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sexta-feira, 21 de abril de 2017

MINI-CURSO: O PLANEJAMENTO EM GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTEÚDOS E PRÁTICAS MINISTRANTE: PROF. JEYSON FERREIRA SILVA DE LIMA (DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA-CAWSL/UERN/ASSU)


UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – UERN
FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS – FAFIC
DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA - DGE
XXIII ENCONTRO ESTADUAL DE GEOGRAFIA DO RIO GRANDE DO NORTE (EGEORN)

MINI-CURSO: O PLANEJAMENTO EM GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: CONTEÚDOS E PRÁTICAS

Ministrante: Prof. Jeyson Ferreira Silva de Lima
(Departamento de Geografia-CAWSL/UERN/ASSU)

Ementa:

O Planejamento escolar, nas suas diversas concepções e dimensões, é um dos assuntos mais discutidos atualmente no âmbito dos cursos de pedagogia e licenciaturas. Com as mudanças recentes no ensino, é preciso compreender a sua importância, fazendo um resgate das principais aspirações teóricas e das políticas atuais que orientam a pratica docente e que interferem no cotidiano escolar. Assim, o minicurso tem como foco problematizar o planejamento em geografia escolar, suas dimensões, perspectivas e desafios, tendo em vista que, o planejamento em Geografia assume grande relevância, uma vez que essa disciplina escolar, apresenta grande diversidade temática. Deste modo, é salutar que o professor de geografia assuma uma postura ativa frente as diferentes concepções que orientam os currículos nos níveis de ensino, saiba utilizar diferentes metodologias e estratégias que viabilizem um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico e coerente com os valores atuais do espaço geográfico.

Quantidade de participantes: máximo 25

Material:
·         Um texto/esquema para cada participante;
·         Lápis grafite e borrachas;
·         Cola branca;
·         Folhas de papel A3;
·         Uma caixa de coleção multicor.

Segundo Libâneo (1994), há três níveis de planos no cotidiano escolar:
•         Plano da Escola;
•         Plano de Ensino; e
•         Plano de Aula.
Plano da Escola / Instituição: É um documento que contém orientações gerais da escola;
•         Evidencia as concepções pedagógicas e orientações teórico metodológicas da instituição;
•         Faz a caracterização do espaço físico e da clientela (alunos); e
•         É coletivo;

Plano da Escola
Posicionamento e Finalidades da Educação Escolar
Bases Teórico Metodológicas
Contextualização social, política, econômica e cultural da escola
Características sócio-culturais dos alunos
Objetivos educacionais Gerais da Escola
Diretrizes gerais para a elaboração do plano de Ensino
Diretrizes quanto à organização e à administração
PIMENTA, Sônia de Almeida, 2008

Plano de Ensino: Corresponde ao trabalho docente a ser desenvolvido no ano / módulo, dividido em unidades sequenciais, de acordo com as temáticas propostas;
•         É elaborado por professores e equipe pedagógica;
•         Contém os objetivos do conhecimento; e
•         É provisório

Plano de ensino
Disciplina – Ciclo – Ano – nº de Aulas
Justificativas
Objetivos Gerais
Objetivos Específicos
Conteúdos (unidades didáticas)
Desenvolvimento metodológico
Processos de avaliação
Bibliografia
PIMENTA, Sônia de Almeida, 2008.

Plano de Aula: É o plano desenvolvido para uma aula, ou conjunto de aulas. Possui caráter específico para cada tema;
•         É um detalhamento do plano de ensino;
•         É um instrumento cotidiano do professor;
•         Ambos os planos devem considerar as diretrizes curriculares de ensino.

Plano de Aula
Escola
Série/Ciclo:
Unidade Didática
Objetivos Específicos
Conteúdos
Metodologia
Recursos Necessários
Avaliação
Bibliografia
PIMENTA, Sônia de Almeida, 2008.

ALGUMAS REFERÊNCIAS SOBRE ENSINO DE GEOGRAFIA E PLANEJAMENTO

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: v História e Geografia. v.5. Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Geografia. v.5. Brasília: MEC/SEF, 1998.
CALLAI, Helena Copetti. O ensino de Geografia: recortes espaciais para análise. In: CASTROGIOVANI, A. C. et al. (Orgs.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1998a.
CALLAI, Helena Copetti. Grupo, espaço e tempo nas séries iniciais. In: CASTROGIOVANI, A. C. et al. (Orgs.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1998b.
CALLAI, Helena Copetti. O estudo do município ou a Geografia nas séries iniciais. In: CASTROGIOVANI, A. C. et al. (Orgs.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1998c.
CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANI, A. C. Ensino de Geografia: práticas e contextualizações. (Org.). Porto Alegre: Mediação, 1999.
CALLAI, Helena Copetti.  A Geografia e a Escola: Muda a Geografia? Muda o Ensino? Revista Terra Livre, n. 16. (p. 133-152). São Paulo, 2001 
CAVALCANTI, Lana de Souza.. Geografia, escola e construção de conhecimentos. São Paulo: Papirus, 1998. CAVALCANTI, L. de S. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002.
CAVALCANTI, Lana de Souza. Ensino de Geografia e Diversidade: construção de conhecimentos geográficos escolares e atribuição de significados pelos diversos sujeitos do processo de ensino. São Paulo: Contexto, 2006.   
FONSECA, Gildette Soares. Planejamento nas aulas de Geografia, essencial para o ensino aprendizagem. In: XVI Encontro Nacional de Geógrafos, 2010, Porto Alegre-RS. Crise, práxis e autonomia: espaços de resistência e de esperanças, 2010.
GÁUDIO, Rogata Soares del. BRAGA, Rosalina Batista. A Geografia, a educação e a construção da ideologia nacional. Terra Livre, São Paulo, ano 23, v. 1, n. 28, p. 177- 196, jan./jul. 2007.
KAERCHER, N. A. A Geografia é o nosso dia a dia. In: CASTROGIOVANI, A. C. et al. (Orgs.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. Porto Alegre: Associação dos Geógrafos Brasileiros, 1998a.
KAERCHER, Nestor André. Desafios e Utopias no Ensino de Geografia. 3ª ed. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1999.  
KAERCHER, Nestor André. O gato comeu a Geografia Crítica? Alguns obstáculos a superar no ensino-aprendizagem de Geografia. In: PONTUSCHKA, Nídia N. e OLIVEIRA, Ariovaldo U. (orgs.). Geografia em Perspectiva: ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2009. p. 221-231.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 2ª ed. São Paulo: Editora Cortez, 2013.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Planejamento e Avaliação na Escola: articulação e necessária determinação ideológica. Série Ideias n. 15, São Paulo: FDE, 1992. p. 115-125.
LOPES, Alice Casimiro. Políticas curriculares: continuidade ou mudança de rumos? Revista Brasileira de Educação, n. 26, p. 109-118, maio/ago. 2004.
OLIVEIRA, Ariovaldo U. (Org.). Para onde vai o ensino da geografia? 9. ed. São Paulo: Contexto, 2010.
PIMENTA, Sônia de Almeida. Didática e o ensino de geografia. Campina Grande: EDUEP, 2008. 244 p.
PONTUSCHKA, Nídia N.; PAGANELLI, Tomoko Iyda.; CACETE. Para ensinar e aprender Geografia. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156 p.
TURRA, Clódia Maria Godoy et al. Planejamento de ensino e avaliação. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1995
SOUZA, Rosa F. de. Política curricular no estado de São Paulo nos anos de 1980 e 1990. Cadernos de Pesquisa. São Paulo, v. 36, n. 127, p. 203-221, jan./abr. 2006.
VESENTINI, J. W. O ensino de Geografia no século XXI. Caderno Prudentino de Geografia, Presidente Prudente, v. 17, n. 2, jul. 1987.CAVALCANTI, L. de S. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002.
ZANATTA, Beatriz Aparecida.  As referências teóricas da Geografia Escolar e sua presença na investigação sobre as práticas de ensino. Revista Educativa (UCG), v. 13, p. 93-108, 2010.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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QUEM PODE OCUPAR O LUGAR DE FALA NA HISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO?

Por Geziel Moura

A biografia de Virgolino Ferreira da Silva é encharcada de incertezas, tais como: Origem da alcunha Lampião? Possuía mesmo colher que detectava veneno? Ele combateu a coluna Prestes? Antônio Ferreira, seu irmão, morreu na Serra Grande ou na Fazenda Poço do Ferro, do coronel Ângelo da Gia? Morreu envenenado ou baleado no dia 28 de julho de 1938, essas são algumas dúvidas que dividem leitores e escritores do cangaço.


Neste momento, queria me deter um pouco mais, em outra incerteza: A causa da lesão no olho direito de Lampião, confesso, que pensava que tal incerteza, era comungada pelos leitores que tiveram acesso, às várias versões, disponíveis na literatura do cangaço, até defrontar-me com o entendimento de "pesquisador facebokiano" que aponta a origem da cegueira de Lampião, ao tiro disparado pelo nazareno David Jurubeba, em certo Quipá, cujos espinhos atingiram seu olho direito, e o lesionou. Temos, portanto, a causa e o sujeito da lesão de Virgolino, o oráculo está formado, a incerteza não existe mais, aos olhos do "pesquisador facebokiano", a verdade verdadeira foi erigida impoluta.

Segundo os pesquisadores Antônio Amaury e Carlos Elydio, na obra "Lampião, bandido ou herói" comentam que durante o fogo da "Baixa do Tenório" o tiro de David Jurubeba, atingiu o Quipá, e os espinhos deste, chegaram no olho direito, entretanto, continuam os autores, lampião era possuidor de "Glaucoma" desde criança. Provavelmente há lapso no uso do termo médico sugerido, pelos autores, em Glaucoma, ao invés de Leucoma.


Para o Dr. José Lages Filho, do serviço médico legal do Estado de Alagoas, que assinou o laudo cadavérico da cabeça de Lampião, manifestou-se da seguinte forma: "O olho direito apresenta um leucoma, tingindo toda a córnea". O entendimento que a lesão ocular de Lampião, poderia ter origem na infância, encontra eco na obra "Lampião: A medicina e o cangaço" de Leandro Cardoso e Antônio Amaury, em que revela, depoimento de D. Mocinha, irmã de Virgolino, que este, antes de se tornar cangaceiro, já possuía problemas com a vista direita.

Diante do exposto, é razoável pensar que a cegueira de Lampião tenha se agravado, com o "suposto" espinho de Quipá, porém este pensamento não é determinante, por escassez de elementos que denunciem o acontecimento, outrossim, este não é o cerne da questão que levanto, o que precisa ficar como reflexão, é que certas "verdades" anunciadas sobre a história, não passam de conjecturas ingênuas, que não se sustentam ao olhar crítico e lógico da coerência dos fatos, portanto, se não podemos estabelecer a verossimilidade, de tais fatos, que eles fiquem no campo da suspeição, como é o caso da cegueira de Lampião.

Finalmente, não basta "Nossa própria experiência de caso" como determinismo, pois corremos o risco, de produzir falácias, em nome da história.

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PRÉDIOS HISTÓRICOS DE POMBAL O CASTELO DA RUA ESTREITA.

PorJerdivan Nóbrega de Araújo 

Por algum motivo o povo de Pombal condicionou a chamar esse prédio de “O Castelo”, mesmo que em nada a edificação lembre um castelo medieval. Construído na década de 1930, o Castelo é um prédio isolado, localizado no final da Rua Estreita, próximo ao açougue. O estilo da construção lembra a Art déco. ( classificação minha), e fica mais bonito se você olhar com os olhos de quem viveu em Pombal na década de 1930, quando núcleo central da cidade de Pombal, do lado sudoeste, terminava no final da Rua Estreita.( a época era Rua do Giro e hoje e oficialmente Rua João Capuxu e popularmente Rua Estreita).

A ampliação da cidade para o sul se deu com a chegada da Rede Ferroviária. 

Terminada a Rua estreia tínhamos um riacho temporário e logo as margens foi erguido o Castelo.


A edificação é um sobrado em dois pavimentos que passou por pequenas intervenções na parte inferior, mantendo a fachada superior em sua originalidade, inclusive com as quatro quedas d’água, e as diversas janelas estreitas, mais voltadas a entrada de ar.

Infelizmente o Castelo ficou fora do perímetro tombado pela IPAHEP, que termina pouco antes do Açougue, que também ficou de fora, correndo o risco, os dois edifícios, de demolição.

O Castelo foi construído incialmente para funcionar como albergue, mas, parece que não deu muito certo: já em 1938 se instalou ali o “Quartel do Tiro de Guerra do Exército Brasileiro”.

Ao longo do tempo o Castelo alternou entre prédio abandonado e salas comercias.


Na época das grandes cheias do Rio Piancó o Castelo ficava completamente ilhado, como pode ser visto na foto da cheia de 1967.

Não obtive a informação de quem o ergueu, e a quem pertence nos dias de atuais.

Mas, acredito na sua preservação pelo nosso povo.

Jerdivan Nóbrega de Araújo

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ALAM - ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE MARTINS 22.04.2017 - SESSÃO MAGNA DE ELOGIOS PRESIDENTE: TANIAMÁ BARRETO

Taniamá Barreto



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LOCAL ONDE NASCEU A CANGACEIRA DADÁ


Boa tarde, amigos! 

Muitos dizem que Dadá nasceu em Belém do São Francisco, no Estado de Pernambuco, mas outras informações dão conta que ela nasceu no Povoado Baixa do Ribeiro, Macururé, no Estado da Bahia.


ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Sérgia Ribeiro da Silva[1] mais conhecida como Dadá (Belém do São Francisco, 25 de abril de 1915 — Salvador, fevereiro de 1994), foi uma cangaceira - única mulher a usar fuzil no bando de Lampião [2].


Nasceu em Belém do São Francisco, onde viveu seus primeiros anos de vida e teve algum contato com índios. A família muda-se para a Bahia onde, aos treze anos, é raptada por Corisco (Cristino Gomes da Silva Cleto) - o "Diabo Loiro", de quem seria prima.

Cabocla bonita, esbelta, conheceu o homem da sua vida de forma violenta, em meio a caatinga árida por onde vivia errante o bando de cangaceiros. Consta que seu defloramento provocara-lhe tanta hemorragia que por pouco não faleceu.

A relação, que começara instintiva, transforma-se com o tempo. A vida nômade, seguindo o companheiro, que era o segundo homem, na hierarquia do bando, a chegada dos filhos, fez com que mais que uma amante Dadá se tornou a companheira de Corisco, com quem, ainda no meio das lutas veio a se casar.

Tiveram sete filhos, que eram ocultamente deixados em casas de parentes para serem criados. Destes, apenas três sobreviveram.

O bando de Lampião dividia-se, como forma de defesa, em partes menores, a mais importante delas era justamente a chefiada por Corisco. A esposa tinha uma pistola, que ele dera, para sua defesa pessoal, e também lhe ensinou a ler, escrever e contar.

Num dos ataques feitos pelas volantes (em outubro de 1939, na fazenda Lagoa da Serra em Sergipe), o Diabo Louro é ferido em ambas as mãos, perdendo a capacidade para atirar. Dadá, então, torna-se a primeira e única mulher a tomar parte ativa - e não meramente defensiva - nas lutas do cangaço.

Se o marido era temido como um dos mais violentos bandoleiros, consta que muitas pessoas tiveram sua vida poupada graças à intervenção de sua companheira. Dada também era chamado "Suçuarana do Cangaço"
Trágico final[editar | editar código-fonte]

Tendo Lampião sido executado em 1938, Corisco, que estava em Alagoas com parte do bando, empreendeu feroz vingança. Como seus companheiros tiveram as cabeças decepadas, e expostas no Museu Nina Rodrigues de criminologia, na capital baiana, Corisco também cortou a cabeça de muitas vítimas, então.

O cangaço definhava, sobretudo pela disparidade de armamentos: os volantes tinham uma arma que os cangaceiros nunca conseguiram obter: a metralhadora. A própria Justiça passa a oferecer vantagens para os bandoleiros que se rendessem.

A 25 de maio de 1940 Corisco e seu bando é cercado em Brotas de Macaúbas, pela volante do tenente Zé Rufino. Dissolvera o bando, e abandonara as vestes típicas, procurando passar por simples retirantes.
Uma rajada da metralhadora rompe os intestinos de Corisco. Dadá é ferida na perna direita.

O último líder do cangaço morre dez horas depois do ataque, sendo enterrado em Jeremoabo e, dez dias após, exumado e a cabeça decepada é enviada ao Museu, junto às demais do bando.

Dadá, colocada em condições infectas, tem seu ferimento agravado para uma gangrena, que restou-lhe, na prisão, à amputação quase total da perna. Por essa situação, o célebre rábula baiano Cosme de Farias, representa Dadá na Justiça, pleiteando sua libertação, em 1942.

Luta por direitos[editar | editar código-fonte]

Dadá passou a viver em Salvador, lutando para ver a legislação que assegura o respeito aos mortos fosse cumprida - e a tétrica exposição do Museu Antropológico Estácio de Lima[3], localizado no prédio do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues tivesse fim. Só a 6 de fevereiro de 1969, no governo Luiz Viana Filho, foi que os restos mortais dos cangaceiros puderam ser inumados definitivamente - tendo, porém, o museu feito moldes para expor, em substituição.

Por sua luta e representatividade feminina, Dadá foi, na década de 1980, homenageada pela Câmara Municipal de Salvador. Na Bahia, que tivera Gláuber Rocha e tantos outros a retratar o cangaço nas artes, Dadá era a última prova viva a testemunhar o cotidiano de lutas, dificuldades e, também, de alegrias e divertimentos. Deu muitas entrevistas, demonstrando sua inteligência e desenvoltura.

Morreu, na capital baiana, em 1994.

Na cultura [editar | editar código-fonte]

SAVAGET, Luciana. "Dadá, a mulher de Corisco" Ed. DCL
ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de. "Gente de Lampião: Dadá e Corisco",
Notas e referências
Ir para cima↑ SAVAGET, Luciana. Dadá, a mulher de Corisco, ed. DCL, (ISBN ISBN 8536800240), traz seu "nome de batismo" como sendo "Sérgia da Silva Chagas".
Ir para cima↑ VAINSENCHER, Semira Adler. Corisco. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Acesso em: 8 de janeiro de 2016.
Ir para cima↑ Sociedade Brasileira de História da Medicina. «Biografia do Médico Raimundo Nina Rodrigues no site da SBHM» 🔗. Consultado em 10 de maio de 2011

https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9rgia_Ribeiro_da_Silva

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VALDETÁRIO CARNEIRO - A ESSÊNCIA DA BALA


Dos Jornalistas Rafael Barbosa e Paulo Nascimento, da cidade de Natal RN. "Valdetário, a essência da bala", é um livro que prende a atenção. Das primeiras palavras até o ponto final. Trata da vida de um dos mais temidos assaltantes que já irromperam no Rio Grande do Norte. Valdetário tornou-se uma lenda, tal a ousadia de suas ações. Ser implacável era o seu método, agir sem temor sua grife."

Nesta página fazendo um resumo da História do caraubense Valdetário, que chegou a ser comparado no programa linha direta da Rede Globo ao Lampião da era moderna. Despertar a curiosidade de quem não conhece sua trajetória igual a de alguns brasileiros revoltado com as injustiças e teve a coragem de desafiar esta estrutura corrupta e como acontece com todos é rotulado de Bandido e depois executado pelo Estado num pais que se vangloria de não ter pena de morte.


Será uma longa história em que alguns episódios de um Tio de Valdetário conhecido pelo nome de Antonino Carneiro, eu conheci assim como lembro do menino mais novo do que eu 5 anos o Valdetário que gostava de interpretar nos desfile de 7 de setembro O Tiradentes. São personagem e cenário da vida real.


A cena não é diferente no Oeste Potiguar do que se vê em grande parte de resto do interior nordestino. O sol castiga o sertão como em tantos dias do ano. E quando se aproxima o meio dia o calor é evidente. A senhora sai de sua casa, na beira do asfalto e começa a caminhar em direção a Caraúbas. No mesmo sentido vem vindo o homem em sua camionete que freia e pergunta:

 - Está indo pra onde, minha Tia?

 - Caraúbas. - Respondeu a senhora:

A mulher agradece a gentiliza e comenta: 

- Morro de medo de andar por aqui, por conta do tal Valdetário. Tenho muito medo dele - relata.

Qual a razão disso? Ele questionou, intrigado.

Na visão da mulher ele era um bandido perigoso que trucidava quem encontrasse pela frente. A viagem acaba já dentro da cidade e ele pega do bolso da camisa um maço de dinheiro e sem contar dar para a senhora e diz:

- Não tenha medo de Valdetário, não. Que esse homem sou eu e não faço nada do que já contaram para a senhora.

Essa história, como tantas outras que têm este homem como protagonista, é conhecida por muita gente da região Oeste. Pode até ser mentira, que é debitada na conta da lenda de Valdetário.

No dia 7 de março de 1959 nasce um menino que é batizado José Valdetário Benevides. Val, como passaria a ser tratado pelos amigos mais próximos e também pela família. 

A Saga da família Carneiro começa com Antonino Carneiro, um cidadão de bem e muito respeitado devido ao seu destemor de não deixar nada para depois. Tem muitas histórias dele contadas pelo povo, em que diziam que ainda não tinha nascido um Policial que tivesse a petulância de desarmá-lo, em termos é verdade. E talvez tenha tudo começado daí, pois Caraúbas era famosa em colocar Sargentos da PM para correr de lá. Eu afirmo isto porque na época eu era criança, e ouvia muito estas estórias de homens poderosos, e a polícia não desarmava, só os pobres dos Zé Maner, e quando algum Sargento desavisado tentava ou corria ou morria. Pela falta de estrutura do Estado e devido ao seu respeito e temor que todos tinham dele, ele se tornou uma espécie de Juiz seria o caso, pois dizem que ele resolvia as questões entre as pessoas, principalmente, rapazes que na nossa linguagem ofendia a moça e não queria casar. Ele conversava com o sujeito e convencia a ele reparar o que fez.


Este é o cenário da tragédia anunciada, que poderia ter sido evitada, mais não foi, e tudo se consumou no pior. É o que se pode dizer um dia de cão, um dos piores dias para quem residia em Caraúbas. Eu vivi este momento, e confesso não foi nada agradável a cidade mergulhou num clima de tenção nunca visto. 


Sargento Aderson, campeão de tiro da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e pelo que eu escutava, foi enviado para Caraúbas com um propósito. Desmoralizar o homem mais temido da cidade, Antonino Carneiro. Tio de Valdetário Carneiro, Antonino foi um desses homens com valores que o tempo faz desaparecer. Apesar de ser apenas comerciante, sem muitas posses, chegou a ser vereador de Caraúbas duas vezes, entre 1958 e l966 - o prédio onde está a sede da Câmara Municipal foi dado o seu nome em sua homenagem. Era ele que resolvia os problemas de todos que o procurava na cidade. E resolvia do seu jeito. Forte, alto, teimoso e cheio de coragem, conseguia impor respeito.

Em 1958, ano de uma das secas da história do Nordeste brasileiro, eu nos meus 4 anos de vida, residindo na Fazenda Independência, lembro do meu pai trazendo macambira para a comida dele e minha mãe, quem me safava era o leita das cabras. Com os três açudes; São Vicente, Saboia e o Grande seco, o único local para os moradores de Caraúbas era o Olho D'água do Milho para pegar água. O dono do local terminou fechando a entrada da fonte. A população resolveu pedir socorro a Antonino. Ele foi ao local, arrancou a porteira e a levou no seu caminhão. As ações lhe renderam prestígio e amigos.

O ex-Governador Aluízio Alves tinha a casa de Antonino como porto seguro em Caraúbas, sempre o visitava. Um outro amigo de peso foi o Coronel Bento Manoel de Medeiros, o ex-Deputado Estadual Vingt Rosado, do clã política da cidade de Mossoró. Mas, ao mesmo tempo se multiplicava os inimigos. Um pistoleiro chegou a pegar carona com ele e desistiu de matá-lo ao ver o arsenal com o seu ajudante. Infelizmente a maior desgraça humana são as intrigas e os Lideres não escapam desta armadilha, a história começou em 1966. 

Chega em Caraúbas, designado como o novo delegado da cidade o sargento Aderson Adriano Pires, da Polícia Militar. A princípio os dois tinham um bom relacionamento, até que um dia, como diz a insustentável leveza do ser, por uma bobagem, orgulho besta que todos temos, veio à tona com toda sua força. Os dois se tornaram inimigos mortais, e alimentado pelas fofocas é um estopim para a desgraça. Valendo-se da condição política de seu parentesco com o Governador Monsenhor Walfredo Gurgel, seu aliado a primo em primeiro grau de sua mulher. Solicitou a transferência do Sargento Aderson. Pedido negado, coisas da política, se a missão do Sargento era esta, ele previu o fim da história: 

-- Um dos dois vai morrer, Monsenhor. (Antonino Carneiro)


http://tudodecaraubas.blogspot.com.br/2015/04/valdetario-carneiro-essencia-da-bala.html

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CANGACEIRA ADÍLIA

Por Noádia Costa

Adília Maria de Jesus era natural de Poço Redondo Sergipe, cidade que ficou conhecida como a capital do Cangaço, devido a grande quantidade de jovens que se tornaram cangaceiros. Quando acompanhou de forma espontânea seu namorado Bernardino Rocha (Cangaceiro Canário) ainda não tinha completado 16 anos.


Ao se tornar cangaceira, Adília imaginava ter uma vida de liberdade e escapar do forte controle exercido pelo seu pai, que a impedia de usar maquiagem, dançar e participar de festas. Além disso imaginava viver uma bela história de amor com o namorado Canário, fugindo da desaprovação desse relacionamento por sua família.

Sobre sua entrada no Cangaço Adília em entrevista a Gilvan de Melo Santos afirmou: 

"Eu fui porque quis. O rapaz era daqui, de Poço Redondo. Ainda não tinha dezesseis ainda, ainda ia interar. Eu namorava com ele. Nós dois quase menino. Meus país não queria e os país dele não queria. Ele me falou que ia pro sul, ai ele perguntou se eu ia pro sul e com dois anos ele vinha me buscar. Aí eu disse: Se você for pro inferno e vier me buscar eu vou, quanto mais pro sul."


O cotidiano no Cangaço se tornou um verdadeiro pesadelo. As longas caminhadas, a fome, as perseguições das volantes e o risco diário de perder a vida. Fora isso, ainda tinha que lidar com o ciúme doentio de Canário, que a ameaçava e a agredia fisicamente. Chegando a impedi-la de conversar com outros integrantes do bando. Seu relacionamento se tornou perigoso e abusivo.

Após a morte de seu companheiro em setembro de 1938, se entregou a polícia na cidade de Propriá. Durante sua passagem pelo Cangaço teve um único filho com Canário chamado João. Após ser libertada casou -se novamente na cidade de Poço Redondo. Concedeu várias entrevistas onde sempre afirmava das dificuldades da vida no Cangaço, e que não sentia saudade desse período.


Algo que me chama atenção nessa cangaceira, é a simplicidade e sinceridade durante suas entrevistas. Adília me lembra a doçura e a força do povo nordestino. Que não desanima mesmo diante das dificuldades. Nunca se promoveu, nunca enfeitou histórias, nunca quis ser o centro das atenções. Viveu uma vida simples e digna na periferia de Poço Redondo. Mesmo contando de seu sofrimento no Cangaço, ainda conseguia esboçar um sorriso e demonstrar alegria.

Faleceu em março de 2002 com 82 anos de idade.

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SALOMÃO DO NASCIMENTO RHEM

Por Rubens Antonio

Salomão do Nascimento Rhem e sua esposa, Idalzina Kruchewsky.

Imagem aproximadamente da época quando, enquanto capitão, assessorou Felippe Borges de Castro, enveredando o interior baiano, na caça a Corisco.


Imagem posterior, de quando concorreu a deputado, pela Bahia.



Rubens Antonio é baiano, professor e pesquisador do cangaço.

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[CANGAÇO NA BAHIA] CANGACEIROS ENTREGUES.

Por Rubens Antonio

Da esquerda para a direita:

Barra de Aço, Pedra Roxa, Pancada, Santa Cruz e Velocidade, em fevereiro de 1939.



Rubens Antonio é baiano, professor e pesquisador do cangaço.

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A LIBERDADE DO CANGACEIRO ZABELÊ

Do acervo do pesquisador José João Souza

O cangaceiro Zabelê morava na fazenda Xique Xique, no município de Vila Bela, atual Serra Talhada, seu nome verdadeiro era Isaias Vieira dos Santos.

No dia 12 de novembro de 1925, Isaias Vieira saiu de sua casa para levar a comida dos cangaceiro que estavam arranchados no curral da fazenda.

A conversa ia e vinha alheia a tudo, sem a mínima chance de alguém importuná-la, era um coito seguro.

O coiteiro Isaias Vieira há muito tempo vinha prestando serviços aos cangaceiros: trazendo comida, informações e servia de ponto de apoio entre Lampião e os fornecedores de armas.

Ultimamente Lampião alertava o amigo:

"- Isaias, a macacada tá cabreira que você é de minha confiança, é melhor se juntar à gente em definitivo e viver morando debaixo do céu aberto, na vida da espingarda!

A resposta:

"- num é certo, Lampião. Ajudar ao amigo eu posso e não conheço nada pra mim fazer ter medo, quanto mais de macaco. Mas tenho minha família pra dar conta."

Isaias Viera estava com 29 anos, era casado com Maria Benedita de Lima e tinha os seguintes filhos: Manoel Vieira (Neco Véio), Cecília Vieira, Jovina Vitorino de Lima, Benedita Vieira dos Santos e Joaquim Vieira. 

Os quinze homens que formavam o bando naqueles dias estavam gozando de um certo sossego.

Sorrateiramente a volante de Nazaré cercou a casa do protetor dominou a todos e entraram em interrogatório com seus familiares.

As perguntas eram feitas em tom de voz normal e as respostas eram quase aos gritos, para chamar a atenção dos cangaceiros que estavam no curral com o parente deles.

Desconfiaram do artifício e quando deram fé, olharam para os lados e lá iam os cabras em disparada.

A volante, comandada por Euclides Flor, Manoel Flor e Davi Jurubeba, abriu fogo, travando forte tiroteio.

A estas alturas Isaias havia recebido uma arma e reforçava a defesa.
Bateram em retirada por um buraco na cerca.

Resultou em dois cangaceiros sem vida e um ferido, o Cancão. Da volante morreu Idelfonso de Sousa Ferraz.

A partir desse dia, Isaias Vieira, que não queria ser cangaceiro, mas, como diz o ditado, " quem mexe com fogo acaba se queimando", não teve outra alternativa, entrou na peleja, pôs as cartucheiras cruzadas no tórax, quebrou o chapéu na testa e passou a se chamar Zabelê.

No período de pouco mais de um ano que ficou no cangaço circulava pelos sub grupo de Jararaca, Sabino e Antônio Ferreira, participando de grandes combates e momentos importante ao lado de Lampião.

Somente para citar algumas dessas passagens: participou da batalha da Serra Grande, foi ao Juazeiro com o bando para Lampião receber a patente de Capitão e presenciou o tiroteio da Tapera dos Gilo próximo à Floresta. Participou na linha de frente de diversas refregas contra os Nazarenos e dezenas de outros confrontos em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas.

Certo dia, no primeiro trimestre de 1927, aconselhado pelos parentes e amigos, Zabelê e o amigo de cangaço, João Gavião, chegaram tranquilamente em Vila Bela e vão procurar as autoridades, e mediante o argumento de que seria soltos em seguida, pelo fato de terem se entregado de livre e espontânea vontade, aceitaram serem presos.

Que nada.

João Gavião foi acobertado por alguns membros da família, ganhando logo a liberdade. Zabelê foi julgado e pegou noventa anos de prisão. Encaminharam-no para a Casa de Detenção no Recife.

Quinze anos depois, em 1942, já findo o cangaço, Agamenon Magalhães, filho de Vila Bela, era o governador do Estado de Pernambuco, e foi participar de uma solenidade de inauguração de uma usina de beneficiar algodão na fazenda Saco, vizinho da fazenda Xique Xique, no município de Vila Bela, quando um certo roceiro com cara de doido, aproximou-se da comitiva governamental, gritando:

"Agamenon, solte meu pai! Agamenon, solte meu pai!"

Os presentes afastaram o importuno, que continuava esturrando em apelos.

O Chefe do Executivo perguntou a um dos convidados que estava ao seu lado: 

" - Quem é esse? Quem é o pai dele?"

Informaram tratar-se de um débil mental, que atendia pelo apelido de Neco Véio, filho do ex-cangaceiro Zabalê, que cumpria pena na Casa de Detenção, na capital.

Se a gritaria do rapaz surtiu efeito, não se sabe, mas, duas semanas depois, o ex-cangaceiro estava em Vila Bela saboreando sua liberdade, isto é um fato.

Zabelê nasceu no dia 20 de outubro de 1896 e faleceu no dia 10 de fevereiro de 1978, em Serra Talhada PE.

Do livro: Lampião, nem herói nem bandido, a história
De: Anildomá Willans de Souza

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