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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Teatro ao ar livre


Ensaio fotográfico do espetáculo "O Massacre de Angico - A morte de Lampião"

José Pimentel tem um novo desafio pela frente, juntamente com atores de Serra Talhada, Recife e Alagoas, está dando forma e trazendo à tona um dos capítulos mais complexos da História do Brasil, os últimos dias da saga de Lampião, com a peça teatral chamada “O Massacre de Angico – A Morte de Lampião”, de autoria do pesquisador do cangaço, Anildomá Willans de Souza,  no município de Serra Talhada.  A produção é da Fundação Cultural Cabras de Lampião, que teve o projeto aprovado pela Funarte / Ministério da Cultura.

A estréia está prevista para acontecer no período de 25 a 29  de julho, na Estação do Forró. O diretor já está no município de Serra Talhada em longas jornadas de ensaios com os atores e atrizes, além de figurantes e técnicos – os técnicos de luz serão os mesmos que cuidam da Paixão de Cristo do Recife, sob a coordenação do Alexandre Veloso, assim como a cenografia será cuidada pelo Tibi, responsável por Nova Jerusalém e a Paixão de Cristo do Recife. Vê-se, portanto, a dimensão do espetáculo. O papel de Lampião será vivenciado por Karl Marx, a Maria Bonita terá vida pela atriz alagoana Roberta Aureliano. O elenco que se destaca está assim composto:



Lampião.............................Karl Marx
Maria Bonita.......................Roberta Aureliano
Dona Bela...........................Gorete Lima
Giboião...............................Gilberto Gomes
Padre Cícero.......................Taveira Júnior
Getúlio Vargas.....................Feliciano Félix
Zé Saturnino.......................Taveira Júnior
Assistente I.........................Beto Filho
Assistente II........................Marcos Fabrício
Assistente III.......................Humberto Cellus
Pedro de Cândido...............Carlos Silva
Soldado..............................Taveira Júnior
Luiz Pedro...........................Diógenes de Lima
Zé Sereno............................Carlos Amorim
Sila......................................Karine Gaia
Enedina................................Danúbia Feitosa
Dulce...................................Leandra Nunes


O espetáculo mostrará os últimos momentos de Lampião e Maria Bonita em Angico, Sertão de Sergipe, onde foram massacrados juntamente com  nove companheiros, no dia 28 de julho de 1938. Mas na construção do enredo são mostrados cenas do passado marcantes na história do Rei do Cangaço, como suas desavenças com o primeiro inimigo José Saturnino, seu encontro com Padre Cícero para receber a patente de capitão do Batalhão Patriótico, uma das cenas será no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, sede presidencial da época,  onde o presidente Getúlio Vargas determina o fim do cangaço, várias outras cenas ligadas ao imaginário popular, com a cabroeira dançando xaxado, a traição de Pedro de Cândido, até culminar com a morte do casal mais famoso do cangaço, fazendo o expectador mergulhar na história, com uma arrojada trilha sonora, e efeito especiais.


O MASSACRE DE ANGICO – A MORTE DE LAMPIÃO vai reafirmar o estado de Pernambuco como o palco dos maiores espetáculos teatrais do Brasil. E, nesse caso, um grande autor, um consagrado diretor, para contar essa história de TRAIÇÃO, AMOR E ÓDIO, que tem como palco, os confins do sertão, na primeira metade do século passado. Segue abaixo registros do ensaio fotográfico e gravação do VT.

Veja o ensaio completo no Ponto de Cultura Cabras de Lampião do sertão, na primeira metade do século passado. Segue abaixo registros do ensaio fotográfico e gravação do VT.

Centenário de Dix-huit Rosado Maia

1912-2012

Dix-huit Rosado Maia nasceu em Mossoró no dia 21 de Maio de 1912. A juventude foi dividida entre o trabalho no sítio Canto e no balcão da farmácia do pai, Jerônimo Rosado Maia, lavando frascos ou cobrando contas dos fregueses. Foi essa convivência com a farmacologia e com os muitos amigos médicos que o levou a fazer medicina. Meus cursos de Física e Química tinham em meu pai, cm memória invejável, o melhor mestre. “Os longos anos não apagaram os conhecimentos adquiridos no curso de fármácia e transmitidos ao filho com paciência e cuidado”, disse ele ao pesquisador Câmara Cascudo.

Fez o curso secundário no Ginásio Santa Luzia, até ir para o Recife, onde estudou na Escola Politécnica. Depois foi para a Bahia, onde ingressou na faculdade de Medicina, formando-se em 1935. Muito estudioso, destacou-se não apenas nos estudos das ciências médicas, mas também nas línguas, tornando-se um poliglota com muita fluência para o Francês e o Inglês. De volta ao Rio Grande do Norte, trabalhou no serviço de saúde de Assu, tendo os primeiros contatos com o povo e com as dificuldades enfrentadas pela sua terra. Ficou nessa função até ingressar na Polícia Militar, onde exerceu o cargo de chefe do Serviço de Saúde passando, mais tarde, para a reserva como tenente coronel-médico.

A CADA DEZ ANOS, UM MANDATO NA PREFEITURA DE MOSSORÓ

As últimas três décadas da vida de Dix-huit foram dedicadas a Mossoró. Ele governou a cidade em três oportunidades. Nesses três mandatos uma curiosidade: houve intervalo de exatos dez anos entre cada um deles: 1972, 1982 e 1992. Todas as vezes que administrou o Município, foi eleito pelo voto popular.

Com as administrações na Prefeitura de Mossoró, Dix-huit conseguia preencher a lacuna que ficou em sua carreira política, que foi não ter conseguido ser governador do Rio Grande do Norte, sequenciando o ciclo não concluído pelo irmão Dix-sept.

Nos dois primeiros mandatos como prefeito, teve desempenho aprovado pela população e se consolidou como liderança política. Gostava de ser chamado "o prefeito das mil obras", numa referência ao volume de investimentos que sua administração realizou no município. Era considerado um administrador visionário, que planejava o futuro. Foi esse perfil que levou a construção da dicotomização e posteriormente a tricotomização do rio Mossoró. Na prática, a divisão do rio em três, para combater enchentes.

O último chefe de gabinete de Dix-huit na Prefeitura de Mossoró foi Sebastião Almeida, atual presidente da Associação de Pais e Amigos Excepcional (APAE). Ele disse que o prefeito tinha um amor incondicional para com Mossoró. Isso chegou ao ponto de nos últimos momentos de seu último mandato, já com a idade avançada e a saúde frágil, ter procurado permanecer cada vez mais tempo no Palácio da Resistência.

"Às vezes acho que doutor Dix-huit queira que em sua morte estivesse na cadeira de prefeito, para que Mossoró soubesse que ele deixou essa vida trabalhando pela cidade", comentou Almeida>

Dix-huit Rosado foi deputado estadual constituinte, deputado federal (dois mandatos), senador da República (um mandato), Dix-huit foi o político que governou Mossoró por mais tempo. Foram quase 14 anos em três mandatos. Foi eleito pela primeira vez à prefeitura em 1972, depois em 1982 (com mandato de seis anos) e por último em 1992, quando faleceu no exercício do cargo no dia 22 de outubro de 1996. Assumiu em seu lugar, no dia seguinte, a sobrinha e vice-prefeita dissidente Sandra Rosado (Hoje deputada federal pelo PSB, mas à época no PMDB).

Depois de Dix-huit, quem mais administrou Mossoró foi Rosalba Ciarlini (DEM), hoje governadora do Estado, casada com o sobrinho e ex-deputado estadual (quatro mandatos) Carlos Augusto de Souza Rosado (DEM). Ela foi eleita em 1988, 1996 e reeleita em 2000 (graças ao instituto da reeleição, uma faculdade até poucos meses inexistente na legislação brasileira). Foram 12 anos na gestão municipal.

Antes dela, coube ao padre Luís Ferreira da Cunha Mota, o “Padre Mota”, o 3º maior período de administração como prefeito do município. Ele ficou por quase nove anos e três meses. Assumiu interinamente no dia 18 de janeiro de 1936, com a renúncia inesperada do prefeito Duarte Filho.

Foi eleito em março do ano seguinte, mas com o golpe político de Getúlio Vargas, implantando a ditadura do chamado “Estado Novo”, foi destituído. Mas logo em seguida foi nomeado pelo interventor estadual Rafael Fernandes, ficando até 3 de abril de 1945 – quando renunciou ao cargo.

Fontes:
Jornal de Fato.com

PERGUNTAR NÃO OFENDE (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*

Rangel Alves da Costa

PERGUNTAR NÃO OFENDE
                                         
Se perguntar não ofende, então responda:

Se tudo estava tão quieto e limpinho, por que você passou e arrancou a flor, tirou o que estava no lugar, riscou o muro recentemente pintado, jogou o papel de bala no chão, tocou a campainha sem querer visitar?

Já que diz gostar tanto de gente, que é pacífico e cordial, educado e cavalheiro, então por que passa pelo conhecido e não dá nem bom dia nem boa tarde, caminha querendo passar por cima dos outros, vê e olha para cada um como se fosse um inimigo?

Se é assim mesmo como tenta demonstrar, tão sério e conservador, tão recatado e tomado de máxima moral e bons costumes, por que seu pensamento, seu olhar e seu instinto são tão vulgares quando passa uma mocinha, uma jovem, qualquer mulher que não seja do seu seio familiar?

Já que muitos parecem ter problemas que somente a música pode resolver, e daí procuram aliviar os seus males se entregando de corpo e alma a baboseiras, a baianadas e outras aberrações musicais, então por que não experimentam uma música clássica, erudita ou o melhor que há no cancioneiro popular? Talvez a cura esteja aí.

Creio que é sempre preciso saber um pouco mais sobre as coisas que tanto ouvimos falar. Então por que não procura saber quem é o autor ou pronunciou frases como “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia”; “Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”; “O homem é o lobo do homem”; “Vim, vi, venci!”?

Já imaginou o quanto sobre a vida dos outros você quer saber e, na mesma proporção, os outros querem saber da sua? Por que pensa que os segredos e as intimidades dos outros são menos importantes do que as suas? Por que sempre quer enxergar o outro por dentro e sempre se esquece de olhar-se intimamente?

Já pensou em saber um pouco mais sobre filosofia, e assim ficar o tempo que for necessário esperando o retorno da água que já passou? Que tal perguntar à pedra sobre o seu sentimento ou à flor se é verdade ou não que o orvalho é mesmo a lágrima chorada na madrugada. Você já conversou com o seu silêncio?

A princesa tem sangue azul e na sua veia corre sangue vermelho. Do seu casamento com a nobreza nascerá um filho com sangue de qual cor? Cuidado com o que vai responder, pois qualquer resposta será preconceituosa, discriminatória. O que você tem contra a família de sua esposa e também contra a humilde genética de seu sangue?

Sei que é complicado responder, difícil mesmo, mas vou perguntar. Uns dizem que você veio do barro, da criação, outros afirmam que da família dos macacos, já outros dizem que não passa de um ser extraterrestre num corpo de gente, e ainda há os que dizem que você não é nada e nunca existiu, pois todo ser vive na ilusão existencial. Afinal de contas, quem é você?

Conheço gente que não assiste novela com personagens que tenham morrido em outras novelas. Não consegue entender como uma pessoa morre e pouco tempo depois já aparece novamente como se nada tivesse acontecido. Tem até medo de olhar pra televisão. Quer dizer, não assiste mais uma só novela. Por outro lado, vive dizendo aos familiares que quer ser artista pra quando morrer voltar novamente. O seu personagem aqui na terra tem quantas vidas?

Se a água, ao invés da cor e da leveza que tem ou ao menos deveria ter, fosse vermelha e com sabor, você beberia? Se o horizonte azul fosse todo no mais puro negrume você olharia o entardecer do mesmo jeito? 

Se o cego pedisse seu olhar emprestado, para não ficar sem nada você pediria para ficar usando o dele? O que seria de seu futuro se a cada mentira tivesse um dia a menos na vida? 

Achar que sente é uma coisa, mas você sabe realmente o que é o amor? Não sei se consegue responder, mas eu não sei não. Só sei que a cada dia vou arriscando amar. Quem sabe um dia...


Poeta e cronista
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Canção pro resto do dia (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa* 

Canção pro resto do dia


Depois da manhã e do sol
depois do passo e da pressa
fujo do que houve no dia
e vou buscar o que interessa
coração quer sentir alegria

alegria chegando no entardecer
um horizonte e seu vermelhar
aflito coração pulsando no peito
é quase hora de você chegar
vem meu amor quero amar...

passeio da folhagem no ar
carruagem trazendo a princesa
doce encanto essa vida nos dá
aroma exalando em tanta beleza
amor meu amor que surpresa...

surpresa a cada noite que cai
um novo jeito de me apaixonar
olhos encontrando mistérios
nudez que não pode mais disfarçar
no teu corpo que quero morar...


Poeta e cronista
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domingo, 20 de maio de 2012

Museu do cangaço: Moreno e Durvinha

Por: João de Sousa Lima

 O Museu do Cangaço pertencente a Josué é chamado Acervo Moreno e Durvinha e fica em Saquarema, RJ.
João Lima e Nely (Lili) Conceição (filha de Moreno e Durvinha) marcaram presença em recente visita ao Museu.
No Museu aconteceu um encontro marcante com a presença de Manuel Gomes, irmão de Durvinha.


Josué, João de Sousa Lima e Nely em visita ao Museu.


Acervo do Museu


 Acervo do museu de Durvinha e Moreno


Entrada do museu


Nely, Nice,  Margarida, João Lima, Manuel Gomes e Josué.


Manuel Gomes mostrando em sua residência o livro que conta a sua própria história de vida.


João Lima, Josué e Manuel Gomes


João Lima apresenta o museu a Manuel Gomes


Manuel (Manú), João e Josué em um almoço festivo depois de visitar o museu do cangaço.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço:
João de Sousa Lima

Luiz Gonzaga inspira a literatura popular desde a década de 1950


A literatura popular em versos do nordeste do Brasil, hoje denominada literatura de cordel, já publicou inúmeros folhetos de cordel sobre Luiz Gonzaga, e outras personalidades célebres na região: Padre Cícero, Getúlio Vargas Delmiro Gouveia, Frei Damião, João Paulo II.
Depois da morte de Luiz Gonzaga, em 2 de agosto de 1989, houve uma verdadeira explosão na produção de folheto de cordel sobre o Rei do Baião, e na internet hoje existe grande biblioteca eletrônica sobre o assunto, alimentando sites, blogs, facebook.

Vem de longe o interesse dos poetas populares pelo Rei do Baião. A primeira biografia dele, Zé Praxedes Apresenta Luiz Gonzaga e Suas Poesias, de 1952, de autoria do poeta popular norte-rio-grandense e declamador José Praxedes, é escrita em versos igual a qualquer folheto de cordel, embora versos matutos.

Em 1957, o poeta popular Manuel d’Almeida Filho publicou um folheto O Baú de Carolina, inspirado no personagem de uma música de sucesso de Luiz Gonzaga, O Chêro de Carolina, lançada na época da publicação desse folheto.

Assim que Luiz Gonzaga morreu, em 1989, houve uma explosão de publicaçoes dos poetas populares sobre o clamor do Brasil à grande perda, o seu sepultamento em Exu, a trajetória, e a imortalidade do Rei do Baião.

Alguns títulos desse segmento cordeis sobre Luiz Gonzaga são de conteúdo fantástico, do gênero dos folhetos bastante populares, A chegada de Lampião no Inferno, Diálogos de Padre Cícero e Frei Damião no Céu.


Seis anos depois da morte de Luiz Gonzaga, o poeta paraibano Pedro Bandeira, radicado no Crato, no Ceará, organizou um livro, Luiz Gonzaga na Literatura de Cordel, coletânea de poesias e folhetos de cordel publicados sobre ele, incluindo uma poesia fantástica de autoria de Pedro Bandeira, O Rei Chegando no Céu, cujo mote é o ciúme de São Pedro porque Luiz Gonzaga somente privilegiara São João em suas músicas.

O livro Luiz Gonzaga na Literatura de Cordel, publicado em Juzeiro do Norte-CE, em 1994, reune dezenas de poesias e folhetos de outros autores, além do organizador da obra Pedro Bandeira. Entre eles, Abraão Batista, João Bandeira, Paulo Nunes Batista, Paulo de Tarso B. Gomes, Cícero do Nascimento do Caicó, Zé Paraíba.

De lá para cá não tem mais cessadado o interesse dos poetas populares por Luiz Gonzaga, a ponto do pesquiador paraibano Antônio Kydelmir Dantas, radicado em Mossoró-RN, autor de livros e folhetos de cordel sobre Luiz Gonzaga, ter feito o maior levantamento de folhetos de cordel sobre o Rei do Baião que se tem
notícia no Brasil. Já são cerca de duzentos títulos!

Centenário de Luiz Gonzaga inspira novos folhetos
O centenário de Luiz Gonzaga celebrado neste ano está inspirando novos cordéis alusivos à magna data. O historiador escritor e cordelista Ivaldo Batista (ivaldoescritor@hotmail.com), autor de vasta obra publicada, já lançara em 2011, em Carpina-PE, o folheto Centenário do Rei do Baião 1912-2012.

As estrofes seguintes desse folheto exaltam e agradecem ao Rei do Baião glória de Pernambuco para a humanidade:

Com roupa de Virgolino 
Exaltou todo sertão 
Decantou a asa branca 
Assum Preto e azulão 
Acauã e carcará 
Que voa feito avião 

Se exemplo foi beleza 
Estando lá o roçado 
Ou no topo de sua fama 
Pelo tempo coroado 
Esse gênio da cultura 
Mereceu esse reinado 
Olha pro céu meu amor

Pernamuco te agradece 
Por cantares nossas cidades 
Tua música nos enobrece 
Nos versos dos teus poemas 
Nossa gente é quem mais cresce 

O poeta popular Paulo de Tarso (pb-gomes@hotmail.com) também publicou o seu folheto sobre a data magna de Luiz Gonzaga, O Gonzagão Centenário. As estrofes seguintes do folheto narram a origem de Luiz Gonzaga e a famosa surra causada por um namoro proibido.



Sua mãe, dona Santana, 
Uma exímia cantadeira, 
Cantava muitos benditos, 
Vendia cordas na feira, 
Cuidava também das roças, 
Era excelente rendeira. 

Muito ligeiro Santana 
Pra Januário contou 
O ocorrido na feira 
E ao Gonzaga perguntou: 
-Então você é valente 
Eu seu Raimundo jurou? 

Nessa família sujeito 
Nós não temos assassino, 
Você é só um pixote, 
Ainda quase menino. 
E o chicote foi descendo, 
Dando em Luiz um ensino 

Paulo de Tarso é também coautor do livro Luiz Gonzaga Na Literatura de Cordel, organizado por Pedro Bandeira, participando com dois títulos, A morte do Rei do Baião, e A trajetória do Rei do Baião.

A maldição da toada Asa Branca
Por incrível que pareça, a música mais famosa de Luiz Gonzaga, a toada Asa Branca, motivou um folheto de cordel escadaloso contra o Rei do Baião, intitulado Horrores que a Asa Branca traz Profetisado pelo Frade Frei Damião, de autoria do poeta Vicente Vitorino Melo, publicado em Caruaru-PE (1948), reeditado em Campina Grande-PB (1954).

O folheto narra “os grandes exemplos” do famoso missionário franciscano capuchinho, numa Missão dele na cidade de Sobral, no Ceará, pregando contra ditados, modas, orgias, e a moda da Asa Branca, “obra de satanaz”.

A Asa Branca que canta a falta d’água, o gado morrendo de sede, o Criador tem mandado chuva com pedra e vento. Deus manda relâmpago e tempestade, cheia e açudes arrombado para matar a sede do alazão. Quando diz na fornalha um pé de plantação, será da árvore maldita do fruto da perdição:

“Aviso a todos os cristãos/Em nome de Deus amado/Que não cante a Asa Branca/Deixe as modas e o ditado/Quem não ouvir meus conselhos/De Deus será castigado”, aconselha Frei Damião no folheto de cordel de Vicente Vitorino.

(Do site Museu Luiz Gonzaga, por Xico Nóbrega)
Postado por Ailton Fernandes

Trovadores de Triunfo participam da Festa de Emancipação de Tabira/PE


PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Dia 23 de maio – Quarta-feira

8h – Cultura na Feira Livre com poetas, repentistas e violeiros.

Dia 24 de Maio – Quinta-feira

1º Aniversário da AJUPTA
Declamador: Felipe Júnior e vários poetas.
19h – Formatura do PROERD – na Quadra de Esporte
21h – Show com as bandas Sabor de Menina e As Severinas

Dia 25 de Maio – Sexta-feira

9h – Inauguração da Secretaria de Educação
16h – Desfile das Escolas Municipais, Estaduais e particulares principais ruas da cidade e participação de várias bandas e fanfarras.
19h – Missa na Igreja Matriz
21h – Show com as Bandas Orquestra da Polícia Militar, Caninana do Forró e Renato Marinho

Dia 26 de Maio – Sábado

7h – Maratona saindo do Sítio Saco até a Praça Gonçalo Gomes.
7h – Missa na Igreja Matriz
11h – Passeio a gruta de Nossa Senhora de Lourdes em Solidão com os motociclistas
14h – Churrasco no Tabira Campestre Clube com Kaveira e Banda Cela
17h – Apresentação da Equipe Força Máxima na Praça Gonçalo Gomes
21h – Show com as bandas Suprema Corte No Clear, Forró de Palha e Delmiro Barros

Dia 27 de Maio – Domingo

Festa dos Trilheiros
8h – Várias Inaugurações
9h – Passeio dos Trilheiros pelas principais ruas pelas principais ruas da cidade
16h30min – Procissão com a imagem de Nossa Senhora dos Remédios saindo da Prefeitura até Igreja Matriz
17h –Missa pentecostes de Emancipação Política, após a missa o parabéns e queima de fogos
20h – Bingo da Igreja Matriz em seguida apresentação dos Seresteiros de Tabira e Trovadores de Triunfo

Fontes:




Na luta por direitos: trabalho, conflitos e resistências no pós-abolição na Bahia

 
Resumo

A abolição legal da escravidão em 1888 não significou a extinção de relações de trabalho baseadas nos códigos de sujeição, de coação, de controle do tempo, e a plena autonomia dos trabalhadores. A classe trabalhadora em todo o Brasil, mesmo depois de decretada o fim da escravidão, teve que lutar por um trabalho, de fato livre, com mais autonomia, liberdade, dignidade e direitos. Pretende-se, assim, abordar a história dos trabalhadores ferroviários da Bahia, no período pós-abolição e nos anos iniciais do período republicano, destacando os conflitos, impasses e as lutas empreendidas por esses trabalhadores contra as formas de exploração, subjugação e de controle de força de trabalho. Os ferroviários baianos, assim como observado em outros setores da classe trabalhadora brasileira, resistiram bravamente às formas de exploração, às relações de trabalho que lembravam o regime escravista e às tentativas abertas e veladas de manter sob o domínio as suas liberdades e o seu trabalho.

Robério S. Souza- UNEB/UNICAMP

Local: sala Kátia Mattoso, 3º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Data: 21 de maio de 2012
Horário: 17h

LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE


Convite

O escritor Archimedes Marques, tem o prazer de convidar Vossa Senhoria e família, para o Coquetel de lançamento de seu livro “Lampião Contra O Mata Sete”.
Local: Sociedade Semear 
Rua Vila Cristina, 148
Aracaju - Se
Horário: 19h
Data: 02 / 06 / 2012
SINOPSE
LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE

A história nua e crua narrada com a veracidade que ela merece.

Archimedes Marque (*)
Participante do maior movimento pertinente que há no Brasil, o CARIRI CANGAÇO, evento que reúne anualmente as maiores autoridades nacionais e internacionais sobre o tema e que é realizado na cidade do Crato e região do Cariri cearense adjacente, o autor Archimedes Marques em nome da VERDADEIRA HISTÓRIA QUE FOI VILIPENDIADA com o livro “Lampião, o Mata Sete” resolveu escrever a sua contestação: LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE.

Trata-se do primeiro livro oposição dentro do assunto cangaço. LAMPIÃO CONTRA O MATA SETE, procura refutar tudo que está errado no seu livro opositor, pois essa obra é eivada de vícios do início ao fim. Todas as alegações contidas no livro “Lampião, o Mata Sete” referentes às honras sexuais de 



Lampião e Maria Bonita são levianas e sem provas algumas por menor que sejam e até mesmo desprovidas sequer de indícios de veracidades, como se a história fosse feita de insinuações vindas do nada, provindas de uma mente criativa sem apresentar fatos alguns que pelo menos deixem dúvidas quanto ao alegado.

Da citada obra contestada, de todas as aleivosias existentes ainda há muita coisa errada, tais como troca de datas, de nomes de pessoas, de fatos, de passagens, além das constantes tentativas de levar o leitor a erro. Enfim o livro “Lampião, o Mata Sete” é de PÉSSIMO GOSTO EM TODOS OS SENTIDOS, jamais é um livro histórico. Trata-se sim, de um livro FICTÍCIO além de muito mal informativo, muito mal pesquisado.


Até os dizeres do escritor Oleone Coelho Fontes que fez a introdução do livro refutado, e que por sinal escreveu o excelente livro "Lampião na Bahia", em muitas vezes se esbarram em situações totalmente adversas ao pensamento contido no livro “Lampião, o Mata Sete”, em comprovação que de tudo nessa obra há somente aleivosias improváveis.

(*) Archimedes Marques (Delegado de Policia Civil no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe) archimedes-marques@bol.com.br

MULHERES TAMBÉM MIAM (E DEPOIS LATEM) (Crônica)

 Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

MULHERES TAMBÉM MIAM (E DEPOIS LATEM) 
                                                  
Estava vasculhando a internet e encontrei um dessas provocações desavergonhadas, com uma foto de uma mocinha bonita e sexy dizendo que ali estava uma gata com alma de cadela. Depois imaginei a grande verdade contida na frase: realmente existem mulheres que fazem tudo para se tornar cadelas.

Por outro lado, duvido que mulher séria, bem comportada, que se respeita e se preserva, tem o seu nome e sua honra a zelar, vá facilmente fazer parte do reino dos animais ditos irracionais. O escudo da personalidade é tão forte que só o amor verdadeiro há de romper.

Mulher sempre será mulher e bicho nunca passará de bicho. Ao menos é essa a lógica das coisas e da natureza. Contudo, o que se observa é uma inversão tamanha nos valores comportamentais que aquilo que é de uma forma tende a se transformar. Quer dizer, desconhece a força do amor próprio e vai, muitas vezes conscientemente, se afundar no lamaçal da primeira pocilga que encontrar.

Quero ser induvidoso. E também mais direto o que for possível. O que pretendo deixar claro é que determinadas mulheres, pela desonra que trazem a si mesmas, pelos desnorteamentos que vão procurando e pelas atitudes incabidas e imorais com que se pautam, passam a ser qualificadas pejorativamente como animais desavergonhados.

Infelizmente – e fato que não se pode negar -, mulheres que não têm mais pudor, honra corporal nem sexual, dignidade social e familiar, tendem a se animalizar. E com promíscua animalização. E é nesse passo de inglória feminina que terceiros aproveitadores começam a zombar dizendo que primeiro se passaram por gatas e depois se transformaram em cachorras.

Quer dizer, atraentes e apetitosas, sutis e felinas, manhosamente ariscas, se tornam verdadeiras gatinhas. Mas o cio de todo dia, a incontida afloração sexual e a prática do sexo pelo sexo, como rotina e comércio, num jogo de falso e desenfreado prazer, vai tirando as feições ainda femininas para transformá-las em verdadeiras cadelas. Assim, depois do miado vem o latido. E depois disso o silêncio absoluto pela rápida extinção.

A extinção, contudo, não quer significar que a matilha vá desaparecer, que a prostituição vá deixar de existir, que não haverá mais brincadeira de corpo nem de sexo, mas pelo fato de que estas possuem carreira e validade tão curtas que de repente não existem mais, nem para si mesmas nem para a sociedade. É a lógica e cruel consequência do se entregar a qualquer um numa volúpia messalinesca.

Assim, a mocinha que pensa que é gata, uma benevolente felina, e quando nem sente já está no grupo dos canídeos, então já está prestes a dar seus últimos latidos. Cachorro animal é respeitado, alimentado, recebe carinho e proteção, mas com mulher cadela é diferente. Depois que a beleza começa a murchar e não provocar mais apetite em ninguém, então será vira-lata abandonada.

Ainda que afirmem que tais assertivas são exageradas, insisto em dizer que se num passado recente o cio animalesco não era tão visível, de uns tempos para cá, quando a vergonha declaradamente cedeu o lugar à promiscuidade e a valorização pessoal perdeu a vez para a desonra, o que se tem são verdadeiros cantis com cadelas mostrando caninos sorridentes e focinhos pintados da mais abjeta cor.

Ladram, latem, se coçam, avançam, atacam, soltam todos os seus impulsos querendo sempre mais de qualquer um. Famintas, sedentas, gulosas, saem farejando calcanhares e acabam cada vez mais cachorras em qualquer lugar. Nas esquinas, nos becos, nos quartos putrefatos, nos automóveis, nos motéis, no meio da rua, por cima dos bancos das praças ou embaixo de marquises, em qualquer lugar estará a cama perfeita para a cadela se deixar possuir.

Por isso é preciso muito cuidado ao querer jogar pedras, chutar, maltratar, oferecer chumbinho a uma cadela vira-lata que perambule abandonada pelas ruas ou esteja recolhida aos seus becos de solidão. Ali poderá estar uma pessoa. E do jeito que se alastram a promiscuidade e a prostituição de grife, certamente serão muitas assim mais tarde.

E será preciso reconhecer um cantil chamado nova e inovadora sociedade.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Nosso mar (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa* 

Nosso mar


Não acredito
que você vá
deixar o mar secar

não acredito
que você vá
sumir com o mar

não acredito
que você diga
nunca mais o mar

não acredito
que jogue terra
por todo o mar

não acredito
que de pedra bruta
vá ser o mar

não acredito
que não queira
mais navegar

não acredito
que não ame mais
aquele mar

não acredito
que tenha esquecido
do amor pelo mar

nossa viagem
tão prometida
logo vai navegar

nossa vela morena
nossa esperança
onde vai aportar

como o amor
vai molhar o beijo
sem água do mar

faça isso não
me beije molhado
devolva o meu mar

pense isso não
me olhe azul
com todo seu mar.



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com