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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TRILHANDO O MESMO CAMINHO DE LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE


UMA MOSTRA FOTOGRÁFICA RELATIVO AOS LOCAIS E A MEMÓRIA SOBRE A PASSAGEM DE LAMPIÃO POR TERRAS POTIGUARES 

Entre os meses de Agosto de 2009 a Fevereiro de 2010, estive percorrendo as áreas rurais por onde o bando de Lampião no Rio Grande do Norte, como parte de uma consultoria que prestei aoSEBRAE, dentro do projeto “Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião”(www.sertaodoapodi.com.br) Desde a cidade de Luís Gomes, a Mossoró e finalizando em Baraúna, percorri “todo o mesmo trajeto dos cangaceiros” de todas as formas percorrer o mesmo caminho originalmente palmilhado por estes cangaceiros. Para traçar esta rota, além das obras escritas sobre a história da passagem do bando de Lampião pelo Rio Grande de Norte, fiz uso de materiais históricos existentes nos arquivos do Rio Grande do Norte, Paraíba e de Pernambuco. Após seis meses, foram percorridos, entre idas e vindas, mais de 4.000 Km, onde visitamos 82 sítios, fazendas, comunidades e cidades. Foram entrevistadas 123 pessoas e obtidas mais de 2.000 fotos. Em grande parte deste trajeto, a motocicleta se mostrou um aliado muito mais eficiente para se alcançar estes distantes locais.
Compartilho com os leitores e rastejadores do Lampião Aceso alguns momentos dessa minha aventura!


Uma pausa para um café. Aqui junto ao mototaxista Moisés Pautilho, de Luis Gomes. Quem quiser sair da frente do computador e ir ver estes locais, contrate este sertanejohonesto e trabalhador e pode rodar pelos caminhos de Lampião com segurança e satisfação.


Com o Sr. Pedro Belo do Nascimento, Sítio Tigre, zona rural de Luís Gomes. Na época da passagem do bando, o Sr. Pedro percorreu as mesmas fazendas pouco tempo depois das depredações e sequestros e contou muita coisa interessante. Quem quiser ir lá não perde a viagem. Lúcido em seus 99 anos, conta muita coisa em detalhes e fumando um cigarrinho feito por ele mesmo.


Casa do Sítio Baixio (ou Baixo dos Leites), as margens da BR que liga Major Sales (RN) a Uiraúna (PB). Segundo Sérgio Dantas, esta foi a primeira fazenda visitada por Lampião no RN. Falo visita, pois esta era a casa do pai de Massilon Leite, o cangaceiro que guiou o bando de Lampião no RN e o clima foi de tranquilidade. A data foi 10 de junho de 1927.


O que resta da fazenda Aroeira, de onde a Sr. Maria José Lopes foi sequestrada pelo bando. Zona rural da cidade de Paraná.


Segundo membros da comunidade, nesta antiga casa grande do Sítio Barro Preto, na zona rural do município de Tenente Ananias, que pertencia a família Paula, Lampião e seus homens passaram pelo local sem criar problemas, pois o proprietário era amigo de Massilon.


Segundo Dona Maria Emília da Silva, estas marcas circulares foram deixadas pelos canos dos fuzis dos cangaceiros, no umbral da porta principal da casa do seu pai, no Sítio Panati. Para ela, a existência destas marcas é fator de orgulho.


Dona Terezinha Queiroz, Sítio Juazeiro, zona Rural de Marcelino Vieira. Ela reclama que os mais jovens da região não se interessam mais pelas histórias da passagem de Lampião.



Segundo Dona Terezinha Queiroz, foram estes baús que os cangaceiros arrombaram quando invadiram o Sítio Juazeiro.

Marcos simbólicos existentes as margens do Açude da Caiçara no distrito homônimo. Conhecido como: "O Cruzeiro do soldado", existe para recordar, o "Fogo da Caiçara".


Detalhe


Na capela da Comunidade do Junco, construída no local original onde foi resada a primeira "missa do soldado", em 1928. Todo os anos, sempre no dia 10 de junho, a comunidade local não esquece o sacrifício do soldado José Monteiro de Matos e realizam uma missa em sua homenagem.


Placa comemorativa do trigésimo aniversário do "Fogo da Caiçara".


Da direita para esquerda vemos o professor de geografia da rede municipal de ensino de Marcelino Vieira, Ênio Almeida, o Secretário de Cultura desta cidade, professor Romualdo Antônio Carneiro Neto, o comerciante Francisco Assis da Silva e o autor deste trabalho. Com a ajuda destas pessoas foi possível levantar a história da memória em relação a passagem de La´mpião e seu bando por Marcelino Vieira.


Aspecto atual da cidade de Marcelino Vieira


Marcas de fuzis, mantidas preservadas na ponta principal da casa da fazenda Lajes, zona rural de Marcelino Vieira.


Aspecto atual da abandonada casa do S´tio Cascavel, na zona rural do município de Pilões. Esta foi a primeira casa "visitada" pelo bando na manhã de 11 de junho de 1927.


Após o Sítio Cascavel, vemos o Interior da casa do Sítio São Bento, igualmente invadida pelos cangaceiros.


Pelos caminhos de Lampião, muita dor, sangue e lágrimas.


Segundo os moradores da região, esta ermida, em honra a Jesus, Maria e José, foi uma obra edificada para o pagamento de uma promessa feita pela família do coronel Marcelino Vieira da Costa, proprietário da fazenda Caricé.


Marcas da passagem do bando, na porta da antiga residência do morador José Nonato, na Fazenda Caricé.


Nesta residência, na Fazenda Nova, zona rural do município de Pau dos Ferros, até hoje é comum a apresentação de cantadores de viola afamados da região e até de outros estados, onde o público se acomoda nestas toras de carnaúbas colocados em forquilhas. Sempre é solicitado aos cantadores que narrem a história do fazendeiro Antônio Januário de Aquino, que em 11 de Junho de 1927, pediu a Lampião que não deixasse seus homens fazerem mau as suas três filhas e ele foi atendido. A fundo da fotografia vemos os contrafortes da Serra de Martins.


Vista da Serra da Veneza, a partir da estrada que liga as cidades de Pilões e Martins. O ponto branco, bastante distinto na foto, localizado praticamente no meio da serra, é uma capela declinada a São Sebastião e construída como uma promessa pelo fato de três famíliares terem escapados incólumes das garras de Lampião.


Casa da Fazenda Morcego, Abandonada e sem conservação.


Uma entrevista, um diálogo sobre o cangaço, ou sobre a passagem de Lampião e seu bando pela região, e sempre foi bem aceito pelos sertanejos, que em nenhuma ocasião se negarma a receber este pesquisador.


A capela de Santo Antônio. Construída 1901, estava em festa quando da passagem dos cangaceiros pela vila de Boa Esperança, atual município de Antonio Martins.


A Prefeitura Municipal de Antônio Martins criou uma insignia honorifica, no formato de uma pequena placa de acrílco, personalizada, em honra das vítimas da passagem do bando de Lampião.


Na ocasião em que visitamos Antônio Martins, tivemos oportunidade presenciar o nosso amigo, o Secretário Municipal de Turismo e Cultura, Chagas Cristovão, entregando uma das ordens honoríficas a um dos familiares de uma das vítimas da passagem do bando de Lampião.


No Sítio Cruz, na zona rural de Frutuoso Gomes, encontramos o agricultor Glicério Cruz e sua família. Aos 96 anos, seu Glicério continua altivo e memorioso, onde recordou o medo das pessoas da região quando da passagem de Lampião e seu bando. Este agricultor participava da manifestação folclórica conhecida como Rei Congo, ou Rei do Congo, onde atuava no papel de monarca. Último remanescente deste grupo floclórico lamenta que a atual juventude não se interessa mais por este tipo de manifestação cultural.


Marcas deixadas pelos cangaceiros em uma das janelas da casa do Sítio Serrote.


Placa onde a comunidade de Lucrécia homenageia as vítimas do bando de Lampião.


Na zona rural desta cidade temos a casa do S´tio Serrote e os membros da família Leite na atualidade. Na noite de 11 de Junho de 1927, o fazendeiro Egídio Dias da Cunha foi sequestrado pelos cangaceiros e sua esposa, Donatila Leite Dias passou por sérios apuros.


Após o sequestro de Egídio Dias, um grupo de parentes e amigos tentou buscar seu resgate na antiga vila de Gavião, atual município de Umarizal. No trajeto o grupo encontrou o bando de cangaceiros e três homens foram mortos. As margens da RN-072, este monumento, conhecido como "A cruz dos três heróis" marca o local do combate.


Na comunidade rural do sítio Caboré atua uma organização denominada Grupo Juventude Unida de Caboré, que atua no desenvolvimento da cultura local, utilizando principalmente o teatro como ferramenta e meio de expressão, atravé de um grupo de teatro denominado "Tribo da Terra". Conhecemos o grupo e ficamos sabendo que eles desenvolveram uma peça teatral denominada "Na boca do povo e das almas", onde tratam exclusivamente dos trágicos episódios vividos pela incipiente comunidade em Junho de 1927. Este grupode teatro, lederados pela estudante depedagogia Adriane Maia Dias.


Na zona rural do município de Umarizal visitamos uma das mais belas e bem preservadas propriedades rurais existentes no trajeto, a Fazenda Campos, que foi invadida na manhã de 12 de Junho de 1927.


O agricultor Pedro Regalado da Costa, memória viva da passagem do bando na comunidade Traíras, zona rural do município de Apodi.


O agricultor Pedro Regalado da Costa, memória viva da passagem do bando na comunidade Traíras, zona rural do município de Apodi.


Antiga casa grande da Fazenda Santana, atualmente prestes a desabar por falta de conservação. Aqui o prisioneiro Antonio Gurgel do Amaral teve o primeiro contato com Lampião.



Antônio Gurgel, neto e esposa


Marcas do projeto em várias localidades do Rio Grande do Norte, como aqui em Itaú.


O agricultor João de Deus de Oliveira no caminho que segue para a Ladeira do Mato Verde, onde o bando de cangaceiros galgou a Chapada do Apodi.


No alto da Chapada do Apodi, com meu "Cavalo de aço", atrás do rastro dos cangaceiros 83 anos depois.


No Sítio Arapuá, zona rural de Felipe Guerra, conhecendo um pouco dos fatos relativos à passagem do bando junto  ao agricultor Edmundo Paulino da Silva (de óculos escuros), e seus familiares.


Na região do Sítio Carnaubinha, onde existia uma pousada conhecida como "pouso de Pregmácio", atacada pelos cangaceiros, o senhor Francisco Barbosa de Lima, de 87 anos, conheciddo em toda a região como "Caiolin", aponta o caminho que seu pai afirmava ter sido originalmente percorrido pelo bando.


No Sítio Camurim, zona rural da cidade de Governador Dix-Sept Rosado, junto a José Euzébio de Freitas, filho de Cícero Secundino, onde narrou como o bando levou um bom cavalode seu pai.


Às margens da rodovia estadual RN-117, na atual zona rural do município de Mossoró, no Sítio Lagoa dos encontramos o agricultor Expedito Evangelista de Oliveira, que narrou as agruras que seu sogro, João Abdias de Araujo, passou junto ao bando.


Deitado na rede de uma das casas do Sítio Cajueiro, Lucas José da Silveira, nascido em 1924, narra os episódios que envolveram o sequestro do seu parente Pedro José da Silveira, proprietário do lugar em 1927.


À direita vemos o amigo da cidade de Governador Dix-Sept Rosado, Jonathan Halison, que muito ajudou neste projeto. Ao seu lado este senhor conduz tropas de jumentos e burros entre as cidades da região. 


Luis Ferreira da Silva, morador do Sítio Bonito, zona rural da cidade de Governador Dix-Sept Rosado. Nascido em 19 de agosto de 1910, de aspecto frágil, possui, entretanto uma imprecionante memória, onde ainda declama versos sobre lendas locais e a passagem dos cangaceiros pela região.


Feliz por estar a apenas sete qulômetros de Mossoró, na casa do Sítio Picada, invadida na manhã de 13 de Junho de 1927, onde foi sequestrado o fazendeiro Azarias Januário Oliveira.


Seguindo pelas estradas existentes nas margens do Rio Apodi, os cangaceiros seguiram em direção a Mossoró.


Final do trajeto e uma pausa para uma última conversa.
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SBEC Promove !


Gostaríamos de informar que estão abertas as inscrições para o II Congresso Nacional do Cangaço e III Semana Regional de História do CFP/UFCG - "Nordestes e nordestinidades: histórias, representações e religiosidades". As inscrições deverão ser feitas, exclusivamente, no site dos eventos (www.iiisrh.com.br). Quaisquer dúvidas e/ou problemas no processo de inscrição entre em contato conosco pelo e-mail: duvidas.cangaco@gmail.com.

O II Congresso Nacional do Cangaço e a III Semana Regional de História do CFP/UFCG terão como tema: NORDESTES E NORDESTINIDADES: histórias, representações e religiosidades. Os eventos serão conjuntos e configuram-se como uma oportunidade singular e inovadora que busca promover a discussão em torno das questões que envolvem todo o processo de construção das representações sobre o Nordeste, dentre elas a sua religiosidade, sua vinculação com o cangaço, suas manifestações culturais, suas identidades, enfim, sua própria historicidade.

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC, desde sua fundação em 13 de junho de 1993, vem ampliando sua atuação e buscando novos parceiros. Este ano ao firmar parceria com a Unidade Acadêmica de Ciências Sociais, do Centro de Formação de Professores (UFCG) em Cajazeiras, busca ampliar as suas fronteiras de atuação, pois entende tratar-se de um momento ímpar que se renova periodicamente com a finalidade de promover o diálogo entre historiadores e pesquisadores de outras áreas de conhecimento. A participação de estudiosos dos assuntos relativos ao Nordeste provenientes dos mais diversos estados brasileiros provoca a profícua articulação das discussões sobre novas temáticas, abordagens, objetos de pesquisa, metodologias de pesquisa e ensino, teorias e práticas do fazer historiográfico local, regional e nacional com o que está sendo discutido em outros espaços do país e do mundo em relação ao cangaço e a outras temáticas relacionadas à região e a seus habitantes.

Pode-se afirmar que o II Congresso Nacional do Cangaço e a III Semana Regional de História do CFP/UFCG representam a oportunidade do conhecimento historiográfico ganhar novo fôlego, acolher novos desafios, analisar os novos limites e os diálogos interdisciplinares, fazer-se mais atuante na sociedade e aproximar o tema da realidade vivida entre os docentes do ensino fundamental e médio, com o fim de melhorar e democratizar as discussões, bem como o acesso e a construção da história. Diante da responsabilidade com o conhecimento histórico e a necessidade da aproximação entre a pesquisa, extensão e o ensino da História em suas particularidades é que o II Congresso Nacional do Cangaço e a III Semana Regional de História do CFP/UFCG configuram-se num centro irradiador desses diálogos, algo de extrema relevância para o desenvolvimento coletivo do projeto de produção do conhecimento na Universidade e da sua atuação na sociedade. Para tanto, as atividades desenvolvidas buscarão aprofundar tais diálogos através de conferências, exposições, minicursos, oficinas, grupos de trabalho, mesas de debates e encontros.

Atenciosamente
Comissão Central
 
 
Cariri Cangaço

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Célebres Nordestinos

Chico Heráclio, o último Coronel.
Por Maria do Carmo Andrade

Foto com retoques em bico de pena do artista Cavani Rosas
Acervo www.onordeste.com
Francisco Heráclio do Rêgo, filho de João Heráclio Rêgo (Pai Laquinho) e Josefa Duarte do Rêgo (Mãe Zefinha) nasceu no dia 3 de outubro de 1885, no município de Bom Jardim, Pernambuco.

Teve onze irmãos: Basílio, Antonio, Jerônimo, José, Maria (conhecida por Mã), Josefa (conhecida por Josefina), Isaura, Josefa (chamada de Finha para distinguir da outra Josefa), Amália, Dorotéia e outra Maria.

Francisco nasceu na propriedade do velho Joca da Salina, seu avô. Posteriormente seus pais se estabeleceram na Fazenda Vertentes, no mesmo município de Bom Jardim, onde permaneceram até o final da vida, ficando este local conhecido como “Vertentes do Heráclio”.

Os pais de Francisco, com sacrifício colocaram todos os filhos, para estudar no Recife, com exceção de Basílio que já havia casado. As filhas estudaram internas no Colégio das Damas da Irmandade Cristã, aprenderam a tocar piano e concluíram o curso pedagógico; Antonio e José concluíram o curso secundário no Recife e se formaram em Medicina no Rio de Janeiro; Jerônimo concluiu o equivalente ao curso científico e abandonou os estudos e Chico mal fez o curso primário e voltou para junto dos pais.

Acostumado com a vida do campo, não se adaptou à vida da cidade grande. Pegou a maxambomba (trem) e voltou para a Fazenda Vertentes, onde se tornou o braço direito do pai.

Para poupar seu pai, Chico ia sempre a Limoeiro fazer as compras a cavalo. Numa dessas viagens, na volta, parou em Bom Jardim e deparou-se com um homem que estava vendendo, por baixo preço, doze garrotes magros. Como não tinha dinheiro, providenciou um empréstimo com Silvio Mota, velho conhecido de seu pai, residente em Bom Jardim.

Quando chegou na Fazenda Vertentes trazendo os animais magros, o pai quis saber de quem era aquela boiada e ele contou os detalhes do seu empreendimento. Três meses depois, os animais já bem nutridos foram vendidos por mais de três vezes do valor comprado. Chico pagou o empréstimo a Silvio Mota e daí em diante não faltou mais dinheiro em seu bolso.

Francisco Heráclio do Rêgo casou três vezes. A primeira, com D. Maria Miguel, no religioso (na época não havia união com efeito civil) que logo morreu e não lhe deixou filhos. A segunda, com D. Virgínia, com quem casou na igreja e posteriormente no civil, dando-lhe quatro filhos: Heráclio Moraes do Rêgo, Francisco de Moraes Heráclio, Luiz (que morreu ainda jovem) e José de Moraes Heráclio. O terceiro casamento, só no religioso, foi com D. Consuelo, que lhe deu um filho – Francisco Heráclio do Rêgo Filho.

Fora estes, Francisco Heráclio do Rêgo ainda teve mais sete filhos fora do casamento: Josefa (Lulito), Walter, José Francisco (Zé Pequeno), Severina, Gerson Alexandre, Reginaldo (Pequeno) e Reginaldo (Meninão). A todos estes foi reconhecida a paternidade, para efeito de habilitação no inventário.


Estava com 18 anos quando durante suas viagens para Limoeiro conheceu a jovem Maria Miguel por quem se apaixonou e casou, porém a mulher adoeceu de febre amarela e morreu ainda na lua-de-mel. Chico ficou muito deprimido e voltou para Vertentes do Heráclio. O pai, para animá-lo, presenteou-o com uma vaca leiteira que, com os cuidados de Chico, logo aumentou a produção de leite e, consequentemente, a de queijo e de manteiga.

Quando chegou o inverno de 1907, Chico Heráclio decidiu voltar para Limoeiro. Levou consigo Manoel Mariano (seu fiel ajudante), duas vacas e algum dinheiro no bolso. Chegando no Cumbe, arrendou um roçado do Dr. Severino Pinheiro, que era um político de prestígio, rico fazendeiro e poderoso comerciante de Limoeiro.

O ano foi bom para Francisco. Choveu quando necessário e fez sol na época certa, possibilitando a colheita de milho, feijão, fava e algodão em abundância. Durante as entressafras, ele saía a cavalo pelos engenhos da redondeza, comprando e vendendo gado, cavalos, burros e, principalmente, ferro-velho, tachos, caldeiras, tubulações, maquinário imprestável.

Francisco tinha um primo, Pompílio, que participava de alguns de seus negócios, emprestando dinheiro e apresentando-o aos senhores de engenho de Nazaré, Aliança, Carpina e Vale do Sirigi, garantindo por ele e arranjando-lhe bons negócios, muito contribuindo para sua ascensão social.
Por outro lado, o homem forte de Limoeiro, Dr. Pinheiro, dava total cobertura a Francisco na região mais agreste, junto a fazendeiros e comerciantes. Já se comentava àquela altura, nas altas rodas da Capital, da existência de Chico Heráclio.

Chico sempre vinha ao Recife vender o ferro-velho aos atacadistas. A sucata era transportada de trem e o carrego era efetuado nas estações de Carpina e Limoeiro. Eram os tempos da Great Western. Na capital, sempre almoçava com Pompílio e outros comerciantes de prestígio, no Restaurante Leite.

Durante sua viuvez, quando estava na Fazenda Vertentes em companhia dos pais, Chico Heráclio se absteve de aventuras amorosas, em respeito à memória de Maria Miguel. Porém, quando voltou a Limoeiro começou a ter relacionamentos e conquistas amorosas. Nas suas andanças pelos engenhos de Nazaré da Mata, Chico Heráclio conheceu Virgínia, moça fina e recatada, filha dos proprietários do Engenho Pagi e sobrinha de Herculano Bandeira, então Governador de Pernambuco.

Francisco Heráclio do Rêgo casou pela segunda vez, em 1911, com D. Virgínia Moraes. Na cerimônia esteve presente a alta sociedade pernambucana, inclusive o Governador, padrinho da noiva. O casal fixou residência em Limoeiro, num pequeno sítio que Chico Heráclio tinha adquirido no Cumbe.
D. Virgínia, chamada de D. Santa, era mãe extraordinária e uma esposa dedicada, o que muito contribuiu para a escalada do marido ao poder.

 Francisco Heráclio do Rego e Virginia Xavier de Moraes Rego
 Foto de L. Piereck. Acervo Fundação Joaquim Nabuco

Por essa época, seu irmão Jerônimo adquiriu uma propriedade ao lado de Francisco, em Campo Grande. Os irmãos já possuíam fama de valentes, o que aumentou ainda mais com essa proximidade.
Francisco Heráclio começou a fazer política apoiado por Dr. Severino Pinheiro, que havia sido eleito senador por Pernambuco. Jerônimo Heráclio também tornou-se político em Surubim e Vertentosa.
Na década de 1920, o mundo passava por uma grave crise financeira. Para Chico, entretanto, não houve crise. Adquiriu por 90 contos de réis a patente de Coronel da Guarda Nacional. Jerônimo Heráclio comprou a de Capitão, mas era chamado também de Coronel.

Em 1922, foi eleito Prefeito de Limoeiro, apoiado por Dr. Severino Pinheiro e por Estácio Coimbra, que seria eleito Governador de Pernambuco em 1926, ficando à frente da administração do estado até 1930.
Em 1924, Chico Heráclio comprou a Fazenda Varjadas, que lhe valeu o título de “Leão das Varjadas”. Comprou também os Engenhos São Roque e Santa Cruz.

Em 1930, o presidente da nação era Washington Luiz, que lançou como candidato à sua sucessão Júlio Prestes. Houve o pleito, Júlio Prestes ganhou, mas a oposição alegou fraude nas eleições. A confusão começou e a agitação tomou conta do País. A situação piorou quando, em julho, o candidato a Vice-Presidência, João Pessoa, foi assassinado.
Em outubro eclodiu o movimento armado que depôs o Presidente Washinton Luiz. O chefe do movimento vitorioso foi Getúlio Vargas, que havia perdido nas urnas, mas ganhou pelas armas o poder, passando a chefiar a nação até 1934, sem que houvesse uma Constituição.


Foram nomeados interventores para os estados. Para Pernambuco foi nomeado Carlos de Lima Cavalcanti, que começou a perseguir os partidários do presidente deposto. Dr. Pinheiro, em Limoeiro, começou a sentir os efeitos dos atos do Interventor. Chico Heráclio, na qualidade de braço direito dele, também foi pressionado.

Com a doença do líder político de Limoeiro, Chico Heráclio assumiu o comando e enfrentou Carlos de Lima. Foi um período difícil.

Quando entrou em vigor a Segunda Constituição da República, promulgada nesse mesmo ano de 1934, a situação melhorou para o lado do Coronel Chico Heráclio.
Em novembro de 1937, Vargas revogou a Constituição e declarou a Carta do Estado Novo. Em Pernambuco Carlos de Lima Cavalcanti foi substituído por Agamenon Magalhães.

Chico Heráclio continuava sem poder, embora durante todo aquele período tivesse somado cada vez mais prestígio junto aos limoeirenses e habitantes de municípios vizinhos. Osvaldo Lima, compadre de Chico Heráclio e amigo pessoal de Agamenon, era quem interferia pelo Coronel, dando boas referências do compadre e amenizando algumas situações.

Para o período pós-Estado Novo, começaram a ser definidos os chefes políticos dos municípios pernambucanos. Com a saída de Getúlio Vargas, em outubro de 1945, Dr. José Linhares ocupou a presidência; Agamenon Magalhães saiu da Interventoria em Pernambuco e para seu lugar foi escolhido Etelvino Lins, depois substituído pelo Dr. José Neves Filho; José Linhares presidiu as eleições para eleger os Deputados Estaduais e Federais, os Senadores e o Presidente da República, que aconteceram em dezembro de 1945.

Chico Heráclio aproveitou o prestígio que desfrutava naquele momento e lançou seu filho mais velho Heráclio, como candidato a Deputado Estadual e, a pedido do seu amigo Professor Antônio Vilaça, apoiou Costa Porto para Deputado Federal, fazendo dobradinha com o filho. Ambos foram eleitos.
Com a redemocratização houve dissidência política na família Heráclio. Chico Heráclio filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) e Jerônimo Heráclio a União Democrática Nacional (UDN). Em Limoeiro, os Arruda, que faziam oposição a Chico Heráclio, se filiaram a UDN e passaram a ser companheiros do partido de Jerônimo Heráclio.

 Chico Heráclio em 1966. Foto: Geraldo Mori, Revista Realidade 
Pesquei em www.vozesdazonanorte.blogspot.com

Os coronéis tinham muito poder, os currais eleitorais eram fechados. A oposição ao PSD ganhava na capital, mas a diferença era tirada quando as urnas do interior eram apuradas.
Foi na década de 1940 que Francisco Heráclio do Rêgo consolidou seu prestígio e prosperidade. Cercou-se de pessoas inteligentes e de prestígio, passou a se relacionar com mais assiduidade com os homens que detinham o poder em Pernambuco.

Por outro lado, o patrimônio de Chico aumentou muito, comprou as Fazendas Carié (1941), Serrinha e Grande (1942), Areias, Baixa Verde, Escuro e Sanbra, onde residia e perto de Cumarú comprou a fazenda Viração. Seu rebanho era formado por mais de 10.000 cabeças de gado. Na política, elegeu deputado o filho mais velho, e um outro filho, prefeito, em 1947.

Em 1955.  Pesquei em www.onordeste.com
Era o caminho para o apogeu de sua vida, em prestígio, dinheiro e poder, que se estendeu do início da década de 1950,até 1960.

D. Virgínia Heráclio morreu em 8 de março de 1949. Ao seu enterro compareceram as mais altas autoridades do Estado. Em 1950, morreu Jerônimo Heráclio. Foram duas perdas lamentáveis para o Coronel.
Durante sua viuvez, Chico Heráclio atingiu o ápice do seu prestígio. O ponto culminante foi o brinde com Agamenon Magalhães em 8 de abril de 1951, quando da inauguração da água encanada em Limoeiro.
Chico continuou em evidência por mais dez anos, quando então sua vida começou a declinar.

Depois de dois anos da morte de D. Virgínia, Chico Heráclio casou-se, em cerimônia religiosa simples, com D. Consuelo Salva, uma viúva de 27 anos de idade, mãe de dois filhos do casamento com Severino Salva.
O casamento não deu certo e D. Consuelo saiu de casa levando o filho Francisco, com então quatro anos de idade, o que foi motivo de muitos desentendimentos dela com o Coronel.

 Chico Heráclio praticando tiro ao alvo em Limoeiro/1966. 
Foto: Geraldo Mori, Revista Realidade. 
http://www.vozesdazonanorte.blogspot.com/
Chico Heráclio tinha muitos votos e muito prestígio, consequentemente podia prejudicar e ajudar muita gente com sua influência. Além de tudo, era muito rico, podendo acionar os mecanismos legais e arbitrários para atingir seus objetivos.

Possuía grande presença de espírito, raciocínio rápido e uma resposta na “ponta da língua” para cada situação. Era um homem determinado e de coragem. Nunca deixou de cumprir o prometido.
Francisco Heráclio do ego, coronel Chico Heráclio, o Leão das Varjadas, morreu no dia 17 de dezembro de 1974, com 89 anos de idade.

Túmulo do Coronel. Fonte Wikipédia.
Diabético, semiparalítico, com problemas no coração, não tremeu nem chorou, nem na hora final.

ANDRADE, Maria do Carmo. Chico Heráclio. Pesquisa Escolar On-Line, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: .

HERÁCLIO, Reginaldo. Chico Heráclio: o último coronel. Recife: Companhia Editora de Pernambuco, 1979


O Nordeste.com

Vozes da Zona Norte Blogspot
Adquirido no Blog: "Lampião Aceso"

Novo salário para a polícia militar de Pernambuco é aprovado

Por: Márcio Marxl
do blog Polimatia
 
 
Bem, o que comentei aqui outro dia já aconteceu. O aumento do salário dos policiais foi rapidamente aprovado pela Assembleia Lesgislativa do Estado de Pernambuco. Não houve pressão nenhuma. Acho até que eles não deveriam aceitar e pedir mais. 
 
O valor ainda fica abaixo do mínino que, segundo o DIEESE, todo brasileiro deveria receber. É o que eles chamam de salário mínimo necessário.
 
Um policial militar passará a receber R$ 2.100,00. E o salário mínimo necessário é R$ 2.255,84 para o mês de abril. É provável que o policial militar honesto passe desse valor com alguns bônus que pode vir a receber; já o professor da escola pública estadual nem levando os livros e as canetas dos alunos para casa.
 
Ai daqueles que são professores do Estado de Pernambuco. Nessa condição, para eles não há esperança, pois seu salário está em torno de R$1.200,00.

Saiba mais nestes links:

Nesse último, você pode ver o cálculo do DIEESE para o salário mínimo.
 
"Blog: Polimatia"



Uma homenagem ao artista Kiko Monteiro

Por: José Mendes Pereira

Minha foto

Cantar é um dom de Deus. Nem todo mundo teve ou terá a sorte de vim ao planeta com  uma bela voz, que possa subir num palco e agradar aqueles que por uma razão qualquer, saíram de casa para se divertirem nos clubes, nas discotecas etc.

Ser admirado por muitos é mais do que fantástico; fazer alguém sorrir de felicidade, de momentos alegres, esquecer um pouco o que a vida nos oferece não tão bom. Não existe nada neste mundo que possa substituir o mundo artístico. O mundo artístico é admirado por todo universo, muito embora, muitos artistas exercem esta profissão, mas não gostam.

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Parabém, Kiko Monteiro, você foi agraciado por Deus e continuará fazendo alguém, ou muitos e muitos esquecerem os problemas que geralmente encontram no caminho da vida.

Segundo  dados do artista Kiko Monteiro, nasceu no Estado de Sergipe. É um apaixonado pela nordestinidade e como divertimento, ou laser, é fanático por fatos históricos, principalmente pela literatura lampiônica.  


 É um cantor da noite e do dia, ator profissional de formação circense, é colaborador para assuntos tocantes à cultura e variedades do Jornal Lagartense e sócio da SBEC -Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço, uma sociedade que cuida dos estudos sobre cangaço, e principalmente o famoso Lampião, e  tem como patrono,


o empresário Paulo Medeiros Gastão, o seu fundador.

Kiko Monteiro é o administrador  de um dos blogs mais famosos sobre "Cangaço" com o título "Lampião Aceso".

Se você pretender contactar-se com o artista, seu telefone é:

(79) 9986 - 0453

Email:


Uma homenagem
ao cantor Kiko Monteiro,
do "Blog do Mendes & Mendes".

Luiz Gonzaga, o Rei do Baião: 22 anos de saudades.

Por: João de Sousa Lima


A Mostra Cultural 22 Anos 100 Gonzagão, o Rei do Baião
relembrou a trajetória do grande artista Luiz Gonzaga.

A Mostra Espaço Gonzagão.












Um Gramofone de 1928 passando a primeiro disco de
Luiz Gonzaga.




















Vira e Mexe o primeiro disco de Luiz Gonzaga sendo ouvido
por todos os visistantes na Mostra Espaço Gonzagão.
 Luiz Alberto uma presença sempre marcante em todos os eventos culturais de Paulo Afonso                                           
Uma das partes mais visitadas da mostra Gonzagão.







Postado por João de Sousa Lima, em 8/16/2011



João de Sousa Lima é Escritor, Pesquisador, autor de 09 livros.
 Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da
SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.


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Comentário da pesquisadora do cangaço, Juliana Ischiara

Juliana Ischiara, Capitão Alfredo Bonessi e Manoel Severo

 

sobre o artigo escrito por Manoel Severo: "Bons momentos, bons amigos!"


Blogger“(...) cada evento, cada viagem, nos proporciona além de novos conhecimentos, novas informações e mais experiência, o reencontro com esses maravilhosos irmãos que Deus, a vida e o destino, nos concederam, valem por toda uma vida.”
Quão lindas são suas palavras meu amigo e irmão Severo...

Não escolhemos nossos irmãos de sangue, mas Deus nos deu a oportunidade de escolhermos nossos irmãos do coração e de alma. Por isso acredito nas sábias palavras de


Benjamim Franklin, quando disse que:

“um irmão pode não ser um amigo, mas um amigo verdadeiro será sempre um irmão”.

Meus amigos, sou eternamente grata pelos bons momentos que desfrutamos juntos, cada sorriso, cada abraço, cada reflexão que dividimos são momentos ímpares na vida de cada um e de todos ao mesmo tempo.

Aprendi a não mais perguntar a Deus o “por que” das coisas, aprendi tão somente a agradecer por tudo que ele em sua infinita generosidade me oferece. Pois nada é mais importante que uma amizade verdadeira. Há três anos perdi meu único irmão de sangue, mas Deus é tão generoso que me presenteou com amizade de todos vocês e aos poucos, cada um foi tornando-se meu irmão e hoje posso dizer que tenho vários irmãos.

Obrigada por tudo meus queridos,

Um abraço fraterno

Juliana Ischiara



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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

LUIZ GONZAGA, REI DO BAIÃO - 22 ANOS DE SAUDADES.

Por: João de Sousa Lima

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Luiz Gonzaga, o Eterno Cantador.


CANTOU A ASA BRANCA SÍMBOLO DA PAZ
CANTOU A SECA INCLEMENTE DO SERTÃO
CANTOU O SERTANEJO BRAVIO E FORTE
LUIZ GONZAGA ETERNO REI DO BAIÃO
SEU ABOIO ERA CANTO, LUZ, POESIA
SUA IMAGEM ERA FIGURA QUE REFLETIA
O VAQUEIRO DE COURO E SEU GIBÃO

CANTOU O VOAR DOS PASSARINHOS
A BELEZA DA FLORA NORDESTINA
CANTOU O LUAR, CLAROS CAMINHOS
A BONECA DE PANO DA MENINA
CANTOU A RELVA, SUAVES CARINHOS
CANTOU AS FLORES E OS ESPINHOS
A AVE MARIA, MÃE SANTA E DIVINA

CANTOU OS RIOS, CHUVAS E RIACHOS
O JUMENTO, O ARADO, A PLANTAÇÃO
A ESPIGA DE MILHO COM SEUS CACHOS
PADRE CÍCERO E A SANTA COMUNHÃO
FOGUEIRAS TREMULANDO SEUS FACHOS
LAMPARINAS, CANDEEIROS E TACHOS
LUIZ GONZAGA: O ORGULHO DO SERTÃO


Poema do escritor João de Sousa Lima


O Grande Ícone da Nossa Música Sertaneja


Gonzagão



João de Sousa Lima, Luiz Ruben, Ângela Félix
e Jotalunas no Espaço Gonzagão.


 Antonio Galdino do Jornal Folha Sertaneja
fez a cobertura do evento.


Pitu d o Acordeon, casal de vsisitantes, João,
Glória Lira, Jadilson Ferraz


Casagrande, Deca do Acordeon, João Bosco ed Nêgo do Acordeon.
Jadilson Ferraz e Deca do Acordeon deram um show
cantando as músicas do Gonzagão


Casagrande, um sanfoneiro arretado.


VÍDEOS

 Assista estes vídeos






João de Sousa Lima é Escritor, Pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço.


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