar em mim na hipótese de que pudesse dar um golpe em falso. Mesmo que eu quisesse, assim, sob a pontaria dos facínoras, não me atreveria a tentar qualquer gesto suspeito. Entretanto, quase que cometia uma fala involuntária. É que sentia as pernas trôpegas e tremor incontrolável no corpo, até as mãos.Percebendo o que se passava, Virgulino disse-me:Está com medo, “mestre”?E acrescentou:- Não tenha receio, que aqui ninguém lhe fará mal...Empregando toda a minha vontade, consegui cumprir a tarefa. Aparei os cabelos de Lampião, que ele trazia muito compridos, deixando-os à altura da nuca, fazendo-lhe ainda a barba. Quando terminei, entregando-me uma cédula, com grande admiração minha, o facínora falou-me:- Toma esses 20$000 pelo serviço meu e do meu pessoal.Deixei o dinheiro sobre a banqueta, receoso de conservá-lo na gaveta e menos ainda no bolso. A seguir, continuei o trabalho, atendendo a todos os “caibras” que se iam revezando, enquanto Lampião caminhava para a porta e mandava que a multidão ali postada – toda formada de gente humilde – se afastasse. E gritou para os curiosos:- Vão saindo daqui. Está muito calor. É claro que não foi preciso nova ordem. Todos, num relance, deixaram o local, amedrontados.

FUGIU E NEM QUIS ALMOÇAR

- As pessoas importantes da vila não quiseram ver “Lampião”? – perguntamos. 

- Qual o quê – retrucou prontamente João de Deus. Fugiram todas, logo que souberam que o “capitão” estava em Amparo. E o homem que afirma ter estado com a navalha no pescoço de “Lampião” prossegue:

- Quando acabei o serviço, os cangaceiros deixaram-me sozinhos, partindo para outros pontos da vila, a fim de se apoderarem de tudo quanto ali encontraram, que representava valor e de fácil condução, como joias, dinheiro e um cavalo. Logo que os vi distantes, tratei de correr para a casa de minha mãe, Maria das Mercês Eliot, que ainda vive no Amparo. Apesar da insistência dessa, não quis almoçar. Apanhei imediatamente minha mala, com umas poucas pelas de roupa, deixando a Vila e indo para o lugar denominado Bando de Cipó, com a mala às costas, tomei um caminhão que ia para os lados de Ilhéus. Dormi uma noite inteira na sarjeta, mas na manhã seguinte continuei a marcha para São Salvador, de onde, em 1934, vim para aqui. Havia ele encerrado sua palpitante narrativa, mas ainda lhe fizemos uma pergunta:- Nunca mais voltou à sua terra, para rever os pais e amigos?João de Deus Aragão tinha um relâmpago nos olhos quando nos respondeu:- Nunca. É ainda muito viva a impressão daqueles momentos de pavor, para que eu lá retornasse.

“A NOITE” (RJ) - 30/07/1938.

O barbeiro João de Deus, em foto ilustrativa da matéria, esta, parte integrante da série de publicações produzidas pelo jornal carioca imediatamente após a morte de Lampião.


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