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terça-feira, 9 de maio de 2023

SEGUNDA CASA DE JOSÉ FERREIRA DA SILVA PAI DE LAMPIÃO

 

Segunda casa de José Ferreira da Silva, pai de Lampião. Após os conflitos com a família de Zé Saturnino, a família Ferreira se mudou para a localidade conhecida como "Poço do Negro", que dista, cerca de 03 km do distrito de Nazaré, visando a tranquilidade, e cessação dos conflitos. 

Não foi isso que aconteceu. Desta feita, passaram a ter desavenças também com os Nazarenos, povo aguerrido, e, que vieram a ser seus maiores inimigos.

Acima, a foto da casa. 
Cortesia: 
Dr. Frederico Pernambucano de Melo.
Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta‎Lampião, Cangaço e Nordeste

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O MATA SETE: O PIOR LIVRO DO CANGAÇO:

 Por: João de Sousa Lima


O título acima faz referência ao livro Lampião o Mata Sete, porém devemos acrescentar nessa contagem o medíocre autor da citada obra e o apresentador do livro o Oleone Coelho Fontes.

LAMPIÃO O MATA NOVE


Com muita dificuldade li o livro e confesso não o fiz em sua totalidade, me detive apenas no que achei que seria mais importante rebater. O livro é uma verdadeira  porcaria, só mesmo pela insistência do amigo Archimedes Marques, sem antes deixar  claro que foi uma cópia xerográfica para não gastar dinheiro em vão e não somar prestigio há um escritor tão fraco.
    
A apresentação do livro é uma afronta aos homens sérios que pesquisam o cangaço, pelo puxa-saquismo de Oleone que depois de velho está se transformando em adorador de homens de cargos distintos, esquecendo os fatos que pesquisou e publicou no passado.
    
Oleone se intitula no texto um  verdadeiro gabola, dizendo que é autor de uma obra clássica nos estudos a respeito da saga do cangaço no nordeste brasileiro e é verdade, só não acrescentou que estava se equiparando ao nível do apresentado, um escritor medíocre, sem contar que Oleone já tinha mostrado suas garras mercenárias, quando sem precisão urgente chegou a trocar seus livros por “TICKET REFEIÇÃO”, passe de ônibus e cartão telefônico. 
   
Oleone diz na apresentação  que se tivesse que culpar a morte dos pais de Lampião apontaria virgolino, Antonio e Levino. Agora pergunto: como podemos incluir a esses três o fato da mãe ter tido um enfarte fulminante no miocárdio?

Oleone se diz o maior pesquisador do mundo e que sua obra já se encontra na oitava edição, depois se revolta com quem escreve sobre o cangaço porque os livros são vendáveis e mais uma vez eu pergunto: E quantos livros dessas oito edições Oleone fez para distribuir entre as pessoas, mesmo sabendo que em todos eles o autor publicou com apoios financeiros?  Como Oleone pode tecer críticas a quem escreve se vive escrevendo sobre o tema? É o cúmulo da insensatez!

Oleone se debruça em uma análise infundada do seu apresentado dizendo que o autor desmascara todos os autores e que escreve um livro verdadeiro. Oleone diante de tantas baboseiras ainda afirma que também ouviu durante suas pesquisas que Lampião não era lá esse homem todo. Não lembro ter lido essa passagem no seu livro Lampião na Bahia.
   
Diante de tantos impropérios e falso testemunho de Oleone diante da figura de Lampião creio que seja muito difícil alguém ler hoje o livro dele com os mesmos olhos que leram no passado.
   
Igual ao ensinamento da velha fábula Oleone não aprendeu “A COMER LENTILHAS” e por isso teve que se rebaixar ajoelhado diante da Torga do emérito magistrado, se igualando as imbecilidades escritas em um opúsculo desprezível. 

Algumas observações sobre o folhetim de Pedro de Morais:

Na página 19 Pedro contando uma passagem em fantasia cinematográfica das mortes realizadas por um dos avôs de Lampião disse que ele morreu em Ipojuca, hoje Arcoverde e todos sabem que Arcoverde antigamente chamava-se Ouro Branco e não Ipojuca.
  
Na pagina 20 Pedro diz que o pai de Lampião era ladrão de cavalo e nem em outro livro, nem dos pesquisadores mais antigos se ouviu essa afirmação, acredito ser mais uma invenção do autor. Na pagina 22 Pedro fala que Virgolino quando ainda estudava, diferente dos outros alunos gostava de se dedicar com as meninas nas brincadeiras antigas de roda e que se exibia em leves rodeios pelo ar como a pluma, despencando nas correntes desfiadas pelo vento ou jogada na espuma boiando a deriva nas vagas...

Fala que virgolino era um janota no trajar, um mauricinho do sertão, um narcisista se venerando no espelho, enfeitando-se de rendas, sedas, bicos e babados, preciosidades da artesanal vestimenta  feminina no nordeste.

No texto difamatório o Pedro cita de Anildomá, passando por Alcino Alves até Gilberto Freyre tentando colocar esses estudiosos com algo que se assemelhasse com as idiotices por ele colocadas no papel.
  
Pedro continua sua viagem histórica e sua fala mentirosa: vivia a andar pra cima e pra baixo com garbo e desempenho, todo engalanado, calçando meias coloridas adornando pés melindrosos , pisando macio a terra batida...

Chama virgolino de fresco, diz que o futuro cangaceiro passava noites entrelaçados com os amigos de caçadas, que se comparava as mocinhas na habilidade com os bilros na confecção de rendas.

Pedro além de todas as inverdades levantadas sobre a masculinidade de Virgolino levanta teses ultrapassadas e sem sentidos comprovados cientificamente, comparando a visão do cangaço através da “Psiquiatria Forense”. Traça um perfil do cangaceiro se apresentando com aspectos asquerosos, de acentuadas feiúras, maltrapilho, que banhava-se duas a três vezes por ano, exalando maus cheiros, desprendendo deles um forte odor de banha de animais putrefatos, afirmando com uma das maiores imbecilidades já ditas sobre o cangaço que as volantes policiais seguiam os cangaceiros pelos urubus que sobrevoavam a cabroeira.
  
O autor deveria ter incursionado na poesia ou nos contos fictícios, assim se sairia melhor em sua criação literária. Querer colocar a esse patamar, sem registro oral que tenha sido deixado por alguém que tenha presenciado ou vivido na época tais seguimentos de Virgolino é de uma irresponsabilidade espantosa, enquanto a historia real registrada aponta Virgolino como sendo um homem acostumado com a luta diária do trato com a terra, o manejo com as ferramentas agrícolas, além de ter sido um ótimo amansador de burros brabos.
    
O livro é péssimo, enoja pela aparente intenção de dotar Lampião com os piores deslustres e impropérios ao tempo em que destaca positivamente seus inimigos e os diversos policiais, ficando aparente sua parcialidade.

Fazendo uma análise mais aprofundada do contexto geral do pior livro que já li, a mentira e a invencionice é o ponto mais forte desse péssimo trabalho literário e em momento algum o fraco autor cita uma fonte concreta de sua pesquisa que possa ter deixado depoimentos sobre as mentiras que ele registrou em seu livrinho.
    
Na pagina 66 Pedro cita que João Ferreira era o irmão mais novo de Lampião e todos que pesquisam seriamente sabem que o irmão mais novo era Ezequiel.
     
Na pagina 83 o autor diz que: O cangaço merece por seu láureo, o esquecimento...

Vai entender o que ele diz, enquanto tece críticas ao cangaço ele tentar lançar no momento esse ridículo livreto com mentiras e calunias sobre o assunto. Diante da indagação de um amigo íntimo sobre as calúnias que estava escrevendo, ele deu a seguinte resposta: “EU TENHO AS COSTAS LARGAS”. Esse foi o único argumento, confiando na impunidade por ter na vida pública ocupado o cargo de juiz.
           
O Pedro fala ainda na pagina 83 que em um combate acontecido contra tenente Galdino enquanto Lampião tentava recuperar seu chapéu enfeitado com fitas de tafetá, acabou levando um tiro no saco escrotal que o castrou de imediato.
    
Só dando risadas desse coitado, dublê de escritor, quanta babaquice relatada, quanta mentira reunida em tão poucas páginas. Como explicar que Lampião teve quatro filhos com Maria bonita?

Na pagina 91 Pedro diz: Não há registro, pelo menos conhecido de práticas injustas de autoria das volantes.
   
Em que mundo Pedro pesquisou tamanhas disparidades?
   
Na pagina 121 Pedro cita que em perdão ao acidente que ocasionou a morte de Antonio, irmão de Lampião, com a bala saída da arma do cangaceiro Luiz Pedro, Virgulino exigiu de Luiz Pedro, em troca de sua vida as mais piegas juras de amor eterno...
   
Na pagina 126 o escritor cita que o verdadeiro nome de Corisco é Virginio Gomes da Silva.

...Há Dadá viva!!!
   
Quando ainda na pagina 126 cita: “os nazarenos sim, estes eram homens valentes...”
    
Fica notório ter o escritor uma “queda” por patentes, mostrando sua parcialidade, sentimento que fica fora do plano de produção do verdadeiro pesquisador. Para que se tenha uma linha de raciocínio lógico, justa e aproveitável é preciso agir com responsabilidade diante dos fatos. A tendência aspira a levar para um julgamento precipitado dos fatos e discorrer da verdade sobre a história. A meta a ser atingida não pode ser maculada pelo bel-prazer do autor, a não ser uma mentira ou uma obra de irrealidade.
    
Na pagina 127 o Pedro diz que: Zé Rufino exercia um libidinoso fascínio na afeminada fera do Pajeú... 
    
Só faltou dizer que entre a mescla azul e as cores cruas usadas pelos cangaceiros distinguia-se  o traje rosinha de Lampião e que ele foi o precursor da parada gay  de Serra Talhada.

O Pedro é quem se desmancha quando se refere a Zé Rufino chamando-o de “Lendário”, “General das Caatingas” e que enfrentava os caminhos tortuosos do sertão com a impávida elegância das centúrias romanas em desfile. Um colosso, verdadeiramente ver passar nas trilhas sua tropa em marcha! “O valoroso e festejado caçador de cangaceiros da caatinga, o verdadeiro estrategista e general da caatinga, foi o novel da extinção do cangaço”.

Na pagina 160 o “grande pesquisador” Pedro diz que Corisco raptou Dadá em Sergipe...

Eu convido essa sumidade da pesquisa histórica para vir a Paulo Afonso para conhecer o Manuel, irmão de Dadá,  com 102 anos de idade e Joana com 94 anos,  irmã também da ex- cangaceira, eles lhe dirão aonde aconteceu o seqüestro. 
   
Na pagina 162 Pedro diz que Lampião entrou para Bahia atravessando o rio São Francisco, entrando em Curral dos Bois e a verdade foi que ele atravessou em Rodelas. Na observação Pedro diz que Curral dos Bois chama-se hoje Santo Antonio da Gloria e a verdade é  que atualmente é chamada simplesmente de Glória ou como ficou apelidada pelos moradores por “Nova Glória”, depois que a antiga cidade ficou submersa pelo barramento da usina Luiz Gonzaga, surgindo uma nova cidade.
   
O primeiro contato de Lampião na Bahia foi com o coronel Petronilio de Alcântara Reis e não com Horácio de Matos com é dito pelo autor.
    
Nas paginas 173 e 174 parece vermos os olhos brilhantes de contentamento quando Pedro se refere aos policiais: o jovem oficial da força pública da Bahia Manoel Campos de Menezes, um dos mais intrépidos e valentes.
      
O desconhecimento do escritor é mais evidenciado quando o assunto é Maria Bonita, sem contar que sobre ela Pedro foi de uma irracionalidade sem precedentes e de uma indecência e irresponsabilidade histórica nunca registrada no nordeste brasileiro.
    
Na pagina 135 ele começa falando que em 1931 o cangaceiro Luiz Pedro conheceu Maria Bonita em Santa Brígida,  entre Serra Negra e Poço Redondo.
   
A verdade é que Lampião foi apresentado a Maria Gomes de Oliveira em 1929, no povoado Malhada da Caiçara, pertencente a Paulo Afonso e nunca ficou próximo a Poço Redondo e Serra Negra.
   
Pedro inventa um sobrenome para Maria que nunca foi citado por ninguém que pesquisou a vida da Rainha do Cangaço, o sobrenome é “Adelaide”.
    
Pedro chega ao cúmulo da ignorância histórica quando taxa Maria Bonita de prostituta, chamando-a de amante farrista de muitos homens.

Na pagina 182, Pedro continua sua fantasiosa e não menos desqualificada visão sobre Maria, afirmando que ela tinha com Luis Pedro “freqüente e safados encontros”.

O desconhecimento histórico e geográfico de Pedro é espantoso e em todo o seu livro fica provado que a intenção do falso escritor  é de deixar essa desprezível obra, apenas para confundir quem nada conhece sobre o cangaço.

Nas paginas 197 e 198 Pedro cita João Maria Valadão, com seus 96 anos de idade, residente no sitio Olho D’água do Brejo, primo de Maria Bonita e que confirmou a história que Lampião matou uma criança. É mentira de Pedro! Conheço João Maria e sou muito amigo dele e ele nunca confirmaria uma coisa dessas, por não estar presente nesse fantasioso episódio. Foi João Maria quem matou o sargento Deluz e mesmo assim ele só conta este fato a quem lhe é muito achegado.

O escritor medíocre nunca esteve na região de Paulo Afonso, pois relatando a morte de Ezequiel deixa claro que escreveu esse capitulo tendo por base outros autores que escreveram sem conhecer o lugar, por isso as constantes e infundadas informações continuam no seu trabalho. Por exemplo: em Paulo Afonso nunca existiu a VARZEA DO TOURO, o nome certo é Tanque do Touro, porém o lugar onde o Ezequiel foi morto chama-se Lagoa do Mel. O coiteiro citado por Pedro de Mané Preto na realidade chamava-se Zé Pretinho.

Pedro diz que Ezequiel foi atingido por “UMA” bala e na verdade foi uma rajada de metralhadora.

Pedro fala que o corpo de Ezequiel foi abandonado pelos facínoras que fugiram e na verdade Ezequiel foi enterrado por Antonio Chiquinho, proprietário da Lagoa do Mel.
  
Em referência ao cangaceiro Volta Seca fica provado  vontade de adjetivar Lampião dos mais variados apelidos difamatório, Pedro cita o cangaceiro Volta Seca como sendo mais um caso homossexual do chefe do cangaço, mais outro texto recheado de calúnias.

Volta Seca foi preso pelos irmãos Adão e Roxo e não pela volante do tenente José Joaquim como afirma em mais uma mentira o autor.
    
Pedro cita na pagina 218 que o tenente Liberato de Carvalho foi o vencedor do tiroteio da Maranduba  contra os cangaceiros e a verdade desconhecida por Pedro é que na Maranduba morreram vários soldados, sendo uma das mais ferrenhas lutas entre cangaceiros e volantes e Liberato de Carvalho era um dos maiores coiteiros de Lampião inclusive vendendo armas e munições ao cangaceiro.

Na pagina 227 Pedro diz que Zé Baiano matou Lidia a golpes de punhal e todos sabem que ela foi morta a pauladas.

Uma coisa o autor Pedro pode ter certeza: Ele será lembrado no meio de quem estuda com discernimento o assunto cangaço,  como o maior mentiroso que já apareceu no meio, suas historias serão ridicularizadas e comparadas aos absurdos escritos pelos maiores farsantes que povoaram os caminhos da história.

Nunca, em hipótese alguma, me senti tão ultrajado quando visualizei nas obras consultadas pelo autor. Quando vi meu nome citado por Pedro onde faz citações a dois livros de minha autoria  me senti pequeno, diminuído, queria nunca ter sido escritor do tema só pra não ter meu nome nesse livro, sem contar que Pedro diz que meu livro está na décima edição e recentemente foi que lancei a segunda edição e não sei onde ele encontrou tantas edições de minha biografia sobre Maria Bonita. O que me conforma é saber que ele me citou apenas para impressionar quem ler seu livro querendo posar de um grande estudioso pela vasta relação descrita. O que na realidade, ainda falta bilhões de quilômetros para que ele se torne um pesquisador e escritor que mereça o mínimo de crédito e respeito. Também vi o nome de alguns companheiros e que também foram  citados na relação e sei que todos estão insatisfeitos de constar seus nomes em um trabalho tão pobre e carente de veracidades. Sei que Amauri, Frederico, Alcino, Juarez, Sergio Dantas, Tenente João Gomes, Hilário, Margébio, Haroldo, Honório, Cicinato, Vilela e Anildomá,  devem ter  sentido o mesmo que eu, pois sei que  em trabalho com essa qualidade de falsas informações e tão mal escrito, sem embasamentos coerentes nenhum, não dignifica em nada as obras dos verdadeiros homens que exploram o cangaço.

João de Sousa Lima
Escritor e Pesquisador, membro da ALPA-Academia de Letras de Paulo Afonso.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cancaço João de Sousa Lima


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segunda-feira, 8 de maio de 2023

LIVRO

   Por Gilmar Teixeira 

O livro "Quem matou Delmiro Gouveia? Livro este que desvenda um dos crimes mais enigmáticos do Brasil, acontecido há mais de um século atrás, e que depois de uma pesquisa e investigação séria, revela os seus verdadeiros executores desse crime que abolou o nordeste e o Brasil no século passado, está acabando esta segunda edição.

Você pode adquirir os últimos exemplares com um preço especial de 50,00. 

Com envio para todos os lugares do Brasil através deste email:

gilmar.ts@hotmail.com

Aguardo o seu contato para enviarmos o nosso livro para você, abraços.

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LIVRO

  Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:



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Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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LIVRO

  


O destino de cada pessoa,
Na terra ninguém risca.
E nem se pode alterar.
E nem mudar a escrita.
O plano já tá traçado,
Cada um dar seu recado,
E na história ela fica.
Na malhada da caiçara,
No município de glória.
Ninguém jamais imaginou,
Que lá teria uma história.
Que ia ter uma dimensão,
E ia mecher com o sertão,
E espalhar no mundo afora.
Em mil novecentos e onze,
A oito de março nasceu.
Uma menina morena,
No sertão apareceu.
Numa casinha singela,
Uma menina bela,
Seus pais a recebeu.
Os seus pais não imaginava,
Que destino ela teria.
Se trazia com ela tristeza,
Ou se trazia alegria.
Isso o futuro ocultava,
Sua vida tava traçada,
E o tempo revelaria.
Maria Gomes de Oliveira,
Foi o nome que deram a criança.
Maria,nome da Santa,
Que Gera a esperança.
O nome da mãe de Jesus,
Que foi morto na cruz,
Ela recebeu por herança.
Ela cresceu ficou formosa,
E logo virou uma mulher casada.
E seu nome ganha um acréscimo,
Maria de Déa, era chamada.
Assim era conhecida,
Por vizinhos e amigas,
Assim era apelidada.
Mas ,o casamento não deu certo,
Ela para casa dos pais voltou.
Era para se cumprir o roteiro,
Que o destino traçou.
Um dia um cidadão,
Apelidado de lampião,
Em sua casa chegou.

Aqui começa um romance,
O qual o destino pois um laço.
Maria ganha outro apelido,
Ao lado rei do cangaço.
Maria bonita era chamada,
A sua história traçada,
No sertão tem seu espaço.

Sou um poeta amador.
Que gosta de fazer rima.
Quem conhece bem essa história,
E o escritor João de Sousa Lima.
Junto com outros escritores,
Que são pesquisadores,
Do cangaço da caatinga.

Autor.
Cleumir Ferreira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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CARÊNCIA

Autor José Di Rosa Maria



1

Eu queria ser

Simplesmente simples,

Mas ninguém é simples

Sem nascer pra ser.

A simplicidade

Cabe em todo canto.

Essa é a virtude

Que eu queria ter.

2

Fome de riqueza,

Liderança e fama

Eu nunca senti,

Nem quero sentir...

Apenas eu sinto

Vontade de ser

Capaz de amar

Sem saber trair.

3

Neste mundo mísero,

De amor e justiça,

Eu tenho carência

De dignidade...

Por grande que seja,

É muito pequeno

Quem tira proveito

Da minha humildade.

4

Não bastasse o duro

Que dou pra viver,

Esgotando as forças

Pra ganhar o pão,

Tendo por decreto

Que pagar impostos

Pra ter o direito

De ser cidadão.

5

Queria viver

Sem ser submisso

A quem faz dos outros

Subservientes

Com acesso às coisas

Que luto pra tê-las

Com dignidade,

Livre das correntes.

Inserir

 

Enviado pelo poeta José Di Rosa Maria

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ADEUS, PALMIRINHA!

Por José Mendes Pereira

A Palmirinha da televisão Deus a chamou para ocupar a sua vaga no céu, ao lado dele e de Jesus. Tenho certeza que Hebe Camargo e Nair Belo estão bem na porta da Casa do Senhor esperando a sua entrada no céu. As três eram super amigas.

Pequena biografia da Palmirinha:

Palmira Nery da Silva Onofre, conhecida como Palmirinha Onofre, (Bauru, 29 de junho de 1931) é uma culinarista e apresentadora de televisão brasileira.

Carreira

A carreira na televisão começou quando ainda fazia salgados e doces para vender e sustentar suas três filhas, depois que se separou do marido. Sua primeira aparição na televisão foi como convidada do programa Sílvia Poppovic, cujo tema era "criei meus filhos sozinha". Além de contar sua história, Palmira presenteou a apresentadora com uma cesta de salgadinhos.

O talento de Palmirinha despertou interesse da apresentadora Ana Maria Braga, que a convidou para participar do Note e Anote, seu programa na época. Palmirinha permaneceu como colaboradora da atração por mais de cinco anos.

Em 1999, a culinarista recebeu uma proposta da TV Gazeta. Desde maio daquele ano, ela está na emissora paulista, na qual já atuou como colaboradora dos programas Mulheres e Pra Você.

Atualmente, Palmirinha Onofre comanda o TV Culinária, programa em que mostra o passo-a-passo das receitas e tira as dúvidas dos telespectadores.

https://www.classicistranieri.com/pt/articles/p/a/l/Palmirinha_Onofre_47d6.html

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LAMPIÃO FUGIU BALEADO DA GROTA DO ANGICO?

    Por José Mendes Pereira


Mas um querendo aparecer no mundo cangaceiro com sua história cheia de fantasia. Muito difícil o volante cabo José Panta de Godoy, ter dito isso a este senhor que aparece no vídeo, inventando conversa. Uma das razões que a sua história não tem fundamento, é afirmar que Lampião fugiu do combate da Grota do Angico baleado. E de quem é esta cabeça que aparece na foto abaixo no meio dos 11 cangaceiros chacinados, seu Nivaldo Vieira? Seria uma montagem?

A cabeça de baixo da foto é de Lampião.

O senhor Nivaldo Vieira quer reservar um cantinho famoso para ele, no meio daqueles famosos que fizeram partes do cangaço. E também, ficar no meio dos escritores, pesquisadores e cineastas, como sendo uma peça de muito valor no estudo cangaceiro. 

O senhor Nivaldo deve parar com esta conversa sem fundamento, porque, nenhum dos remanescentes que foram salvos das balas vomitadas pelas metralhadoras das volantes policiais, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, em terras de Porto da Folha, no Estado de Sergipe, falou sobre esta possibilidade, do capitão Lampião ter ludibriado as volantes, e sair de lá apenas baleado. 

imagine meus amigos de pesquisas, seu Nivaldo ter ouvido da boca do próprio cabo Panta de Godoy, uma aberração dessa, que jamais ele diria a nenhum pesquisador, escritor... 
 
https://www.youtube.com/watch?v=LlRUVNBD4-E&t=0s&ab_channel=TVMARIABONITA

Em entrevista feita no dia 8 de março do ano de  2020, pelos pesquisadores Raul Meneleu Mascarenhas e Osvaldo Abreu, (clique no link acima para não ter dúvida, ou achar que eu estou criando o fato), o Sr. Nivaldo Vieira relatou que, o volante militar da polícia que perseguiu o bando de Lampião até a morte, cabo José Panta de Godoy, teria lhe dito pessoalmente, que Lampião tinha fugido baleado do combate do Angico. 

Raul Meneleu Mascarenhas

Mas como é que um homem tem essa coragem de criar esta conversa, que o Panta de Godoy teria afirmado isso sem fundamento? 

O senhor Nivaldo Vieira que me desculpe, só diz isso, porque o cabo já faleceu. Se ele estivesse vivo aqui entre nós, jamais diria isso para nenhum pesquisador, porque, o Panta de Godoy poderia tomar conhecimento desta invenção, e com certeza, não o perdoaria, sujeito a cobrar dele a sua mentira ou danos morais.

E a cabeça que aparece na foto, é de quem, seu Nivaldo Vieira? Seria uma montagem, que na época desta chacina, ainda não existia esta possibilidade de criar, e nem tão pouco internet? 

O senhor está conversando coisa com coisa. Tenho real certeza que o cabo José Panta de Godoy nunca lhe disse isso, e nem diria a ninguém. Panta de Godoy tinha modos para conversar, sem inventar mentiras para se promover na cultura cangaceira. 

Quem acreditar nesta história contada por seu Nivaldo Vieira, nunca estudou nem só um pouquinho sobre o movimento social de cangaceiro, e nem leu nenhum livro sobre o tema, escrito por quem pesquisou na fonte, principalmente sobre a Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia., do afamado capitão Lampião.

Que seu Nivaldo Vieira que me desculpe, por favor, as minhas dúvidas!

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FAZENDA ANGICO

 Por Poeta Rossi Mágne


Por lá morreu Lampião,

Também tombou Adrião.

Decapitaram Maria Bonita,

Ainda viva em ação maldita.


Aquele cerco à grota do Angico,

Não foi um cerco de fato perfeito.

E assim fugiu a maioria do conflito,

Daquela emboscada cheia de defeito.


E a traição não foi um ato fatal do coiteiro,

Era a vida dele ou a vida do capitão Lampião.

Sob tortura o coito foi revelado com escuridão.


No dia 28 de julho de mil novecentos e trinta e oito,

O bando foi surpreendido na grota da desarticulação.

De Lampião a Adrião, de Maria a Sila, uma só constatação.


Propriá-SE, 05.05.2023

 

https://www.facebook.com/veridianodiasclemente.clemente

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