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domingo, 24 de março de 2013

RECADOS DA POLÍCIA CIVIL - MUITO IMPORTANTE! (NOVIDADES DOS BANDIDOS QUE ASSALTAM CARROS)


1º. -  AVISO DA POLÍCIA CIVIL 

À noite, se atirarem um ovo no para-brisa de seu carro (reconhecível pelo amarelo da gema)

* Mantenha a calma e a VELOCIDADE
* Não use o limpador de para-brisas!
* NUNCA coloque água no para-brisa!

* Aumente a velocidade porque os LADRÕES estão por perto. Explicação: O ovo e a água ao se unirem, formam uma substância viscosa, tal como o leite, e você vai precisar parar, pois bloqueará a sua visão em cerca de 90%. Fuja dali o mais depressa possível! Este é

o ultimo método que eles inventaram.

2º. -  AVISO DA POLÍCIA CIVIL - NOVA MODALIDADE DE ASSALTOS A VEÍCULOS

Imagine que você vai para o seu carro que deixou estacionado bonitinho, abre a porta, entra, tranca as portas para ficar em segurança e liga o motor. Você não faz sempre assim?

Entretanto, olhando pelo espelho interno, você vê uma folha de papel no vidro traseiro, que te bloqueia a visão.

Então, naturalmente, xingando quem colocou um maldito anúncio no seu vidro traseiro, você põe o carro em ponto morto, puxa o freio de mão, abre a porta e sai do carro para tirar o maldito papel, ou o que seja que esteja bloqueando a sua visão.

Quando chega na parte de trás, aparece o ladrão, vindo do nada, te rende, entra e leva o seu automóvel c/ a chave na ignição, o motor que estava ligado (se tiver bloqueador já vai estar liberado), c/ a sua carteira, documentos e o que mais houver lá.

Assim, se houver alguma coisa bloqueando a sua visão, não desça do carro.

Arranque o seu veículo usando os espelhos retrovisores externos, espere e desça em outro local, mais à frente, c/ total segurança. 

REPASSE!!! Esta é quente! Muito cuidado e atenção! Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende. Boa sorte, boa prevenção, e fiquem atentos.

3º. -  AVISO DA POLÍCIA CIVIL

CUIDADO em BARES, RESTAURANTES, IGREJA e outros locais de encontros coletivos.

Bandidos estão dando de 10 x 0 em criatividade em nós e na Polícia, portanto, vamos acabar com isso...Vejam: Você e seus amigos ou familiares estão num bar ou restaurante, batendo papo e se divertindo.

De repente chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placa tal, estacionado na rua tal, solicitando que o proprietário dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro carro.

Você, bastante solícito vai, e ao chegar até o seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e seus pertences, e ainda terá sorte se não levar um tiro...

Numa mesma noite, o resgate da Polícia Militar atendeu a três pessoas baleadas, todas envolvidas no mesmo tipo de história.

Repasse esta notícia para alertar seus amigos... O jeito, em caso semelhante ir acompanhado! Chame alguns amigos para ir junto, e de longe verifique se é verdade.

Isto também pode acontecer, quando se está na igreja, supermercado... ou em outros locais de encontros coletivos.

'MENSAGEM TRANSMITIDA PELO ATENDIMENTO 190 '


REPASSEM-O!

Informação adquirida no facebook, na página de Aline Fernandes

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Domingo de Ramos


Num clima de alegria e esperança provocado pela ascensão ao pontificado petrino, do papa Francisco, iniciamos mais uma Semana Santa com a entrada triunfal de Jesus na cidade de Jerusalém. Aí começa uma nova fase na história do povo de Israel, quando todos se voltam para a sena da paixão, morte na cruz e ressurreição de Jesus Cristo.

A Semana Santa deve ser um tempo de recolhimento, de interiorização e de abertura do coração e da mente para o Deus da vida. Significa fazer uma parada para reflexão e reconstrução espiritualidade, essencial para o equilíbrio emocional e segurança no caminho natural da história de vida, com mais objetividade e firmeza.

As dificuldades encontradas não são fracasso e nem um caminho sem saída. Elas nos levam a firmar a esperança na luta por uma vida sem obstáculos intransponíveis. Foi o que aconteceu com Cristo no trajeto da paixão, culminando com a morte na cruz. Em todo esse caminho ele passou por diversos atos de humilhação.

A estrada da cruz foi uma perfeita reveladora da identidade de Jesus. Ele teve que enfrentar os atos de infidelidade e de rebeldia do povo que estava sendo infiel ao projeto de Deus, inclusive sendo crucificado entre os malfeitores. Jesus partilha da mesma sorte e dos mesmos sofrimentos dos assassinos e ladrões de sua época.

Na Semana Santa devemos associar ao sofrimento de Cristo o mesmo que acontece com tantas famílias e pessoas violentadas em nossos tempos. Podemos dizer da violência armada, dos trágicos acidentes de trânsito, das doenças que causam morte, do surto da dengue, dos vícios que ceifam muita gente etc. Jesus foi açoitado, esbofeteado, teve a barba arrancada, foi insultado e cuspido.

O detalhe principal é que nenhum sofrimento fez Jesus desistir de sua missão e nem ter atitude de vingança. Ele deixou claro que o perdão é mais forte do que a vingança. Devemos aprender com ele e olhar a vida de forma positiva, sabendo que seu destino é projetado para a eternidade em Deus.

http://www.blogfariasbrito.com

Um pouco de saudade e poesia do poeta Biu Pereira

Por: José Cícero

Hoje cedo por uma dessas vontades estranhas que vez por outra nos invade a alma me pus a ler,  talvez pela milionésima vez,  o raríssima cordel – “A identidade de um ébrio”(foto abaixo), de autoria do inesquecível poeta, violeiro e cordelista missãovelhense 

Fco. Pereira da Silva - o famoso poeta BIU PEREIRA

Fco Pereira da Silva - Biu Pereira, já falecido.  Um tanto quanto envelhecido, sobretudo pelo papel jornal em que fora confeccionado, o velho cordel foi um presente a me ofertado pelo próprio vate nos idos dos anos 80 quando ainda era estudante do ginásio paroquial. 

Nos anos em que  comecei a visitá-lo, de quando em vez, na sua humilde moradia - uma minúscula casinha de taipa, localizada na chamada "baixa do tinguizeiro" meio escondida abaixo da rodovia na entrada da cidade. Logo após a chamada curva da Gameleira na direção de quem vai na direção do Juazeiro.

Numa época em que aquele pequeno 'bairro', era por assim dizer,  também vítima de um imenso preconceito social, visto que ficava contíguo à chama zona do bairro meretrício, ou "cabaré" como se chamava naquele tempo.

Jamais  me esqueço da primeira vez que avistei o poeta, sentado no banco, pernas estranhamente entrelaçadas, tocando viola na conhecida bodega de Chico André.

Estudante adolescente, já tocado por um certo arroubo literário, resolvi escrever algo sobre o poeta, falando do seu  sofrível isolamento, da sua vida, das agruras, da doença e da suas antigas lidas poéticas pelo oco do mundo. A matéria havia sido publicada no jornal ‘A Classe Operária’ informativo  do PC do B editado em São Paulo, mas que recebíamos com certa regularidade.

Lembro-me da peleja e do esforço  que  foi convencermos o saudoso fotógrafo Pio Luna a se deslocar a pé, do centro da cidade até o local onde morava o poeta para fazer a fotografia que ilustraria a tal reportagem.

Cordel do Biu Pereira

Recordo-me como se fosse hoje, do poeta posando para a foto: A viola pendurada num toco da parede, como que denunciando o abandono daquele ambiente. E o velho poeta curvado com seus braços  em cruz sobre a meia porta da sua residência. Estavam lá, além do fotógrafo, Eu, Jesualdo(Dedu), Dedé de Quinco e o também saudoso José Mago. Dedé de Quinco, inclusive,  foi quem pagara  o preço da foto.

Diante dos inúmeros cordéis que estavam em poder do poeta, resolvemos fazer uma campanha para vendê-los nas ruas e nas escolas. E assim, arrecadarmos um pouco de dinheiro para o velho Biu que estava em dificuldade, sobretudo para comprar os seus remédios. Naquela época, tudo era muito mais difícil. E o abandono em que se encontrava o poeta, já debilitado pela doença que lhe atacava os pulmões e as vias respiratórias, era  algo penoso e lamentável.

Ele fumava com sofreguidão. "Não posso mais adiar o meu encontro com a morte. Por isso não posso deixar de fumar agora", disse-me ele com um certo sorriso amarelo no canto da boca e o cigarro no dedo. Olhando a fumaça, disse me certa feita que era a poesia sua última alegria na vida. Sem ela, o mundo não tinha mais nenhum sentido, dizia.

Muito da sua poesia, era resultante das suas próprias vivências  de cantorias em cantoria pelo mundo, inclusive pelas quebradas da Aurora. Ele falava muito do riacho do Pau Branco onde cantou por diversas vezes em noites enluaradas propícias à fina flor da poesia popular dos nossos sertões.

Falava da contribuição e da amizade fraterna do radialista  folclorista mestre Elói Teles ante a publicação dos seus cordéis, bem como  da sua participação na rádio Araripe e Educadora do Crato onde fez programas durante alguns anos. Falava ainda, com orgulho e como saudade, do tempo das suas andanças em que fez parceira com o próprio Patativa e Pedro Bandeira. Dos programas da rádio Iracema do Juazeiro e Salamanca de Barbalha. Da vida boêmia e da saúde que naquele instante lhe faltava.

No meu primeiro livro “Ecos da Saudade”,  lançado em 1993 resolvi fazer-lhe  uma pequena homenagem ao dedicar a ele o poema – Biu sempre Biu. Tanto em Jaguaruana, Granja e Aurora sempre recebi algumas cartas manuscritas pelas mãos do poeta. Algumas tristes e melancólicas, outras alegres e lisonjeiras, inclusive recheadas de poesias. Pela forma como me escrevia, sabia como estava o seu estado de saúde, seu espírito e a sua alma de vate, amigo, humano e valente.

Em 2001 já bastante enfermo e vivendo sob a caridade alheia o Dr. Edilson Santana e a professora Hilma Freira organizaram o livro “Versos Populares: Antologia Poética do poeta Biu Pereira”  contendo o melhor da produção poemática do decano poeta da poesia missãovelhense.

Em virtude das  freqüentes crises de asma que o atacavam, quase não mais recitava os seus improvisos poéticos  como antigamente e, tampouco dedilhava sua viola e nem escrevia seus cordéis. Era triste quando o encontrava nestes 'dias ruins' como ele mesmo chamava. Tinha um poema sobre o cajueiro e o sapo que eu gostava muito quando  recitava de  memória para mim.

A vida me levou para longe. Eis a velha luta pela sobrevivência. Anos depois fui informado por telefone  do desencarne do meu amigo poeta. Tristonho fiquei por vários dias literalmente  de mal com o mundo e com a poesia. Posto que ambos, a meu ver, foram extremamente ingratos e cruéis como o poeta Biu.

Como a vida é má e  hipócrita: Bil Pereira precisou sofrer e morrer para ser reconhecido e ficar famoso...

Entretanto, conforta-me a lídima constatação de que Biu foi poeta e, poeta sendo, viverá eternamente por entre nós.

Viva Bil Pereira! Porque toda poesia sempre será eterna...
............................
(*) Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo 
Aurora - CE.

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sábado, 23 de março de 2013

DOMINGUINHOS E GUADALUPE


Força Dominguinhos... Estamos contigo!  Registro da apresentação histórica de Dominguinhos, Liv Moraes (Filha) e Guadalupe Mendonca (esposa),no Manhattan Cafe Theatro em Recife, nos dias 05 e 06 de julho de 2012, acompanhados por Sandro Haick, Nenem Zabumbeiro e Quartinha.

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Dominguinhos e Luiz Gonzaga


Para o escritor, poeta e pesquisador do cangaço: 
Antonio Kydelmir Dantas de Oliveira

As duas feras da música popular brasileira. Dominguinhos e o rei do baião Luiz Gonzaga do Nascimento

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Documentário mostra a realidade da seca na zona rural de Pombal; Veja


Um vídeo/documentário, feito pelo cinegrafista Júnior Telmo, e publicado no You Tube, mostra a dura realidade de quem vive na zona rural de Pombal, situação não diferente de outros municípios do Nordeste.

Na gravação, são mostrados cenários da seca, em sítios do município, além de declarações de agricultores – um deles de 80 anos de idade – falando sobre a dificuldade enfrentada por eles, para sobrevivência dos próprios e dos animais.

O documentário foi levado pela prefeita Polyana Dutra, e entregue à Presidência da República, na sua viagem à Brasília, na última semana.

   Enviado pelo professor universitário José Romero Araújo Cardoso

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Antonio Rodrigues de Carvalho- FAMÍLIA CAMBOA.



Nasceu no sítio Capim Grosso, no atual município de Upanema, em 13 de junho de 1927, dia em que o bando de Lampião invadiu Mossoró. Devido a um erro, ele foi registrado como se tivesse vindo ao mundo em 13 de janeiro do mesmo ano. Seus pais eram o trabalhador braçal Luis Rodrigues de Carvalho e a lavadeira Cosma Martiniano de Carvalho. Casou-se com uma descendente da Família Camboa, D. Maria Augusta Filgueira, esta bisneta  de Augustino Filgueira de Melo, neta de Antonio Augustino Filgueira, e filha de Vicente Justino Filgueira e D. Heliza Fernandes Filgueira.

O menino que viria a ser prefeito de Mossoró em dois mandatos chegou a cidade aos 7 anos, em 1934, trazido no lombo de um burro por tropeiros a pedido de duas irmãs que trabalhavam na cidade como empregadas domésticas.
    
O ex-prefeito cursou o primário em escolas públicas. Ao chegar ao antigo ginásio, ele se viu em dificuldades porque na década de 1930 apenas o Colégio Diocesano Santa Luzia oferecia o curso. Próximo ao então vereador Manoel João, Antonio Rodrigues de Carvalho mandou uma carta ao então governador Rafael Fernandes que conseguiu uma bolsa de estudos para ele. Ao concluir mais essa fase nos estudos, Antonio Rodrigues de Carvalho teve que se mudar para Natal para cursar o científico. Ele morou na Casa do Estudante e estudou no Ateneu onde também foi professor.
    
Morador da Casa do Estudante, Antonio Rodrigues entrou para o movimento estudantil integrando a Associação Potiguar dos Estudantes. Logo sua boa oratória lhe fez chegar a política. Convidado para completar uma chapa para deputado estadual ele chegou a Assembléia Legislativa aos 21 anos de idade.
    
Ao longo do primeiro mandato foi preciso conciliar os trabalhos legislativos com o curso de Direito em Maceió ( o Rio Grande do Norte não oferecia estudos jurídicos na década de 1940) e as aulas no Ateneu.
    
O passo seguinte na carreira política foi chegar à Prefeitura de Mossoró. Ele sucedeu Jerônimo Vingt Rosado Maia ( 13/01/1918 - 02/02/1995) , eleito em 05 de janeiro de 1958, pela legenda do PTB, tomando posse a 31 de março do mesmo ano, se tornando o mais jovem prefeito da segunda cidade do Rio Grande do Norte, aos 31 anos. Da Assembléia Legislativa, ele partiu para a maior proeza de sua carreira política: ser, em 1968, o ultimo prefeito  de Mossoró eleito sem o apoio da família Rosado.
    
Eram tempos do Regime Militar, sem eleição direta para a escolha de governadores e prefeitos de capitais, a escolha do prefeito de Mossoró era o pleito mais importante do Rio Grande do Norte.
    
No pleito de 15 de novembro de 1968, de um lado estava Jerônimo Vingt-un Rosado Maia e do outro Antonio Rodrigues de Carvalho na mais emocionante e equilibrada eleição já vista em Mossoró. A disputa ficou conhecida como o embate do ¨Touro¨( Vingt-un) e do ¨Capim¨(Antonio) que venceu por 98 votos. Ao encerrar seu mandato em 1973, largou a política para realizar seu grande sonho: se formar em medicina, atuou como clinico geral até o seu falecimento.
    
O ex-prefeito de mossoró faleceu aos 82 anos de idade em Natal, deixando dois filhos, três netos e a viúva Maria Augusta Filgueira.
Fonte: 


Jornal O Mossoroense.
http://familiacamboa.blogspot.com.br/     

sexta-feira, 22 de março de 2013

Antiga Fazenda São João na zona rural de Mossoró-RN

 Casa que pertencia ao antigo dono “Seu João”

Fiquei impressionado com o imóvel e, resolvi estacionar o veículo nas imediações para pedir informações da referida casa. No local se encontrava um senhor que estava enchendo com água alguns tonéis. Ele me relatou que desde criança que mora na comunidade.

Me apresentei-me e pedir algumas informações da referida fazenda, a casa e o poço. Ele me citou que essa casa pertenceu há um antigo fazendeiro, respeitosamente chamado pelos seus trabalhadores e moradores de Seu João. Segundo ele o seu João era proprietário de muitos hectares de terras nas redondezas e a casa era a sede da fazenda. No determinado momento de sua vida, seu João se encontrando muito enfermo, teve que se desfazer da fazenda para realizar tratamentos de saúde, que na época era muito caro e com o dinheiro que possuía da exploração da terra, não dava pra custear suas despesas. Segundo informações colhidas do senhor, o seu João como todos o chamavam, foi obrigado a se desfazer da fazenda para começar a realizar seus tratamentos de saúde.

Vendeu a fazenda ao médico Pediatra Sr. Tarcísio de Vasconcelos Maia, natural de Brejo do Cruz-PB, localizado na microrregião de Catolé do Rocha-PB, nascido em 26 de agosto de 1916. Pertencia a famílias de grande influência política e econômica no estado da Paraíba, com origens no sertão paraibano e no Rio Grande do Norte. Também tinha parentesco com outra família importante, com raízes em Sousa-PB, os Mariz.

Tarcísio de Vasconcelos Maia

Ocupou a Secretaria de Educação no governo Dinarte Mariz (1955-1960), elegendo-se Deputado Federal para o período de 1959-1963. Como deputado suplente, ocupou o cargo em curto período de 1957 e algumas vezes entre 1963 e 1965, sempre pela UDN.

Faleceu no mês de outubro de 1988, no Rio de Janeiro. Após seu falecimento, seus filhos ficaram responsáveis para administrar a fazenda São João e os muitos hectares de terras.

No interior de um dos cômodos da velha casa, existem diversos livros didáticos de autoria de vários autores esquecidos pelo povo da comunidade. O senhor me informou que atualmente a casa é utilizada para reuniões mensais entre o INCRA e a comunidade local.

Próximo do antigo casarão da fazenda São João, existe um poço datado do ano de 1932, com as iniciais I.F.O.C.S (Inspetoria Federal de Obras Contra a Seca), órgão integrante do Ministério da Viação e Obras Públicas, diretamente subordinado ao Ministro de Estado. Com a atualização do novo decreto, Art. 2º, da Lei de nº 175, de 7 de janeiro de 1936, passa a ser chamado D.N.O.C.S (Departamento Nacional de Obras Contra Secas.

 POÇO ALTO DO VALDEMAR

A finalidade desse órgão é a realização de todas as obras destinadas a prevenir e atenuar os efeitos das secas nas regiões consideradas críticas do nordeste.

No ano de 2004, foi publicado no Diário Oficial Decreto Presidencial que declara de interesse social para fins de reforma agrária as três fazendas do complexo da Fazenda São João (São João, Riacho Grande/São Pedro e Alagoinha), de propriedade dos descendentes do Deputado citado acima. Ver nota abaixo publicada em 04 de março de 2004 no jornal O Mossoroense.

"Autorizada a desapropriação de três fazendas do complexo São João.

Publicado no Diário Oficial de ontem o Decreto Presidencial que declara de interesse social para fins de reforma agrária as três fazendas do complexo São João (São João, Riacho Grande/São Pedro e Alagoinha), de propriedade da família do senador José Agripino (PFL/RN). Em linhas gerais, significa dizer que a partir da publicação do decreto o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) fica autorizado a promover a desapropriação dos três imóveis rurais.

Serão desapropriados cerca de 3,9 mil hectares de terra de boa qualidade, localizada próxima a um dos maiores mercados consumidores do Estado, que é Mossoró. Dos três imóveis citados o maior é a fazenda São João, com aproximadamente 2,3 mil hectares. O complexo ainda é formado pelas fazendas Riacho Grande/São Pedro, 212 hectares, e Alagoinha, que tem 1.464,06 hectares.

A desapropriação do complexo São João permitirá ao Incra assentar ainda este ano cerca de 300 famílias naquele imóvel. Somando as 100 famílias assentadas em Mossoró em 2003 e as mil famílias que serão beneficiárias do assentamento Eldorado dos Carajás II (Maisa), o instituto deverá assentar até o final do ano cerca de 1.400 famílias na região de Mossoró. Este número corresponde a quase totalidade das famílias assentadas pelo Incra nos últimos 20 anos no município, que foi de 1.600 famílias".

QUADRO DEMONSTRATIVO
IMÓVEL  ÁREA (ha)   FAMÍLIAS BENEFICIADAS

São João     2.293,30          190
São Pedro   212,50               30
Alagoinha   1.446.06            80

Segundo me foi relatado pelo senhor que é antigo morador do assentamento a prioridade na hora da divisão e distribuição das terras foram para os trabalhadores que trabalhavam desde a época do primeiro proprietário. Depois seria distribuído para os trabalhadores que não trabalharam na fazenda e que faziam parte do MST. Com essa atitude os antigos trabalhadores da fazenda não ficariam desamparados.

Conclusão

Apesar de não trafegar em todas as áreas do assentamento Nova Esperança (antiga fazenda São João), notei que em algumas comunidades dentro do assentamento, há várias irrigações e plantações de diversos tipos.

Falei para o senhor que me recepcionou na casa que os livros que se encontram abandonados no interior de uns dos cômodos do casarão, são de suma importância para as crianças do assentamento, como forma de estimular a leitura. Falta o apoio dos moradores da comunidade para limpar os livros e guardar em um local que o mantenha em um bom estado de conservação.

De acordo com o senhor, a casa é usada pelo INCRA uma vez ao mês para reuniões com os moradores. Sugerir que ele fala-se com o líder da comunidade e reforçar-se a possibilidade de a casa ser usada pelas crianças para leitura de livros juntamente com um responsável (professor) durante o período que não houvesse reunião. Com essa atitude iria incentivá-las a leitura e com certeza ajudaria e muito na educação e no futuro dessas crianças.

Extraído do blog do Neto
http://afnneto.blogspot.com.br/


Chama Acesa

Por:Moacir Assunção
Lampião, gravura de Júlio Carvalho

O fogo de uma metralhadora Hot Kiss estrategicamente postada ceifou, em uma madrugada enevoada, a vida de um dos maiores mitos do sertão brasileiro. Na grota de Angicos, município de Poço Redondo (SE), um labirinto de pedras ao lado do rio São Francisco, morriam, em 28 de julho de 1938, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, sua companheira Maria Bonita e outros nove cangaceiros. Considerado "enfeitiçado" e imoral pelos sertanejos, Lampião, que já havia escapado de inúmeros combates e tocaias, morreu sem dar um tiro sequer. Sua fama de imortalidade ficou, junto com o corpo retorcido, no chão do riacho seco que cruza Angicos. As 11 cabeças foram levadas pelos algozes para exposição e estudos no Instituto Nina Rodrigues, de Salvador.

Sessenta anos depois de sua morte, que praticamente pôs termo ao cangaço, a figura de Lampião, morto pelo comandante de volante (grupos móveis de policiais que atacavam os cangaceiros na caatinga) João Bezerra, cresceu muito, até atingir a dimensão de mito.

Personalidade contraditória, Lampião não foi, embora tenha sido pintado dessa forma, inclusive pelos prestigiados jornais "The New York Times" e "Paris Soir", um bandido social. Apesar disso, pesquisadores como Antonio Amaury Corrêa de Araújo, autor de seis livros sobre o cangaço, afirmam que ele teve, algumas vezes, atitudes de Robin Hood, ao dividir o produto de seus saques com a população carente. Ao mesmo tempo em que agia assim, o cangaceiro celebrava acordos espúrios com os reacionários coronéis nordestinos.


Capitão do exército e interventor federal em Alagoas, quando Lampião ainda estava vivo, Eronildes de Carvalho, acusado de fornecer armas e munição modernas ao bandoleiro, foi um dos seus mais notórios defensores. Na Paraíba, Lampião contava com o providencial apoio do coronel José Pereira, personagem central da Revolução de 30, com quem posteriormente se indispôs. Em Alagoas, o cangaceiro também podia ficar tranqüilo. Era protegido por membros da família Malta, antepassados da ex-primeira-dama Rosane Collor de Mello, que davam excelente cobertura a Lampião. Em troca de tanta "generosidade", os cangaceiros eram usados na política local, protegendo coronéis e suas fazendas e, em alguns casos, eliminando adversários incômodos.

Para o pesquisador Frederico Pernambucano de Mello, um dos grandes especialistas brasileiros no assunto, o fenômeno do cangaço é resultado da colonização violenta e do isolamento cultural do sertão, região semi-árida que corresponde a 49% do território nordestino. "Os homens que colonizaram o sertão, terra ignota até metade do século passado, foram os rudes soldados que derrotaram o poderoso exército holandês da época, negros vindos das minas do sul e bandeirantes paulistas que mal falavam o português. Ao chegar, defrontaram-se com os índios tapuias, que, ao contrário dos mansos tupis do litoral, eram bravos e sanguinários. O choque desses dois grupos só poderia gerar uma raça habituada ao cheiro de sangue", sustenta o pesquisador, que tem um punhal de prata, com detalhes em ouro, que pertenceu a Lampião.

Em alguns momentos, a violência da figura do cangaceiro e o poder de persuasão do líder religioso, outro personagem importantíssimo do sertão, se aproximam. Exemplo típico é a Guerra de Canudos, na qual multidões de sertanejos, entre eles temíveis bandidos vindos das lavras de diamante de Lençóis (BA), reuniram-se em torno do beato Antônio Conselheiro. Aproximações semelhantes ocorreram também com Lampião. Em Juazeiro do Norte (CE), em 1926, o líder messiânico padre Cícero, que já enfeixava considerável poder político, ofereceu, para espanto de autoridades e militares, o título de capitão dos Batalhões Patrióticos ao cangaceiro para que ele enfrentasse um inimigo muito mais temido pelos coronéis: a Coluna Prestes, que circulava pela região. O bandoleiro teve apenas algumas escaramuças com patrulhas do Cavaleiro da Esperança, Luís Carlos Prestes.


Em 1927, após ser derrotado em Mossoró (RN), Lampião cruzou o rio São Francisco e internou-se na Bahia, justamente no Raso da Catarina, área onde atuara Antônio Conselheiro. Grandes guerreiros de Canudos, Pajeú e João Abade, sob cujo comando sertanejos derrotaram três expedições militares, usaram em seus combates táticas de guerrilha semelhantes às que viriam a ser usadas pelos cangaceiros de Lampião décadas depois. 

Apesar de ser um personagem arcaico, que usava patuás e rezas bravas característicos da religiosidade medieval, Lampião, cuja inteligência e bravura eram reconhecidas até pelos inimigos, utilizou vários ardis para se manter tanto tempo no cangaço. As táticas iam desde o suborno de comandantes de volantes até a conquista da simpatia e apoio da população com boas ações isoladas, como fazem, nos dias de hoje, os traficantes dos morros cariocas. "Conversei com vários ex-chefes de volantes que me confirmaram ter recebido dinheiro de Lampião para fugir ao combate", revela o pesquisador Antonio Amaury. Espremida entre os cangaceiros e a polícia, quase sempre tão brutal quanto os bandidos, a população civil não sabia a quem recorrer.

Lampião se sentia tão seguro do seu poder que, em 1925, chegou a mandar um telegrama ao governador de Pernambuco propondo que esse dominasse o estado até Arcoverde (então Rio Branco), enquanto ele governaria o sertão. Embora o fato tenha sido apenas uma brincadeira do Rei do Cangaço, dá uma idéia da sua certeza de impunidade ao atacar vilas do interior.
Polêmica


As comemorações pelo centenário de Lampião e a proposta, aprovada por unanimidade pela Câmara de Triunfo (PE), de construção de uma estátua em homenagem ao cangaceiro dois metros mais alta que o Cristo Redentor serviram para reacender antigos rancores. Um dos mais tenazes inimigos do bandoleiro, Davi Jurubeba passou oito anos perseguindo os cangaceiros na caatinga e se irrita à simples menção da ideia. "Lampião foi um bandido cruel e estuprador. Como podem querer homenagear alguém como ele?", pergunta Jurubeba, que perdeu 17 parentes nas mãos dos cangaceiros. O pernambucano, que garante jamais ter fugido dos bandidos, jura que, se fosse mais jovem, impediria a construção do monumento. Com certeza, obteria sucesso. Quem teria coragem de contrariar o homem que jamais fugiu de Lampião?

Filho de João Bezerra, o comandante da volante que matou o Rei do Cangaço, o administrador de empresas Paulo Brito, acredita que há uma tentativa de transformar Lampião em um herói. "Reconheço sua valentia, mas ele foi um bandido, que jamais poderia servir de exemplo para ninguém", diz ele, que já hospedou em sua casa, em Recife, Vera Ferreira, neta do bandoleiro. Brito lembra que seu pai, apelidado de Cão Coxo pelos cangaceiros, admirava Lampião, que também o respeitava, apesar da inimizade de ambos.

Cangaceiros, como Ilda Ribeiro de Souza, a Sila, e Manuel Dantas Loiola, o Candeeiro, morador de Buíque (PE), participaram das homenagens na época; que, na opinião deles, estão corretas. Ambos escaparam da batalha de Angicos. Quando fugia sob cerrado tiroteio, Sila viu a amiga Enedina ser morta com um tiro na cabeça pelos soldados. "Em meus dois anos no cangaço, vi Lampião matar traidores e inimigos em combate, quando as chances são iguais para os dois lados, mas nunca tive notícias de que ele assassinasse inocentes ou desrespeitasse famílias", afirma.

Aproveite e assista a entrevista de Candeeiro ao cineasta Aderbal Nogueira.

Hoje um pacato comerciante, Candieiro, anos atrás se encontrou, no local do massacre, com o velho inimigo Panta de Godoy, matador de Maria Bonita, lembra que Lampião aparentava estar cansado das lutas no sertão. "Ele dizia que só brigava se estivesse num apuro muito grande e não tivesse outro jeito", revela. Vera Ferreira diz ver o avô famoso como um homem que não podia agir de outra forma diante das circunstâncias que o levaram ao cangaço. O pai, José Ferreira, foi morto pelo delegado Amarílio Vilar, inimigo de Lampião. "Ele não foi herói nem bandido. Foi um homem valente, que, junto com seus cangaceiros, enfrentou a injusta ordem social vigente. Se não fizesse isso, seria um omisso, como tantos da época", afirma.

- O matador de Lampião, João Bezerra, morto em 1970, tinha, curiosamente, uma trajetória muito semelhante à de sua vítima. Acusado de ter sido um dos fornecedores de armas aos cangaceiros, Bezerra, entre outras coincidências, nasceu no mesmo dia e ano de Lampião.

- Apesar de ter vivido tanto tempo no cangaço, em alguns casos exterminando famílias inteiras, como os Gilo e os Quirino, Lampião jamais conseguiu matar Zé Saturnino, seu primeiro grande inimigo, e Zé Lucena, responsável indireto pela morte de seu pai, e pela sua própria, como comandante de João Bezerra.

Moacir Assunção

Fonte: http://www.sescsp.org.br

http://cariricangaco.blogspot.com

Mascotes "Os cães" em Angico

Por: Sabino Bassetti

No ano de 2011, no evento que comemorava os "100 anos" de nascimento de Maria Bonita, na cidade de Paulo Afonso BA, evento promovido pelo nosso amigo e grande pesquisador, o escritor João de Sousa Lima, eu, e o Carlos  Megale, aproveitamos para fazer o lançamento do livro, "Lampião. Sua morte passada a limpo", que escrevemos em parceria. Alguns participantes do evento, insistiram em perguntar por que "os cachorros treinados" que estavam em Angico, não deram o alarme alertando assim os cangaceiros da chegada da volante que então se aproximava.

De fato, diversos bandos de cangaceiros possuíam cachorros, mas é preciso que se diga que em Angico só havia um cão, o "Guarani", que era de Lampião e que não era treinado coisa nenhuma, aliás, cangaceiro nunca teve cães treinados, adestrados ou seja lá o que for.

 O cão Guarani à direita

Ângelo Roque chegou a dizer em depoimento que os cães dos cangaceiros só não falavam porque Deus não permitia, mas, isso era mania de vários cabras sobreviventes tentarem engrandecer as coisas do cangaço, e não economizavam para aumentar e engrandecer tudo que se relacionava com o cangaço. E Ângelo Roque, também conhecido como "Labareda" usou e abusou do direito de não dizer a verdade,  caprichou em dizer coisas que ele jamais presenciou, e lugares que nunca esteve durante todo o tempo que esteve no cangaço.


De acordo com o ex cangaceiro Candeeiro, os cães que acompanhavam os cangaceiros, igualmente a qualquer cão, tinham naturalmente a percepção muito mais apuradas que o homem, mas nada de adestrados ou coisa parecida. Talvez o cão de nome Guarani, que durante o combate foi morto pelo soldado Santo em Angico, devido o friozinho que fazia naquela madrugada, tenha dormido junto a algum cangaceiro e não tenha notado a aproximação dos soldados. Guarani poderia também ter acompanhado os quatro cabras que pouco antes haviam deixado o coito e ido buscar o leite na fazenda Logradouro de Júlio Félix,  e ao ouvir os tiros, tenha retornado para junto do dono como é costume desse tipo de animal. Mas a verdade, é que hoje é muito difícil saber o que realmente tenha ocorrido com esse cão antes dele ser morto.

Alguns daqueles que nos fizeram tal pergunta, deixavam transparecer que pelo fato "dos cães" não terem dado o alarme, teria havido alguma "maracutáia" entre coiteiros, cangaceiros e policiais, ou seja, os cangaceiros teriam sido envenenados, ou então teria havido uma trama entre a polícia e coiteiros para Lampião sair com vida naquela ocasião. Parece mentira, mas depois de tanto tempo, depois de tanta informação, tanta pesquisa, ainda tem gente que acredita que Lampião não tenha morrido em Angico, que tenha sido envenenado, ou então tenha morrido de maneira completamente diferente e talvez em outro local e claro, e em outra data. É de lascar!

Os cangaceiros sempre tiveram cães que os acompanhavam, e por inúmeras vezes as volantes atacaram os cangaceiros de surpresa, mas, não se tem conhecimento que sequer uma única vez, qualquer cão tenha dado o alarme avisando os cabras da aproximação do inimigo, salvando assim qualquer grupo de cangaceiros. Em fevereiro de 1938, na fazenda Grande, (e não Grade com já disseram) situada na região de Inhapi AL, parte da volante do tenente João Bezerra chefiada pelo cabo Juvêncio, eliminou os cangaceiros Serra Branca, Ameaça e Eleonora.

 Corisco ladeado por "Seu Colega" e a cadela "Jardineira".

Nessa ocasião, os soldados foram alertados da aproximação do pequeno grupo de cangaceiros, pelo cão que pertencia aos cabras que caminhavam em direção a uma cacimba onde coincidentemente estavam os soldados. Quando os soldados viram o cão que estava com uma coleira, logo desconfiaram que pudesse pertencer a cangaceiros, desconfiaram e acertaram em cheio, tomaram posição e quando os cabras apareceram foram alvejados pela pequena volante.

É evidente, que os cangaceiros como a maioria das pessoas, possuíam cães por gostar desse tipo de animal,  por gostar de sua companhia, e não pela utilidade de guardiões que eles poderiam ter para o bando.


Sabino Bassetti é paulista da cidade de Salto. Está no encalço de Lampião desde os tempos da brilhantina e é um dos responsáveis por uma das melhores pesquisas de toda literatura cangaceira, cuja capa está aí ao lado. Um livro que você precisa ter ou ao menos ler. Tem 192 paginas, custa R$ 40,00 (Quarenta reais) com frete incluso para todo o Brasil. E você pode adquiri-lo através do email franpelima@bol.com.br ou pelos tels. (83) 9911 8286 (TIM) - (83) 8706 2819 (OI).

http://lampiaoaceso.blogspot.com

quinta-feira, 21 de março de 2013

Sobre Dominguinhos



Boletim Médico 

José Domingos de Moraes (Dominguinhos) - 17h30

O Sr José Domingos de Moraes (Dominguinhos), permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. 
O paciente responde de forma satisfatória ao tratamento médico e apresenta melhora no padrão hemodinâmico e respiratório. 

Dr. Antonio Carlos Onofre de Lira Dr. Paulo Cesar Ayroza Galvão
Diretor Técnico Hospitalar Diretor Clínico.

Informação no facebook

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IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, PADROEIRA DE MAURITI-CE

Por: Giovani Costa

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O que é Cordel

Por: Franklin Maxado

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O cangaceiro Alecrim em liberdade

Por: Urano Andrade
O bandido Pedro Vieira da Silva "Alecrim"

Material adquirido no Jornal  "O Imparcial" - Bahia, publicado no dia 22 de Maio de 1935.

É o que menos se poderia acreditar, mas aconteceu. Quatro ex-cangaceiros que assolavam o sertão, espalhando o terror por toda parte foram soltos e enviados para Ilhéus e Itabuna, para trabalharem (honestamente, já se vê) nos campos do Sul...

Manoel Raymundo Correia, Sebastião Valentim dos Reis, Pedro Vieira da Silva (Alecrim), e Horácio Teixeira Junior (Bananeira)  chegaram já a Ilhéus. Os dois primeiros eram bandoleiros de um Virgilino, bandido de Ituassu, e os dois últimos do celebérrimo Virgolino Ferreira, o Lampião, condenado a morrer de velho...

Dois desses bandoleiros foram enviados a Itabuna, ficando os outros em Ilhéus sob a vigilância da polícia...

Ora, essa “bôa gente” estava aqui na Penitenciária há cerca de um anno, tendo agora essa liberdade “devido ao bol procedimento que tiveram naquele presidio, e atendendo a outras circinstancias que militam em seu favor...”

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Quaes serão estas circunstancias favoráveis aos presos, e como teria sido essa rápida regeneração que durou só um anno, depois de ninguém sabe quantos crimes?

Um criminoso comum pode, por um só crime, levar 30 annos na Penitenciaria; uns bandoleiros que foram o terror do sertão, de cujos crimes, ninguém sabe o numero certo se arrependem assim depressa, no espaço de um anno, e são postos em liberdade, embora vigiada!


Bandoleiros habituados a correr no matto denso trabalhando “vigiados” nas mattas do Sul!...

É curioso, mas parece também perigoso... E ninguém é capaz de atinar com a razão dessa concessão aos bandoleiros.

Enviado pelo pesquisador Urano Andrade, do 
blog: http://uranohistoria.blogspot.com.br

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