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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

OS MISTÉRIOS DO ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ, TERCEIRA TEORIA

Por: Honório de Medeiros(*)
Honório de Medeiros

TERCEIRA TEORIA ACERCA DA INVASÃO: O ATAQUE A MOSSORÓ RESULTOU UNICAMENTE DA COBIÇA DE MASSILON

Restos da casa dos pais de Massilon em Luis Gomes, Rn

Quanto às teorias, esta é a mais simples. Sua simplicidade resiste à crítica?

Mais uma vez recorramos a Sérgio Dantas[1]:

Aurora, Ceará. Há dois dias Massilon já retornara ao esconderijo. Ao mentor Isaías Arruda, prestou contas do assalto. O apurado foi dividido meio a meio, como anteriormente combinado entre cangaceiro e Coronel (O CEARÁ, 1928).

A incursão, claro, fora de indizível sucesso. Uma cidade, duas povoações, meia dúzia de sítios tomados sem dificuldade. Fez-se grande, o cangaceiro aprendiz.

Tornara-se bandido de sucesso.

Desejou, muito provável, alçar voos mais altos. Aconselhou-se com Arruda. Traçou planos. Pensou unir-se a Lampião e por em prática escusos projetos.

(...)

Lampião, naqueles dias, rumava célere a recôndito coito de Aurora.

Ainda:

Aurora, penúltima semana de maio. Há dias Lampião já retornara da fracassada incursão à Paraíba. (...) Finalmente alcançara o indevassável coito da Serra do Diamante, de Isaías Arruda.

Em dias subsequentes, Lampião recebeu a visita de José Cardoso, parente do Coronel. Deslocara-se o fazendeiro para apresentar-lhe o cangaceiro Massilon Leite.

Deve ter sido por esse período, a se crer nessa versão, que Massilon apresentou ao Coronel Isaías Arruda a ideia do ataque a Mossoró.

Era a grande oportunidade de sua vida, e ele a agarrou com unhas e dentes. Não foi difícil convencer o Coronel Isaías, como anteriormente dito, por que este nada tinha a perder, e muito a ganhar: venderia armas a Lampião, receberia seu percentual nos saques, sequestros e roubos ou livrar-se-ia do grande cangaceiro, cuja amizade muitos incômodos políticos estava lhe trazendo.

O Coronel Isaías Arruda também agarrou a oportunidade com unhas e dentes, como nos conta Sérgio Dantas[2]:

Lampião tentava demover o régulo cearense da imprudente empresa. Refutava com veemência a proposta de invasão do Estado e, principalmente, a sugestão de assalto a Mossoró. Temia – por vasta experiência – a “grandeza” da cidade salineira. Compreendia difícil subjugá-la.

O cangaceiro Jararaca, testemunha da conversa, lembrou com fidelidade, dias mais tarde, a resistência de Lampião ao assédio ferino do Coronel Arruda:

“Lampião nunca tencionara penetrar nesse Estado porque não tinha aqui nenhum inimigo e se por acaso, para evitar qualquer encontro com forças de outros Estados, tivesse que passar por qualquer ponto do Rio Grande do Norte, o faria sem roubar ou ofender qualquer pessoa, desde que não o perseguissem.”

(...)

Massilon, sentado bem perto, chancelava cada argumento defendido pelo sagaz chefe político.

E, assim, a se crer nessa versão, repitamos, por pura cobiça e oportunismo de Massilon, sacramentou-se o destino de Mossoró. Seus projetos grandiosos de ataque à cidade que ele conhecia muito bem, conversados pelo Sertão paraibano, os mesmos projetos que através de Argemiro Liberato chegaram aos ouvidos de Rodolpho Fernandes, finalmente iriam se concretizar.

Em relação a Argemiro Liberato, e sua correspondência para Rodolpho Fernandes, é conveniente registrar o comentário de Raul Fernandes em “A MARCHA DE LAMPIÃO[3]”:

Afonso Freire de Andrade e inúmeras outras pessoas conheceram a carta. Mossoró (RN), 23.12.1971. – Informações prestadas ao autor. Obs.: Ouvi de meu pai referências à missiva.

Acerca dessa carta, comenta Kydelmir Dantas:


Esta carta foi levada ao conhecimento dos amigos de confiança do prefeito, por este, que estavam preparando a estratégia para a formação das trincheiras nos pontos principais da resistência. Dentre estes, Joaquim Felício de Moura, Afonso Freire de Andrade e outras pessoas mais chegadas confirmaram tê-la visto nas mãos do ‘coronel Rodolfo’. Para a família, dias após o ataque, Rodolfo Fernandes fez referências sobre esta missiva do amigo paraibano de Pombal. Outra confirmação do envio desta carta está no artigo: “Major” Argemiro Liberato de Alencar: o amigo de Rodolfo Fernandes, escrito pelo seu neto Geraldo Alves de Alencar, hoje residente em São Luiz do Maranhão, que cita o seguinte sobre o avô: “Era fazendeiro, proprietário da Fazenda “Estrelo”, situada em sua cidade natal. Exercia também a profissão de comerciante, trazendo da Paraíba algodão transportado em costas de burros e vendido em Mossoró, estado do Rio Grande do Norte. O principal comprador era a firma cujo maior acionista era seu amigo e compadre o Cel. Rodolfo Fernandes. Em suas viagens como almocreve retornava a Pombal com sal e outros gêneros. Mesmo tendo um sobrinho nas hostes do cangaço, o qual atendia pelo nome de Ulisses Liberato de Alencar, Argemiro era profundamente contra o banditismo rural, chegando inclusive a avisar ao Cel. Rodolfo Fernandes, quando este era prefeito de Mossoró em 1927, que o cangaceiro tencionava atacar a cidade considerada capital do oeste potiguar. Declaradamente anti-Lampiônico, Argemiro Liberato de Alencar nunca chegou a ser perseguido pelo “rei do cangaço” porque Lampião sabia da amizade existente entre ele e o Padre Cícero.” Evidentemente o aviso não era acerca de um futuro ataque de Lampião, mas, sim, de um futuro ataque de cangaceiros. Afora estas cartas, há o registro dos famosos bilhetes trocados antes do ataque, um escrito pelo Coronel Antônio Gurgel, refém de Lampião, e escrito a primeira negativa por Abel Freire Coelho, a pedido de Rodolpho, e o famoso de Lampião, escrito de próprio punho, com a resposta à altura e escrita, desta vez, por Rodolpho. Esta documentação foi, à época, publicada no jornal Correio do Povo, do jornalista José Octávio Pereira de Lima, como um Suplemento especial. Afinal, quem era o coiteiro de Lampião no Rio Grande do Norte? A dúvida continua após mais de 80 anos da resistência.” Fontes de Pesquisas: ALENCAR, Elidete. Informações sobre Argemiro Liberato de Alencar. Natal/RN: Mimeo.(inéd.), 2003. 2 p; FERNANDES, Raul. A Marcha de Lampião. Coleção Mossoroense. 6ª edição. 2005; MELLO, Frederico Pernambucano de. Guerreiros do Sol: O banditismo no Nordeste do Brasil. Recife/PE: Ed. A Girafa, 2004(texto sublinhado pelo Autor).

Raul Fernandes, ainda, logo na Parte 2[4], do Capítulo1º, de seu livro “A MARCHA DE LAMPIÃO” nos conta, com a autoridade de quem é filho do Coronel Rodolpho Fernandes, o seguinte:

Gentilmente cedida por Orlando Martins

Em dezembro de 1926, Joaquim Felício de Moura, sócio da firma Monte & Primo, em Mossoró, viajava pelo interior da Paraíba. Na cidade de Misericórdia, encontrou-se com o destacado comerciante e fazendeiro, Antônio Pereira de Lima, que lhe falou da acirrada perseguição do bandido Virgulino Ferreira a sua família. Sem maiores rodeios, contou-lhe o plano de Jararaca, Sabino, Massilon e Lampião de assaltarem com quatrocentos homens. Adiantou ser impossível reunirem tanta gente. Advertiu-o, porém, sobre o costume de mandarem espiões disfarçados de feirantes, mendigos e cantadores, aos lugares previamente escolhidos. Conversou sobre a possibilidade de defesa da cidade e pediu-lhe levar esses fatos ao conhecimento do Prefeito Rodolfo Fernandes.

Daí por diante, os boatos se sucederam. Na última quinzena de abril, de 1927, a notícia veio a luz de modo concreto. Argemiro Liberato, de Pombal, escreve ao compadre Rodolfo Fernandes sobre a pretensão dos chefes de bandidos.

Joaquim Felício estava errado quanto a José Leite de Santana, o Jararaca.

Como nos assevera Frederico Pernambucano de Mello[5], a área de atuação do cangaceiro eram as ribeiras do Moxotó e Pajeú, em Pernambuco. E o próprio Jararaca[6], declarou, quando preso em Mossoró, que Lampião nunca pensara em atacar esta cidade.

Quanto à Sabino Gomes de Góis, embora atuasse nos arredores do município de Cajazeiras, Paraíba, já estava integrado ao bando de Lampião desde o ataque à Souza, no mesmo Estado, do qual não se separará até sua morte, em fevereiro de 1928, após o conhecido tiroteio de Piçarra, em Porteiras, Ceará.

Ora, e se Sabino tinha intenção de atacar Mossoró, e não havia razão para tal, é evidente que Lampião seria o primeiro a sabê-lo. Repita-se, entretanto: Lampião nunca teve a intenção de invadir o Rio Grande do Norte, como já sabemos.

Não é de se duvidar, se for verdadeira essa teoria, repita-se mais uma vez, que Massilon tivesse pensado, realmente, desde há muito, em se unir ao maior de todos os cangaceiros.

Túmulo dos pais de Massilon em Luis Gomes, Rn

Apodi servira, para ele, de “teste”, para firmar seu “currículo”. O episódio de Brejo do Cruz, relatado adiante, não poderia ser considerado mais do que uma jagunçada. Apodi, não. Uma vez conquistada a cidade norte-rio-grandense Massilon podia, com razão, atribuir a si a denominação de “chefe cangaceiro”.

Por pura sorte – ou azar – aconteceu, sem que ele procurasse, seu encontro com Lampião. E Mossoró, aquela cidade rica, por onde ele andou tantas vezes, como almocreve, na qual ele poderia conquistar sua independência financeira definitivamente, estava finalmente ao seu alcance.

Teria realmente acontecido dessa forma?

Contra essa versão há, entretanto, um sério óbice: o fato de na invasão de Apodi, por Massilon, o projeto de atacar Mossoró já existir, como noticiou o jornal “O Mossoroense”, em 15 de maio de 1927[7], insinuando, sem rodeios, que a invasão à cidade, a ocorrer em dias vindouros, integrava empreitada[8] (grifo do Autor) de grande vulto, e dele dera conhecimento, ao Coronel Rodolpho Fernandes, a carta de Argemiro Liberato.

Observemos que essa edição de “O Mossoroense”, jornal dirigido por Rafael Fernandes, primo e correligionário de Rodolpho Fernandes, veio à lume cinco dias após a invasão de Apodi por Massilon.  Façamos, então, a necessária conexão entre essa matéria do jornal e a anterior correspondência de Argemiro Liberato encaminhada ao Prefeito.

Não foi, portanto, resultado da cobiça de Massilon tal projeto, ao saber da presença de Lampião em Aurora. Foi oportunismo.Ele tinha uma “empreitada” a realizar em Mossoró. Caso contrário não se explica o ataque. Afinal, porque Mossoró, se o móvel do crime era pura cobiça? Porque não Souza? Cajazeiras? Patos? Catolé do Rocha? Caicó? Campina Grande? Massilon conhecia todas essas cidades.

Outra questão: se a causa foi cobiça, porque o bando não atacou o Banco do Brasil ou o comércio de Mossoró, que se alcançavam seguindo o leito do rio, como sabia Massilon, preferindo atacar a residência do Coronel Rodolpho Fernandes? Que estratégia foi essa?

Não faz sentido que esse ataque tenha resultado meramente da cobiça de Massilon. Muito pelo contrário, como veremos a seguir. Tudo leva a crer que havia uma “empreitada”, cujo “teste” foi o ataque a Apodi, e a questão passa a ser a seguinte: que projeto foi esse de invadir Mossoró cuja face visível é Massilon, mas teria uma face oculta, haja vista a impossibilidade deste cangaceiro desconhecido, de voo curto, empreender, sozinho, algo tão ousado e grandioso quanto à invasão da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte?

Continua...

LEIAM, NESTE BLOG, AS POSTAGENS ANTERIORES, PROCURANDO NO MARCADOR "CANGAÇO".

[1] “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE”; DANTAS, Sérgio Augusto de Souza; Cartgraf – Gráfica Editora; 2005; Natal; RN. 

[2] Idem

[3] Nota 5, p. 40, Coleção Mossoroense, 6ª edição, 2005.

[4] 2ª edição; Editora Universitária – UFRN; 1981; Natal, RN.

[5] “GUERREIROS DO SOL”; 2a. edição; A Girafa; 2004; São Paulo, SP.

[6] No “Auto de Perguntas” feitas a Jararaca consta, também, a seguinte declaração sua: “que saíram em dias do mês de maio findo, do Pajeú, estado de Pernambuco, e que acompanhava Lampião há pouco mais de um ano”. Antes de Lampião Jararaca, ainda segundo seu depoimento, estava no Primeiro Regimento de Cavalaria Divisionária, tomando parte na revolta de São Paulo a favor da legalidade, com a Coluna Potiguara (“LAMPIÃO EM MOSSORÓ”; NONATO, Raimundo; sexta edição; Coleção Mossoroense; 2005; Mossoró).

[7] Sérgio Dantas, em “LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE”, obra citada

[8] O termo utilizado foi exatamente esse.

(*)Mestre em Direito; Professor de Filosofia do Direito da Universidade Potiguar (Unp); Assessor Jurídico do Estado do Rio Grande do Norte; Advogado (Direito Público); Ensaísta.





terça-feira, 9 de outubro de 2012

Luiz Gonzaga

Por: João de Sousa Lima

Luiz Gonzaga foi homenageado pelo SESC LER de Paulo Afonso, a direção e os alunos organizaram um evento grandioso com exposições, apresentações e shows com sanfoneiros da região, além de uma palestra sobre a passagem do Rei do Baião que foi realizada por João de Sousa Lima.


O Nordeste Brasileiro, os vaqueiros com seus trajes em couro, as comidas típicas da região fizeram parte da mostra sobre o Rei.


A sanfona foi um dos itens que abrilhantou a homenagem ao Rei do Baião.


A professora Rosane Amaral foi  uma das organizadoras da homenagem.


 Alunos trajados de vaqueiros fizeram a recepção das mostras.


Rosane Amaral e João de Sousa Lima


João de Sousa Lima com alunos


Uma palestra sobre o rei do Baião foi realizada por João de Sousa Lima


Alunos assistindo a palestra sobre Luiz Gonzaga


João de Sousa Lima mostra imagens de Luiz Gonzaga  em Paulo Afonso.


Em anexo a mostra o artista Maurício Mendes expôs suas "Luminárias". Verdadeiras obras de arte que atraíram a atenção de todos.


Parte das Luminárias de Mauricio Mendes.


João de Sousa Lima e o fotógrafo Vicente

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço: 
João de Sousa Lima

Atentado por Lampião!

Alcino foi entrevistado pelo programa Sergipanidade da TV Aperipê/SE.


A matéria é de 2010. Alcino Alves Costa é personalidade memorável do município de Poço Redondo. Hoje é um escritor ativo, compositor, poeta e historiador. A Equipe do Sergipanidade bateu um papo com ele, e você confere agora!


Açude: Projeto Sergipanidade no YouTube

CANGAÇO – MILLENARIAN REBELS: PROPHETS AND OUTLAWS Parte V

Para os países que falam Inglês
Brazilian Army soldiers with their rifles model Comblain -http://www.francisco.paula.nom.br

“…the jagunços then collected all the corpses that were lying here and there, decapitated them, and burned the bodies; after which they lined the heads up along both sides of the highway, at regular intervals, with the faces turned toward the road., as if keeping guard. Above these, from the tallest shrubbery, they suspended the remains of the uniforms and equipment, the trousers and multicolored dolmans, the saddles, belts, red-striped kepis, the capes, blankets, canteens, and knapsacks.

“The barren, withered caatinga now blossomed forth with an extravagant-colored flora: the bright red of officers’ stripes, the pale blue of dolmans, set off by the brilliant gleam of shoulder straps and swaying stirrups.

The fight in the backlands of Bahia – http://www.saojoseonline.com.br

“There is one painful detail that must be added to complete this cruel picture: at one side of the road, impaled on a dried angico[31] bough, loomed the body of Colonel Tamarindo.

“It was a horrible sight. Like a terribly macabre manikin, the drooping corpse, arms and legs swaying in the wind as it hung from the flexible, bending branch, in these desert regions took on the appearance of some demoniac vision. It remained there for a long time.

“And when, three months later, a fresh expeditionary force set out for Canudos, this was the scene that greeted their eyes: rows of skulls bleaching along the roadside, with the shreds of one-time uniforms stuck up on the tree branches round about, while over at one side — mute protagonist of a formidable drama — was the dangling specter of the old colonel.”[32]

While in the sertão the epic deeds of Canudos were sung in poems where the undertakings became legendary, in the capital the government was not able to figure it out: Canudos was an impoverished village, not even on the map, and yet it had managed to be a match for entire regiments, putting them in check. The state resorted to inventing tales of political conspiracies, but began to seriously worry. It feared that little known sertão from which men armed for revenge emerged from every province converging on Canudos to join the fight. The university student Euclydes da Cunha wrote about this: “the jagunço… could do only what he did do — that is, combat and combat in a terrible fashion, the nation which, having cast him off for three centuries almost, suddenly sought to raise him to our own state of enlightenment at the point of the bayonet, revealing to him the brilliancy of our civilization in the blinding flash of cannons.”[33]

The resolute men of the sertão had found the place for their struggle: a village of huts with the appearance of a citadel. The state was forced to face the mute and tenacious hostility of those who knew quite well what the nation demanded of them: submission and resignation. Being neither submissive nor resigned, they would not allow themselves to be dominated.
In social war, the principle of war that postulates the annihilation of the enemy knows its most complete application, its conclusion, if you will. What is at stake in wars between nations is complex. It is essentially political, as is the stake in wars of national liberation. It doesn’t necessarily require the annihilation of the enemy. Rather it aims to impose a political will on one’s adversary and to thus create through the tools of war the conditions for negotiating with him. In this case, war is the continuation of politics by other means, as Carl von Klauswitz noted. In the other case, it demands the total and definitive destruction of the enemy. What is at stake is social: the suppression or the maintenance of servitude. There is no middle course.

Note the newspaper “O Paiz”, in Rio de Janeiro, April 8, 1897, on the death of colonel Moreira César

For the insurgent, it is a matter of putting an end to his slavery and there is no compromise possible on such an essential matter. For the master, it is a matter of safeguarding his social position, his privileges, and his status. No consideration external to the war itself is thus able to impede and moderate its violence. It is war in the pure, original state; it is what it originally was, pure negativity.

In a dangerous situation like social war, errors due to hesitation, vacillation and kind-heartedness are precisely the worst of things. Every consideration external to the purpose of the war, the total defeat of the enemy, would be fatal.

Since the use of physical force in one’s interests does not, in fact, exclude the cooperation of intelligence, those who ruthlessly avail themselves of this force without backing away in the face of any bloodshed, any moral restriction will have an advantage over their enemy, if the latter does not act on the same basis.

Violence, or rather physical violence (since moral violence does not exist outside of the concept of the State and Law, whose violence is that of the victor that imposes its will) thus forms the means. The end is overthrowing the enemy.

Social war is absolute brutality that does not tolerate weakness. Ignoring this element because of the repugnance it inspires would be a waste of energy, not to mention a mistake. Showing indecision at a certain point in relation to the predetermined aim means leaving the initiative to the enemy, a mistake for which one will pay quite dearly.

There can be no negotiation. Peace is either the return to slavery or the end of slavery. Whichever it is, it is the destruction of one of two possibilities.

After the defeat of the forces under the command of Colonel Moreira César, the newspaper notes “GAZETTE NEWS”, in Rio de Janeiro, April 10, 1897, comments on the new expedition Brazilian military forces under the command of General Arthur Oscar

On April 5, 1897, General Arthur Oscar organized the forces for the fourth expedition: six brigades in two columns. Battalions were conscripted from throughout the land, for national unity, the sacred union against the internal enemy.

The two columns were supposed to converge on Canudos. The one commanded by Arthur Oscar would go by the Monte-Santo road, while the other, under the command of Savaget, would pass through Jeremoabo, coming together to launch the attack at the end of June. But as they neared Canudos, both encountered some difficulties. Savaget’s column was attacked twice between Cocorobó and Canudos. The losses were heavy, and the general was wounded. “As always, the sertanejos were taking the edge off victory by unaccountably rising up again from the havoc of a lost battle. Beaten, they did not permit themselves to be dislodged. Dislodged at all points, they found shelter elsewhere, at once conquered and menacing, fleeing and slaying as they fled in the manner of the Parthians[34].”[35]

Things got even more serious for General Arthur Oscar, who had reached the peak of Favela that overlooked the village. After a rapid victory to conquer the position, he found himself a prisoner, besieged by those he had just beaten. He had to request aid from the Savaget column. On July 1, the jagunços attacked the encampments, and some tried to reach the “Killer”, the siege cannon (a Witworth 32) that bombed Canudos. They didn’t manage to do this.

The army found itself in a critical situation. Cut off from its supplies, it could neither advance nor retreat. “At the same time the rifle fire all around made it plain to all that this was in truth a siege to which they were being subjected, even though the enemies’ lines in the form of numerous trenches were spread out laxly, in an undefined radius, over the slopes of the hill… The bold and unvarying tactics of the jagunços were nowhere more clearly revealed than in the resistance which he offered even while retreating, as he sought every means of shelter which the terrain afforded… On the one hand were men equipped for war by all the resources of modern industry, materially strong and brutal, as from the mouths of their cannons they hurled tons of steel on the rebels; and on the other hand, were these rude warriors who opposed to all this the masterly stratagems of the backwoodsman. The latter willingly gave their antagonists his meaningless victories, which served merely as a lure; but even as the ‘victor’, after having paved with lead the soil of the caatingas, was unfurling his banners and awakening the desert echoes with his drumbeats, they, not possessing these refinements of civilization, kept time to triumphal hymns with the whines of bullets from their shotguns.”[36]

Two weeks later, supplies managed to arrive and the troops launched an attack on the village. They were defeated with considerable losses. In the army and the government, there was dismay.

High command of the fourth and final expedition in Canudos. In the foreground, from left to right, the generals-Brigadier João Barbosa da Silva, commander of the first column, Artur Oscar de Guimarães Andrade, general-in-chief of the expedition, Carlos Eugênio de Andrade Guimarães, brother of Arthur Oscar and commander of the 2nd column, Major Salvador Pires de Carvalho Aragon, commander of the 5th Police in Bahia, and two officers of the 1st Cavalry regiment. Foto de Flávio de barros, 1897 – http://www.scielo.br

A new brigade, the Girard brigade, was hastily formed in Queimadas, consisting of one thousand forty-two soldiers and sixty-eight officers. It set off on August 3 to supply Arthur Oscar’s army with men and provisions. On the 15th it was attacked and lost ninety-one blockheads, for which it earned the mocking epithet, the nice brigade.

The government now understood that it was no longer a question of making an assault against a village, but of organizing a genuine military campaign of several weeks, if not several months, with the aim of completely surrounding it. It understood that the war would be long and hard and that it needed to supply itself with the necessary tools.

Marshall Bittencourt was put in charge of the campaign. Two supplementary brigades arrived from Bahia and formed a division. A regular convoy service for Monte-Santo was organized. The army no longer risked being cut off from its rear and could thus be installed in a trench war. The long strangulation of Canudos had begun.

On September 7, Calumby road was opened, allowing the siege to come together.

On September 22, Antonio Conselheiro died.

Body of Antônio Conselheiro. Photo of Flávio de Barros – http://blogdainsegurancapublica.blogspot.com.br

The fighting resumed more fiercely around Canudos. The inhabitants discovered the spirit of initiative. With an astonishing outflanking maneuver, the skirmishes reached all the enemy’s positions, striking the entire front line, trench by trench.

At a single stroke, they unexpectedly got past every point of the front. They were beaten and driven back. Then they launched themselves against the nearest trenches. Again beaten and pushed back, they directed themselves against those that followed and went on this way. Even though unsuccessful, their assaults were unremitting, forming an immense ring-around-the-rosy dance before the troops.

“Those who, only the day before, had looked with disdain upon this adversary burrowing in his mud huts, were now filled with astonishment, and as in the evil days of old, but still more intensely now, they felt the sudden strangling grip of fear. No more displays of foolhardy courage. An order was issued that the bugles should no longer be sounded, the only feasible call to arms being that which the foe himself so eloquently gave…
“In short, the situation had suddenly become unnatural…

“The battle was feverishly approaching a decisive climax, one that was to put an end to the conflict. Yet this stupendous show of resistance on the part of the enemy made cowards of the victors.”[37]



Extraído do blog: "Tok de História" do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros


O ÚLTIMO CORONEL? - 50 anos no poder...

Por: Lúcia Rocha

O auditor fiscal aposentado, Francisco Germano Filho - Chiquinho Germano - há exatos 50 anos que jamais perdera uma eleição no pequeno município de Rodolfo Fernandes, na região oeste do Rio Grande do Norte, sofreu a sua primeira derrota, nas eleições de 2012.

Desde 1962 ele concorrera a onze eleições, vencendo em todas, porém, dessa vez concorreu a vice-prefeito, concorrendo com uma sobrinha que elegeu há quatro anos, perdendo para o candidato da sobrinha, por sinal, irmão do seu candidato a prefeito. 
           
Seria Chiquinho Germano o último dos coronéis a ser banido da vida pública?

A seguir (parte da entrevista), a entrevista que fiz com ele há nove anos, quando explica seu sucesso nas urnas, o pensamento, as estratégias e a convivência com alguns políticos. 

LUCIA ROCHA
Especial para GAZETA DO OESTE
Publicado em 1º de junho de 2003

O Rio Grande do Norte assiste a uma onda de devassa por parte do Governo Federal. Guamaré e Baraúna são cidades que hospedam auditores federais em suas sedes. O que diria sobre esse fato novo na política do Rio Grande do Norte o último dos coronéis, Chiquinho Germano?
               
Prefeito da cidade de Rodolfo Fernandes, um homem benquisto até pelos adversários. Sendo ele uma pessoa honesta, que honra seus compromissos com o eleitorado, Chiquinho Germano apenas diz: “Não sei como é que os políticos desviam verbas. A fiscalização é rigorosíssima, a ponto de atrasar a entrega de documentação”, disse surpreso. “Muitas vezes estamos precisando da verba para não parar as obras sociais e passamos um tempão só cuidando de  documentos, pois tudo é muito difícil. Há um rigor danado e é assim que deve ser quando se trata de dinheiro público”, completa.            
              
A indignação parte de um homem simples que atingiu na última eleição 92% de votação. Em 1996 não houve candidato da oposição para prefeito. Elegeu-se então o primeiro vereador da oposição em toda história da cidade.  
              
Pode-se dizer que Chiquinho Germano não pratica o nepotismo, tão comum a políticos. A exceção foi feita em 1988, com o sobrinho, Silveira Neto, eleito prefeito naquele ano. Sua competência serviu de passaporte ocupar o cargo  de Secretário de Agricultura.   
             
O menino que nasceu Francisco Germano da Silveira Filho, carinhosamente chamado de Chiquinho Germano, ou seu Chiquinho, é filho de Francisco Germano da Silveira e Jacinta Queiroz da Silveira. Nasceu em Luís Gomes, Alto Oeste, em 16 de abril de 1930. Há setenta e três anos, portanto.
               
Aos nove meses foi para a companhia dos tios, o Juiz de Direito, dr. José Fernandes Vieira e Amélia de Queiroz, na cidade de Pau dos Ferros, tendo ali se alfabetizado.

Sila - cangaceira


Ilda Ribeiro de Sousa, a Sila, foi tomada como esposa por Zé Sereno e viveu dois anos no cangaço. 

O cangaceiro Zé Sereno

Conseguiu escapar do massacre de Angico e viveu até 2005, quando veio a falecer no dia 14 de abril em São Paulo. 

Apesar de ter ido contra sua vontade e não ter noção do que era o cangaço, Sila  acha que  não era  um movimento revolucionário, naquela época ninguém pensava assim, nem Lampião. Era o jeito de sobreviverem sem obedecer aos coronéis. Ela achava que aquilo não era vida de gente, mas não tinha saída.

O cangaceiro Lampião
  
Sila entrou no espírito do grupo, andava com um punhal e uma pistola "máuser" pequenininha, que dava cinco tiros, igual à de Maria Bonita. 


Mas só usou uma vez, para libertar Zé Sereno, que entrou em uma casa e um homem o derrubou no chão. Por causa do peso do armamento, quando um cangaceiro caía, era difícil levantar. Sila chegou na hora, pegou a pistola e falou: "Se não soltar ele agora, eu mato", "Depois Zé falava para todo mundo que, se não fosse eu, ele tinha morrido".

Leia a história de Sila aqui e aqui


Conheça as seis principais lendas sobre Lampião

Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima Robervânio Rubinho

Segundo o Historiador, João souza Lima, existem seis mitos e lendas a respeito das atrocidades cometidas por Lampião, que ainda persistem. São elas:
Testículo na gaveta

Segundo o historiador, um certo dia, um sujeito estava cometendo crime de incesto e foi flagado por Lampião, que ordenou ao criminoso colocar os testículos na gaveta e fechar com chave. Lampião deixou um punhal sobre o criado-mudo e disse: “Volto em dez minutos, se você ainda estiver aqui eu te mato”.
Crianças no punhal

Conta essa lenda, que a população, com medo da fama de violento de Lampião, acreditava em todas as histórias sobre o cangaço. uma delas foi criada com o objetivo de afugentar os sertanejos que ajudavam a esconder cangaceiros. Os policiais da época espalhavam pela cidade que Lampião jogava as crianças para o alto e as parava com um punhal.

Lampião macaco

Segundo essa lenda, Lampião só conseguia se esconder na mata durante as perseguições das volantes (polícia da época), porque subia nas árvores e fugia pelos galhos das copas. O historiador conta que isso foi publicado em um livro sobre cangaço como se fosse verdade, e muita gente ainda acredita nessa história. “Quem conhece a caatinga sabe que na região onde Lampião passou e lutou não havia árvores com copas.”

Você fuma?

Outra lenda diz que Lampião teria sentido vontade de fumar e sentido o cheiro da fumaça do cigarro. Ele caminha um pouco e encontra um sujeito fumando. O cangaceiro vai até o homem e pergunta se ele fuma. O indivíduo vira para olhar quem conversava com ele e, assutado por ver que era Lampião, responde com medo: “Fumo, mas se quiser eu paro agora mesmo!”.

História do sal

É muito comum ouvir no nordeste até hoje, que Lampião chegou à casa de uma senhora e pediu que ela fizesse comida para ele e para os cangaceiros. Ela cozinhou e, com medo de Lampião, acabou por esquecer de colocar o sal na comida. Um dos cangaceiros reclamou que a comida estava sem gosto. Lampião, teria pedido um pacote de sal para a mulher, e despejou na comida servida ao cangaceiro reclamante e o forçou a comer toda comida do prato. O cangaceiro teria morrido antes de terminar de comer.

Lampião Zagueiro

Segundo o historiador, na década de 1960, uma empresa pesquisadora de petróleo no Raso da Catarina, em Paulo Afonso (BA), abriu uma pista de pouso para trazer os funcionários de outras regiões que iriam executar trabalhos de pesquisa. Sem ter encontrado petróleo, apenas algumas reservas de gás, a empresa deu por fim as pesquisas. Na década de 1970, um estudioso do cangaço teria encontrado o campo de pesquisa parcialmente encoberto pelo mato e escreveu, em livro, que aquele seria um campo de futebol construído por Lampião. “O pesquisador ainda teria reportado, de maneira totalmente infundada, que o rei do cangaço teria atuado no time como zagueiro”.

Fonte: http://bethccruz.blogspot.comhttp://www.heliopolis.kbahia.net/curiosidades-2/1223-01-08-lampiao-banditismo-por-pura-maldade-ou-necessidad

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fim das eleições municipais

Por: Jorge Alfredo Bonessi
Capitão Jorge Alfredo Bonessi

Ao final das eleições  pudemos constatar uma fragorosa derrota do PT em todo Brasil. Entretanto a erva daninha fincou sua raízes bem profundo no cerne do sofrido Brasil dos degredados aos  políticos espertos (bandidos de gravatas).

Com tristeza constatamos que após as eleições o pobre Brasil está nas mãos dos socialistas, regime econômico que não deu certo na Europa e nem na Asia, mas era um sonho de alguns artistas, músicos  poetas, políticos da velha guarda e da nova guarda (pessoas incompetentes, mal criadas e traumatizadas desde a infância por possuírem um pai e uma mãe violentos,  recalcados e antissociais - daí a criança ser alvo de violência domestica e se criar revoltada contra tudo e contra todos e por causa disso não servir para nada profissionalmente e daí ao final ser contra o seu próprio País e ficar a soldo de um país estrangeiro do tipo Cuba e Russia). Esse tipo de gente prega a igualdade social e nivela todos por baixo, conforme é a vontade da Dilma e seus  revolucionários em deixar socialmente a classe brasileira nivelada  pela classe média. Para isso comete desatinos e retira da classe trabalhadora os recursos arrecadados por aqueles que trabalham e pagam impostos para darem para criminosos e vagabundos que nunca fizeram nada pelo País e muito menos pela sociedade brasileira. Assim um médico que estuda 13 anos deverá ganhar o mesmo que um catador de lixo. Um general deverá ganhar o mesmo que um taxista. Um engenheiro deverá ganhar o mesmo que um ajudante de pedreiro. Um piloto de Boeing deverá ganhar o mesmo que um marceneiro. Um dentista deverá ganhar o mesmo que um torneiro mecânico  Mas para os membros do partido, esses sim são o que compõe a classe rica, moram bem,  viajam bem,  comem bem e ganham bem independente do grau intelectual - o que importa é que sejam maus, bandidos, criminosos e que não tenham consciência  isto é, que não sintam amor por pai e mãe, não amem a família  não sintam remorsos, não possuam religião e não acreditem em Deus. Que seja estuprador, que deixe a juventude enveredar pelo caminho da perdição como a prostituição e as drogas.

Porque sou contra o socialismo?

Porque o socialismo  retira a iniciativa das pessoas, causa desanimo nelas, não estimula o trabalho, não estimula a produção e sem a produção não há industrias e não havendo industrias não há lucro e não havendo lucro não há a iniciativa privada que emprega, que produz que gera a riqueza  O socialismo iguala as pessoas e as pessoas não são iguais. As pessoas são medidas pela reputação, pela honra, pela honestidade e pelo trabalho honesto. Sou anti-socialismo  porque o socialismo é injusto para quem trabalha, torna as pessoas apáticas, ociosas, indolentes, preguiçosas  e o ser humano precisa de método sistema e ordem. Precisa de organização, de respeito por si e pelos outros -  no socialismo isso não existe. No socialismo predomina o favoritismo  o apadrinhamento, a bajulação, a traição. No socialismo os bons são iguais aos maus e ser honesto  é entendido como oposição. Se socialista é ser ladrão, é não ser herói, é não ter pátria  é não ter honra, é não ter coragem, é ser vil, falso, inimigo da verdade e de Deus. Quem é socialista é filho do demônio.

O Brasil é o único pais do mundo que dá importância ao comunismo e ao socialismo e daqui a 20 anos não terão mais opositores por aqui - depois desse período haverá somente desordens e caos.

O povo tem aquilo que merece e por votarem nos socialistas por aqui irão retroceder por 50 anos diante da evolução dos povos. Mas em povos cultos, e tementes a Deus não é preciso o envio de salvadores e profetas. Assim, espera-se um Messias que possa vir a salvar o pobre Brasil das garras dos demônios comunistas e socialistas.

Adeus Brasil verde e amarelo. Adeus país rico por natureza. Adeus Povo brasileiro que era amado por Deus. De hoje em diante só tristeza e aflição de espirito sobre tudo para os bolsos de quem verdadeiramente trabalha e paga os impostos para essa turma de gatunos gastarem e se perpetuarem no poder.

Adeus Pátria - Adeus Tradição - Adeus Família.

Adeus honra - Adeus dignidade - Adeus ideais.

Viva a desordem - Viva os bandidos e criminosos.


Enviado pelo Capitão Alfredo Bonessi.

Extra - O SERTÃO, A RURAL E SEU MANÉ

Por: Lúcia Rocha
Seu Mané com os gêmeos: Cosme e Damião

O radialista Manoel Alves de Oliveira, o seu Mané, era natural da zona rural de Felipe Guerra. Nasceu em 22 de fevereiro de 1941, filho do agricultor Manoel Alves e da lavadeira, Luíza Maria da Conceição. Sêu Mané era o quarto de uma família de sete filhos e começou a trabalhar ainda menino.

Garoto esperto, levava para casa todo o dinheiro que ganhava. Aos dez anos de idade, Manoel Alves migrou para Mossoró, onde morou em casa de conhecidos da família, inicialmente no bairro Bom Jardim e trabalhou de babá dos gêmeos – Cosme e Damião - e depois, num armazém de cereais. Prestou o serviço militar e passou a trabalhar no extinto Cine Jandaia.

Em 1963, com a inauguração da Emissora de Educação Rural, Manuel Alves prestou concurso para operador de som e foi aprovado. Pouco tempo depois, na falta do locutor do horário, assumiu a locução, por sugestão do então diretor, Padre Américo. O bom desempenho do sêu Mané o fez o locutor mais conhecido da história da Rádio Rural de Mossoró. Apresentou programas como Notas e Avisos da Rural; Hora da Coalhada e O Sertão, a Rural e Sêu Mané.

Além de locutor, apresentou por diversos anos programas de auditório direto do Cine Pax e o concurso A Mais Bela Voz, sendo o responsável pela revelação do talento de

onordeste.com

Bartô Galeno, vencedor do concurso e até hoje um nome nacional. Há pouco tempo, Bartô Galeno promoveu um show na cidade, com a renda em benefício do seu padrinho artístico, em reconhecimento.

Sêu Mané encaminhou um filho e dois irmãos para o rádio mossoroense. Manoel Alves era cidadão mossoroense e faleceu em 8 de outubro de 2012, foi casado duas vezes e deixa sete filhos.



Adendo

Sêu Mané Alves tornou-se um dos maiores radialistas de Mossoró

Leia Alguns equívocos do radialista

Certo dia, um homem veio de Umarizal para vender a sua carroça completa aqui em Mossoró. Só que o homem conseguiu vender a carroça e não o jumento.

O homem escreveu um recado para seu Mané ler na hora dos avisos, avisando a sua esposa que não tinha vendido o jumento.

O Problema foi que seu Mané não entendeu a escrita e leu da seguinte maneira:

Atenção dona Maria de Umarizal!
"Seu marido informa que não vai voltar hoje para casa, porque vendeu a carroça, mas ficou enganchado no negócio do jumento".

Uma mulher ligava para a Rádio Difusora e pedia uma música dos Beatles. Na hora de anunciá-la ele disse:

"Agora vai uma música dos beatlous".

Outra vez quando pedia a música "Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Holins Stones." Como ele não sabia dizer, falou da seguinte maneira:

"Era um garoto que como eu amava os... o resto vocês já sabem como é".

Outra vez uma senhora solicitava de quem soubesse o paradeiro do seu filho, que havia saído de casa e não retornara: Ele leu da seguinte maneira:

"Procura-se um garrote trajando camisa quadriculada... ou, é um garoto".

Toinho pede que sua mãe guarde o carnê em cima do guarda roupa... Então ele disse:

"Toinho pede que sua mãe guarde o carneiro em cima do guarda roupa..."

Quando o cantor João Gonçalves gravou a música "Pescaria em Boqueirão", e estava no auge do sucesso, ele veio a Mossoró apresentar o seu mais novo trabalho. Seu Mané Alves foi quem se encarregou de publicar a sua vinda a Mossoró, através de uma publicidade volante.

O anúncio feito por ele era o seguinte:

Atenção, atenção mossoroenses!
Vai chegar em nossa cidade para apresentar o seu mais novo trabalho, "o homem da lapa de minhoca". 

Quando Seu Mané notava o seu erro corrigia-o sem nenhum escrúpulo.  Mas mesmo com toda essa displicência os mossoroenses considerava-o como falta de atenção, e não por ser péssimo "profissional".

Seu Mané Alves era muito querido pelo povo Mossoroense e demais regiões adjacentes.

Parabém a Seu Mané Alves que como comunicador, muito  prestou os seus serviços a Mossoró.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

"Cangaceiros" em filisminogravura

Por Ayam U'Brais
Papel cartão, caneta espefrográfica e betume dão forma à filisminogravura, técnica original de Ayam U'Brais
"Cangaceiros" em filisminogravura

A Filisminogravura é uma técnica de desenho concebida por Ayam U’Brais na qual são utilizados recursos inovadores do chiaroscuro, uma das novidades da pintura de Leonardo da Vinci, além de referências da Xilogravura. 

Para dar forma às suas obras, o artista usa como suporte o papel cartão e, como ferramentas de registro, caneta esferográfica e betume. O nome da técnica inventada pelo artista provém da junção de “Filismina” nome da sua avó, que o estimulava a desenhar, e “gravura”, pela natureza da sua obra. 

É na relação entre a cultura afro-brasileira e artes plásticas que resultará a exposição AFROFILISMINOGRAVURA a qual, certamente, promoverá uma bela experiência estética aos seus visitantes.

http://afrofilisminogravura.wordpress.com/

Cangaceiro por destino ou escolha?

 Cangaceiro por destino ou escolha?

O banditismo parece ser um fenômeno universal. É difícil encontrar um povo no mundo que não teve (ou tenha) bandidos: indivíduos frios, calculistas, insensíveis à violência e à morte. Sem entrar no mérito das atrocidades cometidas pelos colonizadores portugueses, que escravizaram os negros africanos e quase exterminaram os índios nativos do país, a região Nordeste do Brasil vivenciou um período de quase meio século de violência, especialmente no final da década de 1870, após a grande seca de 1877.

O monopólio da terra e o trabalho servil, heranças das capitanias hereditárias, sempre mantiveram o empobrecimento da população e impediram o desenvolvimento do Nordeste, apesar do empenho de Joaquim Nabuco e da abolição da escravatura. As pessoas continuam sendo relegadas à condição de objetos, cujo maior dever é servir aos donos de terras.

Enquanto o capitalismo avançava nos grandes centros urbanos, no meio rural persistia o atraso da grande propriedade: a presença do latifúndio semifeudal, elemento dominador que, da monarquia à república, se mantém intocável em seus privilégios. Os problemas das famílias abastadas são resolvidos entre si, sem a intervenção do poder do Estado, mas com a substantiva ajuda de seus fiéis subordinados: policiais, delegados, juízes e políticos.

No final do século XIX, os engenhos são tragados pelas usinas, porém as relações pré-capitalistas de produção se conservam: os trabalhadores rurais se tornam meros semi-servos. E o dono da terra - o chamado "coronel" - representa o legítimo árbitro social, mandando em todos (do padre à força policial), com o apoio integral da máquina do Estado. Contrariar o coronel, portanto, é algo a que ninguém se atreve.

É importante registrar também a presença dos jagunços, ou capangas dos "coronéis", aqueles assalariados que trabalham como vaqueiros, agricultores ou mesmo assassinos, defendendo com unhas e dentes os interesses do patrão, de sua família e de sua propriedade.

Diante das relações semifeudais de produção, da fragilidade das instituições responsáveis pela ordem, lei e justiça, e da ocorrência de grandes injustiças - homicídios de familiares, violências sexuais, roubo de gado e de terras, além de secas periódicas que vêm agravar a fome, o analfabetismo e a pobreza extrema, os sertanejos buscaram fazer justiça com as próprias mãos, gerando, como forma de defesa, um fenômeno social que propagava vinganças e mais violências: o cangaço.

Fora o cangaço, dois outros elementos que surgem nos sertões nordestinos são o fanatismo religioso e o messianismo, a exemplo de Canudos (na Bahia) com Antonio Conselheiro; de Caldeirão (na chapada do Araripe, município do Crato, no Ceará) com o Beato Lourenço; e dos seus remanescentes em Pau de Colher, na Bahia. O cangaço, o fanatismo religioso e o messianismo são episódios marcantes da guerra civil nordestina: representam alternativas através das quais a população regional pode retaliar os danos sofridos, garantir um lugar no céu, alimentar o seu espírito de aventura e/ou conseguir um dinheiro fácil.

A expressão cangaço está relacionada à palavra canga ou cangalho: uma junta de madeira que une os bois para o trabalho. Assim como os bois carregam as cangas para otimizar o labor, os homens que levam os rifles nas costas são chamados de cangaceiros.

O cangaço advém do século XVIII, tempo em que o sertão ainda não havia sido desbravado. Já naquela época, o cangaceiro Jesuíno Brilhante (vulgo Cabeleira) ataca o Recife, e é preso e enforcado em 1786. De Ribeira do Navio, estado de Pernambuco, surgem também os cangaceiros Cassemiro Honório e Márcula. O cangaço passa a se tornar, então, uma profissão lucrativa, surgindo vários grupos que roubam e matam nas caatingas. São eles: Zé Pereira, os irmãos Porcino, Sebastião Pereira e Antônio Quelé. No começo da história, contudo, eles representam grupos de homens armados a serviço de coronéis.

Em 1897, surge o primeiro cangaceiro importante: Antônio Silvino. Com fama de bandido cavalheiresco, que respeita e ajuda muitos, ele atua, durante 17 anos, nos sertões de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. É preso pela polícia pernambucana em 1914. Um outro cangaceiro famoso é Sebastião Pereira (chamado de Sinhô Pereira), que forma o seu bando em 1916. No começo do século XX, frente ao poder dos coronéis e à ausência de justiça e do cumprimento da lei, tais indivíduos entram no cangaço com o propósito de vingar a honra de suas famílias.

Para combater esse novo fenômeno social, o Poder Público cria as "volantes". Nestas forças policiais, os seus integrantes se disfarçavam de cangaceiros, tentando descobrir os seus esconderijos. Logo, ficava bem difícil saber ao certo quem era quem. Do ponto de vista dos cangaceiros, eles eram, simplesmente, os "macacos". E tais "macacos" atuavam com mais ferocidade do que os próprios cangaceiros, criando um clima de grande violência em todo o sertão nordestino.

Por outro lado, a polícia chama de coiteiros todas as pessoas que, de alguma forma, ajudam os cangaceiros. Os residentes no interior do sertão - moradores, vaqueiros e criadores, por exemplo - se inserem, também, dentro dessa categoria.

Sob ordens superiores, as volantes passam a atuar como verdadeiros "esquadrões da morte", surrando, torturando, sangrando e/ou matando coiteiros e bandidos. Se os cangaceiros, portanto, ao empregar a violência, agem completamente fora da lei, as volantes o fazem com o apoio total da lei.

Nesse contexto, surge a figura do Padre Cícero Romão Batista, apelidado pelos fanáticos de Santo de Juazeiro, que nele vêem o poder de realizar milagres e, sobretudo, uma figura divina. Endeusado nas zonas rurais nordestinas, o Padre Cícero concilia interesses antagônicos e amortece os conflitos entre as classes sociais. Em meio a crendices e superstições, os milagres - muitas vezes, resumidos a simples conselhos de higiene ou procedimentos diante da subnutrição - atraem grandes romarias para Juazeiro, ainda mais porque os seus conselhos são gratuitos. O Santo de Juazeiro, contudo, a despeito de ser um bom conciliador e uma figura querida entre os cangaceiros, utiliza a sua influência religiosa para agir em favor dos "coronéis", desculpando-os pelas violências e injustiças cometidas.

Em meio a essa turbulência, surge o mais importante de todos os cangaceiros e quem mais tempo resiste (cerca de vinte anos) ao cerco policial: Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, também chamado rei do cangaço e governador do sertão. Os membros do seu bando usam cabelos compridos, lenço em volta do pescoço, grande quantidade de jóias e um perfume exagerado. Seus nomes e alcunhas são os seguintes: Antônio Pereira, Antônio Marinheiro, Ananias, Alagoano, Andorinha, Amoredo, Ângelo Roque, Beleza, Beija-Flor, Bom de Veras, Cícero da Costa, Cajueiro, Cigano, Cravo Roxo, Cavanhaque, Chumbinho, Cambaio, Criança, Corisco, Delicadeza, Damião, Ezequiel Português, Fogueira Jararaca, Juriti, Luís Pedro, Linguarudo, Lagartixa, Moreno, Moita Braba, Mormaço, Ponto Fino, Porqueira, Pintado, Sete Léguas, Sabino, Trovão, Zé Baiano, Zé Venâncio, entre outros.

A partir de 1930, a mulher é inserida no cangaço. Tudo começa com Maria Bonita, companheira de Lampião, e depois vêm outras. Muito embora não entrassem diretamente nos combates, as mulheres são preciosas colaboradoras, participando de forma indireta das brigadas e/ou empreitadas mais perigosas, cuidando dos feridos, cozinhando, lavando, e, principalmente, dando amor aos cangaceiros. Elas sempre portam armas de cano curto (do tipo Mauser) e, em caso de defesa pessoal, estão prontas para atirar.

Seja representando um porto seguro, ou funcionando como um ponto de apoio importante para se implorar clemência, as representantes do sexo feminino contribuem muito para acalmar e humanizar os cangaceiros, além de aumentar-lhes o nível de cautela e limitar os excessos de desmandos. As cangaceiras mais famosas do bando de Lampião, juntamente com os seus companheiros, são: Dadá (Corisco), Inacinha (Galo), Sebastiana (Moita Brava), Cila (José Sereno), Maria (Labareda), Lídia, (José Baiano) e Neném (Luís Pedro).

Como as demais sertanejas nordestinas, as mulheres recebem a proteção paternalista dos seus companheiros, mas o seu cotidiano é mesmo bem difícil. Levar a termo as gestações, por exemplo, no desconforto da caatinga, significa muito sofrimento para elas. Às vezes, precisavam andar várias léguas, logo após o parto, para fugir das volantes. E caso não possuíssem uma resistência física incomum, não conseguiriam sobreviver.

Em decorrência da instabilidade e dos inúmeros problemas da vida no cangaço, os homens não permitem a presença de crianças no bando. Assim que seus filhos nascem, são entregues a parentes não engajados no cangaço, ou deixados com as famílias de padres, coronéis, juízes, militares, fazendeiros.

Vale ressaltar que um fator decisivo para o extermínio do bando de Lampião é o uso da metralhadora, que os cangaceiros tentam comprar, mas não obtêm sucesso. No dia 28 de abril de 1938, Lampião é atacado de surpresa na grota de Angico, local que sempre julgou como o mais seguro de todos. O rei do cangaço, Maria Bonita, e alguns cangaceiros são mortos rapidamente. O resto do bando consegue fugir para a caatinga. Com Lampião, morre também o personagem histórico mais famoso da cultura popular brasileira.

Em Angicos, os mortos são decapitados pela volante e as cabeças são exibidas em vários estados do Nordeste e sul do país. Posteriormente, ficam expostas no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, por cerca de 30 anos. Apesar de muitos protestos, no sentido de enterrar os restos mortais mumificados, o diretor do Museu - Estácio de Lima - é contra o sepultamento.

Após a morte de Lampião, Corisco tenta assumir durante dois anos o lugar de chefe dos cangaceiros. A sua inteligência e competência, porém, estão longe de se comparar àquelas de Virgulino.

No dia 23 de março de 1940, a volante Zé Rufino combate o bando. Dadá é gravemente ferida no pé direito; Corisco leva um tiro nas costas, que lhe atinge a barriga, deixando os intestinos à mostra. O casal é transportado, então, para o hospital de Ventura. Devido à gangrena, Dadá (Sérgia Maria da Conceição) sofre uma amputação alta da perna direita, mas Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) não resiste aos ferimentos, vindo a falecer no mesmo dia.

O fiel amigo de Lampião é enterrado no dia 23 de março de 1940, no cemitério da cidade Miguel Calmon, na Bahia. Dez dias após o sepultamento, o seu cadáver foi exumado: decepam-lhe a cabeça e o braço direito e expõem essas partes, também, no Museu Nina Rodrigues.

Naquela época, o cangaço já se encontra em plena decadência e, com Lampião, morre também a última liderança desse fenômeno social. Os cangaceiros que vão presos e cumprem pena conseguem se reintegrar no meio social. Alguns deles são: José Alves de Matos (Vinte e Cinco), Ângelo Roque da Silva (Labareda), Vítor Rodrigues (Criança), Isaías Vieira (Zabelê), Antônio dos Santos (Volta Seca), João Marques Correia (Barreiras), Antônio Luís Tavares (Asa Branca), Manuel Dantas (Candeeiro), Antenor José de Lima (Beija-Flor), e outros.

Após décadas de protestos, por parte das famílias de Lampião, Maria Bonita e Corisco, no dia 6 de fevereiro de 1969, por ordem do governador Luís Viana Filho, e obedecendo ao código penal brasileiro que impõe o devido respeito aos mortos, as cabeças de Lampião e Maria Bonita são sepultadas no cemitério da Quinta dos Lázaros, em Salvador. Em 13 de fevereiro, do mesmo ano, o governador autoriza, ainda, o sepultamento da cabeça e do braço de Corisco, e das cabeças de Canjica, Zabelê, Azulão e Marinheiro.

Por fim, registram-se informações sobre alguns ex-cangaceiros que retornam ao convívio social. Tendo fugido para São Paulo, depois do combate na grota de Angico, Criança adquire casa própria e mercearia naquela cidade, casa-se com Ana Caetana de Lima e tem três filhos: Adenilse, Adenilson e Vicentina.

Zabelê volta para o roçado, assim como Beija-Flor. Eles continuam pobres, analfabetos e desassistidos. Candeeiro segue o mesmo rumo, mas consegue se alfabetizar.

Vinte e Cinco vai trabalhar como funcionário do Tribunal Eleitoral de Maceió, casa com a enfermeira Maria de Silva Matos e tem três filhas: Dalma, Dilma e Débora.

Volta Seca passa muito tempo preso na penitenciária da Feira de Curtume, na Bahia. É condenado, inicialmente, a uma pena de 145 anos, depois comutada para 30 anos. Através do indulto do presidente Getúlio Vargas, porém, em 1954, ele cumpre uma pena de 20 anos. Volta Seca se casa, tem sete filhos e é admitido como guarda-freios na Estrada de Ferro Leopoldina.

Conhecido também como Anjo Roque, Labareda consegue se empregar no Conselho Penitenciário de Salvador, casa e tem nove filhos.

E, intrigante como possa parecer, o ex-cangaceiro Saracura torna-se funcionário de dois museus, o Nina Rodrigues e o de Antropologia Criminal, os mesmos que expuseram as cabeças mumificadas dos velhos companheiros de lutas.

Observação: as opiniões expressas nesse texto não coincidem na sua integralidade com a posição ético-política do motoclube sobre os fatos em questão, servindo como informações básicas relativas ao fenômeno plural chamado "cangaço".

Fonte do texto: www.fundaj.gov.br
Consulta feita em 16.06.2011.
Título original: "Cangaço"