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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O ESTRONDO DA "RONQUEIRA"

Por Sálvio Siqueira 
                                                        Ronqueira -  pt.wikipedia.org

Lampião fica às escondidas por vários meses do ano de 1926. Acoitado nas terras da fazenda do Coronel Isaías Arruda, com certeza maquinando algum plano junto com o proprietário e outras 'autoridades' daquela região. Em fins do quarto mês do ano de 1927 ele dar o ar de sua graça, quando comete inúmeros ataques e assaltos a pequenos povoados e propriedades na região noroeste do Estado paraibano. Tem-se a nítida impressão que ele tenta chamar a atenção das autoridades daquele Estado para aquela localidade.

No décimo quinto dia do mês de Maria de 1927, a frente de mais ou menos 35 cangaceiros, Lampião ataca a Vila de Belém do Arrojado, hoje Uiraúna - PB. Esse aglomerado de casas localiza-se muito próximo à fronteira com o Estado do Rio Grande do Norte. Pequeno, poucas casas, uma Igreja, com população mínima e apenas um subdelegado para resolver seus problemas, torna-se cobiça aos desejos do "Rei Vesgo". Seria, como em tantos outros, presa fácil para seu intento.

Há dias que os jornais citam as arruaças dos cangaceiros. É solicitado ao Governo proteção por parte das autoridades do município daquele reduto, porém, não é tomado nenhuma providência quanto ao envio de tropas paras as cidades. E no pender do sol daquele dia 15, um dos cidadãos, o sertanejo Leonardo Pinheiro, estando há vários quilômetros da Vila, nota a movimentação da horda em direção a mesma e, como não poderia deixar de ser, finca as rosetas das esporas em sua montaria que parte em disparada com tamanha dor em ambos os lados. Mil pensamentos o cercam, o vento em seu rosto não traz a refrescância de uma brisa nas quentes tardes sertanejas, parecem chicotadas, o alertando para o que viria em breve, e suas pernas, mesmo involuntariamente, abrem-se e fecham-se na intenção de fazer seus animais correr com mais velocidade. Entra naquela disparada louca na rua de Belém. A população já alarmada pelo tropel dos cascos do animal, já estão alerta do que viria a ser... Leonardo enche os pulmões e grita com todas as suas forças, levando ao grau máximo a elevação de suas cordas vocais:

-“Vem cangaceiro por aí! Vem cangaceiro por aí! Parece que é Lampião e não está a mais que umas duas léguas! ”

Aqueles que foram abandonados pelas autoridades do Governo do Estado, não se acovardam, mas, nem um 'tinquim'. Homens de têmperas forjadas nos rincões sertanejos, não optam pela fuga, em vez, decidem defender seus lares e suas famílias.

Heróis da resistência de Uiraúna- PB- cariricangaco.blogspot.com

O subdelegado, que com certeza o chefe do bando sabia existir, mas, que também sabia não ter nenhum contingente a sua disposição, o potiguar Nelson Leite, começa a movimentar-se e planejar uma ação de defesa. A coisa não seria fácil. A quantidade de cangaceiros era três vezes mais do que os defensores. Por mais que tenha se esforçado, o subdelegado só consegue dez homens, formando assim, onze defensores contra uma horda de 35 cangaceiros acostumados a luta, a troca de tiros, a sangrar... familiarizados com o odor da pólvora queimada e com o cheiro forte do sangue humano.

Caminhando sem pressa, parecia estar saboreando, antecipadamente, a vitória sobre as pessoas daqueles casebres esquecidos por todos. Sabendo do pânico, do terror, do medo que seu nome casava as pessoas, Lampião segue a frente do bando. Por volta das 5:00 horas da tarde, onde o sol, já preparando sua despedida, espera a chegada das sombras da noite, começa sua despedida por trás da serra do Luiz Gomes, depois da Vila, não muito distante, em comparando-se com o sentido em que vinham caminhando. Com toda certeza, o chefe já tinha os mínimos detalhes de tudo e todos do lugarejo, informações prestadas por seus olheiros. O sol pende, escondendo-se por trás da aba da serra e, ao ver o aglomerado de casas, Lampião tem a certeza que será mais uma ação rápida e proveitosa.

Logo após o aviso do cavaleiro, em sua disparada adoidada, o subdelegado manda que as mulheres e crianças refugiem-se em casas de parentes nos sítios próximos ou mesmo escondam-se dentro da mata. A caatinga oferece, para quem a conhece, vários meios de acomodação e sobrevivência, e o sertanejo tem esses conhecimentos, ele é obrigado a tê-los para sobreviver. As economias, resultado de anos de trabalho, sofrimento e muito suor derramado, são colocados em qualquer recipiente, panelas de barro, caixas de madeira, caixas de papelão... e são enterrados em lugares marcados por árvores, pedras ou mesmo dentro de casa por trás de algum móvel ou utensílio. Os comandos são exatos e coordenados. Trazem as armas, a munição e as repartem. Antes da noite, a sombra da serra, vem trazendo prenúncios de uma dura batalha.

O subdelegado, conhecendo bem onde está, distribui os poucos homens em pontos estratégicos. O tempo parece ter parado. O relógio não anda... abafada, a noite estende seu negro manto por sobre a terra. Gotas de suor teimam em cair da testa de um, da ponta do nariz de outro, e todos estão com os dedos nervosos nos gatilhos de suas armas. Sinforosa Claudina de Galiza, sobrevivente ao ataque, relata em uma entrevista: “O ‘delegado’ Nelson Leite distribuiu uns homens nos pontos mais altos da rua principal, dois outros guarnecendo as laterais e três instalados no teto da Igreja. Quando Lampião entrou com o bando, pela ‘rua velha’, começou a fuzilaria”.

Lampião já está as portas da Vila, mas, usa de uma estratégia muito eficiente, a dúvida, a espera, o tempo... sabe ele que isso tudo, deixa os homens com os nervos a flor da pele. Já passa das 8:00 horas da noite quando dá ordem para que seus homens entrem, sorrateiramente, usando as sombras, nas ruas do vilarejo. Tentando dar mais temor naqueles que se atreveram a defender a Vila, o "Rei Vesgo" ordena que coloquem fogo em uma das casas iniciais. O fogo é alimentado pelo material que foi usado para construir o casebre e, logo, suas labaredas são vistas pelos homens sitiados. Suas chamas alcançam a cerca de um curral, dando maior extensão ao incêndio.

Em uma entrevista, a senhora Maria do Socorro Fernandes, relata o que Josefa Augusta Fernandes tinha anotado sobre o fogaréu: “Lampião começou destruindo a propriedade do finado João Gabriel, tendo em seguida tocado fogo nos currais e nas plantações de feijão e milho. O fogo serviu para alertar os homens da cidade, sendo que eles já estavam em posição nos principais pontos daqui”.
                                         
O plano do subdelegado é bom. Ele escolhe, a dedo, dentre aqueles que conhece, quem tem melhor mira, e os coloca em pontos estratégicos.
 
No prédio mais alto, ou seja, na igreja, posicionam-se Moisés Lauriano, Joaquim Estevão, José Teotônio e Luís Rodrigues. Este último dá o grito de aviso, alarmando para os companheiros que tinha notado sombras humanas mexendo-se coladas as paredes das casas. O subdelegado dá a ordem e o tiroteio torna-se cerrado. Lampião, nem de longe, esperava uma reação daquelas naquele simples Vilarejo. Recua, não tem como entrar por aquela rua escolhida antes. O fator surpresa foi por água abaixo. Usando de uotra tática sua, Lampião ordena seus comandados a gritarem, ulularem, xingarem e ameaçarem, principalmente os familiares dos defensores. Ao mesmo tempo passa a ordem para que fosse feito uma nova investida pelo lado oposto daquele que se fizera o primeiro.

Aqueles que foram colocados no telhado da igreja, tem uma ótima visão de todo o lugar. E ao verem a nova investida, disparam na mesma direção, ponto um obstáculo no ataque novamente.

No pouco tempo que teve para organizar a defesa, o subdelegado teve a brilhante ideia de fazer umas 'ronqueiras' - “Cano de ferro, preso a uma tora de madeira e cheio de pólvora, o qual produz grande detonação quando se lhe inflama a escorva”(dicionário Aurélio) - quando a ronqueira era disparada, dentro da igreja, dando um sentido de uma explosão muito grande, começaram os cangaceiros a pensarem que estariam, os defensores, munidos de canhões. Ficaram zinguezaguiando feito baratas tontas diante de tão grandes explosões.

Lampião esbraveja ordens de ataque aos cabras e os mesmo seguem com receio do que realmente teriam que enfrentarem. dentro da igreja, um dos defensores larga o rifle e continua a carregar, e recarregar, sucessivamente as ronqueiras. Os cangaceiros estancam, não conseguem nada verem pela densa fumaça e os estrondos continuam...

Alucinado de raiva, Virgolino ordena que atei-se mais fogo nas casas e roçados de plantações. Furioso, faz uma última tentativa, mas, o bom senso lhe avisa que é melhor uma retirada. Pega seu apito, soprando os toques de retirada, ordena a cabroeira a retirar-se.

Naquele ínterim, uma sombra movimenta-se, sorrateiramente, pelas sombras. É um dos civis que defendem a Vila. No entanto, não há como saber quem seja... então, o inesperado acontece. Um dos que no alto da igreja estão, atira de ponto, atingindo-o em cheio. Ferido no pulmão, Antônio Correia logo morre, tornando-se a única baixa daquela noite pavorosa.

Assim, um objeto feito para festejos e a inteligência bem aplicada de um homem, derrotam uma horda de cangaceiros. 


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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 

gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

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Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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CONVERSA COM CANDEEIRO, CANGACEIRO DE LAMPIÃO


Publicado em 14 de julho de 2014
Em agosto de 2012 tivemos a honra de conhecer o senhor Manoel Dantas Loiola, O CANDEEIRO, na época, um dos dois cangaceiros vivos de LAMPIÃO. Seu Né como era conhecido no distrito de São Domingos, cidade de Buique-PE, estava um homem sereno, calmo e ainda lúcido, recordando as histórias do cangaço.

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APRESENTO AOS AMIGOS O MEU MAIS NOVO TRABALHO


O livro "NAS TRILHAS DE MEU AVÔ" pode ser adquirido: Em Mossoró na Livraria Independência. Em Natal na Livraria Nobel, da Avenida Salgado Filho. 
O valor do livro é 30,00 reais. 

Um grande abraço,
José Edílson de Albuquerque Guimarães Segundo

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IV CONGRESSO NACIONAL DO CANGAÇO


Enviado pelo professor, escritor e presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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SÍTIO GENIPAPO RESTOS DA CASA DE GOMES JURUBEBA


SÍTIO GENIPAPO EM NAZARÉ DO PICO-PE, DO NAZARENO GOMES JURUBEBA (pai de João Gomes de Lira), O QUAL FOI QUEIMADO POR LAMPIÃO...

HOJE, SÓ RESTAM ALGUNS ESCOMBROS
Acervo: 
Voltaseca VoltaLampião, Cangaço e Nordeste

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FOTOS COM OS NOMES DOS CANGACEIROS



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RELAÇÃO DE LIVROS À VENDA (PROFESSOR PEREIRA - CAJAZEIRAS/PB).


O MAIOR ACERVO DE LIVROS À VENDA SOBRE OS TEMAS NORDESTE E CANGAÇO. GARANTIA DE QUALIDADE E ENTREGA DO MATERIAL.

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O 30 DE SETEMBRO EM MOSSORÓ - 06 DE SETEMBRO DE 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

O 30 de setembro é a grande data cívica de Mossoró, porque foi nessa data que pode se declarar “livre da mancha negra da escravidão”, cinco anos antes da famosa “Lei Áurea”, que libertou definitivamente os cativos em todo o país. Podia ter escolhido outra data qualquer mas não quis; podia ter escolhido o 5 de agosto, em que a provisão para a ereção da Capela de Santa Luzia marca historicamente o início do Arraial; podia ter escolhido, igualmente, o 15 de março, data da sua Emancipação Política ou o 24 de janeiro, data da instalação da sua primeira Câmara Municipal, o que determina o nascimento da unidade dentro da Província; da mesma forma podia ter escolhido o 9 de novembro, data em que a vila fora elevada ao predicamento de Cidade, título máximo do crescimento político da época; mas não quis. Preferiu escolher sua data entre aquelas que representavam uma vitória humana contra o egoísmo materialista. O 30 de setembro simboliza uma luta do povo, festejada não por imposição política, mas por instinto fraterno. Uma luta em que o povo de Mossoró pode dizer, como disse São Paulo: \"combati o bom combate\". 

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O 30 de setembro é a grande data cívica de Mossoró, porque foi nessa data que pode se declarar “livre da mancha negra da escravidão”, cinco anos antes da famosa “Lei Áurea”, que libertou definitivamente os cativos em todo o país. Podia ter escolhido outra data qualquer mas não quis; podia ter escolhido o 5 de agosto, em que a provisão para a ereção da Capela de Santa Luzia marca historicamente o início do Arraial; podia ter escolhido, igualmente, o 15 de março, data da sua Emancipação Política ou o 24 de janeiro, data da instalação da sua primeira Câmara Municipal, o que determina o nascimento da unidade dentro da Província; da mesma forma podia ter escolhido o 9 de novembro, data em que a vila fora elevada ao predicamento de Cidade, título máximo do crescimento político da época; mas não quis. Preferiu escolher sua data entre aquelas que representavam uma vitória humana contra o egoísmo materialista. O 30 de setembro simboliza uma luta do povo, festejada não por imposição política, mas por instinto fraterno. Uma luta em que o povo de Mossoró pode dizer, como disse São Paulo: \"combati o bom combate\".
               
Mossoró foi a primeira cidade do Rio Grande do Norte a fazer campanhas sistemáticas para libertação dos seus escravos. Não foi uma luta de poucos; foi uma luta que envolveu, de uma maneira ou de outra, toda a cidade de Mossoró. E por ter sido uma luta coletiva, pacífica e pioneira no Estado, é comemorada ainda hoje como sendo a maior festa cívica da cidade.
               
O Rio Grande do Norte não chegou a ser um Estado que dependesse da mão de obra escrava para o seu desenvolvimento. A 1º de setembro de 1848, Casimiro José de Morais Sarmento, deputado geral pelo Rio Grande do Norte, falava na sessão daquele dia:
               
\"Concorda em que o trabalho do escravo não é necessário. No Rio Grande do Norte há poucos escravos, e quase toda a agricultura é feita por braços livres. Conhece muitos senhores de engenho que não têm senão quatro ou cinco escravos, entretanto que têm 20, 25 e 40 trabalhadores livres, e se não os têm em maior número, é pelo pequeno salário que lhes pagão. Disto se convenceu o orador quando ali foi presidente, porque em conseqüência de elevar o salário a 400 reis por dia, nunca lhe faltarão operários livres para trabalharem na estrada que teve de fazer\".
               
Mossoró, particularmente, nunca foi uma cidade escravocrata. Possuía apenas 153 escravos em 1862, para uma população livre de 2.493 indivíduos. Estatisticamente o percentual era insignificante. A cidade não tinha engenhos; cuidava do gado e para isso não precisava de muitos braços. Mas se o número de cativos era tão baixo, o que justificou o movimento abolicionista em Mossoró?
               
1877 foi um ano terrível para os sertões nordestinos. A terra era devastada por uma aterrorizante seca que se estendeu até 1879. A população faminta abandonava seus lares em busca do litoral. Mossoró, Macau e Areia Branca, no Rio Grande do Norte, Aracati e Fortaleza, no Ceará, abrigaram grupos numerosos de flagelados. Mas não eram só os pobres que sofriam com a seca não. Os ricos fazendeiros, donos de escravos também sofriam. E para amenizar os prejuízos, esses fazendeiros mandavam para as cidades litorâneas seus escravos para serem vendidos, e Mossoró por ser uma das cidades onde o comércio mais florescia, recebia muitos escravos para esse fim. Desse modo era estabelecido na cidade o comércio dos escravos. Várias casas comerciais se especializaram nesse tipo de mercadoria, entre elas a Mossoró&Cia. de propriedade do Barão de Ibiapaba. Os escravos comprados em Mossoró eram remetidos para Fortaleza e, dali, para as províncias do sul. Talvez tenha sido esse tipo de comércio que tenha despertado o sentimento de piedade pelos cativos. A ideia de libertação dos escravos começou no Ceará em 1881.
               
Em Mossoró, a ideia surgiu por ocasião de uma homenagem prestada na “Loja Maçônica 24 de Junho” ao casal Romualdo Lopes Galvão, líder da política e do comércio. Presente à homenagem se encontrava o Venerável da “Loja Maçônica 24 de Junho”, Frederico Antônio de Carvalho, a quem coube a ideia da fundação de uma sociedade cuja finalidade fosse a liberação dos cativos.
               
Em 6 de janeiro de 1883 foi criada \"A Sociedade Libertadora Mossoroense\", cuja presidência provisória fica a cargo de Romualdo Lopes Galvão. Adere ao movimento os melhores elementos da terra. A diretoria definitiva fica formada por Joaquim Bezerra da Costa Mendes como presidente, Romualdo Lopes Galvão como vice-presidente, Frederico de Carvalho como primeiro secretário, o Dr. Paulo Leitão Loureiro de Albuquerque como orador. Nessa época, Mossoró contava apenas com 86 escravos. A 10 de junho alforria 40 desses escravos. A Sociedade Libertadora tinha um Código, com um único artigo e sem parágrafos, onde estava determinado que \"todos os meios são lícitos a fim de que Mossoró liberte os seus escravos\".
               
Leia na próxima semana a conclusão deste artigo. 

Geraldo Maia do Nascimento

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Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

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Zé Sereno - Depoimentos e relatos de um ex cangaceiro do bando de Lampião (Parte I)

https://www.youtube.com/watch?v=9wvD-nmvqGM

Publicado em 19 de julho de 2015

Um fantástico e surpreendente depoimento, onde Zé Sereno, um ex- cangaceiro do bando de Lampião fala sobre sua vida durante o período em que integrou as hostes cangaceiras, e como ele e sua companheira Sila escaparam da morte naquela manhã de 28 de Julho de 1938, em Angico, quando a Força Volante Alagoana deu cabo de Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros.

Detalhes impressionantes que farão vocês repensarem sobre os momentos finais da vida do Rei do Cangaço.

ASSISTAM...
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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Sobrevivente de emboscada que matou Lampião conta sua história



Fonte: Youtube

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O JORNAL "A TARDE" DE SALVADOR/BAHIA EM 17 DE JUNHO DE 1927... PUBLICAVA A SEGUINTE MATÉRIA...


"Enquanto Alagoas, Pernambuco e o Rio Grande do Norte, combaterem Lampeão sem tréguas, enquanto o próprio governador da Parayba assume o comando das forças em perseguição, Lampeão acossado em todos os pontos do Norte, encontra assylo no Ceará, e ahi recebe munições, refaz as montadas e faz do Ceará a sua base de operações, annullando, assim, o combate conjugado dos outros Estados".

(A TARDE – Salvador. p. 03.17 de Junho 1927).

Foto: "O MALHO"

Transcrição: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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ESPÍRITO JOSE GROSSO. UM BANDOLEIRO DO BEM


José Grosso, irmão querido,
Bom semeador,
Teu caminho tão florido,
Esplende amor!

Entre aplausos e alegrias,
Vibramos nós,
Ao ouvirmos neste dia,
A tua voz!

A vibração,que se eleva no ambiente,
É oração, para quem está doente!
Ó mensageiro, da Seara de Jesus,
Querido obreiro, nós rogamos tua luz!

Mensageiro de bondade,
Envolto em luz,
Semeando a caridade,
Que a Deus conduz!

Bendizemos tua presença,
Bondoso irmão,
Alegrando nesta crença,
O  coração...

A vibração,que se eleva no ambiente,
É oração, para quem está doente!
Ó mensageiro, da Seara de Jesus,
Querido obreiro, nós rogamos tua luz!

No ano de 1932, o Estado do Ceará foi açoitado por uma das piores secas de sua tão sofrida e heroica história. Não bastassem as convulsões causadas pelas transformações políticas e sociais vividas por nosso País, o Nordeste brasileiro se horrorizava com as estripulias de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, figura que assombrou os sertões nordestinos durante cerca de vinte anos com sua guerra de vinditas contra “aqueles que nele estreparam os espinhos da injustiça”, até 1938, ano de sua morte. Sua ação foi extensiva à grande área dos sertões de sete Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, R.G. do Norte e Sergipe. Mesmo palco onde "O Conselheiro" chamado Antonio Vicente Mendes Maciel em Canudos foi injustiçado. Antonio Conselheiro, cearense, combatia a República dizia que a terra era de Deus e ninguém poderia pagar impostos para viver. Por volta de 1897 seus seguidores, crianças, idosos, mulheres foram mortos pelo Exército Brasileiro para servir de exemplo que não permitiria rebelião.

Nova rebelião agora por Lampião possuidor de veia poética, compôs o seguinte sinistro soneto enaltecendo suas qualidades de cangaceiro e poeta: “Meu rifle atira cantando/Em compasso assustador. /Faz gosto de brigar comigo/Porque sou bom cantador. /Enquanto o rifle trabalha/Minha voz longe se espalha/Zombando do próprio horror! ” Também de sua lavra é a composição ‘Mulher Rendeira’, posteriormente imortalizada na voz do cantor Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.

Coadjuvado por homens de caracteres semelhantes ao seu, Lampião e seu bando cumpriram uma infeliz sina em sua pungente romagem terrena. Ficaram famosos também os seus companheiros de infortúnio: Antônio e Livino (seus irmãos), Antônio Matilde, Luís e José Fragoso, Antônio do Gelo, Meia-Noite, Gato, Ioiô, Luís Pedro, André Sipaúba, Corró, Muriçoca, Sabiá, Chá Preto, Corneteiro, entre outros.

No ano de 1896, num lugarejo pobre, próximo do Crato, hoje próspera cidade do Estado do Ceará, nascia José da Silva, que posteriormente viria a ser conhecido por José Grosso, filho de Jerônimo e Francisca, pais de outros oito filhos. Começa aqui a teia do destino que vai ligar José Grosso a Virgulino.

Jose Grosso e seu irmão Palminha tinham conhecimento da medicina homeopática, ou seja curava os cangaceiros doentes e feridos. Minha esposa Marilena Henklain foi sua secretaria por diversos anos em Paulo Afonso quando ele na espiritualidade continuava fazendo o receituário para os mais carentes. Nas reuniões mediúnicas ele além de Mentor, junto com Jesus, ainda doutrinava como nunca vi. Tenho todas as informações para escrever o livro que aguardo autorização espiritual para publicá-lo cujo título será "Doutrinação por um espírito". O médium Francisco de Assis Souza de Feira de Santana era nosso companheiro e irmão que sempre sofreu as obsessões dos espíritos que não o queriam na tarefa redentora de pregar o Evangelho e curar os necessitados como todos nós. Era com Francisco, o Chico que ele entrava em sintonia espiritual e dava os recados para a terra.

Lampião quando precisava do atendimento aos componentes do bando mandava dois cangaceiros a frente para avisá-lo que chegariam em breve. Por não concordar com as atitudes criminosas do bando, que feriam seus princípios de homem justo e bom, decidiu adotar uma perigosa atitude que mais tarde lhe traria graves consequências. Em razão disso ele avisava a população que o bando chegaria. As pessoas escondiam os bens, saiam da cidade ou enterravam seus metais preciosos.

Como dissemos acima, o ano de 1932 registrou uma das piores estiagens que assolaram o Estado do Ceará. Essa ocorrência climática e suas terríveis consequências vieram juntar-se ao fenômeno do cangaceirismo, fruto das condições sociais vigentes. Pelo sertão espalhava-se a fama de Lampião com sua figura romanesca associada à do herói que tira dos ricos para dar aos pobres, um Robin Hood das caatingas nordestinas.

José Grosso que, em seu íntimo, sonhava, como de resto todos os sertanejos nordestinos, com uma terra de paz, sem fome e com a Justiça amparando também os pobres e os fracos. Algumas vezes Jose Grosso acompanhava o grupo de Lampião por imposição dos seus integrantes como em uma de sua passagem pela região de Orós, hoje um município do Estado do Ceará.

Sem intenção de delatar aquele bando às autoridades policiais, passou a alertar com antecedência às populações das cidades que Lampião tencionava invadir, impedindo, assim, que muitas pessoas viessem a ser violentadas ou assassinadas, na onda da fúria insana do cangaceiro e seus sequazes.

Denunciado por alcaguetes, foi levado à presença de Virgulino. Julgado e condenado pelo júri pessoal do bandoleiro, teve seus olhos perfurados à faca, como represália pela traição cometida.

Eles mandaram Palminha correr e atiraram pelas costa, o corpo caiu inértil mas, o espirito continuou correndo nos relatou José Grosso. Dizendo-nos que bom era o seu irmão Palminha quando o agradecíamos por tantos motivos de cura.

Cego, foi abandonado, ficando perdido e sozinho, vagando desorientado naquelas solitárias e espinhentas brenhas sertanejas.

Não demorou muito e foi acometido de infecção generalizada causada pela mutilação que lhe fizera Lampião. Para não sofre mais ele foi picado por uma cobra motivando sua desencarnação, no ano de 1936, aos quarenta anos de idade.

Dizem que o Espírito José Grosso se comunica em muitos Centros Espíritas espalhados Brasil afora. Posso citar em BH o grupo da irmã Ló, o Centro Espirita Joana d!Angelis em Paulo Afonso-Ba, outro em Olinda em Pernambuco e outro no Ceará cuja pessoas conhecemos e com as mesmas historias e poucas discordâncias entre si.

Entidade amiga, dotada de bons sentimentos, reencarnou diversas vezes na Terra. Exerceu poder e autoridade na antiga Germânia (Alemanha), quando então tinha o nome de Johannes, homem rígido, disciplinado e místico, tendo desencarnado por volta do ano de 751dC. Renasceu também na Holanda, onde exerceu o alto cargo de Adido Diplomático, convivendo, dessa forma, com a alta classe daquele país e também com a corte de Francisco I, rei de França.

Logo que desencarnou no Brasil, em 1936, foi recebido na Espiritualidade pelos Espíritos Scheilla e Joseph Gleber, os quais mantiveram laços com ele quando de sua romagem terrena na Germânia.

Em 1949, ano de suas primeiras manifestações, conduzido que foi ao Centro Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, pelos Espíritos acima citados, dizia “ser folha caída dos ventos do Norte”.

Entre os médiuns por meio dos quais se comunicava, destaca-se Peixotinho (Francisco Peixoto Lins), extraordinário médium de efeitos físicos, notabilizado pelas materializações luminosas, nascido na cidade de Pacatuba, Ceará, em 1° de fevereiro de 1905 e citado na obra Materializações Luminosas, de Rafael Ranieri.

Sua caminhada no plano espiritual recebeu também a orientação do Espírito Glacus. Tem-se a informação de que o Espírito José Grosso ainda hoje coopera nas reuniões de efeitos físicos em vários centros espíritas e que se dedica atualmente a trabalhos na Fraternidade Espírita Irmão Glacus.

Ombreando com Peixotinho e Bezerra de Meneses, este cognominado por muitos como ‘O Allan Kardec Brasileiro’, José Grosso integra as hostes espirituais onde provavelmente transitam outros Espíritos Benfazejos que viveram no sofrido mas abençoado Estado do Ceará, Terra da Luz!

 http://centroespiritavirtualfranciscano.blogspot.com.br/2012/08/espirito-jose-grosso-um-bandoleiro-do.html

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QUATRO LIVROS DO ESCRITOR SÉRGIO AUGUSTO DE SOUZA DANTAS





Adquira estes livros através do professor Pereira, lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba.

E-mail: franpelima@bol.com.br

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VIRGULINO DE RAPAZINHO INOCENTE


VIRGULINO de rapazinho inocente a LAMPIÃO, o terror do sertão.

Jornal: O Imparcial. - Data: 22-09-1925

Observação: Embora o jornal tenha publicado a foto em 22 de setembro de 1925, não quer dizer que a mesma foi feita nessa data. Acredito que tenha sido tirada bem antes disso.

Fonte: facebook

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SERTÃO DE LAMPIÃO TAMBÉM FOI TERRA DE JOSÉ GROSSO


O enredo da Unidos da Tijuca, escola de samba campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2012, que homenageou o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, e a cultura do Nordeste brasileiro, traz à lembrança um conteúdo que talvez muitos espíritas, que já ouviram falar no espírito José Grosso, não saibam.

José Grosso (1896-1936) é uma das entidades que trabalham auxiliando nos tratamentos espirituais em reuniões de psicofonia, e antigamente em reuniões de efeitos físicos, principalmente nos grupos do Movimento da Fraternidade.

José Grosso Espírito Enviado em 4 de abr de 2009 - José Grosso Espírito de Luz que viveu no grupo de Lampião, José Grosso é irmão de Palminha - Categoria: Música - Licença padrão do YouTube -  https://www.youtube.com/watch?v=ZwSFdOU2l2I

Compromissado com o trabalho no bem, o espírito José Grosso, em sua última reencarnação, vivera no Ceará. Nascera em 1896 e atendia pelo nome José da Silva. Seus pais, Jerônimo e Francisca, tiveram nove filhos. Na década de 1930, diante da miséria imposta pelas secas na região Nordeste, passou a integrar o movimento do cangaço, sob a liderança de Lampião. Em sua concepção, aquela seria uma justa luta para um ideal de justiça e liberdade. Não demorou muito a perceber os excessos cometidos na ação que movia o bando, que invadia e saqueava povoados.

Em vez de delatá-los às autoridades, José da Silva continuou entre os cangaceiros, mas passou a criar estratégias para informar as povoações que seriam invadidas, para que pelo menos as mulheres e as crianças fossem poupadas. Descoberto, Lampião (1898-1938) perjurou-lhe os olhos, vingando-se da traição. Perdido na mata, com infecção generalizada, José da Silva desencarnou em 1936, aos 40 anos de idade.

http://www.correiofraterno.com.br/acontece/896-sertao-de-lampiao-tambem-foi-terra-de-jose-grosso

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A VOLTA DO REI DO CANGAÇO


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PEDRO MOTTA POPOFF


Garoto PEDRO MOTTA POPOFF embora more no Estado de São Paulo, sabe muito sobre Luiz Gonzaga, cultura nordestina, cangaço e por aí vai. Já se apresentou em vários programas de TV, sendo um grande divulgador do NE. É uma figura...!...


Fonte: facebook

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CURIOSIDADES SOBRE O CANGAÇO (7) LAMPIÃO E A COLUNA PRESTES (1927) O COMEÇO DO FIM.

(Revista – Aventuras na História)

Foi exatamente em Campos Sales (CE), do alto de uma encosta, início do ano de 1927, que o bando de Lampião aguardava a chegada da tal coluna de Prestes (foto rara de 1930). De fato, Lampião percebeu duas situações estranhas: o grupo, além de numeroso, eram alegres. O tal deputado “Bartolomeu”, que “tramou” todo o “esquema”, abusando da boa vontade do rei do cangaço, e era amigo do Padre Cícero, mas até hoje não sabemos qual era sua verdadeira intenção? Pela lógica, talvez ele se achava inteligente para criar um clima de hostilidade entre as duas facções (Lampião x Carlos Prestes). E com isso conquistar uma aliança com Getúlio??? O resto vocês já sabem. Essa história nos ouvidos de Getúlio, que apenas disse: “acabem com ele, o rei do cangaço!”
(Revista – Aventuras na História)

O pesquisador Breno Dos Santos disse:

Segundo alguns autores, dizem que Lampião desistiu porque foi perseguido pela polícia pernambucana logo após o "famoso acordo". Mas a verdadeira história não foi tão assim. É claro que os cangaceiros eram "experts". Perceberam a "trama" política. E outra: Os cangaceiros, de um modo geral, não gostavam de políticos, apesar de confiarem em alguns "coronéis" que pouco se importavam com o "destino" deles, os cangaceiros. Em outro blog me perguntaram onde consegui essa informação? Só poderei responder ao administrador do grupo, Geraldo Júnior! Somente por uma questão de respeito a ele e a vocês desse grupo!

Fonte: facebook
Página: Breno Dos Santos 

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O MAIS NOVO LIVRO DO ESCRITOR SABINO BASSETTI - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

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JOSÉ GROSSO


Espírito de muito sentimento, muito amigo, teve muitas andanças através de vários corpos.

Teve poder e muita autoridade nas mãos, principalmente a partir da Germânia. Contudo, era místico, rígido e disciplinado. Nessa época, José Grosso chamava-se Johannes e desencarnou por volta do ano 751.

Em uma de suas encarnações foi seu irmão consanguíneo o Irmão Palminha (hoje também mentor espiritual da Fraternidade). José Grosso reencarnou-se novamente, na Holanda, como Adido Diplomático. Conviveu com a classe alta holandesa e com a corte de Francisco I - rei da França. Segundo informações da espiritualidade, consta que Jair Soares (diretor mediúnico de núcleo espírita já desencarnado) foi o Rei Francisco I. Com essa informação fica explicada a grande ligação entre os dois. Nesse período, José Grosso conquistou grandes amizades através de suas atividades diplomáticas.

Em território brasileiro, no ano de 1896, nasceu José da Silva, nos rincões áridos do Ceará, em pequeno lugarejo próximo a Crato. Seus pais Gerônimo e Francisca tiveram 09 filhos.

No princípio da década de 30 os rumores invadiram toda a vastidão do sofrido Nordeste. Miséria, seca, sofrimentos, falta de tudo. Não mais as cortes e o mando relativo. Época em que alguns homens se apropriavam dos bens dos ricos para distribuí-los aos pobres. Isso empolgou muito o coração de José da Silva que em seu íntimo sonhava com uma "terra prometida", com mais paz, saúde e alimentação adequadas para todos. Essa turba de homens tinha como chefe Lampião. Na região de Orós, José Grosso, já adulto integrou-se a esse grupo de anseios iguais aos seus, ou seja, ajudar aos seus semelhantes a qualquer custo.

Mensagem Psicofônica nº:15 Espírito José Grosso - Publicado em 31 de janeiro de 2015 - Vídeo com mensagem psicofônica do Espírito José Grosso, em reunião espírita no sul de Minas Gerais, Brasil, onde se manifestou este protetor. Tema: "Suportai-vos uns aos outros". - Pessoas e blogs - Licença padrão do YouTube - https://www.youtube.com/watch?v=YAmlvGXYDZY

Com a convivência com o bando, José da Silva percebeu que eles extrapolavam as suas aspirações. Percebeu que a maneira como agiam não era correta e sabendo das conseqüências desses atos, mudou seu comportamento. Não delatou o grupo às autoridades, mas passou a informar as cidades que seriam invadidas para que as mulheres e crianças fossem poupadas. Esse comportamento levou Lampião a perfurar-lhe os olhos a faca, vingando-se da traição sofrida. José da Silva perdido na mata, com infecção generalizada, desencarnou em 1936 aos 40 anos de idade, sem ter notícia alguma de seus sete irmãos. Conhecia o paradeiro de um único irmão - hoje Palminha - na época, viveu o mesmo tipo de vida, mas pertencendo a outro grupo.

Após seu desencarne, quando acordou no plano espiritual, tinha a seu lado o espírito de Scheilla e Joseph Gleber, que tiveram vínculos com ele na Germânia. Doze anos depois, os espíritos Scheilla e Joseph Gleber levaram o espírito de José da Silva para o núcleo que se reunia na casa de Jair Soares. Lá ele manifestou-se pela primeira vez.

Em 1949, em suas primeiras comunicações, ele dizia ser folha caída dos ventos do Norte. Também levado por Scheilla e Joseph começou a manifestar-se no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, através de alguns médiuns e principalmente através do conhecido médium Peixotinho. Os espíritos José Grosso, Scheilla e Dr. Garcez manifestavam-se pelo Peixotinho, médium que foi médico também na era de 79.

José grosso iniciou sua caminhada no plano espiritual junto ao espírito de Glacus. Por longos anos esteve sob orientação de Scheilla no campo espiritual, trabalhando em dedicado e operoso núcleo espírita em Belo Horizonte. Desde 1949, vem cooperando nas reuniões de efeitos físicos, junto a movimentos espíritas e vem também se dedicando atualmente na Fraternidade Espírita Irmão Glacus.

Agradecemos a Jesus pela oportunidade de estarmos na Casa de Glacus ao lado de mentores espirituais tão dedicados. Que as bênçãos de nosso Divino Mestre possam ampará-los e fortalecê-los cada dia mais.

* Relato feito pelo médium Ênio Wendling intuído por nosso Irmão Palminha, especialmente para ser veiculado no Jornal "Evangelho e Ação". José Grosso, dentre as suas várias atividades espirituais é mentor espiritual da tarefa da Sopa, na Fraternidade Espírita Irmão Glacus e da Creche Irmão José Grosso, na Fundação Espírita Irmão Glacus.

http://www.feig.org.br/index.php/nstituicao/nossos-mentores/131-jose-grosso

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