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terça-feira, 3 de abril de 2012

A carta de Paulo Gastão

Por: João de Sousa Lima
 

João de Sousa Lima, boa tarde!!!
 
Meu amigo, você está ficando cada vez mais impossível.
Porém, seu comportamento é perfeitamente compreensível e elogiável.
Almejo que você segure a caneta e vá em frente, pois, o futuro já chegou. Aproveite.

Deixe ao largo - críticas, ciúmes, mesquinhezes e não olhe nem para os lados, quanto

mais para trás. Sempre em frente.
Quando não lhe conhecia sonhava em encontrar alguém dessa região que segurasse o
bastão, desde que ai é tido como local onde o cangaço teve seu fim.
Pessoas, fatos e tudo que diz respeito a uma época você dispõe. Procure diversificar para
não se cansar nem cansar a quem toma conhecimento de seus escritos.

Veja o cangaço como um todo. Tem gente que admitiu o cangaço ser constituído única

e exclusivamente por Lampeão e se ferrou. O chefe cangaceiro tem seu lugar e por outro
lado tem que abrir espaço para os demais personagens.

Procure aprimorar o relato das cruzes. Mais uma vez você está sendo pioneiro frente a todos e

principalmente aqueles que se achavam 'donos' do cangaço. A história é nossa e a todos pertence.

Estamos juntos com você abrindo uma nova era no cangaceirismo brasileiro. Os critérios de honestidade, retidão,

companheirismo tem que ser usados e aprimorados a cada momento.
Muita coragem teve o amigo quando afirmou ter sido a cruz colocada pelo tenente João Bezerra roubada da grota do Angico.

Haveremos de construir um novo momento colocando as coisas nos seus respectivos lugares.

A máscara de certas pessoas estão caindo gradativamente. É só uma questão de tempo para realizarmos um expurgo
daqueles que de há muito tempo são considerados 'personas non gratas', principalmente nos ambientes sadios que
temos procurado criar.
Caso não tenhamos a coragem de fazer a seleção pagaremos um preço muito alto pela falta de critérios, coragem e
objetividade levando-se em consideração o agrupamento que hoje se concentra em torno do cangaço.
Precisamos levar em consideração toda essa gente.

Espero que o amigo tenha entendido que minha posição é de simples colaborador e defensor intransigente de quem é correto.

Pisou no caco, dançou e tome cacete!!!!!
Obrigado em me conceder estes momentos que para mim tem relevante significado.

Vou cuidar da vinda de vocês para a apresentação no canal de TV TCM.

Vamos em frente que atrás vem gente.

Grande
abraço e feliz Páscoa.

Paulo Gastão.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: 
João de Sousa Lima

 http://www.joaodesousalima.com/2012/04/carta-de-paulo-gastao.html

NOVO BLOG



Visite o blog do poeta Antonio Francisco

 Link:

http://democratizandoacomunicacao.blogspot.com.br/

São protagonistas desse tipo de Cangaço:


Dia da Morte de Lampião

Cangaceiro:

Normalmente agrupados em bandos procuravam manter boas relações com chefes políticos e fazendeiros. Nestas relações eram frequentes a troca de favores e proteção em busca da sobrevivência do grupo.

Coronel:

Chefe político local; dono de grandes extensões de terra; autoridade político- econômica; tinha poder de vida e morte sobre a sociedade local; suas relações com os cangaceiros eram circunstanciais; seu apoio dependia do interesse do momento.
 
Coiteiro:

Além dos coronéis, compunha o cenário do cangaço o coiteiro, indivíduo que fornecia proteção aos cangaceiros. Arrumava alimentos, fornecia abrigo e informações. O nome coiteiro vem de coito, que significa abrigo. 

Quanto menor o poder político e financeiro do coiteiro, mais ele era perseguido pelas forças policiais, pois era uma valiosa fonte que poderia revelar o paradeiro de grupos de cangaceiros. Existiram coiteiros influentes: religiosos, políticos e até interventores.

Volantes:

Forças policiais oficiais, embora houvesse também civis que eram contratados pelo governo para perseguir os cangaceiros.

Cachimbos:

Perseguiam cangaceiros por vingança e não tinham vínculo com o governo.

Almocreves:

Transportavam bagagens, bens materiais.

Tangerinos:

Tocavam boiada à pé.

Vaqueiro:

Condutor de gado, usava roupa toda feita de couro para proteger-se da vegetação típica da caatinga (espinhos, galhos secos e pontudos).


Fonte: uol.com.br

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/julho/dia-da-morte-de-lampiao-3.php

Quase cinco décadas da instalação da Ditadura. Um dia triste, mas inesquecível...

Por: José Cícero

Quer seja 31 de março ou mesmo 1º de abril. Estas são duas datas que irreversivelmente no remetem a um dos episódios mais tristes e lamentáveis da nossa história político-social. Trata-se dos marcos pelos quais se assinalam a instituição do Golpe Militar no Brasil em 1964, quando se instalou uma das mais sangrentas ditaduras já ocorrida na América Latina.


O golpe militar foi anunciado em 31 de março com as tropas nas ruas, porém só foi oficializado no dia seguinte, ou seja, 1º de abril(dia da mentira) através da banda golpista civil no congresso, quando Auto de Moura Andrade declarou a vacância da presidência... Uma grande mentir, além de um de ilegalidade posto que o presidente João Goulart se encontrava em solo brasileiro. Estava no Rio Grande do Sul ao lado do então governador Leonel Brizola, o comandante do 3º exército e todos os que capitanearam a brava campanha da legalidade. Todos propunham a resistência. Mas Jango como um grande estadista que era, quis evitar o derramamento de sangue do seu povo. Não teve jeito, visto que o golpe foi uma trama urdida e planejada dez anos, desde a morte de Getúlio...Mas isso é uma outra história.

A ditadura foi uma violência sem precedente. Anos de chumbo marcados pelo mais horrível e desumano regime de exceção já vivido pelas nações latino americanas. Pelo qual o povo brasileiro teve que amargar por cerca de 21 anos uma série de espúrios, cassações, violência, tortura, atrocidades juríticas e assassinatos. Um atentado mortal contra a liberdade e o estado democrático de direito.

Um fato que para muitos teve a duração de quase uma vida inteira. Um acontecimento tão tenebroso, cujas seqüelas e conseqüências permanecem até hoje imiscuído na realidade brasileira, assim como na memória e na própria carne de diversas famílias brasileiras. Principalmente daquelas que perderam seus entes queridos,ceifados que foram, muitos dos quais inclusive ainda em tenra idade. Vitimados do modo mais covarde possível pelos abutres do regime militar, sob o apóio das elites dominantes e da imprensa. Sem esquecer o decisivo apoio do demoníaco governo norte-americano.

São apenas 48 anos que nos separam daquele momento sombrio da nossa história recente. Um fato que não devemos por nenhum motivo esquecer, ou mesmo deixar de falar sobre ele para as novas gerações. É preciso que a sociedade atual e do futuro saibam de fato, o que foi a ditadura e, sobretudo o que ela representou para toda uma geração. Para que nunca mais os brasileiros possam sofrer de novo os percalços de um regime antidemocrático de exclusão, prisões, violência, torturas e mortes. Algo que ainda agora repercute não apenas no Brasil, como inclusive na história mundial. Tamanho foi a violência da sua atuação dantesca contra a liberdades e cidadania da nossa gente.

Que esta data, sirvam-nos igualmente para façamos uma reflexão profunda, consciente e necessária acerca de todos os males promovidos pela ausência da democracia e da liberdade impostos pela mão de ferro dos dirigente ditatoriais. Que os nossos jovens, assim como a juventude brasileira em geral, possam efetivamente conhecer e se inteirar desta verdade histórica. Saber dos carrascos, muitos dos quais, até pouco tempo, nos foram ensinados com verdadeiros heróis, estampados nos livros da chamada história oficial – aquela escrita obviamente pelos vendedores. O que decerto, não passa de uma mentira absurda.

Que possamos de fato separar o jóio do trigo. Conhecendo assim, nossos autênticos combatentes. Gente do povo que não se deram por derrotados e foram à luta na defesa do restabelecimento democrático do Brasil. Sendo muito deles perseguidos, presos, torturados e mortos. Muitos dos quais até hoje ainda são ditos como desaparecidos políticos. Vítimas da opressão militar.

Sabendo, portanto, do absurdo dos fatos, que a sociedade brasileira possa se convencer da necessidade de uma ‘Comissão da Verdade’ aos moldes do que já ocorreu em países como o Uruguai, a Argentina, Chile, Grécia, Turquia e tantos outros que tiveram um dia a sua história manchada de sangue dos que lutaram pela liberdade e usurpada pelas garras malditas de ditaduras cruéis e desumanas.

Que juntos possamos pressionar os nossos representantes políticos no Congresso Nacional e a própria presidenta Dilma no sentido da aprovação desta comissão o quanto antes. Um instrumento que irá apurar tudo o mais que ainda hoje se encontra nebuloso e obscuro nesta história que no fundo ainda não terminou. Que venham à público os arquivos. Que se abram de vez os porões para que os antigos gritos dos que foram acossados pela opressão possam ecoar pelo mundo todo.

Vez que todos nós ainda somos vítimas desta tragédia política pela qual a nação tivera que pagar um preço altíssimos por mais de duas décadas. Algo que não deveria ter outro nome, que não o de vergonha. Viva a democracia!

Queremos a 'Comissão da Verdade' urgentemente...
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José Cícero
Dirigente municipal do PC do B
Secretário de Cultura
Aurora-CE.

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Foto central: cartamaior.com.br 



A Semana Santa de antigamente

Casas do Nordeste

Especial: Páscoa

Quando chegava a Semana Santa numa cidadezinha ao Nordeste há alguns anos, tudo era diferente dos costumes de hoje em dia. A vida normal do povo dava lugar a um sentimento cristão,com tudo se voltando para Cristo.

Logo a partir de Domingo de Ramos, sem que houvesse decreto ou lei alguma, as pessoas passavam a respeitar aquele período: a irradiadora da pracinha não tocava músicas profanas, os comerciantes pesavam com mais critérios as mercadorias, deixando de roubar no peso, o cinema fechava as portas.

Na madrugada de sexta-feira para sábado, havia a queimação do Judas, boneco feito com roupas velhas para ser queimado ao final. Mas, antes, havia o testamento do traidor onde constava bens destinados a políticos, familiares e correligionários numa crítica à sua atuação administrativa. No sábado, às oito horas, era celebrada a missa da Aleluia. Algumas crianças, lá fora, recitavam animadas: “Aleluia, Aleluia, carne no prato e farinha na cuia”.

Antigamente, não se comia carne durante toda a Semana Santa. A abstinência era total e rígida e as fazendas da região tratavam de providenciar o abastecimento de peixes para a população, graças aos açudes que nelas havia. Traíras, carás e curimatãs eram os peixes mais procurados. Os doces, também eram evitados nesse período de penitência. Não se podia comer doce e nem chupar cana, pois seria falta de respeito, já que Nosso Senhor tinha bebido fel.

Algumas crendices populares tinham amplo uso nesta época. Coisas simples e sem nenhum sentido ofensivo eram consideradas pecaminosas, passando a serem proibidas. Olhar-se ao espelho, usar batom e mesmo perfume, por serem sinais de vaidade; tomar banho, pelo perigo das tentações à vista do corpo, namorar, cantar, dançar e até assobiar seriam sinais de uma alegria incompatível com um momento tão triste; manter relações sexuais durante a Semana Santa seria pecado mortal, principalmente na Sexta-Feira da Paixão. O homem que assim procedesse, ainda que legalmente casado, ficaria impotente para o resto da vida e a mulher ficaria incapcitada para gerar filhos. O rebento, coitado, nasceria com o “cão no couro”, sendo infeliz por toda a vida. Embriagar-se nesses dias, seria condenar-se a nunca recuperar o juízo.

Pesquisa em livros do escritor Mário Souto Maior.

Fonte: Lumen – Edição 42 – Abril de 2003.


" AVES E ALMAS"




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Homenagem de Enaide Alves dedicada a sua querida irmã Cristina, no blog: "Pássaros soltos".
  
Metáforas – pontes poéticas que o amor constrói e que fazem ligação entre coisas e conceitos.

...que compara o corpo físico a uma gaiola, e o espírito a uma ave que nela habita
“Imaginar que o espírito pereça ao morrer o corpo, é como imaginar que o pássaro morra ao quebrar-se a gaiola.”

“Nosso corpo é apenas a gaiola, enquanto o espírito é o pássaro. Nada tem o pássaro que recear, porém, com a destruição da gaiola.”
A morte física – um mergulho no infinito, a hora de voar... O suave voo das aves é uma metáfora visual a nos sussurrar que a alma é livre das limitações impostas pela matéria.
Uma metáfora visual e poética que se revela aos que se dispõem a enxergar além do que os olhos podem...
E ao deslizar pelo céu, as aves nos recordam dos nossos entes queridos que já partiram.
Todos os que deixaram para trás este mundo de provações e caminhadas, sonos e vigílias, noites e dias, esperanças...

E as aves nos recordam ainda que em breve também chegará a nossa hora de voar.
Da força das asas depende a altura a que se pode chegar...
O corpo frágil argila, sofre os efeitos do tempo ...
A alma, puro sopro, é eterna ....
Aproveita os nossos breves e incertos dias para alimentar a nossa alma com coisas boas numa dieta espiritual farta de Amor, Caridade, Compaixão, Perdão, e Justiça, Virtudes, Gratidão, Bem-aventuranças ...
De modo que, quando a hora bater à nossa porta, possamos voar com as asas limpas e puras até a mais sublime das alturas..."

Recebi este slide e texto da minha prima Lusa Piancó Vilar.

http://passarossoltos.blogspot.com.br/2012/03/aves-e-almas.html 

O "QUINTO DOS INFERNOS":

Por: Kidelmir Dantas

Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". 

Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam ... "O Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de tudo que é ruim. A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos... Para quê? Para sustentar a corrupção?? os mensaleiros?? o Senado com sua legião de "diretores", a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 poderes (executivo/legislativo e judiciário). Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa. E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

Não deixem de repassar... desta maneira contribuindo para relembrarem parte da História do Brasil!

Poeta e pesquisador do cangaço:
Kidelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com