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quarta-feira, 9 de março de 2011

AUTA DE SOUZA

Por: José Mendes Pereira
 
Auta de Souza

Auta de Souza - a maior poetisa do Rio Grande do Norte

           Auta de Souza nasceu no dia 12 de setembro de 1876, na cidade de Macaíba, no Estado do Rio Grande do Norte. De corpo esbelto, falava só o bastante, de cor morena. Era filha de Eloi Castriciano de Souza, que veio a falecer aos trinta e oito anos de idade, e de Dona Henriqueta Rodrigues de Souza de Souza, tendo falecido aos 27 anos de idade, ambos foram afetados com o vírus da tuberculose.                   

            Próximo a completar 3 anos de idade, Auta de Souza ficou órfão de mãe, e com um anos depois ficou órfão de pai. Auta de Souza não teve boa vida, foi sofrida até o dia de sua morte.

           Aos dez anos de idade, viu o seu irmão Irineu Leão Rodrigues de Souza partir para eternidade, causado por uma explosão de um lampião de querosene, na noite de 16 de fevereiro de 1887.

           Com a morte dos pais, Auta de Souza e seus quatro irmãos foram criados em Recife, pela avó materna Dona Silvina Maria da Conceição de Paula Rodrigues, e seu esposo Francisco de Paula Rodrigues, este vindo a falecer logo que Auta de Souza completou seis anos de idade.

           Antes de completar 12 anos de idade, Auta de Souza foi matriculada no Colégio São Vicente de Paulo, no bairro da Estância, e lá foi acolhida pelas religiosas franciscanas, e neste colégio, Auta de Souza foi muito bem educada com: Literatura, Inglês, Música, Desenho e deu um grande passo na língua francesa, o que lhe permitiu ler no original: Lamartine, Victor Hugo, chateubriand, Fénelon. 

           De 1888 a 1890, Auta de Souza estuda, recita, verseja, ajuda as irmãs do Colégio, aprimora a beleza de sua fé, na leitura constante do Evangelho.

           Aos 14 anos, continuava no Educandário Estância. Mas em 1890, apareceram os primeiros sintomas da enfermidade que lhe roubou, em plena juventude, o viço e foi a causa de sua morte. 

           Aos 16 anos, mostrou o seu talento poético, e apaixonou-se pelo jovem Promotor Público de Macaíba, João Leopoldo da Silva Loureiro, com a duração apenas de um ano e poucos meses.

           Auta tinha amor profundo pelo promotor, mas a tuberculose progredia e seus irmãos convenceram-na a renunciar.

            A separação foi cruel, mas apenas para Auta. O Promotor não demonstrou a menor reação... É verdade que gostava de ouvi-la nas festas caseiras a declamar com sua belíssima voz envolvente, aveludada e com ela dançar quadrilhas, polcas e valsas, mas não era o homem indicado para amar uma alma tão delicada e sonhadora como Auta de Souza. Faltava-lhe o refinamento espiritual para perceber o sentimento que extravasava através dos olhos meigos da grande Poetisa.

            Infelizmente Auta de Souza faleceu na madrugada de 7 de fevereiro de 1901, numa quinta-feira à uma hora e quinze minutos, na cidade de Natal, exatamente com 24 anos, 4 meses e 26 dias de idade. 

            Foi sepultada no cemitério do Alecrim e em 1906, seus restos mortais foram transladados para o jazigo da família, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba, sua terra natal. 

Horto

           Em 1900, publicou seu único livro, Horto, de significativa repercussão e cujo prefácio foi escrito por Olavo Bilac, o poeta brasileiro mais célebre daquela época. Edições de Horto:1900 (Rio de Janeiro), com prefácio de Olavo Bilac. Esgotou-se em dois meses.1910 (Paris), contendo nota biográfica de seu irmão Henrique Castriciano1936 (Rio de Janeiro), com prefácio de Alceu Amoroso Lima (o Tristão de Ataíde)1964 (Natal), incluiu 17 poemas inéditos da escritora2001 (Natal), com um estudo crítico de vida e obra.O cancioneiro de Auta de Sousa é composto pelos seguintes poemas:

               Agonia do Coração  
              Ao Cair da Noite
              Ao Luar
              À Eugênia
              Caminho do Sertão
              Desalento
              Meu Pai
              Meu Sonho
              Nunca Mais
              Olhos Azuis
              Palavras Tristes
              Regina Coeli
              Rezando (que deu origem à canção Róseo Menino)Teus Anos.

Eis o descanso eterno, o doce abrigoDas almas tristes e despedaçadas;Eis o repouso, enfim; e o sono amigo
Já vem cerrar-me as pálpebras cansadas.

Amarguras da terra! eu me desligo
Para sempre de vós… Almas amadas
Que soluças por mim, eu vos bendigo,
Ó almas de minh’alma abençoadas.

Quando eu d’aqui me for, anjos da guarda,
Quando vier a morte que não tarda
Roubar-me a vida para nunca mais…

Em pranto escrevam sobre a minha lousa:
“Longe da mágoa, enfim, no céu repousa
Quem sofreu muito e quem amou demais”.

Ao pé de um berço
A Leopoldina Monteiro  
Pensei em ti, Leopoldina, escrevendo estes versos; quero
             que os cantes embalando o teu Milton. 
 

Dorme, dorme, pequenino
Encanto de meu amor;
Que o sono doce e divino
Cerre-te as folhas, ó flor!
 
Fecha os olhos, meu filhinho;
E pede ao sono que leve
Ao céu, em faixas de linho.
Tu’alma da cor da neve.
 
Mas não demores, meu filho,
Volta nas asas do amor,
Traz a meus olhos o brilho,
Traz a meu seio o calor.
 
Meu coração é um ramo
Onde teci o teu ninho;
Dorme nele, gaturamo,
Ó sonho branco de arminho!
 
Dorme, dorme; de mansinho
Vou te embalando a cantar...
Esconde as asas no ninho,
Não quero ouvir-te chorar.
 
Fecha os olhos docemente
E voa longe da terra,
Dorme o teu sono inocente,
Ó nívea pomba da serra!
 
Dorme, santinho, as estrelas
Virão cobrir-te com um véu;
Não chores se queres vê-las
Fazer de teu berço um céu.
 
Foge da noite aos abrolhos
Neste celeste abandono;
Eu guardo um sonho nos olhos
Para dourar o teu sono.
 
Olha, meu santo, Jesus,
Que tanto amava os meninos,
Vela sorrindo da cruz
O sono dos pequeninos.
 
E a mãe do céu, nos espaços
Deixando de luz um trilho,
Traz o filhinho nos braços
Para beijar-te, meu filho!
 
Recebe o carinho amigo
E pede ao rei do Universo
Que fique a sonhar contigo,
Dormindo no mesmo berço.
 
Às duas mães, n’um sorriso,
Sobre o ninho velarão...
E eu direi ao Paraíso,
Baixinho, no coração:
 
Qual dos dois mais luz encerra,
Envoltos no mesmo véu:
O filho da mãe da terra?
O filho da mãe do Céu?
 
Dorme, bonina nevada,
Enquanto eu velo a cantar;
Guia-me à pátria adorada,
Ó doce estrela do Mar!
 
Dorme e não chores, criança!
A Lua do Céu sorri -
Na vida sem esperança
Eu hei de chorar por ti.

             Fontes de pesquisas: Jornal de Poesia
                                                   pt.wikipedia.org/wiki/

Ao Pé do Túmulo

Auta de Zouza - natal

Fragmentos de história da abolição mossoroense

Escrava Anastácia em Pompeu, 12 de maio de 1740


Artigo abaixo escrito pelo Jornalista Geraldo Maia
Na íntegra

           Em 30 de setembro, Mossoró comemora a mais cívica de suas festas: a libertação de seus escravos em 1883, fato ocorrido cinco anos antes da famosa Lei nº 3.353, de 13 de maio de 1888, a cognominada "Lei Áurea", assinada pela Princesa Isabel, que acabava definitivamente com a escravidão no Brasil. Não foi a primeira cidade brasileira a libertar seus escravos, como muitos apregoa; esse mérito coube a Acarapé, no vizinho Estado do Ceará, que libertou os seus escravos no dia 1º de janeiro de 1883. Na realidade, Mossoró foi a sexta cidade a acabar de vez com a mancha negra da escravidão, já que antes de 30 de setembro, cinco outras cidades cearenses já os tinham libertados, como segue:

           * Icó, em 25 de março de 1883;
           * Baturité, em 25 de março de 1883;
           * Maranguape, em 20 de maio de 1883;
           * Fortaleza, em 24 de maio de 1883 e
           * Viçosa, em 29 de setembro de 1883.

            Acarapé, já mencionada, ainda era vila, pois não tinha sido elevada à categoria de cidade. Mossoró, no entanto, "é a única cidade em todo o Brasil onde a abolição é comemorada com as homenagens da gratidão e do orgulho mental", segundo as palavras do historiador "Luís da Câmara Cascudo".

           A idéia de libertação dos escravos veio do Ceará, trazida por Romualdo Lopes Galvão e sua esposa D. Amélia Dantas de Souza Melo Galvão. Quando o casal chegou a Mossoró, na primeira quinzena de 1882, foi recebido festivamente pelos seus amigos e companheiros da Loja Maçônica "24 de Junho". Romualdo trazia uma mensagem da maçonaria de Fortaleza para a Loja "24 de Junho", de Mossoró, para concitarem, sem perda de tempo, seus amigos e parentes para levar a efeito a grande batalha cívica em favor da raça negra. E foi o próprio Romualdo que promoveu a fundação da "Libertadora Mossoroense", como presidente interino, no dia 6 de janeiro de 1883, na "Casa das Sessões da Câmara Municipal". O objetivo da entidade, era de libertar todos os escravos do município de Mossoró, a exemplo do que havia sido feito em Acarapé, no Ceará. Uma vez constituída a sociedade com as adesões dos melhores elementos da terra, foi eleita por aclamação a diretoria definitiva com Joaquim Bezerra da Costa Mendes, presidente, Romualdo Lopes Galvão, vice-presidente, Frederico de Carvalho, 1º secretário, Dr. Paulo Leitão Loureiro de Albuquerque, como orador.

          O Código da Liberdade era composto de um único artigo, sem parágrafo, que dizia: "Todos os Meios são Lícitos a fim de que Mossoró Liberte os seus Escravos".

          Mossoró não foi uma cidade de muitos escravos. Existiam 86, segundo registros da Coletoria Estadual, em livro para esse fim destinado. Trabalhavam principalmente no comércio e nas residências como domésticos. Quarenta, destes escravos, foram libertados numa única noite, numa sessão especial realizada na Loja Maçônica "24 de Junho", no dia 10 de junho de 1883, resultado do trabalho conjunto de todas as forças abolicionistas de Mossoró, unidas numa campanha memorável.

            Possuir escravos era sinônimo de poder. Era um bem material caro. Comprava-se escravos como se comprava um boi de cultivador. Tinha que trabalhar muito para compensar o investimento. Daí a dificuldade que os abolicionistas encontraram para a libertação dos cativos. Alguns proprietários de escravos, abraçando o movimento, os alforriavam sem problema. Outros, exigiam indenização pela perda de patrimônio.

            Mas no dia 30 de setembro de 1883, ao meio-dia, Joaquim Bezerra da Costa Mendes, presidente da Libertadora Mossoroense, pôde declarar de viva voz: "Mossoró está livre: aqui não há mais escravos!"

           Para conhecer mais sobre a história de Mossoró visite o site: 
        

           www.mossoro.cjb.net 

              gmaia@bol.com.br

"A primeira mulher a votar no Brasil e na América Latina"

Celina Guimarães Viana

             Celina Guimarães Viana nasceu em Natal, no Estado do Rio Grande do Norte, no dia 15 de novembro de 1890, e faleceu e faleceu Belo Horizonte, no Estado de Minas Gerais,  no dia  11 de julho de 1972. Era professora, e foi a primeira eleitora do Brasil e da América Latina, a votar em 5 de abril de 1928 na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do NorteEra filha do casal  José Eustáquio de Amorim Guimarães e Eliza de Amorim Guimarães.

             Foi aluna da  Escola Normal de Natal, e lá concluiu o curso de formação de professores. Nessa escola Celina Guimarães Viana conheceu Elyseu de Oliveira Viana, um jovem estudante vindo de Pirpirituba, do Estado da Paraíba, e com ele se casou em dezembro de 1911, tendo sido  seu companheiro para toda a vida.

             Em 1912 foi morar na pequena cidade de Acari, no Estado do Rio Grande do Norte,  e em 13 de janeiro de 1914 mudou-se para Mossoró, também no Rio Grande do Norte.
  
            Com o advento da Lei nº 660, de 25 de outubro de 1927, o Rio Grande do Norte foi o primeiro Estado que, ao regular o "Serviço Eleitoral no Estado", estabeleceu que não haveria mais "distinção de sexo" para o exercício do sufrágio. Segundo pesquisa do escritor João Batista Cascudo Rodrigues, o histórico despacho foi vazado nestes termos:


“Tendo a requerente satisfeita às exigências da lei para ser eleitora, mando que se inclua nas listas de eleitores. Mossoró, 25 de novembro de 1927”.


            Logo que foi aprovada  a Lei, várias mulheres requereram suas inscrições. As eleitoras compareceram às eleições de 5 de abril de 1928, mas seus votos foram anulados pela Comissão de Poderes do Senado. Somente com o Código Eleitoral de 1932, é que "o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo…" poderia votar efetivamente.


Quanto à questão de ter se tornado, de repente, a primeira mulher do país a votar, Celina confessou:


             “Eu não fiz nada! Tudo foi obra de meu marido, que se empolgou na campanha de participação da mulher na política brasileira e, para ser coerente, começou com a dele, levando meu nome de roldão. Jamais pude pensar que, assinando aquela inscrição eleitoral, o meu nome entraria para a história. E aí estão os livros e os jornais exaltando a minha atitude. O livro de João Batista Cascudo Rodrigues - A Mulher Brasileira - Direitos Políticos e Civis - colocou-me nas alturas. Até o cartório de Mossoró, onde me alistei, botou uma placa rememorando o acontecimento. Sou grata a tudo isso que devo exclusivamente ao meu saudoso marido”.

               Fonte: Wikipedia

terça-feira, 8 de março de 2011

Aniversário da rainha do cangaço

Por: José Mendes Pereira
 

Maria Gomes de Oliveira,
a Maria Bonita

          
           Nos anos vinte, do século XX,  viveu sobre o olhar dos seus pais. Mas posteriormente passou a desejar um homem que jamais poderia lhe dar um teto seguro para viver. Apaixonada, já no final do século XX, se decidiu  acompanhar o desordeiro Lampião, que para ela, seria a sua cara metade.   
         
          Feliz ou infeliz viveu oito anos nas caatingas dos Estados do Nordeste brasileiro, acompanhando e vivendo as maldades de Lampião.     

            Amou, foi amada, amiga dos seus comparsas. Inimiga dos inimigos do seu companheiro. Não formou uma família, não presenciou a velhice dos seus sofridos pais, e nem tão pouco a morte do casal que a colocou no mundo.

           Valente em alguns momentos, mas em outros, uma verdadeira piedosa, quando muitas vezes evitou que o seu amado fizesse tantas maldades contra alguns seres humanos. Viveu sobre os mais perigosos combates, sobre os estilhaços de balas por armas potentes e modernas para o tempo, todos feitos pelas volantes, que de uma forma ou de outra, procuravam as suas cabeças.

            Se não tivesse entrado no mundo do crime, hoje, 08 de março, dia do seu aniversario, talvez estivesse viva, como Moreno, que viveu 100 anos; Antonia de Gato, um pouco mais de 100 anos; Durvalina, que chegou aos 93 anos, Candeeiro, que já se aproxima de um século, o cangaceiro Vinte e Cinco, que também já caminha para os 100.

            Se Maria Bonita  não tivesse dado a mínima atenção ao cupido, não teria morrido aos 27 anos.

            Parabéns Maria Bonita! Foi amada e odiada, mas fez a tua história com o seu companheiro.

                      
           

Os 12 apóstolos de Jesus


            João, o Batista, foi quem iniciou pregações antes do Messias Prometido para preparar-lhe o caminho, de acordo com as profecias antigas, e conforme o próprio Jesus.
             Primo de Jesus, nascendo seis meses antes, filho na velhice de Zacarias e Isabel. Tornou-se profeta na Judéia, alimentando-se de gafanhotos e mel silvestres e vestindo-se de peles.
             Pregava no deserto a eminente vinda do Messias prometido e incitava o povo ao arrependimento dos erros e à conversão para uma nova vida, que era iniciada por um ritual de mergulho nas águas do rio Jordão, que ficou conhecido como batismo pelas águas.
Foi com o batismo de João, e com o reconhecimento deste de que Jesus era o Messias Prometido, que o Mestre começou a sua vida pública de 3 anos até a sua crucificação.
              João foi preso por Herodes Antipas, rei da Galiléia, a quem havia criticado por se casar de forma ilícita com a própria cunhada, Herodíades. O rei mandou decapitá-lo para agradar a enteada, filha de Herodíades, chamada Salomé.
             Jesus, após a transfiguração, descendo do monte Tabor, fala sobre João Batista em Mateus, Cap. 17, versículos 10 a 13: "Os discípulos de Jesus lhe perguntaram: O que querem dizer os doutores da Lei, quando falam que Elias deve vir antes do Messias?". Jesus respondeu: "Elias vem para colocar tudo em ordem. Mas eu vos digo: Elias já veio, e eles não o reconheceram. Fizeram com ele tudo o que quiseram. E o Filho do Homem será maltratado por eles do mesmo modo. Então os discípulos compreenderam que Jesus falava de João Batista".
              Esta passagem, transcrita literalmente das escrituras sagradas, prova de um modo incontestável que João Batista era a reencarnação do profeta Elias, que tinha vivido 900 anos antes.

Os Apóstolos

Diferença entre apóstolos e discípulos:
   
              - Apóstolo: palavra derivada do grego que significa enviado. Jesus escolheu doze apóstolos e os enviou para diversos lugares para pregarem a chegada da "Boa Nova".
              - Discípulo: palavra derivada do latim que significa aluno. Jesus tinha em uma época de sua vida 70 discípulos, além dos doze apóstolos para ajudá-lo.

Pedro

              Irmão do Apóstolo André, era um pescador no mar da Galiléia, mais precisamente da cidade de Cafarnaun. Seu nome era Simão, mas recebeu de Jesus o sobrenome de Pedro ou Cefas, que significa pedra em grego e hebraico, respectivamente.
              Junto com os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra.
              Existe uma passagem peculiar nos Evangelhos, em que Pedro nega por três vezes que seria Apóstolo de Jesus. Quando, como Jesus predissera, o galo cantou depois da terceira negativa, Pedro verteu-se em lágrimas.
             É tido como fundador da Igreja Cristã em Roma, considerado pela Igreja Católica como o primeiro Papa. Depois da morte de Jesus, despontou-se como líder dos doze Apóstolos, aparecendo em destaque em todas as narrativas evangélicas. Exerceu autoridade na recém-nascida comunidade Cristã, apoiou a iniciativa de Paulo de Tarso de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica.
             Foi morto em Roma no ano de 64 D.C., na perseguição feita por Nero aos cristãos, crucificado de cabeça para baixo, conforme a sua vontade, pois não se achava digno de morrer como Jesus.
Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores, sendo validado pelo Papa no ano de 1968.

André

              Foi o primeiro dos doze a ser chamado por Jesus. Era irmão de Pedro e também pescador. Antes de seguir o Mestre, era discípulo de João Batista, que o mandou junto com um outro não identificado (talvez João Evangelista), para segui-lo.
              As tradições indicam que ele tenha ido a lugares distantes para pregar o Evangelho, e que tenha morrido em uma cruz em forma de X na Grécia, de onde o seu corpo foi levado para Constantinopla, tornando-se padroeiro desta cidade.

João Evangelista

              Filho de Zebedeu e irmão de Tiago, o Maior, que junto com este e mais Pedro participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus.
              Autor do quarto evangelho, de três cartas aos cristãos em geral e do Livro do Apocalipse. O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, sendo que a narrativa de João enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus.
               É considerado "o discípulo amado". Era muito jovem na época da vida do Mestre, e na crucificação foi designado por Jesus a tomar conta de Maria, demonstrando aí o quanto este confiava em João.
              João viveu o resto de sua vida em Éfeso, juntamente com Maria, onde teria escrito o Evangelho e as cartas. Durante o governo de Domiciano, foi exilado na ilha de Patmos, onde escreveu o Apocalipse.
              Morreu em Éfeso, em idade muito avançada, tomando conta da igreja que estava nesta cidade.

Tiago, o Maior

               Pescador, irmão de João, o Evangelista, filho de Zebedeu, fazia parte do círculo mais íntimo de Jesus. Após a morte deste, permaneceu em Jerusalém, junto a Pedro, sendo executado em 43 D.C., por ordem do rei Herodes Agripa, logo depois da morte de Estêvão, diácono grego e exaltado pregador cristão.

Tiago, o Menor

                Filho de Alfeu, conhecido também como Zebeu, tornou-se um membro altamente respeitado da recém-nascida comunidade cristã em Jerusalém. Foi um observador da normas judaicas, defendendo que estas normas deveriam fazer parte do Cristianismo. Com isso, tornou-se adversário de Paulo de Tarso nesta questão, mas também foi conciliador e um pregador fervoroso do ensino de Jesus.
              Foi atacado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do sumo sacerdote Ananias.

Mateus

              Também chamado de Levi, filho de Alfeu. Era publicano, ou cobrador de impostos, classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas. Escreveu o primeiro evangelho, onde dá mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Pregou no norte da África depois da morte do Mestre, prosseguindo até a Etiópia, onde foi morto.

Felipe

               Aparece rapidamente nos Evangelhos, não nos deixando muitas informações sobre ele. Diz-se que evangelizou na Ituréia, reunindo-se a André, no mar Negro, sendo morto na Frígia, para onde seguira.

Tomé

               Também chamado Dídimo ou Gêmeo, era o terceiro apóstolo em idade depois de Pedro. Ficou famoso pelo fato de ter duvidado que Jesus tinha ressuscitado, e disse que só vendo acreditaria. Então, Jesus apareceu para ele e respondeu que muitos não iriam ver e acreditariam. Depois da crucificação, passou a pregar na Pérsia e na Índia, mas seus restos mortais são venerados na Síria.

Judas Iscariotes

              Judas de Kerioth, localidade da Judéia. Dizem as tradições que este apóstolo era designado para cuidar do dinheiro comum, por ser um dos poucos instruídos.
              Foi enganado pelos sacerdotes que o induziram a mostrar onde estava Jesus a troco de 30 moedas de prata, prometendo que só o prenderiam durante as festividades da Páscoa Judaica.
             Depois que viu a crucificação de Jesus, Judas, amargamente arrependido, jogou as 30 moedas aos pés dos sacerdotes, indo se enforcar. Estes pegaram o dinheiro e compraram um terreno para servir de cemitério aos estrangeiros, sendo posteriormente chamado de Campo do Sangue.

Judas Tadeu

            Também chamado Lebeu Tadeu, é um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos. Contam as tradições que trabalhou na Mesopotâmia e na Pérsia.

Bartolomeu

              Também chamado de Natanael no Evangelho de João, evangelizou na Armênia, junto ao Mar Negro, onde, segundo uma lenda posterior, foi esfolado vivo, vindo a morrer.

Simão, o zelote

              Era chamado assim porque pertencia a uma seita chamada de "Os Zelotes, ou zeladores", que lutava para a libertação de Israel dos Romanos. Seita ultra-nacionalista e não religiosa. Simão permaneceu na Palestina pregando o Evangelho.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

O fim do rei Lampião e a sua Rainha

Por: José Mendes Pereira

 
                                                 Lampião e Maria Bonita                                         

Este punhal era o que Lampião enfiava na fossa clavicular de policiais quando ele os capturava.

             Quando o pai, José Ferreira da Silva foi morto em 1920, pela volante de José Lucena, lá no Estado de Alagoas, Lampião aproveitou o ensejo para ficar famoso.  E a partir daí, fez visitas a sete Estados da região nordestina durante os anos 20 e 30, do século vinte,  deixando um rastro sangrento, morte e amedrontando a população do sertão.
                                                       
            Durante as suas andanças, causou prejuízos à economia do interior. No início da década de 30, afirmam os historiadores que 4.000 soldados andavam ao seu encalço em vários Estados. O grupo não era tão grande, mas contava com 50 elementos, entre homens e mulheres.

            Usando as suas estratégias, Lampião procurou fazer amizades com coronéis e grandes fazendeiros, e com essa amizade, conseguiu abrigo e material para as suas batalhas, como armas e munições.

            Mas como todo mundo está sujeito a uma traição, Lampião foi traído por um coiteiro de nome: Pedro de Cândido, que através de tortura, foi obrigado a dizer a localização exata à polícia do governo.

            E na madrugada de Quinta-feira, 28 de julho de 1938, Lampião, Maria Bonita, e mais nove cangaceiros, foram mortos pelas volantes comandadas pelo Tenente João Bezerra da Silva.

 João Bezerra da Silva - O matador de Lampião

          O bando se encontrava no coito na fazenda Angico, na Grota de Angicos, no município de Porto da Folha, em Sergipe. Mais de 40 homens e mulheres começavam a se levantar, e os 48 policiais já tinham cercado o local, e conduziam uma metralhadora moderna HOT KISS.
           Com um tiro certeiro na cabeça, chegou ao fim o Virgulino Ferreira da Silva, e além dele, morreram:

         Maria Bonita que foi degolada viva, pedindo para que não a matassem. Luiz Pedro, Enedina, Mergulhão, Quinta-feira, Elétrico e outros cinco do bando.


Maria Bonita - A rainha do cangaço

Da esquerda para a direita:

Enedina, esposa de Zé de Julião,
 Moreno, esposo de Durvalina,
 Dadá, esposa de Corisco, e
 Sabonete, irmão do cangaceiro Borboleta.


Da esquerda para a direita:

1 - Cangaceiro desconhecido,
2 - Nenem do Ouro, esposa de Luiz Pedro
 3 - Luiz Pedro,
 4 -  Maria Bonita

             Afirmam os escritores e pesquisadores que a violência da polícia foi dolorosa e terrível.        

            Após a chacina, as cabeças dos mortos saíram em turnê macabra, expondo-as em várias cidades. A de Lampião e Maria Bonita foram para o instituto Nina Rodrigues, em Salvador. Mas só foram enterradas em 1969, juntamente com a de Corisco.


Corisco e o cangaceiro Vinte e Cinco,
segundo o escritor e poeta Kidelmir Dantas.

            Cinco dias depois do combate na Grota, Corisco que não estava presente, matou o  coiteiro Domingos Ventura e mais cinco pessoas de sua família, incentivado por Joca Bernardo, dizendo que o coiteiro era o responsável pela denúncia de Lampião.


Joca Bernardes - o coiteiro que entregou Domingos Ventura ao cangaceiro Corisco

            Corisco cortou-lhes as cabeças, e mandou-as para o Tenente João Bezerra da Silva. E com elas foi o recado: “-Faça uma fritada. Se o problema é cabeça, aí vai em quantidade”.

           Com uns trinta dias depois do massacre de Angico, a maioria dos cangaceiros já havia se rendido. Na ativa apenas o grupo de Corisco. Mas em 25 de maio de 1940, Corisco foi morto em Brotas de Macaúbas, na Bahia, assassinado por Zé Rufino, o maior caçador de cangaceiros. Com ele morreu o cangaço do nordeste brasileiro. 

 

Zé Rufino é o que está com o chapéu no colo. O homem que colocou o ponto final no cangaço, no dia 25 de maio  de 1940.